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#1225511 por Silvana_23
17 Out 2016, 19:57
Travessia Petro-Tere 26 a 28/05/2016
26/5/16: sede Petrópolis- castelos do Açu: 8,5km; altitude Castelos do Açu: 2216m
Nosso ônibus de São Paulo chegou em Petrópolis antes das 6h. Íamos pegar um taxi, mas um morador local disse que sairia uns 200,00, pois a entrada do Parque Serra dos Órgãos ficava longe. Disse que seria fácil ir de ônibus (tarifa R$3,50), e assim fomos nós. Pegamos ônibus até o centro e de lá outro até o terminal Correias e de lá pegamos o Pinheiral (616) que seria o mesmo para ir até a entrada do parque, porém descemos na Praça Correias onde iríamos encontrar o guia Wilson. Foi interessante passar pela cidade Petrópolis, ver algumas construções antigas e como quase tudo se remete ao Império. Na entrada do parque o guia entrega um termos de responsabilidade com o nome dos integrantes do grupo e dizendo que é conhecedor do trajeto. Começamos com uma subida, passamos por fonte de água, a trilha era uma subida longa, mas fácil. A dificuldade era o peso da mochila, precisa ter um bom condicionamento e organização para levar o mínimo possível (não era o meu caso, minha mochilar tinha 15kg, pelo menos o condicionamento era bom). Paramos na Pedra do Queijo e Ajax, paramos num local de onde seria possível avistar o Rio e baia de Guanabara (morro do Marco), se não tivesse nuvens. Terminando a subida tinha a pedra “ Graças a Deus”. Subimos pelos Castelos do Açú e fomos para o Refúgio. Ficamos cada um em uma barraca, a minha estava mofada e não fechava , mas não ter que carregar mais um peso compensava. A água desse refúgio era amarela e o banheiro bem ruim, mas pelo menos tinha um...Estreei o fogareiro essa noite: macarrão 4 queijos e frango!!! Cansaço é um ótimo tempero.
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27/05/2016: Castelos do Açu – Pedra do Sino:10km; altitude da Pedra do Sino:2263m
Esse seria o dia mais puxado, muitas subidas e descidas. Subida até Vale da Luva. Depois dessa primeira subida paramos um pouco, descansamos, mas as partes mais difíceis ainda estavam por vir. Tivemos ajuda do Diego e da Monique (guias e amigos do Wilson), principalmente no “Mergulho” e no “cavalinho” e “pônei”.
Esse “Mergulho” é uma pedra bem inclinada. O guia colocou uma corda e o primeiro a passar que era o F. (homem e forte), desceu fácil só segurando na corda. Eu fui a segunda, desci de um jeito um pouco diferente, segurando na corda e com apoio do guia na descida. A última, A., era a mais insegura de nós. O guia colocou uma cadeirinha e ela ia descer sentada. Mesmo assim, estava com medo. Nessa hora apareceu o Diego com o grupo dele e ajudou colocando seu tronco para ser uma ponte e ela passar!!! E pensar que tem uma galera que faz a travessia em 1 dia e passa por ali correndo, sem corda e sem ajuda!!!
O “Elevador” é a subida de uma pedra mega inclinada onde alguns anos atrás as pessoas subiam sem nada para apoiar. Agora tem uns ganchos que facilitam muito, mesmo assim é um lugar que exige esforço e coragem (altura) e muitas vezes as pessoas empacam por ali. Outro fator é uma água que fica minando, as pedras estão sempre com uma lama. Tivemos ajuda de gente que estava descendo, desconhecidos que nunca mais vou ver. Esse é o legal da trilha, camaradagem, as pessoas se ajudam e pronto.
Passamos pela pedra do Dinossauro, vale das Antas, Portal dos Ecos, e chegou o famoso “Cavalinho”!
O “cavalinho” era uma das partes mais esperadas pois diziam ser difícil. É difícil, mas bem controlado. O guia ajudou com uma corda que passou pelas costas. Tinha que fazer um esforço para “pular um muro”. Passamos a mochila para frente, o que facilitou, mas dava um medo combinado com cansaço, pois até chegar ali tínhamos passados por muitas pedras e subidas! Era a parte final...Depois do “Cavalinho” apelidamos uma subida de “pônei” pois era difícil mas não usava corda. Pronto, já estávamos embaixo da Pedra do Sino, quase chegando no Alojamento. Nesse alojamento tinha banho quente (R$20,00 por 5 min, super válido depois de todo esforço!). Dormimos no “bivak”, parte de cima do alojamento. Nesse local também tem opção de barraca e beliche, mas as beliches estavam esgotadas quando fiz a reserva (5 meses atrás!). Tem cozinha super equipada, foi muito bom ficar nesse local! Deixamos algumas comidas que não usamos por ali, afinal tudo que eles tem vem carregado nas costas, inclusive o gás usado para aquecer a água e cozinhar. Não podem usar animais de carga no parque e não tem outra forma de transporte.

Papudo: montanha que se avista a partir da pedra do Sino. A vista da Pedra do Sino é muito bonita. Vista do pico dos 3 (parque em Teresopolis onde se pode fazer trilhas e tem refugio para hospedagem, está na lista!)

28/05/2016: Pedra do Sino- parque Teresopolis: 11km (+3km até a portaria do parque)
Fomos à pedra da Baleia (5 min de caminhada a partir do alojamento) pela manhã ver o nascer do sol (ficou encoberto...nunca tenho muita sorte com alvoradas e crepúsculos...).
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Depois de tomar café da manhã fomos à Pedra do Sino (1h ida e volta). A vista de lá é maravilhosa, imperdível, seja lá quanto se esteja cansado! Estava nublado, mas mesmo assim conseguimos lindas fotos.
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A descida para a sede Teresópolis demorou 4h 20 min, caminho sem graça, principalmente se comparado com o que tivemos no dia anterior.
Tomamos banho no camping da parte baixa do parque e fomos comer numa churrascaria ali perto enquanto não dava o horário para ir à rodoviária. A dica é ficar por perto da sede do parque mesmo, perto da rodoviária não vimos boas opções de lugar para comer.
link para reservas e mais informações: http://www.parnaso.tur.br


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