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Olá viajante!

Bora viajar?

🌎 ROADTRIP – CARNAVAL 2025 | URUGUAI E ARGENTINA

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Prefácio

Como na nossa última roadtrip passamos um bom perrengue por causa de pneus, aprendemos a lição. Mesmo sendo uma viagem mais curta e por uma estrada já conhecida, dessa vez levamos dois estepes. Melhor prevenir do que remediar.

A ideia era fugir da agitação das praias do sul do Brasil durante o carnaval. Escolhemos o Uruguai como destino principal e incluímos Buenos Aires no roteiro — principalmente para cumprir uma promessa: levar a Juliana a um restaurante estrela Michelin (algo que não conseguimos na última vez que estivemos por lá).

Com um roteiro que misturava camping, praia e cidades como Punta del Este e Buenos Aires, partimos para essa viagem em terras hermanas — daquelas simples no planejamento, mas que acabam sendo exatamente o que a gente precisava.


🏕️ Dias no camping — Parque Santa Teresa

Saímos mais tarde do que o previsto e começamos a viagem às 8h, em direção ao Chuí. A travessia pelos pampas e pela Estação Ecológica do Taim é sempre interessante. A paisagem mistura beleza e dureza: capivaras aparecem com frequência — vivas… e também atropeladas. Mesmo com sinalização, ainda é comum ver motoristas ignorando limites de velocidade, o que acaba explicando o cenário ao longo da estrada.

Chegamos à fronteira por volta das 14h e fizemos a parada obrigatória no freeshop. O movimento era intenso — depois entendemos: uruguaios aproveitando o câmbio favorável como se não houvesse amanhã. Stanley pra todo lado.

Almoçamos um pancho para entrar no clima da viagem e seguimos em direção a imigração. Tudo certo com a documentação.

Poucos quilômetros depois, já avistávamos o Parque Nacional Santa Teresa.


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Santa Teresa é daqueles lugares que parecem simples… até você começar a viver ali.

O parque é imenso, cercado por vegetação nativa, praias e vida selvagem. É administrado pelo exército uruguaio, que mantém tudo muito bem cuidado. Não é permitido entrar com animais domésticos, e nem todas as áreas são liberadas para camping, mas há boa estrutura — inclusive cabanas para quem não encara barraca.

Fomos direto para um ponto onde já havíamos acampado em outra viagem — próximo à praia, banheiro e a um pequeno mercado dentro do parque.

Montar a barraca, como sempre, foi um pequeno desafio. Ela é fácil… quando você faz certo. Antes de anoitecer, estava tudo pronto.

Preparamos um macarrão simples e brindamos com “una cerveza helada” sob um céu absurdamente estrelado.

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Acordar em Santa Teresa tem outro ritmo.

O silêncio, o ar mais fresco, o tempo desacelerado. Enquanto tomava um mate, fui organizando nossa pequena mesa improvisada de café da manhã.

Sem muita pressa, seguimos para a praia mais próxima, La Moza. O dia estava daqueles que não pedem planejamento — bastava estar ali. Voltamos para o almoço e improvisamos um omelete com o que ainda restava, descansamos um pouco e, no meio da tarde, retornamos à praia, dessa vez mais equipados para ficar até o sol baixar.

Foi ali que vimos uma família uruguaia jogando tejo — uma espécie de bocha na areia. A disputa era séria. O patriarca venceu todos, inclusive o avô. Respeito.

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Quando o sol começou a cair, voltamos ao acampamento e começou um dos desafios modernos do camping: carregar o celular.

Saímos em busca de uma tomada — tentamos conveniência, posto… nada. Voltamos ao parque sem sucesso, até que encontramos uma solução improvável: a padaria.

A dona, muito simpática, nos cedeu uma tomada. Ficamos ali conversando enquanto esperávamos alguns minutos de carga — o suficiente para seguir desconectados depois.

À noite, repetimos o básico: pancho e fogueira.

Simples. E perfeito.

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No dia seguinte, o café foi mais caprichado: tapioca com dulce de leche e banana.

