-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemValeu galera! Eu tinha planos de fazer um relato mais detalhado... mas o tempo passou e acabou que ficou só esse mesmo. É muito bom relembrar aqueles dias!
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemAí galera! Valeu pelos elogios!!! Rafael... eu não sei como é o reveillon em Camaná, se tiver a mesma movimentação que no carnaval vale a pena! Mas acho que em Arequipa deve ser legal também porque é uma cidade bem movimentada pra festas! Chegando lá procura saber com a galera se alguma praia tem um reveillon famoso. Abração!
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemValeu Raquel! Do dia que eu entrei na Bolívia até o último dia em La Paz eu gastei 1300 dólares. Eu comprei dólar aqui no Brasil por 1,80 mais ou menos. Na Bolívia um dólar eram 7,06 Bolivianos, e no Perú 1 dólar eram 2,80 Soles.
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemPoxa! Muito obrigado "Lud"! Tomara que a sua viagem seja tão legal quanto foi a minha! O Fred e o Lucas são de Uberlândia (MG). A próxima ainda não tá marcada... eu e o Lucas tivemos a ideia de ir pra Argentina e Chile, mas não tem nada certo. E esses países são mais caros também. Então tem que arranjar mais grana! Mas tá convidada! hAIUHAIUhAiuAHiuAHiuAHIUAHAIUhIAU Valeu mesmo pelos elogios! Qualquer duvida eu tô aí! Bjão!
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemMarília... valeu! Pra falar a verdade eu não lembro muito dos nomes das empresas não. Mas eu vou te falar que isso na hora não faz diferença, porque você acaba comprando da empresa que tem ônibus no horário que você quer! Eu lembro de uma: "Titikaka Tours". Que foi a empresa que nos deixou sozinhos na fronteira da Bolívia com o Perú. Corre dessa! Tem outra que eu lembro também, é a Transcopacabana. Eu fui de Santa Cruz até La Paz com ela. O ônibus é maravilhoso, o mais confortável que eu já viajei. Mas custou 170Bs. Acho que vale mais a pena pegar um mais barato e mais simples... foi zézisse minha de começo de mochilão! haIUHiauhaiUhaiUhaIUhaUIhaIuahiaHiuaHiuaHAIUhAIUhAIU
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemNó galera... dessa vez eu barbarizei! Mais de 20 dias desde o último post! Foi mal mesmo. É que nesse tempo eu viajei três vezes, e muitas provas ao mesmo tempo. Mas agora tá mais tranqüilo! Tomara que ninguém tenha desistido de ler tudo... haIUhaIUhaiUhiauHiauHiaUhaIUhaIUhaIUhaIuhaiuA Espero, realmente, terminar aqui. Vamos ver se eu consigo! Como eu disse, depois de menos de 12 horas em Cusco, pegamos nosso ônibus para Arequipa, onde nossa família peruana nos esperava com todo o carinho que nos deu em Camaná! Tinham nos falado que não era permitido entrar embriagado no ônibus. Bom, nós entramos, e mais, levamos a birita lá pra dentro! Que ainda rendeu na primeira hora de viagem... Ficamos com os últimos lugares do ônibus, um espaço massa! Depois de alguns minutos a gente foi se acomodando: o Lucas deitou logo no chão, eu subi no vidro traseiro do busão e fiquei curtindo a estrada, e o Fred e o Rodrigo ficaram com 2 cadeiras cada um e desmaiaram de sono. Essa viagem foi muito engraçada... toda hora o Lucas começava a cantar sozinho na escuridão. Teve uma hora que ele falou que queria ir no banheiro vomitar. Aí eu fui com ele segurando uma lanterna. Ele ficou um tempão lá dentro cantando. Aí quando ele saiu eu perguntei: -E aí? Vomitou? -Não! Mas quase caguei! hAIUhaIUhaiuaHiuAHiaUhAIUhaiuhaiuaHiuAhaIUhAIuhaiuAHiaUhaIUhAiuaHiuaHia Chegamos em Arequipa umas 6 da manhã e a Gianna, uma das filhas, foi nos buscar na rodoviária e nos levou para sua casa. Passamos o dia morgados, muito tempo viajando! De noite a Gianna chamou umas amigas dela pra ir na casa dela tomar umas cervejas... era só o começo! Vocês devem ter percebido que esse relato está sofrendo umas censuras. Bom... se eu continuar com o mesmo nível de censura que usei até aqui essa noite não vai poder receber muita atenção! Acontece que essas amigas da Gianna eram muito desanimadas. Apertando um “Fast foward”, eu e o Lucas amanhecemos cada um com uma holandesa na casa de um peruano no outro lado da cidade. O que aconteceu entre as amigas desanimadas da Gianna e as holandesas fica pra imaginação de vocês... AHiuAHiuaHiuAHAIUhAIUhaIUhaIUhaiuhAiuhaiuaHiua Mas então beleza... depois da noite de rockstar a gente capotou... O resto do final de semana foi mais tranqüilo. Passamos bastante tempo em casa com as meninas, Gianna e Yasmin. Muito bom! Mais uma vez aquelas pessoas abriam a sua casa pra a gente. Nos divertimos bastante, ficávamos muito à vontade. A família Ardiles Zubiate marcou mesmo! Mas domingo de noite fomos embora, em direção a Puno, e nos despedimos dos nossos amigos. Chegamos em Puno bem cedinho, um pouco antes do sol nascer. A rodoviária estava infestada de enchedores-de-saco, uns malucos que ficavam oferecendo albergue, tour, passagem de ônibus, e o caralho a quatro. A gente foi grosso logo de vez e eles ficaram assustados. Não dá pra dar trela pra esses caras não. Eles tem um papinho vagabundo demais! Demos um tempo na rodoviária até dar um horário legal. Quando foi umas 6 da manhã fomos pro porto pra procurar saber do barco pras ilha de Uros. É bem tranqüilo! Saem um monte de barcos em um monte de horários. Fomos no primeiro logo, por que já tínhamos comprado nossa passagem pra La Paz e não queríamos perder tempo (na volta o ritmo tem que ser mais apertado porque a grana já tá curta... heheheheh). A viagem até as ilhas dura uns 40 minutos. As ilhas são legais, mas o passeio é meio enjoadinho. É doido pensar que aquela galera vive lá, mas os caras tem até barco com motor. E hoje em dia vivem mais de turismo e comércio, diferente da filosofia inicial do povo de lá. Depois de comer totora, flutuar na totora, cozinhar totora, a gente ficou esperando nosso barco de volta pra Puno. O que