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Egito: 3 Lugares incríveis fora do roteiro convencional.

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Olá galera, vamos falar do Egito? Mas desta vez quero destacar 3 lugares deste país incrível que está fora dos roteiros tradicionais.

Então, vamos lá…

Não tem jeito, quando pensamos no Egito a primeira coisa que vem a nossa mente são as pirâmides, e para muita gente este país tão incrível e diferente se resume a elas, mas além de história, pirâmides e templos o Egito tem um mar incrivelmente azul, belas montanhas e desertos com dunas gigantes.

Fora dos roteiros convencionais quero apresentar três lugares que além de surpreenderem com sua beleza te farão entender ainda mais a cultura do país.

Primeiro: Oásis de Siwa – Uma ilha de vida no meio do Saara.

Distante a 850 km de Cairo, já na divisa com a Líbia, Siwa é uma cidade em um oásis, rodeada por lagoas com alta concentração de sal e pelo deserto do Saara. Aqui você pode fazer passeio de bug pelas dunas, e admirar o belo pôr do sol no meio do deserto em cima de suas dunas gigantes, paisagem de filme mesmo.
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Foto: Flutuação nas lagoas de sal.

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Foto: Sand board, passeio de bug e por do sol inesquecível no meio do Saara.

Em um oásis, é claro que há água, e para refrescar do sol do deserto há belas lagoas de água doce e poços de água cristalina, um dos poços inclusive é o poço da Cleópatra, o preferido da antiga famosa figura egípcia, que costumava banhar-se em suas água, interessante, não?

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Foto: Banho em um oásis no meio do Saara.

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Foto: Mergulho na famosa piscina da Cleópatra.

Siwa, também foi lugar de história. Aqui foi onde Alexandre, o Grande foi coroado e há o monte dos Mortos um local estão sepultadas figuras ilustres e de onde temos uma bela vista para o Oásis.

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Foto: Monte dos mortos e a bela vista para Siwa.

E o melhor, aqui estão as tâmaras mais gostosas do Egito e realmente são demais.

Mais fotos e roteiro completo de Siwa no Blog: Aqui.

Segundo: O Monte Sinai – A trilha de Moisés.

Na península de Sinai, região de Santa Catarina está o pico mais alto do país, o Monte Sinai, sim, este mesmo! Onde Moisés recebeu os 10 mandamentos.

E você pode subir até seu topo junto a um beduíno, exótico, não?

O tradicional é subir o Monte Sinai para ver o dia nascer, uma cena que irá entrar na sua mente para sempre.

A caminhada começa a meia noite, sob um céu incrivelmente estrelado, uma trilha cansativa devido o ar rarefeito da altitude, mas feita neste horário sem sol, se torna mais tranquila, assim digamos. Quando chegamos próximos ao pico, paramos para descansar em uma tenda e se proteger do frio, e um pouco antes do amanhecer concluímos a subida.

Ao ver o espetáculo daquela enorme bola de fogo subindo entre as montanhas faz todo este esforço valer a pena.

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Foto: Amanhecer no Monte Sinai.

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Foto: no topo do Egito.

Mais fotos e roteiro completo de Siwa no Blog: Aqui.

Terceiro: Dahab – Os incríveis tons de azul do mar vermelho.

Sim!! Egito também é lugar de praia, e o mar vermelho é de um azul incrível.

Nesta pequena cidade ao lado do mais famoso balneário egípcio Sharm El Sheikh está uma atração chamado Blue Hole, um circulo de coral próximo a orla da praia de uma profundidades assustadora.

Para deixar esta lugar na divisa com a Arábia Saudita inesquecível, você chegará nele em cima de um dromedário.

Em Dahab, além de muita vida marinha, peixinhos coloridos etc… aqui você fará um dos melhores snokel da sua vida.

Quando entramos no Blue hole a profundidade assunta, chega a dar um frio na barriga ao afundar na água e não ver o fundo do mar.

Muita vida marinha, e paisagens subaquática surpreenderes você encontrará aqui.

Por isso quando em pensar em Egito, pense direito e fuja do tradicional. Afinal, a lugares surpreendentes que pode estar de fora do basicão e fará sua viagem ainda mais especial.

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Foto: Passeio de Dromedário, ou camelo como chamam aqui.

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Foto: Mergulho no Blue Hole. 

Mais fotos e roteiro completo de Dahab: Aqui.

Quer mais Egito?

Lá no Blog tem mais de 10 roteiros do Egito completinhos para você: www.queromochilar.com.br

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África

11 lugares imperdíveis na capital da Namíbia

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Na minha viagem deixei Windhoek por último, afinal, já tinha visto deserto, safáris, tribos e agora queria mesmo era um pouco de movimento e cerveja, e isso, só mesmo a capital do país poderia oferecer.

Fiquei dois dias e duas noites aqui, e penso que foi o suficiente, tempo ideal para curtir a maioria das atrações e não ficar à toa na cidade.

As atrações aqui são na sua maioria culturais, e envolvem museus, praças, cervejarias e lojas, portanto vou listar neste artigo o que consegui fazer nestes dois dias, não na ordem, mas por categorias de atrações para facilitar seu entendimento.

 Mapa: Localização das principais atrações de 

ESTE POST É PARTE DO RELATO DO BLOG QUERO MOCHILAR.COM.BR, E NO POST ORIGINAL HÁ MAIS INFORMAÇÕES. NO BLOG TAMBÉM HÁ OUTROS ROTEIROS PARA NAMÍBIA. NÃO DEIXEM DE CONFERIR.

Falando um pouco sobre Windhoek…

Antes de chegar, ainda sobrevoando a região, não vemos nada, nem cidade, só deserto… e daí pensamos: “Nossa, não deve ter nada aqui”, mas você se engana com esse pensamento.

Windhoek, quando olhamos do centro, é uma cidade bem organizadinha, limpinha e até bem estruturada. Fui muito com a cara dela. Suas ruas são largas, sem lixo, o transito flui bem e é bem tranquilo de andar, uma realidade totalmente diferente dos arredores.

Foto: Centro de Windhoek.

Percebemos pobreza somente quando estamos nos afastando da área central, já nos arredores da cidade, dai chega a dar tristeza, nada muito diferente das nossas favelas no Brasil se pensarmos bem. Apesar que aqui, as casas destas áreas de ocupação não regulares, assim digamos, são feitas de alumínio. Penso que nos dias de sol forte, quase 100% do ano, deve ser insuportável ficar lá dentro.

Foto: As “favelas” de Windhoek. A capital esta rodeada delas.

Ambientado, vamos lá…

O QUE FAZER EM WINDHOEK?

Vou separar as atrações da cidade em grupos e colocá-las em uma sequência lógica para facilitar sua programação, ok?

Vamos lá…  quero começar falando primeiro do centro, sua rua principal e arredores.

GRUPO 01: Centro e Atrações principais.

1- Independence Avenue (Avenida Independência).

Nada diferente de um calçadão ou rua principal de uma capital, portanto, programe um tempo para andar, lanchar e comprar lembrancinhas na principal avenida da cidade. Aqui você irá encontrar de tudo.

Ahhh… cuidado neste passeio. Várias vezes que tirei meu celular para fotos me alertaram para ter cuidado.

Alguns pontos de interesse da região central:

1.1- Namibia Craft Center

Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 9h00 às 18h00. Sábado das 9h00 às 16h00 e domingo das 9h00 às 14h00.

Aqui são vendidos artesanatos, peças de arte, decoração e vestuário de toda a Namíbia.

Foto: Crafts shop.

Foto: Souvenirs comuns na Namíbia.

1.2- Bushman Art Gallery.

Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 9h00 às 18h00. Sábado das 9h00 às 16h00 e domingo das 9h00 às 14h00.

Esta é uma loja muito tradicional da cidade, com souvenirs de qualidade superior, porém mais caros. Ela é linda e vale a pena entrar nem se for para conhecer.

Um pouco de história…

Os bushman são um dos povos antigos da África ocidental. Na verdade eles ainda existem, porém em número bem reduzido. A palavra bushman, significa “homens do mato”, e hoje infelizmente é um termo usado de forma pejorativa no país.

Os Bushman eram grupos nômades no deserto do Kalahari (Namíbia) e entre a África do Sul, Angola, e Botswana, que viviam de coleta e pastoreio. Muito utilizados como mão de obra barata e até escrava, foram explorados por muitos anos, e a fama era de povo preguiçoso, mas o problema era que os Bushman eram pessoas de pequena estatura e frágeis, não muito aptos para trabalhos braçais, o que os possibilitou, por outro lado, se desenvolverem no artesanato.

Hoje sua arte é muito valorizada no país.

Foto: Os Bushman retratados na entrada da loja – Pertenciam a uma tribo de pequena estatura e não eram muito valorizados para trabalhos braçais por serem frágeis e pequenos.

Foto: A rica arte destes africanos.

1.3 – Post Street Mall e Town Square Mall

Próximo a Bushman Gallery há um calçadão, onde você pode passear percorrendo as feirinhas ao ar livre até chegar a um shopping bem grande e completo, onde você encontrará até supermercado para comprar seus petiscos, água e etc, tudo mais em conta.

Foto: Um monumento no meio do calçadão que vai até o shopping. Não sei o que é, mas achei legal… rs.

Foto: São inúmeras as feirinhas de ruas. Ótimas para comprar suas lembrancinhas – Claro, sempre depois de pechinchar muito… rs.

Foto: Interior do shopping.

Bem próximo aqui está a principal atração e símbolo da cidade.

2- Igreja Luterana Christuskirche

Horário de Funcionamento: Sem informações na internet.

Valor: Grátis.

A Igreja de Cristo, traduzindo no pé da letra, foi construída em 1907, com materiais importados da Alemanha e Itália, sendo o símbolos da arquitetura germânica na cidade que marcou os tempos em que o país foi invadido e colonizado pela Alemanha.

Duas curiosidades a cercam: A primeira é que as missas na igreja são celebradas em alemão e a segunda, que em seu interior há uma placa em bronze com o nome de soldados alemães mortos em batalhas contra a libertação da Namíbia – o que causa bastante desconforto na população local.

Foto: A beleza da arquitetura que é o símbolo da cidade.

Foto: Admirando…

Foto: O simples interior da igreja.

3- Parlamento da Namíbia

Horário de Funcionamento:  Fechado para o público.

Valor: Grátis – Jardins.

Bem próximo a igreja podemos caminhar mais um pouco e estaremos de frente ao parlamento da Namíbia, que apesar de fechado ao público, há um jardim em frente ao prédio e vale a pena a ida para umas fotos.

Foto: O parlamento da Namíbia.. É… Nada demais… rs.

Foto: Lembro que estava derretendo de calor neste dia… rs.

Foto: O Jardim do parlamento e a igreja logo alí ao fundo, no canto esquerdo da foto.

Conciliando neste mesmo passeio, aproveite para ir no museu que conta a história do país.

4- Museu da Independência .

Horário de Funcionamento:  Segunda a sexta das 9h00 às 17h00. Sábados e domingos das 10h00 às 17h00.

Valor: Grátis

Ainda colado no parlamento, aproveite para visitar o museu da independência. Aqui você vai encontrar a verdadeira historia do pais, seus heróis e acontecimentos. O museu é bem simples, mas interessante. Há poucos objetos e fotos e penso que poderia ter sido melhor explorado, mas vale a pena, ainda mais de graça… rs.

Foto: Fachada do museu – Um presente da Coreia do Norte.

Foto: Com Sam Nujoma – Este cara foi o presidente do país após sua independência em 1990, e permaneceu até 2005.