Saímos caminhando até a entrada do parque para conseguir sinal de internet. O céu, que amanheceu nublado, abriu completamente — e o sol veio forte. Sem água, sem protetor. Clássico erro de viagem.

De volta ao acampamento, começamos a preparar o almoço. No meio do processo, o fogareiro apagou.

Gás acabou.

Fui até o mercadinho do parque — nada. Me disseram que talvez encontrasse na cidade. Tivemos que improvisar: empadas no lugar do almoço e um leve ajuste nos planos.


À tarde, fomos até Punta del Diablo com uma missão dupla: curtir a praia e encontrar o refil de butano.

No primeiro mercado, nada. No segundo, nada. Até que indicaram uma loja de caça e pesca mais adiante.

E lá estava.

MissĂŁo cumprida.


Fomos então aproveitar a praia, que estava perfeita: mar calmo, água quente e aquele clima de verão que não pede mais nada.

Ficamos até o entardecer.

À noite, começamos a organizar tudo para seguir viagem no dia seguinte.

Encerrávamos nossa estadia em Santa Teresa com um céu limpo, estrelado e aquela sensação de que o essencial — quando bem vivido — já é suficiente.

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🌊 Punta del Este

Depois de desmontar o acampamento em Santa Teresa, seguimos viagem rumo a Punta del Este — pouco mais de duas horas de estrada.

Aos poucos, o cenário vai mudando.

A natureza mais selvagem vai ficando para trás e dá lugar a um cenário completamente diferente: uma praia moderna, organizada, com construções imponentes e um ar claramente mais sofisticado.

Chegamos perto do meio-dia. Nosso hotel ficava em La Barra, uma regiĂŁo vizinha e mais descolada. Como ficarĂ­amos apenas uma noite, a ideia era simples: aproveitar bem o tempo.


Começamos pelo básico — almoço rápido no McDonald’s da área central — e seguimos para o bairro Beverly Hills.

Ali, a proposta muda completamente de ritmo.

Ruas tranquilas, casas enormes, gramados impecáveis. É aquele tipo de lugar onde tudo parece silenciosamente caro. Sem muito movimento, apenas a sensação de exclusividade que paira no ar.

Nosso destino ali era o Museu Ralli.

Um espaço de arte moderna com foco na produção latino-americana. Privado, com entrada gratuita e, na minha percepção, uma das melhores surpresas da cidade. A visita é tranquila, sem pressa, e o ambiente ajuda — tudo muito bem cuidado, silencioso, quase contemplativo.

Vale muito a parada.

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Voltamos entĂŁo para a regiĂŁo central.

No caminho, fizemos uma pausa estratégica no Starbucks — mais para desacelerar do que por necessidade. O plano já estava definido: terminar o dia na Casa Pueblo.

Antes disso, caminhamos pela orla.

Fomos até o porto, onde os leões-marinhos se concentram próximos à peixaria, esperando os restos do movimento do dia. É curioso observar a dinâmica: eles já sabem exatamente onde e quando aparecer.

Ali também ficam ancorados iates e veleiros de todos os tamanhos, compondo aquele cenário clássico de Punta — bonito, organizado e um pouco fora da realidade.

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Com o sol começando a baixar, seguimos para o ponto alto do dia: a Casa Pueblo.

Já havíamos visitado o local em outras oportunidades, mas nunca tínhamos conseguido ficar até o pôr do sol. Dessa vez, esse era o plano.

E valeu cada minuto.

Sem exagero, foi um dos pores do sol mais bonitos que já vimos. Tem algo ali que vai além da vista — é o conjunto: o silêncio, a arquitetura, o tempo desacelerando aos poucos.

Para quem é de Porto Alegre, a comparação vem quase automática: lembra o pôr do sol do Guaíba… mas com outro cenário, outra energia.

É uma experiência quase poética.

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E assim encerramos nossa passagem por Punta del Este — breve, mas suficiente para marcar como um dos pontos altos da viagem.

  • 4 semanas depois...
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🇺🇾 Colônia do Sacramento

Saímos em direção ao nosso último destino em terras uruguaias. Após cerca de quatro horas de uma viagem tranquila, chegamos a Colônia do Sacramento — uma cidade de forte influência portuguesa, às margens do Rio da Prata, cujo centro histórico é reconhecido como patrimônio mundial pela UNESCO.

