Este relato é da viagem que fizemos pela Grécia, Turquia e Hungria em julho 2013.
Como viajei com meus pais, que tem mais idade, tive que fazer algumas adaptações no roteiro, melhorando um pouco a qualidade da hospedagem e cortando as festinhas e noitadas.
Nosso roteiro foi:
ATENAS -3 DIAS
SANTORINI - 2 DIAS
BUDAPESTE - 3 DIAS
CAPADÓCIA - 4 DIAS
ISTAMBUL - 4 DIAS
Neste tópico, vou me deter somente na parte turca.
A ideia de ir para a Turquia surgiu com uma promoção da ótima Turkish Airways: U$1.200 ida e volta,com taxas incluídas (POA-SP-ISTAMBUL-SP-POA).
Decidimos ir primeiro para a Capadócia e depois, antes de voltar ao Brasil, ficar uns dias em Istambul. Isso porque como somos compradores compulsivos, sempre deixamos as compras para o finalda viagem, para não "pesar" as malas.
Chegamos em Göreme bem na hora de uma das chamadas das mesquitas para oração. De arrepiar a soma do cenário exótico e daquele som. Neste primeiro dia, como já era tarde, aproveitamos para conversar bastante com o Mustafa (60% dos turcos se chamam Mustafá, ou Ali ou Mohamed, sério ), proprietário do hotel onde ficamos, e aprender mais coisas sobre a história, os hábitos e os costumes do local.
Por indicação do Mustafá, jantamos em um restaurante perto do hotel, chamado Firinn, bem familiar.
No nosso primeiro dia de "tour", começamos pelo Red Valley. Achei que não veria nada mais lindo do que esse vale, mas algo mais nos aguardava ... me perguntam se a Cappadócia é realmente bonita, e só digo isso: não existe câmera que consiga captar as belezas e a energia desses lugares, é de tirar o fôlego, sem dúvidas!
Seguimos então a conhecer o Love Valley, a vila Cavusin, Pasabeg Valley, Devrent Valley, o mosteiro de Selme e as pequenas Avanos e Ucshair.
Na volta para o hotel aproveitamos para conhecer uma fábrica tradicional de cerâmica. Aliás, tem cerâmica por tudo. Fomos conhecer a produção artesanal do famoso Chez Galip (http://www.chez-galip.com). Bem bacana, vale a pena se estiver com tempo. Tem toda uma explicação sobre como são feitas as peças e seus significados e até somos convidados a "botar a mão na massa", literalmente.
E para fechar com chave de ouro, o sol ainda nos brindou com um baita espetáculo.
Nosso segundo dia foi dedicado ao "green tour". O caminho já nos reservava belas surpresas, saindo um pouco do roteiro cavernas-bege.
A primeira parada foi na cidade subterrânea deDerinkuyu. Calcula-se que existam mais de 200 cidades subterrâneas pela região. Foram "fundadas" com o mesmo propósito das cavernas, ou seja, era um "esconderijo", uma forma de se proteger. Essa, especificamente, é uma das maiores, com mais de 8 andares debaixo da terra e quilometros de extensão. Calcula-se que mais de 50.000 pessoas chegaram a habitá-la. Normalmente as pessoas ficavam por ali durante meses, sem ver a luz do sol. Haviam dutos de ar e locais para armazenar o alimento. Como nós não estávamos fugindo de nada, não ficamos mais do que 30 minutos. Pegamos carona nas explicações de um guia para um grupo, mas no meio do caminho decidimos que era hora de voltar ao sol. Tá bom, vou confessar. D. Volnei começou a meio que passar mal, haha, ataques de claustrofobia. Ainda bem que foi ele quem começou, porque sem demora eu também já estaria sufocando por entre aqueles labirintos de pedra.
Seguindo nosso passeio, paramos então em um lugar muito mais aberto, digamos assim, o Ihlara Valley. O lugar me lembrou um pouquinho os Canyons aqui do RS misturados com um cenário do Colorado estadunidense. Lugares lindos é verdade, mas não adianta, não tem aquele "verde" como aqui na América.
O Ihlara é bem extenso, muito limpo, bem preservado (belo exemplo, Brasil) e com uma ótima estrutura para os visitantes. Percorremos somente uma parte dele (cerca de 4km), mas foi bem bacana e vale muito a pena. Dentro do vale é possível encontrar dezenas de cavernas, sobretudo cavernas-igrejas. Entre elas está a famosa caverna de São Jorge, que parece ter vivido por ali algum tempo.
Finalizamos nossos passeios no Göreme Open Air Museum. Sinceramente, nada demais. Depois de ver tantas cavernas, igrejas, igrejas-cavernas, não surpreende.
