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RELATO DE VIAGEM – HUNGRIA – POLÔNIA – CROÁCIA - ESLOVÊNIA – BÓSNIA- MONTENEGRO
RELATO DE VIAGEM – HUNGRIA – POLÔNIA – CROÁCIA - ESLOVÊNIA – BÓSNIA- MONTENEGROPeríodo da Viagem : Realizada de 28/04/2014 a 21/04/2014 Deslocamentos: Recife- Budapeste - Vôo da TAP , com conexão em Lisboa. Budapeste – Cracóvia – Ônibus pela Eurolines, com duração de 7 horas, custo de 16 eu Cracóvia – Varsóvia – Aéreo pela Lot Airlines, com duração de 50 min, custo de 33 eu Varsóvia – Budapeste – Aéreo pela Wizzair Airlines, com duração de 1 h e 15 min, custo de 30 eu. Budapeste – Zagreb – Ônibus pela Orange Wais, com duração de 5 horas, custo de 18 eu Carro – durante 9 dias , alugado À SIXT Rent a car, através do site Rentalcars.com, retirada em Zagreb e devolução em Dubrovnik ao custo de R$ 900,00 Ferry no trajeto Split – Hvar( Hvar) : Duração de 2 horas, custo de 290 Kunas pelo carro, e 39 kunas por pessoa. Ferry no trajeto Hvar(Sucuraj ) – Dvrnik(não é Dubrovnik): Duração de 25 min, custo de 142 Kunas o total carro e 4 pessoas. Carro em Lisboa : 2 diárias, alugado direto à SIXT , custo de 85 eu Dubrovnik – Recife – Vôo da TAP , Com conexão em Frankfurt em vôo operado pela Croatia airlines, e Frankfurt - Lisboa pela TAP, com parada em Lisboa de 3 dias. Obs. Todas as reservas de Vôos, Ônibus e aluguel de carro, foram feitos com antecedência pela internet, à excessão dos tickets de Ferry que só são vendidos no local e no dia de embarque. Moedas encontradas: Polônia : Zloty - 1 euro = 4,10 Zly Hungria: Forint - 1 euro = 310 Forints Eslovênia : Euro Croácia: Kuna - 1 euro = 7,50 Kunas Bósnia: Marco Bósnio - 1 euro = 2 bam Montenegro : Euro. RELATO 1 – HUNGRIA – POLÔNIA – ESLOVÊNIA – CROÁCIA(Zagreb, Opatija, Zadar, Split, Trogir e Hvar) BUDAPESTE 1 Depois de uma quase maratona aérea, com uma conexão longa em Lisboa, chegamos à primeira das cidades programadas para esta viagem. Embora sem grandes expectativas, já que todos os relatos de viajantes eram de que primeiro deveria se conhecer Budapeste para só depois Praga, uma de minhas cidades favoritas, senão a preferida, tendo a discordar dos colegas viajantes. A diversidade da bela arquitetura de Praga, com extraordinários exemplares góticos, passando por renascentistas e barrocos, também observamos em Budapeste. Enquanto em Praga admiramos o seu castelo, Em Buda , no alto da colina está lá também o fabuloso castelo e o seu distrito antigo. Enquanto Praga é entrecortada pelo belo Rio Vitava, Buda está separado de Peste pelo famoso e caudaloso Danúbio. Enquanto em Praga ou em toda a Rep. Checa podemos tomar com gosto a cerveja Plsen, de origem, na Hungria tomamos um delicioso vinho branco levemente doce. O que diferencia é que em Praga, as atrações turísticas estão todas concentradas, tudo podendo ser feito caminhando. Já em Budapeste necessário transporte ou então recorrer, o que é bastante recomendável, aos serviços de uma das pelo menos 05 empresas de “Hop-on, Hop-off” existentes, e aí com um passe de 48 horas, a um custo médio de 17 euros se acede a todas as atrações, como o Castelo, a Citadella, ao Mercado Público, ao Centro, a Praça dos Heróis, ao Café New York, ao Belíssimo Prédio do Parlamento, ao Monumento dos sapatos( em homenagem aos mortos pela perseguição aos Judeus), ao Monte São Gerard, àsTermas de Gillert e etc, dando ainda direito a um passeio de hora e meio de barco pelo Danúbio. Enfim, qualquer que seja a ordem da visita às duas cidades, o encantamento é garantido! Em direção a CRACÓVIA-POLÔNIA Considerando a falta de opções por vôos diretos de Budapeste a Cracóvia e que o trem seria mias demorado, optamos por transporte rodoviário, o que acabou sendo a melhor escolha. Além de confortável, o trajeto percorrido nos surpreendeu pela beleza, seguindo por estradas locais da Hungria, Eslováquia e Polônia, passando por regiões de beleza e arquitetura tirolesa-alpina, inclusive por centros de esqui ainda com um restinho de neve. Chegamos a Cracóvia por volta de 14:00 hras. A cidade , 2ª maior da Polônia, se por um lado infelizmente conhecida mundialmente como consequência dos horrores cometidos durante a 2ª Guerra, em razão do Gueto onde os Judeus eram confinados e quando não mortos, eram remetidos aos Campos de concentração de Auschwitz e Bikernau, mas também e felizmente por sua rica história e beleza. Começamos pelas ruas estreitas do centro antigo, todas convergindo para a famosa Praça do Mercado, maior praça medieval da Europa, para completar o dia um delicioso jantar no curioso restaurante “U Babci Maliny”, localizado em frente ao Teatro Municipal, com decoração indo do rústico ao retrô, com móveis antigos, relógios cucos e bonecas de porcelanas, tudo regado a vodcas e cerveja local. MAIS DE CRACÓVIA Uma das atrações turísticas, se é que podemos considerar como atração, são os Campos de concentração erguidos pelos Alemães na 2ª Guerra, os de Auschwitz e Bikernau, que ficam a cerca de 60 km de Cracóvia, e que juntos formavam o maior daqueles erguidos pelos Nazistas e onde foram mortos milhares de Judeus, ciganos e outros. Considerando as visitas que fiz anteriormente em locais similares, uma no campo de Murchausen na Austria e o outro próximo a Berlim, quando em ambos e com extrema tristeza pudemos testemunhar o máximo da crueldade humana, optamos por dispensar estas visitas. Uma visita menos deprimente e bastante enriquecedora historicamente é ao edifício que funcionava a Fábrica de Shindler, hoje transformada num interessante museu. Nele, através de fotos, filmes originais e depoimentos de sobreviventes, podemos observar com detalhes o cotidiano da comunidade Judia , uma das maiores, senão a maior da Europa, a Chegada dos Alemães à cidade, a implementação do gueto, o cotidiano infernal do gueto e a “solução final” nos campos não de concentração, mas sim de extermínio. Seguimos a visita pelo Bairro Judeu de KaZimierZ, com suas diversas Sinagogas, bares e restaurantes. Depois partimos para a visita ao imponente e belíssimo Castelo Real de Wawel, que se localiza sobre uma pequena colina às margens do Rio Vístula. Entre as atrações do castelo está a curiosa lenda do Dragão, que contarei em detalhes a Maria quando chegarmos. Depois um belo passeio pelas margens do rio Vístula. Fechamos o dia com uma deliciosa sopa no pão em mais um dos restaurantes que formam a imensa diversidade gastronômica da cidade. ESTE É PARA MARIA LETÍCIA A Lenda do Dragão do Castelo de Cracóvia A história que contaremos para você, que envolve Castelos, Reis, Princesas e o Dragão, aconteceu nesta cidade, neste lugar. Quando voltarmos contarei com detalhes para você ouvir no meu ombro e depois dormir.............. AINDA NA POLÔNIA De Cracóvia para Varsóvia, optamos pelo deslocamento aéreo, com custo similar ao trem, cerca de 40 euros, pela Lot Airlines e com tempo de vôo de 30 minutos. Varsóvia , capital da Polônia, é uma cidade mais cosmopolita do que Cracóvia, bem menos turística, mas também com seus encantos, destacando-se o Parc Lazienkim, com um espaço dedicado ao famoso compositor Chopin, um passeio agradável ao longo da Avenida Nowy Swiat , chamada de caminho real com diversos edifícios históricos, incluindo o Palácio Presidencial, com vários bares e restaurantes, culminando na “Stare miasto” a cidade antiga, onde logo na entrada avistando-se o Castelo Real, e o que restou da muralha antiga que circundava a cidade com estreitas ruas todas convergindo para praça do mercado. É impressionante o poder de recuperação de um povo, quando lembramos que a maior parte desta cidade foi quase que totalmente destruída por bombardeios alemães na 2ª Guerra, e hoje completamente reconstruída tornando-se patrimônio d a mundial da Humanidade. Da mesma forma que Cracóvia, foi palco da cruel perseguição aos Judeus pelos Nazistas. No início da Guerra, Varsóvia reunia de cerca 1.290.000 habitantes, dos quais 35% eram judeus que foram confinados num gueto murado, onde permaneciam até serem enviados para os campos de concentração especialmente o de Trebinka. O transporte público, com metrô, ônibus e bondes elétricos, cujos ingressos podem ser adquiridos em bancas de revista próximas as estações é muito eficiente( não esquecer de validar os tíckets) e como as atrações são relativamente próximas, é totalmene dispensável a utilização de serviços de City tours, ou do tipo Hop on- Hop Off. Uma dica para se experimentar a gastronomia Polonesa é o Restaruante Zapieceki, que se encontram em alguns pontos da cidade e também em Cracóvia, e tem como carro chefe os pratos de Pierogi, tradiconal prato Polonês . Além desse devoramos uma deliciosa costela de porco acompanhada de chucrute tudo num ambiente bem característico e a um custo excelente. DE VOLTA A BUDAPESTE. Depois de um tour de 05 dias na Polônia, estamos de volta a Budapeste, quando domingo, seguiremos viagem rumo a Eslovênia e Croácia. De Varsóvia para Budapeste fizemos o deslocamento aéreo, desta vez pela Wizzair, boa Companhia Áerea, tipo low cost, a exemplo de tantas outras como Easyjet e Ryanair. Custo aproximado do trajeto de 35 euros. Já em Budapeste fomos conhecer e nos deliciar numa cafeteria localizada no Hotel Boscolo, que alguns a relacionam como maior e mais bonita Cafeteria do mundo, o Café New York. Realmente o luxo é tão grande que dá até medo de entrar, rs......, mas vale o quanto se paga pelos cafés, ou uma espécie de “pout-purri” de doces e sorvetes,De tardinha voltamos a praça central, onde tudo acontece, a Deak Ferenc tér, e a noitinha numa das ruas que convergem para a praça, acho que conhecida como Fashion Street, onde há uma série de Barraquinhas com venda de artesanatos e comidinhas locais, e ái , o jpelho de porco defumado e assado, acompanhado de chucrute e um chopp gelado faz tudo valer a