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Rio de Janeiro

Caldos quentes x verão de 40º

Claudia Severo

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Em uma breve passagem pelo Rio de Janeiro, poucos perceberão que na capital fluminense, faça chuva ou faça sol, faça calor (40º) ou faça frio (tipo 20º no inverno!) os botecos oferecem todo tipo de caldos quentes. Eles também estão nas barraquinhas de rua do boêmio bairro da Lapa, em Botafogo e na cidade existe até delivery de caldos.
O mais popular dos caldos, o de feijão, é chamado em muitos bares de “Amigo” (feito com feijão preto). Os tamanhos variam de um mão-de-vaca copo americano até bem servidas cumbuquinhas e os preços entre R$ 7 e R$ 9.

Dos já provados por nosso humilde paladar podemos destacar:

– Os caldinhos de feijão do Bar Portella, em Santa Teresa – servidos em canecas (nem mão-de-vacas, nem exageradas) oferecem o Amigo feito com feijão preto e o Paulista, feito com feijão carioca (o marronzinho). A cozinha lá não erra o padrão e os pratos estão sempre saborosos. O bar fica no Largo dos Guimarães.

Caldo do Bar Portella
Foto: Claudia Severo/Mochila Brasil

– Caldinho de feijão do Águia dos Andes, em Botafogo – cumbuquinha bem servida num dos “pé sujo” melhor custo/benefício da Zona Sul. Fica na Rua Voluntários da Pátria, 36.

Caldo do Águia dos Andes
Foto: Claudia Severo/Mochila Brasil

– Caldinho de feijão do Simplesmente, em Santa Teresa – também servido em uma cumbuquinha, se der sorte de pegá-lo fresquinho pode ser um dos mais saborosos. Fica na Rua Pascoal Carlos Magno, 115, pertinho do Largo dos Guimarães.

Caldo do Simplesmente
Foto: Claudia Severo/Mochila Brasil

– O mão-de-vaca copo americano da Cachaçaria Mangue Seco. É delicioso, mas caro para um simples caldo de feijão. Como tudo lá é meio caro, o feijão só vale quando você está com muita fome, bebeu todas e precisa forrar o estômago.
Se não valeu pela dica do caldo, vale pela carta de cachaças. Pra quem aprecia, vale a pena.
A Cachaçaria fica na Rua do Lavradio, 23 – no Centro Antigo.

Nota: De naturebas aos que gostam de junk food, frequentadores assíduos (ou quase) de botecos e barraquinhas de rua, a maioria dos mochileiros é boa consumidora de baixa gastronomia.

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Escrevo por aqui, sempre pensando em estar por aí... | Co-fundadora do site Mochileiros.com

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Brasil

Conhecendo a Pedra do Telégrafo

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Salve, mochileiros!

Hoje vou compartilhar minha experiência na Pedra do Telégrafo. Localizada no Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio de Janeiro, essa pedra é famosa pela ilusão de ótica que proporciona nas fotografias simulando um grande abismo. Fui com o grupo Anjos Radicais, e, mais uma vez, minha alma voltou com a certeza de que a natureza e as boas conexões que fazemos na vida, são o que realmente importa.

Saímos de Petrópolis bem cedo e chegamos em Barra de Guaratiba por volta das 09:00. Ao iniciar a trilha, comecei a observar algumas das dificuldades que tenho tido a algum tempo na questão da falta de ar e do cansaço.  Sou fumante e em contrapartida, amante da natureza. O grande dilema da minha vida gira em torno de largar vícios antigos x ter mais qualidade de vida para experienciar vivências novas.  E, minhas limitações físicas e mentais, se tornam bem aparentes quando preciso me esforçar um pouco mais.

Em trilhas, enquanto caminho e admiro toda a beleza á minha volta, geralmente costumo pensar em como andam minhas escolhas, o que tenho feito de diferente e o que preciso melhorar. Nem sempre as respostas são aquelas que eu gostaria de ouvir. Faz pouco tempo, que realmente tenho me esforçado para cortar hábitos destrutivos. E toda mudança, provoca um certo tipo de dor! O despertar vem acompanhado de muitas responsabilidades!

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Ao final da trilha, quando, completamos o objetivo que era chegar até a pedra para tirar uma foto com o ângulo famoso e privilegiado que tanto temos visto nas redes, nos deparamos com uma fila imensa que chegava a dar voltas.  Primeiro problema do dia para a maioria do grupo, e o segundo problema para mim que já estava com a pressão baixa devido a minha falta de preparo físico e ao sol. Admito que meu primeiro pensamento foi de decepção, por ter chegado até lá, ter me esforçado e  ter que esperar horas por uma foto. É incrível o quanto distorcemos a realidade das coisas quando agimos pelo estado da euforia, da raiva ou da frustração. Na hora, eu não pensei que só de estar lá, de estar apreciando aquela vista linda, de ter conseguido chegar até o final mesmo passando mal, já era motivo suficiente para o meu primeiro pensamento ser de gratidão e não de decepção.  Só fui me dar conta disso na hora em que nos reunimos,e uma parte do grupo propôs descer e curtir a praia e a outra parta preferiu ficar e esperar para conseguir a foto. Entrei em mais um dilema:  Ir ou ficar? Esperar para tirar uma foto em um lugar famoso, ou apenas ser grata por estar ali e descer para me refrescar no mar e renovar minhas energias? Ir ou ficar? Esperar por horas no sol quente com a pressão baixa só para provar que estive na Pedra do Telégrafo e postar uma foto nas redes sociais, ou respeitar minhas limitações e me dar a chance de conhecer o local por outros ângulos ?