salvou é que eu tava com os caras mais engraçados do Perú, então até em locais desertos e sem graça a gente rachava o bico. De volta a Puno pegamos nosso ônibus pra La Paz. A viagem foi linda. O lago Titikaka é bonito demais. Paramos então na aduana para assinar a papelada. E foi aí o momento mais fuleiro da viagem, o único que deixou a gente puto de verdade. Todo mundo desceu do ônibus e foi registrar a saída do Perú. Acontece que nós quatro estávamos já a 32 dias naquele país, e o permitido era apenas 30. De acordo com eles isso era claro num rabisco lá que eles indicaram como sendo o número 30. Realmente dá pra forçar e ver que aquilo é um 30 mesmo, mas sem nenhuma indicação do que significa. E aí? Tem que pagar multa! Foi 15 dólares pra cada um. Acontece que a gente já tava com o orçamento bem curto, e aqueles 15 dólares seriam uma fortuna na Bolívia, então a gente relutou um pouco em pagar a multa, eu disse um pouco, coisa de cinco minutos. E nessa a galera do nosso ônibus foi toda pro lado da Bolívia carimbar o passaporte. Então decidimos pagar a multa. Mas... tinha que tirar Xerox de todos os passaportes e essas burocracias todas. Enquanto isso o motorista do nosso ônibus chegou gritando no ouvido do Rodrigo, que respondeu na mesma moeda. Ele tava falando pra a gente se apressar, mas tínhamos que esperar os nossos passaportes voltarem. Enquanto eu fiquei esperando todos os trâmites na aduana peruana os caras foram correndo segurar o nosso ônibus, mas quando chegaram lá nossas mochilas estavam no chão e o ônibus já tinha ido pra Copacabana. O Rodrigo e o Fred pareciam que iam explodir de raiva. Carimbamos nossos passaportes na aduana boliviana e pegamos um taxi pra Copacabana. Falamos pro motorista sentar o pau! Mas quando chegamos em Copacabana o nosso ônibus já tinha saído de lá também. Fomos então para o escritório da empresa pra reclamar. Nessa hora o Rodrigo já tava falando em bater no motorista... AhuAIhaIUhAIUhaIuhaIUhaiuHAiuaHiAUHAIU E advinha quem tava lá? O motorista! Os caras começaram uma gritaria tensa! O infeliz falou que a culpa era nossa por ter perdido o ônibus e que não podia fazer nada, o Fred já tava se esguelando na cara dele: “A culpa não foi nossa!!!!!!!!!!!!!”. Em português mesmo... hiauhaiuhiauhiaUhaIUhAIhaIUhaiuAHiua Depois de um pouco de diálogo o cabloco falou que se a gente quisesse podia pegar outro ônibus no outro dia. Mas a gente queria naquela hora! Os caras foram muito idiotas, nos deixaram lá sozinhos, sendo que a gente não podia fazer nada a não ser esperar os trâmites. Nada resolvido, a essa altura a única coisa que o Rodrigo falava era “hijo de puta!”, “La concha de su madre!”, “idiota!”, “seu babaca!”... hiauHiuaHiuaHiuaHiuaHiaUHaiUhaIUhaIUaHAIUHaIUhaIU Esse motorista foi o cara mais idiota que a gente conheceu na viajem. Muito Zé ruela! Nada feito então! Saímos e falamos que iríamos dar queixa na polícia. Depois de uns 300m que a gente andou chegou um carinha correndo perguntando se a gente ligava de um ir em pé, porque só tinha três vagas num ônibus de outra empresa que tava saindo naquele momento pra La Paz. Topamos na hora! Se a gente desse queixa na polícia aquela empresa ia se queimar toda. Os caras arranjaram uma solução rapidinho. Bom... os caras ainda estavam muito putos. Mas eu sou mais tranqüilo nem tava ligando mais. E claro... a felicidade nunca acaba!!! Por quê??? Porque nesse ônibus tinha um grupo de sete chilenas muito simpáticas e divertidas! Quando descemos em La Paz elas nos chamaram pra passar no albergue que elas iam ficar pra fazer uma festa e tal. Sabe-se lá porque a gente não foi direto com elas pra lá. Acho que foi só uma vaidade do destino pra deixar a história mais legal. Fomos então pra um albergue que o Lucas e o Fred já tinham ficado e gostado muito, El Viajero, ou alguma coisa assim. Mas a diária tinha subido de 20Bs pra 25Bs, por aí. Uma diferença ridícula dessa. Aí decidimos então ir pro albergue que as meninas tinham falado que iam, El Cajetero (sei lá!), que ficava perto da Plaza Murillo. Fomos lá, mas não tinha vaga! E isso já era umas 11 horas da noite. Decidimos ir então pra Calle Sagarnaga que é cheia de albergues. Andamos lá um tempo e tava tudo lotado. E de repente, quem vem lá do outro lado da rua? As sete chilenas do ônibus! Todas com os mochilões também procurando albergue. A felicidade nunca acaba! hAUIHIUhAIUhaIUhaIUhaIUhaIUhaIuhAiuhaiuaH Procuramos todos juntos então. Já tava difícil achar vaga pra quatro, agora era pra onze! Depois de andar bastante achamos um. Já esqueci o nome dele e o nome da rua. Sei que o quarto do albergue era inacreditável! Um teto alto pra caramba, com um lustre bonitão, e tudo chão de madeira. Todo bonitão e espaçoso. Isso era dia 24. Eu tinha conseguido um vôo La Paz –Vitória pro dia 26 com as minhas milhas. Então aqueles dois dias eram a despedida da viagem, da galera, daquele clima. E foi um grand finale. Duas das meninas foram embora no dia 25 de manhã. Ficamos então os nove, nós quatro e as cinco garotas chilenas. Como estávamos sem dinheiro e já conhecíamos bem La Paz passamos bastante tempo no albergue mesmo. Não sei como não rolou uma pegação sinistra. As meninas eram muito legais, e passamos esses dois dias bem juntos. Uma foto de todo mundo aí! (Valeria, Coni, Claudia, Javi e Fran) Estava chegando então a hora da separação. Rodrigo, Fred e Lucas iriam pra Cochabamba e seguir o caminho de volta. E eu tinha que ir pro aeroporto. Como o Lucas mesmo disse na hora, não precisa falar nada. Eu tinha conhecido eles fazia um pouco mais de um mês, mas a intensidade com que a gente viveu esses dias influenciou muito o meu jeito de se relacionar com o mundo e com as outras pessoas. No Lucas e no Fred eu dei um abraço emocionado, e pro Rodrigo eu já mandei um “te vejo semana que vem pra a gente tomar um cerveja!”