Sobre Sam Nujoma…

Filho de camponeses, este cara foi o primeiro presidente da Namíbia, tendo sido um dos grandes incentivadores de sua independência, em 1990, como líder da SWAPO (Organização dos Povos do Sudoeste Africano), que durante trinta anos travou uma batalha sem trégua contra a ocupação do regime minoritário sul-africano na época denominado de Apartheid.

Considerados por muitos como o pai da Namíbia e por outros como um lutador.

Foto: Eu e o amigo Jonas aprendendo um pouco de história.

Todas estas atrações podem ser visitadas em um único momento, e próximo a elas ainda estão alguns outros museus da cidade, o que quero aproveitar para falar um pouco.

GRUPO 02: Museus em Windhoek.

5- Galeria de Arte Nacional.

Horário de funcionamento: Segunda das 14h00 às 17h00. Terça a sexta: Das 8h00 às 17h00. Sábado 9h00 às 14h00 e fechado aos domingos.

Valor: Grátis

Esta é uma pequena galeria bem central na cidade, onde há uma exposição permanente de reconhecimento internacional que mostra a arte da Namíbia, África e Europa. A galeria também mostra arte local. Joe Madisia –  um artista – é o diretor do museu.

Não achei interessante pra falar a verdade, só recomendo entrar se estiver na frente ou amar arte.. eu não gosto de museus de arte, então, não sirvo de referência.. rs.

Foto: Entrada da galeria.

6- Museu Owela (História Natural).

Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 9h00 às 18h00. Sábado e domingo das 15h00 às 18h00.

Valor: A entrada é gratuita, mas pedem uma doação para uma instituição de caridade que ajuda portadores de HIV – Não custa ajudar.

Eu adorei este museu, aliás, adoro museus de história natural.

Simples, mas interessante. Indicado para aqueles que querem descobrir um pouco mais sobre a cultura da Namíbia.

O Museu Owela é bem central e aqui aprendemos sobre história natural e antropologia. O nome Owela vem de um jogo tradicional Africano. Grupos de pessoas são encontrados frequentemente fora do museu jogando o jogo na grande placa de pedra esculpida.

O museu mostra trechos da história natural da Namíbia e tem exibições interessantes e educacionais dos primeiros habitantes da África. 

Foto: Apesar deste entrada feia está cheio de coisas interessantes lá dentro… rs.

Foto: Muitos exemplares empalhados das aves do país.

Foto: Os felinos da Namíbia também estão aqui com toda sua história e biologia.

Foto: Até um leopardo e sua história de como ele veio parar aqui (atropelado).

Foto: Oportunidade de aprender sobre os povos da Namíbia.

Já um pouco mais afastado da região central está outro museu bem interessante.

7- Geological Survey Museum

Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 8h00 às 17h00.

Valor: Gratuito.

O Museu Nacional de Ciências da Terra no Serviço Geológico é o principal acervo de espécimes geológicos na Namíbia e abriga uma grande coleção de rochas, minerais e fósseis. Os depósitos minerais econômicos da Namíbia são representados por exibições de várias minas operacionais e prospectos de exploração. Achei bem interessante e valeu a visita.

Foto: Instrução de lapidação de diamantes. Há vários tipos de rochas em exposição, uma verdadeira aula de geologia.

Foto: Fósseis encontrados em pedras.

Foto: Os primeiros habitantes do país.

Foto: A história da evolução na Namíbia.

Foto: Há ossos de vários animais pré históricos.

Foto: Podemos até brincar de escavar um dinossauro… rs.

Observação: Como este museu foi difícil de achar até com GPS, vou deixar seu endereço: 6, Aviation Road. A entrada não tem cara de museu, e não há placas, com isso ficamos bem perdido, e só perguntando mesmo que o achamos. O GPS nos mandou para o fundo do prédio, mas não desistam, é bem interessante.

Agora que falei dos museus, vou falar das atrações que estão um pouco mais afastadas da cidade e que precisam de um pouco mais de planejamento para sua visita.

GRUPO 03: Atrações afastadas da cidade.

8– Heroe´s Acre – Monumento para os heróis.

Horário de funcionamento: Não encontrei as informações, mas sei que fecha cedo, ás 15h00.

Entrada: N$ 50 – R$ 13,50.

Um cemitério de gente importante, assim se resume este lugar.

O Acre dos Heróis é um memorial de guerra construído nas colinas desabitadas ao redor de Windhoek, a cerca de 10 km ao sul do centro. Inaugurado em 2002, este lugar tem como objetivo “fomentar” um espírito de patriotismo e nacionalismo e transmitir o legado às futuras gerações. Foi ideia do presidente Sam Nujoma, após uma visita ao Zimbabwe em 1997.

Foto: Entrada, onde paramos e pagamos a taxa.

Foto: O lugar é bem bonito, e lá do alto temos uma bela visão da paisagem. Observem que não há uma sombra… pior parte!

Foto: Várias pessoas importantes do país aqui repousam.

Foto: O Ex presidente e idealizador do monumento.

9- National Botanical Research Institute – Jardim Botânico

Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 8h00 às 17h00. Fechado nos finais de semana e feriados.

Entrada: Grátis.

Próximo ao Parlamento, mas não o suficiente para ir a pé, está o Jardim Botânico da cidade.

O lugar é bem simples, mas interessante. Ainda mais se você gosta de plantas e natureza. Aqui você irá encontrar principalmente varias espécies de plantas naturais de Namíbia.

Foto: Entrada do museu.

Foto: Um exemplar da Butter Tree – Planta típica do país.

Foto: Um jardim interno com várias plantas da África.

Foto: Você pode fazer uma pequena trilha por aqui, o difícil mesmo é animar de andar neste sol para só ver árvore seca… as vezes em outra época do ano seja melhor… rs.

Foto: Planta típica do deserto da Namíbia – Linda!!

10- Penduka Village.

Horário de funcionamento: Diariamente das 8h00 às 17h00.

Entrada: Gratuita.

Este é um lugar muito interessante e nem tanto turístico, e que recomendo muito conhecer. O Penduka é um projeto de empoderamento das mulheres criado na Namíbia com apoio da Holanda. Este projeto, busca a independência financeira das mulheres da região, para que assim, elas possam ter mais liberdade e poder de escolha, e não depender tanto de relacionamentos.

Foto: A simplicidade do prédio onde funciona este incrível projeto.

A Namíbia ainda é um país que não aceita muito bem mulheres trabalharem fora e serem independentes, e se forem mais bem sucedidas que seus maridos, isso é uma vergonha tão grande que gera até divórcio.

Segundo o que disse o Jonas, meu motorista, isso é inaceitável, e esta cheio de mulheres “poderosas” solteiras por esse motivo… estranho, não?

E tem gente que acha o Brasil machista ainda… rs.

Aqui você além de conhecer o projeto, poderá conversar com mulheres que trabalham por aqui, principalmente com pintura e artesanato.

Realmente gostei de conhecer, e não custa nada comprar uma lembrancinha para ajudá-las, não é mesmo?

Foto: Elas nos explicam com maior atenção sobre o projeto e seus produtos.

Foto: Até me arrisquei… rs.

Foto: Trabalham com várias sementes para fazer bijuterias.

11- Oshetu Market.

Horário de funcionamento: Não encontrei na internet.

Entrada: Gratuita.

É aqui que você vê realmente a alma da Namíbia!

Foto: Entrada – nada atrativa, mas há um show de cultura lá dentro te esperando.

Nós brasileiros somos muito crítico em relação a limpeza e higiene, e para conhecer aqui, desapegue destes conceitos, abra sua mente e seja feliz. Nada de observar as moscas, as carnes expostas (cabeças inteiras) e cheiros… rs, ok.

Comecei meu passeio por Windhoek por aqui e recomendo à você. Muito legal este “bagunção”.

Você encontrará neste mercado todas comidas típicas, as frutas, os insetos, as larvas e tudo mais que é apreciado na Namíbia. Aliás, até roupas você encontra aqui, entre outros serviços e acessórios.

Foto: Café da manhã.

Foto: Eu no meio desta infinidade de temperos, comidas e cheiros.

Foto: Vendedores não tão insistentes aqui… penso que sabem que turistas só querem mesmo fotos…

Foto: Larvas secas – Usadas para fazer um caldo, tipo uma sopa… vai encarar??

Foto: Peixes secos no sal – Também usados para fazer caldo.

O ponto máximo desta visita é o Kapana, que é um dos pratos típicos da Namíbia.

Para este prato, a carne (tida como a picanha deles… rs) é preparada em uma churrasqueira com as próprias mãos de seus churrasqueiros, que creio eu, que devem ter calos enormes para aguentar aquela “quentura” toda.. sua preparação chama muito a nossa atenção.

Foto: A preparação do prato principal.

Para acompanhar o prato, vai um vinagrete, tudo sai em torno de N$ 60 – R$ 16,20.

Foto: Preparação do vinagrete na hora – Muito rápido na habilidade com as facas.

Foto: No final fica assim. Se é bom? Comi só um pedaço de carne para experimentar, o tempero era ótimo, mas as 9h da manhã não consegui encarar…rs. Tá bom, confesso que não foi só isso… As carnes ao lado expostas sem proteção, as cabeças e etc ajudaram na decisão…rs.

 E assim, termino minhas dicas na Namíbia… Falando por último do lugar que mais gostei e que conheci primeiro.

Foram apenas 7 dias neste país, pouco tempo, mas intenso.

Continue lendo que ainda tem mais umas dicas…

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África

Etosha National Park – O maior e mais procurado safári da Namíbia

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Dia 16 11/09/2017

Neste dia saí cedo da visita a Tribo Himba e segui direto para o Etosha, onde pernoitaria.

No próprio caminho começamos a ver algumas placas de indicação para o parque, mas como Jonas (o motorista namibiano) não conhecia os outros campings e a estrada, optou por nos levar direto para o Anderson´s Gate, que dá  acesso ao Okaukuejo, o mais famoso campsite. A pista até lá é ótima e toda asfaltada.

Hoje se eu pudesse voltar no tempo, eu entraria no portão próximo a tribo Himba e cruzaria o parque até Okaukuejo, assim aproveitava a tarde fazendo safári com o carro próprio, já que esta modalidade é permitida.

Antes de começar a relatar a experiência, vou falar um pouco sobre como é o funcionamento e a estrutura do parque.

Este relato é parte do post do Blog Quero Mochilar,onde há mais informações, além de custos e dicas adicionais.

Etosha National Park

Foto: Estrutura do restaurante e as piscinas visto do alto da torre do parque.

1- Como funcionam os safáris?

1.1- Carro particular / self drive.

É possível, somente durante o dia, fazer o self drive.

Em relação as estradas internas são de terra, e estão em ótimas condições. Dá para andar até com carro baixo, sem risco de ficar atolado ou com pneu furado no meio da África… rs.

Esta é a opção escolhida por grande parte dos visitantes, pois não há custo extra e é bastante fácil. A outra grande vantagem é que você faz seu roteiro e seu tempo de parada para observação.

Só fiquem atento para respeitar os horários de abertura e fechamento dos portões. É proibido circular entre o pôr e o nascer do sol.

A desvantagem de um self drive é a comunicação, pois sem rádio e o conhecimento dos guias, ver animais é questão de sorte.

1.2- Safári em veículos oficiais do Parque – Game Drives.

Esse é o safári feito naqueles carros abertos que vemos nas imagens de safáris da África. E andar em um carro aberto e alto a sensação é outra, além do fato dos motoristas serem guias e terem rádios, pois com comunicação e experiência a visualização de animais é mais fácil.

