Brasil integra novo corredor turístico sul-americano


Um roteiro integrado conectando remanescentes históricos, culturais e naturais das Missões Jesuíticas unirá o Brasil ao Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina em um novo corredor turístico sul-americano.
O Ministério do Turismo recebeu do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o aval para a aprovação do projeto brasileiro que compõe o acordo internacional para integração da Rota Jesuítica das Missões. A implementação das ações começa em novembro, com o lançamento dos editais internacionais de licitação para execução do plano de marketing integrado, promoção e apoio à comercialização da rota multidestinos.
A rota conecta 19 ícones da história da colonização jesuítica na região, reconhecidos pela Unesco como patrimônios mundiais da Humanidade, além de sete áreas naturais protegidas.

A rota no Brasil

A imponência e importância histórico-cultural das Ruínas de São Miguel das Missões (RS), no Noroeste gaúcho, garantiram ao conjunto remanescente dos Sete Povos das Missões Jesuíticas o título de patrimônio cultural da humanidade concedido pela Unesco. O local fez parte da história da Companhia de Jesus, que tinha o objetivo de doutrinar e catequizar a população indígena da região.
Também integram o roteiro turístico, na parte brasileira, a Aldeia Guarani, o Museu das Missões, a Cruz Missioneira, a Fazenda da Laje, a Fonte Missioneira, o Ponto de Memória Missioneira e o Pórtico com escrita em guarani – CO YVY OGUERECO YARA, que significa “esta terra tem dono”. A Catedral Angelopolitana de Santo Ângelo e os Sítios Arqueológicos de São João Batista, São Lourenço e São Nicolau estão na lista de outros atrativos do circuito.
Uma curiosidade é que as missões eram compostas basicamente de igreja, colégio, oficinas, cemitério, cotiguaçu (casa grande das viúvas que, entre outras atribuições, cuidavam dos órfãos) e hospedaria. Em volta da missão, as casas dos nativos formavam a redução indígena. O modelo de sociedade das reduções jesuítico-guaranis de 1627 é considerado, por alguns historiadores, “a primeira cooperativa do mundo”.

A Cruz Jesuítica e as ruínas de São Miguel das Missões ao fundo – Foto: Silnei L Andrade/Mochileiros.com
A Cruz Jesuítica e as ruínas de São Miguel das Missões ao fundo – Foto: Silnei L Andrade/Mochileiros.com
Ruínas de São Miguel das Missões – Foto: Silnei L Andrade/Mochileiros.com

Investimento

O BID destinou US$ 500 mil para a elaboração do planejamento das ações de apoio à rota integrada e classifica o Corredor das Missões Jesuíticas como um dos mais amplos do mundo, equiparável à importância história e cultural da Rota da Seda, da Ferrovia Transiberiana e da Rota 66.
Entre as ações que devem ser desenvolvidas até outubro de 2020 estão o desenvolvimento de um portal web do Corredor das Missões Jesuíticas (CMJ), a criação de um observatório de estatísticas de turismo do roteiro internacional e um concurso para selecionar projetos privados de caráter inovador, voltado especialmente a microempreendedores individuais, pequenas empresas e startups ligadas ao turismo na região.
Em agosto de 2017, durante a primeira reunião do Conselho Executivo da Rota Jesuítica Internacional da América do Sul, a assinatura da carta de adesão do Brasil PGC-BID foi o marco inicial da integração regional dos países envolvidos. O valor total da iniciativa é de US$ 100 milhões e será distribuído em ações de infraestrutura turística para as cinco nações parceiras.
Da parte do Brasil, uma das obras previstas é a construção da Ponte Internacional Porto Xavier (Brasil) – San Javier (Argentina).

Com informações do Ministério do Turismo.
A foto (da home e) que abre este post é de Jefferson Bernardes/MTur.


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