ANTES DE MAIS NADA, QUERO AGRADECER A TODOS QUE ME DERAM DICAS PRECIOSAS. SEM ELAS ESTA TRIP NÃO SERIA COMO SEGUE NO RELATO ABAIXO:
Bem, a parte de Lima irei resumir e pontuar alguns lugares de interesse nosso, já tem vários relatos sobre esta capital. Como todos, ficamos em Miraflores, mas no Hostal Porta. Local excelente e próximo de tudo. Vale um jantar no TANTA do estrelado chef peruano, Gastòn Acúrio.
Taco Taco do Gastòn Acurio no Tanta.
Dá para ir à pé do hostal (15 min). Um prato deste mestre da gastronomia peruana custa entorno de s/37 (31 reais). Aqui um prato (degustação) do Alex Atala custa 200 paus. Portanto, aproveitem. Eu degustei um Taco-Taco maravilhoso. Andar pelas ruas de Miraflores e o bairro de Barranco é o melhor a fazer em Lima. Principalmente Barranco com suas galerias, ateliês e casarões antigos dos séculos XVIII e XIX. E vá andando pelo calçadão olhando pro Pacífico em direção ao Larcomar. Preste atenção nas ruas. Elas não tem bueiros! Como temos um grande interesse pela arqueologia, Huaca Pucllana no centro de Lima, em Miraflores foi uma grande surpresa. A catedral e o monastério de Santo Domingo também valem a visita. Lima é interessante! Durante 8 mêses a cidade fica praticamente coberta por uma névoa. O sol só aparece nos outros 4 mêses do ano.
Antes de viajar, alugamos um carro pela net. O melhor preço foi na Hertz. Caso alugue por lá, pagará 65 dólares a diária. Muito caro. A sede da Hertz está à 10 minutos de caminhada do Hostal. Vá um dia antes para preparar a papelada, pois, eles irão tentar te “empurrar” um seguro. Caso pague com o Visa, a administradora lhe dará o seguro através da seguradora Chartis, portanto, recuse o seguro da Hertz. Eles tentarão te empurrar de qualquer maneira, mas, recuse. Mostre a apólice (pegue no site da Visa), junto com as normas. A Europcar em Cusco também tentou empurrar o seguro deles (80 dólares), mas, não conseguiram. Em Cusco foi até mais acintoso! Tiraram cópia da apólice, das normas, mas, não conseguiram nos ludibriar.
Colocamos o GPS do Peru no Ipod e foi fundamental. Comprei um mapa da parte norte para uma melhor orientação. Mas, só com o GPS foi suficiente. Sair de Lima é que foi mais complicado. Há muitas obras na região e o trânsito é complicado. Os taxistas e motoristas de ônibus são completamente loucos. Não dão setas, cortam pra direita e pra esquerda a todo o momento. Buzinam o tempo todo! Quem se estressa em Sampa, vai enfartar em Lima. Um coisa boa! O trânsito flui!
Pegamos a carretera norte até Caral. São +/- 167 km até lá. Logo depois da cidade de Tiroles e Mazo, preste atenção em uma saída à direita. Caso não perceba, pergunte. Entre nesta estrada de ripio à direita (veja a foto abaixo)...
...e siga. Caso tenha dúvida, pergunte novamente. Adiante vc verá pequenas placas de madeira (gambiarra mesmo) escrito Caral. Vc passará por vários galpões grandes que são criadouros de pollos. Depois de 40 minutos vc chegará em Caral. Cidade de 6.000 anos A.C. Vc pode chegar também a Caral, seguindo pela carretera norte passando Tiroles, Mazo... Antes de chegar a Supe e San Nicolás, entre à direita em uma estrada de asfalto bem conservada (carretera Caral, Las Minas Ambar), e dá pra andar bem. Há uma placa indicando Caral. Nós, entramos pela estrada de ripio depois de Tiroles e Mazo e voltamos por esta, assim percorremos duas estradas diferentes e paisagens diferentes.
A placa indicando Caral na estrada de rípio.
Estrada de rípio até Caral.
