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Trilhas de Longa Distância

Entrevista com o montanhista Augusto Carvalho

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Amante das serras e praias do Brasil, o bacharel em Geografia, Augusto Carvalho faz parte de um seleto grupo de montanhistas que transformou as trilhas e travessias da região sudeste do Brasil em quintal.  Há mais de uma década seus relatos publicados na comunidade Mochileiros.com e em seu Blog Trilhas e Trips, foram a principal fonte de informações para todos aqueles que se aventuraram por essas bandas. Difícil encontrar um trilheiro ou montanhista que não tenha se inspirado em um dos seus relatos. Confira a seguir o bate-papo que tivemos com ele:

MB-  Augusto, como e quando começou seu interesse pelo Montanhismo e pelas trilhas e qual foi sua primeira viagem (para que local e quando)? 
Quando eu fazia o ensino médio, no final da década de 80, eu participava de uma turma que sempre estava fazendo trip próxima de SP. Naquela época a nossa diversão era a Serra do Mar, principalmente na região de Paranapiacaba. Era uma caminhada de bate volta visitando a Cachoeira da Pedra Lisa e chegando até o Poço das Moças. Ali já comecei a gostar da caminhada e o contato com a natureza. Esse foi um dos motivos a me identificar com a geografia, mas por imposição da família, ao entrar na Faculdade, tive que escolher um curso voltado para a área que eu trabalhava. Era um curso de Engenharia, mas não me identificava com ele, por isso uns 2 anos depois resolvi largar tudo e fazer a FUVEST. Entrei no curso de Geografia e aqueles 5 anos estudando foram um dos melhores anos da minha vida. Tínhamos muito trabalho de campo e as viagens eram rotineiras. O curso é muito voltado para essa parte pratica, então eu adorei. Além dessas viagens da Faculdade, sempre marcava alguma trip com colegas de sala de aula, então ali foi que eu percebi que o montanhismo era a minha cara. Então as minhas primeiras trips foram para a serra do mar na década de 80, quando o trem ainda chegava em Paranapiacaba.

MB –  Analisando seus relatos (postados no seu blog e no Mochileiros.com) percebemos que você fechou o foco no Brasil, mais precisamente na Região Sudeste. Fez as principais travessias de montanha e Litoral desta região. Por que essa escolha? E nessa região, ainda tem algo que você não conheça e quer explorar/ conhecer?
Dei preferencia nas minhas caminhadas a lugares onde já conhecia a região e que a logística não fosse um empecilho para chegar lá. Procurava sempre me precaver lendo tudo sobre a travessia ou trilha que ia fazer para não ter problemas depois, já que a maioria das minhas caminhadas eu sempre fazia sozinho ou com no máximo 1 pessoa a mais. Acho que esse planejamento inicial é fundamental para o êxito de uma caminhada. Um exemplo que posso citar é a travessia Salesópolis-Praia de Boiçucanga pela Serra do Mar. Eu tinha lido um artigo da Folha de SP na década de 90, onde nem se falava de internet. Na época eu até guardei a reportagem para quem sabe fazê-la algum dia, mas eu não tinha nada de informação, por isso fui deixando de lado. E em 2002 fiz parte desse caminho de moto para ver como era o percurso na caminhada e só em 2012 conclui essa travessia, mas depois de pesquisar bastante no google. Quanto a lugares que ainda não conheço na região sudeste, acho que sobrou muito pouco e o que restou são caminhadas bem parecidas com outras que eu já fiz. Na Serra da Mantiqueira especificamente já caminhei pela crista de oeste a leste, do início dela na Serra do Lopo até o final em Visconde de Mauá, por isso retornar a essa serra vai demorar um pouco. Talvez fazer alguma coisa no litoral: uma travessia de praia ou retornar à Paranapiacaba depois de uns 20 anos. Desde que os roubos, no final da década de 80 e início de 90, tinham virado rotina naquelas trilhas, nunca mais voltei.

Augusto em uma piscina natural na Travessia da Serra Fina de sul a norte pelo Rio Claro - Foto: Augusto de Carvalho - Arquivo Pessoal

Augusto em uma piscina natural na Travessia da Serra Fina de sul a norte pelo Rio Claro – Foto: Augusto de Carvalho – Arquivo Pessoal

MB – De todas as trilhas e travessias que fez, qual foi a mais complicada e qual foi a mais bela, a que lhe impressionou mais e por que?
Das trilhas/travessias mais complicadas eu tenho várias para citar, mas vou destacar apenas 2 que eu sempre lembro para servir de exemplo. Uma delas é a Trilha do Corisco (que liga Ubatuba à Paraty) quando fiz pela primeira vez em Outubro de 1998. Parte dessa trilha eu tinha feito uns meses antes por uma agencia de ecoturismo de Ubatuba. Na época só chegamos até um local chamado Poço da Rasa, mas o guia nos disse que a trilha continuava até Paraty e aí peguei algumas informações com ele. Mas ao fazer essa trilha com minha ex-namorada me empolguei demais, porque fui parando em várias pequenas cachoeiras e poções. Isso sem, contar os perdidos que nos fez tomou tempo demais. Com isso, começou a escurecer e a gente ainda estava no meio da mata e nessa hora bateu o desespero na ex-namorada. Nós estávamos somente com uma pequena mochila de ataque, pouca comida e quase nada de blusa e sem lanternas. Então se a gente tivesse que dormir na mata íamos passar fome e frio. Mas mantive a calma e procurando aqui e ali achei a continuação da trilha. Lembro que ao chegar na Rodoviária de Paraty já não tinha mais ônibus para voltar à Ubatuba, onde estávamos hospedados. E aí tivemos que embarcar em um ônibus para SP por volta da meia noite e desembarcar em Ubatuba, chegando quase 2 hrs da manhã na Pousada. Serviu como lição. Outra caminhada muito complicada foi a travessia da Serra Fina de sul a norte pela Trilha do Rio Claro. Foram cerca de 4 dias só escalaminhando pelo leito desse rio saindo de uma altitude de próxima de 1000 metros até quase 2400 metros, quando chegamos na base da Pedra da Mina. Eu estava em um grupo de 4 pessoas e logo nas primeiras horas da caminhada uma pessoa do grupo deslocou o ombro ao escalaminhar uma pedra. Ali sentimos que a caminhada não ia ser fácil. Era escalaminhada de rocha uma atrás da outra. Em algumas vezes tivemos que varar mato pela encosta porque não dava para seguir pelo leito. O grande perigo ali era alguém sofrer uma fratura e um resgate era muito complicado, por isso a caminhada era lenta. E os pontos onde montamos as barracas eram sempre em lugares improvisados. Além dessa caminhada ter sido muito difícil, tivemos também uma certa dificuldade para conseguir a autorização do proprietário da Fazenda, onde se inicia a trilha.
Das mais belas, com certeza é a volta completa de Ilha Grande que eu fiz com minha esposa em Janeiro de 2008. Eu que adoro praia estava no paraíso; era cada uma diferente da outra. A trilha não tinha dificuldade nenhuma e se tivéssemos mais tempo disponível até ficaríamos em algumas das praias por mais dias. Encontramos moradores que sempre procuravam nos ajudar e conseguimos completar toda a volta em uns 10 dias sem ter nenhum problema.
E uma das que mais me impressionou foi o Caminho da Fé. Foi uma experiência única encontrar pessoas que são muito hospitaleiras e bondosas. Tanto nas cidades que eu me hospedava quanto ao longo da caminhada as pessoas me cumprimentavam e sempre desejando uma boa caminhada. Perdi as contas de quantas vezes fui convidado para tomar um café na casa de algum morador, me chamando para visitar a família dele ou quando me despedia deles sempre ouvia “Vá com Deus” ou “Que Nossa Senhora te acompanhe”. Isso que é legal em uma caminhada: conhecer pessoas amáveis e gentis. Nessas horas que a gente pensa que a bondade existe nas pessoas. Para quem mora nas grandes cidades onde a violência e egoísmo impera, parece que é um choque que você toma. Com certeza eu volto algum dia para fazer esse Caminho novamente, mas de bike.

MB – No Brasil, quais são as trilhas e travessias que você ainda não fez e pretende fazer? E fora do país? 
Existem algumas travessias que ainda pretendo fazer na região sudeste, mas somente em MG. Na Serra do Espinhaço tem algumas lindas, como a Lapinha-Tabuleiro. Tem a Estrada Real, a Itutinga-Carrancas, o Parque do Caraça, as várias travessias no PN da Serra do Cipó; no nordeste tem a Chapada Diamantina que ainda não conheço; tem a travessia por todo o litoral sul da Bahia. No Maranhão os Lençois Maranhenses; na região sul tem os cânions do PN Aparados da Serra, Serra Geral e a Serra do Mar do PR. Caminhadas fora do país nunca me atraíram. Talvez o Monte Roraima ou a Trilha Salkantay no Peru e o Caminho de Santiago de Compostela. Tem muita coisa aqui no Brasil que ainda não conheço, por isso quando zerar a minha lista aqui no país aí quem sabe é hora de conhecer outros povos.

