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Guia de viagem Egito (10 dias) - Cairo, Guizé, Cruzeiro no Nilo (Aswan - Luxor) e acampamento no Deserto do Saara,

Postado
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Olá pessoal! Segue o roteiro completo que fiz para a minha viagem no Egito. Qualquer dúvida é só falar!

I.                INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O EGITO

1.   Uma breve história sobre o Egito

A civilização egípcia antiga cresceu e se estabeleceu durante quase 3.000 anos às margens do Rio Nilo – entre 3.200 e 32 a.C. A sociedade da época era dividida em castas e os trabalhadores rurais prestavam diversos tipos de serviços em obras públicas para o faraó, dentre eles: construção de pirâmides e templos, diques, canais de irrigação, etc. A escrita era peça fundamental para esta sociedade que, através de papiros, transmitia conhecimento, compartilhava ideias, auxiliava na comunicação e no controle de impostos. Além disso, as pirâmides, templos e tumbas têm diversos textos em suas paredes sobre a vida dos faraós e orações aos deuses egípcios.

 

2.   Viagem para o Egito: preciso de visto?

Sim! Você pode consegui-lo de duas formas: solicitando na embaixada ou no consulado do país no Brasil ou no aeroporto do Cairo ao desembarcar: procure o guichê da Travel Documents, Immigration and Nationality Administration (TDINA) (pode estar escrito VISA).  Lá, basta apresentar o passaporte e o formulário de imigração (dado ainda no avião pela companhia aérea) e pagar a taxa de US$ 25 (em espécie). Após o pagamento, recebemos um adesivo para levar junto do passaporte para receber o carimbo e pronto! Além do visto, você deve ter o certificado internacional de vacina contra febre amarela.

 

3.   Qual é a moeda do Egito e onde fazer o câmbio?

A moeda do Egito é a libra egípcia e, atualmente, ela equivale a R$0,32. Ou seja, R$1 = 3,09 EGP. A sugestão é levar dólares americanos ou euros e trocar em casas de câmbio nas grandes cidades. É fácil encontrá-las nas áreas turísticas.

 

4.   Qual é a melhor época para ir ao Egito?

Os meses com temperaturas amenas são os mais agradáveis para ir. Ou seja, dê preferência para o outono (abril e maio) e a primavera (setembro e outubro). No verão, entre junho e agosto, as temperaturas são altíssimas e é insuportável andar nas ruas próximo das 12h. Já no inverno, você encontrará dias mais frios, com uma média de 10 a 15°C. Caso você opte por ir ao Egito entre novembro e março, prepare uma mala com casacos e cachecóis.

 

5.   Como comprar chip de internet no Egito?

Orange e a Vodafone são as melhores companhias do país e têm guichês no aeroporto. Chip da Orange:84LE com 2mb + 100LE 9mb. Vodafone: 255LE chip + 10gb.

·         Fonte: https://bityli.com/aYcmz

 

6.   Os taxistas no Egito

Os taxistas adoram enrolar turistas recém chegados ao país. Eles chegam a cobrar 5x mais do que o preço do Uber. Isso sem falar das gorjetas, prática comum no país, que não é obrigatória, mas que eles sempre pedem e te deixam desconfortável.

 

Como pegar um táxi no Cairo?

Existem três tipos de serviços disponíveis: os táxis pretos são mais antigos, o que muitas vezes significa sem ar-condicionado. Os  brancos são uma versão um pouco melhor dos táxis pretos. Por fim, os amarelos, que custam mais caro, mas são carros mais confortáveis e com motoristas mais bem preparados. Dica: sempre negocie o valor da corrida antes de fechar a viagem. Você pode combinar com o taxista para ele te esperar dentro do complexo e, inclusive, te levar entre um ponto e outro que você queira visitar.

 

7.   Como se comunicar no Egito

O inglês é uma língua muito utilizada no turismo local. Uma peculiaridade nos mercados é que os vendedores costumam falar diversas línguas, inclusive o português! Por outro lado, motoristas de Uber, seguranças e pessoas comuns na rua raramente falam inglês. A sugestão é ter um aplicativo de tradução para te auxiliar.

 

8.   Cuidado com “amigos de turistas” nas ruas do Cairo

Se você andar nas ruas do Cairo durante alguns minutos, com certeza será abordado por um desses “amigos dos turistas”. Eles puxam papo e são super simpáticos, perguntam de onde você é, dão dicas de lugares nos arredores sem você nem pedir. Por fim, quando eles vêem que você foi conquistado, pedem gorjeta. Pode ficar tranquilo, pois eles não vão te fazer mal algum. Mas provavelmente vão te deixar numa situação desconfortável ao te pedir um trocadinho. Para evitar, é só seguir andando e não dar bola pra eles.

 

9.   Na hora de fazer compras, negocie!

Os egípcios têm a cultura de negociação e você vai ter que entrar no jogo. Dica: ao entrar numa loja, faça cara de quem não quer nada e só observe os souvenires sem se empolgar muito. Pergunte o preço e depois fale que não dá, porque você tá no fim da viagem. Pense no valor que você acha justo e enxugue um pouco mais. Não é regra, mas provavelmente você conseguirá chegar a uns 50% do valor inicial.

 

10.        Como funciona a gorjeta no Egito

Tudo que é serviço no Egito tem que ter uma gorjeta ao final. Essa é uma prática comum no país e todo mundo vai esperar de você algum trocadinho. Não é obrigatório em nenhuma circunstância e geralmente os prestadores de serviço nem olham o trocado, só agradecem e colocam no bolso.

 

Dica: ande sempre com libras egípcias trocadinhas. O ideal é ter algumas notas de 10 e 20 na carteira para poder dosar bem as gorjetas que você vai dar. Pense em um valor que gire em torno de 10% e está de bom tamanho.

 

11.        É seguro viajar para o Egito?

Encontrei um povo super humilde e batalhador. Não passei por nenhuma situação de insegurança ou desconforto pelo Egito. Fui muito bem recebida e vi muitos outros turistas do mundo inteiro visitando o país e relatando boas experiências de viagem no país. Portanto, eu diria que o Egito, é sim, um país seguro para turistas.

 

12.        Qual é a religião do Egito?

O Egito é majoritariamente islâmico e eles levam a religião muito a sério, apesar de não serem tão rigorosos como em países do Oriente Médio. São 5 rezas ao dia e as mesquitas começam a tocar um canto em determinados horários para convidar os devotos a rezarem.