pena. ÚLTIMO DIA EM BUDAPESTE Fugindo um pouco dos roteiros tradicionais em Budapeste, demos uma esticadinha a uma pequena cidade localizada a cerca de 30 km de Budapeste, SZENTENDRE. De fácil acesso, basta tomar a linha 2(vermelha) do metrô com parada na estação Batthyany tér, que se conecta com o trem que em cerca de 40 minutos te deixa bem próximo do centro. Vale muito a pena. Szentendre fica a beira do Danúbio, e no verão pode-se inclusive ir de trem e voltar de barco, ou vice-versa, o que torna o passeio ainda mais atrativo. É uma pequena cidade com arquitetura que remonta á época que os Sérvios invadiram parte da Hungria pelos idos de 1500. Além da arquitetura barroca, com ruas em paralelepípedos a cidade virou uma grande atração turística, de certa forma esquecida pelos tours tradicionais. A cidadezinha é apinha de lojas de artesanato, de bares e restaurantes e principalmente de souvenirs. ÚLTIMA NOITE EM BUDAPESTE Para completar o dia maravilhoso que passamos, reservamos um interessantíssimo show Folclórico com danças e músicas típicas da Hungria. A um custo bem atraente em média de 15 Euros, por cerca de uma hora e meia, dispõe-se de uma competentíssima orquestra composta principalmente de violinos e um excelente grupo de dançarinos num belo teatro. Ocorre somente aos sábados e o teatro Duna Palota, fica localizado na rua que desemboca justamente na Catedral de St. Stephens, próximo a praça Eszebel Tér, onde tudo acontece, Estação de metrô Deak Ferenc Tér EM DIREÇÃO A CROÁCIA Para quem está pelos lados do leste Europeu, aí incluindo Viena, Praga ou Budapese e esta indo em direção a Região da Dalmácia( Dubrovnik ou Split) na Croácia, quase que obrigatoriamente deverá passar por Zagreb, a capital. De Budapeste a ligação aérea é excassa, restando as opções de trem ou ônibus. A desvantagem do trem, é que para este trajeto é extremamente vagaroso, então optamos pelo ônibus. Há duas companhias que fazem o trajeto a Eurolines e a Orange Ways. Já utilizamos as duas companhias em viagens passadas e são bastante confiáveis, podendo a compra ser feita pela internet. O trajeto foi feito em cerca de 5 horas. Com um dia disponível, é suficiente para se acessar as principais atrações da cidade. Começamos pela visita a bela Catedral dedicada à Assunção de Maria e a Sto. Estefano, o mercado Dolac, o funicular que leva ao opo da colina onde está a ciade antiga com o marco da cidade, a Igreja de São Marcos com seu telhado colorido com os Brasões das principais regiões da Croácia, finalizando caminhando pela bela ruazinha Tkalciceva Street , que ao longo de mais de km de bares, restaurantes e cafeterias, fazem a festa da cidade, Não há metrô , mas o sistema de bondes(trams) é extremamente eficiente e o leva justo à praça que fica no centro próximo a todas as atrações turísticas. Os tíckets podem ser adquiridos em qualquer banca de revista próximos as paradas. Valeu demais o pit-stop nesta cidade. Amanhã seguiremos rumo a Eslovênia, agora já de carro alugado. ESLOVÊNIA Saímos logo cedo de Zagreb, agora com carro alugado na Sixt Rent a Car. Utilizei pela primeira vez o site de busca Rentalcars.com, tendo a principio resultado em bons descontos. Lembro para quem vai alugar carro na Croácia e pretender atravessar fronteiras para outros países como Eslovênia ou os da região dos Balcãs, a exemplo de Montenegro e Bósnia-Hezergovínia, necessário se faz solicitar a emissão da carta-seguro verde, a um custo de 24 euros. Eu fiz isso ainda no Brasil e no recebimento do carro já estava tudo pronto. Começamos nosso roteiro seguindo em direção a Eslovênia, quando iríamos direto ao lago Bled. A Fronteira da Croácia com a Eslovênia fica a apenas 50 km de Zagreb, e é bom saber também que na Eslovênia o sistema de pedágios é similar ao da Áustria ou Suíça, quando deve-se comprar um selo (Vignette) na própria fronteira, com opções de semana( 15 euros) ou mensal. A Eslovênia é um pequeno país que faz fronteira coma Croácia, Áustria e Itália, sendo o primeiro da antiga Iuguslávia a se tornar independente. Muitos erradamente a confundem com a Eslováquia, País da Europa ou coma Eslavônia, região da Croácia. O País é coberto por florestas e atravessados pelos Alpes Julianos, com grande preocupação da população pela preservação da natureza, com baixa densidade demográfica, tendo um dos melhores índices de desenvolvimento humano da Europa. Dos países do Balcãs, foi o que menos sofreu com a guerra pela independência, razão de alto desenvolvimento em relação aos demais. Sua infraestrutura turística é ótima e a população fala não somente o esloveno, mas o inglês, e, boa parte o italiano e o alemão. As estradas, tanto as rodovias quanto as locais estão em ótimas condições com sinalização excelente e com paisagens belíssimas. ESLOVÊNIA – LAGO BLED Da Fronteira ao Lago Bled, rodamos mais uns 120 km, passando ao largo da cidade de Ljubljana, onde pernoitaríamos. Há cerca de 3 anos havia visto uma reportagem sobre o Lago Bled e desde então vinha sonhando com essa visita. Fomos abençoados por um dia lindíssimo. O local poderia ser perfeitamente classificado não entre os 1000, mas pelo menos entre os 20 que se deve conhecer antes de morrer. Junta-se, um lago de origem glacial de águas límpidas e cristalinas com cisnes e trutas nadando tranquilamente, um castelo belíssimo construído a margem e em cima de um penhasco, uma ilhazinha no meio com uma Igreja do século XVII , e, tudo sendo guardado por altas montanhas dos Alpes Julianos ainda cobertas de neve, mesmo na primavera, e têm-se o cenário dos sonhos. Realmente este é um dos recantos a se guardar na agenda para um retorno certeiro. ESLOVÊNIA – LJUBLJANA Do lago Bled seguimos para Ljubljana, que fica a cerca de 55 kms. Ljubljana é a maior cidade da Eslovênia sendo a sua capital, com apenas cerca de 270.000 habitantes. É uma pequena cidade compacta com um centro histórico super simpático. O Pequeno rio Lijublianica, divide a cidade na parte antiga e na parte mais comercial e política. A margem do rio diversos restaurantes e bares ao ar livre ficam apinhados de frequentadores. O ponto central, na conjugação de 3 pontes, onde está o charme da cidade, onde mesas à luz de velas recebem casais e grupos de amigos enquanto músicos de rua entretêm pedestres e locais que vão e voltam do trabalho em antigas bicicletas. Um funicular te levará morro acima ao Castelo de Liubliana, bastante remodelado, e que oferece vistas panorâmicas interessantes dessa cidade com clima de interior. Numa das ruelas próxima ao funicular encontrei uma máquina automática de venda de leite, que sai geladinho com cheiro e gosto de fazenda. Papai só faltou babar. Valeu muito a pena esta parada onde pernoitamos. ESLOVÊNIA – POSTOJNA Seguindo de volta a Croácia, a cerca de 50 km da capital, fica a cidade de Postojna, com uma das atrações turísticas mais visitadas do País a caverna de Postojna Jana. Como as visitas só esavam programadas pelo início da tarde, optamos por seguir para outra atração da região , o Predjama Castle. A impressionante localização do castelo, construído em plena face de um enorme penhasco, aproveitando uma gigantesca gruta calcárea, deixam os visitantes boquiabertos. Depois da visita seguimos rumo a Croácia, agora por uma estradinha local com direção a Opatija, onde pernoitaríamos. A estradinha passa por belas paisagens interioranas, e numa dessas, aproveitamos para um rápido pic-nic a margem de um pequeno riacho de águas limpas. DE VOLTA A CROÁCIA - OPATIJA Chegamos a Opatija já no meio da tarde. A cidade fica localizada a beira do mar Adriático, na região da Ístria, fazendo divisa com o Triestre na Itália. A cidade balneário, já pertenceu a Itália em épocas passadas, assim como também ao Império Austriáco quando teve o seu apogeu, lá pelos idos de 1910, época em que era frequentado por Reis e Rainhas da Áustria. Os hotéis em sua maioria ainda guardam os sinais de ostentação daquela época. A atração principal é o passeio (Lungomare), construído no século passado, que percorre toda a costa da cidade, por onde podemos andar literalmente a beira mar. Embora não esteja mais na moda, ainda atrai grandes grupos de excursão principalmente da Itália, Áustria e Alemanha, que apreciam a sua tranquilidade. Uma dica de hospedagem foi a que escolhemos no Hotel Palace Bellevue, por 55 euros o casal, e que embora com uma mobília ainda do início do século, rss.... mas bela e luxuosa, incluía, um jantar delicioso, com direito a bebidas, cervejas e vinhos. EM DIREÇÃO A DALMÁCIA - ZADAR De aímos de Opatija tomando a direção de Split, com uma passagem pela cidade costeira de Zadar, já na Dalmácia. A Croácia tem sua costa banhada pelo mar Adriático e é composta por 02 regiões a Ístria, que faz fronteira com a Itália, e onde se localiza Opatija, e a região da Dalmácia, onde se localizam as cidade de maior fluxo turístico, como Zadar, Trogir, Split, Ilha de Hvar e a aclamada Dubrovnik, nosso destino final. Começamos então nossa tour na Dalmácia pela cidade de Zadar. A cidade antiga que guarda diversas marcas de passagem dos romanos, inclusive um Forum, fica situada numa pequena península, tem como grande atração uma instalação genial do arquiteto/artista local Nikola Basic, O ORGÃO DO MAR, feita de um sistema de tubos e apitos que emitem suspiros melancólicos conforme as ondas do mar através de dezenas de buracos e grades feitas nos degraus. O efeito é hipnótico e muito bonito, tudo ainda com um cenário maravilhoso. Ainda do mesmo artista, justo ao lado do órgão , fica a saudação ao sol, um círculo de 22 m, com 300 placas de energia solar, que ao anoitecer gera um verdadeiro espetáculo de luz. DALMÁCIA – TROGIR Distando apenas 24 km de Split fica Trogir, cidade Patrimônio da Humanidade, injustamente não tão lembrada quantos suas irmãs Split e Dubrovnik, e