Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Crônica de um Rio

Postado
  • Membros

Por Milton Leal, depois de mais 7 dias cariocas

No Rio de Janeiro, há calor até na forma como os cariocas se cumprimentam. Diferentemente de muitos lugares no Brasil - nos quais a etiqueta manda dar um beijinho no rosto -, na cidade maravilhosa a recepção é feita com dois beijos, um na bochecha direita e um na esquerda. Por isso, dizer que o Rio de Janeiro recebe seus turistas de braços abertos é uma meia-verdade.

 

O emblema de cidade violenta, esparramado pelos “tele/jornais”, é de certa forma um estigma, um exagero. Não é porque facções de bandidos e de policiais corruptos têm mais força que o Estado em alguns locais, que a população se acanha.

 

Assim como no início do século passado, quando o samba começou a tilintar no bairro do Estácio de Sá, os boêmios contemporâneos não hesitam, de jeito nenhum, em rodar as frequentadas ruas da Lapa durante a madrugada.

 

Como toda e qualquer grande cidade do mundo, ela apresenta problemas, em parte devido a sua alta densidade populacional, que reúne quase 6 mil pessoas por quilômetro quadrado e gera toda sorte de infortúnios, mas também em razão de uma nítida e perversa desigualdade social.

 

A divisão entre os que vivem nas comunidades e os que habitam a elitizada Zona Sul é evidente. Não chegam a ser dois mundos, mas são, ao menos, dois ambientes muito distintos e peculiares. O circuito Copacabana – Ipanema – Leblon é apenas a face mais bonita, bem cuidada e conhecida do Rio. Tomar o trem rumo à Zona Norte é que pode fazer o turista ver de perto o “Apartheid” carioca.

 

Mas no centro da cidade, tanto durante o expediente do dia quanto à noite, a mistura entre a gente de lá e a gente de cá acontece.

 

Às quintas-feiras, patricinhas da Barra da Tijuca e turistas estrangeiros pisam no mesmo tablado que os moradores dos morros, quando a zabumba bate seca no Forró da rua do Mercado. Com banda ao vivo, a festa, que se estende noite adentro, reúne centenas de jovens, que ocupam toda a rua de paralelepípedo do antigo mercado, ao lado da famosa Praça XV.

 

Nas noites de sexta e sábado, a Lapa ferve. A miscigenação de tribos e a variedade de boates impressiona. Assistir ao nascer do Sol é prática comum de quem sai à noite na cidade. Dezenas e mais dezenas de bares apinhados com mesas na rua ficam de portas abertas até o último gole do último cliente.

 

A pedra do Arpoador, perto de Ipanema, é um dos locais preferidos para ver a subida (ou, depois de pegar uma praia, a descida) do astro. E quando o gigante amarelo está morno, ainda pela manhã, o programa é correr ou andar de bicicleta ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas, perto de Copacabana. De tarde, quando ele arde, o Posto 9, na praia de Ipanema, é o reduto dos universitários e dos turistas mais descolados.

 

A oferta cultural não perde em nada para as paisagens cariocas. No centro, na Cinelândia, fica o Cine Odeon, construído nos anos 30, quando o presidente Getúlio Vargas governava o País diretamente do Palácio do Catete, que hoje abriga o Museu da República. Ali também no “downtown”, vale dar uma passada na imensa biblioteca do Real Gabinete Português e no ostensivo e reformado Theatro Municipal.

 

Ver o Rio de Janeiro do Corcovado ou do Pão de Açúcar não é a mesma coisa que andar de chinelo nas ruas, subir o morro, falar de Fla-Flu no boteco ou ir à praia no domingo.

 

É no chão que o Rio vira Janeiro.

Featured Replies

No posts to show

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.