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Olá viajante!

Bora viajar?

Leste Europeu - de Helsinki a Ljubljana [com fotos]

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[Ok, Helsinki não faz parte do chamado Leste Europeu, mas foi lá que a viagem começou, por uma questão de logística apenas. E ainda deu tempo para uma caminhada por Paris na volta.]

 

Viagem realizada em abril/2011 durante três semanas. Vou primeiro escrever as informações gerais, depois vou postando paulatinamente sobre cada lugar, incluindo fotos.

 

Por que o Leste Europeu?

Depois de ter conhecido boa parte da Europa Central no ano passado, decidimos conhecer o Leste dessa vez. Mas não queríamos ficar restritos ao Leste tradicional (Budapeste, Cracóvia), queríamos aprofundar um pouco a viagem. Queríamos conhecer países menos badalados no roteiro turístico. Acabou que conhecemos vários países e, embora talvez pareça, não foi nada corrido. Pelo contrário, sobrou tempo em todos os lugares em que estivemos. E foi ótima!

 

Por onde estivemos

Finlândia (Helsinque)

Estônia (Tallinn)

Letônia (Riga)

Lituânia (Vilnius, Trakai)

Polônia (Varsóvia, Cracóvia, Oswiecim, Wieliczka)

Hungria (Budapeste, Szentendre)

Croácia (Zagreb)

Eslovênia (Ljubljana, Bled)

[Na volta ainda deu tempo de passear umas duas horas em Paris]

 

20110510105058.JPG

O roteiro no Google Maps (foi mais ou menos assim...)

 

Minha idéia inicial era conhecer mais países da antiga Iugoslávia, mas a Sérvia estragou meus planos com a necessidade de visto prévio e cheio de burocracia. Acabei retirando a Sérvia (e Bósnia subsequentemente, por logística) do roteiro e incluí os países Bálticos. Como era complicado chegar de avião até Tallinn, incluí um dia em Helsinki, de onde pegamos facilmente um ferry até lá. De quebra curtimos algum tempo na bela cidade de Helsinki, onde já estivemos antes. Todos os trajetos internos no Leste foram realizados por terra ou mar.

 

O roteiro mais detalhado:

Dia 1 - Rio-Paris (avião)

Dia 2 - Paris-Helsinki (avião, conexão)

Dia 3 - Helsinki-Tallin (ferry à tarde)

Dia 4 - Tallin

Dia 5 - Tallin-Riga (ônibus de manhã)

Dia 6 - Riga

Dia 7 - Riga-Vilnius (ônibus de manhã)

Dia 8 - Vilnius (ônibus noturno para Varsóvia)

Dias 9/10 - Varsóvia

Dia 11 – Varsóvia-Cracóvia (trem de manhã)

Dia 12 – Cracóvia

Dia 13 – Cracóvia-Oswiecim-Cracóvia (ônibus)

Dia 14 – Cracóvia-Wieliczka-Cracóvia (ônibus; trem noturno para Budapeste)

Dias 15/16 – Budapest

Dia 17 – Budapest-Szentendre-Budapest (trem, ônibus)

Dia 18 – Budapest-Zagreb (trem de manhã)

Dia 19 – Zagreb

Dia 20 – Zagreb-Ljubljana-Bled (trem, ônibus)

Dia 21 – Bled

Dia 22 – Bled-Ljubljana (ônibus)

Dia 23 – Ljubljana-Paris-Rio (avião)

 

Livros/Guias de viagem

Usei majoritariamente um guia Lonely Planet do Leste Europeu. Serviu sobretudo para eu escolher os lugares para ir e, assim, poder organizar a viagem. Como fontes secundárias, usei também o Guia do Viajante, In the pocket, City Spy e Wikitravel (em inglês), além de outras fontes mais pontuais.

 

Onde ficamos

[cidade - lugar - valor diária]

Helsinki – Scandic Grand Marina – 87 euros

Tallinn – Park Inn – 44 euros

Riga - Ekes Konvents – 55 euros

Vilnius – Hostelgate – 34 euros

Varsóvia – Oki Doki Hostel – 209 zloty

Cracóvia - Nathans’s Villa – 184 zloty

Budapeste - Hostel Marco Polo – 47 euros

Zagreb - Fulir Hostel – 45 euros

Bled - Garni Hotel Berc – 70 euros

Ljubljana - Zeppelin Hostel – 50 euros

 

Em todos os lugares ficamos em quarto de casal com banheiro dentro e todos os lugares atenderam às nossas expectativas (tenham em mente que somos muito tranquilos em relação a onde dormir, e praticamente só damos as caras nos hotéis/albergues para dormir mesmo!). O único que tivemos algum tipo de problema foi o Nathan’s, mas relatamos os problemas e eles foram receptivos para saná-los.