que deve sem dúvida ser incluída como parada obrigatória em qualquer roteiro pela Dalmácia. Se localiza em uma pequena ilha ligada por uma ponte ao continente e por uma outra à ilha de Ciovo. Os gregos fundaram a cidade, que depois passou por dominação Bizantina, pelos Sarracenos e pelos Venezianos. Diversos edifícios históricos de bela arquitetura testemunha o passado rico da cidade, aliando-se as ruas estreitas ladeadas por velhas casas de pedra, ainda hoje utilizadas como hotéis, restaurantes, lojas e residências fazem o deleite de quem a visita. DALMÁCIA – SPLIT Para muitos, porta de entrada da Dalmácia , é uma das maiores cidadeds da Croácia, e tem um movimentadíssimo porto, já que dele há ligações de barcos com a Itália e com as diversas ilhas que se localizam no mar Adriático , incluindo a de Hvar, a mais famosa. No entanto, a sua maior atração está no centro antigo, todo erguido dentro e ao redor do antigo Palácio de Diocleciano, um dos Imperadores Romanos, um dos maiores e mais bem preservados do mundo romano. O passeio de pedestre pela frente do antigo palácio, com bares e restaurantes completam a beleza do local. A TRAVESSIA DE SPLIT A HVAR Entre as mais de mil ilhas existentes no Mar Adriático, Hvar é considerada a pérola ou o paraíso do Adriático, e também a mais famosa, estando para a Europa, no momento atual, no mesmo nível de badalação que existia em relação a Mikonos ou Santorini na Grécia e Ibiza na Espanha. Após a leitura de diversos relatos de viajantes completamente apaixonados pelo local, adicionamos a ilha no nosso roteiro. A Ilha tem cerca de 70 km de extensão por 10 km em média de largura, e entre suas principais cidades estão Stari Grad, Hvar e Sucuraj Para se chegar a Hvar, há duas formas ou de Ferry(duração de 2 horas), com três horários por dia com chegada no porto de Stari Grad, que dista aprox.. 17 km de Hvar, ou de Catamarã com duas saídas, ambas a tarde, com duração de 1 hora, com chegada direta na cidade de Hvar. Ambas as opções são operadas pela Jadrolinija, Companhia que domina a navegação marítima na Croácia. O Ferry é mais apropriado para quem está de carro, embora também possa ser utilizado por viajantes não motorizados, que escolhem esta opção em razão de que há uma saída pela manhã às 8:30 horas. Considerando que os bilhetes não são vendidos nem pela internet e nos postos da Companhia com antecedência, e sim no dia da viagem, a dica é chegar cedo ao local, especialmente na alta estação. Para se ter uma ideia, Chegamos ao porto às 7 da manhã, e já havia uma fila com uns 20 carros na frente, até porque ônibus de excursão tem preferência. Só aconselhamos a ida de carro, caso devam, como nós seguir depois para Dubrovnik, já que a ilha no seu final quase se encontra com o Continente (30 min de Ferry), já a meio caminho, não necessitando de voltar para Split. A travessia é tranquila e o Ferry é confortável. A CONFIABILIDADE DO BOOKING.COM Já há vários anos venho me utilizando do site de busca de hotéis do BOOKING.COM, chegando a mais de 80% de minhas reservas. Além do histórico de nunca ter havido qualquer problema com pagamentos ou reservas, da grande quantidade de hotéis conveniados com possibilidades grandes de descontos oferecidos, da facilidade e comodidade de navegação no site, quando explicita com exatidão todos os serviços oferecidos pelo hotel, aliados ainda ao fato de que disponibiliza as avaliações e comentários, com transparência dos hóspedes, desta vez excedeu as expectativas. Havia feito uma reserva para o Hotel The Palace Hvar, com boa localização e categoria 3*. Ocorre que durante a viagem, cerca de 10 dias antes de nossa chegada, recebi por e-mail a comunicação do BOOKING, de que por ser baixa estação o hotel não mais funcionaria no período reservado cancelando nossa reserva, no entanto no mesmo e-mail, informou que teria como opção em outros dois hotéis da mesma rede, de categoria superior, porém mantendo-se o preço da reserva original, o que evidentemente foi por nós de pronto confirmado. O BOOking fez toda a intermediação entre nós e o hotéis, e quando de nossa chegada já estavam nos esperando com tudo organizado. Foram dois hotéis muito bons, da rede Sucani Hvar, o primeiro o Riva Yacht Hvar, a 50 metros do centro e pleno passeio do mar, na foto, de nosso apartamento, inclusive aparece um Iate enorme encostado na porta do Hotel, que ainda não é o meu, rs.........e o segundo o Ânfora Hvar Resort, que embora um pouco afastado do centro mas num local privilegiado, com uma baía particular. Enfim só elogios ao BOOKING.COM e a Rede de Hotéis Sucani Hvar. HVAR – O PARAÍSO DO ADRIÁTICO Embora numa estação não muito propícia a visitar a ilha, já que o clima estava um pouco frio e consequentemente com águas quase geladas, o sol espetacular contribuiu para o nosso deslumbre, confirmando todos os relatos e descrições lidas. Hvar, faz parte de um arquipélago com mais de mil, ilhas e de todas é a mais famosa. Na ilha algumas cidades se destacam como Stari Grad e a própria cidade de Hvar, a principal. Clima brando, praias lindíssimas, coloração da águas estonteantes, campos de lavanda perfumada, fazem desta ilha a jóia do Adriático. De conhecimento antigo, há vestígios de passagens dos gregos, depois pelos romanos, Bizatinos, croatas e venezianos. A cidade antiga, com edifícios históricos, com a torre do relógio, o teatro, a catedral é toda murada e guardada pela imponente fortaleza localizada logo acima no alto da colina, são mencionáveis, mas o que importa mesmo são as praias e suas águas inacreditavelmente ora verdes, azuis ou transparentes. Tida por muitos como a nova Ibiza ou Mikonos, a ilha bomba mesmo no verão, quando jovens em busca de festa ou famosos e endinheirados que formam o jet set Europeu aportam com seus iates. Mas a tranquilidade de se esbarrar em ondas de turistas, também tem suas vantagens. Mesmo com a temperatura da água fria e estimulado pela coragem de papai e não resistindo a beleza das águas resolvemos nos batizar nas águas do Adriático. BIKE EM HVAR Uma dica é o aluguel de bikes, já que na cidade de Hvar, por toda a costa com mais de 5 km há um passeio totalmente a beira-mar, propício para se caminhar ou pedalar, com direito a desfrutar da belíssima paisagem que encanta a cada curva, parando nas diversas baías existentes para uma foto, um banho ou simplesmente um descanso. Demos umas boas pedaladas pela ilha, com vontade de quero mais. RELATO DE VIAGEM – HUNGRIA – POLÔNIA – CROÁCIA - ESLOVÊNIA – BÓSNIA- MONTENEGRO RELATO 2 – BÓSNIA - MONTENEGRO - CROÁCIA(Dubrovnik) DE HVAR A DUBROVINIK – Para quem está de carro, a melhor opção para seguir a Dubrovnik, não é voltar para Split e sim cruzar toda a ilha e na sua ponta, no porto de Sucuraj, tomar um ferry, de apenas 25 minutos chegando ao continente, encurtando bastante o trajeto. Considerando a estrada, em alguns trechos bastante estreitas, com penhascos de um lado, embora com cenários lindíssimos, há que se ter precaução quanto a estrada e quanto aos horários do ferry já que o trajeto de 60 km, é feito em mais ou menos 2 horas dependendo das paradas para fotografias. Chegando ao continente, seguimos para Dubrovnik, continuando com paisagens de tirar o fôlego. A região de Dubrovink, é separada do restante da Croácia, por uma área pertencente a Bósnia-Hezergovínia. Como havíamos planejado dar uma entradinha na Bósnia para visita a Medjugorje e Mostar demos uma pequena desviada no caminho a Dubrovinik BÓSNIA-HEZERGOVÍNIA – MEDjUGORJE Em minhas últimas viagens, tenho procurado sempre alguns momentos de reflexão e espiritualidade, aproveitando para agradecer e pedir por filhos, parentes e amigos, é assim, que sempre que vou a Portugal, passo em Fátima, na França em Lourdes, na Grécia em Ephesus, e nesta, a caminho entre Hvar e Dubrovinik, passando pela Bósnia, não poderia deixar de visitar Medjugorje. Medjugorje, para quem não conhece, é uma pequena vila rural da Bósnia a cerca de 60 km da fronteira da Croácia, onde a partir de junho de 1981, são relatadas aparições de Nossa Senhora. A Igreja ainda não reconhece oficialmente as aparições, mesmo com estudos científicos realizados para atestar a sanidade dos videntes, que receberam as aparições e os que até hoje continuam recebendo, embora não desestimule a fé dos peregrinos cujo fluxo vem aumentando. Para quem conhece a grandiosidade de Fátima ou de Lourdes, a primeira vista causa uma certa decepção pela desorganização, com lojas de souvenirs no meio da rua, misturados com bares e restaurantes, numa região extremamente árida, justificáveis em razão da situação financeira do país, ainda pobre, consequência de uma recente guerra extremamente sanguinolenta. A própria simplicidade do santuário, associado a enorme fé das pessoas, na pequena igreja existente e em torno da imagem, no local das aparições, nos traz a tranquilidade e paz que buscamos. BÓSNIA-HEZERGOVÍNIA – MOSTAR – UM PEDAÇO MUÇULMANO NA EUROPA Em 1991, a Croácia e Eslovênia declararam a independência da antiga Iuguslávia, iniciando o processo de desintegração deste país, e dando início a Guerra da Bósnia, em que morreram mais de 200.000 pessoas, na sua imensa maioria Bósnios mulçumanos. A Bósnia possuía três grandes grupos étnicos, croatas católicos, sérvios-ortodoxos e Bósnios mulçumanos que formavam a maioria, e talvez esta diversidade étnica, e a vontade de alguns pela “limpeza” tenha sido uma das causadoras da Guerra. A cidade de Mostar, que fica a aproximadamente 30 km de Medjugorje, merece uma visita, mesmo para aqueles que estejam em Dubrovinik, cerca de 159 km. Possui um centro antigo ainda muito preservado, especialmente pela arquitetura de influência árabe, com numerosas mesquitas com seus característicos minaretes, além de ruas parecendo bazares, com vendas de souvenirs caracteristicamente