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Viajar Sozinha

A gente viaja porque precisa

Amanda Areias

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A gente não viaja simplesmente porque a gente quer, porque é divertido ou pra ter umas fotos bonitas; mas sim porque a gente precisa.
Porque viver nesse mundo igual todos os dias sufoca.
Porque ver as mesmas pessoas e as mesmas ruas todos os dias é desgastante.
Porque saber que tem todo um universo lá fora pra você conhecer enquanto você passa todos os dias sentada num escritório na frente de um computador chega a ser desesperador.
A gente viaja porque a gente precisa parar pra respirar, nem que seja somente um mês ao ano.
A gente viaja porque a gente não pode se contentar com o que nos é dado de bandeja. A gente quer mais, a gente quer conhecer o que não nos é mostrado, a gente quer aproveitar as chances que nos foram dadas, a gente quer viver por nós, e não pelos outros.
A gente viaja porque sabemos que nascemos para ser livres, que o mundo é nosso.
A gente viaja porque, quando a gente volta pra casa, tudo está igual.
Mas algo em nós mudou, e isso faz toda a diferença.

Foto: Arquivo pessoal/LivreBlog.com

Amanda Areias é autora do Livre Blog.

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*Amanda Areias é Designer Gráfica e autora do blog ‘Livre’; mochileira desde os 17 anos está sempre em busca de lugares, culturas e pessoas novas. Você pode encontrar suas experiências de viagem e outros textos como este no blog e em sua página no Facebook e belas imagens de suas andanças mundo afora também no Instagram.

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Viajar Sozinha

Como pegar carona durante mochilão sozinha

Mochileiros.com

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Por Kamila Queiroz*

Primeiramente quero deixar claro que: Eu não tenho garantias nenhuma, sobre viajar de Carona, é algo que a estrada vai te ensinando e mostrando para cada um: o que e como fazer.
Cada viagem é consigo mesmo e, é única.
Fé cega, olho vivo, faro fino e principalmente: Use a intuição. Sinta!

Como pegar carona durante o mochilão sozinha?

Onde pegar carona?

Posto de Gasolina: é um ponto legal para abordar as pessoas, com sorriso e respeito no espaço do outro. Nem todos entenderão que você esta numa grande aventura, louca para dizer tudo e dizer que é uma boa pessoa para eles levarem, porque as pessoas estão vivendo a viagem delas, curta ou da vida normal, estão lá vivendo. Então, chegue na boa, com boa vibração. Fique, se precisar, muito tempo observando quem chega, abastece e para, ou quem você sinta que vai continuar. No posto é um bom lugar para abordar caminhão também e várias pessoas estão dando pausa, câmeras, caminhoneiros conhecidos, etcs.

Rutas, Estrada: sempre fora ou saída da cidade. Não adianta muito, pedir carona, dentro da cidade porque, maioria das vezes, as pessoas estão indo perto, ou dentro da própria cidade (ai fazem gestos que você pode demorar meses para entender)

 

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Couchsurfing, Blablacar ou Grupos de caronas Facebook: sim, existem várias pessoas viajando de carro, motorhome ou simplesmente querendo compartilhar informações sobre caronas.

 

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Com quem pegar carona?

Caminhoneiros: Fora Temer e viva os caminhoneiros. Sim, existem muitos caminhoneiros “maneiros”, gente boa e respeitador. E eles viajam sozinhos, tem muita histórias, são praticamente Mochileiros levando a vida na costas também, mas através de carga pesadas dos seus caminhões.
Casais: Dependente, pode ser que tenha alguns com filhos, é mais difícil, mas existem muitos casais que são aventureiros e gostam de levar outros aventureiros com eles.
Senhores/Senhoras: esses aí têm mesmo feeling do caminhoneiros, e também têm muita histórias boas. Vale muito a pena.
Qualquer outro tipo de pessoa: ABRA A MENTE E O CORAÇÃO e CONFIA que AINDA tem muita gente BOA nesse mundo. Acredite.

 

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DICAS ÚTEIS DURANTE E ANTES DA CARONA:

– Quando um carro parar: pergunte primeiro o destino da carona, não fale onde você vai antes de saber onde vai a carona. (vai que o caroneiro muda a rota por causa de você, né?)
– Ir cedo para Rutas: sempre ir cedo, mas observe o comportamento da cidade durante o tempo que você ficar, observe as saídas. Cada lugar muda a rotina. Mas geralmente cedo, as pessoas estão transitando entre os povoados para trabalho ou algo do tipo. Mas não é regra. Observe!
– Pergunte o nome das pessoas: quando entrar no carro, seja educado, pergunte o nome das pessoas de dentro do automóvel;
– Quando sentir medo ou algo errado: Se você sentir que tem medo ou um ar estranho(você vai sentir), digite no celular algo e finja tirar uma foto com a pessoa e enviar para alguém e diga: “ah que legal que consegui, obrigada, estou enviando que estou bem para meu amigo aqui da cidade(onde saiu)”.
– Segurança e instinto: de verdade, se sentir medo, escreva para seus amigos/hosts do destino que você deixou e avise que esta bem, carro/caminhão tal e pessoa tal.
– Placas de informações para o motoristas: Faça uma PLACA para onde você quer ir ou simplesmente: Até a Próxima Cidade. Ás vezes avançar 30,50km para frente pode mudar muitas coisas.
– Equipamentos de mochileira sempre: Tenha sua barraca sempre, pode ser que você durma nela, caso ninguém te leve. Dúvidas de equipamentos, tenho aqui algumas soluções para seu dilema: Mochila Cargueira, Check-list básico, O que é um Mochileiro.
– Conversação: Fale o necessário e principalmente escute, aprenda o idioma e observe o caroneiro! Se sentir boa vibe, torne-se uma pessoa receptiva e aproveite a amizade.

