Guias e troca de informações sobre os destinos do estado de Pernambuco
#348300 por filipebond
12 Fev 2009, 15:45
Pessoal,
Recebi isso por email... Exageraram pra ser engraçado, mas tem um fundo de verdade e serve de conselho:


Guia de sobrevivência do turista no Carnaval de Pernambuco


1. Ao encontrar algum bloco que possui boneco gigante, preste atenção nas mãos
do boneco "pro mode" não levar uma mãozada no "quengo".
- Embora o efeito do álcool se vá logo após a chapuletada, não é, obviamente, uma sensação agradável.


2. Se você escutar alguém gritando "Madeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiraaaaaaaaa", não se assuste,
pois ninguém vai ficar derrubando árvore em pleno Carnaval. É apenas algum
bloco ou banda cantando o hino do bloco "Madeira do Rosarinho", o qual você vai
escutar umas 14.889 vezes por dia.
- Até a quarta-feira de cinzas, você saberá a letra de cor.


3. Não se incomode se, ao seguir um bloco, a bandinha tocar sempre as mesmas
músicas. Também não se incomode se, ao seguir próximo bloco que passar, a banda
deste tocar as mesmas músicas que o bloco anterior tocou.
- O Carnaval de Pernambuco é assim mesmo, é tradição. É a época do ano que os
pernambucanos se reúnem pra ouvir as mesmas dez músicas de sempre.


4. Nem pergunte qual é o frevo novo que é a sensação deste ano. Faz tempo que
isso não existe em Pernambuco. E nem invente de perguntar qual é a dança da moda.
- Você corre o risco de apanhar, pois isso é coisa de baiano.


5. Nunca entre em discussão com algum pernambucano sobre qual é o melhor
Carnaval dentre o baiano, o pernambucano e o carioca.
- Vocês nunca vão chegar a conclusão alguma.


6. Nunca pergunte pra onde um bloco está indo. Siga-o apenas.
- Nunca se sabe onde um bloco vai parar, e nem onde começa.


7. Em Olinda, não se desespere se você passar horas e horas sem ver passar algum
bloco de Carnaval.
- O bom do Carnaval olindense é a espera.


8. Não leve carteira, relógio, telefone celular e outros pertences pra o meio da folia.
- O Bloco do Arrastão desfila todos os dias e a qualquer hora.


9. Se você for homem, não fique constragido em mijar no meio da rua quando der
vontade. Se assim não o fizer, vai acabar mijando nas caçolas se tentar achar
um banheiro. Se você for mulher, trate logo de achar um banheiro público e
entrar na fila duas horas antes de chegar a vontade de falar com o homem do
bocão.


10. No Carnaval de Olinda, se você for uma mulher bonita e gostosa, correrá o risco de,
sem o seu consentimento, ser agarrada, beijada, apalpada e outras coisas
terminadas em "ada". Nem vá de shortinho curto e de tecido leve. Vai voltar com a
arruela "assadinha". Use a velha bermuda jeans.
Se você for homem e tiver uma namorada gatinha, nem passe perto da cidade alta.
Mas, se você for uma mulher feia, é hora de aproveitar e tirar o atraso acumulado.
- Pois, em Olinda, vale o velho ditado: "não existe mulher feia; você é que bebeu pouco".
Vai que é tua, baranga!


11. Outro ditado que vale no Carnaval: cú de bêbo não tem dono. Assim, vale mais
usar o outro ditado "quem tem cú, tem medo" na hora de beber.
- Pense 2 vezes antes de enfiar o pé na jaca. Não confie nem nos amigos.


12. Não saia cedinho de casa pra ver o desfile do Galo de Madrugada. Este bloco
não desfila e nem nunca desfilou de madrugada.
- Ao final do desfile, procure um bom dermatologista .... depois de se recuperar.


13. Em Olinda, depois de tomar todas, nunca tente subir a Ladeira da Sé à pé.
Álcool só é combustível pra automóvel.


14. Se você for pra folia de carro, prepare-se para pagar antecipadamente 10
reais ao flanelinha pra deixar o carro na rua - se conseguir achar algum lugar.
Além disso, prepare pra enfrentar engarrafamentos homéricos.


15. Não fique constrangido se você estiver no meio de um bloco "lírico" e não
souber o que porra é lirismo. Também não fique sem jeito se o bloco for um do
tipo "bloco-de-saudade-de-velhos-carnavais" e você não estiver sentido saudade
alguma. Metade dos participantes desses blocos também não sentem porra de
saudade nenhuma, só dores nas juntas.
- Grande chance de achar aquela velha tia-avó viúva ou a tia solteirona, que há muito
você não via.


