Conecte com a gente

Cicloturismo

Ela viaja de bicicleta pelo mundo atrás de Arte urbana

Mochileiros.com

Publicado

em


“Com sede de aventura e paixão pela arte, eu rodo o mundo para conhecer e documentar artistas de rua, seu trabalho e suas diferentes abordagens.” Assim a designer gráfica, fotógrafa e cicloviajante alemã, Nina Schwarzenberg abre o site onde mostra um pouco do seu trabalho fotográfico fruto de suas andanças, ou melhor, pedaladas mundo afora.
Nina trabalhava num jornal quando decidiu deixar a Alemanha para conhecer diferentes culturas. Levou consigo coragem, curiosidade e a paixão pela arte – sobretudo a Arte de rua – além de seu equipamento fotográfico e uma bicicleta, com a qual conquistou uma “liberdade inexplicável”. À Lonely Planet ela comenta sobre a flexibilidade conseguida com a bike “não precisamos esperar por transporte, podemos sair das estradas principais e explorar lugares remotos; não ficamos presos no trânsito ou perdendo tempo para encontrar um lugar onde estacionar o carro. Conhecemos a vida selvagem e as pessoas mais de perto”.
A viagem de Nina começou em Veneza, na Itália. Dali ela percorreu a costa italiana e conheceu um pouco da Croácia, Bósnia, Montenegro, Albânia, Eslovênia, Grécia entre outros. Canadá e Japão são os próximos na sua lista de viagem. Agora ela está pedalando pelo Marrocos.

Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Abertos, muitas vezes os artistas convidam a cicloviajante a participar de algumas obras | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Artista em Dubrovnik, Croácia | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Para ela, viajar de bicicleta proporciona “liberdade inexplicável” | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Em Israel, um dos países que ela conheceu | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Ela encontra pelo caminho outros apaixonados pela bicicleta | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Para saber mais sobre a cicloviagem da fotógrafa e conferir mais sobre seu trabalho, acesse o site ou siga o perfil dela no Instagram.

Votar

7 pontos
Upvote Downvote

Comentários do Facebook

comentários

O Mochileiros.com foi criado em 1999 e recebe todos os meses mais de um milhão e meio de visitantes. Nossa comunidade é formada por viajantes experientes e iniciantes buscando informações sobre viagens independentes e econômicas em um verdadeiro circulo virtuoso de compartilhamento de informações gratuitas sobre destinos de todo o mundo.

Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Blog

Incríveis bicicletas fabricadas com peças de motos dos anos 50

Mochileiros.com

Publicado

em


O artesão italiano, Luca Agnelli é especialista em restauração de móveis antigos e se transformou em uma sensação com suas criações: bicicletas elétricas construídas com peças de motos dos anos 50. São peças reais, como um tanque de combustível por exemplo, que ao invés de levar gasolina tem um conjunto de baterias.
Agnelli trabalha em seu laboratório de desenho desde 1989, quando o abriu e tinha 22 anos; desde então cria produtos contemporâneos a partir de antigas relíquias. Uma das coisas que faz destas bicicletas (ou pedelecs) especiais é que cada uma é única, uma verdadeira joia feita a mão.

Dê uma olhada em algumas delas nas fotos abaixo:

Foto: agnellimilanobici.com

Foto: agnellimilanobici.com

Foto: agnellimilanobici.com

Foto: agnellimilanobici.com

Foto: agnellimilanobici.com

Foto: agnellimilanobici.com

Foto: agnellimilanobici.com

Foto: agnellimilanobici.com

Foto: agnellimilanobici.com

Mais fotos e informações (inclusive técnicas) sobre cada modelo podem ser vistas no http://www.agnellimilanobici.com/?post_type=product

Com informações de AutoEvolution.com.

Se você gosta de coisas retrô, também pode gostar deste post: Posters (retrô) de viagem


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Blog

Aposentada e com 78 anos ela decidiu viajar o mundo de bicicleta

Mochileiros.com

Publicado

em


A americana – professora de francês aposentada – Ethel MacDonald escolheu fazer viagens um pouco diferentes das que a maioria dos aposentados faz. Desde 2003 quando se aposentou, ela vem conhecendo o mundo pedalando. Ethel tem duas bicicletas. Uma na casa de uma amiga na Europa e outra em Missoula – Montana (EUA) onde vive. A primeira cicloviagem começou na costa atlântica francesa. Normalmente suas viagens duram entre três e quatro semanas.
Ethel utiliza sites conhecidos dos cicloturistas e mochileiros para encontrar lugar para dormir (o Warm Showers e o Couchsurfing) mas segundo ela, além de economizar com a hospedagem o principal motivo para utilizar-los é o de conhecer pessoas “fantásticas e inspiradoras”. Ela acredita já ter ficado em mais de 165 casas diferentes e recebido mais de 200 outros viajantes em sua casa.
Curiosamente, Ethel (só) aprendeu a andar de bicicleta aos 30 anos de idade.
Em 2016 Ethel calculou ter percorrido mais de 16.000km viajando de bike e não pretende parar.

Foto: Reprodução Facebook/Ethel MacDonald.

Foto: Reprodução Facebook/Ethel MacDonald.

Foto: Reprodução Facebook/Ethel MacDonald.

Foto: Reprodução Facebook/Ethel MacDonald.

Foto: Reprodução Facebook/Ethel MacDonald.

Foto: Reprodução Facebook/Ethel MacDonald.

Com informações da CNN.