Antes de partir para Istambul, demos uma boa caminhada por Göreme. Percorremos por cada cantinho, observando como "os locais" vivem e se comportam, observando o cotidiano. Não posso dizer que visitei um lugar se não fizer isso.
Enfim, nos despedimos da região com uma ótima impressão. O mais interessante de tudo é que a Cappadócia, apesar de turística, tem ares provincianos e bucólicos. É uma tal de vila aqui, outra ali. Mini cidades que parecem perdidas no tempo ... e as pessoas mantém exatamente seus hábitos e costumes tradicionais, não montam aquele "espetáculo para turista ver".
NOTES AND TIPS
- COMO CHEGAR NA CAPPADÓCIA: tem dois aeroportos, um em Nevsehir e outro em Kayseri. Escolhemos fazer Budapeste - Istambul - Kayseri, primeiro por causa das opções de horários e depois pelo valor das passagens. Três cias aéreas voam para lá: Atlas Jet, Turkish e Pegasus. Voamos com a Atlas Jet (http://www.atlasjet.com) e foi bem bacana, ótimo serviço. Já em compensação, tenho que falar sobre a área de embarque doméstico do aeroporto de Atatürk, em Istambul. Cara, que caos! A rodoviária de Porto Alegre é mais organizada e agradável, com toda certeza. Esses turcos são muito doidos! No aeroporto de Kaysei também não foi diferente. Para sair do aeroporto e ir até o hotel, não tem jeito, só contratando transfer mesmo (todo hotel oferece transfer, a maioria com empresas terceirizadas).
- ONDE FICAR NA CAPPADOCIA: o lugar mais legal é, sem dúvida, a pequena Göreme. Ucshair e Avanos também são bacanas, mas Göreme é mais tradicional, mais rústico, tem boas opções de lojas e restaurantes e fica perto das principais rotas dos tours.
- NOSSO HOTEL EM GÖREME: Queríamos ficar em um hotel caverna e achávamos que teríamos que pagar muito por isso, mas tivemos uma grata surpresa. Claro que tem hotéis caríssimos, mas conseguimos um super em conta, o Canyon View (http://www.canyonviewhotel.com). Tem que tomar cuidado, porque vimos vários hotéis na internet que prometiam ser cavernas originais com ótima localização, mas que não são nada do que prometem. O Canyon View foi um baita achado! Bem pequeno (são apenas 6 quartos), bem familiar. Trata-se de uma grande caverna que há uns mil anos era uma Igreja (ainda dá pra ver os detalhes dos arcos, colunas e da tinta de cobria as paredes). Há uns 200 anos foi ocupada pelos antepassados do dono do hotel, para servir como residência. Foi uma baita experiência!
- AS CAVERNAS: Logo no primeiro dia deu pra sacar o lance das cavernas. Estávamos em êxtase por conhecer as exóticas casas-caverna, mas depois de umas 2 horas isso se torna tão comum que perde o brilho, não que deixe de ser surpreendente, mas né. Tem caverna por todo lado. Inicialmente essas cavernas eram usadas por cristãos, que se escondiam diante da perseguição dos romanos e posteriormente dos otomanos (por isso muitas das cavernas eram Igrejas, locais de cultos cristãos). Depois, as pessoas começaram a utilizar esses espaços como moradia. Hoje a maioria das cavernas não é mais habitada, primeiro por causa do lance da preservação do local, e depois por questões de segurança.
- COMENDO NA CAPPADÓCIA: comer na Capadócia é bom e barato. Não tem lá muitas opções (é kebab disso, kebab daquilo, dürum e alguns pratos que parecem padronizados, tipo "alaminutas"), mas tudo parece bem caseiro, como se estivesse comendo na cozinha da casa deles. Pra mim, que sou vegetariana, foi bem tranquilo, sempre haviam boas opções. Eles comem muito pão que se parece com pão árabe, pão sírio, tipo uma massa de pizza, e foram os melhores pães que já comi, nem os franceses ganham. Tomam muita sopa e as saladas são sempre com pepino japonês, pimentões, pimentas e berinjela (eggplant). Uma coisa legal é experimentar o Pottery Kebab, que é cozido dentro de um vasinho de cerâmica e, para comê-lo, temos que quebrar o tal do vaso.
