Olá pessoal, acabo de voltar de uma viagem de 21 dias (acabaram sendo 22, mas isso explico mais para frente) percorrendo a Venezuela e Colômbia. Não podia deixar de voltar aqui para um relato, afinal foi através das dicas desse fórum que viabilizei minha trip.
Viajamos eu e meu esposo e nosso roteiro foi: Los Roques – Mérida – Maracaibo/Maicao (de passagem) - Santa Marta – Parque Tayrona – Cartagena – Medellín – Bogotá. Ao final do relato, vou colocar uma planilha com os custos.
30 – 31 de outubro:
Nessa primeira parte da viagem o vôo foi feito pela TAM, comprado com milhas, e o hotel Catimar para pernoite em Maiquetia foi reservado e pago através da Venebrasil, com a Mariana Blinder.
Pegamos o vôo TAM saindo 12:29 do Rio e chegando em Caracas 17:55 com conexão em São Paulo (a TAM diz “escala técnica” o que me levou a achar que ficaria no mesmo avião, mas chegando em SP tivemos que trocar). O vôo foi bem trank, saímos e chegamos dentro do horário.
Mal chegamos ao saguão do aeroporto de Maíquetia e já fomos abordados por uma pessoa oferecendo câmbio. O detalhe é que o cara estava com uma roupa que parecia ser uniforme dos funcionários do aeroporto (mas duvido que realmente trabalhasse lá). A negociação começou com uma oferta de 7,60 pesos para cada dólar, mas meu esposo conseguiu que o cara subisse para 7,8, acertado o valor fizemos a troca numa pequena lanchonete no saguão do aeroporto – os pesos inclusive foram retirados do caixa do local. Trocamos pouco mais de 100 USD e tomamos o cuidado de só entregar os dólares após a contagem dos pesos. Lembre-se de insistir na negociação com o cambista, no nosso caso chegamos até a recusar completamente a proposta, mas foi só nos afastarmos alguns passos que a mesma pessoa veio atrás com a oferta de 7,8 pesos para cada dólar.
Feito o câmbio, fomos descobrir como seria o translado para o hotel. Essa parte foi bem simples. Havia uma funcionária do hotel segurando uma plaquinha com o nome dele no canto do saguão bem próximo a lanchonete onde fizemos o câmbio – bastou perguntar para o cambista que ele prontamente nos mostrou o local. Após confirmar nossos nomes na lista do hotel, apenas esperamos mais alguns momentos por alguns hóspedes e seguimos para a van. O trajeto até o hotel foi tranqüilo e rápido (algo em torno de 15 min., acredito).
Chegando ao hotel, fizemos um check in calmo, mas apenas porque eu havia tomado o cuidado de imprimir a reserva, pois não constava no sistema do hotel que a estadia já estava paga. Ao ler o comprovante, o funcionário não ofereceu mais objeções – então fica aí a dica, não deixe de imprimir o voucher do hotel, não conte com a organização dele.
Sobre a acomodação do hotel, o quarto tem tamanho suficiente e a cama é razoável, nossa única reclamação é que nosso banheiro não estava lá muito cheiroso (mas nada que matasse). Há internet wi-fi nos quartos. Ou seja, é o suficiente para uma noite, e vale a pena para quem quer economizar, mas com certeza existem vários outros hotéis melhores e, claro, mais caros – cada um sabe do seu bolso e do seu nível de exigência. Os nossos são relativamente pequenos rsrs.
Nessa noite, jantamos no hotel, existem outros restaurantes próximos, mas não me parecerem lá essas coisas. A comida era apenas razoável, e o preço, embora eu não lembre com exatidão, era “mais ou menos”. Se eu voltasse, teria jantado no aeroporto, vi um subway lá, cujos sanduíches sempre me agradam. Teria sido mais gostoso e mais barato. Um alerta: não peçam sucos naturais, pedimos um suco de laranja e estava estragadíssimo, gastamos todo nosso espanhol para explicar isso heehe. Depois da janta fomos dormir – pelo que pesquisamos não há nada para ver em Maiquetia.
