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América Central

A aventura mais longa, cansativa e perigosa da minha vida

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Um dia você acorda e decide fazer uma trilha em um vulcão ativo, o que você não sabe é que essa vai ser a aventura mais longa, mais exaustiva, mais difícil e mais perigosa da sua vida.

Se você tem problemas nos joelhos, nos tornozelos ou não quer sujar sua roupa é melhor não continuar lendo

Dados gerais da trilha

*Localização: Vulcão Concepcion (sul da Nicarágua)

*Percurso total:  13km [ida e volta]

*Duração subida: 5h00

*Duração descida: 5h00

*Ponto mais baixo: 150m

*Ponto mais alto: 1500m

*Nível de esforço físico: Máximo

*Nível de dificuldade de orientação: Alto

*Nível de beleza da paisagem: Mínimo

Entendendo a aventura:

Ometepe é uma pequena ilha no sul da Nicarágua que abriga dois vulcões (um ativo), florestas tropicais e muita natureza… enfim um prato cheio para quem gosta de aventura.

Desde o momento que eu entrei naquele barco e avistei o vulcão longe no horizonte eu sabia:

“Não posso sair dessa ilha sem subir lá”, durante toda a viagem eu só pensava o quanto o dia estava lindo e como a o vulcão tornava aquela paisagem perfeita, era com certeza o vulcão mais lindo que eu já tinha visto na minha vida.

Tão logo me acomodei no povoado comecei a buscar as informações necessárias para a trilha (tanto localmente quanto pela internet). As informações não eram muito agradáveis, todos eram muito enfáticos sobre a necessidade de um guia, as agências e guias autônomos não ofereciam nenhum benefício adicional (água, comida ou transporte) e cobravam a partir de 25 dólares pelo serviço.

Gostaria de abrir um parêntese neste relato para deixar claro que eu respeito muito o trabalho dos guias, seja em turismo de aventura ou em passeios mais tranquilos. E as minhas decisões a seguir não tem nada a ver com a experiência ou a qualidade do trabalho destes profissionais.

Mesmo para grupos maiores o valor não melhorava, todos os guias da ilha cobravam este valor por pessoa inviabilizando qualquer tipo de barganha.

Pode parecer pouco, mas para a realidade da Nicarágua 25 dólares é bastante dinheiro. Para fazer uma comparação eu gasto aqui por dia: 5 dólares hospedagem, 2 dólares uma refeição (arroz, feijão, frango, batata frita, salada e suco) e mais 1 dólar para água e um lanche… total 10 dólares por dia.

Não é possível que todo mundo pague isso! Vou procurar uma galera e ir por conta própria!”

Eis que eu me deparo com um conflito cultural desagradável:

A maior parte dos turistas na américa do sul são europeus (vocês não têm ideia de como eu fico indignado de nossa gente preferir ir a Europa do que explorar as maravilhas que temos aqui, mas isso é um desabafo para outro texto). E se alguém diz a um europeu que ele PRECISA pagar algo, ele não questiona nem pechincha, paga e segue a vida. Sendo assim eu não achei ninguém disposto a seguir a aventura comigo, pois o argumento dos guias era bem objetivo:

Você não pode escalar o vulcão sem guia, é ilegal”

Pão duro convicto e determinado a não pagar por uma “companhia de caminhada” mais do que eu pago por todo o resto, comprei comida e água e me preparei para partir sozinho no dia seguinte.

A companhia inesperada

O primeiro ônibus público em direção ao vulcão saí as 5h da manhã e o segundo apenas as 8h, sendo assim dormir um pouco mais não é uma opção, considerando que a trilha tem previsão de duração de 10 horas e começar às 8h poderia resultar em ainda estar no vulcão após escurecer, incorrendo em mais perigo desnecessariamente.

As 4h30 me sentei naquela parada de ônibus e junto comigo vieram todos os cachorros da ilha. Eu ainda não entendi o que aconteceu, eu não fiz barulho nem brinquei com eles, mas enquanto caminhava na rua todos os cachorros resolveram acordar e me seguir, alguns brincando entre si e outros brincando comigo.

Quando o ônibus chegou, sem pedir licença ou sequer pagar a passagem um dos cachorros decidiu entrar comigo. Apesar do meu espanto o motorista reagiu normalmente, falou que este cachorro está acostumado a subir a montanha e podia até ser meu guia.

A trilha

O ônibus me deixou bem na entrada da trilha e apesar de ainda estar escuro não foi difícil encontrá-la. A trilha começa em uma fazenda e mesmo com pouquíssima sinalização o primeiro km é bem tranquilo, praticamente plano e sem nenhum desafio.

Depois desse aquecimento a trilha entra em área de floresta, o dia já está clareando, macacos gritam de todos os lados e de vez em quando meu cachorro guia corre atrás deles, mas sempre regressa ao seu posto de trabalho.

A partir deste ponto a trilha vai se tornando mais difícil, o caminho enlameado e escorregadio em alguns momentos preciso me apoiar nas árvores para não cair. O ganho de altitude é cada vez mais intenso e as pausas para descansar mais frequentes.

Duas horas depois de começada a trilha chegamos a um abrigo improvisado, ali estamos a 900m de altitude, aproveito o local para fazer um lanche e recuperar as energias… divido minha água com Gabriel, o agora batizado guia canino, e seguimos para a segunda metade da trilha.

A escalada

20 minutos após a cabana a floresta acaba, estamos em um campo totalmente aberto composto por rochas vulcânicas, areia e vegetação rasteira. Na cidade os guias falam que 50% das pessoas chegam até aqui e decidem voltar; e não é difícil entender o porquê: o vento é frio, forte e as rajadas súbitas quase me derrubam algumas vezes, a trilha se torna inexistente é preciso caminhar sobre as rochas com muito cuidado para não escorregar ou causar uma avalanche. Esse é o ponto que separa os meninos dos homens, ou melhor os homens dos malucos.

Gabriel não se mostra intimidado, e num sentimento de: “se ele consegue eu também consigo”, decido seguir em frente.

Deste ponto em diante o mapa que tenho comigo, um bom senso de orientação e Gabriel foram fundamentais para seguir o caminho. Não existe qualquer indicação da trilha a cada passo é preciso analisar qual o passo seguinte. E por falar em passos neste momento estou andando semelhante a um gorila, utilizando os pés e as mão para consegui um pouco de apoio e não escorregar. Não resta dúvida do porquê todos são tão incisivos ao dizer que esta é uma trilha perigosa.

Seguimos devagar, eu sempre preocupado com ele e com como seria o caminho de volta, e ele com aquela cara inocente de quem diz “vamos lerdo, você consegue!”.

Não tenho mais noção nenhuma de a que altura estamos ou quão pior pode ficar, mas pelo meu mapa pareço estar mais perto que longe e me agarro neste pensamento para conseguir seguir em frente.

Por duas vezes me perco da trilha original e sou forçado a voltar um pouco para reencontra-la, na segunda vez eu estive prestes a desistir, mas a falha de comunicação entre mim e meu guia fez com que ele seguisse em frente e eu tive que ir atrás para não abandona-lo.

Duas horas e meia depois de iniciada esta fase da trilha, percebo que o chão está ficando quente (como uso as mãos para me apoiar é fácil perceber a diferença), o cheiro de enxofre fica mais forte e tudo indica que estamos chegando ao final. Neste ponto cansaço, dor, frio, medo e ansiedade se transformam em determinação e ganho um impulso final para conseguir terminar.