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Blog

Região dos Campos Gerais (PR) é bela opção para viagens de bike

Mochileiros.com

Publicado

em


Os Campos Gerais do Paraná, região turística repleta de atrativos naturais, históricos e culturais com forte influência do tropeirismo e da colonização europeia na culinária, costumes e tradições, tem se revelado um destino para os amantes das viagens de bicicleta.
Dentre as opções estão os atrativos na cidade de Jaguariaíva onde está o maior cânion da região dos Campos Gerais, rios, cachoeiras, lajedos e mirantes, além de casarões históricos.
Ponta Grossa, principal destino indutor do turismo na região, também oferece passeios turísticos de bicicleta. O roteiro se estende por 60 km e contempla os atrativos urbanos e rurais. Um dos locais visitados é o Capão da Onça, complexo de cachoeiras, corredeiras e piscinas naturais no distrito de Itaiacoca, a 15 km da cidade.
Já em Vila Velha, um dos parques e reservas naturais da região, o cicloturista contempla os gigantescos blocos de arenito esculpidos pela natureza. São formações que lembram figuras humanas, animais e objetos como a exuberante Taça, um dos símbolos da região. A bicicleta também transporta os visitantes às cachoeiras Tamanduá, da Mariquinha, do Perau e ao Buraco do Padre, furna com cascata de 30m no interior formada pelo rio Quebra Perna. O local servia de refúgio e meditação para os jesuítas que catequizaram a região.

Cicloturistas partem de Carambeí | Foto: Lobi Cicloturismo.

A principal característica da geografia dos Campos Gerais, de natureza privilegiada, são os aclives e declives. Nas subidas, o cicloturista desfruta de paisagens surpreendentes nas montanhas. Ao descer, ele se depara com rios, cânions, corredeiras e cachoeiras, entre outras formações naturais. Os caminhos percorridos de bicicleta são os mesmo da Rota dos Tropeiros entre o Rio Grande do Sul e São Paulo, quando o Paraná foi ocupado. As rotas oferecem aos visitantes gastronomia, história, artesanato e muito aprendizado para enriquecer ainda mais a viagem.

Carambeí, de colonização holandeses, é outro destino de cicloturismo. Destaque para o Parque Histórico de Carambeí com área equivalente a 10 campos de futebol. No local, o turista viaja pelo passado e presente dos Países Baixos. Já em Tibagi, natureza e aventura se irmanam numa Pedalada internacional que recebe todo ano, centenas de turistas para desfrutar os atrativos locais. O roteiro de 40 km percorre atrativos turísticos importantes da cidade, entre eles, os saltos Santa Rosa e Puxa Nervos, os morros do Jacaré e da Comuna e paisagens naturais apreciadas pelos participantes durante trajeto.

Dicas, informações e experiências de viagem pela região Sul do Brasil podem ser conferidas clicando aqui.
Sobre viagens de bicicleta no Brasil e no mundo, clique aqui.

Texto: Geraldo Gurgel/Ascom Ministério do Turismo e Redação.
A imagem (da home) que traz até este post é de um dos atrativos naturais da cidade de Tibagi. Foto: Prefeitura Municipal de Tibagi.


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Blog

Viajante revela fatos curiosos após rodar 100 países de bicicleta

Publicado

em


Lars Bengtsson é um viajante inveterado. Em março de 2004 ele partiu com sua bicicleta da Suécia, sua terra natal, rumo a China e desde então não parou mais. Já rodou mais de 105.000 km. Durante suas viagens Lars cruzou de bike a cordilheira dos Andes e os Alpes Europeus, atravessou pedalando o deserto do Saara, o Outback Australiano e áreas extremamente remotas da China, onde bateu seu próprio recorde de tempo sem encontrar uma aldeia ou vilarejo: 35 dias sem encontrar sequer uma alma viva.
Escalou 9 montanhas, segundo ele, sem nunca ter feito isso antes.  Atravessou o Parque Nacional Haut Niger na Guiné em um barquinho träkanot e em Honduras explorou a floresta de La Mosquitia em um caiaque, ao todo remou por mais 600 km.
Em junho de 2017 Lars chegou em Angola, seu 100º país! Dos 13 anos que se passaram desde a sua primeira viagem em 2004, 6 anos foram na estrada, pedalando e acampando.  Lars já escreveu um livro e relata suas viagens através do seu perfil no Instagram e em seu site Lost Cyclist (em suéco).
Agora ele planeja deixar a bicicleta de lado por um tempo e atravessar as ilhas da Indonésia a pé.

Os 44 fatos curiosos da jornada de Lars Bengtsson por mais de 100 países.