Caral. A civilização de Caral , a mais antiga do continente americano, foi contemporânea de outras como as da China , Egipto, Índia e Mesopotâmia; tendo-se convertido já naquela época numa cidade-estado, rodeada por outras civilizações reunidas ainda no que se denomina "sociedades aldeãs". Em antiguidade perde somente para Mesopotâmia. A Cidade Sagrada de Caral tem uma antiguidade média de entre 2.627 a 2.100 anos a.C. aproximadamente, enquanto no resto da América o desenvolvimento urbano começou 1.550 anos depois deste Peru. A sua descoberta muda as teorias que até agora existiam sobre o aparecimento das antigas civilizações no Peru. Até pouco tempo considerava-se a Chavín de Huántar o mais velho foco cultural deste país, com um máximo de 1.500 anos a.C.
Depois de Caral, pegamos a tal estrada Caral Las Minas Ambar até a panamericana norte. De Caral até Huaraz são 248 km em 3:20h.
Esta estrada com ótimo asfalto passa por Supe, Pedregal, Barranca, Pativilca, Paramonga...mas, fique atento pois quase não há placas indicando as cidades. Logo após Paramonga, entrar à direita sentido Chasquitambo. A estrada é ótima e atravessa toda a cordilheira negra. Vários pueblos passarão, como Cerro Blanco, Tunán, Rinconada, Naranjal, Lampay. Um pouco depois de Chasquitambo, a estrada começa a serpentear, serpentear, serpentear...até chegar nos 4.000m. Pegamos uma forte neblina, comum na região. Antes de chegar a laguna Conococha, siga reto, sentido Catac. Não entre à direita. E não se espante com a polícia carretera. Neste pequeno trecho entre Lima e Huaraz, fomos parados 9 vêzes. Como há poucos carros rodando na estrada, param praticamente todos. Documentos em ordem, basta seguir. Chegamos em Huaraz às 19:30. Antes cogitamos parar em Chavín, já que no dia seguinte iríamos mesmo para lá. Sorte não termos ido. Ficamos no hotel El Tumi e pagamos 150 soles a diária. Como ficaremos 3 dias, um pouco de conforto é merecido. A cidade é um pouco estranha e nos disseram pra tomar um pouco de cuidado à noite, principalmente longe da Plaza de Armas. Como em todas as cidades que passamos pelo Peru, os taxistas buzinam para todas, sim, todas as pessoas que passam pela calçada para oferecerem seus serviços. E tem muitos taxis por lá. As pessoas com seus carros também costumam buzinar! Não entendemos este costume que acontece em todas as cidades. Parece algum tipo de status ficar buzinando...Pra quem gosta de sossego e silêncio, as cidades no Peru são um terror. Somente em Miraflores, Lima é que há um “pacto” para evitar o buzinaço.
Dia seguinte fomos para Chavín de Huántar. Pegue a mesma estrada em direção a Catac. Placas indicativas é um grande problema no Peru. Na estrada, no final da cidade, entre no pequeno posto de combustíveis à esquerda e pergunte o caminho. Começa ali! Estão recuperando o início e provavelmente agora já estará asfaltado. O restante da estrada até o túnel está ótimo, porém, após ele o asfalto se desintegrou. Passamos pela grande laguna Querococha e logo depois a estrada começa a serpentear. Levamos 3 hs para chegar. O complexo arqueológico de Chavín de Huántar foi um centro administrativo e religioso da cultura Chavín construído e ocupado entre os anos 1.800 e 300 A.C. Suas estruturas tem a forma de pirâmide trunca e foram construídas com pedras e argamassa de barro. Há diversas galerias internas interligadas com aberturas estrategicamente projetadas para entrar iluminação natural. No interior desta galeria, está uma escultura de granito “El Lanzon”. Esta escultura com partes humanas e animais é uma divindade que representa a sociedade Chavín. Chavín é considerado como o mais importante centro de peregrinação do mundo andino.
Estrada para Chavín.
Complexo Arqueológico de Chavín.
Pueblo de Chavín de Huántar.