 

13.        Como se vestir em uma viagem para o Egito

Quanto ao código de vestimenta, ele está bastante relacionado à religião. É comum observar homens com túnica e mulheres com burca, mas vemos também algumas mulheres vestidas de modo ocidental, usando apenas o véu. Para os estrangeiros, não há um código de vestimenta rigoroso, pois o país vive do turismo e está apinhado de turistas para todos os lados. Para as mulheres, sugere-se usar vestidos e saias que sejam abaixo do joelho, além de evitar usar decotes e roupas justas para não chamar atenção.

 

14.        As sextas são os dias de descanso dos egípcios

Não deixe nada de importante para ser resolvido neste dia, pois tudo fecha!

 

15.        Gastos no Egito

·  Uber: R$6 viagens curtas dentro do Cairo; R$30 do aeroporto do Cairo até Downtown.

·  Refeições: R$20 a R$50 em restaurantes.

·  Lembracinhas: R$5 um pequeno souvenir / R$40 algo mais bacana.

 

II.           VISITA ÀS PIRÂMIDES DO EGITO

1.   Giza

https://www.viator.com/pt-BR/tours/Cairo/Day-Tour-to-the-Pyramids-of-Giza-Sakkara-Dahshur-and-Memphis-from-Cairo/d782-10449P18

 

1. Pirâmides de Gizé

Embora não sejam as únicas pirâmides no Egito, talvez seja possível dizer que são as principais. A complexidade e o tamanho das construções são realmente bem impressionantes. Para se ter uma ideia de sua importância, é a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que ainda existe. Isso sem falar na imponência do visual.  Elas foram erguidas por volta de 2700 a.C. com a finalidade de se tornarem tumbas para os faraós e suas famílias. Rodeadas de simbolismos, ficam localizadas no lado oeste do Rio Nilo, que é onde o sol se põe e que remete à morte. 

 

Os nomes das três Pirâmides de Gizé são Quéops, Quéfren e Miquerinos, nome dos faraós do Egito Antigo que cuidaram de suas construções. 

 

Qual é a maior das três pirâmides? Quéops, com 146m de altura e 53.000m² de área. Em seguida, a Pirâmide de Quéfren, com 143m. A menor é a de Miquerinos.

 

Quem construiu as Pirâmides do Egito? Por um longo tempo acreditou-se que as Pirâmides haviam sido construídas por escravos, mas não foram encontradas provas arqueológicas que confirmassem isso. Em 2010, foram descobertas algumas tumbas que seriam dos trabalhadores que construíram as pirâmides. Portanto, acredita-se hoje que eles seriam, na realidade, contratados e qualificados para isso.

 

Quanto custa visitar as Pirâmides do Egito?

·         The Pyramids and Sphinx (complex) – adultos: 160 EGP, estudantes: 80 EGP.

·         The Great Pyramid (Khufu) – adultos: 360, estudantes: 180 EGP.

·         Khafre Pyramid – adultos: 100 EGP, estudantes: 50 EGP.

·         Menkaure Pyramid – adultos: 100 EGP estudantes: 50 EGP.

·         Mers Ankh Tomb – adultos: 50 EGP, estudantes: 25 EGP.

 

Qual é o horário de visitação?

Abre diariamente das 7 às 16h (abril a setembro) e das 8 às 17h (outubro a março).

 

Qual é o melhor horário para visitar as Pirâmides do Egito?

Logo no primeiro horário, às 7/8h, para evitar os ônibus de turistas que chegam entre 9 e 10h. Outra opção é ir mais tarde e começar seu dia com uma visita ao Museu Egípcio pela manhã, visitando as Pirâmides de Gizé a tarde.

 

Quanto tempo leva para visitar as Pirâmides do Egito?

O ideal é separar a maior parte do dia para esse passeio, chegando por volta das 8h você conseguirá ver com calma os pontos principais até as 13h.

 

Onde encontrar a melhor vista das Pirâmides do Egito?

Basta andar pelas dunas por cerca de 15 min (quase ninguém faz isso por conta do calor). Nessa distância você verá perfeitamente as Pirâmides de Gizé e não terá que se preocupar com outras pessoas aparecendo no fundo na sua foto. É possível também fazer um passeio de camelo para ver as 6 pirâmides do complexo em um único enquadramento. Você pode negociar na hora o preço para fazer esse tour que leva cerca de 30 min. Tome cuidado para não cobrarem um valor superfaturado. O correto são 50 LE (R$12) por 30 min.

Outro lugar que vale a pena é no Pizza Hut, que fica bem do lado de fora da Necrópole de Gizé. Suba até o último piso e veja o sol se pôr entre as pirâmides enquanto aproveita uma pizza deliciosa.

 

Vale a pena contratar um tour para visitar as pirâmides?

Sim! Faz muita diferença ir com um guia que vai te ajudar a entender como os monumentos foram construídos, como vivia o povo egípcio, o que significava cada uma das construções do local, entre outras curiosidades relacionadas às pirâmides.

Como são as Pirâmides por dentro?

Por dentro delas estão apenas corredores que te levam a salas vazias. Ainda assim, é incrível pensar em entrar em um monumento histórico tão importante. Então, dependendo do seu interesse, esse passeio pode ser sim muito legal. Mas se você espera ver grandes exposições de múmias e objetos daquela época, não deixe de ir ao Museu Egípcio, que é imperdível. Para entrar é preciso pagar um ticket extra que custa 300 LE. Lá dentro é quente e claustrofóbico.

 

Pode subir nas Pirâmides?

Não! É proibido e isso pode te causar problemas!

 

O que vestir e o que levar para visitar as Pirâmides?

Nas áreas turísticas não há muita restrição do que vestir, então não se preocupe. Procure usar calçados fechados (por causa da areia), mas confortáveis já que você irá andar muito. Não se esqueça de levar um chapéu para te proteger do sol. Leve pelo menos 2L por pessoa e protetor solar: passe antes de ir e ao menos mais uma vez durante o passeio. Não se esqueça dos óculos de sol e de uma sombrinha para te proteger do sol.