No dia seguinte, acordamos tarde, tomamos café no hotel mesmo (o café não está incluso na diária) e ficamos enrolando no hotel porque nossa passagem para Los Roques era só as 15:30. Deixamos para pegar a van para o aeroporto na hora limite para o check out e seguimos tranquilamente para o aeroporto, dessa vez, o nacional.
Chegando ao aeroporto, fizemos um lanche enquanto aguardávamos o horário de abertura do check in, o qual fizemos sem maiores incidentes, exceto pelo já esperado pagamento por excesso de bagagem (nem sonhando em ia conseguir ter uma mala de só 10kg para uma viagem de 21 dias rsrs). A mochila que era bagagem de mão do meu esposo também foi pesada.
O vôo para Los Roques foi calmo. O avião da Chapi Air é minúsculo, mas dá conta do recado. Além disso, a viagem é muito rápida. Pena que estava nublado e nossas fotos não ficaram tão legais.
31/10 a 6//11 – Los Roques
Em Los Roques, nos hospedamos na pousada Casa de Sol. Fizemos a reserva diretamente com o José pelo Orkut (reservar pela Venebrasil ficava bem mais caro). Fechamos com meia pensão, o café era bom e o jantar era ótimo. A cava para levar aos passeios o José empresta e ainda te mostra onde comprar os lanchinhos e bebidas para enchê-la. Comprávamos sanduíches e umas batatinhas na padaria, cerveja e água em um depósito de bebidas e gelo em outra loja, tudo pertinho e o José ainda emprestava o carrinho para carregarmos a cava pela cidade.
Toda noite, eu e meu esposo e o resto dos hóspedes da pousada (todos brasileiros gente boa que viraram imediatamente a “nossa turma”) nos reuníamos para decidirmos o passeio do dia seguinte. José mostrava as fotos, dava idéias, tudo com a maior paciência, falando fluentemente portunhol, após a decisão, ele ligava para o Oscar (o responsável pelos passeios) e informava onde queríamos ir. O próprio Oscar costumava passar por lá no início da noite, mas em geral ainda não tínhamos decidido nosso destino.
O jantar do José é maravilhoso, não fica devendo em nada à maior parte dos restaurantes que já freqüentei. A única desvantagem da pousada é não ter um gerador capaz de fornecer energia para os aparelhos de ar condicionado. A noite em Los Roques é bem quente e falta luz o tempo todo,mas, em geral volta rapidamente, de forma que dormimos bem em quase todas as noite, exceto na segunda, que ficamos sem energia por mais de uma hora. Nessa noite, aliás, um casal de amigos que estava na La Cigala (que é bem mais cara e tem gerador) nos contou que o gerador de lá não agüentou e eles também ficaram no calor. Fazíamos o câmbio na pousada também, a taxa era 7,80 para cada dólar, acho que se tivesse rodado mais na ilha teríamos conseguido melhor, mas a comodidade falou mais alto.
A rotina em Los Roques é muito simples: acordávamos às 8hs, preparamos nossa cava e às 9hs já estávamos no “porto” esperando nosso barco. Passamos o dia inteiro no nosso passeio (em geral, escolhíamos passeios com mais de uma ilha) e voltávamos lá pelas 17hs. Daí, tomávamos banho, descansávamos, passeávamos pela ilha... No dia que chegamos mais cedo fomos ver o por do sol do farol, que é lindo, mesmo com o tempo meio nublado como estava. Lá pelas 19:30 a janta era servida. Comida sempre maravilhosa, depois de nos entupir e conversar com o pessoal, a gente ia dormir, porque não há night na ilha.
Foram 6 dias excelentes. No último dia, nos ocupamos fazendo mala, demos mais uma volta pela ilha e às 13:30 fomos para o “aeroporto”. Pouco depois tivemos a notícia de que o vôo, que estava previsto para 14:30 iria atrasar pelo menos meia hora. Com fome, fomos a um restaurante que fica na praça e comemos um macarrão maravilhoso e retornamos ao “aeroporto”. O vôo ainda demorou um pouco, de forma que nossos companheiros de pousada, que iriam sair da ilha uma hora mais tarde, pela LTA, acabaram saindo antes de nós... Lá pelas 15:30 nosso vôo finalmente saiu, e nos despedimos de Los Roques com o coração na mão, mas ansiosos pelo próximo destino: Mérida.