16. Se você for alérgico a mofo, passe longe dos "blocos-de-saudade-de-velhos-carnavais".


17. No meio desses "blocos-de-saudade-de-velhos-carnavais", finja que sabe quem
é Felinto, Pedro Salgado, Pierre, Fenelon e o velho Edgar Moraes. Assim, você
se enturmará mais rápido com o pessoal.
- Se, por curiosidade, você perguntar quem são esses caras, provavelmente vai receber
como resposta um constrangido "não sei".


18. Não há problema algum em não saber dançar frevo. 99% dos pernambucanos não
sabem fazer o passo.
- Nem tente ! Você poderá acabar seu Carnaval num ortopedista.


Mais uma,


19. Quando você não estiver escutando porra nenhuma, tenha certeza que é
o "blocos-de-saudade-de-velhos-carnavais", passando na sua frente.

outra:

20. Caso o bloco que vocês está seguindo, passe na frente de alguma emissora de TV
transmitindo em rede nacional, ao vivo, prepare-se p/ escutar pela enésima vez
o hino do Vassourinhas, e levar um monte de caneladas.
- Pule feito um louco até a música acabar. E não se esqueça de "abrir" os cotovelos ....


VC PODE ESTAR ACHANDO RUIM MAS PROVAVELMENTE VOCÊ NÃO VAI PRECISAR COMPRAR LUGAR NAS ARQUIBANCADAS
E PASSAR A NOITE TODA OUVINDO O MESMO SAMBA ENREDO, E NEM PASSAR O ANO TODO
PAGANDO POR UM ABADÁ SE QUISER SE DIVERTIR (FORA DA CORDA, NÃO DÁ). AQUI NUM TEM NADA DISSO !!

BOM CARNAVAL !!!


#431847 por filipebond
23 Dez 2009, 10:58
Você chegou no Recife, está adorando, mas não entende algumas expressões nem a psicologia dos locais da terrinha? Fácil! Aprenda a partir das contribuições de Fernando Tildes, João Bôsco Araújo Pinto e Paula Mendes (obrigada!):