Augusto percorrendo o Caminho da Fé no 10º dia de caminhada no trecho Consolação x Paraisópolis - Foto: Arquivo Pessoal

Augusto percorrendo o Caminho da Fé no 10º dia de caminhada no trecho Consolação x Paraisópolis – Foto: Arquivo Pessoal

MB – Você também fez o Caminho da Fé a pé, o que te motivou a fazer essa travessia? Quais foram suas impressões? Quais são suas dicas pra quem pretende fazer esse trajeto?
O caminho da Fé para mim sempre foi um desafio que eu impus a mim mesmo, já que caminhar por quase 430 Kms não é uma tarefa fácil. Eu tinha planejado em fazer em uns 16 ou 17 dias, mas acabei fazendo em 15 dias. Sempre gostei de fazer longas caminhadas; já fiz algumas que levaram 1 semana ou mais só caminhando. Essa caminhada não teve um caráter religioso, mas em alguns trechos creio que eu tive a ajuda de uma pessoa onipresente sim. Por cerca de 10 dias eu caminhei sozinho. Só nos últimos 5 dias é que eu tive a companhia da minha esposa que seguiu comigo até a Basílica de Aparecida. Esses 10 dias sozinho, apesar de serem muito cansativos foi bom para analisar como era a minha vida. Ao longo dos trechos de caminhada eu me via divagando. É uma experiência e tanto. A cada dia eu tinha um visual diferente, mas o ponto alto dessa caminhada são as pessoas que você encontra. Acho que todo mundo que gosta de trekking deve completar esse Caminho e não precisa ser católico não.
Sobre as dicas: o caminho é bem sinalizado, quanto a isso pode ficar tranquilo. Leve o mínimo de peso possível; em algumas pousadas se permite lavar as roupas, por isso é desnecessário levar muita coisa. A caminhada sempre se inicia pela manhã e no final do dia se chega na outra cidade, onde se vai pernoitar, então a alimentação também é um item muito importante. Alimentos leves e um café da manhã bem reforçado. Se prepare com bastante antecedência fazendo pequenas caminhadas até chegar um limite de uns 30 a 40 Km diários (a maior parte dos trechos estão com essa quilometragem). E o mais importante, respeite os limites de seu corpo; se estiver se preparando e perceber que não consegue se adaptar ao ritmo, então é melhor fazer o Caminho da Fé por partes: as vezes só nos fins de semana, já que esse caminho é uma sucessão de subidas e descidas de serras.

Augusto no 11º dia da Volta completa de Ilha Grande/RJ - Foto: Arquivo Pessoal

Augusto no 11º dia da Volta completa de Ilha Grande/RJ – Foto: Arquivo Pessoal

MB – Nestes mais de 20 anos de trilhas e travessias pelo Brasil, obviamente você deve ter passado por diversos perrengues, nos conte os mais memoráveis. 
Já peguei vários perrengues. A maioria sempre foi por causa das chuvas. Uma vez eu estava saindo do topo da Pedra da Mina pela manhã e uma chuva com neblina espessa me pegou na descida para o Vale do Ruah. Não enxergava quase nada à minha frente e por isso me perdi. Tive que parar e montar a barraca no meio da chuva e em local improvisado para somente no dia seguinte continuar a caminhada. Teve um outro que foi por falta de planejamento mesmo; estava com um colega fazendo a travessia Itaguaré-Marins e demoramos muito para iniciar a caminhada no Itaguaré e com isso anoiteceu e a gente ainda não tinha chegado na base do Pico do Marins e para piorar estávamos sem agua, por isso acampar na trilha estava fora de questão. Usávamos a lanterna, mas a bateria foi acabando rápido porque tinhamos usado bastante na noite anterior. Foi apavorante descer o Pico do Marinzinho somente com a ajuda de um pessoal que estava acampado na base do Marins, junto ao riacho. Mas o perrengue que ficou na minha memória e que me fez voltar ao mesmo local no ano seguinte foi a caminhada à Pedra do Frade, em Angra dos Reis. Eu estava com minha esposa e mais dois colegas e tínhamos iniciado a caminhada por Bananal/SP. Quase chegando na base da Pedra, começou a cair uma garoa no meio da mata e por isso decidimos montar as barracas na base da Pedra. Durante a noite já não chovia mais e já contávamos em pegar o nascer do Sol no topo, mas no meio da madrugada começou a chover e ela veio bem mais forte que no dia anterior. E o pior é que nós tínhamos montado todas as barracas em um local fechado, rodeado por pedras e não demorou muito aquilo virou uma piscina com agua até a altura dos joelhos. Não deu nem tempo de desmontar as barracas que ficaram alagadas. Como era um Domingo, no dia seguinte alguns tinham que trabalhar, então nem dava para esperar mais algum dia o tempo melhorar. Tivemos que cancelar a subida até o topo da Pedra. Foi muito frustrante, você acampar na base da Pedra e não conseguir chegar ao topo dela, que não era um trecho tão difícil assim, mas com chuva era perigoso. E para piorar mais ainda, no retorno descendo a serra do mar em direção a Angra dos Reis, um dos nossos colegas se perdeu da gente – ele terminou a trilha no dia seguinte, sozinho. Foi uma sucessão de erros um atrás do outro, mas no ano seguinte voltei lá novamente com minha esposa e outro colega e conseguimos chegar no topo com êxito.

Augusto, Márcia (esposa) e Jorge Soto admirando a vista em Pedra da Macela - Cunha/SP

Augusto, Márcia (esposa) e Jorge Soto admirando a vista em Pedra da Macela – Cunha/SP

MB –  Você há pouco tempo embarcou em uma nova aventura, a de ser pai. Como isso impactou na sua vida viajante? Você já fez trilhas/viagens com sua filha? Pretende fazer? Qual é a dica que você pode dar para casais com filhos que queiram começar no mundo das trilhas? 
A paternidade muda as pessoas em definitivo, sabia. Eu sempre fui uma pessoa cabeça dura, teimosa e que mesmo ouvindo conselhos para não fazer essa ou outra trilha, eu ia lá e fazia, sem me importar com as consequências. A partir do momento em que você tem um filho (a) para educar e acompanhar seu crescimento, você se torna uma pessoa mais comedida, precavida, pensa 2x antes de fazer aquela trilha difícil. Você tem de saber que ao voltar da caminhada vai ter alguém te esperando, além da sua esposa. Então o grande impacto que eu tive na minha vida foi o de escolher melhor as trilhas para caminhada. Já fiz algumas pequenas caminhadas com minha filha e o meu objetivo é que ela já curta isso e com o tempo siga os meus passos. Aqui em São Paulo, já fui para todos os Núcleos do Parque Estadual da Cantareira. As trilhas são bem fáceis e sinalizadas e você ainda passa por cachoeiras e belas nascentes. Para levar os pequenos recomendo o Núcleo Engordador e o Cabuçú. Saindo de SP já levei minha filha para Visconde de Mauá, parte baixa do PN do Itatiaia, Aiuruoca, algumas trilhas e cachoeiras de Paraty e o lugar que eu mais recomendo: Parque Estadual do Ibitipoca em MG. É um parque com uma infraestrutura sem igual e com trilhas perfeitas para crianças, no Circuito das Águas. O que eu ainda não fiz e está nos meus planos é acampar com minha filha em algum parque nacional ou no litoral. Por enquanto as viagens que fazemos juntos é sempre para ficar em pousadas, mas conforme minha filha for crescendo quero levá-la para todas as trilhas que eu já fiz. A dica que eu dou para os pais é que iniciem as caminhadas com seus pequenos aos poucos. Não tem de ser algo forçado, pulando etapas. A criança tem de gostar do que está fazendo. Novos ambientes para elas têm de ser algo prazeroso. Comece fazendo um piquenique em algum parque e depois leve ela para caminhar em trilhas curtas e tranquilas.

MB – Das travessias que temos hoje, as mais conhecidas pelos montanhistas e trilheiros, muitas já eram caminhos de bandeirantes e índios e outras foram criadas através de planos de manejo e projetos turísticos. Algumas talvez foram realmente desbravadas por viajantes e acabaram se tornando conhecidas. Pelo tamanho do Brasil, você não acha que ainda temos poucas opções de travessias? Não é papel dos viajantes também, mesmo sabendo dos entraves ambientais, desbravar um pouco mais e tentar criar outras opções. Se sim, como fazer? 
Muitos podem não concordar comigo, mas acho que a maioria dos trilheiros e montanhistas de hoje em dia querem tudo de mão beijada. Ninguém quer se atrever a ir atrás daquela trilha escondida ou que tá fechada pelo mato. Acho que a popularização dos aparelhos GPS foi um dos responsáveis por isso. E tem muito daquela atitude egoísta de certos trilheiros, que ao desbravar uma certa trilha não divulga a ninguém. E colocam os mais diversos motivos: alegam que outras pessoas podem provocar alterações na trilha, dizem que estão respeitando o meio ambiente. Na Serra da Mantiqueira existem inúmeras trilhas que a muitos anos atrás eu tinha feito e atualmente estão tomadas pelo mato. Muitas vezes foram os fazendeiros que proibiram o acesso; exemplos que posso citar é a trilha da Fazenda Hare Krishna em Pindamonhangaba (que sobe da Fazenda até o Pico Itapeva em Campos do Jordão) fechada por um Fazendeiro, a travessia do Pico do Carrasco que tá tomada pelo mato. No litoral existem outras: a Trilha do Telégrafo e a Trilha do Corisco – uma se fechou completamente e a outra está se fechando, a Picada do Lacerda que sobe até o Pico do Corcovado em Ubatuba pelo lado leste; trilha do Pico do Papagaio, trilha do Estevão, trilha do Praia do Poço que foram tomadas pelo mato em Ilhabela. Outras foram pelo descaso de órgãos públicos que deveriam zelar por isso; exemplo disso é a Trilha Reconter no Parque Nacional do Itatiaia (que liga a parte baixa do PN à Visconde de Mauá), que está tomada pelo mato e provavelmente só ficará na memória de quem fez ela na década de 70 e 80. Por isso quem fez trilha a décadas atrás tinha muito mais opções de caminhadas. Quanto a desbravar uma trilha e depois divulgar para a comunidade montanhista, são pouquíssimos os que fazem isso atualmente. Um cara que eu admiro demais é o Sérgio Beck, mas parece que atualmente ele “se aposentou” das caminhadas. Esse ia lá e metia as caras na trilha e depois divulgava na sua revista. Coisa que não era bem vista por alguns diretores de Parques Nacionais e Estaduais; tanto é que sofreu um processo por parte do IBAMA por causa disso. Então é muito complicado desbravar uma trilha, sinalizando ela e depois divulgá-la. Vai que depois de alguns anos um oficial de justiça bate na porta da sua casa dizendo que você é réu em algum processo por crime ambiental ou invasão de propriedade particular. Eu não recomendo alguns viajantes fazerem isso.