 

Para escolha dos lugares, em primeiro lugar eu focava numa determinada área -- com distância caminhável (até 2 km) dos pontos de chegada e saída e das atrações. Isso porque preferimos *sempre* andar. Seja da, ou para, a estação (de trem ou ônibus), seja para o coração das atrações da cidade.

 

Depois de selecionada a área, procuro o local com melhor custo benefício (menor custo!), com preferência para albergues, desde que o quarto seja privativo e com banheiro e que não seja esculhambado nas avaliações. A única exceção a essas regras foi em Bled, que eu queria ficar num lugar melhor.

 

Sempre verifico avaliações anteriores em 3 sites: Booking.com, Hostelworld.com (e quase todas as reservas foram feitas através desses dois sites) e Tripadvisor.com.

 

Estilo de viagem

Andamos muito, o dia inteiro. Viajamos essencialmente para conhecer os lugares (andando!), por isso acordamos e saímos cedo para passear (9hs no máximo) e dormimos cedo (com exceções, claro). Preferimos essencialmente o ar livre a lugares fechados e só entramos em museus se for de efetivo interesse -- ou, claro, em casos de chuva forte, quando ativamos o plano B (Plano B = lugares fechados). Evitamos ao máximo comprar tours, pacotes, o que for. Preferimos fazer tudo por conta própria -- mais pela liberdade e pelo barato da coisa do que por questões financeiras.

 

Almoçamos cerveja (com eventual tira-gosto) e jantamos bem. Curtimos comer bem, sobretudo pratos locais, mas isso não é regra: podemos comer num restaurante mais bacana num dia e na barraquinha da rua no outro.

 

Tempo

Esperávamos por algo entre 0 e 10 graus nos primeiros lugares, com grandual aquecimento ao longo da viagem. Saiu como esperado. Frio na primeira semana (Bálticos), surpreendentemente quente na segunda (Polônia, Hungria), chuvinha e algum friozinho na terceira (Croácia, Eslovênia). Raras vezes a chuva nos impediu de passear, e, ainda assim, somente por minutos. Havia boa quantidade de neve ainda em Tallinn, mas de Varsóvia em diante não mais.

 

Moedas

Muitos países, muitas moedas, muitos câmbios a ficar calculando. Levei euros e usei nos países que já adotam o Euro (Finlândia, Estônia e Eslovênia), nos outros eu preferia sacar nos ATMs da vida. Quando sobrava, trocava na cidade seguinte pela moeda local. Os hotéis onde reservei em euros (todos, exceto os da Polônia) aceitaram o pagamento em euros. Achei a Riga e Budapeste especialmente caras para o que eu esperava. As demais cidades do Leste foram mais em conta -- tendo sempre o euro como parâmetro. Usar o real como parâmetro faz mal à sua viagem. :)

 

Vistos/fronteiras

Além da entrada da Europa, só houve verificação de passaporte na entrada/saída da Croácia, que ainda não faz parte da EU.

 

Línguas

Problema zero. O inglês é tudo. Sem inglês, e sem saber as línguas locais (lembre-se de que cada país desta viagem tem sua própria língua), sugiro não fazer esta viagem por conta própria. Até levamos um impresso com algumas figuras indicativas (icoon!) para eventuais emergências, mas jamais usamos. Todos com quem tivemos contato falavam inglês, até mesmo quem não precisava (caixas de mercado, farmácia, etc.). Até onde me lembro, todos os atrativos turísticos em que estivemos tinham informações também em inglês.

 

Transportes

Rio – Paris – Helsinki (avião, Air France)

Ljubljana – Paris – Rio (avião, Air France) – o aéreo total saiu por cerca de R$ 2,2 mil.