abestalhado - bobo, besta, pateta
abilolado - "abestalhado"
acochado - apertado (ex: Se aperreie não, doutor. Vou deixar os parafusos da roda do carro bem acochadinhos)
açoite - chicote
a como é - quanto custa (ex: A como é o quilo do tomate, seu Biu? Prá senhora é de graça, freguesa)
afolosado - frouxo, quebrado (ex: Não sente na cadeira, doutor, que ela está afolosada)
alcatifa - carpete
alpercata - sandália de couro
altear - aumentar o volume da TV ou do aparelho de som
aperreado - preocupado, com problemas, agoniado
a pulso - à força, na marra (também se usa "na lei do apulso")
arengar - discutir, brigar
arrasta-pé - forró
arretado(1) - muito bom, excelente, maravilhoso (ex: Êta dicionário arretado)
arretado(2) - irritado, com raiva de algo ou alguém
arribar - sair, ir embora
arrodear - dar a volta (ex: Mãe, o portão de casa está trancado. Arrodeia e entra pelos fundos, menino)
aruá - caramujo de jardim, pessoa muito lerda
avalie só - interjeição equivalente a: imagine só, veja só
avexado - apressado
azuretado - confuso, no mundo da lua
badoque - estilingue, atiradeira
biliro - grampo de cabelo
biscoito/bolacha - atenção, paulistas, vamos esclarecer de vez este quiprocó: biscoitos são "doces", enquanto bolachas são apenas as "salgadas", ok?
bombeiro - frentista de posto de gasolina
borocochô - triste
borrão - bloco de rascunhos
bulir - mexer em algo
buliçoso - aquele que gosta de mexer em tudo
caba - homem
cabra - homem
cafuçú - trabalhador braçal
cambitos - pernas finas
cangalha - pessoa com as pernas arqueadas
cão chupando manga - o bom, o cara que sabe tudo, o tal, o "tampa de Crush", o "supra sumo"
carecer - precisar de (ex: Mais bolo, seu Zezinho? Carece não, D.Mariazinha)
catabiu - buraco na estrada
chamegar - namorar, se esfregar no namorado (ex: Tás triste assim por que, mulher? Falta de chamego)
chapoletada - pancada forte (procure não levar uma! ;-) )
cheguei - de corres berrantes, de gosto duvidoso
comer brocha - passar por apuros, por dificuldades (ex: Comi brocha para mudar o pneu do carro)
corôca - lagartixa (no interior de Pernambuco)
cortar jaca - estimular, ajudar o namoro de amigos ou parentes
cotôco - resto ou pedaço
créu - utilizado quando algo é muito difícil (ex.: Eita negócio difícil do créu)
de hoje a oito - de hoje a oito dias, inclusive (ex: Você viaja hoje, Biu? Não, Zé, de hoje a oito)
de jeito maneira - de modo algum
de rosca - algo difícil de ser realizado, duro de sair (ex: E este gol que não sai? Parece que está de rosca)
dor de veado - dor abdominal que dá em quem bebe muito líquido e vai fazer exercício logo depois
diadema - tiara
eita - exclamação
esmolé - mendigo, pedinte
esse menino, essa menina - vocativos (ex: Que horas são, essa menina? Hora de deixar de ser enxerido, esse menino)
estar com a bexiga lixa - estar com o diabo no couro, estar com tudo
estar com a bobônica - igual a estar com a bexiga lixa, só que no interior de Pernambuco
estar com a febre - variação de "estar com a bobônica" (ambos na verdade são corruptelas de "estar com a febre bubônica", também usado no interior do estado. Mas evite usar esta expressão no Recife: vão pensar que você é "matuto" (do interior))
estar com a macaca - mais uma variação de "estar com a bobônica, com a bexiga lixa"
estar com a moléstia - estar mais do que com a bexiga lixa, estar muito "arretado"
fazer feira - comprar em supermercado (ou na feira, claro..)
fazer o balão - dar a volta com o carro em um circular
fecheclér - zíper, fecho de calça (vem do francês "fecho ecláir")
fera - sujeito recém-aprovado no vestibular
filar - olhar a prova dos outros
frango - veado
frisos - enfeites cromados em um carro
frouxo - medroso
fuleiro - de má qualidade (objetos), sem-vergonha (pessoas)
fuxico - fofoca
gabiru - rato grande
galego - pessoa loura ou alourada
gazear - faltar à aula ou ao trabalho
gelo baiano - blocos de concreto pintados de branco usados para separar as vias de trânsito
girador - do trânsito de veículos: circular, rotatória
gréia - azoação (ex: A festa foi a maior gréia)
guaiamum - tipo de caranguejo de casco azulado e carne adoçicada, muito apreciado
guaraná - denominação genérica de qualquer refrigerante (ex: Que guaraná você quer, minha filha? Coca Cola, Mainha)
iapôis - concordância, é mesmo
inhaca - catinga, mau cheiro
invocado - difere no comportamento ou está com raiva
jante - roda do carro
jerimum - abóbora
lanterneiro - funcionário da oficina mecânica que corrige imperfeições na lataria do carro
leseira - abestalhamento, idiotice
leso - bobo
liso - sem dinheiro
loló - mistura de éter e clorofórmio utilizada como entorpecente no carnaval (é proibido e prejudicial à saúde)
macaxeira - variedade comestível de mandioca
malamanhado - mal arrumado
maloqueiro - menino de rua, pivete
mamulengos - bonecos de espetáculos para divertir as crianças (o teatro de mamulengos é o pequeno palco onde os mamulengos se apresentam)
maneiro - coisa leve, que não tem muito peso (ex: Esse pacote está bem maneirinho)
mangar - rir dos outros
marretar - furtar coisas de pouco valor
marreteiro - ladrão vagabundo
massa! - interjeição: muito bom, legal, excelente
matuto - caipira, pessoa do interior
meio-fio - paralelepípedos que separam a calçada da rua
metido a cavalo do cão - metido a besta, sujeito que pensa que é muita coisa sem ser
moringa - vaso de barro onde se armazena água
munganga - palhaçada
muriçoca - pernilongo
nó cego - problema de difícil solução, sujeito enrolado, complicado
nopró - problema de difícil solução (ex: Já recebeu o dinheiro? Que nada, deu o maior nopró lá no banco)
nos cafundós do Judas - muito longe (variantes: "nos quintos dos infernos", "onde o vento faz a curva")
oitão - parte do quintal que dá para os lados da casa
oxe, oxente - interjeições de espanto (corruptelas de "oh, gente!")
paia - mulher feia, festa desanimada, objeto ruim, de má qualidade
pantim - ficar com frescura
peba - vagabundo, de má qualidade
pirangueiro - sovina, mão-fechada
peguento - suado, suarento
peitica - sujeito insistente, renitente
perronha - sujeito que joga mal futebol
pichaim - cabelo carapinhas, bastante enrolado
pichete - o mesmo que cabelo "pichaim"
pipoco - estouro
pirangueiro - sujeito pão-duro, avarento
pitó - elastico de cabelo
pitoco - botão de som ou coisa pequena saliente
pixototinha - bem pequenininho
que nem - igual a, tal qual (ex: Se avexe, menino, você hoje está que nem aruá)
queijo - frescura
quenga - mulher sem vergonha ou de programa
relar - arranhar (ex: Foi passear de tobogã, relou a bunda)
rala-buxo - festa onde se pode dançar, forró
rodagem - estrada (mais usado no interior do estado)
rôlo - confusão
romper o ano - atravessar a festa de ano novo (ex: Onde você vai romper o ano? Em Boa Viagem, é claro!)
roncha - marca de pancada na pele
sarará(1) - formiga pequena, da bunda vermelha
sarará(2) - pessoa de feições negras e cabelo amarelo ou vermelho
sargaço - algas marinhas
se abrir - gargalhar, rir em demasia
segurar a vela - acompanhar um casal de namorados ao restaurante, ao cinema, etc.
sem um tostão furado - sem dinheiro, "liso"
supra sumo - o bom, o maioral, aquele que está acima do "tampa de Crush" e do "cão chupando manga"
tabacudo - bobo, "abestalhado", abobado, "abilolado"
tamborete de zona - sujeito baixinho
tampa - sujeito bom em algo
tampa de Crush - é o cara que é "muito tampa" (o tipo do sujeito que toma uma Crush quente sem fazer careta)
tirar o cabaço - desvirginar
torar - partir, quebrar
torar um aço - sentir medo intenso, passar por situação de aperto
tabelier - painel do carro
tabica - pão bisnaga
toró - chuva forte
trancilim - corrente com pingente
traquino - menino traquinas, agitado
treloso - "traquino"
trubufu - pessoa feia
um pé lá, outro cá - ir e voltar rapidamente
virado no molho de coentro - estar com tudo e não dever nada a ninguém, ser capaz das maiores realizações
vôte! - interjeição de espanto (corruptela de "vou-te, homem!" mais usada no interior do estado)
xêxo - pedrinha redonda
xôxo - bem franzino ou pequeno
zambeta - de pernas tortas
zarolho - vesgo, que tem os olhos trocados
zoada - barulho, confusão (ex: Que zoada é essa? É o trio elétrico passando)
zona(1) - local do baixo meretrício
zona(2) - bagunça, confusão (ex: Joãozinho, vá arrumar o seu quarto, que está a maior zona)