árabes, nos remetendo aos produtos por nós encontrados em Marrakesh ou Fez, no Marrocos. Os restaurantes também com comidas de influência árabe. Vale muito a visita principalmente para quem nunca tenha tido contato com a cultura mulçumana. Há ainda a principal atração da cidade, a ponte Stari Most que unia o bairro mulçumano com o bairro católico, destruída na guerra, e cuja reconstrução exprime o simbologismo da paz. VÊ-se ainda na cidade edifícios com marcas da guerra, com paredes cravejadas de bala. MONTENEGRO Para quem está em Dubrovnik, uma opção imperdível é um tour de um ou dois dias ao país vizinho Montenegro. Há opções com agências locais indo pela manhã e voltando a tardinha, no entanto muito mais atraente é se já não estiver de carro, alugar em Dubrovnik por um ou dois dias e seguir para Montenegro. A única precaução é contratar o seguro verde exigido na fronteira. Montenegro, País vizinho a Croácia, com sua fronteira a cerca de 50 km de Dubrovinik, foi recém criado, em 2006, e o ultimo a se tornar independente pela desintegração da antiga Iuguslávia, separando-se da Sérvia. Seu território se assemelha em beleza à Croácia, e hoje é muito frequentada principalmente pelos Russos que dominam a propriedade de apartamentos e residências À beira-mar Entre as maiores atrações turísticas estão a Baía de Kotor e a antiga cidade de Budva, ambas também próximas da fronteira. A BAÍA DE KOTOR – MONTENEGRO Uma das mais diferentes belezas naturais da Europa, com o fjorde mais ao sul do Continente, tem uma paisagem de tirar o fôlego, e vale muito a pena circundá-la de carro, coisa que as excursões tradicionais não fazem. Cada recanto merece uma parada para fotografia, a exemplo da antiga vila, a beira da Baía, de Perast, em que se pode pegar um pequeno barco para se aceder às duas ilhotas no meio da Baia, uma com a igreja Nossa Senhora da Rocha e a outra de São Jorge. Durante o trajeto é possível inclusive parada para compra de ostras, uma das características da região pelos grandes cultivos existentes. No extremo sul da Baía fica a belíssima antiga cidade murada de Kotor, que deu nome à Baía. No interior de seus muros antigos palácios e igrejas ortodoxas e católicas embelezam a cidade, repleta de Restaurantes e lojinhas de souvenirs. Para quem tem fôlego, um grande programa é a subida pela muralha ao castelo de St. John, cuja visão da ]baía deve ser espetacular. Essa eu corri da parada. BUDVA – MONTENEGRO Depois de almoçarmos em um dos inúmeros restaurantes de Kotor, seguimos viagem para Budva, onde pernoitaríamos, já a beira do mar Adriático, a cerca de apenas 23 km de Kotor. A pequena cidade de Budva, fica lotada de Russos e Europeus do Leste no verão. Conta com uma agradável avenida para passeio na beira-mar, com um porto onde estavam ancorados alguns dos maiores iate que já tinha visto, e, como Kotor, com uma cidadezinha antiga toda emuralhada com números bares, restaurantes e lojinhas. Saindo da cidade para o sul está uma ilhota ligada ao continente por um istmo, chamada de Sveti Stefan. Era uma pequena comunidade de pescadores centenária, que foi transformada por algum tempo em um sofisticado hotel de luxo, frequentado por celebridades de hollywwod e a realeza Européia. Mais recentemente foi comprada pela rede Aman Resorts que criou um hotel de 6 * , com diárias a partir de 800 usd. Serviu inclusive de cenário para um dos filmes de James Bond. DUBROVNIK – Primeiras impressões Não é a toa que Dubrovnik esteja entre os destinos mais procurados, não só da Europa, mais do mundo. Mesmo após ser duramente atacada durante a guerra da Bósnia, houve um forte esforço mundial pela reconstrução da cidade. A muralha que a circunda está incrivelmente preservada e impressiona pela sua imponência. Na cidade medieval, não só restaurantes e lojinhas de souvenirs, estão presentes, mas também serve de residência para muitas pessoas que ainda moram por lá. Permita-se então se afastar da STRADUM, rua principal que cruza a cidade, e se perder pelas estreitas ruazinhas e ladeiras da cidade observando o estilo de vida dos locais. Embora ainda estejamos na baixa estação, já se observa as grandes levas de excursões de Alemães, Ingleses, Italianos e principalmente de Japoneses. Além de caminhar pelas ruelas da cidade, uma outra maneira de ver a perfeição da muralha contornando a cidade e sua bela localização é subindo ao morro do forte imperial pelo bondinho, ao custo de 100 kunas. A vista da cidade murada, da costa e das ilhas é deslumbrante. No entanto a forma mais tradicional de ver a cidade, justamente caminhando pelas muralhas, num percurso de 2 km, que comentaremos mais adiante. A moeda da Croácia é o Kuna, e a cotação atual é de 1 eu = 7,5 kunas. Nos restaurantes e lojinhas aceita-se tranquilamente o euro, mas, sempre com uma cotação mais desvantajosa 1 para 7, sendo melhor trocar o euro nas casas de câmbio. HOSPEDAGEM E DESLOCAMENTO EM DUBROVNIK O melhor lugar para se ficar é em alguma acomodação próxima ao Pile Gate, um dos Portões da Muralha que cerca totalmente a cidade medieval, sendo o principal e que dá acesso justo a Rua Principal. No entanto, ótimos hotéis a preços bem inferiores aos muito próximos do centro antigo podem ser encontrados fora do centro. É o caso dos que ficam na baía de Lapad ( com paisagem belíssima), a beira-mar, inclusive com facilidade de estacionamento para quem está com carro, o que praticamente impossível no centro, e a apenas 12 minutos de ônibus do Centro. O transporte público é eficiente, com ônibus modernos e frequência de 20 em20min, e as passagens podem ser adquiridas nos postos centrais próximo ao Pile Gate ou aos próprios motoristas. Todos os ônibus tem sua estação final justamente em frente ao Pile gate. O custo de Hospedagem e alimentação da Costa Dálmata já se aproxima das principais cidades Européias, um pouco diferente das outras regiões do Leste. Dubrovnik é um lugar seguro para se andar a qualquer hora do dia. O aeroporto fica afastado do centro a cerca de 25 km, e deve-se reservar não menos que 40min, isso em razão dos limites de velocidade na estrada, eo taxi tem um custo aprox. de 270 kunas. GASTRONOMIA EM DUBROVNIK Talvez pela proximidade com a Itália ou por sua herança, que em algum momento esteve sob domínio dos venezianos, os pratos mais consumidos, além do peixe e de mexilhões, são os risotos e as massas, aliás, comum em quase todas as cidades do litoral Croata. O termo Konoba, visível como pré-nome em alguns restaurantes das ruelas, é o equivalente a tratorias ou tavernas, indicando que são de uma cozinha mais caseira ou local e provavelmente deliciosa. Durante nossa estadia, podemos recomendar sem medo de errar dois “Konobas” excelentes, com pratos extremamente bem feitos e ambos com preços mais justos do que alguns na rua principal. O primeiro Konoba Ragusa, não o ragusa II, fica numa ruazinha cheia de restaurantes, paralela a rua principal, com um ambiente super aconchegante estando os mexilhões e os risotos se lambusar. Já o segundo, muito recomendado por alguns relatos, fica na marina dos barcos que saem em excursão, no final da rua principal, especialista em frutos do mar, com um cardápio enxuto, o que já indica feitura de bons pratos, quando nos deliciamos, com um misto de cavala, anchovas, sardinhas, camarões, mexilhões e lula. CAMINHANDO PELAS MURALHAS DE DUBROVNIK Talvez a melhor forma de se ter uma visão mais geral de quão especial é esta cidade é caminhando pelas suas muralhas. O percurso completo, cheio de subidas e descidas totaliza uns 2 km, de dificuldade fácil a moderada. São dois pontos de acesso, o principal, logo na entrada da cidade pelo portão Pile Gate. O tícket de entrada custa 100 kunas, e deve ser guardado, pois há postos de controle durante o percurso, que é feito num sentido único, tudo muito organizado. São dezenas de locais para se fotografar, tanto a cidade, quanto posição da cidade e da muralha em relação ao mar. DE DUBROVNIK A LISBOA Como o vôo foi pela TAP, optamos por uma parada em Lisboa, primeiro porque Papai já fazia alguns anos que não voltava a cidade, e segundo porque adoramos a culinária Portuguesa. Já no dia de chegada, levei-os a um show de fado, no “Fado in Chiado” , e em seguida um jantar numa das casas mais tradicionais de Lisboa a Cervejaria Trindade . No sábado logo cedo seguimos para Cascais, passando por Estoril e com uma breve parada na “Boca do Inferno”, depois no retorno a Cidade um tour gastronômico, com a primeira parada, é claro, na Confeitaria Pastéis de Belém, em seguida no centro, na Rua Augusta, na simples Confeitaria “A Brasileirinha”, para mais bolinhos de bacalhau acompanhados da boa Sagres, e finalizando com doces Portugueses na Confeitaria Suiça, na Praça dos Restauradores. Para fechar, a noite Bacalhau à Lagareira, e o velho verde Casal Garcia. ÚLTIMO DIA DA VIAGEM - SAUDADES – AGRADECIMENTOS Hoje dia anterior ao nosso embarque de volta para casa, aproveitamos o Domingo de Páscoa, e fomos à Fátima, onde com emoção pudemos estar presentes à celebração da Missa de Domingo Pascal. Neste momento, agradecemos fortemente a Deus e à Nossa Senhora, pela saúde dos filhos, netos, irmãos e amigos e também por nos permitir realizar tamanha aventura, conhecendo lugares maravilhosos e passando momentos inesquecíveis. Agradecer ainda, mais uma vez, à minha esposa e a meus pais, que junto com os meus filhos são meus melhores amigos, e, também, meus eternos companheiros de Viagem, por dividirem comigo e acreditarem nos meus roteiros, que, embutem sempre alguns momentos de aventura e algumas incertezas. Agradecer a meus pais por proporcionar durante estes 24 dias, momentos de perfeita harmonia e comunhão de vontades e desejos, já avisando a eles e a quem interessar, que logo após a chegada começaremos novo projeto de roteiro.
