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Viver fora do sistema

Na natureza selvagem: a vida de Christopher McCandless

Claudia Severo

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Este é um post para os fãs do filme (e do livro) ‘Na natureza selvagem’ (ou ‘Into the wild’). Também uma breve apresentação àqueles que não conhecem a história do jovem Christopher Johnson McCandless (ou Chris McCandless), também conhecido como Alexander (ou Alex) Supertramp.
‘Supertramp’ foi um viajante norte-americano que deixou de lado o sonho da carreira bem sucedida e as convenções sociais e,  em busca de si mesmo rumou à solidão gelada do Alasca, onde morreu sozinho, na natureza, em 1992 aos 24 anos de idade.

Chris McCandless (1968 - 1992) | Foto: Reprodução

Chris McCandless (1968 – 1992) em frente ao ‘Magic bus’, sua última foto | Foto: Reprodução

Influências

Formado em História e Antropologia, McCandless teve influências dos trabalhos de Leon Tolstoi, Jack London e Henry David Thoreau. Grosso modo, escritores que dentre outros pensamentos, pregavam a proximidade com a natureza e uma vida simples.
Em “Walden ou a vida nos bosques”, Thoreau faz uma reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza (a obra tornou-se também referencial para a Ecologia).
Em 1845 o escritor foi morar no meio da floresta. Às margens do lago Walden construiu uma casinha e um porão pra armazenar comida. Sem experiência como agricultor, plantou e tentou a autossuficiência. Viveu ali por 2 anos.

Reprodução

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“Fui para a mata porque queria viver deliberadamente,
enfrentar apenas os fatos essenciais da vida
e ver se não poderia aprender o que ela tinha a ensinar,
em vez de, vindo a morrer, descobrir que não tinha vivido.”
(Thoreau)

O livro e o filme

No livro “Na natureza selvagem” lançado em 1996, o autor, Jon Krakauer refaz a trajetória de Chris McCandless.
Em 2007 é lançado o filme homônimo, dirigido por Sean Penn.
No filme, o ator norte-americano Emile Hirsch dá vida a Chris McCandless e pela interpretação foi indicado para vários prêmios.

Emilie Hirsch e Sean Penn nos bastidores do filme | Foto: Paramount Vantage/Divulgação

Emile Hirsch e Sean Penn nos bastidores do filme | Foto: Paramount Vantage/Divulgação

História para emocionar do início ao fim.

Trailer :

 

Trilha sonora

Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam) foi um dos responsáveis pela trilha sonora do filme. Esse trabalho foi o primeiro álbum solo de Vedder o qual obteve nomeação para vários prêmios nas categorias de melhores canção e banda.
No vídeo abaixo um mix das canções do filme:

Confira outras imagens do filme:

Cena do filme | Foto: Paramount Vantage/Divulgação.

Cena do filme | Foto: Paramount Vantage/Divulgação.

 

Prepare o lenço. Em cena os atores Hal Holbrook e Emile Hirsch | Foto: Paramount Vantage/Divulgação

Prepare o lenço. Em cena os atores Hal Holbrook e Emile Hirsch | Foto: Paramount Vantage/Divulgação

 

Cena do filme | Foto: Paramount Vantage/Divulgação

Cena do filme | Foto: Paramount Vantage/Divulgação

 

Cena do filme | Foto: Paramount Vantage/Divulgação.

Cena do filme | Foto: Paramount Vantage/Divulgação.

 

Os fãs de Christopher, do filme e do livro espalharam pela web, várias imagens relacionadas à história. Selecionamos algumas:

Ilustrações de Neelke Vanderkerken

Ilustrações de Neelke Vanderkerken

 

O ônibus abandonado onde Chris acampou segue na Stamped trail, no Alasca | Ilustração: (autor desconhecido)

O ônibus abandonado onde Chris acampou segue na Stamped trail, no Alasca | Ilustração: (autor desconhecido)

 

Ônibus feito em Lego | Foto: (autor desconhecido)

Ônibus feito em Lego | Foto: (autor desconhecido)

 

Ilustração: Jeffrey Bowman

Ilustração: Jeffrey Bowman

 

Ilustração: (autor desconhecido)

Ilustração: (autor desconhecido)

 

Cartaz do filme | Ilustração: (autor desconhecido)

Cartaz não oficial do filme | Ilustração: (autor desconhecido)

 

'Diário de bordo' fechado com o cinto do viajante | Foto: Reprodução

‘Diário de bordo’ fechado com o cinto do viajante | Foto: Reprodução

A imagem que abre o post é mais uma cena do filme | Foto: Reprodução.