A cidade de Chavín de Huántar é muito agradável. Pequena tem uma bela Plaza de armas e ótimos, mas, poucos hotéis. Na Plaza havia uma feira de comidas peruanas com ótimas guloseimas e algumas bem estranhas. Alguns hostals e poucos restaurantes. Andando pelas ruas, sentimos um cheiro maravilhoso de pão saindo da fornada. Fomos caçando aquele cheiro até chegar na pequena padaria. Maravilhoso!!! Compramos vários deles, doces e salgados, andamos pelo pueblo até final de tarde! A volta e mais 3hs de carro nos esperava. Chegamos em Huaraz às 19:30.
Dia seguinte era de trekking. Portanto, fomos dormir cedo. O hotel tinha chá de coca à vontade, para reduzir o “soroche”, mas, pra mim de nada adiantava. Dor de cabeça todos os dias, alternando leves e fortes. Minha mulher nada sentia! Sorte dela!
Lagura Churup nos esperava. Antes da viagem, peguei os mapas dos trekkings no mochileiros.com e dei um fuçada no Google earth que sempre uso antes das viagens. É uma ótima orientação para as trilhas. Da pra vê-las tranquilamente e até o local para deixar o carro no início delas. Saindo pela avenida principal em direção ao pueblo de Uncus, após 2,5km entre à direita. Na dúvida, sempre pergunte o caminho para Churup. Os peruanos são muito atenciosos. O fim da estrada será o início da trilha. Há uma grande placa no início da trilha e vc a verá na crista da montanha. Pode deixar o carro que não haverá problemas.
Suba devagar, pois a altitude o impedirá de acelerar. Devagar e sempre! Há um trecho com subida em cabos de aço, mas, se observar ao lado direito da pequena cachu também dá pra subir tranqüilo e sem cabos. Faça sua escolha! Vá subindo e olhando para trás. Observe a trilha em suas costas. Não tem erro! Após 2,5h chegamos na laguna de águas verdes e azuis, com o nevado Churup no fundo. Ficamos um bom tempo curtindo o local e não havia ninguém por lá. 15:30hs saímos e chegamos no carro às 17:00. Na descida encontramos uns peruanos que acampariam na laguna, entre eles um casal bem idoso, um grande exemplo para os mais novos.
ANTES DE MAIS NADA, QUERO AGRADECER A TODOS QUE ME DERAM DICAS PRECIOSAS. SEM ELAS ESTA TRIP NÃO SERIA COMO SEGUE NO RELATO ABAIXO:
Bem, a parte de Lima irei resumir e pontuar alguns lugares de interesse nosso, já tem vários relatos sobre esta capital. Como todos, ficamos em Miraflores, mas no Hostal Porta. Local excelente e próximo de tudo. Vale um jantar no TANTA do estrelado chef peruano, Gastòn Acúrio.
Taco Taco do Gastòn Acurio no Tanta.
Dá para ir à pé do hostal (15 min). Um prato deste mestre da gastronomia peruana custa entorno de s/37 (31 reais). Aqui um prato (degustação) do Alex Atala custa 200 paus. Portanto, aproveitem. Eu degustei um Taco-Taco maravilhoso. Andar pelas ruas de Miraflores e o bairro de Barranco é o melhor a fazer em Lima. Principalmente Barranco com suas galerias, ateliês e casarões antigos dos séculos XVIII e XIX. E vá andando pelo calçadão olhando pro Pacífico em direção ao Larcomar. Preste atenção nas ruas. Elas não tem bueiros! Como temos um grande interesse pela arqueologia, Huaca Pucllana no centro de Lima, em Miraflores foi uma grande surpresa. A catedral e o monastério de Santo Domingo também valem a visita. Lima é interessante! Durante 8 mêses a cidade fica praticamente coberta por uma névoa. O sol só aparece nos outros 4 mêses do ano.
Antes de viajar, alugamos um carro pela net. O melhor preço foi na Hertz. Caso alugue por lá, pagará 65 dólares a diária. Muito caro. A sede da Hertz está à 10 minutos de caminhada do Hostal. Vá um dia antes para preparar a papelada, pois, eles irão tentar te “empurrar” um seguro. Caso pague com o Visa, a administradora lhe dará o seguro através da seguradora Chartis, portanto, recuse o seguro da Hertz. Eles tentarão te empurrar de qualquer maneira, mas, recuse. Mostre a apólice (pegue no site da Visa), junto com as normas. A Europcar em Cusco também tentou empurrar o seguro deles (80 dólares), mas, não conseguiram. Em Cusco foi até mais acintoso! Tiraram cópia da apólice, das normas, mas, não conseguiram nos ludibriar.