MB – Quais sãos os problemas relacionados com a postura ambiental inadequada por parte de trilheiros, que você tenha notado nas trilhas e travessias que fez?
Mudou muito e infelizmente para pior. Quando fazia caminhadas na década de 80 eu até tinha dificuldade de encontrar parceiros. Hoje em dia o trekking está na moda, já que está relacionado ao meio ambiente. Você encontra as mais diversas pessoas fazendo trilhas e em algumas vezes sem respeitar o lugar. Muitos levam o facão somente para abrir clareiras no meio da trilha para montar as barracas. Outros criam verdadeiros banheiros públicos junto da trilha – um exemplo disso é a Travessia da Serra dos Órgaos; muita gente deve se lembrar de que no Vale das Antas as pessoas tinham de caminhar olhando para o chão; além do riacho poluído pelo esgoto a céu aberto. Já presenciei também em trilhas certas pessoas fazendo ela de bike. Quando vemos essas atitudes, a gente vê razão em certos fazendeiros proibirem o acesso a algumas trilhas.

MB – Qual é sua opinião sobre grupos grandes, com 20 ou 30 pessoas em trilhas e travessias? 
Eu sou totalmente contra grupos muitos grandes numa trilha. Fica até difícil controlar os mais empolgados e esses podem atrapalhar a caminhada. É muito complicado encontrar uma coesão em grupos muito grandes e que todos respeitem o lugar onde estão caminhando. Em inúmeras trilhas e travessias os pontos de acampamento são sempre pequenos e tem de ficar assim mesmo. Para que abrir uma enorme clareira nomeio da trilha somente para que mais pessoas possam ter um pequeno conforto? Até em agencias de ecoturismo você não encontra grupos com essa quantidade de pessoas fazendo trilhas.

MB –  Quais são suas dicas pra quem quer começar no mundo do montanhismo e das trilhas, e quais equipamentos são realmente indispensáveis?
A primeira coisa mais importante é a consciência ecológica. Você está indo para a trilha para se adaptar aquele meio ambiente. Não é o aquele meio ambiente que tem se adaptar a você. Naquele meio nós somos estranhos e não devemos deixar nenhuma marca para identificar que passamos por ali. Já vi cada coisa em trilhas: gente montando toldos só para se se proteger do Sol em camping no meio da trilha, pessoas desmatando para pegar a vegetação e deixar o solo mais plano somente para deixar a barraca mais confortável, pessoas matando cobras que se encontra no meio da trilha (ali é a casa dela – nós é que somos os invasores), ao fazer as necessidades fisiológicas não respeitam a distancia dos rios e nascentes e abandonam o papel higiênico como se alguém viesse para recolher depois – nessas horas acho que não custa nada para a pessoa fazer um pequeno buraco no solo e depois enterrar. São essas pequenas atitudes que não condizem com meio ambiente.
Quanto aos materiais indispensáveis eu sou a favor que não se economize. É ele que pode te deixar na mão no meio de uma caminhada e botar tudo a perder o planejamento que você tinha feito para fazer aquela trilha ou travessia. Felizmente temos bons fabricantes e os preços não são tão altos assim, mas evite comprar o mais barato. São 3 os equipamentos básicos que eu considero os mais importantes em uma caminhada:
– uma bota amaciada e de qualidade e nunca uma estalando de nova para fazer uma trilha, senão você volta da caminhada com inúmeras bolhas.
– uma mochila que se adeque ao seu corpo e que seja do tamanho ideal para a trilha. Por exemplo, não compre uma mochila de uns 40 litros para uma travessia de uns 4 dias.
– uma barraca de boa qualidade que na primeira grande chuva não te deixe ensopado dentro dela. Atente a um item muito importante quando for adquirir uma – a coluna dágua em mm. Quanto maior, mais ela resiste as chuvas. O ideal é sempre adquirir uma com no mínimo 1000 mm de coluna dágua.

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---- Asevana ca balanam ----- "Se tivesses ficado calado, terias continuado filósofo." - Boécio

22 Comentários

22 Comments

  1. Henrique Marques

    29 de abril de 2016 em 9:21

    Meu, amigo, seus relatos são um tesouro, sempre pesquiso eles e uso como referência nas minha andanças, sou teu fã e um dia queria ter a honra de te conhecer pessoalmente. Um abraço…

  2. Filipé

    14 de abril de 2016 em 18:46

    Parabéns amigo Geógrafo,

    temos que aproveitar as maravilhas que o mundo nos proporciona, realmente não sabemos o dia de amanhã!

    Abração!

  3. Marcos Rabello Paz

    26 de outubro de 2015 em 22:25

    Meu camarada, conheço suas andanças pela internet, pelos blogs e relatos. Sou seu fã!

  4. anderson

    11 de janeiro de 2014 em 18:42

    parabéns
    poucos fazem

  5. Getulio R. Vogetta

    7 de novembro de 2013 em 17:29

    Olá Augusto!
    Bacana a entrevista. Certamente tu és atualmente um dos grandes caminhantes e montanhistas brasileiros, sem querer puxar saco, especialmente pela humildade e predisposição em auxiliar outros expedicionários e compartilhar informações.
    Grande abraço!

  6. Getulio R. Vogetta

    7 de novembro de 2013 em 14:56

    Grande Augusto!
    Bacana a entrevista. Neste país, em termos de trekking temos poucos mestres. Você sem dúvida é um deles! Pode não parecer, mas você vem influenciando e estimulando uma geração inteira de novos caminhantes.
    Forte abraço!

  7. Augusto

    31 de julho de 2013 em 14:04

    Ola galera.
    Obrigado pelos elogios, mas sou apenas um reles caminhante.
    Esse é um dos motivos que me fazem continuar escrevendo os relatos e mantê-los atualizados.
    Hoje minhas férias estão terminando e foram bem produtivas.
    Daqui a alguns dias estou postando novos relatos: um das Serras Gaúchas e outro da Serra do Cipó/MG, da famosa Travessia Lapinha-Tabuleiro.
    É a minha primeira travessia por campos rupestres e pelo cerrado e voltei de lá adorando tudo. Que visual.
    Quanto ao seu comentário João, você está certíssimo, a Cachoeira do Tabuleiro é linda.
    Pode ter certeza que em breve volto a essa região.

    Abcs a todos e valeu pelo incentivo.

  8. silvino

    15 de julho de 2013 em 17:37

    grande augusto te admiro vendo estas fotos hoje eu com quarenta e seis anos sempre foi um sonho meu e da minha esposa compramos todos os equipamentos mas como ela faleceu o único lugar que conhecemos com os filhos foi parque ecológico da Jureia que ficamos 15 dias obrigado cada aventura sua é como se eu estive-se nos lugares que sempre sonhei obrigado

  9. joao mario junior

    1 de julho de 2013 em 21:53

    concordo com vc , Ibitipoca é muito bom e quando puder vá para a serra do cipó e conheça a incrível cachoeira do tabuleiro( um dos lugares mais bonitos que já fui se não for o mais) e a trilha do travessão. . No caminho da fé , otrecho mais bonito é entre Paraisópolis e o bairro do quilombo em Brazopolis, talvez vc concorde comigo, uma bela trilha também é a trilha do ouro na serra da bocaína , não sei se vc já fez , vale a pena conferir, valeu !

  10. LiCo

    26 de junho de 2013 em 20:59

    Parabéns pela entrevista. Sempre fico babando nos relatos do Augusto!

  11. Samuel Oscar

    25 de junho de 2013 em 22:01

    Graças aos relatos do Augusto tive e estou tendo oportunidade de conhecer muitos lugares sensacionais pois, detalhes e sugestões são apenas algumas das qualidades do Montanhista Augusto. .. abs amigo

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Casal percorre as principais trilhas de longa distância do Brasil

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Juntos há mais de 40 anos, o casal de consultores mineiros, Marina e Mário Castellano parece ter nascido para viajar e mais que isso, explorar minuciosamente cada pedacinho por onde passa, já que costuma fazer as jornadas à pé.