- COMPRAS NA CAPPADÓCIA: inicialmente achamos tudo bem em conta. Tem que pesquisar e pechinchar. Alguns turistas nos disseram que as coisas por lá estavam mais baratas do que em Istambul, então aproveitamos para encher as mochilas com souvenirs. O que mais se vê são os tapetes e tecidos, colchas, capas de almofada, toalhas de mesa, coisas assim estão por toooooodos os lados. Também tem muito olho grego (??), imagens religiosas, artigos para chá ou café, peças em cerâmica e lamparinas. Bom, depois que fomos para Istambul, pudemos encontrar os mesmos artigos a preços muito mais baixos. Ou seja, compre em Istambul. Ah, e tem que ter muuuuuita paciência para comprar com os turcos. Nunca compre nada pelo preço inicial, eles sempre baixam depois. Para comprar um lápis que seja, leva-se alguns bons minutos. Tudo é muito conversado e negociado. Haja saco.
- O QUE VER/TOURS: tinha lido sobre pessoas que tentaram conhecer a região "por conta". Bom, é isso que eu defendo sempre, mas na Cappadocia não tem como. Alugar um carro lá é perder tempo. Transporte público não funciona. Então o negócio é contratar um tour de agência mesmo (custam entre €35 e €70 por pessoa, por dia, dependendo da agência e do tour escolhido) e torcer para não cair na mesma van que um grupo de chineses (eles são muito malas). Cada circuito recebe o nome de uma cor: tem o red, gold, yellow, blue, pink ... Bom e por aí vai. Geralmente um tour dura entre 5 e 8 horas.
- O QUE NÃO FIZEMOS: bom, o tour tradicional na região é o passeio de balão. Bom, não fomos. Primeiro porque custa mais ou menos uns €150,00 por pessoa (glup!), depois porque alguém consegue me imaginar em um balão? No way man! Pode me dizer que é a coisa mais linda, que é suave e super tranquilo, mas nã nã nã. Eu definitivamente tenho pânico de altura. Já é difícil me colocar em um avião, que dirá em um balão. Meu negócio é terra, por isso tenho pernas e não asas
- O AEROPORTO: já tinha comentado no post anterior a bagunça que são os aeroportos na Turquia. Para vôos internacionais, ok. Agora para vôos domésticos ... afff ... trabalhe em dobro a paciência e prepare-se para bizarrices.
Este relato é da viagem que fizemos pela Grécia, Turquia e Hungria em julho 2013.
Como viajei com meus pais, que tem mais idade, tive que fazer algumas adaptações no roteiro, melhorando um pouco a qualidade da hospedagem e cortando as festinhas e noitadas.
Nosso roteiro foi:
ATENAS -3 DIAS
SANTORINI - 2 DIAS
BUDAPESTE - 3 DIAS
CAPADÓCIA - 4 DIAS
ISTAMBUL - 4 DIAS
Neste tópico, vou me deter somente na parte turca.
Relato sobre a Grécia: http://www.mochileiros.com/grecia-turquia-e-hungria-julho-2013-t94360.html
Relato sobre Budapeste: http://www.mochileiros.com/grecia-turquia-e-hungria-julho-2013-t94622.html
Mais em: http://golivegotraveling.blogspot.com.br
CAPADÓCIA - CAPPADOCIA - KAPPADOKIA
A ideia de ir para a Turquia surgiu com uma promoção da ótima Turkish Airways: U$1.200 ida e volta,com taxas incluídas (POA-SP-ISTAMBUL-SP-POA).
Decidimos ir primeiro para a Capadócia e depois, antes de voltar ao Brasil, ficar uns dias em Istambul. Isso porque como somos compradores compulsivos, sempre deixamos as compras para o finalda viagem, para não "pesar" as malas.
Chegamos em Göreme bem na hora de uma das chamadas das mesquitas para oração. De arrepiar a soma do cenário exótico e daquele som. Neste primeiro dia, como já era tarde, aproveitamos para conversar bastante com o Mustafa (60% dos turcos se chamam Mustafá, ou Ali ou Mohamed, sério
), proprietário do hotel onde ficamos, e aprender mais coisas sobre a história, os hábitos e os costumes do local.
Por indicação do Mustafá, jantamos em um restaurante perto do hotel, chamado Firinn, bem familiar.
No nosso primeiro dia de "tour", começamos pelo Red Valley. Achei que não veria nada mais lindo do que esse vale, mas algo mais nos aguardava ... me perguntam se a Cappadócia é realmente bonita, e só digo isso: não existe câmera que consiga captar as belezas e a energia desses lugares, é de tirar o fôlego, sem dúvidas!
Seguimos então a conhecer o Love Valley, a vila Cavusin, Pasabeg Valley, Devrent Valley, o mosteiro de Selme e as pequenas Avanos e Ucshair.