Você, simpatizando ou não com a história de McCandless, se ainda não viu o filme (ou leu o livro) deve fazê-lo.
Você que assistiu (ou leu) o que achou?

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Ex-presidente do McDonald’s vira vegetariano e vive junto à natureza

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Pedro Medina passou do estresse que significa dirigir 33 restaurantes do McDonald’s e tudo que isso acarreta a despertar-se com o som de pássaros e da água que cai com força da montanha em seu novo lar onde mora há um ano e meio: uma casa basicamente feita de barro, pedra e bambu.
No entorno cultiva ervas, fruta e verduras, toma banho de rio e memoriza novos números, os relacionados à diversidade da fauna e flora colombiana, por exemplo. Quando a noite vem, pode admirar as estrelas do teto de casa. Por ali também recicla tudo que pode, não precisa de refrigerador, nem de televisão, utiliza energia solar, tem um banheiro que não contamina a água e tudo que produz vira adubo.
Agora Medina propõe outro significado à palavra êxito e viaja o mundo fazendo palestras nas quais fala sobre “Como acreditar na Colômbia”.

Pedro Medina | Foto: Lorenzo Ruiz Angel/ProyectoAxgaia.

E o que é ter êxito afinal?

Sem dúvida, sua história nos leva no mínimo à reflexão do que realmente é ter êxito. Ele por exemplo, aos 35 anos, inaugurou em 1995 sua primeira loja do McDonald’s na capital colombiana – 12 meses depois já estava com 10 lojas. Com isso tornou-se o “maior empregador de universitários do país, com 1.125 jovens”, conta à CNN. O sonho de quando tinha 18 anos e era um estudante da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos estava cumprido. Um tempo depois ele passou a ser gerente geral do McDonald’s na Colômbia e mais tarde passou a presidente da empresa.
Bastante perfeccionista e rigoroso ele já não sabia mais como equilibrar os diferentes aspectos de sua vida.

Os “detonadores”

Medina conta à publicação que foram 3 os momentos que o levaram a uma guinada de 180 graus em sua vida.
O primeiro foi numa aula de estratégia que dava a futuros administradores de empresas e economistas da Universidad de los Andes. Era 1999 e a Colômbia atravessava uma forte recessão econômica, o narcotráfico havia permeado boa parte da sociedade e a guerra entre guerrilhas, paramilitares e a força pública aterrorizava os civis.
Pedro perguntou aos seus 39 estudantes quantos deles se viam na Colômbia nos 5 anos seguintes. Somente 12 responderam que sim, estariam no país. Os demais lhe pediram razões para ficarem. “Eu não soube bem o que dizer-lhes”. Falou do café, das esmeraldas, dos mares, das flores e… acabaram os argumentos.
“Não fui capaz de ‘vender’ a Colômbia aos meus alunos. Desta frustração nasceu uma reflexão: não conseguimos vender o nosso país porque não sabemos, porque sempre nos mostraram o ruim e não buscamos o bom. E sempre nos disseram que o estrangeiro era o melhor, que o que vale é o modelo de fora”, explica.
No dia seguinte começou um projeto de pesquisa (que durou 18 meses) que permitiu a criação de uma palestra chamada “Por que crer na Colômbia?”
O segundo ocorreu em 2001. Ainda no McDonald’s, cada vez mais cansado e com vontade de dedicar-se às suas conferências e às ideias que surgiam delas. Foi quando um chefe lhe surpreendeu com duas perguntas: O que você quer fazer? Quer renunciar?
Para Medina era óbvio, mas ele tinha medo. O terror que dá não ter um trabalho estável. Em 2002 acabou renunciando, mas foi nomeado consultor externo por vários anos, o que acabou ajudando no projeto da fundação que queria montar com base nas conferências que havia dado centenas de vezes, a “Yo Creo en Colombia”.
O terceiro foi o mais dramático e difícil. Cronologicamente foi o primeiro, mas ele gosta de contá-lo ao final porque tomou consciência de seu significado somente 15 anos depois, quando por acaso encontrou com a pessoa que esteve ao seu lado no dia em que sofreu um derrame cerebral que o deixou à beira da morte.