Antes de se tornarem um dos maiores praticantes das chamadas “trilhas de longa distância” no Brasil, viveram várias fases. Já fizeram viagens curtas e longas de carro pelo Brasil e América do Sul, já se aventuraram com os 3 filhos por praias e parques, já houve época de curtir pescaria, Pantanal, montanha e litoral. “Acho que conhecemos 60% das praias do Brasil”, conta Mário aos 60 anos recém completados (ele fez aniversário em julho). Marina tem 59. Eles viajam juntos desde os tempos de namoro quando tinham de 17 para 18, e 16 para 17 anos, respectivamente.

Nos últimos 10 anos decidiram rodar o Brasil à pé. Só para você ter uma ideia eles já percorreram a ‘Estrada Real’ (1.630 km) 3 vezes, o ‘Caminho da Fé’ (541 km) 5, fizeram 2 vezes a ‘Volta de Florianópolis’ (155 km), a Serra Gaúcha, o Vale Europeu, 1.100Km da Serra da Mantiqueira, Serra da Canastra, o litoral norte do Paraná, o ‘Caminho dos Anjos’ (242 km), ‘Caminho da Luz’ (200 km) e o mais recente, o ‘Caminho Cora Coralina’ (315 km), em Goiás onde receberam a notícia de que foram os primeiros a fazerem o caminho completo à pé*.

Marina e Mário no Caminho de Cora Coralina, em Goiás – Foto: Reprodução/TV Brasil.

Estes foram somente alguns dos lugares do Brasil que eles conheceram, sem falar nas experiências fora do país. Aliás, a vida caminhante começou na primeira viagem à Torres del Paine, no Chile (eles já foram para lá 5 vezes). “Fomos de carro, estacionamos na Hosteria las torres e decidimos subir as torres. 4 horas a pé, 3 horas descendo. Quase morri. [Por lá] Vi muitos senhores, principalmente japoneses de 70, 80 anos, aquilo mexeu comigo e pensei: pronto, arrumei um esporte”, relembra acrescentando que toda viagem que fazem tem que ter um trekking. “Hoje procuramos grandes travessias. Quando queremos descansar a gente pega uma praia ou vai para São Paulo. Gostamos muito da cidade, são muitas atrações, parques, museus, shows”.

O casal já foi 5 vezes ao parque nacional chileno, onde as andanças começaram na prática | Foto sob licença Creative Commons.

Toda viagem tem que ter um trekking. Para descansar? São Paulo, por exemplo | Foto: Casal100

Males que vem para o bem

Voltando um pouquinho para trás do primeiro trekking, este de Torres del Paine, as caminhadas começaram por recomendação médica. Aos 38 anos Mário estava obeso, pré diabético, hipertenso e muito estressado. Seu pai morreu com 43 anos. “O cardiologista me deu 2 anos de vida”.

Mário | Foto: Casal100

Experiências únicas

Viajar é algo enriquecedor. É momento não só de conhecer lugares, novas paisagens e pessoas, mas a si mesmo, e o caminhar faz disso algo ainda mais especial. Foram experiências únicas e marcantes, lembranças para vida toda. Uma delas tem relação com gratidão. Em uma das andanças pela Estrada Real, entre as cidades mineiras de Carrancas e Cruzília, Mário conta que só tinha uma hospedagem em uma fazenda chamada Traituba e ela estava fechada; então havia um senhorzinho, o Roberto, com uma pequena chácara começando a hospedagem. Ele é lavrador, morava só, não tinha tempo para cuidar da casa – que era muito simples. “Ele foi tão amável conosco. Das lembranças de hospedagens a gente pode dizer que está entre as cinco melhores nas quais a gente já ficou”.
Eles dormiram lá mais 2 vezes depois. A última caiu num sábado de Carnaval e a casa estava fechada. Seu Roberto estava na casa do irmão na cidadezinha se recuperando de uma cirurgia que lhe amputou o dedo, decorrência do diabetes. “Falei: Ei Roberto e agora como a gente vai se hospedar lá? Imediatamente a resposta foi: leva a chave. Falei: nada! Depois roubam sua casa… ele falou que não tinha nada pra ser roubado, mas sou sistemático com essas coisas. Aí ele falou: amanhã cedo você vem aqui que eu vou resolver, vocês vão pra lá. Aí ele chega lá de carro com o pé todo enfaixado dizendo ‘nãããão, eu vou atender vocês'”.

Marina em algum ponto do Brasil | Foto: Casal100

Também acontece de caminhar na chuva… | Foto: Casal100

… sob o sol e em todo tipo de terreno | Foto: Casal100

Foto: Casal100

Foto: Casal100

Das coisas belas aos inevitáveis perrengues, Mário lembrou de duas situações: voltar no 27º dia de uma viagem programada para 60 dias pela Venezuela. “Era muito tenso. Faltava produtos e eu tive labirintite aí falei: vamos embora”. Outra foi em Oruro, na Bolívia. Eles foram durante o Carnaval (que é bastante procurado por lá) e estava tudo lotado. Acabaram ficando numa pousada que lhes rendeu um ataque massivo de percevejos. “Foram quase 2 meses para curar. Tivemos até que dedetizar o flat onde estávamos morando”. Mário e Marina são consultores como citamos no início do texto e vivem viajando, não têm casa fixa “para você ter uma ideia não temos nem móveis”, contou (para minha absoluta inveja boa – risos).

Marina em algum ponto do Brasil. “E ainda tem gente que pergunta por que acordar tão cedo…” | Foto: Casal100.

Bem, toda viagem tem um perrenguezinho né? E alguns previsíveis a gente tenta evitar. Como caminham, Mário diz que em alguns lugares começam às 4h30, 5h da manhã. “Nesse horário não tem quase ninguém na rua, então fica mais fácil de você não ser assaltado e sofrer esse tipo de coisa”, lembrando por exemplo de lugares onde se passa perto de periferias de grandes cidades, como em trecho da Estrada Real perto de Belo Horizonte.

Sobre conselhos para quem quer fazer longas caminhadas, Mário indica “para o público mais velho, como nós” (mas que cabe para qualquer idade) que se prepare fisicamente e que utilize produtos adequados à atividade e de boa qualidade, tênis, roupas e mochila. “A mochila e o tênis são talvez os itens mais importantes”, frisa acrescentando que uma preparação mental para aguentar os trancos, hidratar-se bem e carregar comida são coisas fundamentais.

Caminhadas leves, pesadas, por estradas asfaltadas, de terra e trilhas muitas trilhas pelo caminho | Foto: Casal100

Experiência própria: utilizar um calçado adequado é fundamental. Mário já errou caminhando de chinelos | Foto: Casal100

Sobre o uso de tecnologia, eles vão no Google, veem o caminho. Utilizam o Google Maps para caminhos longos. Fazem o caminho de mentes, olhos e corações abertos. Há mais de 10 anos frequentam o Mochileiros.com e dividem com a gente um pouco dessa (bela) vida andarilha.
Mário e Marina são o ‘Casal 100’, membro de honra no fórum. E por que este nome? “Na época em que entramos [a soma das nossas idades] dava uns 105 anos, então pensamos em Casal 100. Agora já podemos mudar para [Casal] 120”, comenta com a simpatia típica mineira e o bom humor de quem ama viajar e viaja!
As experiências de viagem (com histórias, dicas, informações) do Casal 100 no Mochileiros.com podem ser conferidas, aqui.

Mário e Marina foram os primeiros a fazer o Caminho Cora Coralina completo | Foto: Casal100

O programa ‘Caminhos da Reportagem’ da TV Brasil filmou um de seus episódios no Caminho Cora Coralina (300km). Mário e Marina foram os primeiros a completarem o caminho, estavam lá no dia da gravação e participaram do programa.  Assista o programa completo no vídeo abaixo:

 

 


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Trilha do Atlântico ao Pacífico explora o coração da Costa Rica

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Os amantes da natureza têm mais uma opção na Costa Rica: o Camino de Costa Rica. De mar a mar (do Atlântico ao Pacífico) a trilha é um convite a explorar o coração do país. O percurso de cerca de 280Km sai de Barra de Parismina, província de Limón (no Atlântico) e termina em Quepos, província de Punta Arenas (no Pacífico) e passa por áreas de preservação e parques nacionais.
Ao jornal La Republica, o presidente da Associação Mar a Mar, idealizadora do projeto, Felipe Carazo disse que a rota é dividida em cinco frentes, tem uma espinha dorsal, mas trajeto flexível. “Queremos que organicamente sejam geradas alternativas a outras importantes rotas do mundo como o Caminho de Santiago de Compostela ou a Trilha Inca”.
O grupo que não tem fins lucrativos quer atrair turistas de todo o mundo para desenvolver o turismo sustentável local. Buscam “manter a consistência cultural, que seja inclusivo e respeitoso com o meio ambiente e que as pessoas encontrem novas experiências gastronômicas, extraordinária flora e fauna e variedade de paisagens”.
Operadores de turismo organizam o operativo como oferecendo hospedagem e alimentação, há algumas áreas de camping também, desenvolvidas pela Mar a Mar.
Ainda segundo a publicação, os preços variam segundo as condições de cada comunidade.

Esticadinha: Parque Nacional Manuel Antonio, um dos mais belos do país fica a cerca de 7Km da cidade de Quepos | Foto: Martin Garrido/Flickr Creative Commons

Barra de Parismina | Foto: World Wide Gifts/Flickr Creative Commons.