Nossa primeira parada foi no Don 22, um restaurante de pastas caseras. Simples, direto e exatamente o que precisávamos depois da estrada.

Alimentados, saĂ­mos para desbravar o centro histĂłrico.

O calor estava intenso — daqueles que fazem você repensar qualquer roteiro. Caminhávamos sempre buscando a sombra das árvores e aproveitando qualquer oportunidade para entrar em cafés, lojinhas ou qualquer lugar que oferecesse um alívio momentâneo.

A cidade tem um charme diferente.

A arquitetura, marcada pela influência portuguesa, foge bastante do padrão que estamos acostumados a ver nos países vizinhos. Ruas de paralelepípedo, casas baixas, carros antigos — tudo contribui para um cenário pitoresco, quase como se o tempo tivesse desacelerado por ali.

Um dos pontos mais emblemáticos é a Calle de los Suspiros. Com suas casas coloniais coloridas, paredes de barro, telhados de madeira e lampiões antigos, a rua preserva traços da sua estrutura original do século XVIII.

Como toda cidade histĂłrica, nĂŁo faltam histĂłrias.

Uma das lendas conta que por ali passavam prisioneiros condenados à morte, levados até a parte mais baixa da orla, onde eram deixados para morrer afogados com a subida da maré. Outra versão diz que a rua concentrava antigos prostíbulos, frequentados por marinheiros recém-chegados — que, ao passar por ali, suspiravam pelas mulheres, dando origem ao nome.

Entre caminhadas e paradas estratégicas para se refrescar — seja em uma sorveteria ou um café — passamos uma típica tarde de verão na cidade. O tempo foi suficiente para conhecer os principais pontos, sem pressa e sem a necessidade de grandes roteiros.

No fim da tarde, seguimos para a estação hidroviária da Colonia Express, de onde partiríamos para Buenos Aires.

O local funciona como uma mistura de rodoviária com aeroporto. Ali deixamos o carro estacionado e iniciamos o processo de imigração — afinal, a próxima etapa da viagem já seria em outro país.

Antes do embarque, ainda precisei levar o carro até a área designada para veículos. Tudo resolvido, embarcamos.

A travessia dura cerca de uma hora.

Durante o trajeto, é possível subir ao convés e observar, ainda de longe, as luzes de Buenos Aires surgindo no horizonte — um daqueles momentos simples, mas que marcam a viagem.

Apesar do custo elevado — em torno de R$ 1.000,00 para duas pessoas com veículo —, a experiência acaba fazendo sentido dentro do contexto da viagem. É prática, direta e conecta dois destinos completamente diferentes em pouco tempo.

Pouco depois, já estávamos chegando a Puerto Madero.

E assim encerrávamos nossa passagem pelo Uruguai — prontos para começar a próxima etapa da viagem.

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Editado por Gbecker92

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🇦🇷 Buenos Aires - Parte 1

Nosso Airbnb ficava na Recoleta, um dos bairros mais conhecidos e turísticos de Buenos Aires — e, sem dúvida, o nosso favorito.

Começamos o dia sem pressa. Fui até uma padaria próxima buscar medialunas frescas, e tomamos café da manhã no terraço do apartamento, aproveitando o ritmo mais lento da cidade.

Como o calor já dava sinais de que seria intenso, optamos por fugir do sol e iniciar o dia no Museo Nacional de Bellas Artes. O acervo impressiona — pinturas, esculturas e nomes que dispensam apresentação, como Pablo Picasso. É o tipo de lugar que vale a visita sem precisar de pressa.

Na hora do almoço, seguimos a recomendação do anfitrião e fomos até o La Panera Rosa. Segundo ele, era imperdível — e, de fato, é um lugar agradável, com um cardápio amplo que atende a todos os gostos. Ainda assim, não era exatamente o tipo de experiência portenha que estávamos buscando. Valeu pela curiosidade, mas não foi um ponto alto da viagem.