Só nos games drives é possível circular pelo parque de manhã e a noite, outro ponto positivo.

2- Como é a estrutura do parque?

Há 6 acampamentos no parque, todos tem área de camping e apenas em um não há lodges (Olifantsrus).  Só conheci o Okaukuejo, e a estrutura é excelente: Há piscina, um ótimo restaurante, recepção bem organizada e até um mini mercado (tudo muito caro aqui) e lojas de souvenires.

2.1- Camping: A área do camping é bem estruturada, com chuveiros de água quente e acesso a todas as atrações do parque, como a piscina, restaurante e etc…

Etosha National Park

Foto: A área do camping e minha barraca vermelha e verde alí… rs.

2.2- Lodges: Quem quiser um pouco mais de conforto, pode ficar em um dos lodges, que são tipos casinhas. A estrutura melhor custa bem mais ao seu bolso.

Agora vamos lá…

Parque Nacional Etosha.

Horário de funcionamento:  Diariamente. Em relação aos horários estes são vários ao longo do ano, pois a regra geral é que abrem ao nascer do sol e se fecham quando ele se põe.

Valor:

  • N$ 80 (R$ 21,60 ) – Diária Adulto – Menores de 16 anos não pagam.
  • N$ 10 (R$ 2,70 ) – Diária do carro.

Em relação aos valores do Game Drives:

  • Game Drives: Matutino (6h00) e durante à tarde (15h00) = N$ 550 (R$ 148,50).
  • Game Drive Noturno: N$ 660 ( R$ 178,20).

OBS:

  • Crianças menores que 6 anos são proibidas e entre 6 e 12 anos pagam metade do preço.
  • Há games drives nos campos: Okaukuejo, Halali e Namutoni

Duração dos games: 3 horas e cada pessoa tem direito a duas bebidas da sua escolha.

RELATO.

Chegamos em torno das 15h00 no Anderson´s gate – porta de entrada. Foram 3 horas de viagem desde a vila dos Himbas.

Entendidas as regras e pagas as taxas, seguimos rumo ao Okaukuejo campsite. O parque é todo cercado, com isso os animais não saem e dificultam a entrada de caçadores, principalmente os de rinocerontes.

Etosha National Park

Foto: Portaria Anderson´s Gate.

Da portaria até a entrada de Okaukuejo são 17 km de asfalto, e aqui mesmo já começa o safári, mostrando que este parque promete muita vida selvagem. Só neste trajeto vi zebras, gazelas, kudus e até girafas.

Etosha National Park

Foto: Zebra cruzando a estrada que liga o Anderson´s Gate ao Okaukuejo campsite.

Etosha National Park

Foto: Quase na entrada do campsite estavam estas lindas gazelas se espremendo na pequena sombra.

Chegando no campsite fiquei impressionado com a estrutura, que é muito boa e organizada. Fui primeiro direto na recepção fechar meus passeios, comprei o safári noturno, que ainda não tinha feito e o matutino, para ver o dia nascer e os animais bem agitados.

Etosha National Park

Foto: Entrada do campsite Okaukuejo – O principal e mais conhecido.

Etosha National Park

Foto: Essa torre está logo na entrada. Com acesso gratuito, lá do alto temos uma bela visão 360 graus do campsite.

Etosha National Park

Foto: Vista da entrada do alto da torre.

O restante da tarde fiquei curtindo a piscina, bebendo uma cerveja e conhecendo o campsite, não sabia até aquele momento, mas podíamos ter aproveitado esta parte da tarde para fazer self drive. Mas de certa forma foi bom também descansar e beber uma cerveja na beira da piscina.

Etosha National Park

Foto: Área das piscinas – Camping e lodges tem acessos.

Etosha National Park

Foto: De colonização alemã, a Namíbia é referência em cerveja. Vocês sabiam? Esta é uma das mais populares: Windhoek.

Etosha National Park

Foto: Outra das cervejas populares do país: Tafel.

SAFÁRI NOTURNO

As 20h00 eu já estava pronto e ansioso pelo que estava por vir. Fiz o safári junto com um grupo de americanos, que graças a Deus não era grande e nem faziam muito barulho.

Etosha National Park

Foto: Primeiro safári noturno da vida, mais um sonho realizado.

Logo que começou o passeio o frio já bateu, e o motorista providenciou uma coberta para cada um. Este dia dei bobeira e fui no último banco, e percebi que de lá era um pouco difícil de escutar o que o motorista falava. Uma pena, pois ele muito ensina sobre os animais e o Etosha.

De começo já vimos chacais, e não demorou muito para vermos leões. Dois machos, que estavam chamando um ao outro. Aquele som forte e alto, que só um rei pode fazer. Foi show ouví-los e vê-los de tão perto.

 Vídeo: Sons do Rei.

 

Etosha National Park

Foto: O rei da selva vai passar perto de nós. Que emoção!!

Etosha National Park

Foto: E lá estava ele agora, pertinho do nosso carro.

Neste trajeto vamos rumo as represas de água, pois todos sabem que onde há água, há vida. Pelo caminho cruzamos com várias gazelas e uma manada gigante de zebras que foi incrível de ver.

Etosha National Park

Foto: Gazelas – parecia até praga de tantas que tinha…rs.

Foto: Zebras.

Quando chegamos próximo a água a quantidade de animais era enorme e dai foi só apontar a câmera. Tinha de tudo: Elefantes, rinocerontes, mais leões e muito mais.

Foto: Leoas matando a sede.

Foto: Um rino e seu filhote fugindo das luzes.

Ainda durante este safári presenciamos leões com sua caça e os carniceiros só esperando a oportunidade para “petiscar” um pouquinho.

Foto: Cuidando do jantar.

Foto: Saíram para passear.

Foto: A caça sozinha- os chacais e hienas fizeram a festa. A gritaria foi enorme – Show de escutar.

Uma noite incrível, 3 horas de emoção na pele. Escutar os sons noturno da savana é inesquecível. Uma pena que fotos noturnas são mais difíceis, mas te garanto que vale muito a pena este safári.

Esta falta de possibilidade de boas fotos foi superada no outro dia… vamos lá que vou mostrar agora belas imagens para vocês.

Dia 17 – 12/09/2017

Ainda estava escuro, faltavam algumas horas para o dia nascer e de repente um som alto e nada familiar me acorda.

“O que é isso?” – Eu Penso.

Parei, me concentrei, e percebi que era um leão rugindo. Tão alto, tão próximo, que nem me incomodei de ter acordado. Agradeci pelo camping ser bem cercado, acreditei fielmente nisso e dormi mais um pouco, depois de escutar o suficiente e gravar bem aquele belo som na minha mente.

Às 6h00, ainda estava escuro quando parti para o Game Drive. Logo de cara já vimos um leão. Que privilégio, pensei! Estava com medo de não ver um leão de perto e de repente foi uma das primeiras coisas que vi…

Estava bem próximo ao acampamento e com certeza foi ele que me acordou.

Foto: Creio que este era um dos leões que rugiam durante o safári noturno.

Logo o dia começou a nascer e a vida começou a explodir diante dos meus olhos.

Foto: Mais um dia de sol escaldante na África.

Foto: Um Óryx nesta paisagem – Que foto, não?

Fomos em direção aos lagos novamente, mas agora era dia. Lá todos habitantes da savana se encontram para começar mais um dia.

Foto: Um Chacal e uma Gazela.

Foto: Vi vários deste pássaro interessante que não sei o nome. Eram grandes, do tamanho de garças.

Foto: Um parente africano do Quero Quero com certeza… rs.

Foto: Olha esse ninho que enorme! Há vários deles, e no fim da tarde entram vários pássaros aqui, eles se parecem com pardais.

Foto: Olha os moradores com as cabecinhas para fora.

Não consegui deixar de observar a flora também, com arbustos de folhas minúsculas, pequenas flores e bem espinhentos. Como os animais comem isso?… Segredos da natureza.

O que nos espera no Etosha?

Primeiro: Neste belo parque podemos ver 4 dos Big Five, que são os 5 animais mais temidos da África. Aqui só não encontramos o búfalo e eu não consegui ver leopardo, mas os outros três: Bingo!!

São eles:

1- Elefante: O maior mamífero terrestre pode ser visto no Etosha em pequenos ou grandes grupos.

2- Rinoceronte: Um belo animal muito ameaçado por caçadores que os matam para retirada dos chifres. Aqui é lar de duas espécies: o Rinoceronte negro e o branco. Tive oportunidade de ver uma mãe com um filhote no safári noturno e este bem escondido. Só não sei de qual espécie era… rs.

3- Leões: O rei da selva e não é a toa – são fascinantes e enormes. Tive muita sorte e vi muitos leões e leoas. E o mais incrível: O privilégio de vê-los se alimentando com sua caça.

Foto: Olha o olhar dela… estávamos pertinho.

Foto: Lindas e desconfiadas com nosso carro… Que medo!!!

Foto: Linda foto não??… Barriga cheia também… rs.

Foto: Enormes, ágeis e lindas… são elas as caçadores da savana.

Quando encontramos este leão degustando seu prêmio, que com certeza foram as leoas que capturaram, eu quase piro. Chegamos bem pertinho e ele nem se importou com a gente.

Foto: Olha o tamanho da pata deste belo jovem leão.

Foto: Pela sua concentração deve estar uma delícia…

 Vídeo: Leão se alimentando.

 

No Etosha a variedade de animais é enorme, e a quantidade de diferentes antílopes também. Aliás, são eles uma das opções de cardápio preferida dos felinos.

Óryx: Um belo e enorme antílope, que é o símbolo dos parques nacionais na Namíbia.

Foto: Fiquei encantado com a beleza deste bicho.

 Gazelas de Thomsom: Acho que todo mundo já conheceu a atriz principal do Discovery Channel, não é mesmo? Quase toda cena de caça ela é a protagonista. E além de esperta, pequena, ela é um belo animal viu… e há muitas delas, muitas mesmo.

Foto: Cruzamos com um rebanho enorme na estrada. Foi show!!

Dik Dik: Este é um dos menores cervos do continente africano, e não muito fácil de ser visto. Este sim, foi uma verdadeira sorte e um presente. Havia um casal, e este da foto é o macho.

Gnus: Outro dos protagonistas do Discovery pode ser visto aqui. Geralmente andam em grandes manadas, e não sei por que vi um só. Achava que pertenciam a família dos bovinos, mas não, é um antílope. Mesmo de longe, gostei de vê-lo pessoalmente livre e selvagem, e desta vez, não estava correndo para sobreviver como sempre vi na TV.

E no meio dos antílopes estava ela:

Girafa: Ainda podemos ver esta gigante andando com toda sua elegância. Um animal lindo, e realmente enorme.

Saindo dos antílopes, é claro que os carniceiros mais famosos do Discovery também estariam aqui. Estava receoso em sair da África sem ver uma hiena, mas no meu último dia do último safári, fui contemplado por sua presença.

 Hiena: Animal oportunista na maioria das vezes, por roubar a caça de outros animais, mas se engana quem pensa que ela também não caça. Dona de uma mordida das mais fortes do reino animal, o estômago deste animal aguenta tudo. Ela come até os ossos literalmente.

Foto: Do nada surgiu ela. Solitária e toda faceira com o rabo de alguém na boca…

Foto: Com certeza roubou de alguém este rabinho delicioso, e estava que corria para apreciá-lo antes que alguém a encontrasse.

Foto: Ela parece feia, mas eu fiquei encantado. Foi um dos animais que mais gostei de ter visto.