Resolvi descer com uma parte do grupo, e minhas reflexões continuaram! Primeiro pensei se eu fui conhecer a trilha e a pedra pelo lugar e pela experiência de vida, ou se fui apenas por uma foto. Notei que, tanto a vista da pedra do Telégrafo quanto das pedras em volta dela, era a mesma. E que a única diferença era realmente o ângulo de visão.  A beleza é uma só!  Não julgo a parte do grupo que ficou mais de 4 horas na fila esperando pela foto porque elas ficaram realmente incríveis! Cada um sabe o que é melhor para si e até aonde está disposto a ir por uma motivação interna. Eu também teria ficado se a fila estivesse menor, se o sol não estivesse tão forte, se minha pressão não estivesse baixa, enfim… se causas e condições estivessem melhores. Mas, por outro lado,toda essa impermanência, me trouxe a oportunidade de refletir o meu real motivo de estar naquele lugar! Vivemos na ”Sociedade do Espetáculo” onde cada curtida nas fotos postadas, equivale a sua posição em um mundo completamente virtual. E com isso, a maioria se esquece do que é real.  Não é uma crítica as redes ou as fotos, eu também utilizo dos meios para me expressar e compartilhar momentos, a reflexão é justamente com que INTENÇÃO ou MOTIVAÇÃO nós postamos ou compartilhamos algo que vivemos? Se realmente estávamos vivenciando a experiência e registramos o momento para guardar com carinho, ou se apenas estávamos no local para tirar uma foto e esperar por algumas curtidas. Muitas pessoas  que se encontravam na fila para registrar a  famosa foto, reclamavam do sol, da falta de sombra, da falta de água, do cansaço e da demora. Outras, esperavam com um sorriso no rosto e olhando tudo á volta. Se eu tivesse  esperado também, imaginei que tipo de pessoa eu seria naquela fila!

Pedra do Telégrafo

Foto: Arquivo pessoal.

Pedra do Telégrafo

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Grupo na Pedra | Foto: Arquivo pessoal.

Quando parte da turma que permaneceu na pedra nos encontrou na praia no final do dia, estavam satisfeitos por terem esperado e feito suas fotos.  Eles nos contaram a experiência por outro ângulo de visão. E nós, a outra parte que tinha descido a trilha mais cedo, também tínhamos algumas histórias. Foi uma troca rica de olhares e diferenças. O que mais me encanta em momentos como esses,é a subjetividade com que cada um enxerga um mesmo lugar com percepções completamente diferentes.  É isso que enriquece o caminho e o caminhar. Cada um, a sua maneira, encontra exatamente o que precisa. Sei que tanto para eles quanto para nós, não foi apenas uma fotografia, foi tudo que envolveu a chegada até ela, foram as risadas na trilha, a água compartilhada, as dificuldades encontradas e os limites superados. Foram as lições aprendidas pelo caminho. Foi a vida se apresentando em toda a sua magnitude e simplicidade. E só enxerga quem consegue abrir mão de suas certezas e estar disposto a olhar por outros ângulos!  Agradeço aos companheiros dessa aventura e a equipe Anjos Radicais. Foi lindo.  Que possamos sempre ter em mente o real motivo de estarmos realizando determinada ação. Que não seja apenas por estar, mas que seja para permanecer. Tantos nas fotografias quanto em nossas almas! Até a próxima estrada!

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.


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Brasil

Guapimirim se destaca por belezas naturais e geografia única na Serra Verde Imperial (RJ)

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Foto: GuapimirimTur / Divulgação

Quem ama viajar anda em busca de alternativas para contornar a atual crise financeira. A solução pode estar em destinos ainda pouco explorados e com preços mais em conta. É o caso de Guapimirim (ou Guapi, como costuma ser carinhosamente chamada por moradores e visitantes). Localizada na região Serra Verde Imperial, a pouco mais de 70 km o Rio de Janeiro, a pequena cidade oferece atrações para todos os gostos: trilhas, caminhadas, cachoeiras, montanhas, alambique, cavalgada, produção de cerveja artesanal, circuitos históricos, passeio de barco e até observação de botos. Pouca gente sabe, mas o jovem município está cravado entre o ponto mais alto da Serra dos Órgãos e a Baía de Guanabara, fazendo fronteira com cidades como Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Teresópolis.

Dedo de Deus

Dedo de Deus

Dedo de Deus – Foto: GuapimirimTur

O símbolo do montanhismo brasileiro é o principal cartão-postal de Guapimirim. Assim como outras montanhas já consagradas, como Escalavrado, Cabeça de Peixe, Agulha do Diabo, Garrafão e Pedra do Sino. A melhor vista para o Dedo de Deus fica no Mirante do Soberbo, também localizado na cidade. Basta seguir pela Rodovia Santos Dumont (BR-116), onde é possível contemplar toda a beleza da Serra de Guapimirim.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Sede Guapimirim - Parque Nacional Serra dos Órgãos - Parnaso

Sede Guapimirim – Parque Nacional Serra dos Órgãos – Parnaso – Foto: GuapimirimTur


A sede do Parnaso em Guapi oferece aos visitantes os históricos Museu Von Martius e a Capela de Nossa Senhora da Conceição, erguida em 1713. Aproveite para dar um mergulho no Poço Verde e nas várias outras piscinas naturais formadas pelo Rio Soberbo. O Parque também conta com estacionamento, área de camping e piquenique. Valor do ingresso por pessoa na alta temporada: R$ 30 para estrangeiros, R$ 17 para brasileiros e R$ 3 para moradores (somente de segunda a sexta-feira).

Pantanal Fluminense + Observação de Golfinhos

Observação de Golfinhos

Observação de Golfinhos – Foto: GuapimirimTur


Os poucos mais de 30 botos-cinza que lutam para sobreviver na Baía de Guanabara vivem atualmente na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, onde ainda encontram um ecossistema preservado. É possível conhecer também o chamado Pantanal Fluminense, área de rios que compõe o único manguezal preservado de todo o entorno da Baía. SAIBA MAIS

Produção artesanal de Cachaça e Cerveja em Guapimirim

Produção artesanal de Cachaça em Guapimirim

Produção artesanal de Cachaça – Foto: GuapimirimTur


Durante quase 20 anos a produção caseira da Cachaça São Joaquim era apenas um hobby do simpático casal Vera e Isaque. Desde o ano passado o local pode ser visitado por turistas e moradores durante o Caminho da Pinga, com direito à degustação de cachaça e caldo de cana! Outra riqueza da cidade são as cervejas artesanais locais. Algumas delas também podem ser experimentadas durante uma vivência oferecida por um outro casal de produtores.