 

2.     A grande Esfinge de Gizé

É uma imponente escultura dotada de cabeça humana e corpo de leão localizada junto às Pirâmides de Gizé. Trata-se de um dos monumentos mais extraordinários e emblemáticos não apenas no Egito, mas no mundo inteiro. A enigmática esfinge possui uma altura de, aproximadamente, 20m e um pouco mais de 70 de longitude. Além disso, tem uma cabeça humana e corpo de leão, algo que para os antigos egípcios reunia em uma mesma figura a inteligência e a força.

A esfinge é um dos grandes mistérios de todos os tempos e ao longo de vários séculos diversos arqueólogos especularam sobre a sua procedência, sua data e, inclusive, sua função. Acredita-se que foi criada por volta do ano 2.500 a.C. como parte do complexo funerário de Quéfren e que tinha como objetivo ser o guardião que protegeria sua tumba. Houve muitas hipóteses sobre o desaparecimento de seu nariz, visivelmente desgastado. Muitas teorias atribuem o desaparecimento a Napoleão. No entanto, ela foi rejeitada quando foram encontrados desenhos realizados por um explorador antes do nascimento de Napoleão.

Atualmente a esfinge não possui nenhuma das cores vivas que um dia chegaram a revesti-la, quando ainda possuia o corpo e a grande cabeça de cor vermelha e a vestimenta egípcia que cobria a sua cabeça (nemes) de listras brancas e azuis. A cabeça da esfinge possui um melhor estado de conservação do que o seu corpo devido à dureza da pedra que foi utilizada para a sua construção. No entanto, o corpo conta com a vantagem de ter passado grande parte de sua história enterrado na areia, fato que ajudou a preservá-lo do processo de erosão.

 

2.   Saqqara, Dahshur e Memphis

Saqqara foi a necrópole mais importante de Mênfis desde a primeira dinastia até a época cristã. Está situada ao oeste da antiga capital e 30km ao sul do Cairo. Lá está a Pirâmide Escalonada de Djoser, considerada a primeira pirâmide do mundo e a grande estrutura de pedra mais antiga, com quase 4.700 anos de existência.

Além desta, em Saqqara há outras pequenas pirâmides (11), além de algumas tumbas de nobres e governantes de prestígio que quase alcançam o nível do Vale dos Reis. Não perca as tumbas de Mereruka, Kagemni, Ankhmahor, Idut e Ti. A zona arqueológica possui 9 km².

Pirâmide escalonada: construída por Imhotep – o primeiro arquiteto reconhecido da história – durante o mandato do faraó Djoser, na dinastia III, ao redor do ano 2.630 a.C., a Pirâmide Escalonada é o lugar mais importante do complexo funerário do faraó. Ela mede 140m de comprimento, 118 de largura, 60 de altura e foi feita com pequenos blocos calcários, com um modo de construção similar ao do adobe. A importância da pirâmide de Djoser está no fato de ter sido a origem da construção das Pirâmides de Gizé e do resto das egípcias.

·         Entrada: 150LE

 

As Pirâmides de Dahshur são conhecidas como Pirâmides Curvada e Vermelha e são algumas das pirâmides mais antigas do país, com 4.600 anos. Elas contêm vários grupos hierárquicos e monumentos, incluindo as pirâmides do rei Senefru, a Pirâmide curva, e a pirâmide do norte ou a Pirâmide Vermelha. As de Senefru são as pirâmides mais importantes que ilustram o desenvolvimento da construção das pirâmides no Egito. Em Dahshur, você pode ver as pirâmides dos Reis do Médio Império, incluindo a Pirâmide Negra.

·         Entrada: 60LE

 

Fundada por volta de 3100 a.C., Memphis foi a primeira capital do país desde a unificação até o Primeiro Período Intermediário, no ano 2040 a.C. A cidade foi fundada por Menes, o primeiro faraó do Egito. Durante seus mais de 3.000 anos de história, foi um importante centro político e religioso e lugar de veneração ao deus Ptah, além de ser a cidade de coroação dos faraós.

No Médio Império, era conhecida como "a Balança das Duas Terras", por ser o lugar mais importante do país e também por estar localizada entre o Alto e o Baixo Egito. Acredita-se que foi a cidade mais povoada do mundo até o ano 2250 a.C.

No ano 2240 a.C, Tebas, atualmente Luxor, substituiu-a como capital do Egito. Os séculos se passaram e, em 331 a.C, com a fundação de Alexandria, Mênfis começou a perder importância e, no ano 641, ficou abandonada. Os seus restos foram utilizados na construção do Cairo. Na região onde ficava a antiga Mênfis, 19km ao sul do Cairo, hoje se encontra a aldeia Mit Rahina, que abriga o Museu de Mênfis.

No local, encontram-se dezenas de relíquias do país, destacando-se duas das estátuas mais importantes do Egito. Colosso de Ramsés II: apesar da falta de duas pernas, a estátua mede 13m e nela se pode observar todo tipo de detalhe. Esfinge de Alabastro: esculpida a partir de uma única peça de alabastro, essa esfinge mede 4m de altura, 7 de largura e pesa 80 toneladas. Devido as suas feições e outros detalhes, acredita-se que represente a rainha Hatshepsut.

·         Entrada: 80LE; estudante 40.

III.  CRUZEIRO RIO NILO

https://www.viator.com/tours/Aswan/4-Days-3-Nights-Cruise-From-Aswan-To-Luxor-including-Abu-Simbel-and-Hot-Air-Balloon/d796-219508P7?localeSwitch=1

1.   ASWAN

Aswan ou Assuã? Em português é comum acharmos guias que utilizam Assuã, ou ainda Assuão, para se referir à cidade. No entanto, em outros idiomas é mais comum encontrarmos como Aswan. O mais interessante é que o nome remonta ao egípcio antigo e quer dizer “mercado”, o que diz muito sobre a história da região e sua importância para o comércio do antigo império núbio. A cidade, conhecida como a “pérola do Nilo”, é o local onde está a primeira catarata do rio em território egípcio.  O clima é agradável, há um monte de coisas para conhecer e uma história riquíssima. Com templos, muitas cores e uma paisagem incrível, Aswan te faz ser acolhido ainda por seus habitantes conhecidos por sua simpatia e cultura ímpar.

 

História de Aswan

A história de Aswan é muito marcada pela relevância da sua posição geográfica. Isso porque, pelo fato de estar bem ao sul e ser muito influenciada pelo tráfego do Rio Nilo, era considerada a “porta de entrada” para a África. Na verdade, uma curiosidade é que Aswan é o nome da antiga cidade de Swenett. Para se ter uma ideia, a riqueza histórica dessa região é tanta que remonta a 3000 a.C.