Chacal: Outro dos carniceiros que vemos aos montes são os chacais. Pequenos e ágeis, estavam sempre próximos aos leões.

Foto: Leões deram bobeira, eles correm para a carcaça mesmo… rs.

Foto: Os animais seguem suas vidas sem se importarem com os turistas.

Abutres: Também enormes, estas aves estavam sempre ao redor das carniças, só esperando a oportunidade. Os verdadeiros lixeiros das savanas, junto com as hienas.

De lambuja, um prêmio para finalizar. A presença de um dos pequenos da África:

Mangusto: Muitas vezes confundidos com os suricatos, os mangustos são mais peludos e não andam em bandos.

Com estas belas imagens termino este relato, que foi um dos meus preferidos. E como foi dificil escolher as fotos, foram várias incríveis.

Sai do Etosha em torno das 10h00, rumo a Outjo, a cidade porta de entrada do parque, de onde eu continuo minhas histórias desta viagem.

Até lá!!!

QUER SABER MAIS??

No Quero Mochilar há várias dicas de outros destinos da Namíbia, passe lá…


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África

10 dicas para um roteiro completo na África do Sul!

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Cada vez mais procurada, e não só pelos Safáris, a África do Sul vem crescendo a cada ano entre os destinos preferido dos brasileiros, e não é à toa. O país mais desenvolvido do continente africano está bem estruturado para o turismo e cheio de atrações para todos os gostos e idades. Safáris, belas praias, montanhas, cidades modernas, cavernas e aventura, seja lá o que você procura, você pode encontrar aqui.

Fiquei 15 dias no país, em um roteiro super dinâmico e otimizado, e não mudaria nada nele, na verdade, só incluiria outros lugares e em alguns destinos mais tempo, afinal, para um país tão diverso em todos os aspectos, meio mês dá para ver muito, mais ainda assim é pouco.

O que fazer e encontrar neste pais incrível? Vamos lá que vou lista para você 10 coisas imperdíveis.

1- Conhecer a história da Segregação Racial e Nelson Mandela.

Comece sua viagem assim…

Nada melhor que começar conhecendo o país com o bairro mais famoso de todos, ícone da luta contra a segregação racial, e local onde morou o ícone do país, Nelson Mandela. Soweto pulsa a cultura da África, e por ficar próximo a Johanesburgo, um bate e volta cabe perfeitamente no seu roteiro. Além de história, aqui você ainda pode almoçar em restaurantes típicos e ver várias apresentações interessantes de graça na rua, uma ótima oportunidade de presenciar a cultura do país.

1.4- Quero Mochilar Soweto

Foto: Soweto – Vista da praça Héctor Pieterson para a Orlando´s Tower.

Já  Johanesburgo, a maior cidade da África do Sul, não pode ser só seu ponto de chegada e saída. Joburg, também tem vários museus, ótimas cervejarias e restaurantes. E ainda há atrações imperdíveis como o Constitution Hill, e o museu do Aphartheid, que junto com Soweto, te farão entender ainda mais o período da segregação racial do país e seus traços na cultura.

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Para quem quer aprofundar ainda mais a história de Mandela, em Cape town, pode aproveitar para conhecer a Robben Island, a ilha prisão onde ele ficou detidos por décadas.

2- Se sentir na Índia.

 Já estou na África, por que iria querer me sentir na Índia? Não sei, mas… eu quis e fui para Durban.

Uma das maiores cidades do país, Durban é enorme, e a maior comunidade indiana fora da índia. A cidade é repleta de templos, mercados, temperos e culinária indiana, sendo um passeio super interessante. Durban é litoral, e além de praias, constam nas suas atrações: museus e um parque aquático com show de golfinhos e um dos aquário mais lindos que já vi. Conhecer a índia na África será um experiência agradável. Pode apostar!!

1.4- Quero Mochilar Durban

Foto: Mercado em Durban – Ótimo lugar para entender os cheiros e sabores da cidade.

3- Fazer safári.

Sonho de criança de quase todo mundo, não é mesmo?? 

Este penso que é o objetivo de quase 100% dos turistas que vão para África, e totalmente compreensível, pois é uma experiência incrível.

Quem nunca sonhou em ver os animais que povoam nossa mente desde infância de forma livre e totalmente selvagens, e ao vê-los a sensação de prazer é enorme.

O mais famoso dos safáris do país é o Kruguer, mas fica afastado das outras belas atrações litorâneas, portanto se não conseguir conciliar, pode conhecer outros próximos a Johanesburgo, ou o Addo Elephant National Park, que foi o que eu escolhi. Colado em Porto Elizabeth este parque é um santuário de Elefantes. Lá você pode observá-los em seu ambiente natural, e ter este encontro incrível com a natureza, além de ver vários outros animais em seu ambiente selvagem, e do jeito que tem que ser.

6.6- Quero Mochilar

Foto: Mesmo tendo leões no Addo, aqui, eles são os reis da selva.

Na África do Sul, há algumas reservas privadas, que criam os animais soltos e selvagens, mas por estarem em uma área menor que um parque nacional, é fácil manejá-los, e assim facilitar a visualização pelos turistas. É um pouco um zoológico, mas também uma experiência válida, pois consegue ver mais animais e bem mais próximos, e ver um rinoceronte de perto é fantástico.

2.10.1- Quero Mochilar Schotia

Foto: Oportunidade forçada, mas válida.

4- Conhecer o porto da rainha.

Outra cidade litorânea, também com belas praias e ótimos restaurantes. Em Porto Elizabeth, há belos mirantes para a cidade, praças e parques, e um centro de compras chamado Boardwalk, onde há show de luzes em água todos os dias. Um lugar para se passar o tempo e apreciar uma boa música e comida.

13- Quero Mochilar Porto Elizabeth

Foto: O melhor ponto de Porto Elizabeth.

5- Conhecer a cidade do surfe e pegar uma praia.

Jeffreys´s Bay, conhecida como a cidade do surf, tem um clima super especial. Uma cidadezinha pequena, mas bem turística, com belas praias, gente bonita e boa comida. E para quem não quer mar, até cachoeira há aqui.

Vale lembrar que esta cidade é aquela que ficou famosa por um surfista ter sido atacado ao vivo por um tubarão branco em pleno campeonato. Então cuidado com o mar!…rs.

2.4- Quero Mochilar Jeffreys Bay

Foto: Vamos nadar???…SQN.

6- Descer a Garden Route.

A Garden Route é um trecho da Rodovia N2, que começa no Tsitsikamma Park e termina em Mossel Bay. Há quem desce ela conhecendo todas as cidades, e outras pessoas que só fazem um trecho como eu fiz. Aqui você pode fazer coisas incríveis, além de conhecer belas cidades litorâneas como Sedgefield e o belo parque Tsitsikamma.

3.3- Quero Mochilar Sedgefield África do Sul

Foto: Pôr do sol em Sedgfield.

7- Saltar do maior Bungy Jump de ponte do mundo.

Aqui na África do Sul, em plena Garden Route esta o maior Bungy Jump de ponte do mundo. São 216 metros em apenas 4 minutos de adrenalina, mas uma emoção tão forte e intensa que você lembrará para o resto de sua vida.

5.1- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Teria coragem?? Até hoje não acredito que tive… rs.

8- Conhecer uma caverna.

Uma das mais belas cavernas abertas a visitação do continente africano esta aqui, e visitá-la é uma verdadeira aventura. Vá preparado e com disposição, pois se escolher o trajeto mais longo, o aventura, você vai passar por passagens bem estritas, na verdade rastejar… e além de suado sairá bem sujo… rs, mas vale a pena.

10- Quero Mochilar Cangos Caves

Foto: A bela caverna.

9- Visitar uma fazenda de avestruz.

Ainda na Rota 61, a mesma da visita da caverna, esta a cidade de Oudtshroon, onde estão concentradas as fazendas de avestruz do país. Visitá-las é bem interessante. Além de conhecer sobre o manejo e biologia da ave, podemos alimentá-las e terminando o passeio comendo um prato delicioso, adivinha do que??? De avestruz.

14- Quero Mochilar Outdshoorn

Foto: A massagem que ganhei aqui… rs.

10- Descansar a vista em Cape Town

Descansar a vista, pois aqui tem paisagens de encher os olhos…

A cidade mais turística do país é um lugar imperdível. Para onde quer que você olhe, você irá encontrar uma bela paisagem. Aqui ainda podemos ver o “fim” da África (Cabo da Boa Esperança), o encontro dos oceanos (Índico e Atlântico), conhecer praias repletas de focas e pinguins e subir em montanhas que te farão ter uma das mais belas visões da sua vida.

01- Quero Mochilar

Foto: Visão dos 12 apóstolos.

Os apaixonados em vinhos, ainda poderão conhecer a região de Constantia, um lugar com centenas de vinculas, onde se pode fazer passeios que incluem degustação e boa comida.

17- Quero Mochilar - Klein

Foto: E um vinho em Constantia, esta afim??

Gostou?? Quer correr pra lá???

O Quero Mochilar tem 16 posts com roteiro completo para 15 dias por todos estes lugares. Acesse o blog e veja todas as informações que você precisa saber para programar sua viajar, ou simplesmente, saciar sua curiosidade.

Acesse aqui: www.queromochilar.com.br


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Assim era conhecer (e subir nas) pirâmides egípcias entre 1860 – 1935

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Desde a visita de Heródoto no século IV aC, os monumentos do antigo Egito, sobretudo suas imponentes pirâmides atraem os turistas.
Com a conclusão do Canal de Suez em 1869, as visitas (de turistas ricos) aumentaram. Naquele mesmo ano, o magnata das viagens, Thomas Cook ofereceu o primeiro “tour” à Palestina e ao Nilo e nos anos seguintes lançou rotas regulares de barcos à vapor pelo rio.
A descoberta da tumba de Tutancâmon em 1922 estimulou ainda mais a fascinação pelo Antigo Egito.
E parece que a “moda” de subir em monumentos é antiguinha. Embora muitos visitantes ficassem contentes em posar para fotos em frente à Grande Esfinge e às pirâmides, alguns estavam determinados a saber como era a vista do topo da Pirâmide de Quéops, também conhecida como Grande Pirâmide ou Grande Pirâmide de Gizé, cuja altura é de 146,5m.
O calcário liso e branco que cobria a pirâmide havia sido arrancado há muito para ser usado em prédio da capital do país, Cairo, deixando os blocos para turistas e guias locais escalarem.
As fotos (abaixo) da ocupação britânica do Egito registram turistas fazendo o que hoje é ilegal: escalar as pirâmides! Tem uma até de um piquenique no topo do monumento.

Foto do ano de 1938

Foto de 1931

Foto de 1900

Foto de 1900

Foto de 1880

Foto de 1900

Foto de 1930

Foto de 1860

Em 2013 um grupo de fotógrafos russos driblou os guardas e passaram a noite fotografando no topo da Grande Pirâmide:

Foto: Simon Yorkston.

Fotos: Bettmann Archive, Imagno, Hulton Archive, SSPL, Ullstein Bild e Biblioteca do Congresso (EUA).
Fonte: Retronaut (onde podem ser vistas mais fotos).


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Os 10 países menos visitados do mundo

Mochileiros.com

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A Organização Mundial do Turismo (OMT)  publica anualmente um relatório com os números do turismo mundial,  incluindo o número total de visitantes internacionais que cada país recebe. Entre os menos vistados de 2017 estão países do continente africano que vivem em condição de guerra civil, como Líbia e Somália e também algumas ilhas remotas do pacífico sul, verdadeiros “paraísos perdidos” que merecem estar na lista de qualquer viajante que se preze.