Quando finalmente chegamos ao topo do vulcão começa a chover, o vento é frio e o enxofre sufocante, precisamos descansar rápido porque é perigoso passar muito tempo ali.

A volta

A primeira parte do retorno é a mais difícil e eu estou o tempo todo agachado deslizando devagar. Neste ponto encontro dois outros grupos subindo, todos ficam muito surpresos em eu estar caminhando sem guia e mais ainda de ter um cachorro comigo, mas um dos guias o reconhece e conversamos um pouco.

Levei cerca de 3 horas para chegar até o abrigo no final da floresta, mas mesmo sabendo que ainda teria mais 2 horas de caminhada até o ponto de ônibus me senti aliviado porque o caminho final era menos perigoso e sem riscos de me perder.

Fotos

Esta é a parte mais irônica da aventura. Em geral após caminhar horas ou fazer travessias difíceis somos recompensados com paisagens de tirar o folego, onde os mochileiros se orgulham de tirar fotos e mostrar para os amigos. O vulcão Concepcion não te permite isso.

Não importa em que época do ano você vai, ou quão ensolarado está o dia. Existe algum fenômeno climático que eu desconheço (se alguém souber por favor me explique) que torna o topo do vulcão sempre encoberto por nuvens. Estive durante uma semana na ilha e houve dias que as únicas nuvens no céu estavam ao redor do vulcão parecia que havia um imã ali.

Como consequência direta disto nenhuma das minhas fotos ficou boa. Esta é definitivamente uma aventura pela satisfação pessoal de superar meus limites e saber que sou capaz do que propriamente para admirar a natureza.

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América Central

Camino de Costa Rica: Do Atlântico ao Pacífico trilha explora do país

Mochileiros.com

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Os amantes da natureza têm mais uma opção na Costa Rica: o Camino de Costa Rica. De mar a mar (do Atlântico ao Pacífico) a trilha é um convite a explorar o coração do país. O percurso de cerca de 280Km sai de Barra de Parismina, província de Limón (no Atlântico) e termina em Quepos, província de Punta Arenas (no Pacífico) e passa por áreas de preservação e parques nacionais.
Ao jornal La Republica, o presidente da Associação Mar a Mar, idealizadora do projeto, Felipe Carazo disse que a rota é dividida em cinco frentes, tem uma espinha dorsal, mas trajeto flexível. “Queremos que organicamente sejam geradas alternativas a outras importantes rotas do mundo como o Caminho de Santiago de Compostela ou a Trilha Inca”.
O grupo que não tem fins lucrativos quer atrair turistas de todo o mundo para desenvolver o turismo sustentável local. Buscam “manter a consistência cultural, que seja inclusivo e respeitoso com o meio ambiente e que as pessoas encontrem novas experiências gastronômicas, extraordinária flora e fauna e variedade de paisagens”.
Operadores de turismo organizam o operativo como oferecendo hospedagem e alimentação, há algumas áreas de camping também, desenvolvidas pela Mar a Mar.
Ainda segundo a publicação, os preços variam segundo as condições de cada comunidade.

Camino de Costa Rica

Esticadinha: Parque Nacional Manuel Antonio, um dos mais belos do país fica a cerca de 7Km da cidade de Quepos | Foto: Martin Garrido/Flickr Creative Commons

Barra de Parismina | Foto: World Wide Gifts/Flickr Creative Commons.

Trajeto principal

Mapa do Camino de Costa Rica

Foto: caminodecostarica.org

Canales de Barra de Parismina-Cimarrones (Siquirres)
Cimarrones (Siquirres)-Pacayitas (Turrialba)
Pacayitas (Turrialba)-Parque Nacional Tapantí (Orosi)
Parque Nacional Tapantí (Orosi)-Muñeco de Navarro (Orosi)
Muñeco de Navarro (Orosi)-Cerro Alto (Cartago)
Cerro Alto (Cartago)-Jardín de Dota (Dota)
Jardín de Dota (Dota)-Nápoles (Tarrazú)
Mais detalhes das vilas que fazem parte do trajeto podem ser conferidos aqui.

Quão difícil é o Camino de Costa Rica?

O Caminho tem dois dias recomendados para caminhantes de nível avançado e três para os de nível intermediário. O resto são para pessoas em bom estado físico que tenham alguma experiência com caminhadas de mais de 15Km. O site da trilha também alerta sobre a necessidade de uso de equipamento, roupas e calçados adequados, bastões de trekking, gorro e capacidade de carregar 3 litros de água.

Ricas fauna e flora pelo caminho | Foto: CaminodeCostaRica.org

No último dia 23 de fevereiro, o presidente do país, Luis Guillermo Solís declarou o Camino de Costa Rica projeto de interesse público. “Este tipo de turismo coincide perfeitamente com o que busca o país: uma oferta turística que faça com que o visitante fique mais dias aqui, que interaja e se nutra de nossa gente e que gere impacto em diferentes áreas do território e não só em pontos específicos”, comentou o presidente em evento que anunciou o projeto como sendo de interesse público.

Mais informações sobre o ‘Camino de Costa Rica’ podem ser obtidas no site: https://www.caminodecostarica.org/


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Brasileiros contam como é cruzar fronteiras de carro

Mochileiros.com

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Por ‘Por la carretera’*

Dia de cruzar fronteira é dia de levantar cedo, dirigir algumas horas e ter muita, mas muuuita paciência, boa disposição e um belo sorriso no rosto para enfrentar burocratas mal humorados, que geralmente não estão muito a fim de ajudar. E claro, de ter um lanchinho extra na Maria pra enfrentar toda papelada!
Os procedimentos fronteiriços variam um pouco de país para país, mas basicamente são os mesmos passos.
Começamos com a saída do país onde temos que dar baixa no documento de importação temporária o TVIP (ou Temporary Vehicle Import Permit). Isso mesmo, pra cada país onde entramos com a Maria Gasolina, primeiro temos que ter nossos passaportes carimbados pela Imigração, e depois precisamos fazer a tal importação temporária. Tudo isso é regado a muitas filas, carimbos, seguros e uma tentativa de ganhar uma propina aqui ou acolá!

Nossa vida nômade não é feita só de alegrias, praias paradisíacas, belas paisagens e curtição: Entre uma praia paradisíaca e uma nova curtição, as vezes temos que cruzar uma fronteira! | Foto: porlacarretera.com.br

Fronteira à vista! Muita paciência e bom humor nessa hora e a papelada em dia | Fotos: porlacarretera.com.br

Em muitos países encontramos os “tramitadores”, uma galera que fica junto a fronteira esperando algum estrangeiro desavisado e que não fale espanhol, “oferecendo” seus préstimos como despachantes, ajudando a realizar os procedimentos fronteiriços. Nunca, nem uma vez usamos tais “serviços”. Sendo que ao se aproximar de uma fronteira, muitos destes “tramitadores” ficam na estrada, usando jalecos nada oficiais tentando parar algum desavisado que pode, inclusive, confundi-los com agentes oficiais. Uma vez, acho que foi saindo de El Salvador, há uns 3 km da fronteira com Honduras, um desses “prestadores de serviço” quase se atirou na frente da Maria Gasolina. Não paramos. O cidadão não satisfeito, pulou na carona de uma motoca e começou a nos perseguir! Dirigindo ao nosso lado e “mandando” a gente parar (o que obviamente, não fizemos)! Poucas vezes eu vi a Caína xingando alguém! Essa foi uma das ocasiões. Ela começou a gritar para o cidadão em espanhol raivoso, e eu tentava acalma-la! Depois do cara ouvir umas boas da Cá ele desistiu… Outra vez, entrando na Guatemala havia um time desses “tramitadores” no meio da rua e eu dizia pra Caína: é melhor eles sairem da frente, por que eu não vou parar! Eles saíram. É sempre bom deixar bem claro que você não tem interesse no serviço e não quer a ajuda, para que eles saim de sua volta e não venham te cobrar nada mais tarde.