. Era uma pena que o Allan não tinha acompanhado a gente até ali, mas ele também foi outro pilar da viagem. Eles foram embora então e eu fiquei sozinho com as meninas. Por pouco tempo... porque depois de uma meia-hora também era minha vez de partir. Me despedi de todas e ganhei 5 lugares pra ficar em Santiago! aHIuHAiuhaIaIhaIhaIUhaIUhaiuhaiuhaiuaHiuahA Pena que a gente conheceu elas nos últimos dias da viagem... Fui então pegar uma van pro aeroporto. Me disseram que era simples, e eu só tinha uns 5BS além dos US$25 necessários pra taxa de embarque no aeroporto. Peguei então uma que me indicaram. Quando entrei na van perguntei se ela me deixaria perto do aeroporto, a moça falou que não, que ela me deixaria num lugar onde eu pegaria outra van, e que essa sim me deixaria lá. Beleza! Vamo lá! Fui conversando com a moça e ela falou que tinha morado no Brasil por bastante tempo, e que seu filho tinha nascido lá, mas que quis voltar pra Bolívia pra ficar com o resto da família. Isso foi engraçado, porque justamente no dia que eu estava entrando na Bolívia, no Trem da morte, tinha do meu lado uma mulher que voltava pra La Paz depois de 7 anos morando no Brasil para ver sua mãe que estava doente. E naquela hora, justamente quando estava indo embora da Bolívia uma história parecida me chegava aos ouvidos. Naquele momento eu viajei nessa coincidência e até dei um significado pra ela... hauIHAIUhaiuhaUIHaIUhaIUhaIUhaIuhaIuhAiuHAiAHiAUHI E eu insisto em dizer que tudo dava certo pra mim. A moça falou que naquela hora era perigoso ficar na rua, eu deveria ficar muito tempo no lugar que ela me deixaria esperando a outra van. E como ela tinha gostado de mim, e como gesto de retribuição aos brasileiros que a trataram muito bem eles me levaria até dentro do aeroporto. Só que a entrada daquelas vans no aeroporto é proibida, então eles disseram pro guardinha que eu era um parente que eles estavam levando, e não um cliente. Ela perguntou se eu não tinha algum trocado pra pagar o ingresso da van no estacionamento, dei 10Bs pra ela e agradeci muito a generosidade. Dei um abraço em todo mundo e entrei então no aeroporto. Era 23h, o meu vôo estava marcado pras 2h da madrugada. Fui fazer o check-in e tchanan! O vôo tinha sido cancelado por motivos que desconheço até hoje e que nem me interessaram na hora... eu teria que pegar o vôo no mesmo horário do próximo dia. Mas... a TAM iria me pagar hospedagem. Ótimo! Fiquei esperando junto com os outros passageiros do meu vôo o carro que nos levaria até o hotel. E eu, como melhor amigo do acaso, levo um tapa na cara quando chego lá. Hotel Plaza, cinco estrelas. Tinha até mordomo abrindo a porta. Eu cheguei lá todo lascado, mochileiro no final da viagem, a roupa toda desbotada, chinelão no pé e mochilão nas costas. A recepção cheia de gringos zés, com cara de dono de multinacional. Depois de receber minha chave (cartão magnético digno do James Bond) um cara engomadinho veio falar comigo: -Señor, la cena estará lista ein viente minutos! Yes!!! Imaginei logo a janta que teria aquele lugar... Meu quarto tinha simplesmente duas camas de casais e um banheiro com uma banheira. Pra quem passou 50 dias mochilando isso é muito interessante de se ter... hAIUhAIUhaIUhaUhiaUhaIaIhaIuhaiuhaaHiaH E foi isso aí, passei essa noite de patrão, comi um prato gourmet que segundo minhas pesquisas com os funcionários custava 80Bs. A diária do Hotel era de US$50. Muito pouco pra o que a gente tá acostumado como luxuoso aqui no Brasil. Mas na Bolívia US$50 é muito dinheiro!!! O outro dia eu passei inteiro comendo e passeando pelo hotelzão. Comer de graça é muito bom! Quase tão bom quanto beber! hAIUhaIUHIUhaIUhAIUhAiuAHiAUhAIUhAIA De tarde me dei conta que aqueles 10Bs que eu tinha dado pra moça da van era mais do que eu podia, por causa da taxa de embarque do aeroporto. Fiz uma vasculha intensa na minha mochila e consegui achar algumas moedas de real e uma nota de 5Bs. Não me lembro quanto era ao todo. Eu lembro que eu precisava de 3 dólares, mas não tinha nem dois direito. Fui num cambista e implorei pra ele trocar... acho que ele se sensibilizou e trocou pra mim! hhAIhAIUhaIUhaIUhAIUhAIuhaiuAHiuAHaiuAhiAUHAIUhAIuhihaiuAH Tudo deu certo então, peguei meu vôo, cheguei em Vitória bem demais. Espero que o meu relato tenha servido pra inspirar nas pessoas o desejo de fazer uma viagem tão espontânea como a que eu fiz. Não sei se vocês terão a sorte de encontrar um Lucas, um Fred, um Rodrigo, uma família inteira que te trate como membro dela, de conhecer a quantidade de pessoas que eu conheci, de revolucionar a sua cabeça da maneira que eu revolucionei a minha... Eu sei que depois dessa, eu quero fazer isso pro resto da minha vida. O passar dos nossos dias em nossas vidas é engolido pela rotina, pela repetição de tudo e pela imposição do consumo, do desejo. Na oportunidade que você tem de quebrar isso você vê o quão grande e bonito é o universo em que vivemos, o quão pequenas são nossas preocupações do dia-a-dia, e como vale a pena se abrir pros outros, ser amigável. Mandar um grande abraço pra todo mundo que eu não citei no relato mas que participaram da viagem e foram grandes companhias e amigos: as argentinas, Aldana, Inti, Lu, Carla, Flor; as chilenas, Javi, Fran, Coni, Val, Claudia; os argentinos malucos, Ezequiel, Dante; ao pessoal que curtiu muito com a gente até Cusco, Nelson, Suzy, Taty, Paludo; as meninas de Floripa sempre presentes nas baladas de Cusco, Juliana, Tayná, Fernanda, Camila, Manoela; as israelenses que mais agüentaram a gente, Anat, Julia; os chilenos mais loucos que o Batman, Felipe, Rodrigo. Se eu esqueci alguém, abraço pra quem eu esqueci!!! aHIUhaUIhaIUhaiUhAIUHAIUhaiuhAIUhaIUhAIUhAIU Dêem uma olhada no video da viagem que eu fiz! Valeu aí pra todo mundo que leu até o final e elogiou o relato! Quem tiver alguma dúvida me manda ae que vai ser um prazer ajudar!!! Falou!!!!!!!!!!!!! Abração!!!!