Confira abaixo a lista com os 10 países menos vistados do mundo:

 

10 – São Tomé e Príncipe

8.000 visitantes em 2017

Ilha de Príncipe – Foto: Rui Camilo

As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar aportaram em suas terras. Se tornou então colonia de Portugal até à sua independência em 12 de julho de 1975.  É o menor de todos os países de língua portuguesa e o segundo menor país da África (o primeiro são as Ilhas Seicheles). Para os amantes da natureza o destaque fica com a ilha de Príncipe, habitada por apenas  7.000 habitantes e sem dúvida um dos últimos “paraísos perdidos” da Terra.

 

9 – Niue

8.000 visitantes em 2017

Localizada no sul do Oceano Pacífico, a 2.400 km a nordeste da Nova Zelândia, no triângulo formado por Tonga, as Samoas e pelas  Ilhas Cook, Niue, cuja capital é a aldeia de Alofi , é um estado autônomo em livre associação com a Nova Zelândia. Comumente referida como a “Rocha da Polinésia”, é uma das maiores ilhas de coral do mundo. Um verdadeiro paraíso cercado por águas azul turquesa.

Mais um dia ensolarado em Nuie – Foto: Niue Tourism

8 -Líbia

6.250 visitantes em 2017

A Líbia é o quarto maior país da África (depois de Argélia, República Democrática do Congo e Sudão). Quase todo seu território faz parte do Deserto do Saara com exceção do extremo norte do país, cujo a costa é banhada pelo Mar Mediterrâneo – a única região que ainda é possível ser visitada a partir de sua capital, Trípoli . O país abriga cinco Patrimônios Mundiais da UNESCO, três dos quais são antigas ruínas de cidades do império grego e romano, com destaque para as ruínas de Leptis Magna, Cirene e Sabratha. Desde 2011 o país vive uma guerra civil e infelizmente a maior parte de seu território permanece inacessível para os viajantes.

Oasis no Deserto da Líbia – Pixabay

7 – Ilhas Marshall

6.000 visitantes em 2017

Atol de Majuro – Foto: Rob Griffith

As paradisíacas Ilhas Marshall estão localizadas no Pacífico Norte, a meio caminho entre o Havaí e a Austrália. São 29 atóis e 5 ilhas, divididas em dois grupos: Ratak (que significa “nascer do sol”) e Ralik (pôr do sol).  Depois de quase quatro décadas sob a administração dos Estados Unidos, as Ilhas Marshall alcançaram a independência em 1986 sob um Pacto da Livre Associação, se transforando assim em um protetorado estadunidense. Os atóis de  Bikini e Enewetak serviram de palco para os maiores testes nucleares já realizados pelos EUA entre anos de 1947 e 1962 ; Kwajalein, o famoso campo de batalha da Segunda Guerra Mundial, ainda é ocupado por uma base do exercito americano e também um campo de testes de mísseis.

 

 6 – Guiné Equatorial

5.700 visitantes em 2017

Praia da Ilha de Corisco – Foto: Embassy of the Republic of Equatorial Guinea

Dividida em uma área continental e cinco ilhas vulcânicas (a mais popular é a Ilha Bioko), a nação africana da Guiné Equatorial é conhecida por suas belas e numerosas praias de areia branca.  É o único país independente na África com o espanhol como língua oficial e tem a maior taxa de alfabetização de adultos de toda a África Subsaariana.

5 – Sudão do Sul

5.500 visitantes em 2017

Rio Luri no Bandingilo National Park – Foto: Tim Mckulka

O Sudão do Sul é o país mais novo do mundo. Está localizado na África Central, tem aproximadamente o tamanho da França e uma população de 11 milhões de pessoas. Cerca de 83% dos sul-sudaneses vive em estruturas circulares de barro chamadas “tukels”.  O inglês é a língua oficial do país, mas várias formas de árabe e mais de 60 línguas tribais também são faladas.

 

4 – Kiribati

4.000 visitantes em 2017

Kanton Island – Foto: Kiribati National Tourism Office (KNTO)

Uma nação extremamente isolada geograficamente, a massa terrestre de Kiribati é de 800 quilômetros quadrados, mas as ilhas estão dispersas em mais de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. A nação é extremamente intocada, graças à forma isolada e inacessível das ilhas. Para chegar lá, você pode voar de Nauru ou das Ilhas Marshall, em vôos que partem uma vez a cada duas semanas, ou de Fiji, que tem duas partidas semanais para South Tawara, a capital de Kiribati.

 

3 – Tuvalu

2.000 visitantes em 2017

 

Vista aérea do atol de Funafuti – Foto: Lily-Anne Homasi / DFAT

 

Tuvalu é um dos menores e mais remotos países do mundo localizado no Oceano Pacífico, a meio caminho entre o Havaí e a Austrália. Seu pequeno tamanho e população, juntamente com a falta de recursos naturais, fazem de Tuvalu a menor economia do mundo. Parte da renda do país provém do pagamento anual de quase US $ 4 milhões que o governo recebe dos royalties do domínio do país, o .tv, muito utilizado por emissoras de TV e empresas de áudio visual mundo afora.  Para chegar até lá, você precisa primeiro chegar a até as ilhas Fiji e de lá pegar um avião da Fiji Airways que tem apenas 2 voos semanais.  O arquipélago é composto por nove ilhas e atóis (três ilhas verdadeiras e seis atóis de coral), dos quais o principal é Funafuti, um atol com a única pista de pouso do país. Os visitantes recebem um visto de turista gratuito de 30 dias na chegada e não há taxa de embarque.

Vá antes que desapareça:

Por conta da baixa elevação, as ilhas são vulneráveis ​​aos efeitos dos ciclones tropicais e estão ameaçadas a desaparecer do mapa devido ao aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global.

 

2 – Somália

400 visitantes em 2017

Cidade de Mogadishu – Somália – Foto: ONU / Flickr

A Somália hoje sofre com os conflitos armados entre o governo e as grupos terroristas como a Al Shabab, ligado à al-Qaeda. Antes das guerras civis começarem no início dos anos 90, a Somália era extremamente receptiva aos turistas. O país é especialmente notável por suas cachoeiras, cadeias de montanhas e parques nacionais. As áreas selvagens abrigam um grande número de animais selvagens como leões, chitas, hienas, leopardos, avestruzes, etc. Além disso, o país tem o maior litoral do continente africano e possui inúmeras belas praias.

1 – Nauru

160 visitantes em 2017

Uma das praias da pequena nação de Nauru – Foto: Nauru National Tourism Office

Localizada no meio do Oceano Pacífico, a ilha de Nauru tem apenas 21 quilômetros quadrados.  O país coleciona alguns recordes bastante curiosos, além de ser o menos visitado, é a menor nação insular e também o país mais obeso do mundo. De acordo com o World Factbook da CIA, 71,1% de seus 10 mil residentes são obesos.  Seu PIB é de apenas US $ 102 milhões, o segundo menor do mundo, mas incrivelmente por um breve período nos anos sessenta, o país teve o maior PIB per capita do mundo por conta de suas reservas de fosfato que estão em grande parte esgotadas.

Apenas uma companhia aérea atende o país, a Nauru Airlines,  a infra-estrutura turística, como hotéis e restaurantes é modesta.  Para os entusiastas da Segunda Guerra Mundial, há restos da ocupação japonesa espalhados pela ilha.


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África

Como conhecer o Deadvlei – O lugar mais exótico da Namíbia!

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ROTEIRO

Mais um dia começava, e lá estava eu esperando meu táxi para o aeroporto Cape Town. Era meu último dia na África do Sul, de onde eu partia levando ótimas lembranças.

Voei pela empresa South Africa Airline até Windhoek, foram em torno de 2 horas de voo até a capital da Namíbia. Um voo tranquilo e sem imprevistos.

Cheguei cedo, às 10h35, cheio de expectativas e ansioso para encontrar Jonas. Ele era o motorista que iria me acompanhar em meu tour pelo país na próxima semana. Peguei seu contato em um site (A Mochila e o Mundo), combinei tudo por facebook e whatsapp (isso mesmo que você leu), e graças a Deus, na hora exata ele estava me esperando, e assim fechamos os últimos detalhes antes de partir.

ESTA É UM PARTE DO POST ORIGINAL DO BLOG QUERO MOCHILAR, PARA SABER MAIS INFORMAÇÕES E CUSTO TOTAL DA VIAGEM, ACESSE O POST COMPLETO E O ROTEIRO DE 15 DIAS PELA AFRICA DO SUL E NAMÍBIA.

Foto: O aeroporto da capital é minúsculo… rs.

Foto: Paisagem do avião: Deserto, deserto e arbustos…

Como foi o combinado: Jonas locou um carro, e ia dirigir para eu e minha amiga por 5 dias pela Namíbia. Nós pagaríamos a locação, a gasolina e o resto era por sua conta. Descrevo melhor este serviço no fim do post, na parte de orçamento.

Nosso combinado era que no primeiro dia iríamos até o Fish River Canyon, o segundo maior canyon do mundo, mas na hora refizemos a programação. Pensamos que ficaria muito corrido, pois era muito longe, e assim mudamos o trajeto, e fomos direto para o famoso cartão postal do país, o Parque Nacional Namib-Naukluft, onde está o Deadvlei.

Neste dia tínhamos uma longa viagem pela frente. Até o parque são 333 km de distância, por estradas na maior parte de terra, uma viagem que leva em torno de 4 a 5 horas.

Para evitar paradas e garantir nossos lanches, antes de ir passamos em um supermercado e compramos nosso suprimentos para os próximos dias como: água, salgados, frios, pães e etc…

 Mapa do nosso trajeto de carro.

Pra mim, que tinha acabado de chegar na Namíbia a viagem foi um passeio a parte. Fui observando cada detalhes, até as estradas.

Foto: Caminho, quase 80% dele é assim.

Há uma parte da viagem que descemos pelas montanhas e temos uma vista incrível, mas no horizonte tem um tipo de nevoeiro, que atrapalha a visibilidade a longo alcance, penso que isso é devido a areia suspensa, mas isso foi eu que deduzi rs.

Foto: Descendo a montanha.

Vale observar que apesar de ser de terra, as estradas eram bem largas e estavam em ótimas condições. E ainda sempre que víamos um posto parávamos para abastecer, pois haviam poucas cidades e postos pelo caminho.

Eu curto muito paisagens e neste trajeto não fechei os olhos por nenhum minuto, estava sempre a procura de animais no meio da vegetação super seca e de paisagens diferentes para fotografar,  as vezes via um babuíno, um antílope, um javali.. e assim ia me divertindo pelo caminho.

Foto: A primeira vez que as vi ao vivo e em liberdade. A Gazela mais disputada no Discovery Channel – Todo mundo quer comê-las… rs.

Foto: Um Oryx correndo na beira da estrada – Também foi a primeira vez que vi este animal incrível.

Às 17h00 chegamos no parque, no Sesriem Campsite. Agora vamos lá…

Foto: Cancela de entrada do parque.

Parque Nacional Namib-Naukluft

Horário de funcionamento: Diariamente. Os visitantes só podem entrar entre o nascer e o pôr do sol ( Geralmente entre: 6h15 às 19h30).

Valor:

  • N$ 80 (R$ 21,73) – Entrada no parque.
  • N$ 10 (R$ 2,72) – Entrada por veículo.
  • N$ 200 (R$ 54,34) – Acampar no interior do parque.

Observações importantes:

1-) Quando você paga a entrada, ela tem um tempo de vigência de 24 horas corridas, mas isso não fica claro. Então cuide de sair de dentro do parque dentro destas 24 horas para não correr o risco de ter que pagar por outra diária.