Taxa de saída da Costa Rica: paga | Foto: porlacarretera.com.br

Os Documentos

Como já disse, cada fronteira tem seu procedimento. Mas basicamente você precisa passar pela imigração para sair do país, pagar alguma taxa no banco que fica no outro lado da rua ou em um guichê ao lado, depois ir a aduana para cancelar sua Importação Temporária. Algum funcionário vai até o carro e faz uma “inspeção” no veículo, que geralmente é conferir placas e número do chassis (ou VIN number).

Será que alguém pode me atender por aqui? O papo ali tá bom, mas eu só quero meu carimbo! Acho que ele tá esperando um carimbo também | Fotos: porlacarretera.com.br

Acho que agora vai! Quase… Carimbado!| Fotos: porlacarretera.com.br

Inspeção Tabajara e lá vamos nós prontos para sair do país! Fôlego que a segunda parte é pior! | Foto: porlacarretera.com.br

Pronto! Você já pode ir para a próxima etapa: que consiste em estacionar o carro junto ao prédio da Imigração do próximo país, e mais uma vez, com muita paciência e seu melhor sorriso ir para alguma fila. Do outro lado do balcão, dependendo da boa vontade e ânimo do servidor, ele vai te explicar os próximos passos. Que geralmente são os seguintes:

1) fazer seguro para o veículo. Geralmente tem algum pequeno escritório que vende seguros e faz cópias ( ah! você vai precisar de muitas cópias!!!)

2) seguro feito, você entra na fila da imigração. Se der azar e chegar junto a 1 ou 2 ônibus a fila será bem longa! Ali você vai ter seu passaporte carimbado e vão te pedir cópias: do passaporte, do documento do carro, do seguro, da sua carteira de motorista (no caso a minha CNH brasileira mesmo!)

3) Da imigração passamos a Aduana. Ali mais uma vez você deverá apresentar cópias de tudo! A maioria dos países vai cobrar alguma taxa (mais uma fila de um banco, geralmente no mesmo prédio ou atravessando a rua). Taxa paga, você deverá apresentar o título ou documento de propriedade do veículo, passaporte, seguro , comprovante do pagamento da tal taxa e óbvio: Cópias de tudo isso! Um detalhe importante é prestar atenção se todos os dados do documento estão corretos (número do passaporte, placa do carro, numero do chassis), mais de uma vez tive de pedir para que algum dado fosse corrigido! Pode ser uma enorme dor de cabeça ter algum dado errado no momento de deixar o país! Uma situação engraçada é a cor da Maria! Cada lugar dão uma cor diferente para ela! No documento americano não menciona a cor, em alguns lugares ela foi cinza, noutros marrom, bege ou até dourada! Que cor você daria pra Maria???

Maria Gasolina estacionada para os trâmites fronteiriços do Panamá… seguro e cópias do outro lado da rua e a fila da imigração| Fotos: porlacarretera.com.br

Agora é a aduana… | Foto: porlacarretera.com.br

Acha que tá tudo pronto? Nops!

4) Agora é a vez de revisarem o carro! Quase todas as vezes a pessoa encarregada confere placa e chassis, dá uma olhada dentro do carro e ao ver tudo que carregamos, acaba nos deixando seguir.

5) Para terminar vem a fumigação! (alguns países esse procedimento acontece antes dos 4 primeiros citados!). Mais uma vez tem de se pagar uma taxa que geralmente é em torno de 1 US$, uma vez com o comprovante de pagamento passamos com o carro por um tipo de “lava-jato” que fumiga um veneninho na pobre Maria Gasolina!

Agora só falta a fumigação | Foto: porlacarretera.com.br

Prontos para seguir Por la Carretera? Ainda não! Geralmente um pouco depois de todo esse processo vai haver uma cancela, ou barreira policial onde você será parado e terá de mostrar passaporte, o documento de importação temporária e/ou a carteira de motorista. Agora sim… Prontos para descobrir novos caminhos nesse novo país!

Ah! No todo esse processo pode levar de 3 a 4 horas. A saída sempre é mais fácil e rápida!

Yeah! Missão cumprida! Depois de 1hora e meia na saída da Costa Rica e 2 na entrada do Panamá| Fotos: porlacarretera.com.br

*Os porto-alegrenses Cá (Caína) e Lú (Luciano) estão vivendo viajando de carro e acampando pelas Américas.
Em janeiro de 2018 eles completaram um ano de vida nômade na estrada, ou “Por la Carretera”, uma experiência que os tem transformado e tocado.
Confira belas imagens e acompanhe um pouco desta história no site e na página deles no Facebook.


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América Central

36 dias por 7 países da América Central

Mochileiros.com

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Por Renan Prestige‎

Galera, fiz um mochilão de 36 dias, passando por 7 países da América Central. Um destino ainda pouco explorado pelos brasileiros, mas de uma riqueza ímpar. Acho importante quebrar alguns paradigmas a respeito da América Central, já que o mundo não se resume somente a Europa e EUA, por isso venho aqui fazer um mini relato e dar algumas dicas.

Primeiro, todos os países que passamos foram super tranquilos e seguros em relação a nós, turistas, com exceção única de Honduras, por ser um país tomado por milícias. Todos os países possuem ótima infraestrutura para turistas, com ótimas opções de acomodações e para todos os bolsos. Desde hostel até resorts. A maioria dos hostels giram em torno de 20 dólares a diária, inclusive em quarto privado em baixa temporada. A comida, ah essa é maravilhosa!

Passamos por Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize e México (América do Norte). Voo de ida para San Jose, capital da Costa Rica e de volta pro Brasil saindo de Cancun. Basicamente, América Central é um mochilão barato. O único país em que se gasta mais é a Costa Rica, por ser extremamente dolarizada. Fizemos alguns trechos de carro e outros de bus, micro, carona e etc.

Caye Caulker, Belize

De modo geral, em termos de beleza natural: Costa Rica, Panamá e Guatemala foram meus preferidos. Em termos de cidades históricas e coloniais: Nicarágua. Caye Caulker, é uma ilha em Belize que moraria pro resto da vida lá. Sabe aqueles filmes em que as pessoas vivem felizes e sem preocupação nenhuma em uma ilha. Pois é, essa é a vibe dessa ilhazinha. Meio Jamaica, meio artesanal. Surreal!

Roatan, Honduras – Foto: Renan Prestige‎


Em termos de lugares para conhecer, na Costa Rica não deixe de ir a Puerto Viejo de Talamanca (povoado hippie caribenho com praias virgens), Monteverde (a meca de esportes radicais – leve um casaquinho, pois faz frio à noite), Manuel Antonio ( o pacifico mágico), visite algum vulcão (Arenal, Poas e etc.), vá à Malpais e suas praias perdidas.