  1. Quilômetros pedalados:  Mais de 105.000 km
  2. Continentes em que já viajou: 6
  3. Dia mais longo pedalando: 255 quilômetros na Austrália;
  4. Maior altitude pedalando: 5.090m no Peru;
  5. Maior altitude sem bicicleta: 6759m em Cerro Bonete na Argentina;
  6. Tempo mais longo sem tomar banho em um chuveiro:  39 dias em Altun Shan / Chang Tang na China;
  7. Tempo mais longo sem ver pessoas: 39 dias em Altun Shan / Chang Tang na China;
  8. Maior quantidade de alimentos transportados na bicicleta: 34 quilos na China;
  9. Maior quantidade água transportado na na bicicleta: 16 litros na Argentina;
  10. Lugar mais quente que visitou: a fronteira entre o Irã e o Paquistão: + 50c;
  11. Lugar mais frio que visitou: Turquia oriental no inverno: -25c;
  12. País mais difícil de viajar: Etiópia;
  13. Trajeto mais mais longo sem furar um pneu: 11.050 quilômetros (Entre Letônia e Senegal);
  14. Maior quantidade de furos de pneus em um mesmo dia: 5 furos em Gran Chaco no Paraguai;
  15. Rio mais difícil que cruzou: Bartang Valley, Tajiquistão;
  16. Piores insetos: moscas tsé-tsé na Tanzânia;
  17. País mais bonito: difícil, mas talvez Namíbia;
  18. Quantas montanhas subiu: nove (três deles foram as primeiras ascensões);
  19. País com os piores motoristas: País da Geórgia.
  20. Piores Ventos: Durmitor National Park em Montenegro
  21. Estrada mais bonita da Ásia: Bartang Valley, Tadjiquistão
  22. Estrada mais bonita da América do Norte: Highway 12, Utah, EUA
  23. Estrada mais bonita da América do Sul: Chojata Gorge estrada, Peru
  24. Estrada mais bonita da Europa: Estradas secundárias ao redor Retezatbergen na Roménia
  25. Estrada mais bonita da Austrália:   Stuart Highway
  26. Estrada mais bonita da África:  A estrada do Parque Nacional Namib-Naukluft na Namíbia
  27. Pior estrada em um deserto: Wadi Halfa-Dongola Road no deserto do Saara no Sudão
  28. Pior estrada de montanha: Gyttjehavet oeste de Fujian Shankou, China
  29. Pior estrada de floresta: Os caminhos no sudeste da Guiné-Bissau
  30. Estrada mais desagradável: Mostar-Sarajevo, Bósnia
  31. Número de vezes que cruzou a Linha do Equador: 2 vezes em Uganda e no Equador.
  32. Local onde se perdeu mais: Guiné-Bissau. (Acabou em outro país na República da Guiné)
  33. Maior tempo sem dormir debaixo de um teto: Mais de 2 meses entre a Zâmbia e África do Sul
  34. Hostel mais barato onde se hospedou: US$ 0,60 a diária em Hunzadalen no Paquistão.
  35. Quarto individual mais barato onde se hospedou: US$ 0,80 em  Addis Zemen na Etiópia
  36. Refeição mais barata: cerca de US$ 0,10 Salada de batata em Terairegionen no Nepal
  37. Melhores comidas de rua: Turquia e Tailândia
  38. Melhor rango: Momos tibetanos comprados em McLeod Ganj na índia
  39. Piores ressacas: Em Cracóvia  na Polônia e em Jinja na Uganda (ugh ..)
  40. Cidade mais quente: Lahore no Paquistão
  41. Lugar onde sofreu mais ataques de cachorros na rua: Romênia
  42.  Lugares onde viu mais atropelamentos: Romênia e Tasmânia
  43. Lugar onde as pessoas foram mais solícitas: Irã, Síria, Estados Unidos e Namíbia
  44. Lugar onde as pessoas foram menos solícitas: o pessoal da embaixada indiana em Islamabad

Lars comemorando seu 100º país de bicicleta em Angola (Julho de 2017)

Atravessando os Montes Altun na China em 2010.

Durante a travessia de 50 dias, Lars carregou na bicicleta, 72 pacotes de macarrão e três quilos de aveia.

Vale de Bartang no Tajiquistão em 2016

Cruzando o Deserto do Saara no Sudão em 2006

Em Pircas Negras na Argentina em 2013

Mais um dia de camping na Guiné-Bissau em 2009

Atravessando um rio na amazônia brasileira em 2017

Em Angola em 2017

Templo em Kalmykia na Russia em 2016

Atravessando Van Zyl’s na Namibia em 2017

E nas estradas congeladas da Georgia em 2016

Atravessando as montanhas de Lesoto em 2014


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Blog

Rio Grande do Sul tem belo circuito para cicloturistas

Mochileiros.com

Publicado

em


O chamado ‘Circuito das Cascatas e Montanhas’ é opção para quem quer conhecer um pouco das belezas do Rio Grande do Sul pedalando.
Em 123Km de extensão, o circuito que passa pelas cidades de Rolante, Riozinho e São Francisco de Paula oferece experiências de contato com a natureza (com diversas cascatas pelo caminho) e de imersão nas ricas cultura, história e gastronomia da região.
De acordo com o site do circuito o trajeto pode ser feito entre dois e cinco dias, “sempre com passagens pelas áreas centrais das cidades, para conveniência, mas sem deixar de lado o atrativo principal: a conexão com a natureza através do esporte”.

Cascata das Andorinhas é uma das belezas do caminho | Foto: Divulgação.

 

Roteiro é dividido em 4 etapas

Foto: Reprodução.

Na cidade de Rolante, o cicloturista recebe seu “Manual do Circuito” (o simplificado está aqui) e segue rumo à primeira das cascatas que dão nome ao circuito até chegar ao centro da cidade de Riozinho. De lá é possível esticar o pedal e pernoitar nas pousadas do interior ou dormir no centro da cidade. Neste ponto merece destaque a Cascata do Chuvisqueiro.
Pedalada adiante, atravessa-se o Rio da Barrinha, para chegar à comunidade italiana de Boa Esperança, na cidade de Rolante. Destaque para as águas puras e cristalinas da Cascata das Três Quedas e para o Caminho das Pipas, rica rota gastronômica italiana local.
Seguindo viagem, chega-se à cidade de São Francisco de Paula e até lá toda a beleza e clima da Serra Gaúcha e dos Campos de Cima da Serra. Destaque para o lago São Bernardo e o Parque das Cachoeiras.
A última etapa do circuito é de descida rumo à Rolante, passando pela comunidade alemã de Ilha Nova.
Confira fotos de alguns pontos do circuito e detalhes sobre as etapas 1, 2, 3 e 4 (aqui, aqui, aqui e aqui, respectivamente).

Parque das Cascatas | Foto: Divulgação.

Circuito é cheio de belos cenários e… | Foto: Divulgação.

rica cultura. Na imagem, área da comunidade alemã de Ilha Nova | Foto: Divulgação.

Dica importante

Segundo o site Bike Village (onde ficamos sabendo sobre o circuito) todas as pousadas e demais estabelecimentos do percurso precisam de agendamento prévio, pois funcionam sob demanda.
Mais informações sobre este e outros pontos também podem ser obtidas no site e na página do circuito no Facebook.

A foto (da home) que traz até este post é de divulgação (reproduzida do site oficial do circuito).