Ă€ tarde, seguimos para o bairro Palermo. O calor apertou de vez, e acabamos nos refugiando no Alto Palermo, que estava surpreendentemente cheio para um dia de semana.

Entre uma vitrine e outra, acabei entrando na loja da Puma — e aí aconteceu uma pequena coincidência de viagem. Já fazia um tempo que eu queria comprar o modelo Puma Palermo, e acabei encontrando uma cor que nunca tinha visto no Brasil, por um preço justo. Não pensei muito. (Para quem acredita em sincronicidade, foi um desses momentos.)

Mas o principal motivo de estarmos em Buenos Aires ainda estava por vir.

À noite, tínhamos reservado o jantar no Niño Gordo, um restaurante de parrilla asiática recomendado pelo Guia Michelin — e, na prática, o principal motivo da nossa ida a Buenos Aires dessa vez.

Chegamos um pouco antes do horário e conseguimos um lugar no deck externo para esperar. Fomos recebidos com uma taça de espumante… e uma notícia inesperada.

Na noite anterior, um temporal havia atingido a cidade — e, de fato, eu tinha acordado de madrugada para fechar as janelas do apartamento. O restaurante estava operando com geradores e só abriria a cozinha quando a situação fosse normalizada.

PrevisĂŁo: cerca de uma hora.

Para quem tinha cruzado centenas de quilômetros de carro até ali, parecia totalmente razoável. Ficamos.

O tempo passou… e nada.

Por volta das 21h30, finalmente fomos chamados para entrar. Sentamos, pedimos entradas, escolhemos um vinho — aquele momento em que você já começa a relaxar, achando que deu certo.

Mas nĂŁo deu.

Antes mesmo de conseguirmos pedir os pratos principais, a cozinha fechou novamente. Dessa vez, sem previsĂŁo de reabertura.

E ali, no meio da frustração, só restou rir (para não chorar).

Era a segunda vez que íamos a Buenos Aires com a promessa de um restaurante Michelin — e, mais uma vez, não aconteceu. Pelo menos dessa vez, não foi por minha culpa.

Pegamos o metrĂ´ de volta para a Recoleta.

E assim terminou nossa noite de “alta gastronomia” em Buenos Aires — sem jantar, mas com uma história pra contar.

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🇦🇷 Buenos Aires - Parte Final

Nosso Ăşltimo dia em Buenos Aires.

Começamos indo em direção ao bairro Belgrano. Ali fica o edifício que serviu de cenário para a série El Encargado — exibida no Brasil como “Meu Querido Zelador”. Como muitas produções argentinas, é muito bem construída, com um humor sutil e inteligente que prende fácil. Vale a pena assistir.

Descemos na estação, caminhamos alguns quarteirões e logo encontramos o prédio. Nada muito turístico — apenas alguns poucos curiosos passando por ali, o que deixa a visita ainda mais interessante, quase como descobrir um detalhe escondido da cidade.


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Depois de dar algumas voltas pelo bairro e com o horário do almoço se aproximando, decidimos seguir para o Barrio Chino. Já tínhamos ido na última viagem, e era daqueles lugares que mereciam uma segunda visita.

Dessa vez, fomos direto ao ponto: um lamen levemente picante em um restaurante na rua principal. Simples, direto e perfeito para o momento.

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No fim da tarde, caminhamos pela Avenida Corrientes — uma das mais tradicionais da cidade, cheia de teatros, livrarias e aquele movimento constante que dá vida a Buenos Aires.

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Para encerrar o dia, fomos jantar na clássica Pizzería Güerrin.

Chegamos cedo e conseguimos mesa sem espera. Pedimos uma cerveja e, pouco depois, veio a pizza — enorme, como manda a tradição portenha, e realmente muito boa. Naquele momento, parecia impossível dar conta de tudo… mas, no fim, não sobrou nenhum pedaço.

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Voltamos cedo.

Nos esperava uma estrada longa: cerca de 16 horas até em casa.

E assim encerramos nossas mini férias com a sensação de que a viagem entregou exatamente o fôlego que precisávamos para começar o ano.

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