Ser pernambucano é...

* Considerar Reginaldo Rossi Rei
* Acreditar que a Recife é mesmo a 'Veneza Brasileira
* Defender o frevo, mas não fazer um passo sequer (apenas 'dançar com os dedos')
* Amar as pontes do Recife sem conhecer o nome de uma apenas
* Preferir botecos a fast-food
* Gostar de qualquer música que fale de sertão, mangue, etc.
* Gostar de comer caranguejo
* Saber o significado das palavras 'pirangueiro','pantim' e 'mangar'
* Ter orgulho de dizer que o sonho de todo cearense é ser pernambucano
* Adorar bolo-de-rolo e suco de pitanga
* Ir ao Alto da Sé em Olinda apenas para ver Recife ao longe e comer tapioca
* Correr no Parque da Jaqueira e depois se empanturrar de caldo de cana na saída
* Jantar olhando para a lua incrivelmente linda na praia de Boa Viagem
* Achar que Recife seria melhor se os holandeses tivessem permanecido
* Admirar Mauricio de Nassau mesmo sabendo pouco sobre ele
* Conhecer a estória de Biu do Olho Verde e da Perna Cabeluda
* Freqüentar a praia em frente ao Acaiaca
* Tomar água de coco na praia
* Ficar dividido entre a beleza de Porto de Galinhas e Itamaracá
* Ter saudade da Livro 7
* Saber distinguir entre o Maracatu do Baque Solto do Maracatu do Baque Virado
* Conhecer as músicas de Alceu Valença, Geraldinho Azevedo e Lenine
* Achar que você pode tirar uma pessoa de Pernambuco, mas que nunca poderá tirar Pernambuco de alguém que nasceu ou já viveu lá (sim, eles se tornam pernambucanos de coração!)!

Outras expressões vc encontra aqui:
http://www.google.com.br/search?q=dicio ... =firefox-a

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