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DF>BA - de Sobradinho (DF) até Itacaré (BA)


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Olá! Sou o Léo, e estou começando a relatar minhas viagens por aí. Viajamos eu, a patroa e as crianças!

Priorizamos o carro pois minha esposa não curte voar, e eu gosto de dirigir, principalmente estrada. Cidade grande não faço questão. Tínhamos um ótimo carro, uma Zafira, que andava muito na estrada, tinha bastante espaço e era um conforto ambulante. Infelizmente ela não aguentou uma última viagem em 2023, quando fomos pra BH e hoje não temos mais um carro bacana pra viajar. Acabamos alugando toda vez, de preferência uma SPIN, um DOBLO ou algo com um bom porta malas. 

Não somos muito de trilhas e mato, apesar de gostarmos da natureza, por isso priorizamos hotéis e espaços mais nas cidades, como Airbnb e demais estadias por temporada.

Outro ponto que destaco para a viagem é que optamos sempre por rodar pouco, sem pressa e na boa. Por dia entre 5 e 7 horas é o limite. Não somos muito matinais então as saídas costumam ser depois das 10h! Adiciono ainda as restrições alimentares que temos: éramos vegetarianos, mas voltamos a comer somente frango por minha esposa ter ficado intolerante ao leite. Não ia sobrar muita coisa pra comer sem lácteos e carnes. Sei que os veganos dão um jeito. Resumindo nossa equação gastronômica: vegetarianos + frango - lácteos. 

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Nossa primeira viagem em 2024 aconteceu agora em Janeiro/Fevereiro, e abaixo segue meu relato da viagem.

Brasília-DF para Itacaré-BA

Trecho 1 - 26/01/2024 (sexta)
Sobradinho, DF - 12:00
Correntina, BA - 19:00

Sair é sempre difícil por aqui. Muita coisa pra arrumar, deixar a casa em ordem! Já sair do DF é tranquilo demais, são pistas duplicadas até Formosa (GO), e o trânsito é tranquilo. Após essa cidade é direto até o posto Rosário, já na Bahia. São umas 4 horas, com pista boa e paisagem bonita! Valem algumas fotos da estrada, com belos morros.

O posto Rosário é uma parada obrigatória, inclusive por questões de abastecimento: é um trecho longo sem nada até Correntina (BA), tem um ou outro posto quase chegando na cidade. A estrutura dele é muito boa, e valem os relatos do Google Maps. O almoço é bom, mas vai até umas 15 horas somente, a gente não almoçou mas fez uma pausa. Tem bons lanches, tudo muito limpo e bacana.

Esse segundo momento do dia foi realmente cansativo. A pista que cruza muitas fazendas no oeste baiano é monótona e, apesar de bom asfalto, não tem acostamento! Mas a viagem rende pelas extensas retas. Chegamos em Correntina no início da noite.

Na primeira cidade baiana a Pousada Mimosa foi nosso ponto de parada. Eles têm bons quartos, e pagamos 280 reais numa noite bem dormida. A noite da sexta-feira fechamos com uma pizza na beira do rio que corta a cidade. A cidade é uma tranquilidade e bonita em geral. Tomamos um ótimo café da manhã na pousada, com direito a bastante simpatia da equipe de recepção e um ótimo suco de acerola!

Partimos as 9h, rumo a Vitória da Conquista.

Trecho 2 - 27/01/2024 (sábado)
Correntina, BA - 9:00
Vitória da Conquista, BA - 19:00*(com atraso)

Saímos relativamente cedo, pois era o dia mais longo da viagem. Não imaginaria que seria o mais cansativo pelos eventos que passamos. O dia amanheceu chuvoso, e até Caeté foi chuva, nuvem, chuva, tempestade, sol, chuva. Variação comum na estrada! Paramos em Caeté para almoçar, mas escolhi um local não muito bom e a comida era bem mais ou menos. Para nós só tinha um frango assado que não estava nos melhores dias e o basicão. Faltou buscar algo melhor para comer por lá, e olha que era na hora do almoço. 

Destaco as paisagens da região, com os "ventiladores" como diz meu filho. Grandes turbinas eólicas, antes de Caeté, que tornam a vista interessante. Uma pena que a estrada tem alguns trechos bem perigosos, pois é estreita, sem acostamento e passando no meio dos montes. Atenção redobrada. 