Trajeto principal

Foto: caminodecostarica.org

Canales de Barra de Parismina-Cimarrones (Siquirres)
Cimarrones (Siquirres)-Pacayitas (Turrialba)
Pacayitas (Turrialba)-Parque Nacional Tapantí (Orosi)
Parque Nacional Tapantí (Orosi)-Muñeco de Navarro (Orosi)
Muñeco de Navarro (Orosi)-Cerro Alto (Cartago)
Cerro Alto (Cartago)-Jardín de Dota (Dota)
Jardín de Dota (Dota)-Nápoles (Tarrazú)
Mais detalhes das vilas que fazem parte do trajeto podem ser conferidos aqui.

Quão difícil é o Camino de Costa Rica?

O Caminho tem dois dias recomendados para caminhantes de nível avançado e três para os de nível intermediário. O resto são para pessoas em bom estado físico que tenham alguma experiência com caminhadas de mais de 15Km. O site da trilha também alerta sobre a necessidade de uso de equipamento, roupas e calçados adequados, bastões de trekking, gorro e capacidade de carregar 3 litros de água.

Ricas fauna e flora pelo caminho | Foto: CaminodeCostaRica.org

No último dia 23 de fevereiro, o presidente do país, Luis Guillermo Solís declarou o Camino de Costa Rica projeto de interesse público. “Este tipo de turismo coincide perfeitamente com o que busca o país: uma oferta turística que faça com que o visitante fique mais dias aqui, que interaja e se nutra de nossa gente e que gere impacto em diferentes áreas do território e não só em pontos específicos”, comentou o presidente em evento que anunciou o projeto como sendo de interesse público.

Mais informações sobre o ‘Camino de Costa Rica’ podem ser obtidas no site: https://www.caminodecostarica.org/


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Notícias

Abertas as inscrições para ‘O Caminho do Sertão’ 2018

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Um trecho de um dos textos do site que anuncia o caminho pode definir um pouco da experiência ímpar por este verdadeiro mundo de vivências em território mineiro: “Uma imersão sócioecoliterária no universo de Guimarães Rosa. Entre sol, areia, mitos, realidades, sorrisos, abraços e um encharcasse de sertão”.
Os caminhantes selecionados farão o percurso de 186Km a pé, nas áreas que compreendem o Parque Estadual de Sagarana, Morrinhos, Vila Bom Jesus (Igrejinha), Fazenda Menino, Barra da Aldeia, Serra das Araras, comunidades quilombolas (Morro do Fogo, Barro Vermelho, Buraquinhos e Buracos) Chapada Gaúcha e Parque Nacional Grande Sertão Veredas, situados no Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu.

Foto: Reprodução.

Quando acontecerá, prazos de inscrição e como participar?

Foto: Divulgação @caminhodosertao

Este ano o projeto acontece entre 07 e 15 de julho. O edital selecionará 50 participantes que vão percorrer 186 km a pé, de Sagarana (distrito de Arinos/MG) ao Parque Nacional Grande Sertão Veredas (Chapada Gaúcha/MG).
Os interessados têm até o dia 19 de maio para realizar a inscrição, que deve ser preenchida aqui.
Uma carta escrita a mão contendo sua “justificativa de afetos para participação desta jornada” também deve ser feita e enviada à produção do projeto que é aberto ao público em geral.
É preciso ter mais de 18 anos ou estar acompanhado de responsável legal que seja um dos caminhantes também selecionados.
Será cobrada uma taxa de R$ 270 dos selecionados ” voltada às ações de fortalecimento das estruturas de segurança, apoio de traslados e intervenções culturais do Caminho.”
O prazo para a divulgação dos nomes dos selecionados será até 07 de junho de 2018.

Organizadores sugerem bibliografia básica aos caminhantes | Foto: Reprodução.

Foto: Agatha Azevedo/Divulgação @caminhodosertao

Foto: Agatha Azevedo/Divulgação @caminhodosertao

Riquezas: cultura, história, povo | Foto: Divulgação @caminhodosertao

O Caminho do Sertão é realizado pela Agência de Desenvolvimento integrado e Sustentável do Vale do Rio Urucuia em correalização com a Prefeitura Municipal de Arinos, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.
Mais informações podem ser conferidas no site http://caminhodosertao.com.br/ e na fanpage do projeto no Facebook e sobretudo no “Edi-TAO” de participação aqui.

A foto (da home) que traz até este post é de divulgação.


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Brasil

Saiba quais serão os primeiros percursos do ‘Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso’

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Oiapoque ao Chuí caminhando, partiu? O sonho de ligar as unidades de conservação do Brasil através de trilhas de longo curso não surgiu do nada. O sistema nacional de trilhas dos Estados Unidos completou 50 anos e liga mais de 90% das unidades de conservação do país. Outros países como a Alemanha e Portugal também são referência no assunto, e, a partir desses exemplos, a Coordenação Geral de Uso Público e Negócios do ICMBio, juntamente com diversos parceiros, começa a desenvolver a rede nacional de trilhas.
As trilhas de longo curso começaram como um aparelho de recreação e geração de renda para a população local através do potencial turístico. Com o tempo começou a se observar que a fauna também utiliza as trilhas. Dessa forma, atualmente são consideradas também como estratégia de conservação proporcionando a conectividade de paisagem, ou seja, a fauna consegue migrar entre uma área protegida e outra trazendo entre outros benefícios maior variabilidade genética de seus descendentes.
“Esse é o esforço do ICMBio para criar um Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso, no contexto do Programa Conectividade de Paisagens – Corredores Ecológicos, em atendimento à demanda instituída por portaria do Ministério do Meio Ambiente”, afirma Pedro Menezes, coordenador-geral de Uso Público e Negócios do ICMBio.

O Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso prevê, inicialmente, quatro grandes corredores:
– O Corredor Litorâneo, que ligará o Oiapoque ao Chuí (falamos sobre, aqui);
– a Trilha Missão Cruls, que ligará a cidade de Goiás Velho até a Chapada dos Veadeiros;
– Caminhos do Peabiru, que ligará o Parque Nacional do Iguaçu ao litoral paranaense;
– Estrada Real, atualmente percorrida por carros e bicicletas, ganhará também um percurso para os caminhantes.

Foto: Divulgação ICMBio.

O traçado dos caminhos que compõem a rede de trilhas não é definitivo. Estão abertos para alterações que se fizerem necessárias ao longo da implementação que é naturalmente lenta por depender do envolvimento de diferentes esferas de governo, proprietários privados e a comunidade em geral.
“A definição do percurso não será feita pelo ICMBio, dentro de um escritório. Nós iremos fomentar, com foco nas nossas áreas, a implementação de caminhos que se encaixem nesse traçado maior. Ele será definido de baixo para cima. Na medida em que as unidades manifestem seu interesse em implementar trilhas no seu perímetro. E o percurso pode mudar, ir melhorando”, afirma Pedro.

Implementação

A implementação começa pelas unidades de conservação, de todas esferas de governo (federal, estadual e municipal). A trilha é construída já com um planejamento de ligação dos pontos inicial e final com outras UCs da região. O ponto de entrada aponta para a unidade anterior e o ponto de saída aponta para a próxima unidade.

O percurso que liga duas unidades é a chamada “linha tracejada”. As experiências anteriores tanto em outros países quanto no Brasil mostram que existe um movimento natural de pressão dos caminhantes para que as “linhas tracejadas” sejam também implementadas e sinalizadas. Para os proprietários de terras por onde passa essa linha surge uma oportunidade de transformar a área em reserva legal ou área de preservação permanente e ainda gerar renda oferecendo serviços como camping e alimentação para os visitantes.

Sabe-se que poucos são os caminhantes que completam um percurso tão longo de trilhas como o Corredor Litorâneo, com mais de 8 mil quilômetros. Nesse sentido as trilhas são planejadas para serem percorridas em etapas – caminhos menores que fazem parte de um grande percurso.

Exemplos são a Trilha Transcarioca, que passa pelo Parque Nacional da Tijuca (RJ) e os Caminhos da Serra do Mar, que passam pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ); ambas fazem parte do Corredor Litorâneo, estão sinalizadas e já são percorridas pelos caminhantes.

Além de ter a conveniência para o visitante de poder percorrer um caminho inteiro durante um período de férias, essa estratégia traz também um sentimento de pertencimento regional e incentiva o protagonismo dos envolvidos locais para cuidar da sua trilha.

Sinalização padronizada

Foto: Divulgação ICMBio.

A pegada amarela sob uma base preta, ou o contrário para indicar o sentido oposto, foi escolhida como a sinalização padrão. A Coordenação Geral de Uso Público do ICMBio realizou várias capacitações em diferentes partes do Brasil compartilhando as técnicas. A sinalização padronizada reforça a característica de rede nacional ao mesmo tempo que permite a personalização de cada caminho regional com suas próprias características. A identidade unificada permite aos visitantes perceber que a trilha faz parte de um sistema maior que contribui para a conservação da natureza no país. Além de sinalizar o percurso para guiar os caminhantes a sinalização pode ser empregada em diversos produtos. Souvenirs para os caminhantes e fonte de renda para a população local.

Aspectos culturais e históricos

Muitas das trilhas de longo curso possuem, além da beleza natural, atrativos culturais e históricos. É o caso da Estrada Real que percorre os caminhos utilizados para escoar ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro no período colonial. O Caminho das Araucárias, que iniciou a sinalização recentemente, percorre a rota dos tropeiros que faziam a comercialização de animais no sul do país nos primórdios do século XVIII.