 

[trajeto (forma, valor individual, cia)]

Helsinki – Tallin (ferry, 36 euros, Viking Line)

Tallin – Riga (ônibus, 18 euros, Eurolines)

Riga – Vilnius (ônibus, 16 euros, Eurolines)

Vilnius – Varsóvia (ônibus, 17 euros, Eurolines)

Varsóvia – Cracóvia (trem, 37 zloty)

Cracóvia – Budapeste (trem, 159 zloty)

Budapeste – Zagreb (trem, 8.100 florint)

Zagreb – Ljubljana (trem, 101 kunas)

Ljubljana – Bled – Ljubljana (ônibus, 7 euros cada)

 

Dicas:

Reservei daqui o ferry para Tallinn (basta um e-mail, mas você paga 5 euros pela reserva). Fora isso, só tinha comprado o trecho Vilnius-Varsóvia (era um único ônibus noturno e era possível comprar pela Inet, achei melhor garantir). Os demais, comprei lá.

 

Os Eurolines podem ser comprados antecipadamente pela Inet. Os trens eu deixei para comprar por lá. O site geralmente indicado para se comprar daqui do Brasil, raileurope, tem preços assustadoramente caros. Como exemplo, o trecho Cracóvia-Budapeste aparecia por pouco mais de 100 euros (equivalentes) no site. Compramos por cerca de 40 euros na Polônia.

 

Na Polônia, assim como em outros lugares, procure pelos guichês de “International”, onde falam inglês. Ajuda também se você já tiver pesquisado e impresso as suas rotas, inclusive com horários e os trens -- isso poderá livrá-lo de uma longa fila no balcão de informações e/ou no guichê internacional!

 

Havia uma certa apreensão quanto ao trem noturno Cracóvia-Budapeste (fala-se de roubos em trens noturnos na Polônia), mas o problema foi zero. Pelo contrário, foi até muito divertido porque felizmente ficamos numa cabine com uma dupla festeira de americanos.

 

Transportes internos

Exceto táxi, acho que usamos todos os tipos de transporte na viagem, tanto entre cidades como dentro das cidades. Nunca tinha sido solicitado a mostrar meus bilhetes em transportes dentro das cidades, mas dessa vez um fiscal me pediu em Budapeste -- e duas vezes numa mesma viagem de tram! Parece que andaram dando muito calote por lá, então eles reforçaram a fiscalização. Os ficais falavam um inglês básico, mas, claro, davam um desconto para uns turistas que não sabiam validar os bilhetes na maquininha manual de lá.

 

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Viagem mochileira: chegando a Budapeste em trem noturno desde a Cracóvia

 

 

=> Na próxima postagem: depois de uma rápida passagem por Helsinki, a bela Tallinn.

Editado por Visitante

Featured Replies

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Zagreb

A viagem de trem foi bem tranqüila, com a novidade do controle de passaportes para entrar na Croácia. Chegando lá à tarde, fomos direto para o albergue, que ficava relativamente perto. Já pudemos sentir como a cidade era calma, ainda que fosse num feriado de segunda-feira de Páscoa. Além de Varsóvia, Zagreb era outra cidade que eu tinha baixas expectativas -- e novamente me surpreendi positivamente.

 

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Vista da Trg Kralja Tomislava, com a estação de trem ao fundo

 

A galera do albergue nos deu um mapa com roteiros para percorrermos a parte baixa e depois a parte alta da cidade. O que fizemos facilmente em algumas horas, com todo o tempo do mundo para curtir cada lugar. A cidade é muito agradável.

 

Aproveitamos que havia cozinha no nosso quarto e compramos um vinho, cervejas e comidinhas para fazer um jantar diferente, caseiro.

 

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Placas indicativas como essas, em croata e inglês, estão espalhadas pela cidade

 

Acordamos no dia seguinte sob forte chuva. Já estávamos planejando em que museus iríamos (Plano B!), quando a chuva cessou. Então saímos para andar. Passeamos rapidamente pelo pequeno jardim botânico e depois pegamos um tram para o Parque Maksimir. Os trams de Zagreb são moderníssimos, dava vontade de andar num deles só pela experiência.

 

O Parque Maksimir é enorme, e a entrada principal fica em frente ao estádio do Dínamo de Zagreb. Passeamos um pouco pelo lugar (o tempo fechado dava um clima bucólico especial àquele lugar de muito verde e laguinhos) e decidimos entrar no zôo. Boa escolha, foi divertido. Encerrada a etapa Maksimir, voltamos andando para a cidade. Percorremos novamente algumas ruas do centro, voltamos em alguns lugares bacanas, subimos numa torre para uma vista legal da cidade e fomos fazer nosso jantar de despedida da cidade no excelente Didov San -- comida croata boa, pesada e farta!