No Facebook lembra “o primeiro dia do resto de minha vida” (há 15 anos quando teve o aneurisma) | Foto: Reprodução Facebook.

Em março de 1995, Medina teria que viajar à Caracas (Venezuela) para supervisionar o treinamento de um grupo de empregados. Mas as coisas não saíram como planejado. Quase não conseguiu chegar ao aeroporto, teve que voltar ao escritório para buscar materiais, o avião atrasou, seu acento não existia, discutiu com auxiliares do voo. Uma intensa dor de cabeça, frio e mareio lhe tomaram conta. “Tive um aneurisma. Abriram minha cabeça uns dias depois e quando a fecharam me deixaram com um parafuso a menos”, afirma agora sorrindo.
“Isso é o que me permite fazer o que faço hoje… não tenho um parafuso a menos. Na verdade quando se está à beira da morte se vê a vida bem diferente”.

O êxito

Hoje em dia, aos 57 anos Medina vive em uma chácara em Choachí, um povoado com cerca de 13.000 habitantes, a quase 55Km de Bogotá, onde segundo dizem “só existem 3 ladrões e quase todo mundo os conhece”.
Sua casa está a uns 2Km da área urbana da vila, onde há 500 pessoas, a maioria campesinos. Por ali todos se conhecem, se saúdam, se ajudam.

Área de ‘La Minga’ | Foto: Reprodução Facebook.

Em La Minga ocorrem cursos e palestras | Foto: Reprodução Facebook.

“3 ações para conseguir a felicidade:
– A cada dia faça algo pela primeira vez
– A cada dia faça algo especial por um desconhecido
– Conheça uma nova pessoa a cada dia”
(Foto: Reprodução Facebook).

Há anos não come um hambúrguer ou entra em um McDonald’s. “Antes eu achava que deveria existir um McDonald’s em cada município da Colômbia, hoje penso que os modelos locais são muito valiosos e é preciso trabalhar mais o local. Não como carne vermelha, não tomo refrigerante… digamos que sou ‘flexivegetariano’, só como peixe e vivo uma vida muito rica, muito diferente e não penso que o modelo estrangeiro seja o máximo”.
A felicidade de Medina é inversamente proporcional a quantidade de coisas que compra.
“Hoje acredito que o ‘êxito’ é uma palavra muito banal, que muitas vezes implica em competir com os outros, meu sucesso a custa do seu fracasso (…). As pessoas me perguntam quantos hectares tenho e quando digo que tenho apenas um me dizem para comprar mais. Mas não quero. Um é mais do que suficiente. Eu não estou à procura de um carro maior, eu não estou procurando mais, me alegro com o que tenho, gosto dele e o divido”.
O mais rico não é o que mais tem, mas aquele que menos necessita. Esta é a frase que mais se adequa a sua vida no momento.
Ele conta que necessita de muito pouco para viver. Que já não precisa de geladeira porque a comida que fazem é toda fresca. “Me sinto muito mais livre e feliz, ganho menos mas vivo muito melhor”.
Medina vive em uma “minga”, palavra Quechua que significa trabalho coletivo e celebração em comunidade. Em uma casa construída quase com os mesmos materiais que a sua, uns metros mais acima, vivem seu filho mais velho, sua companheira e seus dois netos. Outras duas filhas dele vivem em Cali (Colômbia) e Barcelona (Espanha).
Mais abaixo das casas está o Museo de la Paz, um lugar em que se deve entrar ajoelhado por uma questão de espaço, mas também por um símbolo. “O de pedir perdão por algo que fizemos”, diz.
De acordo com a CNN, citando o site da fundação de Medina, “Yo Creo en Colombia” ele já deu mais de 8.000 conferências, assistidas por mais de 847.000 pessoas em 166 cidades de 33 países. “Criando uma escola de pensamento sobre uma Colômbia e uma América Latina capaz, recursiva, inteligente, trabalhadora, apaixonada, feliz, curiosa, produtiva e competitiva que existe mas que muitos não veem.”

Abaixo, vídeo de uma das conferências de Medina.
“Mobilizando ideias, recursos e pessoas tecemos uma comunidade de protagonistas e não de vítimas”:

Mais sobre a história de Pedro, sobre a fundação e sobre a Minga podem ser conferidas aqui, aqui e aqui.