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Bolívia e Peru por um casal de cinquentões
Seguimos nosso relato: 15º Dia – 05/06/2010 Logo depois do café partimos em direção a Lima, deixando Huaraz num dia de céu azul desenhado com as lindíssimas montanhas nevadas do monte Huascaran e seus vizinhos, o que nos deixou saudosos dos dias passados ali . A viagem foi tranqüila, chegamos ao aeroporto para devolução do carro por volta das 3h da tarde. Em seguida, tomamos um taxi com destino ao hotel, ao custo de 45 soles, bastante caro para os padrões locais, mas sem possibilidade de discussão. À medida que avançávamos em direção ao hotel, fomos atravessando bairros muito modernos e tranqüilos, como Madalena, San Isidro até chegarmos a Miraflore. O trajeto nos proporcionou uma excelente impressão da cidade. O hotel tem uma localização excelente, quase no início de Miraflores, a 2 quadras da bifurcação entre 2 das principais avenidas do bairro, a José Larco com a Ricardo Palma, onde há diversos restaurantes e fast food’s, tipo Mac Donalds, KFC e etc., dos grandes Magazines Falabela (a mesma rede do Chile e Argentina), Ripley, de diversos cassinos, e, grandes lojas de artesanato. As instalações do Hotel Mariel são excelentes para a sua categoria (3 estrelas), dispõe de um bom atendimento, o que faz com que a relação custo/benefício seja muito boa, pois conseguimos reserva pelo site book.com ao custo de 60USD. Nos alojamos e seguimos caminhando em direção ao Shopping La Comar, que está situado a 12 quadras. Optamos por caminhar para melhor nos localizar, além de conhecer o bairro. Tínhamos em verdade como destino primeiro, conhecer o Cassino Atlantic Cyte, onde estava sendo realizado o torneio LAPT – Latin American Poker Tour, para assistir a mesa final. Como sou apreciador/amador dos jogos de poker que são transmitidos pela ESPN, para nossa sorte e num momento de tietagem demos de cara com o grande jogador – representante brasileiro e comentarista da ESPN – André Akkari, que nos acolheu com extrema simpatia, inclusive posando para foto (essa vai para o álbum!!!). O Shopping tem uma privilegiada localização – em cima e à beira de um penhasco à margem do Pacífico. Fizemos o reconhecimento, jantamos em um dos muitos restaurantes existentes e retornamos de Táxi (5 soles) para o hotel. Lima nos causou excelente impressão, especialmente o bairro de Miraflores, com intensa movimentação turística, equiparando-se, inclusive, a que estamos acostumados a ver nas cidades européias. Os deslocamentos, quando necessários, devem ser feitos sempre de táxi, já que o transporte coletivo deixa a desejar. Uma boa dica é sempre antes de contratar o táxi negociar o valor do trajeto – não há taxímetro nem tabela, varia de acordo com a distância e a A alimentação de uma forma geral é 30 a 40% mais barata do que no Brasil. 16º dia – 06.06.2010 Ontem havíamos contratado no Shopping La Comar um Cyte Tour – com duração de 3 horas – à empresa CITYSIGHTSEEING (há outra empresa que Tb faz, partindo do Parque Kennedy), são aqueles ônibus de dois andares vermelhos que existem na maioria das cidades européias, o custo foi de 50 soles/pessoa com guia em espanhol. O tour circula pelo bairro de Miraflores e pelo Centro de Lima com paradas na belíssima Plaza Mayor, no Parque das Muralhas e finaliza com a visita à Igreja e Convento de São Francisco, com suas conhecidas catacumbas, localizadas no subsolo da igreja. As catacumbas se devem ao fato de que, aquela época, por volta de 1600, não existia na cidade nenhum cemitério, e todos – ricos (mais próximo do altar – porque segundo diziam estariam mais próximos do céu) e pobres (em valas profundas localizadas nas laterais da igreja) eram ali enterrados. Tudo isso durou cerca de 200 anos, quando então, por lei, foi proibida essa prática. Hoje, tem-se “guardados” milhares de ossos que estão expostos à visitação. Á noite, como já vimos fazendo, alternando refeições mais econômicas com bons restaurantes, escolhemos conhecer, talvez o restaurante mais famoso da cidade, o “Rosa Náutica”. Sua localização muito pitoresca – como um píer adentrando o mar – já é bastante convidativo. Os preços, embora bem mais elevados do que o padrão local, ficam esquecidos diante dos deliciosos e bem preparados pratos servidos. No nosso caso, optamos por um menu de degustação como entrada, incluindo Ceviche limeñito en aderezo de ají amarillo; Causitas de langostinos en salsa de ocopa; Chicharrones de calamar con salsa tártara y ají eConchitas a la parmesana, seguido de dois pratos principais – uma sublime Popietas de corvina a la florentin e um espetacular arroz de mariscos à rosa náutica, que estava entre uma deliciosa paella e um maravilhoso risoto, regados a 3 cervejas cusquenha, um pisco souers e um refrigerante, que gerou um “estrago” de 210 soles. O taxi da ida pode ser acertado por 10 soles, mas na volta tivemos que nos render ao valor fixo da portaria – 20 soles, já que o local não dispõe de fácil acesso. 17º dia – 07.06.2010 O nosso dia foi destinado à caminhada pelo Centro de Lima, e, à tarde, fomos conhecer o principal Shopping da cidade – o Jóquei Plaza. O gasto com o táxi até o centro foi de 10 soles. Após algum tempo de caminhada chegamos à Plaza Mayor, que é composta pelo Palacio Arcebispal, a Catedral de Lima, diversos prédios com os belíssimos balcões de madeira, característicos da arquitetura colonial espanhola, e ainda do Palácio do Governo, onde tivemos a oportunidade de presenciarmos a curiosa e bela troca da guarda que ocorre diariamente ao meio dia. É uma verdadeira festa popular, já que é acompanhada por uma grande banda, que alterna músicas marciais com músicas clássicas do folclore peruano, incluindo “El Condor Passa”. Os turistas, tanto locais quanto estrangeiros, assistem ao espetáculo de forma bem participativa, inclusive com direito à dança. Entre a Plaza de Armas e o Convento de São Francisco há diversas lojinhas de artesanato com preços bem convidativos. Finalizamos o dia conhecendo o Shopping, e como não poderia deixar de ser - fazendo umas “comprinhas”.
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Bolívia e Peru por um casal de cinquentões
Somos um casal de cinqüentões, naturais de Recife, e que adora viajar. Como sempre, optamos por planejar e efetivar as viagens de forma autônoma, sem a necessidade de contratação de Agências de viagem, o que encareceria em pelo menos o dobro do custo e, depois de diversas viagens à Argentina e ao Chile, países que adoramos por suas belezas naturais, havia chegado a vez de conhecermos mais um pouco do nosso continente, e, sendo assim, planejamos esta viagem que teve como principal meta a famosa Machupichu, sem, no entanto, desconsiderarmos outros atrativos da Bolívia e do Peru. O roteiro, saindo de São Paulo, por via aérea, em direção à La Paz, depois em bus turístico para Copacabana, à margem do Lago Titicaca, visita à Isla del Sol; em seguida, também de bus turístico, para Puno - já no Peru, visita às ilhas flutuantes de Uros, daí, usando como meio de transporte ônibus de excursão, para Cuzco. De avião, seguiremos para Lima, onde alugaremos um carro para ida ao deserto de Ica, a Paracas - para visita às Ilas Balestras. Em seguida, tomaremos a direção, pela Carreteira Panamericana, para a Cordilheira Branca, especificamente para o Parque de Huascaran, finalizando em Lima. Fazendo cotação entre as principais Companhias aéreas que oferecem esses trechos - a TAM, a LanChile e a TACA - a melhor oferta foi verificada na TACA. O custo da parte aérea, incluindo os trechos São Paulo-LaPaz; Cusco-Lima e Lima-São Paulo, totalizou USd 574,00. 1º Dia – 22/05/2010 A primeira impressão da TACA foi excelente, com aviões novos e serviço de bordo bem melhor do que nossas Companhias. Apesar da conexão de curta duração em Lima, o vôo decorreu tranquilamente chegando à La Paz no horário previsto, por volta de 1h da manhã. O aeroporto muito pequeno, já estava praticamente fechado, todavia não há o que se preocupar com a troca de moeda, uma vez que os principais serviços, a exemplo de taxistas, já estão acostumados a receber dólar. O valor da corrida de taxi do aeroporto para qualquer lugar da cidade é tabelado em 50 Bolivianos(Bs), sendo a cotação de 1 dolar = 7 Bolivianos. O aeroporto, tido como o mais alto do mundo, se localiza à aproximadamente 4200 metros de altura, no bairro chamado de Plano Alto. La Paz , com uma população de aproximadamente 1.800.000 habitantes, localiza-se na parte mais baixa, a uma altitude de 3800 metros. Os efeitos da altitude foram poucos sentidos por nós. Apenas uma leve dor de cabeça que, no meu caso, foi resolvida com o velho “ dorflex”. No caso da minha esposa, apelamos para as famosas “soroche pills”, que resolveram o problema. Nos hospedamos no Hotel Glória, no centro da cidade, muito bem localizado, próximo, e a pé, das principais atrações da cidade, como as Calle Sagárnama e LLampu , o mercado de las Brujas , a Igreja de São Francisco, a Plaza Murillo e etc. A diária, ao custo de 60 USD, nos pareceu bem razoável, relativamente ao custo/benefício, com bom atendimento, bom dejasiuno, e um bom restaurante com uma vista maravilhosa, principalmente à noite, no 12 º andar. Na rua do hotel, a cerca de 1,5 quadra, o único shopping da cidade, o Norte 2º Dia – 23/05/2010 A cidade oferece alguns tours clássicos, como a visita às ruínas de TIWUANACO, visita à montanha CHALCATAYA, o Dunhill de bicicleta de COROÍCO e os tours ao Lago de Titicaca. Optamos por conhecer melhor a cidade, e como já iríamos com destino ao Peru, incluiríamos COPACABANA, à margem do Lago Titicaca, com tour à Isla Del Sol. Neste primeiro dia, fizemos um breve reconhecimento do centro da cidade e, à tardinha, o city tour realizado no ônibus conhecido como “toque del cielo”, que disponibiliza o roteiro histórico em 7 idiomas, inclusive o português. São dois roteiros, um pela parte central da cidade e outro pela parte sul, com visita ao Vale de La Luna. O custo para cada um dos roteiros é de 50 bolivianos. No Sul, onde vive a população mais rica da cidade, nada encontramos que não se pareça com nossas cidades, faz-se uma parada de 20 minutos no Vale de La luna, que é bem interessante, com uma paisagem desértica formada pela forte erosão das rochas areníticas, deixando uma impressão de paisagem lunar. O outro roteiro, que passa pela parte central é mais interessante, visitando os principais pontos turísticos, com parada no mirador kily quily, onde se tem uma visão total cidade e do monte nevado Illimani. O taxi no centro da cidade é bastante barato, custando em média 15 bs., para qualquer local. Neste dia , um domingo, a principal Avenida da cidade, a Av. 16 de julho, conhecida por Avenida del Prado, para nossa sorte, estava totalmente tomada por shows folclóricos,apresentação de danças locais, bandas de música boliviana, exposições de arte, espaços lúdicos, etc. Passeamos ainda pelas Calle Sarganaga, Calle Llampu, pelo museu de La coca, e mercado de las Brujas . À noite, optamos por jantar próximo ao hotel, num restaurante bem legal, com decoração bem rústica, bem transada, na Av. 16 de junho, a cerca de 200 metros da Igreja de São Francisco. Como entrada, sopas de aspargos, seguida de um fettuttine Alfredo e um brochete de pollo, regados a 3 cervejas, a local pacena, totalizando 140 bs. 3º dia 24/05/2010 Este dia reservamos para o restante dos passeios pela principal praça da cidade, a Plaza Murillo, onde se encontram a Catedral , a Câmara Legislativa e o Palácio Presidencial, depois demos uma rápida passagem pela rua histórica, a Calle Jean, onde se encontram diversos museus, o restante do dia dedicamos a compras de souvenirs e outras “cositas mas.” Almoçamos