Após o almoço, que fica no meio do caminho, as chuvas continuaram. Após Brumado tivemos que parar num ponto da estrada com outros carros, em fila. Um rio havia subido e fechado a estrada. Caminhões, ônibus, carros, pessoas saindo para ver como estava a situação na frente. Os motoristas conversavam do que fazer. E após algum tempo vimos que a fila começou a andar. Os carros estavam passando quando a água baixou um pouco, mas ainda estava realmente alta e com risco de arrastar algum veículo. Seguimos por estarmos com um carro mais alto e maior (SPIN), mas confesso que foi arriscado e talvez não fosse o ideal. Deu tudo certo. Mais pra frente outro ponto igualmente parado. Repetimos a imprudência, e fomos ficando angustiados de haver mais pontos como esse. O Google Maps estava apontando vários locais engarrafados! Seguimos e não tivemos outros imprevistos, chegando em Vitória da Conquista mentalmente esgotados e preocupados com o clima. A própria cidade que havíamos chegado estava com muitas enxurradas, alagamentos e a chuva que não passava. 

Procuramos um hotel por lá e acabamos ficando no IBIS mais ao sul, que era bem novo e bonito, mas não tinha quartos para família. Foram dois quartos, que saíram 300 reais cada! Eram muito bons, e o hotel fica perto de um bom shopping e comércio. Não ficamos com uma boa impressão da cidade. Era sábado e tudo parado. Só queríamos aquele banho com algo pra comer. 

Café da manhã muito bom, apesar de ser pago a parte (35 por pessoa). Saímos de Vitória da Conquista sem nem olhar pra trás. 

Trecho 3 - 28/01/2024 (domingo)
Vitória da Conquista, BA - 10:00
Itacaré, BA - 17:00

Descemos pelo caminho pra Itambé, pelos relatos que havia lido na internet. Realmente vale muito a pena! A Serra do Marçal é muito bonita, e o caminho todo até Ilhéus foi tranquilo. Paramos em Itabuna para almoçar num restaurante do posto (Varandas Restaurante e Pizzaria), que apesar de cobrar 10% no self-service tem uma comida bem gostosa e sucos bons. Dalí pra Ilhéus foi um pulo, mas nesse dia ainda estávamos com medo de algum alagamento no caminho! O Rio Cachoeira vai próximo da estrada, e nesse dia ele estava bem forte, devido as fortes chuvas dos últimos dias. 

Falando em clima, foi o dia mais tranquilo, somente nublado com poucos momentos de chuva! 

Em Ilhéus não paramos na cidade, e acabamos pegando um caminho muito ruim, que passava no meio das casas. A vista não era das melhores, e os poucos relances que tivemos do mar não nos animaram. Um pouco de arrependimento do que fazíamos por lá. Não era o que esperávamos, e a subida até Itacaré estava com muita nuvem e pouco visual. 

As 17 horas chegamos em Itacaré! Mas a cidade não pegava celular. Parece que as redes de celular estavam ruins nesse dia, e a nossa (Claro) estava sem sinal nenhum. Conseguimos uma wi-fi pra falar com a moça do Airbnb. Ficamos numa casa em condomínio, localizado próximo às praias urbanas. 

Resultado da ida: ninguém passando mal no carro, poucas pessoas sem noção na estrada, asfalto bom, nenhum KM duplicado e muito chuva! 
Pior momento: alagamentos
Melhor momento: trecho entre Vitória da Conquista e Itabuna, que é agradável demais.

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Itacaré
28/01 até 06/02 (9 noite)
As previsões de chuva eram constantes, sempre "no dia seguinte será nublado/chuvoso" mas ainda bem que os meteorologistas estavam errados! Muito calor e sol, todos os dias!

Conhecemos as praias urbanas, Ribeira, Tiririca e Rezende. Ficavam muito perto de onde estávamos e aproveitamos bastante. O filhote em especial nunca tinha visto o mar, então foi um misto de medo com alegria! 

Muitas opções de comidas na famosa rua "Pedro Longo" mas os horários são malucos e tem dia que uns funcionam outros não, mas no geral a estrutura é OK. 