Qualquer informação que eu escrever, pode ser útil ou não, e eu não tenho garantias de nada, por isso meninas usem seus instintos femininos e sentidos.
Eu fiz muitas amizades e, uma grande amizade na Carretera Austral que me levou por mais de 1.000KM junto. Abra mente que boas caronas surgem.
Força! E voem!
Buenas Rutas. Suerte.

*Kamila Queiroz é viajante, fotógrafa, embaixadora Worldpackers e autora do blog S.O.S Mochileiras.
Você pode saber mais sobre ela e suas viagens no site, página do Facebook e Instagram.


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Listamos 5 aplicativos para mulheres que viajam sozinhas

M pelo Mundo

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Por Nathalia Marques

Uma das coisas que aprendi, durante minhas aventuras por este mundo, é que a tecnologia pode ser uma forte aliada. Lembro que quando comecei a viajar sozinha meu único aliado era o Google Maps, que me ajudava a não ficar perdida. Todavia, isso mudou.

Com o avanço do número de mulheres viajando sozinhas, pude observar que começaram a surgir plataformas e aplicativos que oferecem soluções para elas. Claro que isso é um reflexo da insegurança. Afinal, se não houvesse insegurança para nós, mulheres, não haveria a necessidade de criar certos aplicativos.

No entanto, penso que se eles existem e podem nos ajudar, por que não usar, né? Foi por isso que selecionei alguns aplicativos e plataformas que podem ajudar as mulheres que viajam sozinhas. Confira!

1. Sister Wave

Descobri recentemente a Sister Wave e achei a ideia incrível. A plataforma brasileira visa ajudar mulheres a viajarem sozinhas por meio de uma experiência única – se hospedando na casa de mulheres locais.

A startup conecta as viajantes com as moradoras locais por meio de hospedagens com preços acessíveis. Além disso,  as usuárias da plataforma contam com uma rede de apoio local, com dicas de segurança e com roteiros que diferentes que só as moradoras da região conhecem.

2. BlaBlaCar – Só para Elas

Você deve conhecer a BlaBlaCar, aplicativo de carona colaborativa, certo? Mas talvez você ainda não conheça a plataforma “Só para Elas”. É a mesma empresa e o mesmo serviço. Contudo, com o diferencial de ser só para mulheres. A plataforma permite aos membros organizarem caronas exclusivamente entre mulheres.

3. FemiTaxi

Essa dica é para mulheres que viajam pelo Brasil e sentem receio de pegar Taxi convencional. O aplicativo é um “Uber” somente com motoristas e passageiras mulheres. Atualmente, o FemiTaxi está disponível nas cidades de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Goiânia, Santos, Campinas e Belo Horizonte.

4. Life360

O Life360 é um ótimo aplicativo para compartilhar sua localização em tempo real com amigos ou familiares. Com ele, a viajante pode criar um círculo de amigos que terão acesso a sua localização. É um aplicativo bacana para quem vai viajar para lugares mais remotos ou para quem ainda se sente insegura em viajar sozinha.

5. Vamo comigo

Sabemos que viajar sozinha não significa realmente estar só. Sempre há pessoas dispostas a compartilhar a jornada. O app “Vamo Comigo” foi criado justamente por isso. Ele conecta mulheres viajantes que vão para o mesmo destino, na mesma data e que têm interesses em comum, para que elas possam compartilhar a experiência.

Para finalizar, é bom lembrar, quem está começando a viajar sozinha, que não é necessário usar todos os aplicativos. Eles são apenas opções que podem ajudar no caminho, caso você sinta que realmente precisa. Curtiu as dicas? Saiba que no M pelo Mundo, site de informações e dicas de viagem para mulheres, há mais conteúdo com esse.


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Sobre as mulheres que desafiam o tabu de viajar de carona

M pelo Mundo

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Por Nathalia Marques, editora do M pelo Mundo, site de informações e dicas de viagem para mulheres. 

Às 22 horas de um dia qualquer, duas amigas decidem que querem cair no mundo. Com poucos recursos, a única maneira, viável, seria pedir carona. Sem nada organizado, às 6 horas da manhã, do outro dia, elas pegaram suas mochilas, foram para uma estrada e pediram carona de São Paulo para Arraial do Cabo, seguido de Búzios e Cabo Frio.

Parece história de filme, né? Mas é real e foi exatamente o que Francesca Antoniella Borsanelli, estudante de Biologia, de 26 anos, fez pela primeira vez. Frio na barriga? Medo? “Sim, eu senti bastante medo. Sinceramente, quando saí de casa, pensei que não sabia se voltaria viva ou dentro de um caixão”, comenta a mochileira.

Mas, o medo não foi o suficiente para impedir Francesca de seguir sua vontade e como ela há diversas mulheres que fazem o mesmo. Loucas? Descuidadas? Super corajosas? Bom, é preciso ter cautela antes de usar estereótipos. É certo que no imaginário coletivo, da sociedade em que vivemos, mulher viajando sozinha já é algo anormal. Pedindo carona, então, é um grande tabu. No entanto, é necessário desmistificar essas ideias.

Assim como homens que viajam de carona, essas mulheres são apenas viajantes exercendo seu direito de ir e vir. Que a jornada é mais insegura isso é fato. Francesca explica que as mulheres viajantes correm mais ricos do que os homens. “Principalmente pela possibilidade de ser estuprada ou assediada”, enfatiza.

No entanto, muitas mochileiras comentam que a possibilidade de acontecer algo é menor do que se imagina e dizem isso por experiência própria. Vale ressaltar que de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 67% dos casos de violência contra as mulheres no Brasil são cometidos por parentes próximos ou conhecidos das famílias.

Ao ser questionada sobre indicar esse modo de viajar para outras mulheres, Francesca não reluta em dizer que sim. “Eu indico sim, pois nos 11 dias que viajei dessa maneira não me aconteceu nada. Também indico porque para algumas pessoas viajar de carona é o único modo possível de viajar. Digo isso, principalmente, pela questão financeira. Ou a pessoa viaja assim ou ela nunca viaja. Além disso, acho uma experiência bastante desafiadora e isso mexe com o nosso íntimo”, comenta.