num dos muitos restaurantes especializados em pollo com batatas fritas, o Pollo Copacabana, uma espécie de KFC Boliviano, pagando cerca de 45 bs para duas pessoas. A Bolívia , talvez o país mais pobre da América do Sul,tem como sua principal cidade a capital La Paz , extremamente carente de infra-estrutura, onde não se verifica qualquer serviço de transporte público . O principal meio de transporte são as vans que dominam completamente a cena local, com suas buzinas incessantes e os ajudantes dos motoristas, com a cabeça pra fora, gritando o roteiro de cada uma, causando verdadeira balbúrdia no trânsito caótico da cidade, o que, de certa forma, chega a chamar a atenção e aguça a curiosidade dos turistas. Outra característica da cidade, que ratifica a extrema pobreza de boa parte da população, é o comércio totalmente informal por quase toda a cidade. Na sua maior parte, é formado pelas famosas cholas, devidamente caracterizadas, vendendo de tudo, desde artesanato, a chás, frutas, batidas, comidas feitas ali mesmo e muitas outras coisas. Apesar de tudo, durante nossa estada, não sentimos qualquer insegurança, nem presenciamos qualquer ato de violência, ao contrário, vimos muitos policiais em toda a parte da cidade. É um povo que adora cores fortes, marcantes, a começar pela Bandeira, por suas roupas, pelas velhas lotações que ainda circulam na cidade. Os preços praticados, especialmente pelos serviços e alimentação estão bem atrativos como detalharemos mais abaixo. A impressão de raiva que tinha de Evo Morales ao expulsar nossa PETROBRAS, nacionalizando a exploração de petróleo no País, se desfaz completamente quando conhecemos o país e sua urgente necessidade de recompor suas finanças para melhoria de vida da população. O acesso aos serviços básicos de saúde e de educação tem melhorado bastante no seu governo, beneficiando a população, que repetimos é muito pobre. A corrupção, que era marca de governos anteriores, tem diminuído bastante com o seu combate. 4º dia – 25/05/2010 No próprio hotel contratamos o bus turístico que nos levaria à Copacabana ao custo de 30 bs, com a comodidade de nos apanhar no hotel e deixar na agência turística, Vicuna travel em Copacabana, e que, por felicidade, fica justamente na frente do Hotel que ficaríamos hospedados nesta noite,o Hotel Glória, que faz parte de uma rede que inclui o de La Paz. O custo da diária saiu a 51 USD, uma vez que já estamos na alta estação, que vai de meados de maio a setembro. Também no hotel de LA Paz, havíamos contratado o tour de barco à Isla Del Sol, ao custo de 30 bs, para o mesmo dia. A viagem de LA Paz à Copacabana dura cerca de 4 horas, chegando por volta de 12 horas, dando-nos tempo somente para deixar as malas no hotel e fazer um pequeno lanche, já que o barco sairia às 13h30. O tour à Isla del Sol, que teria sido habitada por Manco Kapac, o fundador de todo império Inca, não inclui guia nem a entrada na ilha, então, no próprio barco, fizemos a contratação deste guia. O passeio pode ser feito sem guia, mas não aconselhamos, uma vez que além das informações que deixarão de ser ouvidas, os horários e locais de saídas dos barcos são um pouco confusos. O custo do guia com a taxa de entrada sai a 30 bs. Por volta de 17h40 já estávamos de volta à Copacabana. O hotel , muito bem localizado, tem, do nosso quarto, uma visão espetacular do grandioso lago Titicaca. À noite, jantamos no restaurante Colonial, onde consumimos duas sopas para combater o frio e dois pratos de truta pescada no lago, acompanhados com dois refrigerantes ao custo total de 100 bs. 5º dia – 26/05/2010 Copacabana é uma pequena cidade, mas em razão do grande fluxo de turistas estrangeiros dispõe de boa rede hoteleira e de bons restaurantes, além de diversas barraquinhas de artesanato. Ainda no Hotel Glória, havíamos contratado o bus turístico para o trecho de Copacabana à Cidade de Puno. Logo pela manhã, compramos alguns souvenirs e fomos conhecer a principal atração da cidade para os Bolivianos, o santuário de Nossa Senhora de Copacabana, a padroeira da Bolívia. O que se diz é que a praia de Copacabana, no Rio, teria o seu nome originado a partir do achado de uma imagem da Santa enterrada nas areias da praia. Por volta de 13h30, tomamos o ônibus com destino à Puno, já no PERU. Puno, também localizada à margem do Titicaca, fica a aproximadamente 180 km de Copacabana. Já é uma cidade bem maior e com fluxo intenso de turismo. Tem como principal atração, além, é claro do lago, a visita às ilhas flutuantes de Uros, que comentaremos mais adiante. Chegamos em Puno por volta das 16h local – não se deve esquecer que o Peru tem menos 2 horas de diferença para o Brasil, e uma hora para Bolívia. Nos hospedamos no Hotel Conde Del Lemos In. Muito bom hotel, com localização excelente, bem no centro da cidade, por traz da Plaza de Armas, à pequena distância a pé dos inúmeros restaurantes e lojas de artesanato que dominam o centro da cidade.O custo da diária para casal, reservada pela internet, com desconto, é de 50 USD. Fizemos breve reconhecimento da cidade e providenciamos a troca de moeda. No Peru a moeda é o ”nuevo soles”, que tem a cotação de 1 dólar = 2,85 soles. Jantamos num restaurante muito bom , o “ El Balcón de Puno” , ou “Choza de Oscar”, que compartilham o mesmo espaço e que oferece gratuitamente show de danças e música folclórica de várias partes do Peru. Os pratos, com fina elaboração, são muito bem preparados. Embora relativamente mais caro do que os seus vizinhos, mas em função da qualidade e principalmente do show que dura exatos 1:30, vale muito a pena. Pedimos 02 sopas como entrada e dois pratos de filé, com cerveja e refrigerante, saindo tudo ao custo de 87 soles. 6º dia – 27/05/2010 Neste dia, fizemos o tour às ilhas flutuantes de Uros. Com a expansão do império inca, habitantes do local, os Uros, que viviam às margens do Lago Titicaca basicamente da pesca, fugindo da dominação inca, passaram a viver nos próprios barcos feitos de totora, que é um tipo de junco característico do lago. Alguns anos depois, passaram a construir ilhas feitas do mesmo material, sendo que a base dessas ilhas é retirada do material que forma a raiz, e a parte superior é constituída da palha ou folha da totora. Hoje são cerca de 50 ilhas, habitadas não mais pelos Incas mas pelos Aymaras, povo de origem pré-inca, que tem dialeto próprio e que domina o sudeste do Peru e noroeste da Bolívia. Cada ilha tem hoje,convivendo, em torno de 3 a 5 famílias, que basicamente sobrevivem do turismo. O tour, que nos apanha e deixa no hotel , se inicia no porto de Puno e dura cerca de 3 horas, ao custo de 25 soles por pessoa, consiste na visita a uma dessas ilhas, onde há a apresentação da história, do modo de vida e a venda de artesanato local. As famílias se apresentam usando os trajes característicos e nos convidam a vesti-los para foto, bem como nos fazem conhecer seus aposentos, etc. À noite saímos para jantar procurando economizar um pouco. A maioria dos restaurantes oferece como alternativa um menu turístico, que consiste em algumas opções de entrada, pratos principais e sobremesa, variando de 15 a 28 soles, dependendo do restaurante. 7º dia – 28/05/2010 Dia da viagem de Puno para Cusco, que dista aproximadamente 400 km. Esta viagem pode ser feita de diversas maneiras, sendo uma de avião pela LAn, saindo do aeroporto de Juliaca (45 km de Puno), outra mais usual e mais econômica, de ônibus, em linha normal, que dura em torno de 6 horas e, em geral, se faz à noite. Uma terceira, a que escolhemos, é utilizando o ônibus/excursão, que oferece algumas paradas em pontos atrativos turísticos. A empresa Inka Express oferece esta opção, tanto de Puno para Cusco, como ao contrário, ao custo de 50 USD, incluindo o transporte, almoço buffet, entradas nas atrações e guia em espanhol / inglês. O tour parte do terminal terrestre de Puno às 7 horas, em um excelente ônibus da própria Empresa . O início da viagem decorre pelas belas paisagens ao largo do lago Titicaca. A primeira parada não, muito interessante, se dá no museu da cidade Pukara, região habitada por civilização pré-Incaica. A segunda parada - no mirador La Haia - num dos belos pontos onde se tem a visão espetacular da Cordilheira dos Andes, e onde pela primeira vez temos contato bem de perto com lhamas e alpacas. A terceira parada, se dá para o almoço, muito bem servido e com música peruana ao vivo. A quarta parada é no sítio arqueológico de Raqchi, que se compõe de ruínas do Império Inca, e onde começamos a vislumbrar as impressionantes construções, que serão melhor descritas adiante. A quinta e última parada – visita à Igreja de San Peter – considerada, com muita justiça, a Capela Sistina das Américas. Chegamos em Cusco por volta das 6h30 da noite. De imediato nos hospedamos no Hotel Hatum Wasi, de categoria 3 estrelas, simples, porém muito bem localizado – 50 metros da Praça de Armas – que consideramos uma das mais bonitas, com diária de 50 USD. Em seguida, procuramos uma agência de turismo dentre as muitas existentes, a que nos pareceu mais respeitada foi a Heidi Travel, embora existam outras que oferecem serviços mais baratos. Contratamos os seguintes pacotes: Tour de dia inteiro ao Vale Sagrado – com guia espanhol/inglês – ao custo de 25 soles; Guia em espanhol para visita à Machupiccho, que nos esperaria na estação de Águas Calientes, para um tour de 2h30 a um custo de 20 soles; City Tour de meio dia, com guia espanhol/inglês, para o terceiro dia, ao custo de 20 soles. 8º dia – 29/05/2010 Inicialmente, devemos fazer um breve resumo da história do povo inca – Temos, na realidade duas versões: na mítica tudo teria se iniciado com a existência de Manco Kapac e Mama Occla, que a partir da Isla Del Sol – no Lago Titicaca, lado Boliviano – teriam emigrado para a região de Cusco, onde fundariam o império Inca. A outra versão – histórica – diz que Patcha Kutec defendendo a região de outras tribos, teria fundado a partir de Cusco todo o império. Antes da era inca no Peru teria havido diversas civilizações pré-colombianas, como por exemplo a Chavin, no norte do Peru, a de Caral – a mais antiga das Américas e contemporânea à civilização egípcia, a de Tiwanaku-Aimara, que habitava a Bolívia e o sudeste do Peru. Então, basicamente o povo Inca teria sido influenciado por esses povos. O seu nascimento teria ocorrido a partir de 1200 DC e o seu apogeu se deu entre 1400 e 1550 DC, findando com a invasão espanhola. Cabe registrar que a palavra INCA deve se referir apenas à pessoa do REI, portanto não se deve usá-la no plural. A sociedade era formada pelo INCA (rei), a nobreza, os artesãos e pensadores, e por último a classe do povo. No apogeu, expandiram-se por todo o Peru, Bolívia, Norte da Argentina e Chile, Equador, Colômbia e Venezuela. Há relatos da de agricultura, arquitetura, astronomia, odontologia (implante de dentes usando como material ouro para os nobres e pedra para os demais), etc. O seu fim ocorreu com a chegada dos espanhóis, que , com menos de 200 soldados, e aproveitando-se da divisão política existente entre as diversas tribos conseguiram derrotar um grupo formado com mais de 10 milhões de pessoas. Nosso primeiro contato com a civilização INCA se deu a partir da excursão ao Vale Sagrado, onde na primeira parada, em Pisac, vislumbramos os terraços andinos (característica principal da agricultura e forma de proteção contra a erosão, uma vez que eles utilizavam as encostas das enormes montanhas, em forma de andaimes para o cultivo, para ornamentação, e, também, para criação de llamas e alpacas). Dizem que o nome das Cordilheiras Andinas também teria sido originado dessa forma de exploração das montanhas ( andaimes= andinos ?). o segundo encontro se deu em Urubamba para o almoço, quando seguimos para Ollantaytambo, que se constitui por impressionantes ruínas nos topos das montanhas. É desafiador acreditar como eles conseguiam movimentar e erguer palácios, templos, residências e etc, com blocos de rochas que chegam a pesar 10 ton. em alturas inimagináveis. Finalizamos na cidade de Chincheiro com a visita à Catedral, onde se pode constatar a dualidade da convivência entre a religião católica e as crenças Inca. O vale realmente deve ser considerado sagrado, pois no alto da cordilheira andina se pode vislumbrar paisagens deslumbrantes. 