Colocamos o GPS do Peru no Ipod e foi fundamental. Comprei um mapa da parte norte para uma melhor orientação. Mas, só com o GPS foi suficiente. Sair de Lima é que foi mais complicado. Há muitas obras na região e o trânsito é complicado. Os taxistas e motoristas de ônibus são completamente loucos. Não dão setas, cortam pra direita e pra esquerda a todo o momento. Buzinam o tempo todo! Quem se estressa em Sampa, vai enfartar em Lima. Um coisa boa! O trânsito flui!
Pegamos a carretera norte até Caral. São +/- 167 km até lá. Logo depois da cidade de Tiroles e Mazo, preste atenção em uma saída à direita. Caso não perceba, pergunte. Entre nesta estrada de ripio à direita (veja a foto abaixo)...
...e siga. Caso tenha dúvida, pergunte novamente. Adiante vc verá pequenas placas de madeira (gambiarra mesmo) escrito Caral. Vc passará por vários galpões grandes que são criadouros de pollos. Depois de 40 minutos vc chegará em Caral. Cidade de 6.000 anos A.C. Vc pode chegar também a Caral, seguindo pela carretera norte passando Tiroles, Mazo... Antes de chegar a Supe e San Nicolás, entre à direita em uma estrada de asfalto bem conservada (carretera Caral, Las Minas Ambar), e dá pra andar bem. Há uma placa indicando Caral. Nós, entramos pela estrada de ripio depois de Tiroles e Mazo e voltamos por esta, assim percorremos duas estradas diferentes e paisagens diferentes.
A placa indicando Caral na estrada de rípio.
Estrada de rípio até Caral.
Caral. A civilização de Caral , a mais antiga do continente americano, foi contemporânea de outras como as da China , Egipto, Índia e Mesopotâmia; tendo-se convertido já naquela época numa cidade-estado, rodeada por outras civilizações reunidas ainda no que se denomina "sociedades aldeãs". Em antiguidade perde somente para Mesopotâmia. A Cidade Sagrada de Caral tem uma antiguidade média de entre 2.627 a 2.100 anos a.C. aproximadamente, enquanto no resto da América o desenvolvimento urbano começou 1.550 anos depois deste Peru. A sua descoberta muda as teorias que até agora existiam sobre o aparecimento das antigas civilizações no Peru. Até pouco tempo considerava-se a Chavín de Huántar o mais velho foco cultural deste país, com um máximo de 1.500 anos a.C.
Depois de Caral, pegamos a tal estrada Caral Las Minas Ambar até a panamericana norte. De Caral até Huaraz são 248 km em 3:20h.
Esta estrada com ótimo asfalto passa por Supe, Pedregal, Barranca, Pativilca, Paramonga...mas, fique atento pois quase não há placas indicando as cidades. Logo após Paramonga, entrar à direita sentido Chasquitambo. A estrada é ótima e atravessa toda a cordilheira negra. Vários pueblos passarão, como Cerro Blanco, Tunán, Rinconada, Naranjal, Lampay. Um pouco depois de Chasquitambo, a estrada começa a serpentear, serpentear, serpentear...até chegar nos 4.000m. Pegamos uma forte neblina, comum na região. Antes de chegar a laguna Conococha, siga reto, sentido Catac. Não entre à direita. E não se espante com a polícia carretera. Neste pequeno trecho entre Lima e Huaraz, fomos parados 9 vêzes. Como há poucos carros rodando na estrada, param praticamente todos. Documentos em ordem, basta seguir. Chegamos em Huaraz às 19:30. Antes cogitamos parar em Chavín, já que no dia seguinte iríamos mesmo para lá. Sorte não termos ido. Ficamos no hotel El Tumi e pagamos 150 soles a diária. Como ficaremos 3 dias, um pouco de conforto é merecido. A cidade é um pouco estranha e nos disseram pra tomar um pouco de cuidado à noite, principalmente longe da Plaza de Armas. Como em todas as cidades que passamos pelo Peru, os taxistas buzinam para todas, sim, todas as pessoas que passam pela calçada para oferecerem seus serviços. E tem muitos taxis por lá. As pessoas com seus carros também costumam buzinar! Não entendemos este costume que acontece em todas as cidades. Parece algum tipo de status ficar buzinando...Pra quem gosta de sossego e silêncio, as cidades no Peru são um terror. Somente em Miraflores, Lima é que há um “pacto” para evitar o buzinaço.