Trilhas e Cachoeiras em Guapimirim

Foto: GuapimirimTur / Divulgação

Foto: GuapimirimTur / Divulgação


Guapimirim é conhecida por suas águas cristalinas. Bairros como Barreira, Caneca Fina, Garrafão e Limoeiro resguardam lindas cachoeiras. Não deixe de conhecer os poços Verde, Sem Fundo, do Escorrega e da Concórdia. Há também várias trilhas, como a do Ouro, Pedra do Elefante, Corujas e a das Cascatas.

 

Cavalgada na Serra do Órgãos

Cavalgada na Serra do Órgãos

Cavalgada na Serra do Órgãos – Foto: GuapimirimTur


Clima bucólico e uma vista privilegiada da Serra dos Órgãos. Este é um passeio perfeito para quem quer passar um dia com amigos ou com a família em meio à natureza. O percurso conta com ruas de chão, florestas e morros. Além disso, há uma parte em que o cavalo nada com você sobre ele em um trecho do Rio Soberbo. Os participantes recebem instruções básicas de equitação e são supervisionados por monitores durante todo o passeio.


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Brasil

Acampando no Pico da Caledônia

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O Pico da Caledônia tem no total 2.257 metros de altitude. Então vocês já podem imaginar o visual incrível que ela nos permite ter de toda a cidade.
Nos dias mais limpos, é possível ver até mesmo a Baía de Guanabara, como também o Parque Estadual dos Três Picos e a Serra dos Orgãos.

Mas já começo pontuando aqui que é incrível poder pegar um céu limpo e sem nuvens lá de cima, mas caso você não tenha tanta sorte, subir lá em cima e ficar por cima das nuvens, também é de se tirar o fôlego.

Partida:

Começamos o nosso trajeto partindo do centro do bairro Cascatinha, tendo como nosso ponto de encontro a padaria. Começamos nossa caminhada às 9:45 da noite em um grupo de sete pessoas.

Todo o percurso é realizado em chão de paralelepípedo, e a maior parte do trajeto é cercado por casas e sítios.  Lembrando que boa parte das subidas são bem ingrimes.  Por ter fácil acesso a subida ao pico é bastante movimentada se comparada a outras montanhas mais reservadas da cidade.

Após algumas horas de caminhadas decidimos começar a juntar lenha para a fogueira. Mesmo sendo o mês de Julho um dos melhores meses para fazer essa caminhada, é também o mês mais frio, então é importante se aquecer bem.

Por isso cada um dos rapazes fez o restante da caminhada carregando bastante lenha, e eu claro, dando aquele apoio moral haha.
Há bastante lenha por todo o caminho, porém com um pouco de receio, acabamos pegando lenha antes até demais, mas é aquilo ” melhor prevenir do que remediar.”

Chegada:

Chegamos ao ponto do nosso acampamento às 1:15 da manhã, não levamos as quatro horas inteiras que é a medida de tempo da subida geralmente.
Lá montamos nossas barracas e a fogueira.

E claro que não poderíamos deixar de levar o mashmallow para esquentar não é mesmo?!

Por incrível que pareça, não estava aquele frio assustador, o que demos sorte. Deu para aguentar bem, mas claro com a proteção básica. No meu caso: um moletom com um casaco para proteger do vento, luvas e touca, e claro, as meias, que sempre indico levar mais que apenas o par que está usando, para a troca assim que chegar.

Por volta das três horas da manhã apagamos a fogueira e fomos dormir, para poder pegar mais tarde o nascer do sol. Alguns minutos após ter caído no sono, acordei com o barulho de chuva. No momento bateu aquele receio de estar o tempo super fechado e não poder ver o nascer do sol. Voltei a dormir torcendo para que isso não acontecesse.

Acordei às 5:30 da manhã e não parecia nem que havia chovido a algumas horas atrás. Saí gritando todo mundo, para não perdermos esse momento que foi realmente magnifico.

Já vi muito nascer do sol, mas assistir lá de cima é de se tirar o fôlego.

Para me manter aquecida durante a noite, levei um isolante térmico, e um coberto de pelo leve e prático de dobrar. Não senti frio algum na barraca, e foi ótimo de dormir.

A portaria de acesso ao cume do Pico da Caledônia abre às 7 horas, por esse motivo alguns minutos antes já começamos a desmontar o acampamento, e partir para a segunda parte do trajeto.

Não lembro ao certo, mas são cerca de 15 a 20 minutos do ponto do acampamento até os portões. Lembrando que para poder entrar é necessário documento com RG.

Após mais alguns minutos de subida, nos deparamos finalmente com os 632 degraus necessários subir para chegar ao cume.

Chegar lá em cima, e dar de cara como uma vista incrível foi demais, uma experiência sensacional.


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Brasil

A Trilha do Castelinho em Petrópolis e a Mágica dos Anjos

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Olá, mochileiros!