Aswan fazia parte do território núbio. Para quem não conhece, a Núbia era parte de um império que compreendia do sul do Egito (exatamente onde Aswan faz fronteira) até Khartum, no Sudão. Tratava-se de um corredor de comércio que ligava o Egito ao restante da África por onde circulavam mercadorias como pedras e metais preciosos, peles de animais, incensos e marfim. O fim da Núbia se deu apenas quando se consolidou a República do Egito em 1953. Nessa época, o que era considerado território núbio foi dividido entre o Egito e o Sudão.

A consolidação de Aswan, tal como é hoje, deu-se em sua maior parte em 1902, quando a Barragem de Aswan foi construída e foi importante para o desenvolvimento da região. Isso também se acentuou em 1971, com a construção da Alta Represa, que fez com que Aswan sobressaísse na geração de energia, além do seu potencial para o ramo turístico.

O povo núbio

A história do povo núbio é tão impressionante que é comum encontrar relatos que dizem que eles são o povo negro mais antigo da África e uma das civilizações mais antigas do mundo, com origens até mesmo pré-históricas. A tradição também é marca dos núbios que tinham uma cultura própria, assim como a escrita e o idioma. Lembra das imagens de escravos guardando divindades egípcias, bem comuns em livros escolares? Essas gravuras do Egito antigo revelam não apenas a história de escravidão dos núbios, mas também a cultura local e suas riquezas.

Muito do que se vê hoje em Aswan diz respeito à relação entre Egito e Núbia no passado. Há milhares de anos, a relação entre eles era muito marcada pelo fato de que o Egito ora concedia autonomia ao império e ora incorporava-o ao seu território. Um exemplo dessa relação tão ambígua é que houve inclusive faraós núbios. E hoje, embora o território que antes pertencia à Núbia seja parte do Egito, a cultura, as construções e até mesmo as pessoas de locais como Aswan são bem diferentes do povo egípcio. Uma visita a Aswan é explorar um lugar com as marcas da história, com cores e costumes únicos, além de conhecer uma paisagem totalmente diferente.

O que fazer em Aswan?

 

1.     Philae Temple: o templo da Deusa Ísis

Esse é provavelmente o principal ponto turístico de Aswan. E não é pra menos: o templo é realmente belíssimo e rico em história. Dedicado à Deusa Ísis, conhecida por ser a deusa da maternidade, da fertilidade e da sexualidade, o templo guarda a história da deusa em suas paredes. E sabe quem era sua devota mais famosa? Ninguém menos que Cleópatra!

O Templo de Philae tem uma grande importância para os egípcios já que, segundo a lenda, quando o rei Osíris foi assassinado por seu irmão, o qual espalhou partes do seu corpo por todo o país, sua esposa Isis as pegou e se refugiou na Ilha de Philae para reconstruí-lo. Na ilha podem-se ver várias construções, entre as quais se destaca o imponente Templo dedicado a Ísis. Também podemos encontrar outros edifícios de grande valor, como o Templo de Hathor, o Quiosque de Trajano, ou os pilones (elemento característico da arquitetura do Antigo Egito) que se encontram na entrada do templo.

Além da imponência do monumento, há uma curiosidade e tanto que nos impressiona ainda mais: ele não está no local onde foi construído. Originalmente, o Philae Temple se encontrava na Ilha Philae. Como era uma zona de alagamento da construção da represa de Aswan, a UNESCO elaborou um projeto em 1970 que consistia em desmontar o templo e montá-lo novamente em uma ilha próxima para tentar preservá-lo das inundações.

·         Vale saber: Como o Philae fica numa pequena ilha, para chegar até ele é preciso pegar um barquinho – o valor deve ser negociado direto no local.

·         A entrada custa LE 180 e o monumento funciona das 7 às 16h (de outubro a maio) e das 7h às 17h (de junho a setembro).

 

2.     A represa de Aswan

A Represa de Assuã constitui uma das obras de engenharia mais importantes do século XX. Sua construção durou de 11 de janeiro de 1960 a 21 de julho de 1970. Ela foi feita para aliviar as inundações anuais e secas ocasionais que o país vivia e atualmente gera grande parte da energia que se consome no Egito. É importante ressaltar que quando falamos dela, referimo-nos à Alta Represa de Assuã, já que também existe a Baixa, muito menor e anterior à grande.

A Alta Represa mede 3.600m de comprimento e 111 de altura. Mais impactantes são os 980m de largura que mede sua base, que vai se reduzindo até os 40m em sua parte superior. Foi construída com 43 milhões de m³ de pedra. Sua construção deu origem ao Lago Nasser, de 500m de comprimento e até 16km de largura, ocupando um total de 6.000 km² de água, o que faz dele o maior lago do mundo construído pelo homem. A área inundada fez com que 9000 pessoas e 24 monumentos tivessem de ser deslocados, sendo os mais importantes os templos de Abu Simbel e Philae.

A represa conta com 12 geradores de 175 megawatts cada um e tem uma produção hidroelétrica de 10.000 GWh/ano. Em sua origem, fornecia eletricidade a 50% do país.

A Represa Baixa de Assuã foi construída pelos britânicos no final do século XIX com 54m de altura. Embora tenha sido ampliada em 2 ocasiões durante o século XX, esteve a ponto de transbordar em 1946. Foi nesse momento quando começou a ser avaliada a possibilidade de construir uma nova represa.

A visita à Represa de Assuã consiste em percorrer a estrada que há na parte superior e parar em um estacionamento que há no meio da mega construção, de onde se podem ver ambos os lados e o desnível da água. Não há a possibilidade de visitar o interior da represa nem a sala de turbinas. Embora não possa ser classificada como imprescindível, ao ser uma parada de apenas alguns minutos, é um complemento interessante para muitas excursões.

·         A entrada custa LE 30

 

3.     Abu Simbel: o templo de Ramsés II e de sua esposa Nefertari

Abu Simbel é um complexo de dois templos escavados na rocha, um dedicado a Ramsés II e o outro a Nefertari, sua primeira esposa. A construção levou cerca de 20 anos para ser concluída, durante o reinado de Ramsés II (1279-1213 a.C). Enterrados na areia durante séculos, foram descobertos parcialmente em 1813 pelo explorador suíço Burkhard. Mais tarde, em 1817, o italiano Giovanni Battista Belzoni descobriu o restante.