9º dia – 30 de maio Hoje chegamos ao grande momento de nossa viagem - a visita à cidade perdida dos Inca – Machupicchu. Devido ao imenso afluxo turístico, e aqui vale comentar que é impressionante como num país, com o potencial turístico do Brasil, não se registre, nem de longe, uma movimentação de turistas estrangeiros, principalmente europeus e americanos, de todas as idades – em maioria jovens mochileiros, como a que vimos em Cusco, deve-se reservar com antecedência de, pelo menos, 40 dias, as passagens de trem diretamente no site da Perurail. O trecho de ida fizemos no vagão vistadome, ao custo de 75 USD, e que foi escolhido por ser o primeiro a sair de Cusco e chegar à Águas Calientes por volta das 9h30, o que permitiria um maior tempo nas ruínas. O trecho de volta foi realizado no trem backpaper, ao custo de 45 USD. Devido às chuvas ocorridas no início do ano, o trajeto entre Cusco e Águas Calientes está sendo feito em inúmeras Vans ofertadas pela própria Perurail até a estação de Piscacucho ( em 2h de trajeto), que fica logo depois de Ollantaitambo, estação onde se toma o trem para Àguas Calientes, cujo percurso dura em torno de 1h30. Chegamos à Àguas Calientes, onde o guia contratado já nos esperava, para nos juntarmos a um pequeno grupo. A entrada ao Parque tem custo de 45 USD e deve ser pago unicamente em soles e em cash. Neste momento também se adquire o ticket de ida e volta para uso nos ônibus que nos levam ao topo da montanha, ao custo de 14 USD (pagos em cash). Machupicchu, em pleno topo das montanhas andinas, é tudo e muito mais do que se possa imaginar, ou que já tivéssemos visto em reportagens, é simplesmente linnndooo!!! No tour de 2 horas e meia somos levados a conhecer a história minuciosamente contada sobre a origem, construção e descoberta deste paraíso arqueológico. Durante o trajeto já se tem idéia das opções de caminhada que se pode fazer no restante do tempo livre. Uma delas é a subida ao Monte Wanapichu, com percurso aproximado de 4h de caminhada, em trajeto bastante íngreme. Outra opção menos exigente, a que fizemos,já separados do guia e do grupo, com percurso de 3 horas, por um dos caminhos Inca, foi à Porta do Sol. De lá, no alto, pode-se apreciar o esplendor de Machupicchu. Em torno de 16h30 descemos para o povoado de Àguas Calientes, local totalmente turístico, com dezenas de bares, restaurantes e pousadas bem transadas, que traduz um clima de alto astral, com turistas, embora cansados, totalmente extasiados com o que acabaram de ver, sentam-se para um gole de cerveja, uma pizza ou mesmo “um helado”... Nosso trem partiu às 19h e chegou em Cusco às 23hs. 10º dias – 31 de maio Iniciamos o dia pelas ruelas de Cusco, visitando o Museo Inca (entrada 10 soles, não incluso no boleto turístico). Deve-se registrar que o boleto turístico tem um custo de 130 soles – pago somente em cash – que dá direito a entrada em 16 sítios arqueológicos e museos, que serão visitados durante o tour ao Vale Sagrado e o city tours - e o Museo Regional de História, este sim incluso no boleto. Em seguida, visitamos o Mercado Municipal onde pudemos provar e sentir os sabores e cheiros andinos. À tarde realizamos o city tour, que diferente dos usuais, tem um única parada na cidade, que se dá no sítio de Qoricancha, onde se tem a perfeita visualização da diferença entre a forma de construção inca – com blocos em granito, juntados milimetricamente sem o uso de qualquer argamassa e totalmente resistentes aos tremores sísmicos, em contraposição à frágil construção do novo mundo (espanhola). O restante do tour é todo realizado em sítios nos arredores da cidade, com destaque para o Saqsayhuman, com suas impressionantes muralhas formada por imensos blocos de granito, em forma de zigue-zague. Lugar onde se realiza anualmente a festa do intirimi (aclamação do solistício – 21 de junho). Reservamos a noite para jantar em um dos inúmeros restaurantes da cidade que possui balcões espanhóis, com vista privilegiada para a Praça de Armas. O pedido não poderia ser outro que não o famoso “Cuy al horno” ( porquinho da índia), infelizmente, não muito apreciado por nós., em contraponto à deliciosa “cerveza” cusquenha. 11º dia – 01 de junho Deixamos o hotel muito cedo em direção ao Aeroporto, para tomarmos o vôo da TACA com destino à Lima. Em Lima chegamos por volta das 10h, imediatamente providenciamos o aluguel de um Toyota Yaris, na Hertz. Nosso destino foi a rota Panamericana Norte, cujo objetivo final é a cidade de Huaraz. Decidimos partir o percurso de 400Km, com uma parada na cidade de Barranca, à margem do Pacífico e próxima ao sítio arqueológico de Caral, que será visitado amanhã, antes de seguirmos para Huaraz. Escolhemos o Hotel Chavin para pernoite, com excelente custo/benefício – 110 soles. 12º dia – 02 de junho Antes de continuarmos o relato, me esqueci de comentar o susto que passamos e a tensão criada a partir do ocorrido. Ontem já quando saíamos da cidade de Lima, na rodovia Panamericana, pegamos um trânsito muito pesado e, por conseguinte, vagaroso, eis que fomos parados por uma blitz. Um patrulheiro se aproximou de forma muito simpática, já nos identificando como “irmãos brasileiros”, disse que éramos gente muito boa, e coisa e tal, e Pelé, e futebol, e amigos prá cá, amigos prá lá, quando então ele alega que havíamos ultrapassado a velocidade de 45 km, no local, fato impossível, uma vez que havia um grande engarrafamento e os policiais não tinham qualquer aparelho de medição de velocidade. De repente, apresenta a legislação informando que a infração - pretensamente cometida - nos custaria a bagatela de 400 soles (130 USD!!!!!!), mas, como éramos “amigos” reduziria pela metade , 180 soles. Depois de alguns argumentos nossos, reduziu ainda pela metade, ficando em 90 soles. Disse-lhe que não dispunha do montante, e ele pediu 50 soles. Finalmente e por sorte, tinha no cinzeiro do carro cerca 30 soles, que lhe ofereci e o “fdp” imediatamente agarrou-se nos soles, nos liberando em seguida. Depois desta situação, pensei seriamente em devolver o carro, mas resolvemos seguir viagem. No entanto, toda vez que passamos por alguma patrulha na estrada, que, aliás, são muitas, o coração velho bate rápido. A partir daí deixamos 30 soles preparados para outra eventual investida/abordagem. Como saímos do hotel um pouco tarde optamos por ir direto para Huaraz, que fica em plena Cordilheira Andina, deixando a cidade de Caral para a volta. Considerando a questão das patrulhas, bem como a estrada ser uma espetacular subida, com bastante sinuosidade, fomos bem devagar e com bastante prudência. Depois de cerca de 2 horas de viagem chegamos ao topo da cordilheira - cerca de 4000 m acima do nível do mar - mas especificamente ao “El Calejon de Huaylas”, que é um grande vale andino com 180 km de extensão entre as cordilheiras branca e a negra. Neste ponto, a “máquina” começa a operar incessantemente à medida que vamos avançando e descortinando as paisagens espetaculares de montanhas nevadas recortando o céu azul. Chegamos a Huaraz por volta das 3h da tarde. Principal cidade do “calejon” e base de todas as excursões, possui vários hotéis e restaurantes. A cidade em si não é bonita, em compensação sua localização é esplendorosa, cercada por enormes montanhas nevadas. Nos hospedamos no Hotel El Tumi, um dos melhores da região, ao custo de 50 USD, e somente a 2 quadras da Plaza de Armas. O turismo é, ainda, de certa forma, incipiente em relação à Cusco, é formado basicamente por estrangeiros em busca de esportes de aventura, já que a região é uma das mais ricas para trecking das Américas. Nos restringiremos a fazer os dois principais tours oferecidos, num dia faremos a visita às lagunas de llaganuco e no outro dia ao nevado Pastoruri. 13º dia – 03.06.2010 Contratamos os 2 tour na empresa Chavin Tours, que se localiza na Avenida principal da cidade há 2 quadras ao norte da Praça de Armas, pareceu-nos confiável e apresentou melhores preços, saindo a um custo de 25 soles por pessoa por tour. Hoje fizemos o tour à Laguna de Llaganuco, que tem a primeira parada no mirador, permitindo registrar espetaculares vistas da Cordilheira Branca, dominada pela majestosa Montanha Huascaran, com seus 6.600m de altura, que dá nome ao Parque Nacional. A segunda parada se deu na cidade de Cahuaz para saborearmos os seus característicos sorvetes artesanais, elaborados apenas com frutas locais, sem uso de aditivos. O terceiro “stop” foi feito no Campo Santo de Yungay. Esta cidade, que em 1970 contava com uma população de aproximadamente 25.000 mil pessoas, foi totalmente dizimada por um terremoto, seguido de avalanche, no dia 31 de maio de 1970, às 3h25. Com o abalo sísmico morreu a metade da população e o restante, logo em seguida, cerca de 3 minutos após, com a avalanche de neve/rocha, que soterrou completamente a cidade. Salvaram-se apenas 300 crianças que estavam assistindo a um espetáculo circense e mais 90 pessoas que visitavam seus entes queridos no cemitério da cidade, localizado em um plano superior. Hoje, a cidade é local de visita e considerado, por lei, como Campo Santo, não sendo permitida qualquer escavação. Apenas consegue-se visualizar os restos da antiga Catedral, 4 das 16 palmeiras imperiais que existiam na Praça de Armas, e os destroços de um ônibus que fazia a linha local. A última parada do tour se dá na belíssima Laguna de Llaganuco, formada pela água do degelo do Huascaran. De cor azul turquesa e localizada a 3.800 m, oferece-nos a oportunidade de se poder caminhar tranquilamente pelas suas margens, ou de se optar por um passeio de bote. O tour é finalizado próximo das 17h30 na oficina da empresa de turismo. 14º dia – 04.06.2010 Como estava programado, hoje conhecemos o nevado Pastoruri, que se localiza a 74Km ao sul de Huaraz, contando com a primeira parada num vale que possuí uma espécie única de planta - PUYA -, que segundo dizem ocorre somente nesta região. Da família das bromélias, chega a medir entre 10 e 12 metros, e na época de floração presenteia a platéia com cerca de 8000 flores em cada planta. Após esta breve parada, a Van nos leva até a base do monte, a cerca de 4.500 metros de altitude, de onde partimos para um tracking de 3Km, em subida, até o nevado. O último ponto permitido para o acesso está a uma altitude de 5.000m. Recomenda-se, pois, que para este tour o viajante já esteja bem aclimatado. Quase não conseguimos (uffa)... mas, o esforço é recompensado pelas maravilhosas paisagens que vamos descortinando durante todo o trajeto. Ao chegarmos ao ponto final nos sentimos realizados com o feito, e para coroar o dia, na chegada ao Hotel, por volta das 17h, nos entregamos a uma relaxante massagem no SPA do Hotel, ao custo de 50 soles. À noite finalizamos com um belo jantar, no restaurante El Fogon, que se localiza na avenida principal a cerca de 1,5 quadra a sul da Plaza de Armas. A comida muito boa, com pratos bem apresentados, farta e barata, com grande freqüência principalmente da comunidade local, o que significa bom achado. Jantamos uma parrilha e um Lomo saltado(filé), com cervejas, tudo ao custo de 50 soles.