Cayo Coral, Bocas del Toro – Panama

Quanto ao Panamá, Bocas Del Toro é parada obrigatória. Nicaraguá e a Isla Ometepe (conheça antes que ela suma do mapa. Me apaixonei pelas pessoas de lá), as cidades históricas: Granada e Léon. Em Honduras não deixe de conhecer as ilhas Roatan e Utila. Guatemala, esqueça da vida no Semuc Champey, mas esteja preparado para perder horas para chegar nesse paraíso perdido de difícil acesso. Belize, como mencionei Caye Caulker é o lugar e o sul do México e suas águas cristalinas.

Vale muito a pena sair da redoma e circuito Europa e EUA para conhecer essa cultura linda centroamericana.

Criei um instagram com todo nosso roteiro, dicas e custos. Quem quiser, dá uma conferida lá! @amigosporai https://www.instagram.com/amigosporai/

Postado originalmente no grupo Mochileiros em: https://www.facebook.com/groups/mochileiroscom/permalink/10154031872662260/?match=cmVsYXRv


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Costa Rica

Turistas impedem tartarugas em risco de extinção de desovar em reserva natural

Claudia Severo

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A cena é triste. Centenas de turistas encheram as praias da Reserva de Vida Silvestre Ostional, no Estado de Guanacaste, na Costa Rica, impedindo as tartarugas marinhas de botarem seus ovos no local. Como se não bastasse a simples presença em massa dos ‘humanos’, eles tocaram os animais, pisaram em seus ninhos, fizeram fotos com flash e alguns inclusive colocaram seus filhos sobre as tartarugas para tirarem fotos.
Muitas das tartarugas voltaram ao mar sem colocarem os ovos e portanto, sem a possibilidade de reproduzirem-se o que é especialmente grave, levando-se em conta que essa espécie, a Lora, é classificada como vulnerável.
“Era tanta gente na praia que as tartarugas tropeçavam nas pessoas e algumas voltaram ao mar sem concretizar o processo de nidificação. Isso sem dúvida é um impacto negativo”, afirmou um integrante do Ministério do Meio Ambiente local em publicação feita no jornal argentino, La Capital.
Foto: SITRAMINAE.

Foto: SITRAMINAE.

Todos os meses as praias da reserva recebem a visita massiva de Tartarugas Lora, o que é chamado de “arribada”, mas desta vez, vários fatores como promoção através das redes sociais e condições climáticas favoráveis levaram a um descontrole turístico. Segundo a publicação, o processo foi prejudicado também porque as pessoas ingressaram à praia sem guia, o que é proibido.
As autoridades asseguraram que já estão tomando medidas para que a situação não volte a ocorrer.
O espetáculo de insensibilidade e ignorância por parte dos visitantes e de negligência das autoridades competentes ocorreu na semana passada.

Foto: SITRAMINAE.

Foto: SITRAMINAE.

Foto: SITRAMINAE.

Foto: SITRAMINAE.

Foto: SITRAMINAE.

Foto: SITRAMINAE.

Foto: SITRAMINAE.

Foto: SITRAMINAE.

Quem deseja se aprofundar no tema, aqui há um texto (em espanhol) bastante completo e interessante sobre.

Fotos: SITRAMINAE (Sindicado de Trabajadores de Ministério de Ambiente y Energia).


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Costa Rica

Costa Rica fecha zoológicos para proteger o meio ambiente

Claudia Severo

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A Costa Rica não terá mais zoológicos. Pelo menos estatais.
O Parque Zoológico Simón Bolívar, que fica no centro de San José será um jardim botânico e o Centro de Conservação, no bairro de Santa Ana, também na capital, será um parque natural urbano.
“Estamos enviando uma mensagem ao mundo. Queremos ser congruentes com nossa visão de país que protege a natureza”, disse Ana Lorena Guevara, vice-ministra de Meio Ambiente da Costa Rica à BBC Mundo, que publicou as informações.
Ainda de acordo com a publicação a ministra informou que há uma grande quantidade de zoológicos privados no país, com uma visão de resgate e preservação que continuarão funcionando.
A Costa Rica ocupa 0,03% do território da superfície da terra, mas segundo cientistas, ali estão 4% de toda a biodiversidade do planeta.

Nós conhecemos um pedacinho do país. [Leia a matéria aqui]

Nos parques, vários ‘alertas’ como os do cartaz abaixo.

Cartaz alerta sobre emissão de CO2 pelo tráfego aéreo | Foto: Claudia Severo/Mochila Brasil

… e ao lado, lindo, leve e livre (como achamos que deve ser) o Guardabarranco. Quer marketing melhor?!

Guardabarranco | Foto: Silnei L Andrade/Mochila Brasil

Com informações da BBC Brasil [ via ]
Na imagem que abre o post, entrada da Reserva Natural Parque Nuboso | Foto: Silnei L Andrade/Mochila Brasil


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América Central

As estradas mais bonitas da América Central

Claudia Severo

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Dando continuidade à “Semana estradeira” (quando apresentaremos uma pequena seleção das estradas mais bonitas do mundo), as estradas mais bonitas da América Central:

Queen’s HighwayEleuthera – Bahamas – Eleuthera é uma das ilhas do arquipélago das Bahamas. A ilha tem 180Km de comprimento e apenas alguns quilômetros de largura, cortados por essa estreita e bela estrada.

estradasmaisbonitas03

 Foto de My-Bahamas-Travel.com.

Ruta Panorâmica – Porto Rico – Também conhecida como como Ruta Panorámica Luis Muñoz Marin, a estrada é formada por outras quase 40 estradas interconectadas. Atravessa a Cordilheira Central do país e tem vários atrativos naturais, belos mirantes e um pouco da vida rural boricua.

...Atravezando uno de los pulmones de Puerto Rico!! (Ruta Panoramica! @igpuertorico #puertorico #boricua #boricuas

Foto de PeterPantojaSantiago.

Abre o post, uma imagem aérea de um ponto nas Bahamas. Foto de DEE PER VIAGGIARE.

Amanhã tem as mais bonitas estradas da América do Sul!

E você, conhece alguma estrada incrível na América Central? Deixe a sugestão nos comentários abaixo ou escreva pra gente ([email protected]).


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América Central

Semuc Champey – Guatemala

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O Monumento Natural de Semuc Champey é uma formação rochosa que cobre o leito do rio Cahabón e está localizado no departamento de Alta Verapaz, norte da Guatemala . A “ponte de pedra natural” segue por 300 metros sobre o leito do rio e forma piscinas naturais e pequenas cascatas em cor verde turquesa que são rodeadas por um vale com mata fechada. O acesso às piscinas é feito por um deck de madeira que margeia a formação. Há também uma trilha que leva a um mirante onde são feitas as fotos “aéreas” das piscinas. A trilha para o mirante tem 1,2km e dura em média 1h. Para ter acesso às piscinas é preciso pagar uma taxa de aproximadamente US$ 7 ou 50 quetzales. As cidades mais próximas de Semuc Champey são Cobán e Lanquin. Semuc Champey significa “Onde o rio se esconde na montanha”.

As piscinas naturais de Semuc Champey – Foto: Silnei L Andrade/Mochila Brasil

Como chegar:

Na cidade de Antigua há agências que oferecem o transporte de van até Lanquin

De ônibus:
De Guatemala City até Cobán é possível ir pela empresa Monja Blanca. De Cobán até Lanquin há diversas vans que fazem o trajeto. De Lanquin até um dos hostels próximos de Semuc Champey também há vans.