Os perigosos e as vantagens que as mulheres enfrentam viajando de carona 

Mesmo indicando as mulheres viajarem de carona, a mochileira não deixa de ressaltar que é preciso tomar cuidados, pois existe, sim, riscos. “Sugiro que elas tenham cuidado, que busquem viajar em carros que tenham outras mulheres ou crianças, pois o risco é menor e que estejam sempre monitorando o trajeto que a pessoa está fazendo pelo GPS do celular”, aconselha.

Apesar dessas questões de segurança, mulher viajando de carona também tem suas vantagens. Isso porque elas têm mais facilidade de conseguir carona do que os homens. “É rapidinho. 30 minutos, no máximo, você  já consegue. Têm  homens que ficam horas e horas e horas tentando até conseguir. Isso acontece porque as pessoas também têm medo de dar carona para homens e serem assaltadas”, diz.

Bom, entre vantagens e desvantagens, para muitas mulheres pedir carona é a única maneira de conseguir viajar por esse mundão. Loucas? Descuidadas? Que nada! São mulheres comuns que decidem fazer o que querem, que colocam em prático seu direito de ir e vir, mas que para isso enfrentam o medo, a insegurança e julgamento externo.

*Esta matéria foi publicada originalmente no M pelo Mundo e no ano passado foi indicada ao Prêmio Passaporte Aberto, da Organização Mundial de Jornalistas de Turismo.


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Histórias inspiradoras

Mochileira croata dá volta ao mundo de carona

Mochileiros.com

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Foi uma jornada cheia de perigos, mas ela conseguiu: uma volta ao mundo confiando inteiramente na bondade do próximo.

Ana Bakran, uma viajante croata de 34 anos, fez sua épica jornada solo de sua cidade natal, Zagreb, até Bora Bora, na Polinésia Francesa, em um feito surpreendente que a levou três anos e oito meses, e a levou por 25 países.

Em entrevista ao Jornal DailyMail, Ana contou como conseguiu dar a volta ao mundo pegando carona em carros, caminhões, motos, balsas, barcos a vela, navios de pescadores, um helicóptero e até um cavalo no Quirguistão.

Ana, que deixou seu emprego em uma empresa de marketing digital em 2013 para perseguir seu desafio e documentá-lo em seu blog , conseguiu no melhor estilo mochilão roots,  dar a volta ao mundo com poucos recursos.

“Eu me acostumei a dormir em movimento”, diz ela. “Nos parques, praias, postos de gasolina, mesquitas e templos, albergues baratos e inúmeras casas dos habitantes que me convidaram para entrar. Não sou exigente, fico em qualquer lugar desde que me sinta segura.”

Ao longo da viagem, ela ficou em todo tipo de lugar, com 63 jovens órfãos na Tailândia, em um iate milionário em Montenegro e debaixo de uma árvore no Parque Gezi, em Istambul, durante as manifestações de 2013.

Em quase todos os casos, a carona foi seu meio de transporte.

“Eu só precisei pagar pra me locomover em poucas ocasiões”, ela explica. “A polícia de fronteira do Turcomenistão com a China, por exemplo, não me deixava andar entre dois pontos de controle para entrar no país, então precisei pagar um micro-ônibus para chegar do outro lado da fronteira.”

No início, Ana disse que precisou passar um tempo aprendendo como pegar carona com outros viajantes mais experientes, mas logo passou a se aventurar sozinha e  é claro quem nem tudo são (ou foram) flores.

“Houve momentos em que fiquei na estrada no meio do nada, ou que acabei pegando carona com homens ‘sem noção'”, lembra ela.

– Alguns me mostraram o pênis do nada, tocaram meu joelho ou se recusaram a me deixar sair do carro. Mas eu consegui sair ilesa de todas essas situações por ficar calma e conversar seriamente com eles – às vezes com a ameaça de usar spray de pimenta que sempre carrego comigo.

Ela acrescenta: ‘Eu não acho que esses caras fossem pessoas más. Acho que eles fizeram julgamento errado sobre mim. São de outra cultura e não estavam acostumados com uma mulher pedindo carona.  Espero que eles tenham aprendido com o erro.

“Nenhum desses incidentes me desencorajou a pegar carona, e 99% das viagens não foram nada além de incríveis.”

Ela disse que enfrentou a maioria destes problemas em países muçulmanos, mas diz que neste mesmos locais foi recebida com “extrema hospitalidade e gentileza”.

Ana em um barco de pescadores pegando carona de Maupiti a Bora Bora. – Foto: Arquivo Pessoal

Ana passou sete meses em um barco da Malásia para a Austrália. Ela conseguiu se juntar à tripulação depois de encontrar um capitão australiano que estava procurando uma equipe para ajudá-lo a navegar de volta para a Austrália.

“Eu estava procurando um barco para pegar carona para a Austrália, então foi perfeito”, explica ela.

De lá, ela fez talvez sua mais improvável viagem – uma carona em um helicóptero.

“Eu me aproximei de uma empresa charter no oeste da Austrália e contei a eles minha história”, diz Ana. ‘Quando eles viram o mapa da minha jornada, eles concordaram em me deixar pegar carona. Eu só tive que esperar  quarenta e cinco minutos, que não eram nada comparados às minhas horas habituais esperando carona na estrada.”

Da Austrália Ana partiu para outras ilhas e sua última postagem no Facebook foi feita 28 de fevereiro em Nuku Hiva,  a maior das Ilhas Marquesas na Polinésia Francesa. Na capa do seu perfil há uma mensagem dizendo que ela irá escrever um livro sobre a jornada e temos que admitir que assunto é o que não vai faltar!