Hoje vou dividir um pouco da experiência que vivi subindo a Trilha do Castelinho em Petrópolis. Petrópolis é um munícipio localizado no interior do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, também conhecido como Cidade Imperial. O Castelinho é uma trilha muito frequentada por moradores e turistas, devido ao fácil acesso e uma caminhada leve, levando aproximadamente 1 h para ser concluída. Com vista para toda Baía de Guanabara, Serra da Estrela e parte da Serra dos Órgãos, o local também é utilizado para a prática do rapel. Eu e um grupo de amigos, subimos ao entardecer e apreciamos o nascer da lua. Apesar do cansaço, dos mosquitos, do peso das mochilas e de toda limitação pessoal que cada um carrega, momentos como esses, se tornam místicos e diferenciados pelo simples fato de serem vividos em plena comunhão com as pessoas e com a natureza.
Trilha do Castelinho em Petrópolis
Quando eu era criança, sempre ouvia histórias de que a floresta era um lugar mágico e repleto de seres mágicos, um lugar, muita das vezes misterioso e perigoso, levando muitos a se perderem e nunca mais voltarem. Hoje, continuo acreditando em tudo isso, apenas com um olhar diferente. Acho que não existe nada mais mágico do que a natureza, e poder encontrar indivíduos que dividam essa paixão com você, é fantástico!  Minhas maiores e melhores experiências sobre coletividade, empatia, cuidado, responsabilidade, limite e respeito, sempre tiveram a natureza como plano central. A primeira coisa que me chama muita atenção quando estou em alguma trilha é a quantidade de ”bom dia”, ”boa tarde” e ” boa noite” que digo para os que estão chegando ou saindo dela. Eu posso nunca ter visto e nem ter a chance de conhecer aquelas pessoas, mas todos que estão naquele ambiente, estão em busca de algo muito parecido, algo que provavelmente não encontraram no trabalho, em casa, nas boates ou em qualquer outro lugar. E esse algo está muito mais ligado ao espírito do que ao corpo! Já encontrei crianças, idosos, adultos, jovens, pessoas com mais peso ou menos peso, pessoas procurando a natureza para curar alguma dor ou simplesmente buscando se conectar com algo maior do que elas mesmas. Enfim, as motivações são várias, mas a conexão é sempre a mesma.

Trilha do Castelinho em PetrópolisTrilha do Castelinho em Petrópolis

Em trilhas e acampamentos, a noção do ”Eu” e do ”Meu” não existem. No lugar disso, entra a noção de ”Nós” e ”Nosso”. E acho que por isso, quero estar sempre perto de situações assim, porque são essas situações que me colocam á prova e me fazem revisar tudo que fui, que sou e que pretendo ser! são elas que me fazem sair da minha zona de conforto física, mental e emocional.

São elas que me fazem enxergar além do ‘’eu’’ e do ‘’meu’’ para o ‘’nós’’ e o ‘’nosso’’. E isso pode ser muito fácil na teoria, mas é na prática que nos deparamos com a complexidade que é tentarmos sermos melhores para nós e para os outros. Talvez seja um exercício para uma vida inteira, ou algumas vidas! Nunca estaremos completos ou com a bagagem cheia demais. Sempre existe uma lição na próxima curva. E uma grande lição que ficou marcada nesta trilha do Castelinho, foi o quanto o inesperado pode fazer tudo mudar em questões de segundos em nossas vidas.

Subimos a trilha no sábado para voltar no domingo na parte da tarde. Eu, como tinha uma viagem marcada, precisei descer a trilha pela manhã. Já estava caminhando para a saída quando fomos surpreendidos com um pedido de uma corda para ajudar uma pessoa a sair de um buraco de 20 metros no qual tinha caído. Eu e Tom voltamos para o acampamento para avisar os outros. No grupo que eu estava, três dos meus amigos, além de instrutores de rapel, eram do grupo de Resgate Petrópolis. Além de terem a corda, tinham todo o equipamento para descerem em segurança e tentarem fazer o salvamento. Foi uma situação bastante inusitada.

Além da preocupação da família, nós, que estávamos apenas acampando por lá, também sentimos, mesmo que de forma diferente, a angústia da espera. Mesmo não conhecendo o Eduardo antes ( o senhor que caiu), todos que ali se encontravam, vibravam uma mesma frequência. E isso me faz pensar em duas coisas: A primeira é o que citei no começo do texto sobre a floresta ter seus perigos. E realmente têm! Percebi o quanto um simples passeio ou um simples encontro com os amigos em meio a natureza, podem ter seus imprevistos, e do quanto é importante estar preparado mesmo que minimamente para caso aconteça. Por sorte, os meninos sabiam o que fazer e tudo correu bem. A segunda coisa (também citada no começo), é sobre essa mágica, essa sacralidade que rodeia ambientes naturais, e do quanto isso influencia nas atitudes das pessoas.

Parece que voltamos aos instintos primitivos e não medimos esforços para colocar os nossos como prioridade. Como não medimos esforços para proteger a barraca das intempéries, racionar a comida e a água para durar e suprir a todos, não medimos esforços para ver o outro tão bem ou melhor que nós mesmos, nunca pior. E parece que nos dias de hoje, atitudes assim não são mais instintivas, elas simplesmente são escolhidas por aqueles que ainda conseguem ver o próximo como a si mesmos. Sobre o próprio resgate: estávamos em um momento de lazer entre amigos, e mesmo os meninos sendo treinados para situações como essa, a maioria tinha idade para serem netos do seu Eduardo. Não que a idade seja um medidor de caráter, mas é sempre uma grande responsabilidade assumir a vida do outro! É sempre uma grande responsabilidade confiar e acreditar no outro, principalmente (como nesse caso) quando o outro é um desconhecido. E esse acontecido, me ensinou muito sobre agir mais por instinto e menos por convenção.

Poderíamos ter chamado os bombeiros ou não termos nos envolvido. Isso aliviaria a nossa responsabilidade e aumentaria o sofrimento da família e do próprio Eduardo. Então, foi simplesmente uma questão de escolha. E esse tipo de escolha, em situações perigosas e difíceis, dizem muito sobre nós e como nos portamos diante da própria vida! Diz muito sobre o tipo de caminho que decidimos trilhar nesta eterna jornada, sobre o tipo de conexão que fazemos com o mundo e com todos os seres vivos. Diz sobre o tipo de mágica que resolvemos acreditar mesmo não sendo mais crianças.