Ônibus Cobán x Guatemala City:
Transportes Monja Blanca
http://www.tmb.com.gt/

Onde ficar:

Há pousadas bem próximas ao parque e oferecem estadia all inclusive. Se pretende se hospedar em uma dessas, leve dinheiro em cash, pois só há caixas eletrônicos em Cobán, que está a 67km de Semuc Champey.

A outra opção é ficar em Lanquin que está a 10km de Semuc Champey.

Hostels/Pousadas próximas do Parque:

Hostal El Portal
Esse hostal possui pequenos e confortáveis chales. É o mais próximos de Semuc.
http://www.hostalelportaldechampey.com/

Fotos:

 


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América Central

Você sabe o que é chepecletear?

Claudia Severo

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Além das infinitas atrações em meio a natureza, a Costa Rica também é bastante curiosa em termos culturais. Na capital San José uma das opções é Chepecletear!
A língua faz parte da cultura e atrativos de um país e por ali o termo refere-se a nada mais nada menos que José+passear de bicicleta.
Vamos tentar explicar: No país, é comum os ticos* chamarem sua capital, San José, de Chepe – um apelido para José que também pode ser chamado de Pepe. Tira-se o San e está aí mais um curioso (para nós) vocábulo local.

Bicicleta é opção para conhecer San José / Foto: Divulgação

E onde a bicicleta entra nisso?
É cada vez mais comum, sobretudo nas capitais, o incentivo ao uso de transportes públicos (na tentativa de melhorar o trânsito, a qualidade de vida, meio ambiente etc) e à bicicleta. Então, nada melhor que conhecer um pouco da capital pedalando.
Existe na cidade até serviço especializado, oferecendo inclusive passeios noturnos; uma maneira interessante de conhecer San José, sem dúvida.
No http://www.chepecletas.com/ você pode conhecer rotas (a pé ou em ‘bici’, noturnas ou diurnas, temáticos como arquitetônico, cultural, gastronômico e para variados públicos), horários e preços. Há também tours free que são passeios previamente programados e que partem pela cidade com no mínimo 5 pessoas.
Se você vai à San José e pretende fazer um dos passeios é melhor tentar agendar antes, pois o número de vagas é limitado (tanto para o tour gratuito quanto para os pagos).
Na fanpage do ChepeCletas no Facebook você também encontra mais informações e fotos.

Considerações
É inevitável fazer algumas considerações sobre o serviço oferecido:
A favor: Conhecer um lugar a pé ou de bicicleta aproxima mais o viajante da realidade local sem dúvida e enriquece ainda mais sua viagem.
Contra:  Obviamente que como em todo tour, existem lugares parceiros da empresa onde os visitantes serão levados/apresentados, geralmente são pequenos comércios (restaurantes, lojas etc) alguns valem até a pena, são verdadeiros achados, outros nem tanto. De qualquer forma, com tour ou sem, em San José ou qualquer parte do mundo, vale o bom senso: você não é obrigado a consumir nada nesses locais se não quiser.
Outro ponto que pode pesar para alguns é que alguns passeios são feitos em grupos bastante grandes.

Dica: Com ou sem tour não deixe de dar uma passadinha (à noite) no El Pueblo em San José. Numa espécie de ‘mini vila colonial’ há bares bem legais, música, lojas de artesanato e até danceteria.

Experiências, dicas e informações de outros viajantes sobre viagens em bicicleta aqui

 

Como chegar à Costa Rica

Chegamos à Costa Rica vindos do Panamá, mais precisamente do Terminal Albrook na Cidade do Panamá (saímos de SP rumo à Bolívia, passando por Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala), por terra, mais precisamente de ônibus, com o “Tica Bus”. Preços, horários e itinerários podem ser vistos em: http://www.ticabus.com/mapa.html
O Tica Bus roda por toda a América Central (exceto Belize), tem terminais nas capitais e vai até Tapachula, no México.
Se você vai de avião à Costa Rica, passagens de ida e volta são necessários para a entrada no país.
Nós, como fomos de ônibus do Panamá para lá não precisamos. Só é um pouco cansativa a passagem pela fronteira entre os dois países,  nada comparada à volta cuja entrada é a partir da Nicarágua. Burocracia, revistas, perguntas e fila, muita fila! Os costa-riquenhos sofrem com uma considerável  e não desejada (pelo que notamos por conversas com alguns ticos*), “invasão” nicaraguense.

Opções de hospedagem na Costa Rica aqui

 

+ informações relevantes

Brasileiros com passaporte válido (atente para que ele não venha a expirar dentro de menos de 7 meses) não precisam de visto para entrarem na Costa Rica e sem visto podem ficar por lá até 90 dias. Se você quer informações mais específicas sobre visto como, por exemplo, de trabalho, ou residente pode obtê-las em http://www.migracion.go.cr

É preciso levar o comprovante (internacional) de vacina contra a Febre-Amarela para entrar no país.

Os produtos e ou serviços na Costa Rica, assim como em outros países da América Central têm um imposto, ou embutido, ou acrescido sobre cada artigo. Antes de achar que algo está muito baratinho confira se já está incluso o imposto de 13% (Veja se há algo escrito, porque se você perguntar vai ter que confiar na honestidade da pessoa que pode dizer que não e cobrar-lhe a mais!).

A moeda nacional é o Colón, mas dólares americanos e euros são aceitos por toda parte. É sempre bom ter algo em moeda local no bolso (em qualquer destino) para evitar cotações apressadas e desatentas fazendo com que você perca seu suado dinerito na conversão.

Uma coisa que pode gerar certa confusão é com relação aos endereços das ruas. Comumente os costa-riquenhos utilizam um ponto de referência e algo de coordenadas geográficas.  Exemplo:  “100m Este Del Ministerio del Trabajo, barrio Tournón” (seria algo como 100m a leste do prédio do ministério do Trabalho, bairro Tournón) ou Costado Este del Puente Juan Pablo II, sobre Autopista General Cañas (Canto leste da Puente Juan Pablo, sobre a estrada General Cañas). Santo ponto de referência! Difícil pra nós não?! Então mapinha na mão e muita atenção quando pedir informações em postos, no hotel/hostel/pousada e a pessoas confiáveis.

Na internet

http://www.visitcostarica.com  (Muito completo, traz informações gerais sobre o turismo no país. Em espanhol,inglês, alemão e francês)

http://www.actuarcostarica.com  ( Também nos quatro idiomas. Tem informações para quem está interessado em Turismo Rural na Costa Rica, cultural, para descanso ou aventura).

*Sua vó, mãe e até você já podem ter falado a palavra “pequeno” num diminutivo carinhoso do tipo “pititinho”, “pititico”. O “momento fofo” é só pra ilustrar (grosso modo), de onde vem o gentílico coloquial “Tico” referente aos costarricenses (em espanhol) ou costarriquenhos (em português).

Segundo a tradição, durante a guerra contra os filibusteiros na América Central (comandados pelo norte americano Willian Walker), soldados observaram que os costarriquenhos tinham o hábito de terminarem os diminutivos com “ico”, “ica” ao invés de “Ito”, “ita”, para, por exemplo, palavras como gato (gatito, gatico), pato (patito, patico); com relação aos compatriotas, seus hermanitos, eles afetuosamente chamavam hermaniticos.
Uma das companhias de ônibus que circulam por toda a América Central é a costarriquenha, “Tica bus”.

