Intercâmbio de férias – Três dicas simples para você aproveitá-lo ao máximo


O aproveitamento do intercâmbio de curta duração depende única e exclusivamente de você, mais ninguém!

Um ano antes de decidir o curso de idioma que queria fazer, mesmo antes mesmo de definir o pais, eu montava um cronograma de estudo com o material que eu já tinha e ainda sites na internet e estudava no mínimo uma hora por dia 4 vezes por semana.

Texto do Blog: www.queromochilar.com.br

Qual o objetivo disso?

Recordar o máximo de gramática e vocabulário para entrar em um nível melhor no curso quando chegasse na escola, e assim, aproveitar ainda mais esta experiência.

Se você vai sem preparo, seu aproveitamento será mínimo. Já vi gente fazendo isso, e por isso te garanto que fazer um mês de imersão será jogar dinheiro fora, o ideal é você estudar antes, não necessariamente um ano como fiz, mas alguns meses. Isso ativará seu conhecimento adormecido, e você chegará já pulando a fase de readaptação do seu cérebro para pensar em outro idioma. Então você me diz: Mas meu inglês não é tão bom assim? Então estude um pouco mais, e vá pelo menos na metade do nível intermediário, do contrário, minha opinião é que um mês será pouco tempo.

 Aula Alemanha

Foto: Turma do meu primeiro intercâmbio que fiz em Berlim – Alemanha – 2009.

Quando chegamos na escola a primeira coisa que fazemos é um teste de nivelamento que envolve: escrita e conversação. Este teste verá o nível de conhecimento que você se encontra e te enquadrará em uma das salas da escola.

Se pensarmos, 4 semanas de imersão, em termo de horas equivale a quase 6 meses de um curso de uma escola de idiomas no Brasil. Imagine você, já entrar sabendo, e ainda recebendo este mundo de informações no curto espaço de tempo. Você evoluirá muito.

Aula Austrália

Foto: Turma que estudei inglês em Sydney – Austrália em 2010.

Aula chile

Foto: Turma que estudei espanhol em Santiago – Chile em 2011.

Outro dica importante para o seu sucesso é em relação ao contato com nossos conterrâneos.

 2- Contato com Brasileiros.

Muitos vão dizer, como vi em alguns blogs: “Evite andar com brasileiros”, mas já te adianto: É IMPOSSÍVEL... rs.

Além de estarmos em todos os lugares (só não ganhamos dos chineses…rs), quando a gente vê alguém da nossa terrinha e estamos tão longe a gente logo se junta e já marca várias coisas. Sempre que estudei as panelinhas dificilmente são mistas, não adianta: Brasileiro anda com brasileiro, alemão com alemão e assim seguem os estudantes. As vezes misturamos, mas de modo geral é assim que funciona.

O que você pode fazer para contornar isso é combinar de conversarem só na língua que estão estudando, funciona? Parte do tempo sim!

Tem uma hora que nossa mente cansa, e a gente fica doido para falar na nossa língua, mas se você conseguir comunicar 80% do seu tempo com os brasileiros na língua a qual está estudando no momento,  já está bom demais.

Claro, seus amigos terão diferentes níveis de conhecimento, mas isso não é problema, você estará ensinando e aprendendo o tempo todo.

 A outra dica é relativa e muito pessoal, mas faz toda a diferença.

3- Escolha de onde ficar.

 Interfere no aprendizado? Sim!

Acabam que poucos deste público jovem que busca intercâmbio após os 25 anos optam por ficar em casa de família, pois se sentem fora do contexto, e dependendo a família você pode se sentir mesmo.

Mas o que percebi nas minhas experiências, foi que as famílias que aceitam este público geralmente são idosos, ou adultos com filhos já adultos, que as vezes nem moram mais com eles. Tem ainda vários solteirões e solteironas, então aquela questão de criança, papagaio e cachorro da família tradicional acaba não sendo para nós mais grandinhos, assim digamos.

Casa Alemanha3

Foto: A casa que fiquei em Berlim.

Casa Australia

Foto: A casa que fiquei em Sydney.

Casa Chile

Foto: E o que eu podia fazer no alojamento estudantil que fiquei em Santiago…rs.

O lado bom de ficar em casa de família é que você descobre o que as pessoas fazem no seu lazer, é obrigado a conversar 100% o tempo na língua, entende melhor a cultura do pais e é corrigido nas pronuncias absurdas que as vezes soltamos…rs.

Fiz meus intercâmbios em casa de família na Alemanha, aos 25 anos. Fiquei na casa de uma senhora solteira que morava sozinha. Lá estávamos só nós e mais um suíço, outro estudante de 23 anos. O suíço apesar de gente boa, quando em casa só ficava no quarto e saia para jantar. Já eu ficava até dormir convresando com ela ou na cozinha ou na sala, tentando conversar misturando inglês com alemão, uma doideira.

 Ela contava para mim coisas do tempo quando Berlim era separada pelo muro: como chegavam os suprimentos, as brigas, as dificuldades. Eu ficava anestesiado escutando tudo aquilo de uma testemunha ocular, e louco ao mesmo tempo, pois do que falava eu absorvia só uns 60%.

 Casa Alemanha2

Foto: Apesar de alemã nata ela chamava Maria Gabriela – Minha Host Family – Adorava ela.

Na Austrália, já peguei uma família com um filho de 16 anos, e estava na casa com mais um Chinês, também de 16 anos. Com os adolescentes, devido idade deles e a minha, não tinha muito contato, mas o casal, era o máximo. Tenho um carinho enorme por eles, e converso até hoje.

 Familia Australia

Foto: Stew e Sally – A melhor Host Family da Austrália. Ahh tem o Rusty também, que brincava muito comigo… rs.

Rotina Asutralia

Foto: Jantares, momentos de muito bate papo e troca de ideias.

Quanto a liberdade, as casas sempre têm regras e nada absurda. Não fiquem preocupado, ninguém vai te proibir de sair ou botar horário para um marmanjão para voltar para casa… rs.

 No chile, fiquei em um alojamento da própria escola, já com outros estudantes. Acabou que eu tinha mais contatos com os amigos, com isso saia mais e peguei uma amizade mais intima com os outros estudantes de várias nacionalidades, mas na maioria brasileiros. Foi uma experiência super agradável também, mas deixou um pouquinho a desejar sobre conhecer realmente as pessoas do país como aconteceu nos meus dois outros intercâmbios.

Rotina Chile

Foto: Aprendendo com os novos amigos – Aqui a fazer o terremoto – bebida típica em Santiago.

Independente se seguirá as três regras, se concorda ou não. Se o intercâmbio for um sonho realize!

Há uma experiência incrível aguardando você e que irá te transformar.

E independente, lembre-se: Você está de férias, portanto escolha um país que tem vontade de conhecer, e considere também a época do ano e questões climáticas para escolher a data para esta experiência.

No próximo post vou escrever o que faço para o que aprendi não cair no esquecimento. Se inscreva na newsletter ou siga a página e não percam estas próximas dicas!

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