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Histórias inspiradoras

Moradores de Nova York constroem comunidade na floresta para fugirem nos fins de semana

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Por conta do estresse e do caos organizado nas grandes cidades, muitas pessoas estão sonhando em voltar a viver próximo à natureza. Nos últimos anos, esse número tem crescido, fazendo proliferar movimentos como as “Ecovilas“, as Tiny Houses, e as comunidades Off the Grid.

Certamente você já deve ter se imaginado vivendo em um lugar assim, rodeado por natureza e com belas montanhas, compartilhando a terra e vivendo próximo aos amigos.   Nós já mostramos aqui um grupo de velhos amigos que comprou um terreno isolado e nele construiu uma vila com mini casas.

É com esse espírito que alguns moradores de Nova York decidiram se reunir pra tornar essa ideia realidade. Eles não abandonaram tudo, ainda moram na “Big Apple”, mas fogem nos fins de semana para viver em comunidade no meio da floresta.  A comunidade  está localizada em uma reserva florestal em Sullivan County, no norte do estado de Nova York. Confira as fotos!

Outras imagens do projeto você pode ver em: http://beaverbrook.tumblr.com


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Viver fora do sistema

Amigos constroem uma vila com mini casas no meio do nada

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Picar a mula e ir morar bem longe das grandes cidades e construir uma casa isolada no meio do nada ou uma vila só com gente amiga e/ ou que tenha afinidade com sua maneira de enxergar e viver a vida. É isso que muitos estão fazendo nos EUA e na Europa em um movimento chamado de Tiny House e essa onda tem tudo pra chegar com força em um país continental como o Brasil. E foi exatamente isso que fez um grupo de amigos do Texas.

Quatro casais que se conhecem há mais de 20 anos decidiram abandonar a vida urbana e carregar junto o que eles mais valorizam na vida, os amigos e família. Embora já vivessem na mesma cidade, a vida urbana os havia afastado, realidade que nós que vivemos em grandes cidades sabemos bem como funciona.

Para resolver o problema se reuniram e decidiram abandonar o modo de vida convencional e para isso compraram um terreno no meio do nada e lá construíram uma vila de mini casas.

As mini casas tem tudo que qualquer boa casa urbana possui,  além de serem pensadas de forma sustentável para aproveitar os recursos naturais como armazenar água da chuva por exemplo e foram revestidas de aço galvanizado na parte externa e madeira MDF na parte interna para reduzir o impacto do calor texano.

Confira as fotos:

E aí? Você moraria com seus amigos em uma vila assim?


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Espanha

Matavenero: Uma cidade espanhola isolada da civilização

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Imagine que você e seus amigos, cansados de tudo que ocorre no Brasil e no mundo, decidam se unir e começar uma nova vida em coletividade no meio das montanhas e uma vila construída, gerida e mantida por vocês mesmos, através de muito trabalho e criatividade. Um lugar onde vocês possam viver segundo suas próprias regras e valores isolados de qualquer tipo de entidade governamental coercitiva e/ou cagadora de regras.

Foi mais ou menos isso que ocorreu em 1989, quando um grupo de hippies decidiu ocupar uma vila medieval abandonada nas montanhas do norte da Espanha em um lugar que hoje é chamado de Matavenero.

Em Matavenero “a maioria das casas são muito pequenas e cheias de pequenos detalhes que explicam os valores morais das pessoas que lá vivem ” define o fotógrafo Antonio Guerra que foi até lá para compor o ensaio “Y tu Sueño“.

Antonio viajou até a ecovila que fica no meio das montanhas de León no norte da Espanha para fotografar e também para ver de perto como vivem estas pessoas.

Algumas das fotos do ensaio “Y Tu Sueño” você confere a seguir e também pode assistir 2 documentários sobre Matevenero no final deste post.

 

 

 


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Notícias

Capitão Fantástico conta história de família “Off The Grid” forçada a se reconectar com a sociedade

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Capitão Fantástico conta a história de uma família “Off The Grid” que por conta do destino é forçada a se reconectar com a sociedade.  Ben Cash (Viggo Mortensen)  é um pai que dedica sua vida a educar e transformar seus seis filhos em adultos extraordinários. Mas, quando uma tragédia atinge a família, eles são forçados a deixar seu paraíso (onde vivem há 10 anos) e iniciar uma jornada pelo mundo exterior – um mundo que desafia a ideia do que realmente é ser pai e traz à tona tudo o que ele os ensinou.