Enfim, esse tipo de escolha, me faz lembrar do quanto somos seres de luz, e do quanto podemos SER luz para todos. Não precisamos esperar uma situação extrema para nos darmos conta do quanto a vida é frágil e do quanto os pequenos momentos são importantes. Foi realmente uma grande lição que aprendi sobre esse incrível dom que todos possuímos: O dom de sermos anjos na vida do próximo, de salvarmos o próximo de muitas formas. Só me restam agradecimentos á vida por me proporcionar experiências como essa. Agradeço aos amigos, que sempre fecham em todas as aventuras sem medo do desconhecido, e agradeço, de maneira muito especial, aos amigos Matheus, Tom e Jefferson que fizeram o resgate do Eduardo, que se encontra bem e apenas ralou o corpo. Agradeço a essa equipe maravilhosa, que ‘’coincidentemente’’ se chama Anjos Radicas. Agradeço, por em tão pouco tempo, me ensinarem tanto. Por terem me proporcionado assistir a mágica da vida e das boas ações afetarem tantas outras vidas! Obrigada a todos, e até a próxima estrada!

 

Agradecimentos e muita gratidão!

Equipe  Anjos  Radicais e amigos.


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Brasil

Qual é a trilha mais bonita do Brasil?

M.A. Way

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O Brasil é cheio de paisagens exuberantes. Cada canto deste país tem sua beleza e isso é indiscutível.  Mas e no quesito trilhas e travessias, qual a trilha/travessia mais bonita do Brasil na sua opinião? Qual é a trilha mais bonita do Brasil?

O meu voto vai para a Travessia Petrópolis x Teresópolis, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro!  Aqui você encontra informações para planejar sua aventura por lá e também o relato da nossa travessia.

Acompanhe nossas aventuras no Instagram

No nosso blog você encontra dicas, informações e fotos para planejar a sua próxima aventura  www.mawaybr.com


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Brasil

Conheça 5 destinos de inverno pouco conhecidos no Rio de Janeiro

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Chegando aquele frio do meio do ano, é hora de arrumar a mochila, o cobertor, o cachecol e partir para a Serra. Neste post, separamos 5 excelentes dicas de destinos de inverno pouco conhecidos no Rio de Janeiro e naquele padrão ecodurismo, ou seja, gastando bem pouquinho. E quem disse que não rola curtir o frio numa cidade legal sem precisar gastar fortunas? Pois bem, se liga nas opções abaixo e já prepare a mala. Vamos lá?

1. Serrinha do Alambari

Quando se pensa em destino de inverno no Rio de Janeiro, muita gente lembra de Penedo e Visconde de Mauá. De fato, essas duas cidades são bem famosas e costumam receber bastante gente nessa época do ano. Porém, muita gente não sabe que, entre as duas famosas vilas, existe uma serrinha de terra sem saída, chamada Serrinha do Alambari. O local é ideal para quem curte natureza, cachoeiras e sossego.

A cidade sequer conta com um centro, apenas uma pequena praça com poucos restaurantes e pizzaria. Os principais atrativos são as cachoeiras (a maior parte localizada dentro do Camping Clube do Brasil) e a Pedra Sonora. O poço do Dinossauro e o do Céu, são duas paradas obrigatórias por lá.

Além de campings, tem opção de pousadas a partir de R$ 150…

2. São Pedro da Serra

São Pedro da Serra é outro cantinho especial para curtir o inverno no Rio de Janeiro.  Fica na região de Friburgo, próximo a Lumiar. A cidade é bem simples e pequena, mas conta com boas opções de hospedagem e restaurantes rústicos. A diversão fica por conta de trilhas, cachoeiras e montanhas que têm por lá. Lugar ideal para umas noites românticas, sossegadas e sem muita gente.

3. Sana

Quem nunca foi ao Sana, precisa conhecer urgente. Uma cidade no meio de um imenso vale verde, com morros e cachoeiras incríveis. Seu centro histórico conta com pequenos comércios, bares e restaurantes. Com um ar meio hippie, a cidade transpira aquela sensação de paz e amor. À noite, é possível curtir um forro pé de serra ou um reggae no centro ou nos campings, mais isolados. Quem curte fazer trilhas, a pedida é a pedra do Peito do Pombo, localizada na parte mais alta de um dos morros da cidade.

 

A cidade faz parte da região serrana de Macaé e é um dos destinos de inverno pouco conhecidos no Rio de Janeiro. Se quiser conhecer mais, leia também nosso artigo sobre a cidade, que fizemos quando passamos por lá.

4. Aldeia Velha

 Ali perto do Sana também, existe uma cidadezinha chamada Aldeia Velha, no município de Silva Jardim. É menor ainda que sua vizinha, e seu centrinho conta com uma estrutura ainda mais rustica. Porém, os encantos e belezas naturais são do mesmo nível. A região conta com diversas cachoeiras e trilhas para quem curte contato com a natureza. À noite também é possível curtir um show de forro ou, se preferir, aproveitar os bares locais.

5. Sumidouro

Sumidouro é mais um destino de inverno pouco conhecido no Rio de Janeiro. Também fica bem próximo a cidade de Nova Friburgo. Para quem curte aquele clima de roça, o lugar é ideal. São fazendas antigas, alambiques e engenhos espalhados pelo vasto vale verde. Uma boa pedida para quem quer visitar a região, é fazer o caminho até a Cachoeira Conde D”eu, a maior queda de todo o estado do Rio. No trajeto, é possível percorrer tuneis desativados e vislumbrar a paisagem local. Pode fazer de carro, a pé ou de bike.

Essas foram 5 dicas de destinos de inverno pouco conhecidos no Rio de Janeiro. E aí, vamos partir para qual deles?

Curtiu o post? Conhece mais algum destino para curtir o friozinho? Deixe sua dica nos comentários.


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12 passeios baratos para fazer em Paraty

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Lugares baratos em Paraty, Guichê Virtual

Viajar para Paraty é como viajar no tempo! A cidade proporciona uma experiência incrível de contato com a cultura popular do nosso país e com a natureza em sua forma mais espetacular. Além de tudo o que há para ver, a hospitalidade deixa um gostinho de quero mais! Para te ajudar no roteiro (econômico!), o Blog do Guichê Virtual selecionou 12 passeios baratos em Paraty.