Esse “Ti” pronuncia-se como os nossos TA, TE, TO, TU. O TI seria pronunciado como falam, por exemplo, os pernambucanos (a maioria dos Estados brasileiros pronuncia o TI, como “tchi”, pelo meu modesto conhecimento de sotaques).

Se você pronunciar “tchica bus” estará falando “Rapaz bus” (do espanhol “CHico”). O mesmo para Tico.

OBS: Serve de regrinha básica da pronúncia em espanhol, assim como a letra J tem som de R (ou RR). Exemplo: “Ramón quiere un sandwich de jamón y queso” (Ramón quer um sanduíche de presunto e queijo – O indivíduo Ramón, tipo narração do Galvão Bueno quer … jamón… –  com som de RR de carro, carreta).


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América Central

Costa Rica: Tudo sobre…

Claudia Severo

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Viajantes brasileiros têm fama de exigentes. Sim! Afinal , temos  mais de 8.500.000Km² de lindas praias, montanhas, Amazônia, Pantanal,  incontáveis cachoeiras etc,  tudo, só esperando por nossa mochilada.
E se alguém lhe disser que um lugar com pouco mais de  51.000 Km² tem um pouquinho de quase tudo isso? Tudo b-e-m mais pertinho! Você iria?

Público nas reservas de Monte Verde e Santa Elena é bastante variado - Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Público nas reservas de Monte Verde e Santa Elena é bastante variado – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Bem, sem incitar a concorrência com o Brasil, apresentaremos aqui um pouquinho da Costa Rica, país que ficou no topo de um ranking mundial que combina expectativa de vida e sustentabilidade* e é “Pura vida” como dizem por lá.

46,8% do país é coberto de bosques e selvas e 25% do território é protegido por leis ambientais (eles têm até o Dia dos Parques Nacionais: 24 de agosto). O país não tem forças armadas desde 1948 e quando de nossas andanças por lá nos pareceu bem tranquilo, podemos até arriscar a dizer realmente seguro.

Em se tratando de verba, viajar pela América Central é barato, mas na Costa Rica nem tudo é tão barato assim, destaque para algumas hospedagens, passeios/ingressos e taxis! Taxistas. O bolso pede cuidado com eles! Os taxis oficias na Costa Rita têm triângulos amarelos nas portas e o taxímetro (fuja dos que não têm esses dois itens).

Alugar um carro para percorrer o país também é interessante e você pode utilizar a carteira de habilitação brasileira mesmo (isso por no máximo 3 meses). É belíssima a paisagem da região central costa-riquenha repleta de cafezais. De carro dá pra dar uma paradinha para apreciar mais e para os cliques! Agora se você prefere se locomover de ônibus pode conferir os itinerários e horários aqui . Se o seu negócio é avião (por falta de tempo ou outro motivo), pelo menos duas companhias cobrem os trajetos nacionais, a Costa Rica Airlines e a Sansa .

Se de repente você está fazendo uma pequena mochilada pela América Central (nosso caso) ou se tempo e dinheiro estão curtos (nossos casos também), pode optar por conhecer coisas que não temos aqui no Brasil: vulcões! Belíssimos parques nacionais e seus vulcões!

Vulcões ativos da Costa Rica

Espetáculo em La Fortuna - Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Espetáculo em La Fortuna – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Irazú – Em dias de horizonte sem nuvens, da capital, São José é possível avistar um dos mais conhecidos vulcões costa-riquenhos, o Irazú. Ele está a 3432m acima do nível do mar, é o mais alto do país.
Uma estrada asfaltada (que parte da Panamericana) leva até o vulcão que fica na província de Cartago, a 31Km da cidade de Cartago. Muitas agências de turismo levam até o local.
Com sorte, em dias de céu limpo, do Irazú é possível avistar os oceanos Pacífico e Atlântico e, com telescópio, o maior lago da América Central (o segundo maior da América Latina, ficando atrás somente do Titicaca na Bolívia), o Lago Nicarágua.
Há 2 crateras principais. A “Diego de la Haya” é que mais aparece nas fotos dos viajantes com seu exuberante tom de verde…
A última erupção do Irazú ocorreu em dezembro de 1994.
Telefone para mais informações: (506) 2551-9398.

Poás – O vulcão fica no Parque Nacional Poás, o mais visitado da Costa Rica, talvez por sua beleza cênica.  Conta com várias trilhas entre a cratera e a Laguna Botos (lago formado por uma cratera) e mirantes nas áreas de ambos, bem como pequenos gêiseres que também são responsáveis pela sua fama.
Está a 37Km de Alajuela, na província de Alajuela. Da cidade partem ônibus diários até o parque. Atente para o horário pois é somente um diário (para ir e para voltar).
Telefone para mais informações: (506) 2482-2121.
É o único parque nacional do país que tem acesso para cadeirantes.

Os vulcões Irazú e Poás fazem parte da chamada Cordillera Volcánica Central (Cordilheira Vulcânica Central).

Rincón de La Vieja – na área de um maciço com mais de 600 mil anos está o Rincón de La Vieja, vulcão cujas atividades fornecem o ambiente para águas termais e lagos de vapor, disponíveis para os visitantes. Fica entre Liberia e Upala (nas províncias de Guanacaste e Alajuela, respectivamente). No Parque Nacional Rincón de La Vieja há opções de trilha e caminhos a serem feitos com veículo 4×4.
O parque tem um pequeno centro de visitantes, mirante, estacionamento e duas áreas de camping.
Telefone para mais informações: (506) 2661-8139.

Arenal – vulcão cônico, daqueles que logo nos remetem à imagem “vulcão” quando pensamos em um. A silhueta, a cor viva das explosões e a lava expelida durante a noite é um espetáculo na pequena (pequena mesmo) vila de La Fortuna de San Carlos, ou simplesmente, La Fortuna, cujo centro dista 15km do vulcão. Os ares de cidade pequena do interior e o majestoso vulcão fazem do local parada obrigatória. Quesada é a cidade mais próxima, a 40km.
Lembrando que a vila é pequena mesmo, mas é dotada de total infra-estrutura turística, tem lavanderias, receptivos, hospedagem, restaurantes e até Burger-King! Os viajantes recomendam muito o Café Viena por ali!
Próximo ao Arenal, mas já inativo, está o vulcão Chato que, quando em atividade ajudou a formar a Catarata do Rio Fortuna; hoje também uma das atrações locais.

Bem, você certamente ouvirá falar da “Laguna del Arenal” ou “Lago Arenal” . Um lago artificial construído em 1974 para obtenção de energia hidroelétrica. Em áreas do lago é possível a prática de esportes náuticos, pesca desportiva ou simples passeios para se observar a paisagem e a imponência do vulcão. Famílias locais também fazem seus passeios por ali.

– Alguns vídeos (didáticos) podem matar um pouco mais da curiosidade dos viajantes que queiram conhecer os vulcões da Costa Rica  (No link, vídeo sobre o Vulcão Poás, na lateral direita da página você encontra outros vídeos de conteúdo similar. Todos em espanhol).

