Prezados amigos mochileiros!
Minha experiência de Marrocos na verdade começou no Brasil; saí de Belo Horizonte com a TAP e cheguei em Lisboa; aluguei um carro através da Avis com tarifa subsidiada pela própria TAP (U$ 500,00 por 15 dias de um Lancia Musa Diesel); dormi uma noite em Lisboa no Vip Eden na Praça dos Restauradores,depois sai em direção a Espanha; encontrei inúmeros castelos e cenários belíssimos no caminho e deparei-me com Elvas, última cidade portuguesa entes da Espanha que é 100% fortificada. Dormi em uma fortaleza medieval com mais de 500 anos é algo sobrenatural, principalmente para nós cosmopolitas tecnocratas!
Segui viagem por uma super rodovia duplicada e finamente sinalizada até chegar a Mérida na Espanha. Uma noite no Tryp Medea da Rede Meliá com mega estrutura para viajantes e a cidade também oferece vários atrativos turísticos combinando a arte milenar romana e os traços árabes da época das invasões mouras. Mais a frente, Jerez de la Frontera!
Seguindo a rota árabe africana, chegamos finalmente em Algecíras, última cidade espanhola do Estreito de Gibraltar do lado mediterrêneo. Uma parada para carregar as baterias no Hotel Mirador com direito a vista permanente para a África. Na manhã seguinte fui buscar informações de como passar o Estreito de Gibraltar de carro pelo serviço de balsa. Tudo muito tranquilo até Ceuta, que é espanhola, mas fica em território africano; Ceuta é uma ex cidade portuguesa da África, que foi doada para a Espanha. Em Ceuta descobri que a polícia marroquina não gosta muito de carros com placas da Europa e fui aconselhado a alugar um carro marroquino; assim o fiz! Aluguei uma Mercedes Benz C280D 1983 em péssimo estado, mas guiada pelo atencioso e competente Ahmed, meu motorista durante uma aventura incrível!
Passamos de Ceuta para o Marrocos e na fronteira há uma série de patacoadas do serviço migratório do Marrocos, mas tudo bem! Nossa primeira parada foi em Tétouan com direito a visita a cidade fortificada milenar. O povo é maravilhoso e o único inconveniente são os milhares de vendedores que te perseguem literalmente para venderem qualquer tipo de tranqueira. Cinco horas em Tetouan foram o suficiente para conhecer boa parte dos monumentos e mesquitas; em seguida, partimos para o deserto em direção a Rabat, onde cheguei depois de dois dias de muitas aventuras! De Rabat fui a Casablanca e depois a Marrakesh.
Dispensei em Marrakesh o Ahmed e fui de avião até o Sahara Ocidental, local de conflitos, mas esta é uma história que somente poderá ser lida em meu próximo livro, "As viagens do Imperador".
Do Marrocos eu trouxe muitas experiências e aconselho a todos que, se puderem um dia, vão visitar este país maravilhoso de gente muito simpática e hospitaleira. Você irá curtir 1000 vezes mais do que na Europa e pagar pelo menos 1000 vezes menos!
Quem desejar alguma informação extra pode me escrever ou acessar o meu blog www.irregular.com.br que eu terei o maior prazer em ajudá-los!
Carlos Henrique Mascarenhas Pires