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Blog

9 razões para explorar a Holanda de bicicleta

Mochileiros.com

Publicado

em


A Holanda é um dos principais destinos para quem gosta de pedalar. É seguro, fácil e divertido passear de bike por lá, os locais dizem ser a maneira ideal de explorar bem os tesouros holandeses. Quem não tem uma bicicleta, ou não pode levar uma na viagem, pode alugar em uma das inúmeras lojas no centro de qualquer cidade do país. E, por que explorar a Holanda pedalando?

1- Porque o país conta com 30 mil quilômetros de rotas para bicicleta, tanto as de longa-distância, identificadas nas placas pela sigla LF, como mais curtas, dentro das cidades, facilmente utilizadas por meio de um sistema que disponibiliza mapas e direções em cada cruzamento. As ciclovias são seguras e na maioria das vezes separadas dos veículos motorizados.

 

 

 

Foto: Divulgação.

2- Porque as placas de estradas foram aprimoradas, então é praticamente impossível para um ciclista se perder.

Foto: Divulgação.

3- Porque os holandeses estão acostumados com os ciclistas e estão sempre atentos a eles no trânsito.

Foto: Divulgação.

4- Porque a Holanda é um país plano, então mesmo para ciclistas iniciantes é fácil percorrer as rotas.

Foto: Divulgação.

5- Porque clima do país é ameno, então dificilmente estará frio demais para andar de bicicleta.

Foto: Divulgação.

6- Porque muitos lugares com paisagens impressionantes ficam escondidos daqueles que optam por outros meios de transporte por serem acessíveis só para quem está de bicicleta.

 

Foto: Divulgação.

7- Porque pedalar para se locomover é uma atitude sustentável, que contribui para o meio-ambiente.

 

Foto: Divulgação.

8- Porque a Holanda está entre os cinco países do mundo com as estradas mais seguras.

 

Foto: Divulgação.

9- Porque, além de divertida, é uma maneira saudável de conhecer um lugar novo.

Foto: Divulgação.

Como planejar sua viagem de bicicleta pela Holanda

O sistema de cruzamentos permite planejar as viagens por uma determinada região de forma rápida e fácil. É só seguir as placas de cada cruzamento numerado até o próximo.
Cada cruzamento tem uma placa com um mapa geral dos arredores e o seu número. Por meio do Bicycle Route Planner, fica fácil definir o melhor trajeto.

Foto: Reprodução Holland.com

Esse sistema ainda se conecta facilmente com os trajetos que percorrem todo o país, as Rotas Nacionais de Longa-distância (LF). Essas rotas representam uma extensão de 4,5 mil quilômetros e foram desenvolvidas especialmente para passeios de bicicleta mais longos. É possível seguir rotas individuais ou personalizar os itinerários de acordo com sua preferência.
Um dos itinerários mais famosos é o IJsselmeer Tour, percurso de 400 quilômetros que passa por vilarejos históricos e reservas naturais em cidades como Volendam, Edam e Marken.
Quem gosta de praias vai gostar do Dutch Coastal Tour, trajeto de 570 quilômetros pelas principais atrações da costa holandesa, como a badalada praia Scheveningen, Noordwijk e a região de Friesland.
Quem procura rotas mais curtas e é fã de arte, vai gostar dos tours inspirados em Van Gogh, em Tilburg, Eindhoven, Etten-Leur, Nuenen, Zundert e ainda um mais completo, na região de North Brabant.

Foto: Divulgação/ Holland.com

Confira outras opções de percursos aqui.

Mais sobre viagens pela Holanda

Dicas, informações e experiências de quem já viajou pela Holanda podem ser conferidas aqui.
Também no site do Turismo Oficial do país e na fanpage no Facebook.


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Blog

Amigos largam empregos para dar a volta ao mundo de bike

Mochileiros.com

Publicado

em


Pedir demissão e dar a volta ao mundo. Quem nunca sonhou com isso? Os amigos Julio Pinto, 30 anos, e Henrique Belingieri, 31, não só pensaram como vão tornar o desejo real. E de uma forma diferente: de bicicleta.  A partir de junho, a dupla sai de Buenos Aires em direção a… aos cinco continentes. Ficarão viajando, no mínimo, dois anos, mas não têm data para voltar e nem reservas em lugar algum. Deixarão a vida levá-los. Para planejar o aventura, foram pesquisas e mais pesquisas e cortes nos gastos, como passar a comer fora ou ir a bares com menos frequência – foram até chamados de mãos de vaca por essas mudanças.

A bike não foi o primeiro meio de locomoção que veio a cabeça. Inicialmente, pensaram em fazer o roteiro de Kombi, mas, por entenderem mais das magrelas, optaram por elas. “Viajar de bicicleta é a mais pura tradução da liberdade. É ver e ser visto com sorrisos. As pessoas na estrada buzinam, gritam palavras de incentivo nas grandes subidas, param o carro e abrem suas casas para nos receber”, conta Julio. Fora que, completa ele, “a pé, você não consegue conhecer muito e, de carro, você não consegue conhecer os detalhes”.

Julio Pinto e Henrique Belingieri – Foto: Ciclo Trips

Na mala, ou melhor, nos seus alforjes (malas que vão pendurados na bike), só o necessário para acampar, cozinhar, dormir em rede, suportar temperaturas que vão de 45 a -30ºC e outras situações. O preparo mais difícil mesmo foi o psicológico, já que estão deixando conforto, famílias e amigos aqui – mas também o desânimo das segundas-feiras e de passar 50 horas por semana no escritório. Mas a busca vale a pena. Busca pelo autoconhecimento, pelo não ter medo de chegar aos 80 anos, olhar para trás e se arrepender de ter deixado de ir atrás de um sonho.

Roteiro?

A viagem se inicia em Buenos Aires e segue rumo Norte, passando pelo norte da Argentina para o Chile, cruzaremos os desertos e seguimos via Bolívia, Peru, Equador e Colômbia.

O próximo passo é América Central e México. Depois cruzamos para outros continentes: África, Europa, Ásia e terminamos na Austrália.