 

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Dois posudos no zôo

 

No dia seguinte, lá fomos nós para nossa última viagem de trem, em direção a Ljubljana.

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Bled

Chegamos a Ljubljana e nos dirigimos à estação de ônibus, logo em frente à de trem. Compramos bilhete para o ônibus seguinte para Bled. Poderíamos ter ido de trem para lá, mas a estação de trem fica do outro lado do centro da cidade, no outro extremo do lago. Logo, preferimos o ônibus, que te deixa no centro. E assim foi.

 

Chegamos a Bled e fomos andando para nosso hotel/pousada. No caminho já pudemos admirar o espetáculo que é o visual do lago de Bled. Águas verdes, lindas. O castelo no alto do penhasco. A igreja no meio do lago.

 

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O castelo no alto do penhsaco

 

Deixamos as coisas no hotel e partimos para dar uma volta no lago (são cerca de 6 km). Uma delícia. Tal qual a maioria dos lugares em que vamos, nenhuma foto exprime exatamente a beleza do que você vê. E Bled tem uma beleza simples, aconchegante. Depois da volta completa pelo lago, uma chuvinha nos atrapalhou um pouco. Tivemos de nos abrigar num bar até a chuva parar e voltamos a passear.

 

No dia seguinte, novamente uma chuvinha um tanto chata. Mas que logo deu trégua, para que pudéssemos subir ao castelo. Se a vista do lago lá de baixo já é espetacular, lá de cima é estrondosamente linda. A entrada dá direito à visita a um pequeno museu, mas o barato de lá de cima é a vista mesmo. E, paradoxalmente, o maior barato do castelo é a vista que você tem dele, de baixo! Porque é um barato você olhar para cima e ver uma construção daquelas no alto de um enorme penhasco. Nos pés do penhasco fica a igreja local, cujo interior nos surpreendeu pela beleza. Um raro caso em que o interior é mais bonito que a fachada.

 

Fomos caminhar novamente ao redor do lago, dessa vez para pegar um barco a remo e ir até a ilhazinha com a igreja. Claro que você pode pegar as gôndolas, mas achamos bacana ir remando. E torcendo para não chover! De onde pegamos o barco, já perto da ilha, foi rápido chegar lá, coisa de 15-20 minutos remando. Você pode tocar um sino da igreja da ilha (não o principal, mas o que fica o tempo todo de blém-blém por lá, visto que sempre tem algum turista fazendo isso). Não há muito que fazer por lá além do sino e de admirar toda aquela beleza.

 

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Paz e tranquilidade. Barquinho deslizando no lago de Bled.

 

Voltamos e seguimos o passeio ao redor do lago, dessa vez para subir a trilha Osojnica para chegar a um belo mirante do lago. Aliás, há várias trilhas, todas muito bem sinalizadas na região. Quem curte trilhas e quiser ficar mais tempo na cidade não deve se arrepender.

 

A trilha é íngreme, porém rápida (um pouco mais longa que a trilha do Morro da Urca, no Rio). A vista é estonteante. Porque o lugar é estonteante. Ficamos lá por cima um bom tempo e voltamos por outro caminho. Agora, o barato: na volta passamos por uma velhinha (velhinha mesmo, seguramente na casa dos 60 e tantos anos) subindo, sorridente e tranqüila. Nos cumprimentou e seguiu andando. Logo a seguir havia quatro americanos, todos na faixa dos 40. Um deles subia tranquilo, os outros três penavam.

 

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Panorâmica do alto da trilha Osjnica

 

Compramos um vinho para tomar na varanda do hotel e logo a seguir uma chuva forte de alguns minutos que nos pegou ainda dando a volta no lago. Depois de uma tradicional parada para cerveja, pegamos uma outra trilha perto do hotel, que dessa vez nos levava ao alto de uma pista de esqui. Já era fim de tarde, então era legal ver algumas luzes lá de cima se acendendo no entorno do lago. Mais legal ainda é que só havíamos nós dois em toda a área! Descemos, tomamos nosso vinho na varanda e jantamos num bom indiano local.

 

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Bled anoitecendo

 

Acordamos cedo para o café e depois fomos para a rodoviária pegar o ônibus para Ljubljana. Era nosso penúltimo dia de viagem. Os bilhetes podem ser comprados diretamente com o motorista, mas tem uma maquininha eletrônica que você pode comprar adiantado (Visa ou Master, somente).