Se você gosta de passeios que te aproximem da natureza, não vão faltar opções. Paraty é cercada por praias e boas porções de mata atlântica preservada. Também tem muita cachoeira! Se você gosta de passeios mais culturais e históricos, a cidade também é um prato cheio, com seu Centro Histórico e sua programação extensa de festivais.

É um destino eclético, que agrada a todos e que, certamente, você também vai querer conhecer para fazer esses passeios baratos em Paraty! Confira os passeios baratos em Paraty que listamos, a maioria de graça ou quase isso!

1. Aproveitar o tour de graça pelo Centro

Passeios baratos em Paraty, Guichê Virtual

Paraty, RJ | Foto: Banco de imagens

Conhecer Paraty em um passeio a pé pode lhe render boas histórias! O passeio pelo Centro Histórico da cidade, promovido pela Free Walker Tour, mostra alguns segredos, curiosidades e lugares pouco conhecidos em Paraty. É uma ótima forma de conhecer melhor o centrinho charmoso de uma maneira barata.

O free walking tour acontece todos os dias, exceto às quartas-feiras, às 10h30 em português e às 17h em inglês. O valor pelo tour? Você quem escolhe! Não há nenhuma taxa explícita, você contribui com o que pode. 

2. Caminhar pelo Centro Histórico

Falando em centro histórico, por que não passear por lá, sem pressa e sem roteiro? Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, o Centro Histórico de Paraty foi construído entre os séculos 17 e 19. Por todo o lado, você encontra casarões coloniais e igrejas, em sua maioria, em boa conservação. Muitos dos sobrados que estão pelas ruas do centro, que mantém seu calçamento em pedra, são ocupados por bares, restaurantes, pousadas e lojinhas de artesanato.

Você passa, tranquilamente, dois dias passeando pelo Centro Histórico, explorando tudo que ele tem a oferecer. Há intervenções artísticas pelas ruas, muitas lojas para explorar e bons locais para comer – desde opções mais baratas até as mais “gourmetizadas”. Você quem escolhe, mas o passeio é garantido e o melhor: gratuito!

3. Subir até o Forte Defensor Perpétuo

Passeios baratos em Paraty, Guichê Virtual

Forte Defensor Perpétuo | Foto: Banco de imagens

Este é um lugar histórico de Paraty e que oferece uma das mais belas vistas da cidade e de sua baía. Construído em 1822, o local abrigou o primeiro povoado de Paraty, antes do município descer para onde hoje está o Centro Histórico. O Forte também protegeu a cidade em meio ao processo de independência do Brasil.

Atualmente, o prédio tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), preserva uma área com a Casa do Comandante, a ala do Quartel da Tropa e o Quartel dos Inferiores. Também há um pequeno museu com peças que remontam à história de Paraty.

Esse é mais um dos passeios baratos em Paraty, já que a entrada é gratuita. Para conhecer o lugar, basta subir um morro a pé, numa caminhada agradável, cercada de mata.

Mais informações:

Museu Forte Defensor Perpétuo 
Endereço: Morro da Vila Velha, s/nº, Pontal, Paraty – RJ
Telefones: (24) 3373-1038 ou (24) 3371-8328

4. Curtir os (muitos) festivais que a cidade oferece

Apesar da calmaria que o cenário propõe, a cidade também conta com muitos momentos de agitação durante o ano. E esse é um dos passeios baratos em Paraty que você não pode perder!

Paraty tem uma extensa programação cultural de festivais, como o Bourbon Festival Paraty, um evento Internacional de jazz, blues e soul consolidado como um dos mais importantes do Brasil. Há ainda os festivais da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty, o Paraty em Foco e o Paraty Eco Festival.

Entretanto, o maior deles é a FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty. O evento reúne anualmente milhares de amantes da literatura e escritores de todo o mundo. Há atividades gratuitas e outras pagas. Im-per-dí-vel!

5. Experimentar as cachaças de Paraty

Passeios baratos em Paraty, Guichê Virtual

Cachaças, Paraty | Foto: Banco de imagens

Paraty foi a mais importante região produtora de cachaça no Brasil Colônia. A importância da bebida para Paraty foi tão grande que, no século XVIII, o nome da cidade virou sinônimo da bebida naquela época. Paraty já teve mais de 100 alambiques, hoje conta com apenas 7 em funcionamento.

Se você tiver curiosidade, pode fazer uma visita nos alambiques locais, como também apenas apreciar as bebidas em bares e restaurantes por toda a cidade. Certamente é um dos passeios baratos em Paraty!

Saiba mais sobre cada uma das cachaças produzidas artesanalmente por lá:

Cachaça Pedra Branca
Cachaça Engenho D’Ouro
Cachaça Coqueiro
Cachaça Corisco
Cachaça Maria Izabel
Cachaça Paratiana e Mulatinha
Cachaça Maré Cheia

6. Dar um pulo em Trindade

Passeios baratos em Paraty, Guichê Virtual

Trindade, RJ | Foto: Banco de imagens

Não deixe de visitar Trindade, uma vila caiçara localizada a cerca de 30 km do trevo de Paraty, dentro de uma área de proteção ambiental. Trindade é um dos destinos mais visitados do município e também uma ótima opção entre os passeios baratos em Paraty.

A vila conserva ares rústicos e é considerada um reduto hippie no estado do Rio de Janeiro. Tem como moradores artistas, pescadores e caiçaras que hoje vivem do turismo, além dos estrangeiros que decidiram largar tudo e se mudar para lá para viver mais próximo da natureza, em um ambiente mais “paz e amor”.

Em geral, as hospedagens são baratas, com opções de pousadas e campings super acessíveis. Exatamente por ter um clima mais rústico, Trindade oferece boas opções também de refeições, com valores justos.