Tem mercado, frutaria, opções pra todos os gostos e até açai sem xarope (que gostamos tanto) encontramos por lá. Abaixo alguns locais que frequentamos e o que achamos:
- Lá em Casa de Minas: almoço bem servido e muito gostoso. Ótimo custo benefício, pois 2 pratos de 30 reais serviam bem nós 4;
- Raiz Açai Orgânico: o único local que você vai comer açai sem xarope, com ótimas combinações! 
- Mercado Mateus: um mercadinho que tem tudo um pouco. Achei bem bagunçado e sujo, mas quebrou o galho toda vez;
- Cuscuzeria Itacaré: Fantástico! Eu adoro Cuscuz, e achei ótimo as opções de lá. O problema é que abre de forma aleatória e eu só consegui comer UMA vez porque nas demais que me planejei estava fechado;
- Pizzaria The Gallery: pessoal simpático mas a pizza não é tudo isso. Achamos sem graça pela propaganda que foi feita. Assim, vale a visita mas sem esperar tanto.
- Espetos do Mineiro: eu não lembro o nome certo mas é uma janela que dá pra rua com um mineiro vendendo espetinho! Muito bom, com preço bacana e saboroso! Pessoal muito simpático e tranquilo. Mineiros...
- Café com Surf: lugar novo com pessoal gente boa e comida bem variada! Nada elaborado demais, preço e sabor muito bons. 
- Tio Gú: A creperia que conhecemos de Brasília vem de Itacaré, e fomos um dia por lá. Acho o preço alto e o sabor normal, nada demais. O atendimento, como o de Brasília, é mediano e no final a gente se arrepende de viajar tão longe pra comer algo que tem na cidade que moramos.
- Quiosques das praias: em todas que fomos o atendimento foi bom e a comida daquele jeito de praia: boa, simples mas cara. Pro que comemos: frango, arroz, legumes, vinagrete, feijão, coisas assim, é caro. Você paga pela praticidade!
- Coffee Cool Waffle: uma experiência boa com Waffle. Muitas opções e gostamos bastante! Até trouxemos um na volta mas ele ficou mole, e não tão bom quanto lá na hora.
- Lojas de roupas e lembranças: todas bem bacanas, e com opções variadas. Lojas que vendem chocolates e seus derivados também com muita coisa. Gostamos no geral, mas é aquela coisa, preço de turista. 

Vale destacar que a região é bem turística inclusive internacionalmente, então são muitas pessoas "hablando" e uns gringos vermelhos de sol. A galera do baseado, os surfistas, uma galera que curte colocar som alto na praia, são figuras carimbadas nas praias urbanas. 

Pegamos um dia pra conhecer a península do Maraú, na Praia de Algodões. Outra vibração, outro ritmo. Não tem movimento e a praia é muito bonita também. Vale subir mais pro final da península, mas não tivemos a oportunidade, recebi dicas preciosas que lá é muito bonito e tranquilo! Fica pra próxima.

Muito sol, areia, feirinhas e banho de mar, mas... hora de ir embora!

Ilhéus
06/02 até 07/02 (1 noite)

Uma pausa para passar um dia em Ilhéus. Ficamos num hotel "pé na areia" (Hotel Praia do Sol) que é muito bonito por fora mas que os quartos são velhos, com cheiro de mofo. Como foi só uma noite, aceitável. Mas a área externa é bem boa! Café da manhã também é um show, e a vista é daquelas de resort. O valor de 480 reais pra 4 pessoas foi OK pelo que oferece, mas os quartos precisam muito melhorar!

Vale citar que entre Itacaré e Ilhéus paramos em Serra Grande. Um mirante incrível e uma praia (Praia Pé de Serra) bem bonita tornaram o trecho mais agradável. Almoçamos numa barraca da praia, com ótimas opções. Achei a região de Serra Grande muito interessante e se voltasse pro litoral baiano lá seria um local que ficaria. 

Em Ilhéus fomos no Aero Parque, uma região com vários locais de comida, 50% era sorveteria/açaiteria. Mas bem legal o movimento, o parquinho pra crianças, pista de skate e aulas de futevôlei. 

No dia seguinte café da manhã e pé na estrada. Retornando pra casa.

Trecho 1 - 07/02/2024 (quarta)
Ilhéus, BA - 11:00
Vitória da Conquista, BA - 16:00

Retornando e parando no Varandas Restaurante e Pizzaria (que fomos na ida), mesma pista, com visual bonito e clima agradável. Vale dizer que os rios estavam mais baixos e a vista no geral foi mais bonita que a ida. Chegar em Vitória da Conquista foi outra experiência também. Cidade estava com movimento e ensolarada! Conseguimos mudar nossa impressão ruim que tínhamos tido na ida. Compramos umas granolas da região (Tia Sônia) e ficamos no mesmo hotel da ida, o IBIS. 