 

Ljubljana

Pouco mais de uma hora depois, estávamos em Ljubljana.

 

Mochilas no albergue, saímos para conhecer a cidade. Andamos muito pelo centro histórico, cobrindo praticamente todas as atrações naquele resto de dia. A cidade é pequena e bonita.

 

Depois de andar muito pelo centro, pegamos o funicular para conhecer o castelo. Conhecemos rapidamente uma chinesa que morou em Portugal (e que fala português!) e agora mora na Eslovênia! No castelo, vale a pena ir na torre para ter uma vista panorâmica da cidade e assistir a um vídeo sobre a história local. Um único ingresso paga por essas duas atrações.

 

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Um dos famosos dragões de Ljubljana

 

No dia seguinte fomos ao parque Tivoli, onde havia uma bela exposição ao ar livre. Andamos um pouco por lá, procurei pelo famoso Hot Horse, um sanduíche local, mas não achei. Ficou para a próxima. Voltamos para a cidade, passeamos um pouco mais e logo chegava a hora de partir. Pegamos uma van que sai de perto da estação de trem e deixa no aeroporto.

 

 

Chegamos em Paris no horário previsto, seis e pouco, então teríamos nada menos que cinco horas até nosso vôo de volta ao Rio. Cinco horas de aeroporto torram a paciência, então pegamos o metrô para passear um pouco pela cidade. Paris sempre merece um passeio. Descemos em Notre-Dame e dali fizemos nossa tradicional caminhada até o Arco do Triunfo. A cidade estava MUITO cheia naquele dia e naquela hora (um estrondoso contraste com Ljubljana!), o que tornava a caminhada um pouco desagradável em alguns pontos da Champs Elysees. Mas Paris é Paris. Depois de curtir mais uma vez aquele espetáculo que é o Arco do Triunfo, pegamos o metrô de volta e nosso vôo ao Rio.

 

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Ainda houve tempo para curtir um pouco de Paris

 

Fim de festa, até a próxima!

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OI!!!

Muito bom seu relato, imagino que seja muito emocionante estar nesses lugares que fazem parte da história mundial, por tudo que aconteceu por lá.

Digo isso por que vendo e lendo seu relato já é emocionante, e muito legal vc passar isso para todos, principalmente nesses paises que não temos tantos relatos assim.

Abraços.

Karla.

  • 2 semanas depois...
Postado
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vocês mandam muito bem na viagem..meus paraabens..... deve ser um longo planejamento para uma viagem como essa não é?

saberia me informar o gasto total por curiosidade........

abraços

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vocês mandam muito bem na viagem..meus paraabens..... deve ser um longo planejamento para uma viagem como essa não é?

saberia me informar o gasto total por curiosidade........

abraços

 

Miroel, obrigado. De fato, as coisas são planejadas com razoável antecedência.

O gasto dessa viagem ficou na faixa de R$ 2,25 mil (aéreo) + 1,5 mil euros (todo o restante, pequenas compras inclusas).

  • 3 anos depois...
Postado
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Estou com duvida em relação aos vistos

pretendo ir apenas para os países bálticos e também para a bielorrússia

vcs teriam alguma dica??

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Não foi necessário visto para os bálticos na minha viagem. Não sei sobre a bielorússia, mas acredito que precise sim.

  • 3 anos depois...
Postado
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Em 11/05/2011 em 14:54, mcm disse:

Helsinki

A estadia em Helsinki era somente de passagem, tal qual a outra vez em que estivemos por lá, em 2007 (daquela vez pegamos um navio para Estocolmo). A cidade é agradável e dessa vez conhecemos alguns lugares menos badalados, graças a um amigo que mora por lá e que nos ciceroneou. Conhecemos alguns parques, igrejas e lugares em que não tínhamos estado antes, pisamos numa parte do mar ainda congelado, fizemos um happy hour com pôr do sol no alto de um hotel local, jantamos num restaurante dedicado inteiramente o alho (Kynsilaukka) muito bom. Curtimos bem um resto de dia e uma manhã. Após a rápida e agradável passagem, lá fomos pegar o navio para Tallin, pela Viking lines.

 

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Passeando pelo mar congelado em Helsinki.