Para evitar que desaparecessem sob a água por causa da construção da represa de Assuã, os templos de Abu Simbel foram trasladados entre 1964 e 1968. Ao custo de 36 milhões de dólares, os templos foram deslocados para uma zona 65m mais alta. Para retribuir a ajuda recebida, o Egito doou importantes tesouros e templos a outros países, como o Templo de Debod, que está em Madrid, ou o Templo de Dendur, que está en Nova York.

O complexo é composto por varios edificios, entre os quais se destaca especialmente o Templo de Ramsés II, um autêntico símbolo do Egito graças à sua impressionante fachada composta por quatro estátuas de 20m que foram talhadas diretamente na rocha. E o interior não fica nada atrás: enormes salas decoradas com afrescos perfeitamente conservados envolvidas por estátuas colossais que dão lugar a diferentes salas de menor tamanho em uma viagem tão artística quanto mística.

Duas vezes por ano, em 21 de fevereiro e de outubro, em um ato de perfeição astronômica, a magia acontece e o sol atravessa o templo ao amanhecer para iluminar as estátuas dos deuses. Bem ao lado está o Templo de Nefertari, a esposa preferida do faraó. De tamanho inferior, mas similar beleza, a fachada desse templo conta com seis figuras talhadas na rocha e seu interior não deve nada ao templo principal. Os dois templos foram esculpidos em uma imensa rocha de arenito às margens do Lago Nasser e são impressionantes obras arquitetônicas do Egito antigo.

·         A viagem dura cerca de 2h para ir e 2h para voltar de Aswan. 280km.

·         Preço: 240LE.

 

4.     Templo de Kom Ombo

 

Está situado às margens do Nilo, na cidade com o mesmo nome. Foi construído entre 1350 e 180 a.C. por ordem de Ramsés II. A divindade do templo é Sobek, um deus com cabeça de crocodilo e corpo humano. Posteriormente, já que os moradores não gostavam de ter uma divindade que representasse o mal, foi adicionado outro deus ao culto, Haroeris (Horus, o Velho).

No Templo de Kom Ombo, pode-se visitar a capela de Hator, na qual veremos múmias de crocodilos muito bem conservadas. A experiência é inesquecível, já que se costuma chegar por lá ao entardecer e isso permite desfrutar da bela iluminação noturna. Se tiver tempo, poderá aproveitar para fazer algumas compras no caminho ao cruzeiro.

·         Preço: Adultos: LE140. Estudantes: LE70.

 

5.     Templo de Edfu

Dedicado ao deus Horus, o Templo de Edfu é um dos maiores do Egito (o maior depois do Templo de Karnak) e um dos mais bem conservados do país. As paredes possuem numerosas figuras, inscrições e hieróglifos que proporcionam informações sobre a época na qual foi construído, aportando detalhes não apenas sobre o templo, mas também sobre a mitologia, a região e a forma de vida no Egito Antigo.

Após a proibição do culto de imagens no cristianismo, no ano 391, o Templo de Edfu foi atacado pelos cristãos, que destruíram grande parte de seus relevos para acabar com qualquer registro de suas imagens religiosas. O templo permaneceu enterrado debaixo de mais de 12m de areia do deserto durante anos. Além disso, sobre ele foram construídas casas que o protegeram até 1860, ano em que começaram os trabalhos arqueológicos para desenterrá-lo. Por esses motivos, conservou-se praticamente à perfeição.

·         Preço: LE180.

 

6.     O obelisco inacabado de Aswan

Caso tivesse sido concluído, seria o maior e mais pesado já construído no Egito, com 42m de altura. Ele está deitado na pedreira de Aswan, considerada um dos mais importantes tesouros arqueológicos.

 

7.     O Museu Núbio

Ele tem um rico acervo que reúne peças importantes para a história do povo núbio e egípcio. Além da própria construção já ser um passeio super legal, outro ponto bacana é que os itens em exposição estão organizados em ordem cronológica, o que torna a visitação super didática.

·         Funciona diariamente, de 9h às 21h.

·         Entrada custa LE 100 (estudantes 50LE).

 

2.   LUXOR

Embora muita gente associe o Cairo como a principal cidade do Egito, é em Luxor que você vai descobrir a verdadeira história do Egito Antigo. Viajar para esta cidade é como viajar no tempo. Lá está a maioria dos templos e ruínas que contam essa parte fascinante da história do país (e da humanidade!). Luxor fica onde se localizava Tebas, que foi a capital do império egípcio por muitos séculos. Apenas para se ter uma ideia da grandiosidade da região, Tebas tem uma história que é datada de 1550 a 1070 a.C. Considerada um museu a céu aberto, é possível conhecer a cultura e os acontecimentos do Egito Antigo nas diversas construções espalhadas por Luxor.

A cidade foi construída às margens do Rio Nilo. O lado leste era onde a população vivia e onde a maioria dos templos foram erguidos – ele representava a vida. Já o lado oeste, onde o sol se põe, representava a morte. Por isso, boa parte do turismo no lado ocidental de Luxor está relacionado aos túmulos dos grandes faraós. Outra coisa bem interessante é que pelo fato de Luxor estar localizada ao sul do país, numa região um pouco menos desenvolvida (principalmente se comparada ao Cairo), boa parte dos sítios arqueológicos de lá ainda estão muito preservados.

 

Como é o clima em Luxor?

Num geral, Luxor tem um clima super árido e quente, com meses em que a temperatura supera facilmente os 40°C. Já a umidade varia de 16 a 44% dependendo do mês. Outra marca registrada é a grande amplitude térmica, com dias de muito calor e noites bem frescas. Como a combinação de temperatura com umidade pode modificar a sensação térmica, o ideal é saber como é cada estação do ano.

Na primavera, de março a maio, a sensação térmica é bem alta. As temperaturas variam de 27 a 40°C e as chuvas são praticamente inexistentes. Como a primavera é menos procurada pelos turistas, pode ser uma boa época para encontrar tarifas melhores. Já no verão (de junho a agosto), além da escassez de chuvas, o clima é de calor extremo. Os passeios geralmente são feitos bem cedo ou no fim do dia, porque fica praticamente impossível sair nas ruas com o sol a pino. Essa é a época mais movimentada de turismo em Luxor.