- Mochilas QUECHUA
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemBom galera... mais uma vez desculpa pela demora. Vai aí mais um capítulo! aHIUhaiuhaihaiUhaIUhaIUhaIuhaiuahiua Depois de passarmos o carnaval em Camaná decidimos subir mais um pouco. Chegamos a pensar em ir até Lima, mas aí ia depender da nossa grana. Fomos primeiro para Nazca... Nazca Chegamos em Nazca antes de amanhecer e fomos para o albergue de um cara que ficava na rua oferecendo. Bem tosco. Sempre tentávamos pegar um horário de ônibus que nos deixasse em nosso destino final num horário legal. Mas dessa vez não deu. E acabamos fazendo isso... é ruim porque não dá pra confiar nesses caras que ficam oferecendo albergue. Mas deu tudo certo, e o albergue era bem legal! Chegamos e fomos dormir. Quando acordamos o dono do albergue, que por sinal era o cara que nos levou até lá no dia anterior, queria de qualquer jeito empurrar uns passeios com a agência dele. Mas nós já estávamos viajando fazia mais de um mês, não éramos mais turistas zés! Recusamos categoricamente tudo que ele ofereceu. Esses caras são muito chatos. Enchem o saco, falam de tudo pra você comprar na mão deles. Fui dar uma volta na cidade enquanto os caras acordavam e arranjei um taxista que nos levaria a todos os lugares incluídos no passeio oferecido pelo chato do albergue e pela metade do preço. Sem guia, mas com metade do preço! haIUhaIhiahiaHiaUhiAUhAIUhaIUhaIUhAIUhaIhAIuhaIuhAiAUhiAhIAU Acabamos nos enrolando e ficou muito tarde pra fazer tudo, e decidimos quebrar o passeio em dois dias. No primeiro fomos em algumas linhas e ruínas perto de Nazca, MUITO sem graça por sinal, e depois fomos nos aquedutos, que são muito legais, mas que não valem muito a pena. Pra falar a verdade Nazca foi bem fraquinha, com certeza foi a cidade mais sem graça e com os passeios mais toscos que fizemos. Pra quem vai viajar com pressa e com grana apertada não recomendo passar por lá. Os aquedutos! No outro dia fomos visitar as linhas, mas sem ser de avião, que é muito caro!!! Um voôzinho de quarenta minutos custa uns US$50! Mais umas taxas no aeroporto. Fomos de taxi até um "Mirador", uma estrutura de metal de uns 10m de altura de onde dá pra ver três figuras: as mãos, a árvore e o lagarto. Sem graça... Tem também um "mirador natural", uma montanha fuleira, mas lá de cima só dá pra ver um monte de triângulo. Fred não gostou muito da linhas... hAUIhaIHiaHIAHIhaIhaIHaiHiAHia Pronto, com essas três fotos vocês viram tudo que eu vi lá. Uma bosta! hAIUhaiUhiauhiaUhiaUhAIUhAIUhaIuhaIuhaiuhiuaHiuahaIUhaIuhaIuhaiu Se você tiver grana deve ser legal sobrevoar todas as linhas. Mas senão... passa reto por Nazca! Antes de passar por esse miradores mixurucas nós visitamos uma ruína legal que fica no meio de um deserto lá perto. O problema é que o taxista se perdeu no deserto! Tinha muitas bifurcações na estrada, e ele começou a fazer um monte de curva até que ele parou o carro e pergunto se a gente tinha uma mapa! O Fred tinha um guia do Perú com um mapa de Nazca, mas é claro que não tinha as estradas do deserto lá!!! Taxista perdidão Nós rachamos o bico com a situação... afinal "a felicidade nunca acaba" e alguma coisa ia acontecer e tirar a gente dali. O taxista lutou pra conseguir sinal no celular e ligou para um brother dele, que não sei como deu as coordenadas para a ruína perdida. Não consigo lembrar de jeito nenhum o nome das ruínas, sei que fica perto de um tal de "Pueblo Viejo". É legal! Tenho certeza que daqui alguns anos vai ser um grande destino turístico, porque só um pequeno pedaço foi escavado, e os arqueólogos disseram que a ruína é muito grande. É uma cultura pré-Inca, não sei se é a civilização Nazca, não lembro de nenhum detalhe daquilo, acho que eu tava chapado! haUIhiaUHiAUHihaIhahAIuhaIuhaiuhaiuHAiuAHiuahaiUhAIUhAIUhaIuhaI Foi o lugar mais legal que conhecemos em Nazca. Fomos embora então daquela cidade cinza, pequena e sem graça em direção a Ica! Ica Chegamos lá bem de noite e arranjamos lugar pra ficar. E também fechamos logo o passeio para as Ilhas Ballestras para a manhã seguinte. Comemos uma pizza e umas laricas inesquecíveis nessa noite, incluindo uma torta de maçã que quase me causou uma ereção. AIUhaUhiaUhaIUhaIUhaIUhaiuaHiuAhAIUhaIUhaiuaHiuaiA De manhãzinha pegamos a van em direção a Paracas, onde se pega a lancha até as ilhas. Aquele lugar é bonito demais!!! O esquema do passeio é igual ao que eu descrevi no Pantanal: um monte de gringo pirando nos bichos e paisagens. Mesmo