 

Navio para Tallinn

Saída 11:30, chegada 14:00

Eu havia feito reserva pela Inet, embora não fosse necessário. Havia outras linhas (Eckero, Tallink, Silja...), mas o Viking era na cara do hotel! Meu foco era ir de Linda Lines (mais rápido, parece que é tipo catamarã), mas eles tiveram de atrasar o início de temporada porque o mar ainda estava parcialmente congelado.

 

O navio do Viking é como qualquer outro (grande). Tem bares, restaurantes, cassino, showzinho, etc. A diferença é que dura poucas horas. A viagem é bacana e foi legal entrar em Tallinn em meio a um mar ainda cheio de gelo.

 

Dica: tem um locker “da galera”, gratuito, logo que você entra e sobe as escadas. Esse locker fecha 15 minutos depois da partida e abre 15 minutos depois. É como a sala de malas/mochilas de um albergue, na base da confiança. Se você não confiar, há lockers privados pagos também.

 

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Chegando em Tallinn, com o navio cortando o gelo.

 

Tallinn

Chegamos e lá fomos andando para o hotel. Largamos as coisas lá e fomos explorar o centro histórico (old town). Talvez tenha sido o centro histórico mais aconchegante de todos em que estivemos nesta viagem, por ser quase todo cercado e muito bem delimitado.

 

Assim que chegamos ao centro histórico, tratamos de comprar logo os bilhetes da Eurolines até Vilnius (Tallin-Riga, Riga-Vilnius) na agência BookingEstonia (fica bem perto da praça central, na Raekojaplats 5). Eles não cobram comissão, mas cobram uma pequena taxa de impressão dos bilhetes.

 

Não há grandes segredos sobre o que fazer em Tallinn: ande pelo centro histórico de cima para baixo, quantas vezes puder. É muito bonito, relativamente pequeno e praticamente todas as principais atrações ficam dentro do centro histórico ou nos limites dos arredores -- como a praça da liberdade, por exemplo. Procure passear por todas as ruas, tenha um mapa nas mãos e descubra os lugares.

 

No dia que chegamos ficamos passeando sem compromisso pela cidade. Entrávamos em todas as ruas, passagens, caminhos, lugares que achávamos legal. No dia seguinte levamos um mapa para percorrer o que falou, começando por uma longa volta em torno do centro histórico.

 

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Panorama da praça central de Tallinn.

 

Fora do centro histórico, recomendo fazer o que fizemos na tarde do dia seguinte: visite o bairro Kadriorg. Fica numa distância caminhável do centro histórico (2km, se não me engano), mas você pode pegar um tram, se quiser. O bairro tem belas casas antigas (lembra um pouco alguns bairros de Nova Orleans antes da inundação), um grande parque e dois museus que parecem muito bacanas (mas que só vimos de fora): o museu de arte, que fica num palácio barroco; e o Kumu, que inclusive foi eleito o museu europeu do ano em 2008.

 

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O museu de arte Kumu, que fica no bairro Kadriog

 

Nas duas noites que passamos por lá, Jantamos em dois lugares muito bacanas. Um deles é turistão (e gostamos muito mesmo assim), o Olde Hansa. Estilão medieval, bem escuro por dentro e muito boa comida. O outro foi o Vanaema Juures, acho que tinha sido dica do Frommers, não me lembro. Sei que também era ótimo, num lugar ainda mais aconchegante.

 

Aliás, um tira-gosto muito bom que encontramos em todos os países bálticos era uma torrada preta bem crocante regada em alguma mistura de óleo e alho, acompanhada de uma pasta de alho para você mergulhar. Saboroso! Excelente acompanhamento para as cervejas de meio do dia!

 

No último dia, acordamos antes de o sol raiar em Tallinn e seguimos caminhando até a estação de ônibus, um tanto afastada do centro. Acho que ficava a uns 2 km do hotel, mas a caminhada foi tranquila, numa área residencial. O ônibus saiu às 7:00 e pouco depois das 11hs estávamos em Riga.

 

Aliás, devo dizer: os ônibus da Eurolines nos bálticos estão de parabéns. Ônibus muito confortáveis, informações em mais de duas línguas (uma delas sempre inglês), máquina de café grátis e até mesmo os motoristas anunciam a viagem e outras informações afins em inglês (além da língua local e do russo).

Eu e minha esposa iremos fazer uma viagem semelhante em agosto, super útil as dicas aqui, embora após 7 anos, algumas coisas podem ter mudado.

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