 Off The Grid é o modo de vida de pessoas que decidiram largar “o que a maioria considera como normal”,  pra viver uma vida isolada e desconectada do ideário cultural dos grandes centros urbanos.

O filme estréia no dia 22 de dezembro nos cinemas. Confira o Trailer.

 


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Viver fora do sistema

Documentário mostra a verdade sobre a vida de pessoas que decidiram viver isoladas na floresta

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O termo “Off The Grid” tem dois significados, o primeiro é um significado técnico sobre algo que está desconectado da rede, e nesse caso pode ser qualquer rede, rede elétrica, rede de computadores, etc. O outro significado tem a ver com um estilo de vida desconectado do “American Way Of Life“, da Sociedade de Consumo, da forma que foi “eleita” como uma vida “normal”, padronizada pela cultura ocidental.

Não existe um modo padronizado de “Vida Off the Grid, muito menos um movimento organizado que levante essa bandeira ou queira vender esse modo de vida como o ideal, na verdade é contrário, são pessoas que decidiram largar o modo de vida que a maioria considera como ideal ou normal, pra viver uma vida isolada geograficamente e principalmente desconectada do ideário cultural dos grandes centros urbanos.

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O documentário Life Off Grid dirigido pelo jornalista Jonathan Taggart e produzido pelo Professor Phillip Vannini da Universidade Royal Roads, ambos canadenses, explora as maneiras pelas quais essas pessoas, todos com diferentes preocupações,  vivem longe da civilização contemporânea: Off The Grid não é um estado de espírito.  Não se trata de alguém estar fora de contato, ou sobre um lugar que é difícil de chegar, ou de passar um  fim de semana offline. Viver Off The Grid, portanto, significa ter que radicalmente re-inventar o modo de vida como conhecemos. Isso significa escolher viver de uma forma que é dramaticamente inovadora: uma forma que se baseia em habilidades do passado, inspirada por preocupações para o nosso futuro.”  – diz a descrição do filme na página do diretor que durante dois anos e meio visitou mais de 100 casas isoladas nas florestas canadenses e conversou com mais de 200 pessoas que vivem dessa forma.

O documentário tem nota 7,2 no IMDB. Mais informações você encontra no site e a página do Facebook.

Trailer:


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Viver fora do sistema

Ele viajam de graça pelas ferrovias dos EUA e Canadá

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Molly Steele tem 26 anos de idade, nasceu em Melrose na Flórida e já foi presa por viajar ilegalmente em um trem de carga.  As fotos de suas viagens são feitas com seu smartphone e compartilhadas no Instagram, onde já conta com mais de 60.000 seguidores.  Molly faz parte de uma nova geração de “Hobos”, andarilhos que viajam ilegalmente pelas ferrovias dos Estados Unidos e Canadá. 

prática conhecida como “Train-Hopping”, (Pulador de Trem em português)  já foi o principal meio de locomoção dos “Hobos”, andarilhos desempregados que rodavam os EUA em busca de trabalho.  Segundo um artigo escrito pelo professor Layal Shafee para o Jornal “The New York Telegraph” em 1911, o número de hobos chegou a ser estimado em 700.000 pessoas entre o final do século XIX e início do século XX. Entre elas muitos veteranos que retornavam para casa no fim da Guerra Civil Americana.  Também após a grande depressão de 1929,  ao menos 250.000 adolescentes viajaram ilegalmente pelas estradas de ferro do país. “Alguns saiam de casa porque se achavam um fardo para suas famílias; outros fugiram destroçados pela vergonha do desemprego e da pobreza. Outros viajavam por aventura. Com a bênção dos pais ou como fugitivos, eles pegavam a estrada em busca de uma vida melhor.”  É o que conta o livro “Riding the Rails: Teenagers on the Move During the Great Depression” de Errol Lincoln Uys.  