O objetivo é chamar a atenção do público para a história, resgatar o modo de vida, o modo de viajar e, principalmente, as formas de relacionamento das pessoas da época com o meio ambiente. Essa abordagem inspira os visitantes sobre a responsabilidade de proteger nosso patrimônio natural.

Participação Social

A participação da sociedade nesse processo é muito importante. Desde a pressão para implementação de “linhas tracejadas” nos percursos, passando pelos mutirões de voluntários para sinalizar e estruturar as trilhas e finalmente na construção de grupos que trabalham na manutenção dos caminhos.

“Poder ajudar a cuidar de uma riqueza tão esplêndida, que é a natureza, e saber que isso é de todos, se torna algo extremamente gratificante. É a oportunidade que nós, sociedade, temos para colaborar. É uma sensação de dever cumprido, como um chamado!”, relata Gabriela Naibo, voluntária do Parque Nacional das Araucárias (SC).

“É importante a comunidade entender que as trilhas são uma conquista e um direito seu. Funcionam como equipamento de recreação, oportunidade de geração de renda e estratégia para conservação das espécies, essa consciência transforma os cidadãos em protagonistas e guardiões das trilhas”, finaliza Pedro Menezes.

Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso

Corredor Litorâneo

Mais de 8.000 km passando por mais de 100 unidades de conservação federais, estaduais, municipais e privadas ao longo da costa brasileira.

Percursos:
Caminho das Araucárias (Florestas Nacionais de Canela e de São Francisco de Paula, Parques Nacionais de Aparados da Serra, Serra Geral e São Joaquim)
Transmantiqueira (Parque Nacional do Itatiaia, Parque Estadual da Serra do Papagaio e Monumento Natural da Pedra do Picu)
Trilha Transcarioca (Parque Nacional da Tijuca, Parque Natural Municipal de Grumari, Parque Estadual da Pedra Branca)
Caminhos da Serra do Mar (Parque Nacional da Serra dos Órgãos)
Rota do Descobrimento (Parques Nacionais do Pau Brasil e do Monte Pascoal)
Rota das Emoções (Parques Nacionais de Jericoacoara e Lençóis Maranhenses)

Trilha Missão Cruls

O traçado de 600 km seguirá o caminho percorrido por Luiz Cruls em 1892, quando liderou uma expedição para estudar o Planalto Central e delimitar a área onde seria construída Brasília. O percurso de 136 km já sinalizado no Distrito Federal também pode ser percorrido de bicicleta.

Percursos:
Caminho de Cora Coralina (Parques Estaduais da Serra dos Pirineus, Serra Dourada e Serra de Jaraguá)
Trilha União + Circuito Flona + Circuito Serrinha do Paranoá (Parque Nacional de Brasília, Floresta Nacional de Brasília e Área de Proteção Ambiental do Planalto Central)
Travessia das Sete Quedas (Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros)

Caminhos do Peabiru

Cerca de 1.000 km seguindo o caminho histórico dos índios Guarani que ligava o Atlântico aos Andes. Áreas núcleo: Parque Nacional do Iguaçu, Estação Ecológica da Mata Preta, Parques Nacionais das Araucárias, Guaricana, Saint-Hilaire/Lange, Florestas Nacionais de Três Barras e Assungui, entre outros

Estrada Real

Mais de 1.700 km de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo seguindo o caminho histórico oficializado pela Coroa Portuguesa no século XVII. Áreas núcleo: Parques Nacionais das Sempre Vivas, Serra do Cipó, Itatiaia e Serra da Bocaina. Saiba mais aqui.

Com informações da Assessoria de comunicação do ICMBio.


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Brasil

Trilha Transmantiqueira cruzará 37 cidades de SP, MG e RJ

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O último final de semana de fevereiro de 2018 foi marcado pelas primeiras ações de campo de implantação da Transmantiqueira. A trilha de longo percurso é um antigo projeto que atravessa toda a Serra da Mantiqueira, cruzando 37 municípios de três estados, desde a cidade de São Paulo (SP) até Aiuruoca (MG), totalizando mais de 750 quilômetros e passando por várias unidades de conservação.
O primeiro trecho sinalizado faz parte do Parque Nacional do Itatiaia (MG/RJ) e utilizará a famosa travessia Serra Negra, com 31 quilômetros de extensão. O percurso é um dos trechos prioritários para implantação, definido durante o primeiro Seminário da Trilha Transmantiqueira ocorrido em novembro de 2017. Na oportunidade, também foi apresentada uma proposta de divisão da trilha em 16 trechos, cada um deles tendo o seu grupo voluntário de governança.

Ações para implementação da trilha começaram no final do mês passado | Foto: Leonardo Cândido/Divulgação ICMBio.

Pedro de Menezes, coordenador-geral de Uso Público e Negócios, explica que a Trilha Transmantiqueira faz parte do projeto de conectar as unidades de conservação próximas ao litoral brasileiro por uma trilha de longo curso, que está sendo chamada de Oiapoque x Chui. “Ela é parte do esforço do ICMBio para criar um Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso, no contexto do Programa Conectividade de Paisagens – Corredores Ecológicos, em atendimento à demanda instituída por portaria do Ministério do Meio Ambiente”, afirmou.

Seminário e Mutirão

Para discutir a sinalização, foi realizado, no dia 23 de fevereiro, no Parque Nacional do Itatiaia, o 2º Seminário de Planejamento da trilha. O evento contou com a presença de 31 pessoas de várias instituições e localidades de toda a Serra da Mantiqueira. Na ocasião, foram debatidos detalhes do projeto, metodologia de sinalização, formação de grupos de governança para outros trechos e logística do mutirão de sinalização do trecho de Itatiaia. O planejamento das ações foi realizado pelos voluntários da Transmantiqueira, Parque Nacional do Itatiaia e pela Coordenação-geral de Uso Público e Negócios (CGEUP). Já a capacitação em sinalização foi promovida por voluntários da Trilha Transcarioca.

Nos dias 24 e 25 de fevereiro foi realizado o mutirão para sinalizar o parque, seguindo a metodologia de sinalização de trilhas do ICMBio, adaptada às características da travessia Serra Negra. No primeiro dia foi feito o percurso do Posto Marcão (portaria de entrada na parte alta do parque) até a localidade do Matão no povoado da Serra Negra, onde foi realizado o pernoite. Apesar da chuva, foi possível a realização da tarefa com a participação de 18 voluntários. No dia seguinte, foi a vez do trajeto entre a Serra Negra e a região da Santa Clara, final do trecho da Transmantiqueira no Parque Nacional do Itatiaia, que contou com nove voluntários.

Conservação da Serra da Mantiqueira

Hugo de Castro, voluntário da Transmantiqueira e idealizador da proposta atual do trajeto, explica que essa trilha de longo curso será um importante instrumento de conservação de toda a Serra da Mantiqueira, principalmente sua frágil crista. “Somente um projeto dessa magnitude terá capacidade de ser um catalizador de projetos que implantará as ações necessárias e esperadas há muito tempo para mitigar os impactos existentes. Além disso, é uma oportunidade para criar um importantíssimo corredor ecológico para a fauna, garantindo o fluxo gênico e de indivíduos, a dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradada”, afirmou.

Nascer do sol visto do cume da Pedra da Mina, o ponto mais alto da Serra da Mantiqueira | Foto: Andrea Dallevo/Sob licença Creative Commons.

Uma nova ação em campo está prevista para complementação de sinalização em alguns poucos locais que exigirão tabuletas e estacas. “Com exceção desses pontos, que serão resolvidos brevemente, os 31 quilômetros da trilha Transmantiqueira no interior do Parque Nacional do Itatiaia já estão sinalizados, fazendo com que o caminhante tenha a sensação de segurança, melhorando sua experiência de visitação e podendo visualizar o que em breve será trilhar toda a Mantiqueira”, comentou Leonardo Cândido, coordenador de Uso Público e Negócios do parque.

No fórum Mochileiros.com há informações, dicas e relatos de viagem pela Transmantiqueira. Confira aqui.

Com informações do ICMBio.


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Travessia Bonito-Palmares é inaugurada em Pernambuco

Mochileiros.com

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Entre os dias 10 e 13 de fevereiro um grupo de aventureiros desbravou os 84Km da intitulada ‘Travessia Bonito-Palmares’. Passando por serras, rios, engenhos e cachoeiras, o percurso logo deverá ser cadastrado pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), dispondo de planilhas e mapas, de acordo com uma das participantes do grupo, Liduína Salviano.
Bonito é considerada uma das “7 maravilhas de Pernambuco” e conhecido destino turístico do Estado por apresentar belas cachoeiras.
Até então, a Travessia dos Sete Cumes, com um percurso de 60Km era considerada a maior travessia de montanhas de Pernambuco. Falamos sobre ela aqui. São duas boas opções para quem quer conhecer o Estado além do seu belo litoral.
Mais informações sobre a Travessia Bonito-Palmares podem ser obtidas através dos telefones:
(81) 9 8632 0290 (com Maquino ou Prazeres) e (81) 9 9977 9464 (com Cláudio) ou através da página do grupo Sem Rumo, no Facebook.