Antes de subir pro quarto percebi um trincado no vidro dianteiro, e precisei acionar a locadora do carro. No dia seguinte, logo cedo tive que fazer a troca do veículo, que foi feito sem burocracia pelo mesmo modelo. Ótimo pois tínhamos bastante coisa pra carregar. 

Em 2023 quando fomos pra Minas Gerais a Zafira quebrou e peguei o carro reserva da seguradora, um SUV Compacto (C4 Cactus). Apesar de ótimo para dirigir foi um aperto sem fim a viagem, pela lógica de ser impossível tudo que tinha na Zafira caber num C4. Mas deu tudo certo no final! Podia ter sido pior, um Kwid ou um Mobi.

A troca do carro foi feita e o novo estava com uma quilometragem muito mais baixa, mas na estrada foi possível perceber que estava ruim no alinhamento (a trepidação do volante era grande, diferente do que usei na ida). Ah! Aproveito para indicar: se você vai viajar com carro de locadora, o seguro de vidros e pneus vale a pena. Eu nunca tinha usado e dessa vez acabei colocando por algum motivo. Não deu outra, poupei um dinheiro no concerto do vidro para-brisa do carro.
Minha opinião: sinceramente acho confuso e desnecessário várias categorias de seguro do carro alugado, pois a gente já paga bem caro no aluguel (que nunca é só a diária) daí ficar colocam seguro parcial, total, de pneus, de vidro, de terceiros. Antes os alugueis mensais tinham várias vantagens nesse quesito, como condutor adicional e o seguro parcial. Hoje em dia, nada nada....

Retornando, saímos de Vitória da Conquista rumo a Correntina, preocupados com o trecho que pegamos na ida, mas na esperança dos rios terem baixado e as chuvas não atrapalharem o caminho.

Trecho 2 - 08/02/2024 (quinta)
Vitória da Conquista, BA - 10:00
Correntina, BA - 18:00

As chuvas fortes não vieram, e a ida até Correntina foi tranquila. A estrada, falei várias vezes enquanto dirigia, deveria ser duplicada em mais locais. O trânsito pesado entre Brumado e Caetité e perto de Bom Jesus da Lapa cansam qualquer um, ainda mais com tantos caminhões em subidas. Dirijo de uma forma muito defensiva, sem pressa e não realizando nenhuma ultrapassagem arriscada. Mas cada vez que alguém faz uma barbeiragem na rodovia fico preocupado. Não culpo apenas ele, meu pensamento vai até os políticos que engessam a melhoria rodoviária do país. Anos e mais anos de acidentes que poderiam ser evitados com uma malha viária duplicada, aceitável e com boa estrutura no caminho. Não vou negar que em termos de asfalto, o caminho é muito bom, mas os vários trechos que víamos de falta de sinalização ou ausência de uma faixa adicional desanimam bastante. 

Almoçarmos no "Rangos" em Caetité, onde a comida era aceitável e mais em conta que o da ida (que eu não me lembro o nome, mas era num posto), mas ainda ficamos sem achar um lugar realmente bom pra almoçar nesse trecho.

Errei algumas vezes o caminho, estava mais distraído nesse quesito e acabei entrando em Brumado e Bom Jesus da Lapa. Este último, parece interessante de turistar um pouco numa próxima viagem! 

Final do dia chegamos em Correntina, já vendo a cidade em outro clima. Era semana de carnaval! 

Ficamos na mesma pousada da ida, na expectativa de não termos surpresas ruins, e na certeza de que teríamos uma boa noite de sono. Mas parecia que estávamos em outra Correntina.

Ao chegar na Pousada Mimosa fomos bem recebidos, mas o quarto estava com um cheiro muito forte de limpeza. Não de água sanitária, Veja, Mr. Músculo... era algo que fazia arder os olhos de tão forte! Algum produto de limpeza daqueles que ficam impregnados na roupa, nas toalhas, travesseiros. Demoramos pra tirar tanto cheiro, inclusive algumas roupas aqui em casa estão ainda com o odor forte. 