Na volta para o hotel aproveitamos para conhecer uma fábrica tradicional de cerâmica. Aliás, tem cerâmica por tudo. Fomos conhecer a produção artesanal do famoso Chez Galip (http://www.chez-galip.com). Bem bacana, vale a pena se estiver com tempo. Tem toda uma explicação sobre como são feitas as peças e seus significados e até somos convidados a "botar a mão na massa", literalmente.
E para fechar com chave de ouro, o sol ainda nos brindou com um baita espetáculo.
Nosso segundo dia foi dedicado ao "green tour". O caminho já nos reservava belas surpresas, saindo um pouco do roteiro cavernas-bege.
A primeira parada foi na cidade subterrânea de Derinkuyu. Calcula-se que existam mais de 200 cidades subterrâneas pela região. Foram "fundadas" com o mesmo propósito das cavernas, ou seja, era um "esconderijo", uma forma de se proteger. Essa, especificamente, é uma das maiores, com mais de 8 andares debaixo da terra e quilometros de extensão. Calcula-se que mais de 50.000 pessoas chegaram a habitá-la. Normalmente as pessoas ficavam por ali durante meses, sem ver a luz do sol. Haviam dutos de ar e locais para armazenar o alimento. Como nós não estávamos fugindo de nada, não ficamos mais do que 30 minutos. Pegamos carona nas explicações de um guia para um grupo, mas no meio do caminho decidimos que era hora de voltar ao sol. Tá bom, vou confessar. D. Volnei começou a meio que passar mal, haha, ataques de claustrofobia. Ainda bem que foi ele quem começou, porque sem demora eu também já estaria sufocando por entre aqueles labirintos de pedra.
Seguindo nosso passeio, paramos então em um lugar muito mais aberto, digamos assim, o Ihlara Valley. O lugar me lembrou um pouquinho os Canyons aqui do RS misturados com um cenário do Colorado estadunidense. Lugares lindos é verdade, mas não adianta, não tem aquele "verde" como aqui na América.
O Ihlara é bem extenso, muito limpo, bem preservado (belo exemplo, Brasil) e com uma ótima estrutura para os visitantes. Percorremos somente uma parte dele (cerca de 4km), mas foi bem bacana e vale muito a pena. Dentro do vale é possível encontrar dezenas de cavernas, sobretudo cavernas-igrejas. Entre elas está a famosa caverna de São Jorge, que parece ter vivido por ali algum tempo.
Finalizamos nossos passeios no Göreme Open Air Museum. Sinceramente, nada demais. Depois de ver tantas cavernas, igrejas, igrejas-cavernas, não surpreende.
Antes de partir para Istambul, demos uma boa caminhada por Göreme. Percorremos por cada cantinho, observando como "os locais" vivem e se comportam, observando o cotidiano. Não posso dizer que visitei um lugar se não fizer isso.
Enfim, nos despedimos da região com uma ótima impressão. O mais interessante de tudo é que a Cappadócia, apesar de turística, tem ares provincianos e bucólicos. É uma tal de vila aqui, outra ali. Mini cidades que parecem perdidas no tempo ... e as pessoas mantém exatamente seus hábitos e costumes tradicionais, não montam aquele "espetáculo para turista ver".
NOTES AND TIPS
- COMO CHEGAR NA CAPPADÓCIA: tem dois aeroportos, um em Nevsehir e outro em Kayseri. Escolhemos fazer Budapeste - Istambul - Kayseri, primeiro por causa das opções de horários e depois pelo valor das passagens. Três cias aéreas voam para lá: Atlas Jet, Turkish e Pegasus. Voamos com a Atlas Jet (http://www.atlasjet.com) e foi bem bacana, ótimo serviço. Já em compensação, tenho que falar sobre a área de embarque doméstico do aeroporto de Atatürk, em Istambul. Cara, que caos! A rodoviária de Porto Alegre é mais organizada e agradável, com toda certeza. Esses turcos são muito doidos! No aeroporto de Kaysei também não foi diferente. Para sair do aeroporto e ir até o hotel, não tem jeito, só contratando transfer mesmo (todo hotel oferece transfer, a maioria com empresas terceirizadas).
- ONDE FICAR NA CAPPADOCIA: o lugar mais legal é, sem dúvida, a pequena Göreme. Ucshair e Avanos também são bacanas, mas Göreme é mais tradicional, mais rústico, tem boas opções de lojas e restaurantes e fica perto das principais rotas dos tours.