Abaixo, fotos da travessia feita pelo grupo ‘Sem Rumo’, trilheiros experientes que há mais de 20 anos vêm percorrendo e desbravando longos percursos em Pernambuco e em outros Estados do Nordeste.
Fazem parte do ‘Sem Rumo’: o idealizador da Travessia Bonito-Palmares, José Marcos Aquino (Maquino), Cláudio Rodrigues, Prazeres Aquino, Gilmar Serafim, Gilmario e Maviael Reimine (os veteranos do grupo), além de Liduína Salviano e Luciana Veríssimo (novas integrantes).

Foto: Liduína Salviano/Arquivo pessoal.

Foto: Liduína Salviano/Arquivo pessoal.

Foto: Liduína Salviano/Arquivo pessoal.

Foto: Liduína Salviano/Arquivo pessoal.

Cachoeira Véu da Noiva II, em Bonito | Foto: Marinelson Almeida/Wikimedia Commons.

Foto: Liduína Salviano/Arquivo pessoal.

Foto: Liduína Salviano/Arquivo pessoal.

Foto: Liduína Salviano/Arquivo pessoal.

Foto: Liduína Salviano/Arquivo pessoal.


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Brasil

Brasil terá trilha de longo curso por toda costa

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A Estação Ecológica do Taim, localizada no extremo sul do Brasil, é a primeira unidade de conservação a receber a Expedição Litorânea Corredor Chuí x Oiapoque, projeto do excursionista e montanhista Edson Sorrentino (falamos sobre a expedição aqui) . Com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Sorrentino percorrerá toda a costa brasileira. O trajeto, que parte da Barra do Chuí, no Rio Grande do Sul, e segue até o Cabo Orange, no Amapá, liga as unidades de conservação entre os extremos sul e norte do país.

Segundo o chefe da Esec Taim, Caio Cavalcanti Dutra Eichenberger, que recebeu Sorrentino em sua passagem pela unidade, o objetivo da expedição é verificar as possibilidades de traçado existentes entre as unidades de conservação próximas ao litoral, com o intuito de que seja estabelecida uma trilha de longo curso em toda a costa brasileira.

Edson na Estação Ecológica do Taim | Foto: Divulgação/@expedicaolitoranea

Durante a expedição, o percurso, realizado por Sorrentino, passará pelas unidades de conservação, privilegiando a escolha de trilhas regionais já existentes, como a Rota dos Faróis, o Caminho das Araucárias, a Trilha Transcarioca e o Caminho da Serra do Mar. A ideia é fortalecer esses caminhos e fomentar o desenvolvimento de outros que possibilitem, no futuro, a ligação dessas trilhas regionais para formar uma trilha de longo curso em nível nacional: a Trilha Corredor Oaipoque x Chuí.

Os equipamentos utilizados pelo aventureiro são uma mochila cargueira com aproximadamente 20 quilos, uma pequena barraca com cerca de 2 quilos, alimentos e um fogareiro a gás. Além de aproximar a sociedade da natureza e das unidades de conservação, o fomento e o desenvolvimento de trilhas de longo curso possibilitam a conservação da biodiversidade, conectando diferentes paisagens naturais.

Edson na Barra do Chuí – Santa Vitória do Palmar (RS) | Foto: Divulgação/@expedicaolitoranea

Edson Sorrentino é um experiente excursionista e montanhista já tendo escalado o Pico da Neblina com 2.995 metros em 1988 na Amazônia brasileira, o Aconcágua com 6.962 metros em 1993 na Argentina, o MontBlanc com 4.808 metros em 1996 na França, o Monte Kilimanjaro com 5.895 metros também em 1996 na Tanzânia. Já realizou a volta a pé nas ilhas de Santa Catarina (SC) e Ilhabela (SP) em 1995, além de diversas caminhadas por parques nacionais, estaduais e reservas, tendo percorrido às principais travessias clássicas do país.

Mais sobre a Expedição Litorânea pode ser conferida na página no Facebook.

Com informações do ICMBio.


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Missão cumprida: fizemos a pé a travessia da maior praia do mundo

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Por Élisson Gularte

A travessia da maior praia do mundo a pé ficou pra trás, foram 7 dias de auto conhecimento, superação e lições de humildade e bondade. Saímos de Santa Maria no domingo à 1h em direção à Rio Grande, aonde chegamos às 7h. Tomamos um Uber até os Molhes do Cassino, tiramos umas fotos, colocamos as mochilas nas costas – a minha com 27kg e a do Cleiton com 25kg – e a passos vivos iniciamos a nossa travessia às 8h30min.

Élisson e Cleiton | Foto: Arquivo pessoal.

Perto do meio dia já havíamos caminhado 20 km e o Cleiton avistou uma caixa d’água azul atrás das dunas. Era uma vila de pescadores, paramos para reabastecer as garrafas e fomos convidados para almoçar, por um
senhor – conhecido por todos como Marinheiro – e tivemos a nossa primeira lição de bondade, sentamos com ele, sua esposa e neta a mesa e no meio de muitas histórias, almoçamos. Foi nesse momento que descobrimos que a medida que parávamos nossos corpos esfriavam e as dores surgiam.

Cleiton, o Marinheiro e Élisson | Foto: Arquivo pessoal.

Élisson | Foto: Arquivo pessoal.

Logo no primeiro dia, o Cassino, nos contemplou com sol, chuva, vento e os três ao mesmo tempo em alguns momentos. No meio disso tudo, terminamos nosso dia com 38km, escolhemos um local próximo a um córrego d’água para montar nossas barracas. Fizemos nosso miojo com atum e apagamos.

Cenários inesquecíveis | Foto: Arquivo pessoal.

O segundo dia iniciou com um café com leite, pão e salame – café este que nos acompanharia até o último dia. Desmontamos o acampamento e seguimos caminhando, nessa manhã, o Cleiton começou a ter canelite, por isso diminuímos a velocidade e eu perdi o meu bastão de caminhada – para o Cleiton…
No meio da tarde, estávamos tão cansados que sentamos nas mochilas para descansar um pouco e cochilamos. Quando retornamos a caminhada os músculos estavam enrijecidos, mas fomos em frente. Encontramos o primeiro Farol, o Sarita. Eu fui ao encontro do farol para fotografar e vi que haviam duas pessoas sentadas aproveitando a sombra. Voltei a praia e continuamos até que encontramos um córrego d’água que serviria para cozinhar, recompletar as garrafas e tomar banho.
Enquanto montávamos as barracas o casal estava passando, fomos ao seu encontro e era um casal de hippies que traziam duas mochilas pequenas e caminhavam ao entardecer e ao amanhecer, evitando os horários em que o sol é mais forte. Eles retornaram ao seu caminho e nós ao nosso acampamento. Nessa noite eu fiz lentilha com salame e arroz com atum enquanto o Cleiton apanhava água. Furamos as bolhas e fomos dormir, tendo caminhado apenas 33km.

Outros viajantes pelo caminho, o casal Jean e Carol | Foto: Arquivo pessoal.

No terceiro dia, começamos com o freio de mão puxado, o Cleiton, por causa da canelite começou a caminhar fazendo mais força com a outra perna o que acarretou em dores no pé e joelho. Perto do meio dia paramos para reabastecer as garrafas e aproveitamos para tomar banho e almoçar.
Do meio para o final da tarde, os córregos começaram a ficar mais espaçados e por esse motivo quando encontramos um aos 37km decidimos que seria hora de acampar. Mais uma vez jantamos lentilha com salame, arroz e atum. Furamos as bolhas dos pés e apagamos.

Élisson e Cleiton | Foto: Arquivo pessoal.

No quarto dia, combinamos de acordar as 4:30h para aproveitar a temperatura amena, porém amanheceu chovendo bastante e acabamos saindo às 7h. O Cleiton estava de arrasto e brincava que o Opala precisava aquecer… De fato, a medida que aquecíamos os músculos, conseguíamos caminhar sem dores. Logo no meio da manhã alcançamos o segundo farol, o Farolete Verga – paramos para fotografar e continuamos.
Decidimos que não iríamos mais sentar nas pausas que fazíamos a cada 1h de caminhada. Foi um dia de muito vento contra, entretanto, o sol estava encoberto pelas nuvens – o que nos ajudou muito. Alcançamos o farol de Albardão às 17h, aonde pernoitaríamos, tendo percorrido 33km. O Cleiton estava com febre, dores nas pernas e com as costas queimadas pelo sol e eu com foliculite nos ombros, bem aonde passavam as alças da mochila. Para nossa surpresa o casal Hippie já havia chegado. Nós ficamos impressionados com a velocidade com que eles caminhavam, foi aí que conversando, descobrimos que haviam pego uma carona em um trator de uma madeireira!!! Com eles – o Jean e a Carol – tivemos nossa segunda lição, ambos eram de uma humildade e bondade sem tamanho, emprestaram ao Cleiton seu pós sol e remédios e, nós, em agradecimento, separamos 4 miojos, 2 latas de atum e dois potes pequenos com castanhas, damascos e nozes, além de um isqueiro. Eles ficaram muito felizes, pois disseram que estavam começando a ficar preocupados com a comida.
Naquela noite, fomos – gentilmente – convidados pelo pessoal da Marinha do Brasil e jantamos todos juntos. Subimos no Farol e conseguimos ligar para casa, foi reconfortante saber que estava tudo bem.