No outono (de setembro a novembro), as temperaturas ficam entre 28 e 39°C, mas a sensação térmica é bem mais tranquila, já que a umidade e o vento são menos rigorosos. Neste período também quase não há incidência de chuvas.  Por fim, o inverno (de dezembro a fevereiro) é quando as temperaturas realmente aliviam e é possível conhecer uma Luxor bem mais amena. Embora também quase não chova, as temperaturas ficam entre 22 e 27°C. É a segunda época mais procurada pelos turistas.

 

O que fazer em Luxor?

 

1.     Karnak Temple

Localizado a cerca de 700 km do Cairo, é um dos maiores complexos de templos do mundo! Ele abriga três templos principais, vários menores fechados e outros tantos externos. Construído por múltiplos faraós entre os anos 2200 e 360 a.C., contém em seu interior o grande templo de Amon, capelas e o grande lago sagrado. Os faraós mais importantes que intervieram em sua construção foram Hatsepsut, Seti I, Ramsés II e Ramsés III.

Provavelmente, o mais espetacular do templo é o Grande Salão Hipostilo. Com mais de 5.000 m², contém 134 colunas, sendo que as 12 centrais são mais largas e elevavam o teto, já inexistente, a 23 metros de altura. Na entrada do templo, antes de cruzar o primeiro pilone, veremos 40 esfinges com cabeça de carneiro. É o começo da Avenida das Esfinges, que chegava até o Templo de Luxor e até o Nilo.

Sua restauração, que começou no século XVIII, até hoje está em atividade, justamente por conta da grandiosidade de suas ruínas. E o mais curioso é que a história do Karnak continua sendo escrita, já que frequentemente novas descobertas sobre o local são feitas. Esse templo, que foi construído em homenagem ao deus Amon-Rá, possui uma série de inscritos nas paredes. Os desenhos têm diversos estilos, já que o templo foi ocupado por inúmeros faraós ao longo de sua edificação. Para se ter uma noção da quantidade de períodos históricos que atravessaram a construção dos templos, cerca de trinta diferentes faraós participaram do processo. Isso permitiu que o complexo atingisse um tamanho, complexidade e diversidade vistos em poucos lugares no mundo. Curiosidade: ao contrário das pirâmides, que ficam a oeste do Rio Nilo, o Karnak Temple fica no lado leste, dedicado aos vivos e à vida.

A estrutura principal é o templo dedicado ao deus Amon-Ra, o maior local de culto já construído. É cercado por dois outros templos gigantescos, dedicados à esposa de Amun, Mut, e seu filho, Khonsu. Embora possa parecer muito arruinado hoje em dia, ainda há muitas características em Karnak que o tornam um dos maiores e mais impressionantes de todos os tempos antigos. 

·         Entrada: 200 LE adulto e 100 estudante. 

·         Funcionamento: diariamente, de 6h às 18h.

·         Dica: há um show de som e luz no templo todas as noites. O espetáculo dura 1h30mim, é apresentado em inglês e conta a história de Tebas e as vidas dos muitos faraós que fizeram parte da construção do local.

 

2.     Templo de Luxor

Assim como o complexo de templos de Karnak, sua história é impressionante. Ele foi construído por volta de 1400 a 1000 a.C, entre os reinados de Amenhotep III e Ramses II. O primeiro ordenou a construção da parte interior e o segundo do recinto exterior, adicionando a fachada, os colossos e os obeliscos. O templo mede 260m de largura e está dedicado a Amon (deus do vento). Para aproveitá-lo em todo seu esplendor, é recomendável fazer a visita pela noite, quando está iluminado.

Antigamente, o Templo de Luxor e o Templo de Karnak, situados a 3km de distância, estavam conectados pela impressionante Avenida das Esfinges, um corredor que tinha mais de 600 delas ao longo de sua extensão. Atualmente, pode-se ver apenas o início dessa avenida nas portas de cada templo, mas ainda assim oferece uma impressionante recordação dos seus tempos de máximo esplendor. Como curiosidade, o obelisco que está na Praça da Concórdia, de Paris, foi dado como presente por Mohamed Ali, em 1836, e procede do Templo de Lúxor.

·         Entrada: 160 LE

·         Funcionamento: No inverno, das 6h às 21h. Já no verão, das 6h às 22h.

 

 

3.     O Vale dos Reis de Luxor

Na antiguidade, o vale foi chamado de “Ta Iset Maat”, que significa “lugar da verdade”. Ele foi construído para servir como necrópole dos faraós do império novo (a partir de 1500 a.C.), tendo sido encontradas mais de 60 tumbas nas rochas. O primeiro faraó que foi enterrado no Vale dos Reis foi Tutmósis I, faraó da XVIII dinastia. Como as pirâmides já eram conhecidas e havia muitos roubos, o Vale dos Reis era como um lugar secreto utilizado para esconder os túmulos. Ainda hoje estão sendo feitas escavações e dizem que há mais túmulos para serem descobertos por lá. A mais recente, e talvez a mais famosa das tumbas que se encontram no Vale dos Reis, é a de Tutankamon, achada em 1922. Todo o tesouro encontrado (o que inclui uma máscara de 11kg de ouro) fica hoje no museu do Cairo. No entanto, pela tradição a múmia foi mantida no Vale dos Reis, pois dizem que toda vez que tentaram removê-la algo sobrenatural aconteceu…

·         Entrada: 240 LE (há um adicional para visitar as tumbas de Tutankamon e de Ramses VI)

·         Tomb of Tut Ankh Amon at Valley of the kings: 300LE

·         Tomb of Ay at Valley of the kings: 60LE

·         Tomb of Ramses VI at Valley of the kings: 100LE

·         Funcionamento: No ramadã, o templo funciona de 6h às 17h; fora, de 6h às 19h.

·         https://www.megacurioso.com.br/historias-macabras/99711-maldicao-do-farao-sera-que-a-tumba-de-tutancamon-era-mesmo-amaldicoada.htm

 

 

4.     Templo de Hatshepsut

O Templo de Hatshepsut, também chamado de Templo de Deir el-Bahari, é um templo escavado na rocha no vale de Deir el-Bahari, situado próximo a Luxor e capaz de impressionar os seus visitantes. Também conhecido como Templo de Deir el-Bahari, foi projetado pelo arquiteto Sennenmut, e é dedicado a Hatshepsut, a única mulher que reinou no Egito durante um longo período. Foi construído entre os anos 7º e 21º de seu reinado. Tem uma parte escavada na rocha e outra no exterior, formada por três terraços.