- NOSSO HOTEL EM GÖREME: Queríamos ficar em um hotel caverna e achávamos que teríamos que pagar muito por isso, mas tivemos uma grata surpresa. Claro que tem hotéis caríssimos, mas conseguimos um super em conta, o Canyon View (http://www.canyonviewhotel.com). Tem que tomar cuidado, porque vimos vários hotéis na internet que prometiam ser cavernas originais com ótima localização, mas que não são nada do que prometem. O Canyon View foi um baita achado! Bem pequeno (são apenas 6 quartos), bem familiar. Trata-se de uma grande caverna que há uns mil anos era uma Igreja (ainda dá pra ver os detalhes dos arcos, colunas e da tinta de cobria as paredes). Há uns 200 anos foi ocupada pelos antepassados do dono do hotel, para servir como residência. Foi uma baita experiência!
- AS CAVERNAS: Logo no primeiro dia deu pra sacar o lance das cavernas. Estávamos em êxtase por conhecer as exóticas casas-caverna, mas depois de umas 2 horas isso se torna tão comum que perde o brilho, não que deixe de ser surpreendente, mas né. Tem caverna por todo lado. Inicialmente essas cavernas eram usadas por cristãos, que se escondiam diante da perseguição dos romanos e posteriormente dos otomanos (por isso muitas das cavernas eram Igrejas, locais de cultos cristãos). Depois, as pessoas começaram a utilizar esses espaços como moradia. Hoje a maioria das cavernas não é mais habitada, primeiro por causa do lance da preservação do local, e depois por questões de segurança.
- COMENDO NA CAPPADÓCIA: comer na Capadócia é bom e barato. Não tem lá muitas opções (é kebab disso, kebab daquilo, dürum e alguns pratos que parecem padronizados, tipo "alaminutas"), mas tudo parece bem caseiro, como se estivesse comendo na cozinha da casa deles. Pra mim, que sou vegetariana, foi bem tranquilo, sempre haviam boas opções. Eles comem muito pão que se parece com pão árabe, pão sírio, tipo uma massa de pizza, e foram os melhores pães que já comi, nem os franceses ganham. Tomam muita sopa e as saladas são sempre com pepino japonês, pimentões, pimentas e berinjela (eggplant). Uma coisa legal é experimentar o Pottery Kebab, que é cozido dentro de um vasinho de cerâmica e, para comê-lo, temos que quebrar o tal do vaso.
- COMPRAS NA CAPPADÓCIA: inicialmente achamos tudo bem em conta. Tem que pesquisar e pechinchar. Alguns turistas nos disseram que as coisas por lá estavam mais baratas do que em Istambul, então aproveitamos para encher as mochilas com souvenirs. O que mais se vê são os tapetes e tecidos, colchas, capas de almofada, toalhas de mesa, coisas assim estão por toooooodos os lados. Também tem muito olho grego (??), imagens religiosas, artigos para chá ou café, peças em cerâmica e lamparinas. Bom, depois que fomos para Istambul, pudemos encontrar os mesmos artigos a preços muito mais baixos. Ou seja, compre em Istambul. Ah, e tem que ter muuuuuita paciência para comprar com os turcos. Nunca compre nada pelo preço inicial, eles sempre baixam depois. Para comprar um lápis que seja, leva-se alguns bons minutos. Tudo é muito conversado e negociado. Haja saco.
- O QUE VER/TOURS: tinha lido sobre pessoas que tentaram conhecer a região "por conta". Bom, é isso que eu defendo sempre, mas na Cappadocia não tem como. Alugar um carro lá é perder tempo. Transporte público não funciona. Então o negócio é contratar um tour de agência mesmo (custam entre €35 e €70 por pessoa, por dia, dependendo da agência e do tour escolhido) e torcer para não cair na mesma van que um grupo de chineses (eles são muito malas). Cada circuito recebe o nome de uma cor: tem o red, gold, yellow, blue, pink ... Bom e por aí vai. Geralmente um tour dura entre 5 e 8 horas.
- O QUE NÃO FIZEMOS: bom, o tour tradicional na região é o passeio de balão. Bom, não fomos. Primeiro porque custa mais ou menos uns €150,00 por pessoa (glup!), depois porque alguém consegue me imaginar em um balão? No way man! Pode me dizer que é a coisa mais linda, que é suave e super tranquilo, mas nã nã nã. Eu definitivamente tenho pânico de altura. Já é difícil me colocar em um avião, que dirá em um balão. Meu negócio é terra, por isso tenho pernas e não asas
- O AEROPORTO: já tinha comentado no post anterior a bagunça que são os aeroportos na Turquia. Para vôos internacionais, ok. Agora para vôos domésticos ... afff ... trabalhe em dobro a paciência e prepare-se para bizarrices.
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