Percurso da viagem

Pegando carona em um helicóptero na Austrália

Embora não pareça, estava frio na Austrália e ela teve que pegar carona vestida com seu saco de dormir

Em Pamukkale, uma cidade no oeste da Turquia conhecida por suas águas termais ricas em minerais e impressionantes terraços brancos


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Viajar Sozinha

Mulheres brasileiras viajantes na história

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Que o dia da Mulher é todo dia, todos sabemos. O dia 08 de março foi definido como dia Internacional da Mulher como forma de homenagear as mais de 100 operárias que foram mortas queimadas por policiais em uma fábrica têxtil durante uma greve, em Nova Iorque. Elas reivindicavam melhores condições de trabalho, redução da jornada de 14h e direito à licença maternidade. Apesar de o fato ter ocorrido em 1857, a instituição da data como homenagem pela luta das mulheres só ocorreria em 1910, no 2º Congresso Internacional de Mulheres em Copenhague, Dinamarca.

Como uma forma de homenager nosso dia e nossas lutas, listei 5 mulheres que além de terem contribuído para história brasileira, também era viajantes. Umas conhecidas, outras nem tanto, mas com histórias que poucas vezes são lembradas. São mulheres que viveram em épocas que suas atitudes quebraram padrões. Podemos dizer que elas eram rebeldes em seu tempo.

Anita Garibaldi (1821-1849)

Anita lutou vestida de homem em uma das batalhas – Imagem: Wikimedia Commons

Um amor arrebatador! Assim começou a história de viagens de Anita Garibaldi, conhecida como “Heroína dos dois mundos” por ter lutado no Brasil e na Europa.

Nasceu em Laguna, Santa Catarina, numa família de descendentes de portugueses que vieram de Açores.  Órfã de pai, ajudava a sustentar a casa e aos 14 anos se casou com o sapateiro Manuel Duarte de Aguiar. Alguns historiadores dizem que o marido a abandonou para lutar com o exército imperial, outros dizem que foi ela quem abandonou o marido. O certo é que o Giusepe Garibaldi, um marinheiro revolucionário italiano se apaixonou por Anita, que na época estava com 19 anos. Ele tinha 32.

Ela largou tudo e foi com ele lutar na Guerra dos Farrapos ao longo da costa do Brasil. Com a derrota dos farroupilhas o casal fugiu para o Uruguai onde finalmente se casaram e tiveram 3 filhos. Mais tarde ela vai pra Itália com os filhos onde foi recebida onde foi recebida com festas e homenagens. Na Itália ainda lutou ao lado do marido nas batalhas de unificação pelo país.

Adoeceu em uma das batalhas e morreu nos braços do marido, aos 28 anos. Os restos mortais de Anita estão em um mausoléu em Roma e é considerada a heroína da unificação italiana. Infelizmente aqui no Brasil a história de Anita é pouco conhecida, mesmo ela tendo participado de um momento importante da história que foi a Revolução Farroupilha. Eu mesmo desconhecia a história dela e fiquei encantada como ela foi uma mulher corajosa e muito à frente de seu tempo.

Em Santa Catarina existe um município que leva seu nome. Em Laguna, cidade onde nasceu existe o Museu Anita Garibaldi, que foi criado em 1949 em homenagem ao centenário de sua morte.

Imperatriz Teresa Cristina (1822-1889)

D. Teresa Cristina – Imagem: Wikimedia Commons

Bela, recatada e do lar. Essa é a imagem que temos da Imperatriz Teresa Cristina,  a terceira e última imperatriz do Brasil. Mas será que é isso mesmo?

Eu não conhecia praticamente nada sobre a história da imperatriz, até que em uma visita ao Museu Nacional, aqui no Rio de Janeiro, um professor falou que as peças antigas em exposição foram trazidas ao Brasil por ela. Isso despertou meu interesse por pesquisar quem foi essa mulher e sua importância para a nossa história.

Casou por procuração ainda na Itália e alguns meses depois atravessou o oceano Atlântico para conhecer seu marido. Alguns historiadores dizem que D. Pedro II ficou decepcionado com a aparência da esposa.

As fotos da imperatriz mostram uma mulher simples, desprovida do luxo comum à monarquia e geralmente com um semblante muito sério. Mas essa mulher aparentemente simples foi a responsável por legar ao Brasil a maior coleção de arqueologia clássica da América Latina. Com isso ficou conhecida como a ”Imperatriz arqueóloga”.

Quando veio para o Brasil trouxe várias peças encontradas em escavações em no sul da Itália. Além disso, ela também trouxe músicos, professores, artistas. Viajou com D. Pedro II para visitar sítios arqueológicos em Pompéia, na  Itália e no Egito.

Esse intercâmbio das artes brasileiras foi uma via de mão dupla, pois ela não só trouxe artefatos de outros países, como também enviou exemplares de arte indígena para o Museu Pré-histórico e Etnográfico Luigi Pigorini, em Roma. Ela comandou escavações no norte da Itália, quando ainda era princesa.  Seu interesse pelas artes e tecnologia fizeram com que ganhasse a estima de D. Pedro II e esse casamento por conveniência acabou se tornando uma parceria.

D. Pedro II como forma de homenagear a esposa após sua morte e para que não ficasse esquecida na história, doou toda a biblioteca documental com textos de fotografias ao Brasil sob a condição de que fosse chamada Collecção D. Thereza Christina Maria. Uma homenagem muito justa e bonita a uma mulher que foi muito importante na formação e história do Brasil.

No site da Biblioteca Nacional é possível ver fotografias de Teresa Cristina com a família imperial e em algumas expedições arqueológicas.

Aqui no Rio de Janeiro as peças garimpadas pela imperatriz estão no Museu Nacional em São Cristóvão, onde era antiga residência da família imperial. Para conhecer sobre a vida e o cotidiano da corte e do dia-a-dia da família imperial, vale a visita ao Museu Imperial de Petrópolis . O prédio que abriga o museu era a antiga casa de veraneio da família imperial e fica a cerca de 65km da capital, na região serrana do Rio de Janeiro. Possui mobiliário da época e os cômodos com peças originais do tempo da monarquia.

Museu Imperial de Petrópolis – Imagem: Bora Descobrir?