2-) Você pode sair e voltar dentro deste prazo de vigência de 24 horas quantas vezes quiser, desde que o faça entre o nascer e pôr do sol.

Chegando no parque fomos direto nos acomodar, tínhamos decidido acampar ao invés de lodge por ser mais barato mesmo, os lodges aqui são beeeeem caros. Como não havíamos feito a reserva com antecedência, poucas eram as áreas disponíveis para as barracas e tivemos que ficar em uma área sem iluminação (o lado ruim de não reservar).

Sobre a área de acampamento do parque.

A área de acampamento fica bem próxima a entrada e a recepção, colada no restaurante e loja do parque. A estrutura é boa, as áreas bem demarcadas, com lixeiras e há banheiros masculinos e femininos com banho de água quente.

Se reservar com antecedência você pode escolher uma área com lâmpadas nas árvores. Não há parte cimentada e você já sai do banheiro na areia sujando os pés…rs . Don´t worry and be happy.

Dai você pensa: “Esse louco vai acampar no meio da África sem luz?”… Do not worry mais uma vez meu amigo, aqui nesta região não há felinos predadores… pelo menos nos garantiram e eu acreditei…rs.

Decidido nossa acomodação, pegamos mapas e explicações na recepção do parque e corremos direto para o primeiro passeio, pois como não ficaríamos no outro dia até o pôr do sol, este era o momento de apreciá-lo do alto da duna Elim.

Duna Elim

Distância do Sesriem campsite: 4,7 km – 10 minutos.

Esta é a duna procurada por todos para apreciar o pôr do sol, e realmente observá-lo daqui é especial e imperdível. Só consegue fazer este roteiro quem fica hospedado dentro do parque, pois os portões fecham exatamente na hora que o sol se põe, portanto, mais um motivo para pernoitar pelo menos uma noite aqui.

Saímos tão afobado da recepção por conta do horário, pois tínhamos pouco tempo para subir as dunas antes do sol se por, que acabamos passando a entrada, que está apenas 1,5 km da recepção. Demoramos para perceber, e quando percebemos já estávamos um pouco longe, então voltamos e graças a Deus não perdemos o espetáculo.

Para chegar até lá os primeiros 1,5 km são de asfalto e o restante do caminho de terra, ou melhor, de areia e não há erro, só ir observando o lado direito, que há uma placa, discreta indicando caminho.

Conseguimos chegar com carro baixo, a estrada aqui não é cheia de atoleiros de areia.

Fique atento, pois pelo caminho você pode avistar vários animais, inclusive o Oryx, símbolo do parque.

Quando chegamos lá eu não esperei ninguém, peguei minha máquina e subi correndo igual um doido. Estava com muito medo de perder o espetáculo.

Foto: Estão vendo aqueles pontinhos lá no alto? São pessoas… rs.

A subida da duna completa pode levar até uma hora para algumas pessoas, eu fiz um trecho menor, mas em bem menos tempo também. Lá do alto além do pôr do sol, você ainda tem uma bela visão para as montanhas Naukluf.

Foto: Vista para estrada que chegamos.

Foto: As montanhas Naukluf.

Foto: Ainda tinha bastante chão pelo caminho como podem ver, e o sol já estava descendo.

Não tinha maneira melhor de finalizar este meu primeiro dia na Namíbia. O sol realmente estava incrível, uma bola gigante de fogo no céu. Como escolher uma foto??

Foto: Desaparecendo a enorme bola de fogo.

Foto: Sem zoom…

Passeio feito, voltamos para o camping. Acredita que atolamos no areão na área das barracas (rs). Pra vocês verem, que até lá, há trechos ruins para carro baixo.

Problema resolvido, foi hora de armar as barracas com a luz do carro, tomar aquele banho pra tirar a sujeira, comer nossas guloseimas e descansar, que o outro dia seria dedicado a conhecer o lugar que me trouxe para o país.

Foto: Bebendo vinho fino da Groot Constantia de Cape Town e comendo “tranqueiras”…rs.

Dia 15 – 10/09/2017

O dia começou cedo, ás 6h00 já estava de pé, pronto para ver o sol nascer da Duna 45, outra atração que só tem acesso quem dorme no parque.

Café da manhã tomado, partimos rumo a duna…

Duna 45

Distância do Sesriem Campsite: 45 km – 1 hora. Mesmo sendo asfalto o trajeto até lá, não podemos correr muito devido risco de animais na pista.

O trajeto do Sesriem Gate até a duna ser de 45 km não é coincidência, e é por causa desta distância que ela foi batizada com este nome.

Chegar até lá é fácil, a estrada é toda asfaltada e ela fica bem ao lado esquerdo do asfalto, portanto não precisa pegar nenhum trecho de areia e chega com carro normal tranquilamente.

A duna é enorme e linda, aliás, espetacular. E é daqui que os visitantes do parque veem mais um dia começar na Namíbia.

Foto: Vamos começar a caminhada?

Foto: Bem ao lado da duna tem esta árvore bem exótica, que dá ótimas fotos.

Em torno das 7 horas eu já estava lá. O  dia já tinha luz, mas o sol ainda não tinha dado o ar da graça. O horário de aparecer é às 7h45, o que foi tempo suficiente para subir até o topo da duna. Em relação ao topo, não parece muito quando falamos dele em números, pois está a 150 metros do chão, mas quando estamos lá no alto temos uma visão incrível do parque e parece que estamos bem mais altos.

Foto: Estacionamento visto lá do alto da duna.

Lá do alto podemos perceber que não é a toa que esta é a duna mais fotografada do mundo. Formato, cor, paisagem, todo este conjunto a torna algo realmente pra lá de especial.

Foto: Sol nascendo…

Sol já no alto em força total para nos fritar, chegou a hora de seguir em frente…

Da Duna 45, podemos seguir na mesma estrada para conhecer o Deadvlei e Soussvlei, portanto combinação perfeita.

Só que agora temos que abandonar nossos carros.

Para chegar até esta parte do parque somente em veículos 4×4, e não é só isso, o motorista tem que ter muita experiência mesmo com este tipo de veículo. A estrada de areia é monstruosa, e de arrepiar mesmo. Não é qualquer um que passa não. Tem muito “neguim” que arrisca e fica pelo caminho dando trabalho para equipe do parque no atoleiro de areia.

Foto: Um exemplo!

O ideal mesmo é parar o carro no estacionamento, que é o ponto final da estrada de asfalto, e pegar o veículo oficial do parque que leva até lá.

Entrada para o Deadvlei e Soussvlei

Distância do Sesriem Campsite: 61 km – 1h e 20 minutos + 6 km com veículo oficial – 20 minutos.

Transporte: A cada 10/15 minutos (tanto no início quanto no fim do trajeto).

Valor: N$ 150 (R$ 40,75)

Aqui é onde ficam todos os veículos que não são 4 x 4, e onde pegamos o transporte até as atrações.

Foto: Estacionamento dos carro, o trator que nos puxa até as atrações no areão e a casa onde vendem os ingresso.

Foto: Mais um habitante do deserto dando o ar da graça.

Deixamos nosso veículo, compramos nossas passagem e lá fomos nós sacolejando pela areia. São apenas 6 km, mas demora em torno de uns 20 minutos, e como chacoalha, tem hora que parece até que vai atolar ou tombar…rs, ahhh e como faz calor… rs.

Agora vamos lá para as atrações neste trajeto.

Deadvlei

Este como disse, é o lugar que me trouxe até aqui, e onde eu mais queria pisar. O Deadvlei fica no primeiro ponto de parada. Aqui descemos, pegamos uma trilha junto com a multidão e vamos ao encontro do cenário com as árvores secas.

Foto: Tudo muito simples… evite passar mal…rs.

São aproximadamente 15 minutos de caminhada. Eu desviei a duna para ir e na volta voltei por ela. A caminhada é debaixo de um sol forte, e bem puxada, pois os pés vão afundando na areia, mas vale cada gota de suor.

Foto: Podemos ir subindo a duna, ou contornando.

E afinal, o que é o Deadvlei…

O nome Deadvlei significa “pântano morto” e remete à época em que esta área era um lugar fértil, banhado pelo rio Tsauchab. Hoje o lugar é apenas uma bacia de argila branca rodeada por dunas enormes de um tom amarelado/avermelhado, e neste mesmo chão branco estão centenas de árvores secas, que segundo estimativas tem mais de 1.000 anos.

Foto: Quase chegando… ufa!! Uma sombra, mesmo que de duna…rs.

Foram as freqüentes enchentes que trouxeram esta argila e criou um ambiente propício para que algumas espécies de árvores aqui se desenvolvessem. E a história desta formação é a seguinte: Com o passar dos anos, na época que ocorriam as enchentes, começaram a aparecer as dunas, o que impediu a chegada da água até o local, provocando a morte das árvores. Para completar o cenário inóspito, a falta de umidade ocasionada pela barreira criada pelas dunas e o calor da região, fizeram as árvores secarem por completo e hoje elas são consideradas até petrificadas de tão secas. Ainda esta falta de umidade, que é extremamente baixa por aqui, impede que elas apodreçam garantindo para nós essa visão deslumbrante.

Quando cheguei fiquei um tempo admirando, queria registrar cada detalhe. Sem dúvida este foi um dos cenários mais incríveis que meus olhos já viram.

Foto: Paisagens exóticas não?

Foto: Quais árvores escolher para minha fotos??

Foto: É proibido subir nas árvores ou até mesmo tocá-las. Seria uma pena quebrá-las, não é mesmo? Mas não se espante, tem gente que por uma foto, faz essa enorme falta de respeito com esse patrimônio incrível.

Foto: Admire-as assim: Só olhando.

Foto: Como estava quente e eu suado…rs.

Após as fotos, fui subir a Duna – Big Daddy – para fotografar lá do alto.

Big Daddy

Esta é uma das maiores dunas do mundo, com 325 metros de altura e só perde para a Duna 7, em Walvis Bay também na Namíbia, com 340 metros. É esta duna que separa o Sossusvlei e Deadvlei.

Não subi ela inteira, mas boa parte, somente para voltar para o estacionamento por outro trajeto, e é bem cansativo, mas lá do alto temos uma vista incrível do vale.

Foto: A visão daqui do alto é show de bola!

Foto: O estacionamento do Deadvlei, pra onde eu voltaria – Vista do alto da duna.

Terminado o primeiro passeio, fiz uma confusão, e voltei do Deadvlei para o estacionamento, e só depois descobri que tinha mais pra ver naquele trajeto onde estava, o Soussvlei. Então, conversei no transporte para não pagar novamente e voltei para ir neste segundo ponto.

Sacolejei tudo novamente, passei pela parada que vai para o Deadvlei, não desci, aguardei o transporte lotar novamente e então segui para a segunda parada.

Sossusvlei

O Sossusvlei fica no ponto final da estrada e é um vale rodeado por dunas avermelhadas. Acaba que seu nome é usado para identificar toda esta área que abrange as principais atrações: Big Daddy e Deadvlei.

Foto: Ponto de chegada.

Este local é também formado por uma grande concentração de sal e argila trazidas pelo Rio Tsauchab durante as enchentes, o mesmo que criou o Deadvlei. Estas enchentes não acontecem com frequência, e quando ocorre, em intervalos de 5 e 10 anos, a água é drenada por entre as Dunas, por isso o nome do lugar: “Sossus”, lugar sem saída e também por isso ainda aqui há algumas árvores com vida.

Foto: Paisagens.