sendo tão passivo o passeio é legal. É um visual bem diferente de todo o resto da viagem. Eu fiquei com vontade de pular na água e ir nadando até praia pra ficar com aqueles leões-marinhos doidões. Eles não param de gritar, e os machos ficam separados das fêmeas. Como o Fred disse, eles estavam vendo um jogo de futebol, bebendo cerveja e brigando! Pra quem gosta de natureza é bom demais! Humano não tem moral nenhuma naquelas ilhas. Tem muito bicho lá. É muito doido! Eu gostei muito. Tirei umas duzentas fotos em meia hora. Chegamos de volta em Ica depois do almoço. Queríamos fazer sandboarding, mas achamos muito caro. As agências estavam cobrando uns s./70 por 3 horas. Decidimos então ir até a lagoa de Huacachina, um cartão postal do Perú, que está estampada no verso da nota de 20 soles. O taxi até lá foi s./4. Chegando lá tive uma surpresa, achei que a lagoa era um lugar bem sofisticado, mas ela é um tipo de piscinão de ramos da galera! Mó mulecada catarrenta e tia velha de biquíni. É muito bonito! Mas é zuadão! hIAUhiaUhiaUhaIhAIhaIUhaIhaiaHiuaHiuahiauhaIUhaIUhaIuhaIuHA A lagoa fica no meio de um oasis, todo rodeado de dunas enormes. E pra nossa surpresa tinha um cabloco lá alugando prancha de sandboarding. Adivinha quanto? s./10 por 4 horas!!! E agência queria cobrar s./70 por 3 horas. Tudo bem que na agência a prancha deve ser bem melhor, e o jipe deve te levar numas dunas mais doidas. Mas a gente não era profissional mesmo! haIUhaIuhaIhaihaiuahiuaHiauhaIUhaIUHIuahiuAHiuahiUhAIUHAIUhaiuhaia Subimos uma duna lá no gás. Passamos muita parafina nas pranchas e comemos muita areia! É meio difícil pegar o jeito, mas depois fica massa! Só que cansa muito... a gente desce a duna em 10 segundos e demora 10 minutos pra subir de novo. Depois de 2 horas a gente enjoou e devolveu as pranchas... Tomamos um banho no piscinão, perdão, na lagoa de Huacachina. Como já tínhamos feito o check-out do albergue essa era a nossa única oportunidade de banho no dia. iuaiahiuahiuaHiaUHiUAhaIUHiauhaIUhaIuhaIuAHiuAHiauhAIU Fomos então para o rodoviária de Ica para seguir ao próximo destino. E advinha para onde iríamos??????????????????? ... ... ... CUSCO!!!!!!!!!!!!!! hAIUhAIUhAIHiAHiuAHiUAHaIUhaIUhaIUhaiuaHiuahaiuhaIUhaIuhaIuhaiuahiauHIAUhAIUhaIuahiuaHiuahaiUhaIUhaiuhaiuAHiA Nossa grana já tava curta. Decidimos não ir até Lima. Era uma quarta e queríamos passar o final de semana na casa da família Ardiles Zubiate em Arequipa! Só que enquanto estávamos em Cusco não conseguimos ir em Ollantaytambo (sim... 12 dias em Cusco e conseguimos não fazer alguma coisa). No último dia que estávamos lá chegamos a pegar ônibus até a tão sonhada ruína, mas o Lucas estava passando mal e nós decidimos descer no meio do caminho e voltar para ele ir num hospital. Então o plano era chegar em Cusco na quinta de manhã, ir direto para Ollantaytambo e de noite pegar um ônibus até Arequipa e chegar lá na sexta de manhã! Acontece que a viagem que tinha previsão de 10 horas durou 19!!! Éramos para ter chegado em Cusco bem cedo, mas só chegamos depois do almoço. Uma parte da estrada tinha caído por causa da chuva, e a estrada só abria em determinados horários. Cusco (de novo) E lá estávamos nós de novo... os mesmos vendedores nas ruas, as mesmas peruanas danadas oferecendo massagem. E que tal?! Nós não fomos para Ollantaytambo!!! Já era mais de três da tarde, e a viagem até lá duraria no mínimo 2 horas. Iríamos ter muito pouco tempo pra ficar lá. Compramos logo nossa passagem para Arequipa. hAIUhAIUhAIhiahaIhaIhaIhaIuhaIuhaIuhaiuhaiuaHiAUHAIU Depois o Fred confessou que só tinha ido para Cusco para poder comer um McPollo Jr no McDonald's de novo! aIUhaIUhIAUhAIUhAIUhAIUhAIUhAIUhAIuHAiuhAiUAHiAUHAIUhaiuah Foi isso... fomos para Arequipa pela noite! Continua no próximo capítulo! hiAUhiAHaIUhaiHiAUHiAUHaIUhAIhAI Tô brincando galera... mas eu prometo que na próxima vez eu vou até o fim. Muito obrigado pra quem elogiou o relato aí! Eu estou me divertindo muito escrevendo ele! Abração!
-
Roteiro: LIMA / NAZCA / COLCA /AREQUIPA / PUNO / CUSCO / VALLE SAGRADO / MACHU PICCHU
É... foi muito comum ver grupos de mulheres viajando juntas. Mulher sozinha é um pouco mais raro de encontrar, mais rola também. Eu lembro até de ter lido um relato de uma menina aqui do fórum que viajou sozinha... tem que tomar mais cuidado mesmo. Mas é como você falou, a coisa mais fácil é colar num grupo. E aqui no fórum sempre tem gente disposta a arranjar companhia pra viajar também! Boa sorte aí!