Existe também um busto em sua homenagem na Praça Itália, na esquina da Av. Beira Mar com Av. Antônio Carlos, no Castelo região central do Rio de Janeiro. Foi inaugurada em 2008 e esculpida pelo artista José Luiz Ribeiro.

Entre novembro e janeiro a coleção Collecção D. Thereza Christina Maria esteve exposta na Biblioteca Nacional aqui no Rio. O tempo foi muito curto e infelizmente não consegui ir visitá-la. O título da exposição foi “Viagem ao mundo antigo – Egito e Pompeia nas fotografias da Coleção D. Thereza Christina Maria” Penso que D. Pedro II fez muito bem em colocar o nome da esposa na coleção, pois mesmo tendo ela grande influencia nas expedições arqueológicas, pouco aparece sobre seu protagonismo no próprio texto que fala sobre a exposição no site da Biblioteca Nacional. Inclusive em matérias que falam sobre a exposição, pouco ou nada se fala sobre a participação ativa da imperatriz no legado arqueológico brasileiro. Leia aqui e aqui.

 

Tarsila do Amaral (1886-1973)

Tarsila do Amaral – Imagem: Wikimedia Common

Tarsila do Amaral teve uma vida bem intensa e rompendo com os padrões da época. Nasceu numa família de fazendeiros do café, o que possibilitou que tivesse uma educação européia. Suas viagens começaram cedo, quando foi para Barcelona concluir os estudos. Casou com um primo, com quem teve sua única filha. O casamento não durou muito tempo. Tarsila gostava de viajar, receber amigos e queria continuar sua carreira artística, o marido era contrário a essas ideias e a relação chegou ao fim.

Após a separação ela foi para Paris estudar artes e morou lá por 5 anos. É uma das pintoras mais expoentes do movimento modernista, mesmo não tendo participado da Semana de 22. Encontrando um novo amor no escritor Oswald de Andrade já de volta ao Brasil, o casal partiu em viagem pela Europa. Quando voltaram para o Brasil, Tarsila viajou pelo Brasil juntamente com outros artistas, numa viagem que seria o resgate das origens brasileiras. É nessa época que ela inicia a fase chamada Pau Brasil, utilizando muitas cores e formas nos seus quadros.

A pintora também foi responsável por inaugurar o movimento Antropofágico, quando pintou sua obra mais famosa, o Abaporu. A união com Oswald de Andrade também não durou muito tempo. O escritor a abandonou para de casar com a estudante Pagu. Na mesma época sua família perde a fazenda devida a crise de 29. Arrasada com os dois acontecimentos, Tarsila passa a se dedicar com afinco ao seu trabalho e consegue o cargo de conservadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Se casa novamente com um e viaja com o marido para a União Soviética onde visita entre outros lugares Moscou, Berlim, Constantinopla e Belgrado. A artista também “pegou no pesado” ao trabalhar como operária de construção, pintora de portas e paredes já de volta à Paris. Após essas experiências suas pinturas passaram a ter a temática social e ela pinta o quadro “Operários”.

De volta ao Brasil ainda foi presa, acusada de subversão por participar de reuniões  polítcas de esquerda.

Foi homenageada em 1963 na Bienal de São Paulo com uma sala dedicada a suas obras e expôs na Bienal de Veneza.

Infelizmente os últimos dias de vida dessa mulher que foi tão importante para a arte brasileira não foram tão felizes. Ficou paraplégica após um erro médico numa cirurgia de coluna, que a deixou numa cadeira de rodas. Logo após sua única filha morreu de diabetes. Tarsila do Amaral morreu em São Paulo aos 87 anos.

Ano passado a exposição Tarsila e Mulheres Modernas no Rio, no Museu de Arte do Rio, homenageou não só a pintora como outras artistas que foram importantes durante os séc. XIX e XX. Não só artistas foram homenageadas, mas também mulheres que atuaram nas áreas da literatura, arquitetura, religião, esporte e política.

Recentemente foi inaugurado o Memorial Tarsila do Amaral, em Sorocaba, São Paulo, cidade onde a pintora nasceu. O museu expõe cerca de 100 peças entre fotos e documentos da vida de Tarsila, bem como releitura de seus quadros.

 

Nair de Teffé (1886-1981)

Nair de Teffé – Imagem: Wikimedia Commons

Quem imagina que uma esposa de presidente do início do século XX foi a primeira caricaturista mulher do Brasil? Topei com o nome de Nair de Teffé por um acaso em pesquisas pela internet e me surpreendi com sua trajetória. Apesar de o sobrenome ser familiar (era filha do Barão de Teffé), nunca tinha ouvido falar em seu nome.

Também começou a viajar cedo, pois o pai era diplomata. Estudou na França e quando voltou ao Brasil começou a publicar suas caricaturas no jornais da época utilizando o pseudônimo de Rian (que é Nair de trás pra frente). Também era atriz e protagonizou em uma peça de Coelho Neto chamada Miss Love. Criou sua própria Cia de teatro, a Troupe Rian, adaptando peças de autores nacionais. O dinheiro que arrecadou com as bilheterias das peças, financiou a construção da Catedral Metropolitana do Rio. Sua família sempre apoiou seus trabalhos artísticos.

Durante sua estadia em Petrópolis conheceu o presidente Hermes da Fonseca, que acabara de ficar viúvo. O presidente ficou encantado com a jovem e a pediu em casamento. Nair aceitou se casar com Hermes da Fonseca apesar da diferença de idade: 31 anos. Casaram-se no Palácio Rio Negro, em Petrópolis. Como primeira-dama promovia saraus regados a música popular no palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Saraus esses que não eram bem vistos pelos inimigos políticos do presidente, principalmente por Nair ser amiga da compositora Chiquinha Gonzaga.

Palácio Rio Negro em Petrópolis – Imagem: Bora Descobrir?

Com o fim do mandato do marido, viajam a Europa onde ficam durante um tempo. Na volta ao Brasil, participou da Semana de Arte Moderna e tornou-se presidente da Academia de Ciências e Letras, hoje Academia Petropolitana de Letras. Fundou um cinema na avenida principal de Copacabana que levava seu pseudônimo: cine Rian, que foi demolido em 1983.