Uma das atrações imperdíveis em Trindade é a Piscina Natural Caixa d’Aço, que tem águas claríssimas, cheias de peixinhos. O lugar é ideal para mergulho ou flutuação com snorkel! Não se paga nada para conhecer o local, a menos que você queira visitá-lo em um passeio de barco. Se quiser ir sem gastar nadinha, é preciso fazer duas pequenas trilhas, que não exigem muito do visitante, passando pela Praia do Meio e pela Praia do Cachadaço.

Como chegar de ônibus para passeios baratos em Paraty

A empresa de ônibus Rodoviário Oceano disponibiliza passagens de ônibus online para Paraty, com saídas de Ubatuba, Guaratinguetá e Taubaté

Continue lendo sobre os passeios em Paraty no Blog do Guichê Virtual. Clique aqui.


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8 passeios fantásticos pelo Sudeste

Mochileiros.com

Publicado

em


Por Guilherme da Luz*

O Sudeste brasileiro é um lugar incrível para conhecer e aqui selecionei alguns passeios fantásticos e que valem a pena se fazer. Confira a lista e inclua-os em sua programação.
Quando falamos da região Sudeste do Brasil, logo nos vêm à cabeça que é a região mais populosa do país. Porém, os quatro estados que formam a região, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, merecem destaque por suas atrações.
Selecionei aqui alguns lugares para você conhecer, que fogem do roteiro comum. Confira a lista de passeios fantásticos para incluir em seu roteiro.

Vista do Morro da Urca – Rio de Janeiro | Foto sob licença Creative Commons.

O que visitar na região Sudeste do Brasil

A região Sudeste do Brasil possui cerca de 927,286,2 km e tem muitas atrações para seus visitantes. Confira uma lista com 8 passeios fantásticos pelo Sudeste e prepare o sue roteiro:

1-  Aldeias indígenas – São Paulo

No extremo sul da cidade de São Paulo está a terra indígena Tenondé Porã, da etnia Guarani mbiá. Na imagem, crianças da etnia | Foto: Tatiana Sapateiro/CC BY 2.0

Para fugir do agito da cidade grande, que tal conhecer as aldeias indígenas próximas a São Paulo? Excelentes opções de passeios, três aldeias estão a apenas 40 km do centro, localizadas no extremo sul da cidade, e oferecem cachoeiras, mananciais e rica fauna e flora.
É possível chegar ao local por transporte público ou de carro. Porém os passeios são organizados, já que passa por diversos projetos de preservação. Você vai adorar conhecer o lugar, que é um dos passeios fantásticos na capital paulista.

2- Pedra Azul – Espírito Santo

Parque Pedra Azul – Domingos Martins – Espírito Santo | Foto: Argeone Herbst/Mtur

Para fugir um pouco das praias, que tal explorar as montanhas? A Pedra Azul é uma excelente referência e você vai adorar essa experiência. Localizado em Domingos Martins, o Parque Estadual da Pedra Azul possui a famosa formação rochosa (Pedra Azul).
O circuito de subida é realizado por trilhas curtas ou longas, a pé ou por bike elétrica, passando por formações rochosas com líquens que mudam de cor, conforme a posição do sol. Ao chegar ao topo, a caminhada compensa devido a vista incrível e piscinas de água natural. Aproveite para fazer um rafting no Rio Jucu.

3- Mirante Dona Marta – Rio de Janeiro

Vista parcial do mirante | Foto sob licença Creative Commons.

Com mais de 350 metros de altura, o mirante é um dos lugares mais incríveis e procurados por turistas. Do alto é possível apreciar uma vista panorâmica de belas áreas da cidade, contemplando vários dos cartões-postais mais incríveis do Rio de Janeiro. Entre eles, a Lagoa Rodrigo de Freitas, Corcovado, Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar.
É possível chegar ao mirante a pé (de bike, moto ou carro) por exemplo, a partir dos bairros de Santa Teresa ou Cosme Velho e também a pé, via o Morro Dona Marta que fica no topo da favela Santa Marta. Você pode aproveitar para fazer um favela tour no Rio de Janeiro enquanto sobe o morro para pegar a trilha com acesso ao mirante e conhecer a vida dos moradores na comunidade Santa Marta e os diversos projetos por lá. Aprecie as vistas fascinantes da trilha que dura cerca de 30 a 50 minutos de caminhada. Não perca essa oportunidade!

4-  Vale Encantado, Parque Nacional do Caparaó – Espírito Santo/Minas Gerais

Cachoeira Bonita | Foto: Igor Tibiriçá Mendes/Creative commons.

O Caparaó é um dos lugares mais incríveis do Brasil, considerado um dos ícones do montanhismo no país, já que abriga o Pico da Bandeira, terceiro ponto mais alto brasileiro.
O Vale Encantado é uma das atrações mais buscadas por turistas e possui um poço de águas naturais, formado perto de grandes paredões, proporcionando uma vista imperdível. Aproveite os mais de 32 mil hectares e escolha um trajeto com a dificuldade, extensão e estilo que desejar.

5- Floresta da Tijuca – Rio de Janeiro

Estrada das Paineiras, no Parque Nacional da Tijuca | Foto: Silnei L Andrade/Mochileiros.com

Visitar a maior floresta urbana é um dos passeios fantásticos pelo Rio de Janeiro e você vai ter contato com diversas espécies da fauna e flora brasileira. Ela está localizada, oficialmente, no Parque Nacional da Tijuca e oferece diversas atrações, como Mirante Excelsior, Cascatinha Taunay, Barracão, Capela Mayrink, Gruta de Paulo e Virgínia, Açude da solidão, Lago das Fadas e Vista Chinesa. Não perca essa chance!

6- Pavilhão Japonês – São Paulo

Foto: Divulgação/Bunkyo.org.br

Para quem deseja fazer um passeio diferente e agradável ao visitar São Paulo, esse é um ótimo passeio. Localizado dentro do Parque Ibirapuera, é uma construção inspirada no Palácio Katsura, Quioto. O local foi um “presente” da colônia japonesa à cidade, em seu quarto centenário.
O lugar é agradável, com jardim cheio de árvores japonesas, lago com carpas coloridas e sala de chá. As visitas podem ser feitas de terça a domingo, das 9h às 17h.