Temos no detalhe apenas os primeiros passos. O nosso caminho que fará nosso roteiro final. Afinal, teremos bastante tempo para pensar nisso. Deixaremos acontecer.

Como surgiu a ideia da viagem? Quem pensou primeiro, você ou o Henrique? E quando foi isso?

Nossa primeira viagem juntos, minha e do Henrique, foi em 2011. De lá pra cá viajamos algumas vezes juntos. Em 2011, Bolívia e Peru. Em 2012, Argentina, Chile e Uruguai. Em 2013 a viagem era Peru, Equador, Colômbia e Venezuela (e eu, meses antes de ir, troquei de emprego e não fui, mas a viagem aconteceu). Em 2014 o destino era a América Central, mas foi a vez do Henrique de trocar de trabalho e não poder ir (fui com outros amigos). Em 2016 viajamos juntos novamente. O destino tínhamos desde o começo: conhecer a Patagônia. Fizemos então nossa primeira viagem de bicicleta (detalho isso mais abaixo).

Carretera Austral – Foto: Ciclo Trips

Eu, Julio, já tenho planejado há mais de 3 anos que aos 30 eu iria parar de trabalhar e fazer algo. Dentre as opções que eu tinha as mais cogitadas era morar na Austrália novamente ou então fazer uma grande viagem, uma mochilada de muito tempo ou algo do tipo. E durante a nossa viagem de bike pela Patagônia conversamos muito sobre isso, sobre colocar em prática. Acreditamos que querer, todos querem. Quem não quer ficar viajando pelo mundo por uns anos? Todos, ou quase todos. Agora quantos estão dispostos a cortar gastos do dia a dia, a evitar gastos com coisas que consideramos supérfluas (roupas, comer fora, trocar de carro – dentre outros tantos itens que, trabalhando em uma empresa grande rodeado de pessoas de classe média/alta, acabávamos nós sendo os diferentes, os “mão de vaca”)? Poucos, pouquíssimos. Mas foi o que fizemos e graças a isso chegou a hora de dar um break e colher os frutos desse planejamento.

Assim, em dezembro do ano passado, decidimos que iríamos partir no meio do ano. E foram aí que começaram as pesquisas e planejamentos.

Quanto tempo vão ficar viajando?

Por mais que soe radical, não temos muito um plano de volta. Não temos compromissos aqui, nada. Nada marcado. Temos uma quantidade de dinheiro que nos planos atuais daria pra ficarmos mais ou menos 2 anos e meio na estrada. E esse é o plano inicial: 2 anos e meio. Mas tudo trata-se de planos bem distantes de serem imutáveis. Literalmente a vida e o caminho nos mostrarão a hora certa de voltar (ou não) pra casa.

Por que sair tanto tempo pedalando e não viajando de forma mais convencional?

Bom, aqui começamos a falar de algo que todos que já viajaram de bicicleta tentam explicar mas é difícil a quem nunca viveu isso entender de forma plena. Viajar de bicicleta é, de longe, a forma mais prazerosa que encontramos para viajar.

Tudo começou quando pesquisávamos sobre a Patagônia e encontrávamos na época muitos relatos de viagens em bicicleta. É uma região com estradas longas, de pouco movimento, muita natureza e muitos lugares selvagens para se ir acampando (camping selvagem é acampar onde não é uma área comercialmente dedicada a camping, é acampar na beira da estrada, na beira de um lago, por exemplo).

E mais do que a Patagônia em si, começamos na época a pesquisar sobre viajar de bicicleta. Ler relatos, ver vídeos. E as pessoas sempre tocavam na palavra liberdade. Sempre falavam em conhecer algo de verdade, em aproveitar cada minuto de todo o tempo de viagem, de ter uma liberdade como nenhuma outra modalidade lhe trás.
E de fato foi isso mesmo. A pé você não consegue conhecer muito, e de carro você não consegue conhecer no detalhe. Esse é um dos lemas conhecidos de viajar assim.

La Junta / Carretera Austral – Foto: Ciclo Trips

Queríamos mesmo sair do convencional. Antes de efetivar a escolha pela bicicleta cogitamos ir de Kombi. Desistimos por não entender nada de carro e ser uma logística mais complexa. Aí voltamos a ideia inicial, da bicicleta e assim iremos seguir. Viajar de bicicleta é lindo, é a mais pura tradução da liberdade, é ver e ser visto sempre com sorrisos. As pessoas na estrada buzinam, gritam palavras de incentivo nas grandes subidas, param o carro e abrem suas casas para nos receber. É maravilhoso.

Como foram os preparativos?

A fase preparatória foi bastante complexa. Imagina arrumar uma mala (mais do que arrumar a mala: pensar em tudo que tem que comprar pra ter dentro dela) que não pode ser nem de perto grande ou pesada. Agora imagina que nessa mala tem que ter itens para você ser auto suficiente pra tudo: acampar, cozinhar, dormir em rede, aguentar -30 graus e em outras épocas 45 graus, armazenar água, carregar baterias, dentre outras tantas necessidades.

Essa foi a parte do preparo material, de montar a bicicleta (montamos comprando peça por peça) até as maletas onde vão as coisas até o que vai dentro delas.

A outra parte é o preparativo psicológico. É ter consciência que será um desprendimento. É deixar coisas pra trás por um tempo. É fechar uma parte do livro da nossa vida e abrir um outro, limpinho e cheio de folhas brancas, onde escreveremos a cada dia novas páginas dele.