Saímos pra uma caminhada na cidade e o clima de carnaval deixa tudo diferente. Estava bonito ver a feirinha no centro e o som carnavalesco em um restaurante na beira do rio. Mas ao irmos comer uma pizza no mesmo lugar da ida estava tudo diferente, cardápio, garçons, qualidade do atendimento e da comida. Voltamos frustrados pra pousada e seu cheiro de limpeza. A exaustão nos fez dormir e já acordar pro retorno no dia seguinte!

Trecho 3 - 09/02/2024 (sexta)
Correntina, BA - 11:00
Sobradinho, DF - 18:00

O café da manhã quase perdemos! Na ida era até as 10h mas dessa vez disseram que era até as 8:30. Foram legais de deixar umas coisas pra gente, e sempre nos atendem muito bem. Mas foi estranho mudarem o horário. Eram outras pessoas andando pela pousada, acho que os donos anteriores foram abduzidos e agora outra turma estava tomando de conta do local. Ressalto que todos muito prestativos! 

Pé na estrada, chuva leve e um trânsito mais intenso, era sexta-feira de carnaval.

O caminho é muito bom, a reta sem fim em meio aos latifúndios do oeste baiano é uma tranquilidade para dirigir, se não fosse a pista sem acostamento que deixa tudo mais tenso. Muito caminhão e carro no sentido contrário. Chegamos depois de duas horas ao posto Rosário, nossa primeira parada na ida, nossa última na volta.

Almoço caro, mas farto e com variedade. Um movimento de pessoas e aquele lugar que mistura quem tá voltando com (a maioria) quem está indo. Comemos e seguimos, faltava pouco pra chegar em casa! 

Nas 4h que restavam  o transito pelo interior do Goiás foi intenso. Muitos carros e caminhões, apesar disso, o clima estava ok e as pessoas prudentes. 

Por volta de 17h estávamos entrando numa chuva muito forte, pouco antes de Formosa (GO). A visibilidade era mínima e os carros e caminhões iam devagar. No perímetro urbano vimos muitos alagamentos, vários na estrada, obrigando a gente reviver os momentos de tensão na ida: atravessar com o carro os pontos de alagados. A força da água era grande nos arredores da cidade, e chegamos a bater a roda em algo que poderia ser uma pedra, mas que não causou danos. Foi realmente tenso, e dessa vez foi pior por estarmos no meio da chuva! Na ida tínhamos pegado alagamentos mas o clima não era de tempestade. Passamos por todos pontos e vimos que muita gente do outro lado da pista já devia estar se questionando se valia a pena seguir viagem. Os carros com pisca alerta ligado e até ônibus parado, a situação estava ruim para quem morava em Formosa ou passava por lá.

Perto da 18 horas chegamos no destino final. Pegamos um açai que tem perto de casa e comemoramos a chegada. Naquele fim de dia ainda ia chover muito na cidade, mas estávamos no nosso lar, graças a Deus.

Resultado da volta: menos chuva no geral, mas com uma tempestade absurda na chegada, transito mais movimentado mas sem grandes imprudências, saudades da praia. 
Pior momento: chuvas em formosa e decepção em Correntina
Melhor momento: melhorar a visão de Vitória da Conquista e chegar em casa.

Pra finalizar, deixo meu relato que a Bahia é um poço de gente simpática, feliz e alegre, mas que sofre muito, que mora em situações muito longe do ideal, principalmente pela pobreza. 
As cidades de Itacaré e Ilhéus são cidades lindas, mas podiam ser mais limpas. Tem gari, tem serviço de limpeza, mas as praias e as ruas são sujas. Não como uma cidade grande, uma metrópole, mas como não deveria ser num local tão paradisíaco. A questão ecológica no país continua sendo um problema longe de acabar e o litoral baiano, maravilhoso antes dos portugueses chegarem, merece um cuidado maior.

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Para quem chegou até aqui, esse é meu primeiro relato de viagem. Uma descrição breve, mais focada no caminho, nas rotas, do que nos locais que ficamos. Acredito que viajar seja um pouco disso, aproveitar o destino e os caminhos também.

Numa próxima viagem postarei com mais fotos e mapas, por enquanto essa aqui é pra tirar da cabeça tanta coisa que aconteceu (apesar de muitos detalhes não estarem aqui, vale a pena colocar pra fora os pensamentos).

Obrigado a todos, e boa noite!

 

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