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Hoje a coisa é muito diferente, os hobos modernos não são miseráveis em busca de trabalho, não estão fugindo da miséria e da recessão. São jovens viajantes em busca de aventura, que postam suas fotos em redes sociais como Instagram e frequentam sites como squattheplanet.comhitchwiki.org e trustroots.org , nos quais trocam experiências e buscam companhia para novas viagens, não apenas nos EUA, mas em vários lugares do mundo onde há uma malha ferroviária extensa.    

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Entre os vários estilos de viajantes do mundo pós-internet, os hobos modernos talvez sejam os que mais se aproximem do desbunde da Geração Beat, mesmo que os livros de Walt Whitman tenham sido trocados pelos smartphones e que as curtidas no Instagram pareçam entorpecer mais que Efedrina. Ver que ainda há uma juventude interessada em transgredir, nem que seja o muro da linha férrea, já é algo que renova as esperanças em um mundo menos bunda mole.

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A fotojornalista canadense Kitra Cahana falou sobre o assunto no Ted Talks. Quando era jovem, ela sonhava em fugir de casa para viver livremente na estrada. Agora, adulta e auto-proclamada andarilha, ela segue esses nômades modernos em suas casas: vagões cobertos, pontos de ônibus, estacionamentos, banheiros de parada de ônibus; dando um vislumbre nessa cultura viajante marginal. Confira:

Fotos: Molly Steele

 


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Ásia

O povo nômade criador de renas da Mongólia

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Para os Dukhas, as renas não são animais que cruzam o céu puxando o trenó do papai Noel, elas são fundamentais para a subsistência e para os afazeres do dia-a-dia.   O fotógrafo e documentarista Hamid Sardar-Afkham , nos oferece um raro olhar sobre a vida desse povo nômade em um de seus mais recentes projetos.

Os Dukhas domesticaram uma raça de renas para usá-las na montaria, parceiras inseparáveis na caça de alces selvagens e javalis. Eles também contam com esses animais para a produção de leite, queijo e peles. É, uma coexistência sustentável, que infelizmente está se tornando mais rara a cada ano que passa.

Até alguns anos atrás essa tribo contava com cerca de 2.000 pessoas, mas estimativas atuais demostram que esse número caiu para apenas 44 famílias. Hoje apenas 200 a 400 indivíduos, ainda vivem desta forma no norte da Mongólia. Há também uma diminuição crescente no tamanho dos rebanhos de renas.

Além da criação de renas, o grupo conta com a receita proveniente de turistas que visitam os acampamentos.

O fato de Hamid Sardar  ser documentarista, fotógrafo e PhD em culturas e idiomas do interior asiático, fez dele a pessoa ideal para estudar e documentar o dia-a-dia do povo Dukha, um dos últimos povos nômades da Terra.

Além das belas fotos, Sardar também produziu o documentário “Tracking the White Reindeer”, cujo trailer você pode conferir no final do post.

 

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Dicas, informações e experiência de viagem pela Mongólia, aqui.

Com informações de Earth Porm.


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Viver fora do sistema

Eles abandonaram a vida em sociedade para viver isolados na floresta

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Há muitas maneiras de viver no mundo moderno e nem todos querem a vida padronizada das grandes cidades. Algumas pessoas escolheram um caminho fora do rebanho, decidindo abandonar o conforto e comodidades para viverem uma vida simples e isolada na floresta. O fotógrafo russo, Danila Tkachenko, conseguiu encontrar e fotografar muitas dessas pessoas e em uma série de fotos intitulada “Escape”, conseguiu captar vários momentos delas em situações cotidianas.

“Eu viajei em busca de pessoas que decidiram fugir da vida social,  para viverem sozinhas na natureza selvagem, longe de qualquer aldeia, vila ou pessoas.  Os principais personagens do meu projeto abandonaram as normas sociais por razões diferentes. Pelo desejo de abandonar completamente a vida em sociedade para viver sozinho na natureza selvagem,  para gradualmente perderem sua identidade social” – diz ele.   “Eu cresci no coração da cidade grande, mas sempre fui atraído pela vida selvagem – para mim é o lugar onde eu posso encontrar e sentir o verdadeiro eu, o meu verdadeiro eu, fora do contexto social.” – completa.

As fotos, que foram tomadas em florestas na Rússia e Ucrânia e fazem parte do livro “Escape”, que você pode conferir no site de Danila Tkachenko.

 

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Fontes: onemorepost.com, danilatkachenko.com


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