O templo conserva apenas vestígios de Hatshepsut, já que tudo que fazia referência a ela foi destruído após sua morte por seu irmão, Tutmosis III. Os primeiros cristãos converteram o templo em um mosteiro, o que provocou danos significativos nas instalações. No entanto, o templo conseguiu manter o seu esplendor até os dias atuais. A visita ao templo de Hatshepsut é bastante rápida, já que ele não é muito grande. Apesar de ter sofrido ao longo de sua história danos significativos, vale a pena visitá-lo porque é totalmente diferente do restante.

·         Horário: diariamente: fora do Ramadã das 6 às 19h; durante, das 6 às 17h.

·         Preço: Adultos: LE140; Estudantes LE70.

 

5.     Colossos de Mêmnon

Os Colossos de Mêmnon são duas estátuas enormes de Amenófis III que eram consideradas guardiãs do templo funerário do faraó e estão localizadas na margem ocidental do Nilo, em Luxor. Construídas há 3.400 anos, representam o faraó tranquilo, com as mãos nos joelhos, olhando em direção ao Sol Nascente. Em cada lado das suas pernas estão esculpidas a sua mãe, a rainha Mutemwiya, e a sua esposa, a rainha Tiye.

Conta a lenda - e ela está documentada por vários historiadores - que no ano 27 a.C um terremoto teria derrubado quase por inteiro um dos colossos. Após a ruptura, há a teoria de que o outro colosso começou a "cantar" a cada amanhecer. No início do século III o imperador romano Lúcio Septímio Severo reconstruiu a estátua que havia caído e a outra deixou de cantar.

Cada estátua possui 14m, pesa 700 toneladas e se encontra em um pedestal de 4m que pesa 600 toneladas. Acredita-se que há certas partes da cabeça desaparecidas e, por isso, a altura real poderia ser de aproximadamente 21m. Cada escultura está construída por um único bloco de granito trazido de minas de pedras localizadas perto do Cairo, a 675km de Luxor.

Foram encontrados seis colossos nessa região. A segunda dupla possui 15 e, a terceira, 11m. Atualmente todo o conjunto está sendo levantado e restaurado, incluindo parte do templo de Amenófis III, totalmente destruído por um terremoto que aconteceu no ano 1.200 a.C.

IV.  CAIRO

Caótico, exótico e incrível! Com quase 20 milhões de pessoas, a capital do Egito é super dinâmica e movimentada. Adicione a isso poluição, barulho e poeira. À primeira vista, pode não parecer um destino muito turístico, mas o Cairo é fascinante!

https://bityli.com/eYfUQ

1. Museu Egípcio

 

O Museu Egípcio do Cairo é o mais importante do país e um dos mais relevantes para a história do mundo como conhecemos hoje. Ele fica localizado na Praça Tahrir, bem no centro da capital. Inaugurado em 1863, o museu tem um impressionante acervo com cerca de 120 mil peças, que incluem as do império antigo, as múmias reais, estátuas como a de Nefertiti e, o mais famoso: o tesouro de Tutankamon. Ele é o grande destaque do museu, e fica nas alas leste e norte. São aproximadamente 1.700 peças que compõem o conjunto, sendo uma delas conhecida dos livros de história, que é a máscara de ouro do faraó em tamanho real.

·         Funcionamento: diariamente de 9 às 17h.

·         Tempo recomendado de visita: separar 2 a 3h.

·         Entrada:  MANHÃ 160LE (adulto) e 80 (estudante). Caso você queira visitar a sala das múmias, parte mais importante do museu, 180LE adultos e 90LE estudantes. Para fotografar: 50LE. A tarde é mais caro: 220/110 a entrada e 225 sala das múmias.

·         https://egymonuments.gov.eg/en/museums/egyptian-museum

 

2. Khan el Khalili

Se o Cairo é famoso por conta da sua dinâmica urbana super caótica, o Khan el Khalili é totalmente a cara da cidade! Esse mercadão fica numa antiga região comercial da cidade e é um verdadeiro labirinto de ruas cheias de coisas incríveis para ver, comprar e, principalmente, negociar! A história do mercado se mistura com a do Cairo, já que ele foi fundamental para tornar a cidade um ponto tradicional de comércio para o Egito, juntamente com o Al-Muski (outro mercado importante da cidade).

Khan El Khalili, ou Jan El Jalili, é o mercado mais famoso do Egito e de todo Oriente Médio. Sua origem data do ano 1382, quando o sultão mameluco Djaharks el-Jalili decidiu construir um lugar de descanso para os comerciantes da região. O lugar escolhido foram as ruínas de um antigo cemitério fatímida. O mercado se encontra no coração do Cairo islâmico, em uma zona amuralhada com um ar medieval e em que se respira a magnificência da arquitetura mameluca.

Lâmpadas coloridas, tecidos, artesanatos, joias, especiarias, perfumes, instrumentos musicais e, como não, souvenirs e presentes egípcios...nas estreitas ruelas que formam o mercado de Jan El Jalili é possível encontrar tudo o que você imaginar. Dizem que ele possui mais de 900 estandes. Não se esqueça de pechinchar se for comprar alguma coisa. Nesse local são especialmente famosos os trabalhos feitos em cobre. Se você tiver interesse, pode encontrar os artesanatos feitos com esse metal na zona do mercado “El Najaseen”.

Se há algo mais interessantes que suas lojas, são seus antigos cafés, lugares frequentados por moradores e turistas para tomar um chá e fumar narguilé. O mais famoso é o El Fishawi (Café dos Espelhos). Aberto em 1769 e funcionando até hoje - 24h por dia - resulta um autêntico espetáculo sentar para desfrutar e observar a vida no Cairo. Além de descansar em um dos cafés, passeando pelas ruas você também encontrará ótimos lugares para provar doces típicos, algodão doce ou sucos naturais.

Uma boa opção é chegar por volta das 19:00 horas para percorrer o mercado sem pressa e jantar em alguns dos restaurantes de rua perto da Plaza Tahrir. O mais cômodo é entrar ao mercado a partir da Mesquita de El Hussein.