Além dos vulcões e seus belíssimos cenários, paisagens muito incomuns para nós brasileiros, a maioria das áreas turísticas costa-riquenhas tem muito boa infra-estrutura, com trilhas bem demarcadas (até demais em alguns casos), boa sinalização (em espanhol e inglês); contam com guias muito gentis e educados (não é uma questão pessoal, mas profissional), ingressos a preços não muito convidativos (mas há de se considerar que manter aquilo tudo protegido, limpo e em pleno funcionamento requer investimento) e uma “malha” turística muito profissional. Em vilas pequenas das regiões turísticas você vai encontrar várias agências de tours/receptivos, bom número de leitos e alguma oferta gastronômica e, claro, muita criatividade! Turistas estrangeiros (alguns estudiosos dedicados, outros não) que agora residem por lá podem montar um borboletário por exemplo e, um nativo pode ampliar sua casa e fazer ali mesmo um “mini-museu de insetos”.  Iniciativas muito válidas, importantes e reconhecidas que levam algum lucro para pessoas que senão exclusivamente, quase exclusivamente, vivem do turismo; indústria que mais vem contribuindo para o PIB do país. Desde 1995 representa a primeira fonte de divisas para a economia costa-riquenha.

Recorrido los volcanes… que tal um passeio à pé por pontes suspensas a metros de altura em meio à exuberantes fauna e flora?! E uma caminhada por uma floresta não selvagem, mas não menos atrativa? Se a resposta é sim, siga para a região de Monteverde!

No caminho, cafezais e um lindo céu azul para chegar à Monteverde, base da Reserva Biológica de Monteverde e Santa Elena que se extende do Pacífico ao Atlântico. Digo base, pois ali estão as hospedagens e serviços turísticos para conhecer a região cujos passeios vão de caminhadas e cavalgadas, passando por tours em cooperativas de cafeicultores a visitas à serpentários.

Muitas atrações ali são meio “pega-gringo” então atente às prioridades, pois de ranário a ranário seu dinheiro vai para o brejo (não literalmente, porque a coisa por lá é realmente muito organizada).

Nós ajudamos o turismo local visitando rapidamente um mini-museu de insetos (não vale a pena) e o ranário, que posso dizer… foi… curioso.

O ingresso no ranário custa US$ 10 por pessoa. Criança de até 6 anos, acompanhada de adulto pagante, não paga. Mais informações via: [email protected] ou (506) 2645-6320.

Atrações imperdíveis

Reserva Biológica Bosque Nuboso Monteverde –  ali até o mais distraído dos viajantes vai sentir algo diferente, é como se você estivesse realmente em uma floresta, nublada, com árvores lindas e imensas, uma infinidade de plantas, orquídeas e bromélias que são ímãs para o olhar, ar puro e pisando em um caminho “fofinho” formado de musgos por conta da umidade.

O bosque possui 13km de trilhas (mapa: http://www.reservamonteverde.com/imagenes/mapas/senderos-trails.jpg  ), mirante, serviços de guia, cafeteria, restaurante e um albergue de montanha o “La Casona” com capacidade para até 47 pessoas (US$ 62 por pessoa com banheiro compartilhado e US$ 73 com banheiro privado – inclui três refeições, a entrada da reserva e uma noite no albergue).
Para hospedar-se no “La Casona”  é preciso fazer uma reserva através do [email protected] ou pelo telefone (506) 2645-5122.

A não ser que você queira fazer uma caminhada noturna ou esteja no local para pesquisa científica, precisará de mais que um dia para apreciar um pouco da reserva que funciona das 7h às 16h, durante todo o ano. A entrada custa US$ 18 para estrangeiros. Crianças estrangeiras pagam US$ 9. Sim é um lugar que dá pra mochilar de 0 a 90 anos!

Cada tipo de caminhada guiada tem um preço. Para saber mais sobre, consulte via e-mail: [email protected] ou no http://www.reservamonteverde.com/index_espanol.html

Para estudiosos/pesquisadores a reserva oferece ainda,  uma mini biblioteca técnica, um laboratório e trilhas para investigação, algumas não utilizadas por turistas.

Ponte suspensa - Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Ponte suspensa – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Pontes suspensas – pequenas trilhas em meio à floresta e alguns degraus de uma confiável estrutura podem levá-lo além da copa de imensas árvores!  Em princípio parece bobo, mas a sensação, a vista, os sons e a inimaginável integração com aquele ambiente valem a pena.

O “Sky Walk”, passeio pelas pontes suspensas à pé é o mais interessante.  O trajeto de 5 pontes têm extensões que variam entre 30 e 300 metros e as alturas entre 15 e 49 metros.

Quem gosta de tirolesa, pode optar pelo “Sky Trek”. O maior cabo entre as árvores tem 750m alguns estão a 160m de altura! Para ter acesso ao primeiro cabo da tirolesa você precisa fazer os 15 minutos de passeio em um teleférico o “Sky Tram”.

Também há o passeio de 15 minutos em um teleférico. O “Sky Tram”.

O Sky Walk (diurno ou noturno) guiado custa US$ 33 por pessoa e o Sky Tram + Sky Trek sai a US$ 66 por pessoa. Os 3 juntos custam US$ 83 por pessoa. O passeio de teleférico + a caminhada pelas pontes suspensas custam US$ 55. Analise o que vale mais a pena pra você na ocasião! Crianças pagam um pouquinho mais que a metade do preço dos adultos (exceto na tirolesa, que é proibida para menores de 8 anos).

Mais informações podem ser obtidas em http://www.skyadventures.travel/Monteverde_Es/Inicio.html , por e-mail [email protected] ou através do telefone (506) 2645-5238.
A Sky adventures também oferece seus serviços na região do Vulcão Arenal.

– Quando de nossa visita à Costa Rica fizemos o passeios pelas pontes suspensas sem guia (parece realmente desnecessário a não ser que você queira informações muito específicas sobre por exemplo, flora e fauna locais). Consulte sobre se isso é possível no momento.

Uma das coisas que você vai observar na Costa Rica, além da incrível natureza (não é a toa que o marketing do turismo do país é “Sin ingredientes artificiales” – Sem ingredientes artificiais) é que quase tudo que você pense em fazer por lá (em se tratando de passeios) vai esbarrar em alguma empresa, ONG e ou fundação local oferecendo muitas opções de todas as atividades que possa imaginar.

Apesar de toda tranquilidade que paira sobre a Costa Rica vale ressaltar que como em qualquer lugar por onde se esteja viajando, ostentar está fora de cogitação. O turismo local frisa que você deve tomar conta de seus pertences, sobretudo em lugares públicos e transportes, que deixe coisas de valor no cofre de onde está hospedado e que não dê esmolas a pedintes. Nós não cruzamos com nenhum na Costa Rica o que nos deixou muito felizes e com uma certa inveja, afinal seria tão bom se alguns brasileiros não fossem obrigados à mendigar pelas ruas…

Do centro de La Fortuna partem os passeios para o vulcão e cachoeiras da região - Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Do centro de La Fortuna partem os passeios para o vulcão e cachoeiras da região – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Como chegar à Costa Rica

Chegamos à Costa Rica vindos do Panamá, mais precisamente do Terminal Albrook na Cidade do Panamá (saímos de SP rumo à Bolívia, passando por Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala), por terra, mais precisamente de ônibus, com o “Tica Bus”. Preços, horários e itinerários podem ser vistos em: http://www.ticabus.com/mapa.html
O Tica Bus roda por toda a América Central (exceto Belize), tem terminais nas capitais e vai até Tapachula, no México.
Se você vai de avião à Costa Rica, passagens de ida e volta são necessários para a entrada no país.
Nós, como fomos de ônibus do Panamá para lá não precisamos. Só é um pouco cansativa a passagem pela fronteira entre os dois países,  nada comparada à volta cuja entrada é a partir da Nicarágua. Burocracia, revistas, perguntas e fila, muita fila! Os costa-riquenhos sofrem com uma considerável  e não desejada (pelo que notamos por conversas com alguns ticos*), “invasão” nicaraguense.