Foto: O pessoal á no alto encarando a longa caminhada na duna mais alta do parque.

Foto: A vida persiste por aqui.

Lugar conhecido, mais belos registros feitos, voltamos então para o camping…

Ainda pelo caminho há mais uma atração, que acabamos não conhecendo, mas vimos sua entrada.

Hiddlenvlei

Só vi o caminho para o Hiddlenvlei, e já tinha andando tanto que não quis me aventurar no meio do deserto próximo às 11h00 por mais 2 km ( 4 km ida e volta).

Este é um lugar pouco visitado, portanto sem aquela muvuca de gente.

Para chegar até lá há uma trilha indicada por pequenos postes de madeira. Não sei falar se compensa a paisagem, ainda mais depois de ver o melhor do parque, mas se tiver disposição e tempo, por que não arriscar, não é mesmo??… rs.

Daqui, voltamos para desfazer nossas barracas, arrumamos nosso carro para a viagem e seguimos para o último passeio.

Sesriem Canyon

Este canyon esta do lado de fora do parque, mas bem pertinho, a aproximadamente 4,5 km do portão de entrada.

Formado também pelo rio Rio Tsauchab , este é um canyon pequeno com um pouco mais de 1 km de extensão, e profundidade de 30 a 40 metros. Sua formação data de 2 a 4 milhões de ano atrás, e seu nome, de origem Africanês, significa seis (ses) tiras de couro (riem), uma relação para dizer como eram coletado água aqui, que eram necessárias 6 cordas de boi para alcançar sua água com um balde.

Foto: Observando o canyon por cima.

Mesmo sendo pequeno e não ser tão belo quanto as dunas de areias enormes do parque, penso que vale a pena a visita aqui.

Além de gratuito, é muito interessante observar esta formação e ver o encaixe das pedras e as diferentes formações rochosas. Desça e explore um pouco o lugar!

Foto: Dentro do Canyon – O acesso é fácil.

Foto: As vezes eu empolgo…rs.

Foto: Passe um tempo andando por ele, fará fotos lindas.

Foto: Olhe de perto. Que loucura de formação, não é?

Daqui fomos para Okahandja, a cidade do nosso motorista Jonas, e dormimos na sua casa, conhecemos seus amigos e foi uma noite bem agradável, que terminei assistindo novela indiana…rs. Acabou que dormimos cedo, pois no próximo dia iriamos sair de madrugada para uma outra visita especial. A Tribo Himba.

LIÇÕES APRENDIDAS.

1- Se for de carro partindo de Windhoek, abasteça sempre que ver um posto, pois há poucos pelo caminho.

2- Chegar de carro baixo no parque, até que chega sem problemas, mas lá dentro tem uns trechos que é bom evitar. Pergunte sempre na recepção.

3- Na entrada do Parque há um mini mercado, um restaurante e um posto de combustível.

4- Os lodges saem em torno de  N$ 1.650 (R$ 448,00) por pessoa, opção para quem deseja mais conforto. Nas intermediações do parque há muitos deles.

5- Uma das vantagens de quem decidir dormir dentro do parque é que você pode ter acesso as dunas uma hora antes da abertura dos portões e ficar lá depois que fecham. E somente assim para ver o pôr do sol na Duna Elim e o nascer do sol no dia seguinte na Duna 45.

6- Pra quem for ficar mais que um dia há outro camping, o Sossus Oásis Conveniência e Camping. Se eu voltasse o tempo, ficaria um dia em cada um, para curtir mais este belo parque, que ficou pela metade.

7- Mesmo que subir as dunas descalço seja bem melhor, as vezes a areia pode ser bem quente, portanto, sempre vá com um calçado. Prefira calçados fechado, pois chinelos pode queimar os pés do mesmo jeito.

8- Independente da época do ano leve sempre um agasalho, pois mesmo no verão a noite pode ter uma temperatura que exija uma roupa mais quente. Já no inverno faz frio mesmo e com certeza você irá precisar.

9- Se for acampar leve uma lanterna, será bem útil.

10- Se for subir a Duna 45, chegue pelo menos 30 minutos antes do nascer do sol. Ele nasce às 7h45.

11- Pessoal, não é fácil visitar o deserto de baixo daquele sol, portanto, programe-se sempre para visitar as dunas o mais cedo possível e evitar o horário das 11h00 às 14h00.

12- Quem quiser optar por ir andando para o Deadvlei e Soussvlei, ao invés de pagar o veículo: Pode. Boa sorte para encarar o sol… rs.

13- Céu de estrelas: Não deixe de curtir o céu durante seu acampamento. Céu de deserto é algo incrível.

ESTA É UM PARTE DO POST ORIGINAL DO BLOG QUERO MOCHILAR, PARA SABER MAIS INFORMAÇÕES E CUSTO TOTAL DA VIAGEM, ACESSE O POST COMPLETO E O ROTEIRO DE 15 DIAS PELA AFRICA DO SUL E NAMÍBIA.


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Blog

Visita ao Museu Egípcio em Curitiba

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Olá pessoal! Eu sou a Karen Peressuti e escrevo sobre viagens e experiencias no blog Férias pra Ontem. Hoje vim falar para vocês como foi o meu ultimo passeio nas minhas férias. Eu visitei o pouco conhecido Museu Egípcio em Curitiba, venha conferir como é esse lugar interessante.

Museu Egípcio e Rosacruz em Curitiba

Foto: Acervo pessoal / Férias pra Ontem

(mais…)


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África

Uma viagem pela Argélia

Mochileiros.com

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Por Guilherme Canever*

A Argélia não era uma novidade para mim. Desde muito pequeno escutava as histórias deste que é o maior país da África. Meu avô, Professor Bigarella, contava com brilhos nos olhos sobre suas experiências na Argélia. Na década de sessenta havia sido chamado pelo recém-independente governo para prospectar petróleo. Como cientista, acabou se apaixonando mesmo pelo Saara Argelino, onde considerava ser o lugar mais bonito do mundo. Podem dizer que é entusiasmo de geólogo, mas muitos que conhecem Tassili N´ajjer ou as montanhas Hoggar hão de concordar.
Eu já havia viajado extensamente por países árabes e mais ainda pelo mundo islâmico. É normal que se tenha expectativas e se faça comparações. Talvez por causa disto que minha recente viagem pela Argélia tenha sido tão marcante. Foi completamente diferente do que imaginava. Esqueça referencias como Marrocos e Tunísia, por exemplo.

Ruínas romanas de Timgrad | Foto: @saiporai

O Marrocos, uma monarquia alinhada com o ocidente desde sempre, ao lado de uma Argélia revolucionária, que dependeu por tanto tempo da URSS, parecem água e vinho. A distinta colonização teve um papel importante no desenvolvimento da cultura e estrutura dos países. A Argélia foi ocupada pela França por mais de 130 anos, tempo significativamente superior a da Tunísia, e mais que o dobro da do Marrocos. A maneira como foram conquistadas e administradas também foi muito diferente.
Tratados foram assinados com os governos do Marrocos e Tunísia, transformando-os em uma espécie de protetorado. A Argélia perdeu seu território pela força, e não teve como reconquistá-lo a não ser pela guerra, uma brutal guerra de independência. A França administrava o território argelino como parte integral do país, a chamada Argélia Francesa. Semelhante ao que ocorre com a Guiana Francesa e a Polinésia Francesa hoje em dia. Porém os argelinos tinham direitos diferentes naquela época. Os Pied-Noir (colonos de origem francesa) eram privilegiados em relação aos argelinos nativos. Inevitável que isto fosse questionado e reivindicado.

Cânion Ghoufi | Foto: @saiporai

Sempre soube que a Argélia era uma sociedade conservadora. Talvez por isto tenha me surpreendido tanto ao ver mulheres sem nenhum tipo de hijab na minha chegada ao aeroporto de Argel. Longe de ser maioria, mas quando meus anfitriões chegaram para me buscar, notei que ela estava de saia e blusa sem manga. Um mês antes havia publicado um pedido de lugar para me hospedar na casa de anfitriões argelinos através do aplicativo “Couchsurfing”. Quem conhece a ferramenta sabe que nunca é tão fácil para receber uma resposta. Para minha surpresa, recebi mais de quinze convites em poucos dias, e logo tive que cancelar o pedido para não frustrar as pessoas. Não foi diferente nas outras cidades. Em toda a viagem, me hospedei na casa de argelinos. Médico, vendedor de kebab, estudante, cineasta, desempregado, vendedor de jogos piratas, dentre outros.
Quando não era através do aplicativo, recomendavam um parente, amigo ou alguém disposto a ajudar, indo até mesmo me buscar na rodoviária em plena madrugada. Lanchinhos para a viagem e presentes não eram incomuns.
Com tantos contatos feitos antes da minha chegada à Argel, resolvi fazer um encontro para conhecermos o Casbah, deixaria outras atrações para conhecer sozinho. Pelo menos uma dezena deles compareceu. Bom para o relacionamento e para a segurança também. A decadente parte antiga da cidade, apesar de ser patrimônio da Unesco, não é muito turística. Dizem ser lar de pequenos delinquentes e até ex-terroristas, que se escondem pelos labirintos formados pelas ruelas. Perigoso? Exige cuidados, mas com certeza muito mais seguro que áreas centrais de diversas grandes cidades brasileiras.

Casbah de Argel | Foto: @saiporai

O Casbah fica numa colina que desce até o mar, onde existem casarões escondidos atrás de portas decoradas e pouco lembra as Medinas do Marrocos e da Tunísia. Na ocupação francesa não havia muito espaço para a cultura argelina, então Medinas e outros símbolos nacionais foram destruídos. Alias, “Medinas” mesmo, antigas cidades muradas, praticamente inexistem no país. Uma grande exceção talvez seja o vale M´zab, já bem adentro do Saara. Cinco cidades fortificadas (Ghardaia é a principal delas) preservam arquitetura, cultura e até religião própria. Mesmo os árabes tem dificuldade em se estabelecer por lá. Os Mozabites são berberes, praticam uma vertente do islamismo chamada Ibadismo e tem um conjunto de leis que regem a sociedade bem especifico.

Área da cidade de Ghardaia | Foto: @saiporai

Árabes que vivem na região às vezes se revoltam, e conflitos são inevitáveis, causando muita dor de cabeça ao governo. Governo, aliás, que é muito impopular, mas visto como única opção. Insatisfação impulsionada pela crise econômica de um país que depende quase que exclusivamente da exportação de gás natural e petróleo, taxados por preços internacionais. O valor do Dinar Argelino é 60% menor no mercado negro. Dizem que o próprio governo acaba especulando e se beneficiando com isto, na espera de uma alta do petróleo para restabelecer a economia. Pude observar diversos prédios, às vezes cidades inteiras que estavam em construção e foram abandonadas. Ao perguntar o porquê da Argélia não ter tido uma “Primavera Árabe” a resposta era sempre a mesma. Tivemos os “(anos) 90`s negros, esta foi a nossa Primavera Árabe”, referencia a guerra civil argelina que durou uma década. Na época, logo após o colapso da URSS, o partido de oposição, Frente Islâmica de Salvação, ganhava as eleições.
O governo não deixou que assumissem e a oposição se organizou para uma luta armada. Estima-se que 200 mil pessoas foram mortas, grande parte civis. Hoje o país está bem mais calmo, somente algumas regiões no extremo sul da Argélia devem ser evitadas. Sim, mesmo depois da anistia, alguns terroristas continuam em atividade e até juraram lealdade a Al-Qaeda, mas estamos falando de regiões a dois mil quilômetros desde a capital Argel. A Argélia é cheia de atrações, tem um inimaginável potencial turístico.
Dezenas, talvez centenas de ruinas romanas. Mesmo nas mais impressionantes delas, como Timgrad, Djemila ou Tipaza, provavelmente você será o único visitante. Se sobram pontos de interesse, falta informação e infraestrutura para o turismo.
Nas montanhas, não é difícil de se encontrar argelinos fazendo piquenique. Ghoufi, com suas fortificações berberes ao longo do cânion estava repleto de famílias passeando. Mais próximo do mediterrâneo é onde a vida pulsa. Se por um lado os argelinos reclamam das opções de lazer, por outro improvisam quando tem tempo livre. A infraestrutura nessa região também é muito melhor, tendo inclusive uma excelente autoestrada que corta o país de leste a oeste.
Próxima do Mediterrâneo, a cidade de Constantina não tem praia, mas nem por isto falta vida. Apesar de ser a terceira maior do país, é uma cidade muito acolhedora. Um clima de cidade pequena em uma metrópole. Lá se toma café em vez de chá, bebida que era mais popular no interior do país. Diversas boulangeries onde se pode parar para ver o dia-a-dia e admirar as belas pontes que ligam a cidade velha, pendurada na beira do penhasco.