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Ushuaia - Arquivo - Perguntas e Respostas antigas e repetidas
Prezado Trota e amigos, TEnho uma dúvida e ao mesmo tempo preocupação. Programei minha viagem infelizmente com certo rigor de datas. Então previ que sairia de Puerto Natales para El Calafate num domingo, 12 de março próximo. Ocorre que tenho visto alguns sites de Transportes informando q esse trajeto só é feito em alguns dias da semana e não diário como achava. Isso é verdade, vcs têm alguma informação de Companhias q fazem o trajeto diariamente. Sempre atento as dicas dos amigos, suadações,
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Ushuaia - Arquivo - Perguntas e Respostas antigas e repetidas
Caro falbertotti, Com relação as reservas para os refúgios, em especial o Paine Grande e o Las Torres,pergunto se´o pagamento é no ato da reserva ou lá no local. Estou indo no início de março de 2006, vc acha q é tempo suficiente para conseguir lugares? e Dicas de alojamentos em El Calafate, vc teria algum hotel mais barato a sugerir?
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Ushuaia - Arquivo - Perguntas e Respostas antigas e repetidas
Sobre passagens aéreas, De fato , se a compra for pela Internet(site da aerolineas no Brasil), o preço´chega a ser quase o triplo dos oferecidos a residentes, os quais tem exclusividade na compra pelo site argentino. Ocorre que qualquer pessoa aqui no Brasil dirigindo-se a qualquer agência de viagens, eles emitem o bilhete com os mesmos preços praticados para residentes e com a vantagem de parcelar no cartão em até 7 X. Agora mesmo(final de Outubro) adquiri para viajar em março de 2006, os seguintes trechos: Buenos Aires - Ushuaia e El Calafate - Buenos Aires, saindo os 02 trechos por R$ 467,00 já inclusos a tx de embarque. O valor varia um pouco em funçao da cotação do dolar, e é exatamente o mesmo do praticado no site do DESPEGAR, com a vantagem de que os bilhetes são emitidos na hora e vc tendo a quem recorrer(agência), no caso de qualquer problema. Em anos anteriores adquiria pela internet na Southern Winds, mas infelizmente a empresa estava ou está em processo de falÊncia, parece que só agora se recuperando. Outra dica, essa já retirada dos próprios amigos aqui do site, é a razão de ter adquirido os trechos em separado, é que poderei fazer o percurso de ônibus de Ushuaia, passando por Punta Arenas e Torres del Paine ( vide TROTATORRES ) , ambos no Chile, antes de chegar em El Calafate.
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Viagem ao Chile e Argentina
Caro Serneiva , Sempre atento Às suas postagens/relatos, aguardamos ansiosos, o restante da viagem especialmente o trecho, Ushuaya - Calafate - Torres del PAine
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Viagem ao Chile e Argentina
Prezado Serneiva, Em primeiro lugar, parabéns pelo relato, considerando que ao lê-lo, fêz-me recordar da linda viagem que fiz por aquelas mesmas regiões a exemplo de Mendoza - Santiago - Valdívia - Pucon e etc. Em março próximo estarei fazendo a parte da Terra do Fogo, com el Calafate e Torres del Paine. Estava já com água na boca quando o seu relato foi interrompido na região de Bariloche. Me sinto a vontade para lhes cobrar(ehehehe) o restante do relato referente a Ushuaya, Punta Arenas, Puerto Natales, Torres Del Paine e El Calafate, incluisive com dicas de hotéis, restaurantes, excursões e transportes. Saudações, Edir
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Torres del Paine
Caro Prof. Trota e demais companheiros, Estarei passando pela Patagônia logo no início do próximo ano. Será minha primeira vez em Torres del Paine, e infelizmente só disponho de 02 dias de permanência. Penso q será mais proveitoso fazer a excursão de dia completo no parque e permanecer, pernoitando em algum refúgio para no dia seguinte fazer alguma caminhada e a noite retornar a Puerto Natales. Sendo assim lá vai o questionário. - Qual o melhor refúgio em termos de localização (transporte) e proximidade com a melhor caminhada.? - Qual a melhor caminhada que poderei fazer em apenas um dia, considerando que no dia anterior já tenha tido uma visão mesmo q superficial do parque com a excursão? - No refúgio as camas q cobram incríveis 27 usd, incluem roupa de cama e toalha de banho? - Há meios de deslocamentos (ônibus ou vans) circulando pelo parque entre os refúgios? Desde já agradeço a presteza de vcs em me responderem
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[Arquivo] Dicas Argentinas
Pessoal, Alguém poderia me dar uma dica, de alguma casa de câmbio ou outro local, em que poderia ter uma melhor troca de Real para peso, e se conseguirei trocar um por um? Abraços a todos
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[Arquivo] Dicas Chilenas
Caro Chiconeto e Galera Viajante , Estarei indo a Região de Bariloche e Lagos Chilenos, agora no início de setembro e depois de ler e reler as dicas dos amigos mochileiros, ainda resta uma pequena dúvida. Como o tempo tem q ser aproveitado ao máximo tenho a seguinte pergunta: Realmente vale a pena uma visita a ilha de Chiloé? e sim quais os lugares imperdíveis? E se alguém esteve lá recentemente, poderia informar-me acerca das condições das estradas. Ecleao
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[Arquivo] Dicas Chilenas
Galera Chilena, Aí vai uma dica de hospedagem em Santiago. Fica a umas 03 quadras da Plaza de Armas, na Calle Morandé, Hotel Cervantes. Muito bom(em vista dos preços de Santiago e de condição de alguns residenciales) limpo, quartos espaçosos, desayuno básico, banho privativo, e Tv. Paguei exatos 15.000 pesos por casal, chorando um pouquinho claro. Só teve um senão foi que no período em que estive lá a calefação não estava funcionando.
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Bariloche - Onde ficar?
Fiz uma reserva para um hotel localizado bem no centro, bem próximo a Av. B. Mitre, no que me pareceu ótima relação custo-benefício que me custará Ars$ 44,00, por casal c/ desayuno. Fiz a escolha pela internet me parecendo bem legalzinho. Se alguém tiver alguma dica boa ou má deste hotel, agradeço, que ainda dá tempo de cancelar. Segue o site do hotel: www.premierhotel.com.ar.
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[Arquivo] Dicas Chilenas
Prezados parceiros de viagem, Graças ao Forum, Ao Chico, ao Trota e aos outros parceiros aqui do forum, tenho feito viagens virtuais maravilhosas,somente lendo os seus depoimentos. Mas agora está chegando a hora da verdade e pedirei a ajuda de vocês. Estarei indo a região dos lagos Chilenos no início de Setembro, lá pelo dia 10. Com o que tenho lido e de acordo com minha disponibilidade de tempo, penso em dedicar as seguintes permanências. 02 dias em Pucon 01 dia em Valdívia 01 dia em Chiloé 02 dias em Puerto Varas/Frutillar/Petrohué 01 dia para Deslocamentos. A minha dúvida é se vale realmente a pena dedicar um dia a Chiloé, e outro a Valdívia e se positivo quais os passeios e lugares imperdíveis desses dois locais. Como estarei me fazendo acompanhar de minha esposa e de meus pais , deverei alugar um carro em Bariloche. Antecipadamente Agradeço a opnião dos amigos
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[Arquivo] Dicas Chilenas
Prezados amigos, Planejo viagem à região de Bariloche e sul do Chile(Pucon, Valdívia, Puerto Varas, Puerto Montt, Chiloé), no período de 10 a 25 de setembro próximo. Na Região de Bariloche penso em contratar as excursões no local. Para a o Sul do Chile, é pretensão minha alugar um carro pequeno em Bariloche e fazer o trajeto de carro. No entanto me preocupa o fato de q no período ainda inverno, mesmo que no final, haja eventual problemas de dirigibilidade, principalmente na travessia Argentina-Chile, solicito informações de alguém que tenha feito ou conheça este trajeto no período. desde já agradeço as dicas
ecleao
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