-
Roteiro: LIMA / NAZCA / COLCA /AREQUIPA / PUNO / CUSCO / VALLE SAGRADO / MACHU PICCHU
Cecília, vou confessar que nem li o roteiro. Você disse que é muito aventureira mas que está com medo de viajar sozinha... o que eu tenho a te dizer é para ficar tranquila! Passei 51 dias viajando na Bolívia e no Perú no começo desse ano. É meio que cultural associar um mochilão a uma viagem insegura e desorganizada, mas nem sempre é assim! O turismo é um setor econômico importantíssimo nesses países, e é cada vez mais fácil viajar pra lá por conta própria e de forma segura. Essa história de que albergue é perigoso já era! Acho que se você tem realmente disposição de encarar essa viagem por conta própria vá com fé! Uma viagem desse tipo é completamente diferente de comprar um pacote, em que tudo já está mastigado e traçado. Viajando por conta própria você interage com a cultura local, conhece gente o tempo todo... Comece a ler relatos aqui no fórum, e procurar informações em livros e sites. Roteiros de agências turísticas são bons para ter uma base, como você fez, mas não se prenda nos horários. Tem gente aqui no fórum que fez roteiro com hora certa até pra tomar café da manhã e ir no banheiro. Tente, com o tempo que você tem, calcular uma quantidade de cidades razoável para não ter que fazer tudo com pressa, porque de qualquer jeito você não vai conseguir conhecer tudo! Pergunte bastante aqui no fórum! Todo mundo gosta de ajudar justamente porque foi ajudado! Espero ter te encorajado... hehehehehheheheheheh Essas cidades do seu roteiro são incríveis. Estou escrevendo um relato completo da minha viajem aqui no fórum... sem muitos detalhes técnicos. Mas espero que inspire as pessoas a fazerem de uma maneira tão espontânea quanto eu fiz a minha: bolivia-e-peru-jan-fev-2010-t42179.html Um abraço! E continue perguntando!
-
Copacabana,Ilha do Sol e Ilha da Lua
Olha... também acho mais legal dormir na Ilha do Sol! Aquele lugar é inacreditável... ficar lá só algumas horas é um desperdício. Agora em janeiro eu fui de manhã pra parte sul, dormi lá. No dia seguinte fui andando pro lado norte com mochilão e tudo. Falaram aí 2 horas e meia... eu gastei 4 horas!!! Porque além de ir devagar aproveitando o máximo a paisagem, ainda fui no Templo del Sol, que é lindo. Cheguei na parte norte mais de uma da tarde, e dormi lá. No outro dia cedinho fui embora de barco pra Copacabana. Se você tiver pressa dá pra chegar no lado sul e fazer a trilha no mesmo dia, e dormir só no lado norte. Acho que vale mais a pena do que dormir em Copacabana! A ilha do Sol é um lugar alucinante! Tô escrevendo um relato aqui no fórum: bolivia-e-peru-jan-fev-2010-t42179.html Abraço!!!
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemOpa! Valeu Andre! Então... Tipón e Pikillacta são bem perto uma da outra, acho que dá pra visitar as duas em uma manhã. O ônibus de Cusco até Pikillacta, que é a mais longe das duas, demora uns 30 minutos eu acho. É tudo pertinho! Moray é um pouco mais longe, mas é menos de uma hora até lá! Acho que você consegue fazer tudo em um dia tranquilamente. Em Cusco, perto da Plaza de Armas, na Avenida El Sol, há uma galeria chamada "La Merced", lá dentro fica o Centro de Informações Turísticas, lá que eu peguei todas as informações de preço e horário dos ônibus para as ruínas. É um serviço da prefeitura, e é gratuito, eles te explicam tudinho e te dão um mapa muito útil! Então... vou continuar com a novela! hAIUhuaIHAIUhiUAhAIUhAIUhaIUhaIhaiuhi Como eu disse, depois de voltar do trekking no Colca ficamos mais uma noite em Arequipa. Já era dia 10 de fevereiro, e o Allan tinha comprado passagem de avião de Santa Cruz de La Sierra para Vitória pro dia 16. Meu planejamento inicial era viajar por uns 25 a 30 dias e voltar para o Brasil antes do Carnaval. Até ali já tinham sido 33 dias, e eu não tinha ido em nem metade dos lugares que tinha planejado, nem gastado muito mais que a metade da grana que tinha levado. O Allan decidiu que iria embora no dia seguinte, em direção a Bolívia de novo para conhecer o Salar de Uyuni. Eu fiquei numa dúvida cruel entre voltar com ele, conhecer o Salar e chegar no Brasil no final do carnaval o continuar a viagem com o resto do pessoal, que eu conheci na viagem. Acabou que eu fiquei. Eu ainda tinha muito dinheiro e tempo de sobra, não tinha comprado passagem, sem data pra voltar. Fiquei um pouco chateado em deixar o Allan voltar sozinho, afinal estávamos fazendo a viagem juntos. Mas ele falou que não tinha problema e que me entendia. Na noite anterior em Arequipa conhecemos umas meninas que nos falaram de Camaná, uma praia perto de Arequipa que ficava cheia no carnaval. Acordamos então e fomos para a rodoviária. Nessa altura a minha bota já não era usada fazia quase 20 dias, só ficava pesando e enchendo saco pendurada no mochilão. Tentei trocar ela por um violão em várias lojas de instrumentos de Arequipa, claro que ninguém aceitou! hAUIhAIhaIUhaiuhauihAUIAHUIHAUihAIAHIAUhAI Aí eu decidi vender ela! Só usava chinelo mesmo... fui numa papelaria comprei uma caneta piloto (que mais tarde faria estragos no carnaval) e arranjei uma folha em branco. Escrevi grandão: "VENDO BOTAS". Quando acabei de escrever uma mulher parou do meu lado e perguntou: -Quanto? -70 Soles! -Hum... 50! -No... 60 entónces! -No... solo tengo 50! -Está bién! 50! Mas ela abriu a carteira e só tinha 40 soles. -Hum... Solo tengo 40... -Está bién! Está bién! Vendi por 40 soles mesmo! Eu tinha comprado por 100 Bs, o que dá mais ou menos s./39. Então eu só saí com s./1 de prejuízo! Fui então pra rodoviária mais leve e mais rico. Dei a caneta pro Fred, que na mesma hora começou a escrever