Pontes de Constantine | Foto: @saiporai

O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer projetou alguns monumentos na Argélia, mas provavelmente o mais famoso seja a Universidade de Constantina.
Minha despedida do país foi em Annaba, cidade onde viveu e morreu Santo Agostinho, um dos maiores filósofos do cristianismo. Visitei a imponente basílica no topo da colina, logo acima das ruínas da cidade de Hipona. Aproveitei a praia, tomei banho de mar e a noite discuti o dia-a-dia dos meus anfitriões tomando duas garrafas de vinho argelino. Durante todo o período da viagem, não conseguia parar de pensar como não adianta somente ler e estudar sobre um país, porque a nossa capacidade imaginativa tem limites. É preciso experimentar. A Argélia talvez seja uma das maiores provas disto.

*Guilherme Canever é engenheiro florestal, escritor, palestrante e um apaixonado por viagens; amante da natureza e adepto do turismo cultural, em todos os seus aspectos, desde costumes, político-social e religioso. O que mais o motiva a viajar é o contato com o desconhecido, viver e aprender com o diferente.

Você pode saber sobre as viagens de Guilherme Canever no site, Facebook e Instagram.

Texto originalmente publicado em http://internacional.estadao.com.br/blogs/gustavo-chacra/uma-viagem-pela-argelia-por-guilherme-canever/


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África

Bloukrans Bridge – África do Sul- O maior Bungy Jump de ponte do Mundo!

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O Bungy Jump da Bloukrans Bridge está na área do Tsitsikamma National Park. Essa famosa ponte em formato de arco fica na Garden Route sobre o vale do rio Bloukrans e possui 216 metros de altura, sendo reconhecida por possuir o “bungy mais alto de uma ponte” no mundo. O Bloukrans Bungy usa a tecnologia de bungy pendular para garantir o melhor e mais confortável bungy jump possível. Jumpers são protegidos em um arnês de corpo inteiro combinado com uma conexão de tornozelo.

 

O Bloukrans Bridge conta ainda com uma série de recordes mundiais. Em 2003, Bloukrans bungy foi reconhecido como o salto comercial mais alto do mundo (hoje o mais alto está na Nova Zelândia). Em 2008, fez parte de dois recordes mundiais: Veronica Dean realizou 19 saltos em uma hora e Bill Boshoff realizou 101 saltos em um período de 24 horas, recorde que foi posteriormente quebrado por Scott Huntley com 107 saltos no período de 24 horas.

 1- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Trecho do Blog Quero Mochilar, onde há um post bem mais completo com orçamentos e vídeos: www.queromochilar.com.br 

Como chegar?

A Bloukrans River Bridge, fica as margens da N2 Highway, sendo parte da Rota do Jardim (Garden Route), parada fácil até mesmo para aqueles que não desejam saltar e querem somente conhecer o lugar.

Em relação as principais cidades a distância é:

  • Jeffreys Bay: 125 km – 1h 15min
  • Plettenberg: 38,6 km – 30 min.
  • Cape Town: 561 km – 6h20min

Este lugar é uma ótima combinação com o Tsitsikamma National Park, pois fica a menos de meia hora da portaria do parque, no sentido Cape Town, sendo caminho para quem inicia a rota do Jardim, por esta região.

ROTEIRO

Horário de funcionamento: Diariamente das 9h00 às 17h00.

Valor: R 950 ( R$ 285,00 ) – Caso queira fazer outro salto, o próximo pode ficar até 75% mais barato.

Dica: O melhor é fazer a reserva antecipada pelo site da Face Adrenalin. Pode até sair mais barato em algumas ocasiões.

Sobre o Bloukrans Bridge…

Cheguei na Bloukrans Bridge já era umas 13h00, a ansiedade era enorme, e não tinha nada reservado. Por isso corri para a recepção para pegar a próxima turma.

O lugar do salto tem uma ótima infra estrutura, que conta com: restaurante, banheiros, áreas de repouso e ainda um mirante para o vale onde acontece os saltos. Recomendo conhecer tudo depois de já ter comprado seu pulo, para não perder a próxima saída.

Eu adquiri meu ingresso na mesma hora, não era temporada e foi tranquilo.

2- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Recepção: Onde compramos nossos ingressos.

2.1- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Já com alguns dos equipamentos só esperando a chamada para a ponte.

Como funciona o Salto?

Os agendamentos são para até 20 pessoas por turma, e cada turma parte para a ponte de hora em hora.

Assim que efetivar o pagamento e preencher o formulário se responsabilizando pela sua morte (rs), você vai para a preparação.

Na preparação eles fazem a sua pesagem e marcam as informações na sua mão. Esta pesagem servirá para agilizar o processo e definir a corda ideal para o seu salto de acordo com seu peso. Por isso mesmo,  não é possível escolher a ordem dos saltos, que vai de acordo com a ordem dos pesos da turma.

 4.2.1- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Meu peso e corda.

Neste quiosque da pesagem já vestimos também o equipamento que envolve as pernas, a cintura e os ombros. Tudo pronto seguimos para a ponte.

Antes de entrarmos na ponte há uma parada onde recebemos as principais orientações para o salto.

Uma delas é: Ao saltar, pegue impulso e se jogue o mais longe possível. Evite pular reto (foi o que fiz).

Poderia dizer que fiz assim só para ilustrar para o Blog o jeito errado pra vocês não fazerem, ou que fiz do jeito mais perigoso por que sou corajoso, mas a verdade é que sou atrapalhado mesmo….kkkkk.

Vamos lá…

Tinha pensado comigo que não olharia para baixo até saltar, mas é impossível. A passarela que vamos para a ponte é de um piso vazado, onde vamos vendo tudo lá embaixo. E nesta hora que a tensão começa a aumentar e o coração a vir para boca. Se for desistir, será nesse momento, aposto!!

Quando estamos na área do pulo, recebemos mais instruções rápidas e é passada a ordem dos saltos.

4- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Área do Salto. Observe o monitor ali em cima onde você pode assistir quem saltou.

4.2- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Equipe que saltou!

A equipe do Face Adrenalin é super profissional e passa muita segurança. Antes do salto estamos escutando músicas animadas e altas, e é criado um clima maneiro que ajuda a relaxar e pegar coragem.

Em meio a músicas e brincadeiras, lá foi a primeira pessoa, e ela era minha amiga – Luana.

Que saltou calma, pulou certinho como se estivesse em um piscina, e foi um lindo e corajoso salto (pena que não tenho foto). Eu vendo fiquei super nervoso, não parava de rir, mas era medo eu acho…rs. Enquanto a pessoa está lá embaixo, nos podemos ver tudo pelo monitor. Tente filmar o monitor, se não vai comprar o vídeo.

Um por um foi indo, até a minha vez: Fui o último!

É um processo de produção o pulo, enquanto um salta a equipe prepara o próximo. Jumper resgatado, pula o próximo.

Chegou minha hora…

Antes de saltar o coração vem na boca e bate forte, muita tensão.

Você fica sentado em um banco ao lado da plataforma enquanto amarram a proteção da corda envolta nas pernas e pés.

4.3- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Preparação.

4.4- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Amarração principal. Até aqui fui com as minhas botas Ecosafety.

Tudo pronto, vão levar você lá para beirada (juro escrevendo este momento meu coração bateu mais forte só de lembrar… revivi). Agora você não anda mais e dois caras da equipe envolvem seus braços no pescoço deles e você vai saltando até a beirada da plataforma.

 4.5- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Quase…

Seus pés ficam metade para fora e metade para dentro, você tem que flexionar o joelho e saltar!

E agora: Como não olhar para baixo??? E quando você olha, você se borra todo…rs.

Outra: Como pegar impulso assim??

Flexionei os joelhos e só escutei em inglês: 3, 2, 1 … Três segundos eternos, que passou pela minha cabeça incontáveis coisas: pula logo, flexiona, vai agora, espera… preciso de mais um tempo….

Mas depois do One (1), seu pé já meio para fora, eles dão um leve empurrãozinho no braço, e eu fui, sem nem mesmo perceber muito bem que estava indo.. meio que desequilibrei…rs. Com as pernas dobradas tremendo na tentativa de flexionar para pular, fui reto, do jeito errado, por isso digo que cai do Bungy, não saltei, e foi um Bungy Falling (Queda de Bungy Jump).

5- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Oh dó de mim, com as pernas flexionadas….kkkkk Juro que ia saltar.

5.1- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Lá fui eu…

5.2- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Abri os braços só agora…kkkkk.

O “trem” é alucinante! Pelo tempo ligado da Gopro a duração da queda a ser resgatado são apenas 4 minutos e meio, mas a sensação é de uns 15.

A queda é super rápida, coisa de um minuto e a melhor hora para mim é o primeiro “tranco”, quando a corda te puxa de volta…. loucura!!! Dá pra ver certinho na minha filmagem da GoPro.

Conforme vamos caindo, a música some, e a única coisa que escutamos é o vento e nosso berro…rs. Aos poucos a sensação de medo é tomada por uma descarga de adrenalina incrível, sério, penso que fiquei com aquela adrenalina toda mais de um dia no corpo.

Quando finalmente para, para mim é o pior momento, pois ficamos pendurados olhando aquele monte de pedra, árvore e água lá embaixo, e só torcendo para ser resgatado logo. A sensação de que suas pernas vão escorregar do equipamento e que você vai cair não sai da mente.

O alívio só chega quando do nada esbarra comigo o instrutor, que desce em um cabo com uma cadeirinha. Já grudei nele. Na hora que ele chegou assustei, e se não fosse a cordinha bem amarrada minha GoPro tinha ido abismo abaixo…rs.

O cara vai conversando com você o tempo todo, para te tranquilizar e distrair. Agora vamos subindo como em um Rapel até a ponte, pelo lado oposto do salto.

5.3- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: O funcionário me distraindo com um bate papo.

Quando chegamos e nos sentimos seguro é uma alegria enorme!!

5.4- Bungy Jump África do Sul Quero Mochilar

Foto: Pura adrenalina…rs.

Ufa, deu tudo certo, estamos sãos e salvos e muito orgulhosos da nossa coragem.

Gostou? Quer saber mais detalhes como custos, horários etc destes destinos… ou saber mais de outras atrações de Belém, então acesse o www.queromochilar.com.br e saiba mais.

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Os 10 + vistos do Mês

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