Com a morte de Hermes da Fonseca adotou 3 crianças, o casal não teve filhos. Morreu aos 95 anos.

Não encontrei registros sobre suas viagens, mas dá pra perceber que muito do que realizou se deveu às viagens que fez e a convivência com outras culturas.

Cecília Meirelles (1901-1964)

Cecília Meireles – Imagem: Wikimedia Commons

Mulher da poesia, educação e das viagens, Cecília Meireles estreou na literatura brasileira aos 18 anos com o livro “Espectros”.  Órfã de pai e mãe e única sobrevivente de 4 irmãos, foi criada pela avó, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Teve 3 filhas de um casamento de 13 anos com o pintor português Fernando Correia Dias, que cometeu suicídio. Se casa novamente com Heitor Vinícius da Silveira Grilo, engenheiro agrônomo e professor.

Mas deixando as tragédias de lado, vamos falar da trajetória dessa mulher incrível! Fundou a primeira biblioteca infantil, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Escrevia sobre os problemas da educação no “Diário de Notícias”. Foi professora de literatura e escrita na UFRJ. Uma das coisas que ela amava fazer era viajar.

Eu só conhecia a Cecília poetisa. Tomei conhecimento de que ela era uma grande viajante numa aula de História do Turismo na faculdade. Li algumas crônicas de “Crônicas de Viagem 2” e fiquei encantada com esse lado viajante dela.

Deu aula de Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas, EUA. Viajou pela Europa, África e Ásia realizando conferências e escrevendo suas obras. Uma delas “Viagem” foi responsável por lhe conceder o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, em 1939.  Com este prêmio, Cecília Meireles foi a primeira mulher a ter um livro premiado pela Academia Brasileira de Letras. De sua viagem à Índia resultou o livro “Os Poemas”, que foi editado no país. Além disso, as crônicas sobre suas viagens foram publicadas nos jornais durante os anos 50. No Brasil ela viajou por São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Sala Cecília Meireles, na Lapa – Imagem: Bora Descobrir?

Aqui no Rio de Janeiro, na Lapa, uma sala de concertos homenageia a poetisa: a sala Cecília Meireles. A sala foi inaugurada em 1965, num prédio do séc. XIX onde funcionou antes um hotel e um cinema. O nome foi uma homenagem do governador da época, Carlos Lacerda, que era amigo da poetisa. A casa, que ficou abandonada por muito tempo, passou por reformas recentemente e tem em sua programação concertos de música clássica.

Já conhece o Bora Descobrir? http://boradescobrir.com.br/

Instagram: @boradescobrir / Facebook: Bora Descobrir?


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Overnight: plataforma auxilia mulheres viajantes a encontrar anfitriões de confiança

M pelo Mundo

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Um dos detalhes, em relação a segurança, que mais pesa no momento de realizar uma viagem solo é a questão da hospedagem. Algumas mulheres, por exemplo, acabam pagando mais caro em quartos femininos para se sentirem mais seguras. Outras ainda acabam pesquisando muito para encontrar locais confiáveis.

Sabendo disso, a plataforma de hospedagem Overnight, em parceria com o Girls Love Travel, comunidade internacional de mulheres viajantes, criou um grupo para conectar viajantes e anfitriões de confiança. O objetivo é oferecer mais segurança para mulheres que viajam sozinhas.

“Girls Love Travel é uma comunidade internacional de mais de 400k mulheres amantes de viagens que se esforçam para capacitar outras mulheres a viajarem com segurança e suporte!”, explicam as organizadoras.

O grupo tem como principal objetivo auxiliar as mulheres a encontrarem hospedagem com as quais se sintam totalmente seguras. Desta forma, na plataforma, é possível reservar desde casas até quartos compartilhados. Atualmente, a plataforma conta com mais de 13 mil membros e mais de mil casas em 101 cidades.

Entenda como funciona o Overnight

Para participar do Overnight, é necessário entrar com a conta do perfil no Facebook. Quem já é membro do grupo Girls Love Travel, só precisa entrar na plataforma e já terá a sua disposição casas e quartos disponíveis para reservas.

No entanto, quem ainda não está no grupo pode se inscrever no site com seu perfil do Facebook, clicar para se juntar ao Girls Love Travel e aguardar a aprovação. Para oferecer mais segurança, todos os membros passam por uma análise e as hospedagens também.

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A foto (da home) que traz até este post está sob licença Creative Commons.


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Cicloturismo

Ela viaja de bicicleta pelo mundo atrás de Arte urbana

Mochileiros.com

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“Com sede de aventura e paixão pela arte, eu rodo o mundo para conhecer e documentar artistas de rua, seu trabalho e suas diferentes abordagens.” Assim a designer gráfica, fotógrafa e cicloviajante alemã, Nina Schwarzenberg abre o site onde mostra um pouco do seu trabalho fotográfico fruto de suas andanças, ou melhor, pedaladas mundo afora.
Nina trabalhava num jornal quando decidiu deixar a Alemanha para conhecer diferentes culturas. Levou consigo coragem, curiosidade e a paixão pela arte – sobretudo a Arte de rua – além de seu equipamento fotográfico e uma bicicleta, com a qual conquistou uma “liberdade inexplicável”. À Lonely Planet ela comenta sobre a flexibilidade conseguida com a bike “não precisamos esperar por transporte, podemos sair das estradas principais e explorar lugares remotos; não ficamos presos no trânsito ou perdendo tempo para encontrar um lugar onde estacionar o carro. Conhecemos a vida selvagem e as pessoas mais de perto”.
A viagem de Nina começou em Veneza, na Itália. Dali ela percorreu a costa italiana e conheceu um pouco da Croácia, Bósnia, Montenegro, Albânia, Eslovênia, Grécia entre outros. Canadá e Japão são os próximos na sua lista de viagem. Agora ela está pedalando pelo Marrocos.

Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Abertos, muitas vezes os artistas convidam a cicloviajante a participar de algumas obras | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Artista em Dubrovnik, Croácia | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Para ela, viajar de bicicleta proporciona “liberdade inexplicável” | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Em Israel, um dos países que ela conheceu | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Ela encontra pelo caminho outros apaixonados pela bicicleta | Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Foto: Nina Schwarzenberg/Arquivo pessoal.

Para saber mais sobre a cicloviagem da fotógrafa e conferir mais sobre seu trabalho, acesse o site ou siga o perfil dela no Instagram.


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América do Sul

Uma mulher, 8 meses, 4 países, de carona, vivendo intensamente

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A minha história são recortes do que projetei ser, até simplesmente Ser. Sem planos, sem projeções. Eu apenas me tornei o que a minha essência pediu para ser: Uma aventureira, uma viajante.

Eu poderia lhes contar sobre meus sonhos, mas essa história trata de realidade.

Eu vivia uma vida tradicional, me falaram que eu deveria estudar, entrar na universidade, de preferencia pública, trabalhar, ter uma carreira de renome, poder aquisitivo para andar na moda, tirar férias em dezembro, pensar em família, me casar com quem fosse conveniente, ter uma boa casa, um carro, condições para ter filhos… Não foi a minha família que me falou isso, foi a cultura. Mas oras, eu não queria isso. Confesso, tentei: anos de cursinho, uma graduação pública em uma carreira de concorrência, eu confesso, gosto de Arquitetura, principalmente de Urbanismo, mas não gosto de instituição, não gosto de organização linear.

Um dia eu disse basta, em fevereiro de 2017, e fugi com uns Jovens Franceses Malucos, eu realmente eu sentia em um conto de Fadas do Peter Pan, indo para Terra do Nunca, logo eu, já com 20 anos embarcando em uma insanidade. Fugir é complexo, eu fugi de viver uma vida linear que eu não me identificava. Fui com os Franceses até a Fronteira Brasil – Argentina, toda essa história durou por um mês … E na fronteira fiquei sozinha, creio que por objetivos diferentes.

E de lá, entre muitos de: Como você vai sozinha pro exterior? Você nem fala o idioma! Você nem tem dinheiro! Você é uma mulher, é muito perigoso pra uma mulher. Pegar carona sozinha? Tá pedindo pra ser estuprada. Sua louca, quer morrer. Uma resposta: Eu posso.

Na verdade, o ato de rebeldia de viver a vida dos meus sonhos foi a melhor coisa que eu podia fazer por mim. Eu sim, fui e peguei inúmeras caronas sozinhas, porque eu tenho fé que o mundo melhor só começa quando eu não me conformo com as coisas como estão. Eu quero poder fazer o que quero, e farei.

Cruzei a fronteira, e logo de cara, um conselho para as mulheres: Só peguem carona sozinhas quando realmente estiverem confiantes para fazer isso, seguras de si. Eu comecei a fazer isso depois de mais de 2 meses viajando sozinha, depois de pegar carona com outras pessoas, um dia eu me sentia forte para pegar caronas sozinha, fiz isso na Argentina, por todo o Peru, e muitos estados Brasileiros.

Viajei sozinha, viajei com Brasileiras, fiquei em casa de Argentinos, conheci a minha família de Estrada, minha amada Delegação Clandestina, um Grupo de Argentinos, Franceses, depois Belgas, e eu, A Brasileira bruxa louca. Claro, é raro uma Brasileira que pega carona sozinha, faz tarot, acredita em Sagrado Feminino e fala de Espiritualidade, mas essa sou eu. Viajei por quase 3 meses na Argentina, com a Delegação como 2 semanas na Argentina, depois 1 mês pela Bolívia, e mais 2 meses no Peru.

Vendi comida na rua, vai me dizer que só viaja quem tem dinheiro? Ah meu bem, eu trabalhei, não tanto porque realmente eu contava com a minha família quando queria conforto, já que luxo pra mim não era necessário, eu não me importo de dormir em beira de estrada, acho divertido! Eu não me importo de dormir em hospedagem mequetrefe. Eu não me importo de cozinhar a minha própria comida, aliás, até prefiro. Não me importo de não ir a lugares turísticos caros, aliás, para mim, isso retira a essência. Mas sim, eu me importo em viver intensamente e provar para eu mesma que é possível. E assim, eu descobri que é possível viver viajando, você só tem que encontrar a sua forma de fazer isso, seja vender comida, seja tocar em bares, trabalhar de garçonete…

Viajei por 8 meses, 3 com a Delegação, 1 com Brasileiras, os outros foram divididos entre morar um mês na Amazônia, um em povoado alternativo na Argentina, algumas viagens com outros amigos, muitas sozinha.

Retornei ao Brasil para rever familiares, amigos, encerrar ciclos e me jogar na estrada sem retorno, porque aliás o que já fui não existe mais, e o que sou, em breve também não mais. Quem sabe, farei visitas, recordarei histórias, mas a minha, essa pertence a Estrada!

Blog pessoal: www.mimimiafuera.com 

Fotos Insta @mirellarruda

Colunista no Blog: www.brasileirapelomundo.com

Gratidão, a vida é uma viagem, aproveite o caminho.


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Brasil

As coisas que você precisa saber sobre o Rio de Janeiro, segundo uma carioca

M pelo Mundo

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Por: Natasha de Pina, colaboradora do M pelo Mundo.

Dia desses estava eu visitando um grupo das redes sociais, quando vi o pedido de socorro de uma menina. Ela tinha terminado com o boy magia e, de supetão, comprou passagem para o Rio de Janeiro. Viajaria sozinha. Seria sua libertação. Dias antes da viagem, no entanto, a menina estava transtornada, com medo. “Meninas, me ajudem! Estão dizendo que vou morrer lá!” Opa! Como assim? É essa a fama que a gente carioca tem? Calma, meninas. Conversemos sobre a afamada Cidade Maravilhosa.