em tudo que é lugar... se liguem no nível: hAUIhAIUhaIUhaIUhAIUhAiuAHiuAHIUAHAIUhaIUhaUIhAuiAHIAHiUHI Só besteira! Na rodoviária então nos separamos do Allan, que voltou para a Bolívia, e nós fomos para Camaná. Ali na rodoviária o Fred desenhou em nós todos o que viria a ser a nossa maior "arma de sedução" durante o carnaval! Um smile no braço! hAIUhAIUhAIUhAIhAIHiuAHAIUhAIUhAIhAIhAIUhAihi Camaná A viagem durou umas 3 horas. No ônibus fomos assistindo Avatar dublado em espanhol e com legendas em alemão, e nem um pouco em 3D! Como quase todos os cenários do Peru, esse era bem exótico... a estrada corta uma região bem seca e cheia de dunas, bem doido! Chegamos em Camaná e arranjamos um albergue. A cidade é bem pequena, parece um balneário típico brasileiro que enche de mineiro no carnaval! E lá não estava diferente! A cidade estava repleta de "mineiros peruanos"! Muito turista, mas todos peruanos... acho que nós éramos os únicos gringos daquele lugar. Demos umas voltas pela cidade durante a noite toda. A impressão inicial foi decepcionante... Só tinha garota novinha, e muita familia, achamos o lugar muito tranquilo. Fomos durmir, no outro dia iríamos na praia... finalmente o Pacífico! Aí sim... na manhã de sexta-feira as coisas mudaram! Fomos andando até a praia. Uma hora depois estávamos tomando umas cervejas em frente ao mar. Uma beleza! Alí, mais uma dessas rasteiras do acaso transformou drásticamente nossa viajem. Perto da nossa sombrinha duas mulheres, digamos, esbeltas se bronzeavam tranquilamente. Nós que somos brasileiros tarados e perturbados começamos a tirar fotos... hehehehehehe Acontece que algumas fotos depois, e muitas olhadas, um garçom apareceu com uma cerveja na mão e falou: -Las chicas le envió una cerveza! HAIUHAIUhAIUhAIuhAiuHAUIHAiUAHAUIhAIUhaiu Brincadeira né?? Só com a gente mesmo acontece um negócio desse. E tem mais... depois de nos conhecermos e conversado uma meia hora elas nos chamaram para passar o carnaval em sua casa! AUIhAIUhAIUhAIUHAIUhaIUhaIuhaIahihAAIUHAIUhAi Aí já era... como eu costumava dizer na viagem: "a felicidade nunca acaba!". Toda hora alguma coisa acontecia que nos deixava mais feliz, mais confortáveis, mais amigos! Da praia fomos para o albergue, pegamos nossas coisas e levamos para a casa delas. Sua mãe era essa senhora que aparece na foto, a Soyla, um doce de pessoa! E nos disse que cozinharia feijão, para matarmos a saudade do Brasil! O que já tinha deixado de ser um mochilão comum na Ilha do Sol quando eu conheci Lucas, Fred e Rodrigo, agora tinha se transformado num verão na casa de praia da familia! A noite conhecemos o pai delas, o Sr. Wilson. Eu juro que eu não quero ser piegas, mas conhecer essa familia foi fantástico. Nessa viagem muita coisa mudou ou surgiu na minha cabeça, e nesse carnaval com essa familia o meu conceito de amizade, generosidade e carinho foi fortemente abalado. Foi incrível como pessoas que conhecemos de uma maneira tão ocasional e com tão pouco tempo nos trataram tão bem e com tanta sinceridade. Bom... foram muitas linhas aí em cima, e só dois dias se passaram. Ficamos na casa da familia Ardiles Zubiate até a segunda-feira. O carnaval lá é bem diferente! Na noite da sexta fomos para uma boate. E pra completar o pacote, o Fred e o Rodrigo ficaram com as duas, Gianna e Yasmin, respectivamente. Para variar, eu e o Lucas jupiramos na noite! Pedi pro Fred desenhar uma "Super Carita Feliz", porque eu estava MUITO feliz!!! hAIUhaIuhaIUhaIUhiuaHiuaHhaaiuAHiuAHiAUhi Foi nessa noite que começou a propagação da Carita Feliz por toda Camaná. Não importava se era homem, mulher, velho, criança... Se dava na nossa telha a gente ia lá e tatuava no braço! As mulheres, é claro, era o nosso alvo preferido! E eu te digo, o negócio funciona! hAUihaiuhauihauihaiuaHiuAHiuAHIAUhAIUhAIUhaiuaHiuhAIUhIA Passei a noite inteira descalço e sem camisa no boate. E também a noite inteira o segurança me enchendo o saco pra colocar um calçado e vestir uma camisa! Mas turista é rei!!! "Yo no compreendo!" é a nossa melhor arma! No sábado o bicho pegou. Acho que eu e o Lucas tatuamos umas 200 pessoas no mínimo! A praia estava lotada. Algumas tendas enormes foram montadas, com muita cerveja e música bombando! Nesse dia saímos todos com aqueles shorts de ciclistas bem apertados, uma cena pitoresca! Eu cresci na Bahia. Passei todos os carnavais da minha vida na Bahia, uma loucura. Mas esse carnaval foi imbatível! Foi uma coisa completamente espontânea e insana. Eu e o Lucas simplesmente éramos uma atração na praia, sempre dançando muito, e com essa "sunga" que desarmava a mais séria das meninas. Até na rua a gente dormiu! hAIUhaIhaIhaiUHiuaHiaHiuaHuiaHiuaHaI O Fred e o Rodrigo estavam mais tranquilos porque estavam com as nossas anfitriãs. Na segunda-feira fomos em direção a Ica, e deixamos para trás grandes amigos. A familia Ardiles Zubiate foi um presente na viagem, não só por nos hospedarem, mas também por todo o carinho que nos deram, os conselhos. Quando fomos embora nos convidaram para passar um final de semana em sua casa em Arequipa quando estivéssemos voltando. Nem preciso dizer que aceitamos com gosto o convite né? hUiAHiuaHiuaHuiaHAUIhaIUhaIUhaIuhaih Vou ficar por aqui de novo! Um grande abraço pra todo mundo que tá tendo a paciência de esperar minhas postagens aí! hAUIhiahiaHIAHAIHihAiuAHiUAHiuaHih Até a próxima!
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemAe galera! Foi mal pela demora! É que essa semana foi bem corrida pra mim... mas nessa próxima semana eu já escrevo tudo de uma vez, até o final! Valeu pelos comentários aí! Abração
- Mochilas QUECHUA
-
Bolívia e Perú (Jan-Fev/2010)!
