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  1. Pico do Monte Negro . Já fazia algum tempo que tínhamos intenção de subir ao Pico do Monte Negro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pico_do_Monte_Negro), mas as previsões do tempo não ajudavam. No fim de semana de 16/março resolvemos ir. As previsões eram de chuva para o sábado, mas possibilidade de melhora no domingo. Eu, minha esposa e minha irmã saímos sábado de manhã em torno das 08:00, enquanto que outros amigos iriam depois saindo perto do meio dia em mais 4 pessoas. Os dois carros urbanos e sem tração 4x4. Saímos de Porto Alegre e a idéia era fazer o caminho via São Francisco de Paula, Cambará do Sul e São José dos Ausentes. Passamos por São Francisco de Paula em torno das 09:30 e chegamos em Cambará em torno das 11:30. Estava chovendo bastante e na subida até São Francisco é subida da serra, então tem que ter calma. Tinha visto que tinha um trecho de estrada de terra entre Cambará e São José dos Ausentes, mas parecia pequeno. Esse foi o primeiro erro, pois uma parte da estrada estava em obras (talvez vão colocar asfalto no futuro) e com chuva as coisas ficaram complicadas. Fiz um “rally” sem querer, mas já que tinha começado, o negócio era continuar. O GPS em estradas do interior é meio complicado (até porque eu estava com esse a poucos dias), então foi um pouco de senso de orientação mesmo até sair num trecho de asfalto (devo ter demorado uma hora na estrada de chão, mas pareceram umas 4 horas), andar um ou dois KM e perceber que tava indo pro lado errado. Meia volta e uns 20 minutos depois, chegamos ao trevo da entrada de São José dos Ausentes. A cidade é pequena e não parece ser muito mais que uma rua principal com uma ou duas quadras para cada lado, mas um café com leite (já adoçado com muito açúcar) e umas roscas fritas de polvilho num barzinho nos fez muito felizes. Esse foi nosso almoço, pois já era em torno das 13:00. Depois descobrimos que o “barzinho” era na verdade a rodoviária da cidade. Fora o termômetro e uma fonte bonita ao lado da igreja, a cidade não parece ter muitos atrativos, mas é simpática. Barriga cheia e ânimo renovado, era hora de achar a pousada que reservamos. Como estava chovendo muito, a idéia era localizar a pousada antes e depois ver se seria possível fazer algum passeio. Para achar a pousada foram mais uns 33Km de estrada de chão. Apesar da chuva, a estrada estava melhor que anterior e as paisagens são bonitas mesmo com névoa e garoa. Destaque para a localidade Silveira, por onde passamos e tivemos que parar para algumas fotos. Quando estávamos do meio para o fim do caminho, vimos um animal diferente correndo junto da cerca ao lado da estrada. Diminuí um pouco a velocidade que já era baixa (em torno dos 40 km/h) para ver se chegava mais perto e percebemos que se tratava de um veado. Infelizmente demorei a pegar a câmera, e ele se afastou rápido, mas consegui uma foto de longe. Muita paciência e duas horas depois (baixa velocidade e paradas para fotos), chegamos à pousada debaixo de garoa e com uma neblina fechada. A pousada é a Pousada Ecológica dos Cannyons administrada pelo casal Daniel e Monica que nos receberam como se fôssemos de casa. A pousada consiste de uma casa grande, onde se fazem as refeições e cabanas onde se pode acomodar 4 pessoas tranquilamente. Ficamos com muita vontade de voltar lá com mais tempo e indicamos. Em questão de preço fica em torno de 150 por pessoa com café e uma refeição incluída. Pode parecer caro, mas se considerarmos as paisagens, dificuldade de acesso e isolamento do lugar parece justo. Fizemos uma caminhada em torno da propriedade, depois de ouvir algumas explicações do Sr. Daniel de como voltar caso nos perdêssemos, pois a neblina era forte. Como a propriedade tem cerca por toda a volta é tranqüilo caminhar lá, mas se não fosse isso vimos que era quase certo se perder. O vento forte e a chuva constante não nos permitiram mais que uma caminhada de uma hora e meia e voltamos totalmente molhados da cintura pra baixo, pois não tínhamos levado calças impermeáveis. Quando voltamos para a pousada para tomar um banho e trocar de roupa era perto das 17:00. A casa grande possui uma grande área comum com mesa de “ping pong”, redes, fogão a lenha, sofás, cadeiras de balanço e lareira, o que deixa o lugar bastante agradável. A decoração é baseada em temas rurais gaúchos. Depois de trocar de roupa ficamos próximos da lareira, conversando e obtendo informações a respeito do Montenegro (cânion e pico). Soubemos que a pousada oferece cavalgadas até lá em dias de tempo bom ou pode-se ir a pé sem muitas dificuldades. Também soubemos que o