E, não menos importante mas desde o começo não crucial ou que nos segurasse: a estabilidade. Tínhamos empregos bons, ganhando um salário bom, cargos a serem ocupados se a entrega continuasse. Deixar tudo isso pra trás é o que pode parecer mais loucura para a maioria das pessoas. A pergunta que é quase unânime e a que mais fazem: “mas e quando voltar? pra viver?. E a resposta que damos é que teremos muito tempo pra pensar nisso. Tempo que normalmente gastamos da nossa vida para pensar para outros. Agora não, pensaremos para nós mesmos. E um jeito sempre se dá. Preferimos isso ao comodismo. Ao deixar de fazer com medo do que pode ou não acontecer. Não cairemos na vala comum, pelo contrário nosso maior desejo e não viver isso.

Por onde vão passar? E como decidiram o roteiro?

A aventura tem início em 1 de junho em Buenos Aires, na Argentina. Como de alguma forma nosso tempo e dinheiro é limitado, finito, tivemos e teremos que fazer algumas escolhas em relação ao roteiro. O desejo, caso o recurso fosse infinito, é viajar por muitos e muitos anos. Poder sair de casa pedalando e viver alguns bons anos na estrada conhecendo tudo de forma devagar, vivendo os encontros e desencontros do caminho.

Então fizemos a decisão de não nos deixar tomar pelo ego de apenas ir pedalando. O que achamos ou acharmos que não vale a pena fazer, trocaremos por transportes. Há apenas uma restrição de tentarmos sempre fazer em trens ou barcos, formas mais limpas de transporte. Queremos evitar ônibus, pra ser mais direto. Mas se há uma estrada que é muito movimentada, que oferece riscos de segurança, que pelo relevo demoraríamos muitos dias para fazer um trecho que não valha a pena, cortaremos caminho. E também, claro, será necessário para conseguirmos fazer os 5 continentes.

O plano é percorrer a América do Sul até Bogotá, voar para a América Central (Panamá ou Costa Rica) e pedalar até Cancun. De Cancun, África. De Cape Town até Cairo, no Egito. Passando por Zimbábue, Moçambique, Tanzânia, Quênia, Etiópia, Sudão e por fim Egito (talvez a parte mais dura, exótica e esperada da viagem). Depois alguns meses pela Europa. Rússia e pegar o trem Transiberiano. Depois Mongólia, China e Sudeste Asiático (Laos, Camboja, Vietnã, Tailândia). A viagem termina na Austrália, realizando toda a costa Leste. Mas quem dirá de fato qual será a nossa rota serão os próximos dias que viveremos. Se algo por alguma razão tiver que mudar, se algum acontecimento nos levar para outra rota, assim será.

O que levarão com vocês na bike?

Nosso equipamento é bem completo. Viajar em bicicleta por tanto tempo nos exige ser auto suficientes. Um dos grandes segredos são os equipamentos técnicos: aqueles que são feitos para montanhismo, trekking, cicloturismo, etc. Há nos equipamentos técnicos sempre uma preocupação com o tamanho, com o peso, com ser funcional.

Teremos desde as coisas mais básicas como mais tecnológicas como: carregador solar, fogageiro multi combustível (que funciona com diesel ou gasolina), roupas que são muito leves e ao mesmo tempo aguentam um frio danado, um machado e uma serra no caso de precisar cortar algo, dentre muitas outras coisas.

Para carregar tudo isso são 4 bolsas. 2 na frente, uma de cada lado da roda. Mais 2 atrás também uma de cada lado e uma última por cima das 2 bolsas de trás. As bolsas são na verdade chamadas de alforges.

 

Onde se hospedarão?

Serão de forma geral 3 formas de hospedagem:

Acampar – a forma que procuraremos sempre praticar por ser possível viver mais a liberdade, em ser mais parte da natureza. E, sempre que possível, fora das cidades, em campos, em estradas, em locais mais na natureza.

“Warm Shower” – Esse é um aplicativo onde ciclistas recebem ciclistas em suas casas. Mas não somente através do aplicativo, e sim procurando nas vilas ou cidades pessoas que podem nos acolher, nem que isso signifique ceder um espaço em seu terreno para acamparmos.

Hostels, Pousadas – das 3 opções essa é a única que nos gera um custo. Como dinheiro e racionamento é sim um item importante no nosso planejamento, será a opção que evitaremos. Mas sabemos que em alguns lugares como em cidades maiores, em países mais perigosos, não teremos alternativa. Mas sim será o nosso “Plano C”.

 

Acampando na Patagônia – Foto: Ciclo Trips

O que vocês estão deixando para trás e o que estão indo buscar com essa viagem?
(acho que acabei contando um pouco disso lá em cima)

Deixando pra trás todo o conforto, toda a rotina que tínhamos até algumas semanas. A cama quente, a cerveja gelada aos finais de semana com nossos amigos. Nossas famílias. Nossos empregos, bons empregos. São muitas coisas que pesam bastante. E que impede muitos de realizar algo parecido: as raízes que aqui criamos.

Mas também deixando para trás o ódio pelas segundas feiras e o anseio pelas sextas. As quase 50 horas dentro de um escritório por semana (e todas as dores de cabeça que isso nos traz), a rotina e ainda, no nosso caso, essa loucura que é a cidade de São Paulo.

Sempre em nossas viagens e conversas eu e Henrique destacamos sempre um auto questionamento: “E quando estivermos velhos? Vamos olhar pra trás e ter orgulho de termos feito algo ou por nos arrepender de não ter feito? – agravado sempre pela já conclusão tardia que deveria SIM ter feito…

Então o que estamos indo buscar é a realização de um sonho. Um sonho de viajar o mundo inteiro sem apenas estar de férias. Sem pensar ou ter que pensar em voltar (e até então voltar àquela rotina). Buscamos a liberdade, viver na sua forma mais literal da palavra. Apenas viver, dia após dia.

O que acham que será a maior dificuldade?

Não temos algo em específico. Coisas que nos preocupamos são com as condições climáticas extremas, a África é dura também por inúmeras razões, possíveis quebras de equipamentos em locais de difícil reposição. Enfim, riscos do nosso dia a dia. Mas como experiência da última viagem, ainda que tenha sido apenas 26 dias, mostra que quanto mais os dias passam mais soluções são encontradas para melhorar as coisas, para simplificar o dia a dia.
São dificuldades relacionadas com o que vamos viver mesmo. O que ficará pra trás por esse tempo, aí ficará. Viveremos nossa escolha.