Olá pessoal, acabo de voltar de uma viagem de 21 dias (acabaram sendo 22, mas isso explico mais para frente) percorrendo a Venezuela e Colômbia. Não podia deixar de voltar aqui para um relato, afinal foi através das dicas desse fórum que viabilizei minha trip.
Viajamos eu e meu esposo e nosso roteiro foi: Los Roques – Mérida – Maracaibo/Maicao (de passagem) - Santa Marta – Parque Tayrona – Cartagena – Medellín – Bogotá. Ao final do relato, vou colocar uma planilha com os custos.
30 – 31 de outubro:
Nessa primeira parte da viagem o vôo foi feito pela TAM, comprado com milhas, e o hotel Catimar para pernoite em Maiquetia foi reservado e pago através da Venebrasil, com a Mariana Blinder.
Pegamos o vôo TAM saindo 12:29 do Rio e chegando em Caracas 17:55 com conexão em São Paulo (a TAM diz “escala técnica” o que me levou a achar que ficaria no mesmo avião, mas chegando em SP tivemos que trocar). O vôo foi bem trank, saímos e chegamos dentro do horário.
Mal chegamos ao saguão do aeroporto de Maíquetia e já fomos abordados por uma pessoa oferecendo câmbio. O detalhe é que o cara estava com uma roupa que parecia ser uniforme dos funcionários do aeroporto (mas duvido que realmente trabalhasse lá). A negociação começou com uma oferta de 7,60 pesos para cada dólar, mas meu esposo conseguiu que o cara subisse para 7,8, acertado o valor fizemos a troca numa pequena lanchonete no saguão do aeroporto – os pesos inclusive foram retirados do caixa do local. Trocamos pouco mais de 100 USD e tomamos o cuidado de só entregar os dólares após a contagem dos pesos. Lembre-se de insistir na negociação com o cambista, no nosso caso chegamos até a recusar completamente a proposta, mas foi só nos afastarmos alguns passos que a mesma pessoa veio atrás com a oferta de 7,8 pesos para cada dólar.
Feito o câmbio, fomos descobrir como seria o translado para o hotel. Essa parte foi bem simples. Havia uma funcionária do hotel segurando uma plaquinha com o nome dele no canto do saguão bem próximo a lanchonete onde fizemos o câmbio – bastou perguntar para o cambista que ele prontamente nos mostrou o local. Após confirmar nossos nomes na lista do hotel, apenas esperamos mais alguns momentos por alguns hóspedes e seguimos para a van. O trajeto até o hotel foi tranqüilo e rápido (algo em torno de 15 min., acredito).
Chegando ao hotel, fizemos um check in calmo, mas apenas porque eu havia tomado o cuidado de imprimir a reserva, pois não constava no sistema do hotel que a estadia já estava paga. Ao ler o comprovante, o funcionário não ofereceu mais objeções – então fica aí a dica, não deixe de imprimir o voucher do hotel, não conte com a organização dele.
Sobre a acomodação do hotel, o quarto tem tamanho suficiente e a cama é razoável, nossa única reclamação é que nosso banheiro não estava lá muito cheiroso (mas nada que matasse). Há internet wi-fi nos quartos. Ou seja, é o suficiente para uma noite, e vale a pena para quem quer economizar, mas com certeza existem vários outros hotéis melhores e, claro, mais caros – cada um sabe do seu bolso e do seu nível de exigência. Os nossos são relativamente pequenos rsrs.
Nessa noite, jantamos no hotel, existem outros restaurantes próximos, mas não me parecerem lá essas coisas. A comida era apenas razoável, e o preço, embora eu não lembre com exatidão, era “mais ou menos”. Se eu voltasse, teria jantado no aeroporto, vi um subway lá, cujos sanduíches sempre me agradam. Teria sido mais gostoso e mais barato. Um alerta: não peçam sucos naturais, pedimos um suco de laranja e estava estragadíssimo, gastamos todo nosso espanhol para explicar isso heehe. Depois da janta fomos dormir – pelo que pesquisamos não há nada para ver em Maiquetia.