pico do Montenegro fica dentro de uma propriedade particular, mas segundo nos disseram, os donos da propriedade sabem que o pessoal vai lá visitar e não proíbem de ir. Porém valem as recomendações: Deixe tudo da maneira que está (especialmente as porteiras), não espalhe lixo. Leve somente as fotos e deixe somente as pegadas. A partir das 19:00 começamos a nos preocupar com o restante do pessoal, que tinha saído de porto alegre, mas ainda não tinha chegado. Só chegaram em torno das 21:00 quando estávamos nos preparando para sair e procurar. Passada a preocupação e o alívio do pessoal por andar na névoa de noite a 2km/h segundo eles (hehehe) , jantamos, tomamos vinho e fomos dormir. A temperatura estava mais ou menos uns 12 graus, mas a sensação era de bem menos. No domingo, a intenção era de sair cedo e tentar chegar ao Pico do Montenegro de manhã, porém amanheceu com garoa e névoa novamente. O pessoal da pousada ia fazer um churrasco pra gente ao meio dia, mas em função do tempo ruim fizemos o checkout e nos despedimos, pois voltar um bom trecho em estrada de chão com chuva seria complicado (a pousada fica em uma bifurcação para quem vai ao Montenegro). Apesar do tempo, as paisagens estavam bonitas. Na saída temos que destacar a persistência de um dos cachorros da pousada em acompanhar o carro, pois ele correu junto uns 2 KM. No dia anterior ele tinha nos feito companhia na caminhada. Demoramos em torno de uma hora para chegar na bifurcação que leva ao destino final e dessa vez a estrada tinha uns trechos complicados. Deu para adquirir alguma experiência em direção no barro. Depois de alguns minutos, passamos por uma pousada grande e bonita, depois outra um pouco menor, mas também bonita. Mais alguns metros e chegamos numa porteira que logo depois tinha um riacho passando pela estrada. Sendo os carros baixos e tendo chovido direto, não quisemos arriscar atravessar de carro e ficar por ali mesmo. Estacionamos ao lado da estrada e seguimos a pé. Passamos por mais 2 riachos e chegamos numa bifurcação. Foi aí que pegamos o caminho errado (da direita), pois parecia em meio à névoa que esse caminho logo começava a subir. Um do nosso grupo estava com um GPS de mão recém comprado, mas tinha esquecido de pegar as coordenadas do ponto onde a gente queria ir. Então o GPS acabou não ajudando tanto assim hehehe. Realmente o caminho logo começou a subir e tivemos esperança, porém uns 400 metros depois passamos por uma casa. Nesse ponto já dava pra desconfiar que estava errado, pois sabíamos que perto do Montenegro não tem nenhuma moradia perto. Continuamos a estrada (que agora era quase uma trilha), passamos por uma porteira e vimos que logo depois começava uma elevação. Nesse ponto tivemos certeza que não era o lugar certo, pois apesar de ser um morro, a vegetação era rasteira e o pico do Montenegro tinha araucárias. De qualquer forma subimos nesse para ver se o tempo poderia dar uma trégua e quem sabe a gente pudesse se localizar melhor. Mas foi inútil, pois o vento e a garoa estavam cada vez mais fortes e a visibilidade cada vez menor. Nesse ponto, qualquer tentativa de usar a câmera seria um problema, pois seria certeza de molhar e estragar. Como já estava perto do meio dia, resolvemos voltar. Quando chegamos aos carros, o controle do outro carro tinha molhado e deu um pequeno stress. Estávamos num local longe de tudo, 7 pessoas e só um carro funcionando. Mas nada que um improviso não resolva: Liguei meu carro com o ar quente no máximo e posicionei o controle e a pilha na saída de ar por alguns minutos. Por sorte, voltou a funcionar. Depois voltamos em comboio até chegar ao asfalto. Dessa vez seguimos até Bom Jesus para não repetir a estrada de chão a partir de Cambará enquanto nossos amigos foram almoçar em São José dos Ausentes. Minha irmã tinha que pegar o ônibus em Porto Alegre, então almoçamos só na rodoviária em torno das 18:00. O rapaz da lavagem, perguntou de onde eu tinha desenterrado o carro na segunda-feira . Em casa, percebemos analisando os mapas e o track do GPS que subimos um morro ao lado do Montenegro . Ficamos a uns 800 metros em linha reta do pico, mas na névoa e garoa não dava para ver nada. Também tivemos bastante cautela, pois o pessoal da pousada nos recomendou muito, pois lá não existe nenhuma sinalização ou cerca que possa delimitar a borda, e com neblina, torna-se bastante perigoso andar por lá. Deu pra sentir que, mesmo sendo fácil chegar, dependendo das condições do tempo, também é muito fácil se perder naquela região. Na segunda vez, com tempo bom, subimos sem GPS e foi fácil, mas fica para outro relato.
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