Para brasileiros da Geração Z, viajar é mais importante que investir em ensino superior


Com o poder de definir o futuro, a Geração Z (pessoas com idade entre 16 e 24 anos) está amadurecendo e no caminho para descobrir o mundo. Foco de especulações, muitos já imaginam como essa geração vai se comportar, mas o que ela realmente tem a dizer? Os brasileiros dessa geração, por exemplo, estão mais propensos a gastar com viagem do que com ensino superior. Para entender melhor as ambições desse jovem turista, a Booking.com – líder digital no mercado de viagens, que conecta os viajantes a opções incríveis de lugares para ficar, experiências imperdíveis e opções descomplicadas de transporte – realizou uma pesquisa global* com quase 22.000 participantes em 29 mercados. O estudo revela não apenas os planos de viagem dessa geração, mas como isso está ligado a aspirações mais amplas de vida.
De modo geral, seis em cada dez brasileiros da Geração Z (64%) acreditam que sempre vale a pena investir em viagens. Mas, quando colocado em um ranking e comparado a outros gastos para os próximos cinco anos, “viajar e conhecer o mundo” aparece como o item mais importante na hora de gastar seu dinheiro (81%). Economizar para “investir em ensino superior ou treinamento profissional” aparece em segundo lugar (79%) e, curiosamente, o gasto material com roupas, sapatos e acessórios de marca ficou em último na preferência.

Foto: Reprodução.

Como o ranking mostra, viagens e o futuro profissional são duas grandes prioridades para a Geração Z brasileira, então, os potenciais empregadores desses jovens ficar atentos a essas demandas: 76% deles afirmam que a oportunidade de viajar a trabalho é importante ao escolher um emprego e 71% são atraídos por um trabalho onde eles possam vivenciar outras culturas.

Aventuras ambiciosas

Apesar de muitos da Geração Z ainda estarem amadurecendo, eles já sabem o que querem em relação a viagens:

– 71% já estão animados com os lugares que conhecerão no futuro;
– 4 em cada 10 (39%) brasileiros planejam visitar pelo menos três continentes diferentes nos próximos 10 anos e 46% planejam estudar ou viver em um país diferente – essa última porcentagem aumenta entre as mulheres (48% mulheres vs. 44% homens) e é a maior porcentagem em meio às diferentes faixas etárias, seguida por 30% dos Millennials (25 a 39 anos de idade), 24% da Geração X (40 a 54 anos de idade) e 15% dos Baby Boomers (acima de 55 anos);
– A Geração Z é ousada: 67% querem se aventurar em suas viagens e 56% planejam visitar ou fazer uma trilha em um lugar radical;
– E eles não buscam apenas novas habilidades: para 67% da Geração Z, viajar por seu próprio país ajuda no aprendizado e na autodescoberta;
– Os brasileiros da Geração Z querem viajar para os estados do Rio de Janeiro (44%), São Paulo (43%) e Minas Gerais (40%).

Prontos para viajar sozinhos

Muitos jovens viajantes já estão explorando o mundo com suas famílias. Dois quintos (47%) dos viajantes da Geração Z dizem que fazem isso pois não teriam dinheiro para viajar sozinhos. Mas, ansiosos para sair do ninho, a Geração Z deseja alçar voos solos.

Foto: Chistopher Burns/Unsplash.

Tanto que, segundo o estudo, independência é uma questão importante para essa geração. Nos próximos 10 anos, um terço desses jovens brasileiros (30%) planeja fazer uma viagem sozinho pelo menos uma vez. A paixão da Geração Z por ‘se virar sozinho' fica ainda mais clara quando quase um terço (28%) afirma que não quer companhia ao viajar (porcentagem mais do que qualquer outra faixa etária, à frente de 25% dos Millennials, 23% da Geração X e 16% dos Baby Boomers que afirmam o mesmo) e 13% que gostariam de fazer um mochilão / passar um ano sabático sozinhos.

*Pesquisa encomendada pela Booking.com e conduzida de forma independente entre 21.807 participantes com idade superior a 16 anos (25% dos quais tinham idade entre 16 e 24) em 29 mercados (incluindo mais de 1000 da Austrália, Alemanha, França, Espanha, Itália, China, Brasil, Índia, EUA, Reino Unido, Rússia, Indonésia, Colômbia e Coreia do Sul; e mais de 600 do Japão, Nova Zelândia, Tailândia, Argentina, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Hong Kong, Croácia, Taiwan, México, Países Baixos, Suécia, Singapura e Israel). O trabalho de campo foi realizado entre 01 e 16 de maio de 2019. A pesquisa foi realizada on-line.


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