No quinto dia, nos despedimos do Albardão e saímos no ritmo lento matutino habitual, conforme o Opala (Cleiton) ia aquecendo e superando as dores nós íamos apertando o passo. Esse foi, sem sombra de dúvidas, o pior dia. O céu estava limpo, não haviam nuvens, nem vento e o sol. Ah! O sol! A impressão que tínhamos era que havia um sol pra cada um. Aliado ao calor, a paisagem ficou monótona! Não enxergávamos nenhum ponto de referência, a esquerda tínhamos o mar, a direita somente um deserto e nada de córregos. Além do cansaço físico, passamos a enfrentar o cansaço psicológico, se não fosse o GPS para comprovar a nossa evolução, teríamos a impressão de não sair do lugar.

Foto: Arquivo pessoal.

Próximo das 15h encontramos o senhor Edson Sorrentino fazendo o caminho oposto, mas com um propósito maior que o nosso, o de caminhar do Chuí até o Cabo de Orange em 2 anos. Conversamos, trocamos figurinhas sobre o que encontraríamos pela frente, tiramos uma foto e seguimos, cada um o seu caminho.

Na jornada eles cruzaram com outro aventureiro, o Edson Sorrentino | Foto: Arquivo pessoal.

Tendo completado 39 km, encontramos uma árvore caída que o Cleiton teve a ideia de usarmos como banco e acampamos. Como o Cleiton estava com os tornozelos inchados, fomos para o mar fazer “gelo” e eu passar água salgada nas foliculites dos ombros. Ao retornarmos, preparamos miojo e atum e fomos contemplados com um por-do-sol incrível, enquanto que cada um dentro da sua barraca furava suas bolhas e renovava os curativos.

Beleza em cada detalhe do caminho | Foto: Arquivo pessoal.

No sexto dia o Opala Velho (Cleiton) acordou sem dores e a caminhada rendeu desde as primeiras horas da manhã. Novamente o céu estava sem nuvens e o sol bastante forte, porém tínhamos um aliado, o vento, que além de nós refrescar ainda estava a favor do nosso destino e objetivo do dia que era chegar a praia do Hermenegildo, distante 39km. Caminhamos 9 horas sem parar, contamos histórias, piadas, escutamos músicas, o Cleiton me mentiu um pouco e assim foi até começarmos a avistar pescadores. Seguimos em frente, e tivemos outras tantas lições de bondade para com o próximo, muitas pessoas nos alcançaram água, queriam saber da nossa caminhada. Foi demais!

Mas a cada conversa boa, a cada água gelada, o retorno era mais difícil e doloroso pois a musculatura ia esfriando. Decidimos caminhar de cabeça baixa e só pararmos se fossemos chamados, até que um castelhano – um hermano Uruguaio – nos ofereceu uma cervejinha! Como dizer não para esse novo grande amigo hermano! A gente se olhou e sorriu, nós tínhamos dinheiro na carteira, mas não havia lugar para comprar água, comida ou qualquer outra coisa que fosse. Aquela cerveja desceu maravilhosamente, deve ter sido uma das mais saborosas das nossas vidas. Agradecemos, efusivamente, e continuamos. Chegamos a praia do Hermenegildo e só conseguíamos pensar em tirar a mochila das costas, comer um pancho e beber um Coca Cola bem gelada. Foi aí que entrou no nosso caminho Wagner Viana, mais conhecido como Gata, um cara muito alto astral que nos viu de mochila e nos recebeu com um carinho enorme, nos contou histórias, procurou saber do nosso propósito, já estava preocupado em conseguir um lugar para que passássemos à noite, super gente fina e proprietário da Katzelu, uma carrocinha da Pancho – espetaculares, diga-se de passagem.
Conseguimos um lugar pra dormir, jantamos em Hermenegildo e fomos descansar.

Cleiton e Élisson e os panchos | Foto: Arquivo pessoal.

O sétimo e último dia começou com o Cleiton tomando Dorflex, anti-inflamatório e anti-alérgico e ainda assim o Opala tava ruim de aquecer. Foi uma manhã difícil, apesar das condições climáticas favoráveis, creio que saber que restavam apenas 13 km apesar de ser um alento, nos deixava mais ansiosos pela chegada.
Concluímos nossa travessia às 11 horas, com 232 km percorridos, chegando nos Molhes da Barra do Chuí, cansados, agradecidos pela conquista, respeitando os limites do nosso corpo e mais experientes. Felizes pelos exemplos de bondade e humildade e mais fortes pelas dificuldades superadas!

Foto: Arquivo pessoal.

Agradeço a Natiele que sempre apoia as minhas loucuras, aos meus pais, Julio e Rosane que estão sempre presentes na minha vida e, é claro, ao Cleiton – por ter aceitado o convite – gente boa demais, que apesar de ter ficado um pouco abatido pelas dores, continuou firme se mostrando muito resistente e persistente!
Àqueles que quiserem saber mais sobre a travessia, pontos de água, locais para acampar, dicas de equipamento, pontos locados e outros, é só chamar no privado, vai ser um prazer ajudar!
É plenamente possível fazer a travessia sem apoio externo, entretanto, para aqueles que quiserem, existem empresas que oferecem esse serviço, como é o caso do José Fernandes, da Dunes.

Texto: Élisson Gularte.
Fotos: Arquivo pessoal. Legendas: Redação Mochila Brasil.


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Paulista irá percorrer 10.000Km do litoral a pé

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Aos 58 anos de idade, o paulista Edson Sorrentino se lançará ao desafio de percorrer o litoral do Brasil a pé. Intitulada “Expedição Litorânea” a jornada que deverá durar aproximadamente 500 dias começará nos primeiros dias de 2018 em Barra do Chuí (RS) e terminará em Cabo Orange (AP), extremos sul e norte do país, respectivamente.
Minimalista, Edson terá como casa sua mochila cargueira com aproximadamente 20 quilos. Uma barraca de cerca de 2 quilos também fará parte da expedição, assim como um pequeno fogareiro a gás – acessórios e equipamentos necessários à sua sobrevivência durante a empreitada. “O conforto será mínimo, mas o prazer, imenso”, comenta.
Ele fará sua própria alimentação matinal e noturna. Durante o dia se alimentará com barras de proteínas e frutas e vez ou outra também deve comer em bares, restaurantes e barraquinhas (onde houver) mas não deixando extrapolar o orçamento médio de R$ 50 diários que deverão pagar sua alimentação, camping etc. “O que eu não gastar num dia, economizo para os dias seguintes”, explica.
Para completar o trajeto, Edson pretende caminhar 25km em média por dia. Você deve estar se perguntando: “10.000Km? Se o litoral do Brasil tem 7.367Km…”. Considere reentrâncias, saliências e o que mais o aventureiro percorrerá e essa bela pernada chegará aos 10.000Km.
Além do desafio pessoal, outro objetivo da Expedição Litorânea é conhecer as maravilhosas praias brasileiras, suas cidades, seu povo, costumes e folclore. “O litoral brasileiro possui um patrimônio histórico, cultural e natural riquíssimo, que vai ser abordado [pela expedição] com um olhar de caminhante, como se as imagens estivessem em ‘slow motion'”, promete o expedicionário.

Edson Sorrentino em uma das inúmeras caminhadas que fez | Foto: Arquivo pessoal.

Municípios brasileiros banhados pelo mar | Foto: Reprodução Google Maps/@expedicaolitoranea.

Prováveis pontos onde Edson parará para dormir | Foto: Reprodução Google Maps/@expedicaolitoranea.

Imagine quanta beleza o Edson encontrará | Foto: Reprodução Google Maps/@expedicaolitoranea.

Outras aventuras

Edson Sorrentino | Foto: Arquivo pessoal.

Sorrentino pratica excursionismo, montanhismo e escalada em rocha e gelo há pelo menos 30 anos. Sua primeira grande aventura foi escalar o Pico da Neblina (2.995m) em 1988. “Caminhar pela floresta amazônica e depois pelo platô encharcado e cheio de bromélias, na aproximação da base da maior montanha do Brasil não foi tarefa fácil”, admite o expedicionário que tem diversos cursos na área de excursionismo e esportes de aventura.
Nos anos seguintes ele escalou a maioria das montanhas com mais de 2.000m no Brasil. Em 1993 escalou o Aconcágua (6.962m) na Argentina; em 1996 o Mont Blanc (4.808m) na França e no mesmo ano fez a “escalaminhada” do Monte Kilimanjaro (5.895m), na Tanzânia.
Em 1995 deu a volta completa a pé nas Ilhabela (SP) e ilha de Santa Catarina (SC), aventuras que duraram 9 e 12 dias respectivamente.
Em 1998 fez curso de escalada em gelo na Bolívia e lá escalou diversas montanhas com mais de 5.000 metros de altura. Desde então vem realizando diversas caminhadas por parques nacionais, estaduais e reservas, as conhecidas “Travessias Clássicas”, por mais de uma vez.
Parou de escalar porque ao chegar a temperaturas negativas, ele perde completamente a sensibilidade nos dedos dos pés e das mãos (este problema é decorrente das baixíssimas temperaturas, nas altas montanhas que escalou), e descobriu que está com rompimento nos músculos dos ombros (direito e esquerdo). “Mas isso não impede que eu  possa andar – vocês conhecem a Saga de Josepf Climber? – e será exatamente isso que farei em 2018, na Expedição Litorânea”, comenta entusiasmado.
A gente segue na torcida e acompanhando.
Você também poderá acompanhar a ‘Expedição Litorânea’ aqui no Mochila Brasil e também pelo Facebook (aqui) e YouTube (aqui).


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