No dia seguinte, acordamos tarde, tomamos café no hotel mesmo (o café não está incluso na diária) e ficamos enrolando no hotel porque nossa passagem para Los Roques era só as 15:30. Deixamos para pegar a van para o aeroporto na hora limite para o check out e seguimos tranquilamente para o aeroporto, dessa vez, o nacional.
Chegando ao aeroporto, fizemos um lanche enquanto aguardávamos o horário de abertura do check in, o qual fizemos sem maiores incidentes, exceto pelo já esperado pagamento por excesso de bagagem (nem sonhando em ia conseguir ter uma mala de só 10kg para uma viagem de 21 dias rsrs). A mochila que era bagagem de mão do meu esposo também foi pesada.
O vôo para Los Roques foi calmo. O avião da Chapi Air é minúsculo, mas dá conta do recado. Além disso, a viagem é muito rápida. Pena que estava nublado e nossas fotos não ficaram tão legais.
31/10 a 6//11 – Los Roques
Em Los Roques, nos hospedamos na pousada Casa de Sol. Fizemos a reserva diretamente com o José pelo Orkut (reservar pela Venebrasil ficava bem mais caro). Fechamos com meia pensão, o café era bom e o jantar era ótimo. A cava para levar aos passeios o José empresta e ainda te mostra onde comprar os lanchinhos e bebidas para enchê-la. Comprávamos sanduíches e umas batatinhas na padaria, cerveja e água em um depósito de bebidas e gelo em outra loja, tudo pertinho e o José ainda emprestava o carrinho para carregarmos a cava pela cidade.
Toda noite, eu e meu esposo e o resto dos hóspedes da pousada (todos brasileiros gente boa que viraram imediatamente a “nossa turma”) nos reuníamos para decidirmos o passeio do dia seguinte. José mostrava as fotos, dava idéias, tudo com a maior paciência, falando fluentemente portunhol, após a decisão, ele ligava para o Oscar (o responsável pelos passeios) e informava onde queríamos ir. O próprio Oscar costumava passar por lá no início da noite, mas em geral ainda não tínhamos decidido nosso destino.
O jantar do José é maravilhoso, não fica devendo em nada à maior parte dos restaurantes que já freqüentei. A única desvantagem da pousada é não ter um gerador capaz de fornecer energia para os aparelhos de ar condicionado. A noite em Los Roques é bem quente e falta luz o tempo todo,mas, em geral volta rapidamente, de forma que dormimos bem em quase todas as noite, exceto na segunda, que ficamos sem energia por mais de uma hora. Nessa noite, aliás, um casal de amigos que estava na La Cigala (que é bem mais cara e tem gerador) nos contou que o gerador de lá não agüentou e eles também ficaram no calor. Fazíamos o câmbio na pousada também, a taxa era 7,80 para cada dólar, acho que se tivesse rodado mais na ilha teríamos conseguido melhor, mas a comodidade falou mais alto.
A rotina em Los Roques é muito simples: acordávamos às 8hs, preparamos nossa cava e às 9hs já estávamos no “porto” esperando nosso barco. Passamos o dia inteiro no nosso passeio (em geral, escolhíamos passeios com mais de uma ilha) e voltávamos lá pelas 17hs. Daí, tomávamos banho, descansávamos, passeávamos pela ilha... No dia que chegamos mais cedo fomos ver o por do sol do farol, que é lindo, mesmo com o tempo meio nublado como estava. Lá pelas 19:30 a janta era servida. Comida sempre maravilhosa, depois de nos entupir e conversar com o pessoal, a gente ia dormir, porque não há night na ilha.
Foram 6 dias excelentes. No último dia, nos ocupamos fazendo mala, demos mais uma volta pela ilha e às 13:30 fomos para o “aeroporto”. Pouco depois tivemos a notícia de que o vôo, que estava previsto para 14:30 iria atrasar pelo menos meia hora. Com fome, fomos a um restaurante que fica na praça e comemos um macarrão maravilhoso e retornamos ao “aeroporto”. O vôo ainda demorou um pouco, de forma que nossos companheiros de pousada, que iriam sair da ilha uma hora mais tarde, pela LTA, acabaram saindo antes de nós... Lá pelas 15:30 nosso vôo finalmente saiu, e nos despedimos de Los Roques com o coração na mão, mas ansiosos pelo próximo destino: Mérida.
Editado por Visitante