Dia seguinte fomos para Chavín de Huántar. Pegue a mesma estrada em direção a Catac. Placas indicativas é um grande problema no Peru. Na estrada, no final da cidade, entre no pequeno posto de combustíveis à esquerda e pergunte o caminho. Começa ali! Estão recuperando o início e provavelmente agora já estará asfaltado. O restante da estrada até o túnel está ótimo, porém, após ele o asfalto se desintegrou. Passamos pela grande laguna Querococha e logo depois a estrada começa a serpentear. Levamos 3 hs para chegar. O complexo arqueológico de Chavín de Huántar foi um centro administrativo e religioso da cultura Chavín construído e ocupado entre os anos 1.800 e 300 A.C. Suas estruturas tem a forma de pirâmide trunca e foram construídas com pedras e argamassa de barro. Há diversas galerias internas interligadas com aberturas estrategicamente projetadas para entrar iluminação natural. No interior desta galeria, está uma escultura de granito “El Lanzon”. Esta escultura com partes humanas e animais é uma divindade que representa a sociedade Chavín. Chavín é considerado como o mais importante centro de peregrinação do mundo andino.
Estrada para Chavín.
Complexo Arqueológico de Chavín.
Pueblo de Chavín de Huántar.
A cidade de Chavín de Huántar é muito agradável. Pequena tem uma bela Plaza de armas e ótimos, mas, poucos hotéis. Na Plaza havia uma feira de comidas peruanas com ótimas guloseimas e algumas bem estranhas. Alguns hostals e poucos restaurantes. Andando pelas ruas, sentimos um cheiro maravilhoso de pão saindo da fornada. Fomos caçando aquele cheiro até chegar na pequena padaria. Maravilhoso!!! Compramos vários deles, doces e salgados, andamos pelo pueblo até final de tarde! A volta e mais 3hs de carro nos esperava. Chegamos em Huaraz às 19:30.
Dia seguinte era de trekking. Portanto, fomos dormir cedo. O hotel tinha chá de coca à vontade, para reduzir o “soroche”, mas, pra mim de nada adiantava. Dor de cabeça todos os dias, alternando leves e fortes. Minha mulher nada sentia! Sorte dela!
Lagura Churup nos esperava. Antes da viagem, peguei os mapas dos trekkings no mochileiros.com e dei um fuçada no Google earth que sempre uso antes das viagens. É uma ótima orientação para as trilhas. Da pra vê-las tranquilamente e até o local para deixar o carro no início delas. Saindo pela avenida principal em direção ao pueblo de Uncus, após 2,5km entre à direita. Na dúvida, sempre pergunte o caminho para Churup. Os peruanos são muito atenciosos. O fim da estrada será o início da trilha. Há uma grande placa no início da trilha e vc a verá na crista da montanha. Pode deixar o carro que não haverá problemas.
Suba devagar, pois a altitude o impedirá de acelerar. Devagar e sempre! Há um trecho com subida em cabos de aço, mas, se observar ao lado direito da pequena cachu também dá pra subir tranqüilo e sem cabos. Faça sua escolha! Vá subindo e olhando para trás. Observe a trilha em suas costas. Não tem erro! Após 2,5h chegamos na laguna de águas verdes e azuis, com o nevado Churup no fundo. Ficamos um bom tempo curtindo o local e não havia ninguém por lá. 15:30hs saímos e chegamos no carro às 17:00. Na descida encontramos uns peruanos que acampariam na laguna, entre eles um casal bem idoso, um grande exemplo para os mais novos.
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