Gente, vamos combinar? A alcunha não é gratuita. O Rio é maravilhoso, sim. Mas como toda cidade grande, é lugar para se ficar esperta. A cidade é linda. A natureza é um desbunde, mas nada de andar por aqui como se estivessem em um conto de fadas. Muito semelhante ao que acontece no resto do nosso caloroso Brasil, a desigualdade social é forte, dói aos olhos. O muito rico anda ao lado do muito pobre. Eles dividem a rua, sentam lado ao lado na praia. E essa relação quase sempre é explosiva.

Mas não nos reduzamos a isso. Somos mais, muito mais. Somos quentes, somos risonhos, sonhos piadistas. Pode o mundo estar acabando que o carioca vai fazer uma gracinha. Ontem fiquei presa em um bar na Lapa, bairro boêmio do Rio, até quase meia noite porque as ruas estavam tão alagadas que não dava para se mexer. Éramos 3 cariocas, 1 petropolitano e 3 gaúchos. Nunca ri tanto na minha vida! O dilúvio acontecendo, bombeiros resgatando pessoas de barco (!!!), mas a gente – cariocas – estava lá, fazendo piada. É isso, não tem jeito. Nosso senso de humor é eterno.

Então, ficou a dica de que aqui tem que ficar na atividade, né? Ok. E a parte boa? O que tem de bom para fazer aqui? Praticamente de tudo um pouco.

Para quem é de natureza, temos as praias. E que praias! Apesar de Copacabana carregar a fama, Ipanema hoje desponta. Além de linda, traz seus impagáveis personagens! Vindo ao Rio, a visitante “tenqui” provar o Sucolé do Claudinho. O Sucolé é um sacolé delicioso feito com a popa da fruta. Ok, é um pouco carinho, mas vale cada gole. É uma delícia. E faz tanto sucesso que o Claudinho se dá ao luxo de não aparecer em dias que julga fracos.

Além do Sucolé, no posto 08 tem o sanduíche do Uruguai. O que é aquilo, 100or?! É o melhor sanduíche de frango no pão francês que você irá comer na sua vida! Há também o famoso mate, gritado em alto e bom som: “olha o matchêêê!”, que você pode misturar com limonada! Ah, o mate…

Se você não é de praia, não tem problema. Temos nossas cachoeiras. Sim! Cachoeira no meio da cidade. A trilha é super fácil, o acesso é bem simples. Só ir em direção ao Horto, que fica coladinho com nosso Jardim Botânico. As cachus são super lindinhas. São pequenas, mas bem gostosas. Pode-se ter acesso também através da Floresta da Tijuca, lugar mágico e imponente que fica logo ali do outro lado do morro (quando se tem como referência a zona sul).

Rio de Janeiro é para todxs!

Anoiteceu. Está a fim de fazer algo gostoso? Pedra do Sal para curtir aquele samba bom, de raiz. Não curte samba? Não tem problema. É só dar uma passada em Botafogo, ali mesmo perto da estação do metrô que estará diante de todo tipo de bar para todos os tipos de bolso e com todo tipo de música. Ainda não se deu por satisfeita? Dá uma passadinha lá na Lapa, pois várias oportunidades surgirão.

E chorinho? Curte? Chorinho é bem carioca, né? Tem chorinho toda segunda na Praia Vermelha. Na quarta, tem chorinho também na Glória, na rua Benjamin Constant. E, aconselho, pertinho dali, na Rua Santa Cristina, tem a pizzaria do Chico. Caraca! Eita pizzaria boa.

O que falar da Praça São Salvador, no Flamengo. A São Salva, para os íntimos, é uma pracinha linda, no meio do bairro, em que frequentadores conversam, tocam, bebem, riem, se divertem todos os dias da semana. Quer ir numa terça? Tem Praça. Quer ir numa quarta? Vai porque tem movimento. A Praça é um lugar vivo, uma expressão muito justa do carioca. Aos domingos, há a famosa feirinha em que uma banda de chorinho (de novo o famoso chorinho) se apresenta na parte da manhã até o começo da tardinha.

E a Rua do Ouvidor, no centro? Bares e mais bares. Sambas e mais sambas. Música e mais música. Sem falar nos inúmeros forrós que tem na cidade, com destaque para a Feira de São Cristovão que fica no bairro homônimo. A feira é um pedacinho do nordeste no Rio. Tem comida nordestina, tem roupa, tem coisa de casa e tem os famoso videokês! Ningu

Sim, você leu certo!

A feira bomba com seus videokês. A galera se junta para cantar clássicos de todos os tipos, de Magníficos, passando por Red Hot Chili Peppers, chegando a Sandy Junior e dando uma passadinha em Claudinho e Buchecha. Quer diversão garantida? Boas risadas? Cerveja barata? Tudo isso tem na feira de São Cristovão.

Tem também a feirinha da General Glicério em Laranjeiras, os eventos na Lagoa, a Lagoa por si só, o Aterro do Flamengo (quer andar de bike e se sentir livre? E patins? Quer treinar? Aterro é o melhor lugar!), a mureta da Urca, que ganhou uma irmã, conhecida como “pobreta” (a pobreta tem o pôr-do-sol mais bonito e fica mais perto da Praia Vermelha), o Boulevard Olímpico, com seus grafites e com o mural do Kobra, o Museu de Arte do Rio, carinhosamente apelidado de MAR, em que várias noites abriga festas de graça no pilotis… Ah, o Rio… Tem tão mais… Tão muito mais.

Eu poderia ficar aqui contando linhas e mais linhas sobre o Rio. A terrinha é pequena, mas é encanto puro. Vem para cá, sim. Vem que tenho certeza que vai amar. Infelizmente, lembre-se de estar atenta, de não dar o famoso mole. Converse com nativos. A gente é gente boa, vai dar a dica legal. Junte-se a nós, às cariocas. Estamos de braços abertos para recebê-las. Vem, pode vir! Você é muito bem-vinda!

M pelo Mundo: informações e dicas de viagem para mulheres

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*Texto publicado originalmente no site M pelo Mundo.


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