Acompanhe a viagem pelas Redes Sociais:

Facebook: facebook.com/ciclotrips
Instagram: instagram.com/ciclotrips

Texto e fotos: Ciclo trips


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Blog

Uma volta ao mundo numa bicicleta de Bambu

Claudia Severo

Publicado

em


Ricardo Martins está há quase um ano na estrada – parte de sua jornada de volta ao mundo pedalando uma bicicleta de Bambu. Antes desta viagem ele já havia conhecido a América do Sul de bike, saindo de casa com R$ 385. Além das incríveis experiências vividas, desta primeira viagem, nasceu seu primeiro livro, o ‘Roda América – Em busca de nossa gente’.
No projeto atual, o Roda Mundo, Ricardo cruzou quase metade da África e já tem muitas histórias pra contar sobre “uma África linda e pulsante” que ele está descobrindo e compartilhando com seus seguidores no blog, Facebook, Instagram e no canal no YouTube.
No meio do mês passado, em Zanzibar, na Tanzânia ele escreveu pra gente fazendo um resumo do projeto que ele viabiliza através de financiamento coletivo. “Viajo [pela África] com uma média de 2 dólares por dia e trabalho quando o dinheiro acaba”, revela.
Em entrevista à Revista Bicicleta, Ricardo comenta que após a primeira viagem pela América do Sul estudou mais para entender melhor a realidade que viveu. Fez outra faculdade, de Ciências Sociais (ele também é formado em Marketing) e aprofundou-se no tema ‘mobilidade urbana’, para entender mais sobre o uso da bicicleta.

Foto: Divulgação/RodaMundo.com

Foto: Divulgação/RodaMundo.com

Foto: Divulgação/RodaMundo.com

Pela África, orçamento é de US$ 2 por dia | Foto: Divulgação/RodaMundo.com

A “Dulcinéia” e outros parceiros

Carinhosamente chamada de Dulcinéia, a bicicleta de Bambu é a “estrela da viagem”. “Dulci” faz com que o público se aproxime dela e por consequência, do projeto. “Há um lindo projeto de mobilidade urbana envolvido com o pessoal da UFRJ e da ONG Transporte Ativo. Estamos estruturando formas de coletar dados sobre o uso da bicicleta como meio de transporte por todo o mundo, consultando o poder público, instituições de ensino, líderes locais e ONGs. Estamos mapeando rotas de cicloturismo em escala mundial, para munir estudos futuros”, conta à revista.
A entrevista completa está disponível aqui.
Além dos canais de comunicação citados no segundo parágrafo deste texto, você pode saber mais e ainda ajudar na empreitada acessando a página do financiamento coletivo (que já bateu a meta) do projeto, aqui.

A Dulcinéia | Foto: Divulgação/RodaMundo.com

Dulcinéia à sombra do imponente Baobá | Foto: Divulgação/RodaMundo.com

Seu Felipe

Seu Felipe | Foto: Ricardo Martins/RodaMundo.com

Navegando pelos canais de comunicação do Roda Mundo buscando fotos para ilustrar esta matéria me deparei com uma bela foto e mais que isso, uma mensagem ainda mais bela que “Seu Felipe” deixou para o Ricardo e ambos, deixam para nós. Texto de Ricardo Martins:

” SEU FELIPE

Passando por uma pequena cidade em Moçambique, o gancho do meu alforge soltou da base. Droga, pensei, não vou encontrar onde consertar isso… Ao fundo de uma confusão de pessoas emaranhadas, vi o mercado local, cheio de becos, tendas mil para coisas mil, desde barbeiro até comida e eletricista. Perfeito, havia esperança.

Ao fundo, avistei um senhor sem as duas pernas consertando uma bolsa. Seu ajudante parecia ser surdo mudo, pela forma que se comunicava. A cena me provocou um certo choque, mas o senhor sem as pernas abriu um sorriso tão lindo pra me receber que esqueci a razão para qualquer estranhamento. Senti vergonha de ter sentido vergonha. O senhor viu meu alforge arrebentado e pediu pra ver.

– Qual é seu nome?
– Ricardo, o do senhor?
– Felipe. Não tenho o arrebite pra essa bolsa, mas dá costurar e reforçar.
– Será que vai funcionar?
– Melhor que funcione, você não tem outra opção, né!

Ao dizer isso, Seu Felipe riu gostosamente. Explicou em gestos pro ajudante o que era pra ser feito, depois começamos um papo levíssimo. Me senti tão bem que já até havia esquecido do infortúnio que me havia trazido até ali. Seu Felipe me mostrou o alforge consertado, um belíssimo trabalho, com um cuidado e detalhes impressionantes. Perguntei quanto sairia o serviço.

– Precisa pagar não – Disse seu Felipe, ainda sorrindo. O material que usei era sobra de outra bolsa!

Não soube o que responder. Tive vontade de chorar, vejam que bobo. Tirei uma foto e me despedi de Seu Felipe e seu ajudante. Comprei sanduíches e um suco, depois voltei para comermos os três juntos. Seu Felipe agradeceu, comia com a mesma felicidade que tinha pra consertar a minha bolsa e me receber. Comia com a mesma felicidade com que vivia.

Seu Felipe conserta bolsas, conserta o mundo, e faz isso com simplicidade. Moçambique se revela mais bonito a cada quilômetro e a cada pessoa como ele.”

Viajar enriquece mesmo a alma.