7- Jardim Botânico – Rio de Janeiro

Área do Jardim Botânico | Foto: Claudia Severo de Almeida/Mochileiros.com

Depois de conhecer os atrativos da Cidade Maravilhosa, que tal relaxar e curtir um pouco mais de natureza? O jardim botânico é uma excelente opção para caminhada ao ar livre, belas fotos e apreciar mais de 8 mil espécies de árvores nativas e plantas de quase todas as partes do mundo.
O local ainda oferece o Jardim Japonês, orquidário e estufas de bromélias, bem como locais para as crianças, como labirinto, playground, área de piquenique, entre outros.

8- Solo Sagrado – São Paulo

Foto: Divulgação/Messianica.org.br

Se você está visitando a capital paulista, não pode deixar de conhecer um lugar diferente de toda a cidade, mas que merece a sua visita. O Solo Sagrado é um local para quem curte as belezas da natureza.
Construído em 1945, ele é conhecido como o “paraíso terrestre”, já que reflete o “mundo ideal” em seus mais de 300 mil metros quadrados construído às margens da Represa de Guarapiranga. Os visitantes encantam-se com os jardins com paisagismo, espaço para caminhada, diversas espécies de árvores e cachoeiras artificiais.
Está localizado no Jardim Casa Grande, a entrada é gratuita e para grupos é preciso fazer agendamento.

Então, gostou da lista de passeios fantásticos pelo Sudeste? Conhece outros que merecem estar na lista? Deixe nos comentários!

*Guilherme da Luz é redator publicitário e um louco por viagem


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O perigoso ato de estagnar!

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Hoje faz exatamente uma semana em que vivenciei uma grande experiência de vida! Não apenas de superação física, mas, principalmente de superação mental. Fui acampar na Praia do Perigoso, localizada na  Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Essa praia é uma das 5 praias da cidade carioca considerada selvagem. Ao todo são 1,5 km por dentro da vegetação da Mata Atlântica. E lá fomos nós, levando uma bagagem super leve!

Foto: Arquivo pessoal.

Cada trilha/viagem, possui suas particularidades e aprendizados, e essa não foi diferente. A beleza dos locais que visitei sempre foram incríveis, mas, além de todos os fatores externos, o que mais me encanta e complementa todas as lições que adquiro, são as pessoas com quem compartilho esses momentos. Além dos perrengues e das risadas, algumas experiências e seus significados se tornam muito mais fortes em viagens. Como o lance da proteção, do cuidado, da preocupação que temos uns com os outros, do simples ato de racionar a comida ou a água em prol do coletivo. Sei que são coisas aparentemente bobas ou rotineiras, mas eu, nem sempre consigo vivenciar essa rotina na minha vida. Então, essas situações, onde atos como esses se afloram mais rapidamente,  possuem um valor inestimável em meu caminho. Além é claro, de cada história única que surge em uma trip, é sempre motivo de gratidão relembrar desses momentos!

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Depois de muito violão, conversas em frente á fogueira, risadas e muitas histórias, domingo acordamos cedo para fazer o Rapel na Pedra da Tartaruga. Este recanto famoso situa-se em frente á Praia do Perigoso.  O rapel é de aproximadamente 45m. Agora entra propriamente a parte da superação, mas principalmente da confiança em si e nos outros.  Todos temos nossos traumas, inseguranças e muitos medos. Eu não sou diferente!  Eu fui acampar, mas no fundo não sabia se iria ter coragem para fazer o rapel ( que era o ápice do final de semana). Pensei em desistir algumas vezes sem nem ao menos ter visto a altura do que me aguardava. E isso é um erro, pois sofrer por antecipação e limitar sua própria mente, acaba também, limitando toda a sua energia e potencial, que ás vezes, você só descobre que têm, em momentos de escolhas ”extremas”.  Falei da confiança acima, porque  eu só consegui superar minha limitação (muita mais mental do que física), com a ajuda daqueles que trilharam essa escolha comigo. Sem o apoio psicológico dos instrutores e dos que também desceram a pedra, sozinha eu não teria saído nem de casa. Gratidão infinita por cada frase do tipo: ” Pensa pelo lado bom Larissa, se você morrer, pelo menos vai morrer fazendo algo incrível”, ou ” Fica calma, não pensa, se for pra morrer é melhor morrer sorrindo”.  Por incrível que pareça, foram essas frases que me fizeram seguir adiante. Sei que teve toda uma seriedade também, mas essas frases me impactaram e me fizeram ver a verdade que existe nelas, por mais que na hora, elas eram a única coisa que eu não queria escutar, ainda mais com a palavra morte no meio hahahaha. Sei que a sensação foi inexplicável, eu nunca me senti tão viva! Depois que o rapel passou para o negativo,( quando não há contato dos pés com a parede, chamamos de rapel negativo) e eu vi a imensidão a minha volta, admito que até pensei: ” E se der algo errado e eu morrer aqui e agora”?  Mas foi um pensamento rápido demais, não deu tempo dele se instalar na minha cabeça porque era tudo mundo lindo e tudo muito vivo! Eu só conseguia sentir gratidão. Gratidão pela experiência, pelas pessoas que viveram ela comigo, pelas minhas escolhas terem me levado até aquele momento. Gratidão por estar dando pequenos passos em busca do que acredito, e, principalmente, gratidão por não me deixar estagnar pela tirania do tempo ou de qualquer outro tipo fator limitante. Ainda não estou aonde gostaria de estar, ainda não mudei e melhorei tudo que eu preciso mudar e melhorar, mas o que as viagens e as pessoas me ensinam, é que o caminhar é mais importante que o caminho, que ver é diferente de enxergar  e que, o lindo da vida são as inconstâncias e mudanças na jornada! Um agradecimento especial a equipe Anjos Radicais pelo trabalho lindo que realizam. Muita gratidão a essa aventura e a tudo que aprendi. Até a próxima estrada!

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.


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