Opções de hospedagem na Costa Rica aqui

 + informações relevantes

Brasileiros com passaporte válido (atente para que ele não venha a expirar dentro de menos de 7 meses) não precisam de visto para entrarem na Costa Rica e sem visto podem ficar por lá até 90 dias. Se você quer informações mais específicas sobre visto como, por exemplo, de trabalho, ou residente pode obtê-las em http://www.migracion.go.cr

É preciso levar o comprovante (internacional) de vacina contra a Febre-Amarela para entrar no país.

Os produtos e ou serviços na Costa Rica, assim como em outros países da América Central têm um imposto, ou embutido, ou acrescido sobre cada artigo. Antes de achar que algo está muito baratinho confira se já está incluso o imposto de 13% (Veja se há algo escrito, porque se você perguntar vai ter que confiar na honestidade da pessoa que pode dizer que não e cobrar-lhe a mais!).

A moeda nacional é o Colón, mas dólares americanos e euros são aceitos por toda parte. É sempre bom ter algo em moeda local no bolso (em qualquer destino) para evitar cotações apressadas e desatentas fazendo com que você perca seu suado dinerito na conversão.

Uma coisa que pode gerar certa confusão é com relação aos endereços das ruas. Comumente os costa-riquenhos utilizam um ponto de referência e algo de coordenadas geográficas.  Exemplo:  “100m Este Del Ministerio del Trabajo, barrio Tournón” (seria algo como 100m a leste do prédio do ministério do Trabalho, bairro Tournón) ou Costado Este del Puente Juan Pablo II, sobre Autopista General Cañas (Canto leste da Puente Juan Pablo, sobre a estrada General Cañas). Santo ponto de referência! Difícil pra nós não?! Então mapinha na mão e muita atenção quando pedir informações em postos, no hotel/hostel/pousada e a pessoas confiáveis.

Detalhe do carro de boi, artesanato mais famoso da Costa Rica - Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Detalhe do carro de boi, artesanato mais famoso da Costa Rica – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Na internet

http://www.visitcostarica.com  (Muito completo, traz informações gerais sobre o turismo no país. Em espanhol,inglês, alemão e francês)

http://www.actuarcostarica.com  ( Também nos quatro idiomas. Tem informações para quem está interessado em Turismo Rural na Costa Rica, cultural, para descanso ou aventura).

http://www.cct.or.cr (Site da ONG que controla, entre outras reservas a de Monteverde. Para quem está interessado em informações mais científicas e outros dados sobre a reserva).

Para os interessados e ou preocupados com as atividades dos vulcões e também com terremotos, segue o endereço do site do Observatorio Vulcanológico e Sismologico de Costa Rica: http://www.ovsicori.una.ac.cr/ .

 Curiosidades

Saudade do arroz com feijão? Vendido até no McDonald’s o Gallo Pinto é a pedida!
O prato, cuja origem é reivindicada por Costa Rica e Nicarágua é uma mescla de arroz com feijões pretos ou vermelhos/marrons e faz parte da culinária local. Na verdade o prato, com pequenas variações e com outros nomes é encontrado desde o México, até por aqui. O nosso famoso e para muitos, diário, “arroz com feijão”.
Na América Central dizem que o prato foi trazido à Costa do Caribe por negros africanos que, na falta de variedade nos alimentos misturaram os grãos. Acertaram em cheio! (É a mesma história da nossa “Feijoada”)
Supostamente chamaram o prato de “gallo pinto”, pois ele lembrava um galo (de penas brancas) com “plumas” pintadas de vermelho.
Em outras partes da Costa Rica adotaram o nome “Rice and beans” (arroz e feijão) e nas regiões do Caribe muitos acrescentam leite de coco à receita.
Em Cuba, o prato é chamado de “moros y cristianos” (Mouros e Cristãos). Em El Salvador e Honduras, “casamiento” ou “arroz y frijoles” na costa norte hondureña (casamento e arroz e feijões, respectivamente); na Guatemala o prato é conhecido por “casados” ou “arroz y frijoles”.
Detalhe: o “Gallo pinto” é comido no café-da-manhã! (E quando mais der vontade).

Sua vó, mãe e até você já podem ter falado a palavra “pequeno” num diminutivo carinhoso do tipo “pititinho”, “pititico”. O “momento fofo” é só pra ilustrar (grosso modo), de onde vem o gentílico coloquial “Tico” referente aos costarricenses (em espanhol) ou costarriquenhos (em português).
Segundo a tradição, durante a guerra contra os filibusteiros na América Central (comandados pelo norte americano Willian Walker), soldados observaram que os costarriquenhos tinham o hábito de terminarem os diminutivos com “ico”, “ica” ao invés de “Ito”, “ita”, para, por exemplo, palavras como gato (gatito, gatico), pato (patito, patico); com relação aos compatriotas, seus hermanitos, eles afetuosamente chamavam hermaniticos.
Uma das companhias de ônibus que circulam por toda a América Central é a costarriquenha, “Tica bus”.
Esse “Ti” pronuncia-se como os nossos TA, TE, TO, TU. O TI seria pronunciado como falam, por exemplo, os pernambucanos (a maioria dos Estados brasileiros pronuncia o TI, como “tchi”, pelo meu modesto conhecimento de sotaques).
Se você pronunciar “tchica bus” estará falando “Rapaz bus” (do espanhol “CHico”).

OBS: Serve de regrinha básica da pronúncia em espanhol, assim como a letra J tem som de R (ou RR). Exemplo: “Ramón quiere un sandwich de jamón y queso” (Ramón quer um sanduíche de presunto e queijo – O indivíduo Ramón, tipo narração do Galvão Bueno quer … jamón… –  com som de RR de carro, carreta).

Passeando pelo país, você provavelmente se deparará com um artesanato muito peculiar: um carro de boi (ou a roda dele) minuciosamente pintado. Ele é o artesanato mais famoso da Costa Rica e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO).
A tradição de pintar e enfeitar os carros de boi teve início no começo do século XX, mas desde o século XIX esses veículos serviam para transportar o café da região central do país até o Oceano Pacífico e, geralmente eram o único meio de transporte de muitas famílias também apontando o status social da mesma.
Originalmente cada região do país tinha nos carros suas próprias pinturas e enfeites, o que permitia saber de onde ele vinha.

Nos dias 24 de agosto (desde 1982) o país comemora o Dia dos Parques Nacionais.
Na província Limón, o Carnaval é celebrado em outubro.
Algumas moedas (metal e papel) e selos postais trazem a imagem de uma orquídea (Guaria Morada) que desde 1939 é a flor símbolo da Costa Rica.

Se você gosta e ou pratica Surf, no Google Maps você contra as melhores praias para prática na Costa Rica

Em 2012 o índice “Happy Planet” da fundação inglesa New Economics classificou a Costa Rica como o país “mais feliz do mundo”. O ranking combina longevidade, felicidade e baixa degradação ambiental. (Mais no  http://www.happyplanetindex.org/ ).

Fotos da Costa Rica:


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