Fabrício Kriger respondeu ao tópico de Fabrício Kriger em Mochilão América do Sul - Relatos de ViagemAeeeeee!!! Valeu Sérgio! Espero que você goste do resto... Arequipa Depois de doze dias pirando em Cusco decidimos ir para Arequipa. Eu estava bem interessado em conhecer o Cañon Del Colca, o cânion mais profundo do mundo! Arequipa é uma cidade massa demais! É a segunda maior do país, só perde pra Lima. Ficamos no albergue “St. Lázaro Lodge”, a umas 4 quadras da Plaza de armas. Pra quem gosta de albergues menores e mais tranqüilos esse é ideal. O dono, Nacho, é muito gente boa e tratou a gente muito bem. S./15 por pessoa e pode usar internet à vontade e cozinha liberada. Se eu não me engano chegamos lá numa sexta. Fechamos para fazer o trekking no Cañon Del Colca na segunda. Fizemos com a “Peru Andes Expedition”, 3 dias de trekking, transporte e com refeições e hospedajem inclusa, além do boleto necessário para entrar no cânion por s./200. Meio caro. O passeio vale a pena, mas depois eu falo dele. Arequipa tem um centro histórico muito legal e um comércio de cidade grande. Andamos muito pela cidade. Para variar, não visitamos seu principal ponto turístico, o mosteiro de Santa Catalina. E passávamos por ele toda hora, mas para entrar tem que pagar s./30. A noite de Arequipa é do nível da de Cusco, mas tem que pagar pra entrar e pra beber. E é caro! hAIUhaIUHiauHiuahiaUHiauhaIUhaIUhaIUhaIuhaIuhaI Há uma rua cheia de boates e barzinhos. A noite ferve! Lá tem menos turista do que em Cusco, tem bastante, mas é que em Cusco SÓ tem turista!!! A galera peruana ficava de cara comigo e com o Lucas aterrorizando. Primeiro que eu só ficava descalço, chegava de chinelo e escondia ele em algum lugar. Segundo que eu tenho 1,97m de altura, bastante coisa até pro Brasil, pro Perú então eu era um monstro, tive que usufruir muito da ajuda dos meus parceiros “meio fio”, “degrau” e “cadeira” por lá pra não acabar com um torcicolo! E eu e o Lucas dançávamos muito. Toda hora subindo no balcão. Teve barzinho que tava todo mundo sentado conversando de boa e a gente chegou escandalizando dançando em cima do balcão. Até bebida a gente ganhou! AIUhiaUHiauHiauhiuahaiuhaiuhaIuhaIuhaiaHiuaHiuaHiuahaihai Passamos o sábado e o domingo conhecendo a cidade e rachando bastante... uma beleza! Na madrugada de domingo para segunda então o microônibus que iria nos levar até Cabanaconde, a cidade início do trekking, nos pegou no albergue. Deixamos os mochilões com Nacho e fomos só com mochila pequena. De manhã fomos no mirador “Cruz Del Condor”. Mas não vimos nenhum condor, uma pena, mas parece que no verão é raro eles aparecerem. Mas mesmo assim a vista é animal! Os penhascos são tão grandes que parece que colocaram um painel na sua frente com uma foto, parece uma montagem. Aquilo é muito impossível, que lugar doido!!! Fomos então até Cabanaconde. Tomamos café da manhã e partimos pra caminhada! No primeiro dia se desce todo o cânion, umas 3 horas e meia até um vilarejozinho lá em baixo que tem 25 habitantes! A trilha é bem acidentada, bastante pedra pontuda, mas eu tava lá de chinelão, ou a pé quando possível! A guia (sim! “a” guia! Uma mulher guiando sete homens para um vilarejo no meio do nada... e com um shortinho...) falou que nunca tinha visto alguém fazer isso e quis até tirar foto. Mas eu garanto, a pé era melhor do que com a bota desgraçada! hAIUhaIUHiuaHiuahihaihaIuhaIUhaIUhaIuhaIuA Pra quem gosta de contato com natureza e caminhadas eu acho que esse passeio é uma boa! Eu curti muito, a paisagem é de outro mundo. Uns paredões imensos te acompanham, além do riozinho passando lá em baixo. Chegando lá embaixo dá pra tomar banho no rio. Depois se anda mais um pouco até o vilarejo. Chegamos lá um pouco mais de meio-dia e ficamos lá a tarde toda, e dormimos lá também. Se pode fazer também esse trekking em 2 dias, nesse caso em vez de parar aí, só almoça e segue caminho. Mas o preço é quase o mesmo e fica bem mais cansativo. A meu ver um trekking não é uma corrida. Pelo contrário, quanto mais calma e tempo pra aproveitar melhor. Curtimos todos os lugares sem pressa e sem estarmos exaustos. Essa noite no vilarejo foi inesquecível. Estávamos lá embaixo, aquela sombra negra engolindo a gente. O “albergue” não tinha luz, os quartos eram iluminados com velas. Houve uma circunstância que aconteceu ali, naquela noite, que marcou forte, mas eu ainda estou pensando em como contar ela... No outro dia caminhamos mais três horas até um Oasis. Um lugar cheio de piscinas e vegetação muito verde, bem paradisíaco. Passamos mais uma tarde ali, e uma noite também. Esse lugar era bem roots, o chão do quarto era de terra, e nem vela tinha! Fizemos uma fogueira de noite e juntamos com todos os turistas que estavam lá. Nada comparado com ilha do sol, mas deu pra se divertir! No terceiro dia o bicho pega, acordamos 5 horas da manhã e sem comer nada subimos umas 4 horas até voltar para Cabanaconde, a cidade de onde começamos. O trajeto foi um circulo, terminou onde começou. O café da manhã é lá em cima! Esse foi o único problema do passeio. A gente ficou doido! Todo mundo morrendo de fome e sono, subir aquela bagaça foi tenso. Pra quem tá muito cansado há a alternativa de subir montado numa mula. Acho que era uns s./30. A gente rachou uma pra colocar as mochilas e fomos todos a pé mesmo. Dá pra ir de boa, mas as pernas chegam lá em cima reclamando. Depois do merecido café da manhã fomos para umas piscinas com água quente que tem lá. Tosqueira!!!! Um puta calor e a gente lá tomando banho em água de 39°C! Coisa de turista Zé! No final da tarde estávamos em Arequipa de novo. Mais festa!!! Muito Pisco Sour!! Aeww... paro por aqui mais uma vez. Na próxima eu falo do carnaval. Que doidera que foi aquilo! huiAHiaHiuhaIuhaIUhAUIHAIuhAiuAHiAHIUAHiuaHiuahiauhAI Uma grande abraço para todos!!!