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Blog

Novo circuito para cicloturistas passa por 10 cidades do interior de MG

Claudia Severo

Publicado

em


Com 408 quilômetros de extensão, passando por belas paisagens de 10 cidades do interior de Minas Gerais, o circuito “Volta das Transições” pretende atrair os amantes do pedal.
De acordo com informações do Ministério do Turismo, a rota foi estruturada no último mês e prioriza as estradas de terra que cortam os municípios do sul do Estado e que integram o Circuito Turístico Serras de Ibitipoca, entre eles Bia Fortes, Bom Jardim de Minas, Ibertioga, Lima Duarte, Olaria, Pedro Teixeira, Rio Preto, Santa Rita de Ibitipoca, Santa Rita de Jacutinga e Santana do Garambéu.
O nome do circuito foi escolhido por remeter às características do relevo, fauna e flora locais. O trajeto na Zona da Mata mineira passa por diferentes ecossistemas, como a Mata Atlântica e os Campos Altimontanos, incluindo serras, vales e planaltos.
Para preparar o circuito, os idealizadores do projeto fizeram as medições dos principais pontos por GPS e sinalizaram o caminho com placas georreferenciadas, que trazem informações como latitude, longitude, hidrografia, altitude, localidade e quilometragem.
O percurso completo, que começa e termina em Santa Rita de Jacutinga, tem 408 quilômetros e foi dividido em sete etapas, com pequenos trechos no asfalto. “Não é um roteiro para amador e teve um foco maior no Mountain bike. Há ciclistas que podem fazer uma etapa em dois dias, outros que fazem duas etapas em um dia. Enfim, o importante é estar bem informado sobre a altimetria e as distâncias. Mas a pessoa faz o roteiro como desejar, podendo começar em qualquer município, ou etapa, no tempo que quiser”, explica Felipe Teixeira, presidente da Associação dos Municípios do Circuito Turístico Serras de Ibitipoca.

Foto: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

Para fazer o percurso

Acesse o site Volta das Transições e faça sua inscrição. Você receberá por e-mail um protocolo de check-in. No documento há espaços para carimbos e dados em pontos específicos ao fim de cada etapa. Ao completar todo o percurso, o cicloturista envia uma foto do protocolo e recebe um certificado.
Na página também é possível encontrar link para baixar um aplicativo para smartphone com planilha de navegação, ter acesso aos mapas e detalhes de cada etapa.

Fotos: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

Santa Clara, uma das fazendas do caminho | Foto: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

Foto: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

 

Etapas

Foto: Reprodução.

Etapa 1
Início: centro de Santa Rita de Jacutinga
Término: Rio Preto
Atrativos: Montanhas, margens do Rio Preto, cachoeira, vilarejos e Fazenda Santa Clara.
54,5 Km de extensão
865 m de altura acumulada
541 m de descida acumulada
994 m de elevação máxima
414 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Difícil
Duração: 6h18min

Etapa 2
Início: Rio Preto
Passa por: Olaria
Término: Lima Duarte
Atrativos: Montanhas, Pico do Pão de Angu, vilarejos e extinta malha ferroviária conhecida como Estrada dos Cortes
53,47 Km de extensão
563 m de altura acumulada
741 m de descida acumulada
1.243 m de elevação máxima
702 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Moderada
Duração: 5h

Etapa 3
Início: Lima Duarte
Passa por: Pedro Teixeira
Término: Bia Fortes
Atrativos: Rio do Peixe e rio Grão Mogol.
52,85 Km de extensão
1.018 m de altura acumulada
914 m de descida acumulada
920 m de elevação máxima
679 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Difícil
Duração: 2h23min

Etapa 4
Início: Bia Fortes
Passa por: Santa Rita de Ibitipoca
Término: Ibertioga
Atrativos: Pousada Fazenda da Serra e vilarejos.
45,73 Km de extensão
1.009 m de altura acumulada
809 m de descida acumulada
1.196 m de elevação máxima
782 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Moderada
Duração: 5h2min

Etapa 5
Início: Ibertioga
Término: Santana do Garambéu
Atrativos: Plantações de eucalipto, campos altimontanos e vilarejos
64,89 Km de extensão
1.543 m de altura acumulada
1.335 m de descida acumulada
1.259 m de elevação máxima
964 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Muito Difícil
Duração: 8h28min

Etapa 6
Início: Santana do Garambéu
Término: Bom Jardim de Minas
Atrativos: Caminhos do ouro, estradas de terra remanescentes do antigo Ramal Ferroviário Zona da Mata – Sul de Minas, Rio Grande, cachoeiras
63,72 Km de extensão
830 m de altura acumulada
881 m de descida acumulada
1.245 m de elevação máxima
898 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Difícil
Duração: 6h40min

Etapa 7
Início: Bom Jardim de Minas
Término: Santa Rita de Jacutinga
Atrativos: Montanhas, plantações de pinus e eucaliptos, cachoeiras Boqueirão da Mira e dos Meireles,
45,11 Km de extensão
1.186 m de altura acumulada
1.792 m de descida acumulada
1.358 m de elevação máxima
496 m de elevação mínima
Dificuldade técnica: Moderado
Duração: 4h58min

Foto: Maurício Brasilli/Divulgação MTUR

Ainda de acordo com informações divulgadas pelo ministério, pelo circuito há pontos de apoio com pronto-socorro, oficinas de bicicleta, restaurantes, hospedagem, agências bancárias e outros comércios.
O roteiro é “autoguiado”, podendo ser percorrido sozinho ou em grupo. Para quem prefere contar com um apoio logístico de uma empresa “há duas operadoras (esta e esta) cadastradas”, completa Teixeira.

Texto: Gabriel Fialho (Ministério do Turismo) e Redação.


Comentários do Facebook

comentários

Continue lendo

Os 10 + vistos do Mês

Log in

Or with username:

Esqueceu a senha?

Ainda não tem uma conta? Cadastro

Forgot your password?

Enter your account data and we will send you a link to reset your password.

Your password reset link appears to be invalid or expired.

Log in

Privacy Policy

Fechar
de

Enviando Arquivo…