Naguib Mahfouz Café

É um restaurante super tradicional que fica no coração do mercado. Vale a pena passar por lá para fazer qualquer refeição, seja um almoço, um lanche ou mesmo para um chá ou café.  Num dia de maratona de compras pelo mercado, é uma excelente aposta fazer uma pausa por lá para comer bem e experimentar uma variedade incrível de pratos típicos da culinária árabe. Além da deliciosa comida, o restaurante sustenta a boa reputação por ter também um atendimento excelente. 

·         Funciona diariamente, das 10 até 1h. 

 

3.   Cairo islâmico

Com mais de um milênio de transformações, a cultura egípcia carrega traços bem marcantes da cultura árabe. Assim, conhecer o Cairo islâmico é uma oportunidade de explorar o outro lado do Egito, visitando construções e monumentos de um período histórico mais recente e também super importante para o país. A religião islâmica, que tomou conta da cidade a partir do século X, na Era Medieval, fez com que o Cairo ganhasse o apelido de “a cidade dos mil minaretes”. Isso porque a impressionante quantidade de monumentos, cerca de 800, com construções como mesquitas e fontes, mostra a grandiosidade da religião e seu valor para a cultura local.

 

I.                  Mesquita Muhammad Ali

A Mesquita de Alabasto foi construída entre 1830 e 1857 sob a ordem de Muhammad Ali em memória de seu filho mais velho, falecido em 1816. Ela fica no topo da Cidadela, uma fortaleza medieval localizada no alto de uma colina. O desenho do templo é inspirado na Mesquita Nova de Istambul e os cimentos usados em sua estrutura provêm do material dos edifícios demolidos para sua construção.  A mesquita foi construída seguindo o modelo das mesquitas otomanas, com um andar retangular coberto por uma grande cúpula central e várias semi cúpulas decoradas por dois delicados minaretes. Dentro do pátio, um dos elementos que mais chamam a atenção é o magnífico relógio que foi entregue por Luís Felipe da França em troca do obelisco colocado na Praça da Concórdia de Paris. Paradoxalmente, nunca funcionou.

·         Horário: de segunda a domingo, das 8 às 17h

·         Preço: adultos: LE140; Estudantes LE70.

 

II.               Mesquita Ibn Tulun

Construída entre os anos 876 e 879, a Mesquita de Ibn Tulun é a mais antiga da cidade e que ainda conserva suas características originais, ademais de ser o templo com a maior extensão do Cairo. Também é considerada como a maior do Egito (e uma das maiores do mundo) em termos de área de terreno ocupado (são cerca de 7 hectares). Possui proporções impressionantes e encontra-se cercada por um enorme pátio que aporta tranquilidade ao templo no coração da caótica cidade. Dentro do seu interior, há um extenso pátio quadrado de 90m de longitude rodeado por pórticos que, a sua vez, rodeiam a grande fonte central. Uma das partes mais singulares da mesquita é seu minarete, construído em 1296 como uma estrutura independente e muito especial, já que se encontra cercado por uma escada exterior.

Ahmad Ibn Tulun foi um escravo turco que, apesar de sua origem humilde, conseguiu ascender socialmente e criar a dinastia Tulunid. Com o seu poder, fundou a nova cidade de al-Qata'i e ordenou a construção da mesquita que teria seu nome. Apesar de a cidade ter sido destruída quando Ahmad perdeu o trono, a mesquita se manteve intacta, ainda que por vários anos tenha ficado abandonada.

A Mesquita de Ibn Tulun é um templo que impacta por seu tamanho e pela qualidade de seus elementos decorativos. Sem embargo, o mais surpreendente de sua visita é a possibilidade de contemplar do alto do peculiar minarete o dia a dia da cidade do mesmo ângulo dos pássaros.

·         Esse templo ficou famoso ao ser um dos cenários de gravação do filme "O espião que me amava", de James Bond.

·         Horário: todos os dias, das 8:00 às 18:00 horas.

·         Preço: Adultos: LE60 (R$19,80). Estudantes com carteirinha: LE30 (R$9,90).

 

III.           Mesquita Al-Azhar

Sua relevância se dá não apenas pela sua arquitetura única, mas também por sua história. Ela foi construída em 970 d.C e, pouco menos de 30 anos depois, passou a abrigar a maior universidade do Egito (e a segunda mais antiga do mundo). Ela é um verdadeiro um oásis no meio do Cairo. Por lá, a tranquilidade reina, pessoas estudam, rezam e se encontram. Vale a pena começar o passeio pelo Cairo islâmico por ela.

 

IV.           Mesquita Sultan Hassan

Construída a meados do século XIV sob a ordem do sultão Hassan, a mesquita que leva seu nome é uma imponente construção de estilo mameluco, considerada um dos monumentos islâmicos mais importantes do mundo. O edifício foi construído com pedra e se destacava tanto por seu tamanho, cerca de 8 mil m², quanto pelos inovadores elementos arquitetônicos. A construção conta com 35m e seu ponto mais elevado é um minarete que se eleva a 68m. Em um primeiro momento foi criada para funcionar como uma madraça, uma escola dedicada ao ensino do islã que estava dividida em diferentes seções para abrigar as quatro correntes do pensamento sunita: Shafi'i, Maliki, Hanafi e Hanbali. Durante as obras, um dos minaretes cedeu, provocando a morte de cerca de 300 fiéis, algo que foi visto como um mal presságio e fez com que o sultão fosse assassinado. Paradoxalmente, Hassan não chegou a ver sua grande obra acabada.

Atrás da imponente entrada de aspecto sombrio e fortificado da mesquita, está um enorme pátio banhado pelo sol com uma fonte no centro. Ele está rodeado pelas quatro salas de diferentes escolas. As salas laterais belamente decoradas com lustres pendurados com longas correntes apresentam diferentes celas para os estudantes e professores. A maior é usada como santuário e, atrás de uma porta de bronze decorada com estrelas, oferece acesso ao mausoléu do sultão Hassan.

·         Horário: todos os dias, das 8 às 17h.

·         Preço: Ingresso combinado com a Mesquita Al-Rifa’i. Adultos: 60 EGP. Estudantes: 30 EGP.

 

V.               Mesquita de Al-Rifa’i

É uma enorme construção retangular de mais de 1700m² que está dividida em três naves localizadas ao redor de uma cúpula. O templo conta com duas áreas bem diferenciadas. A parte principal, coberta de tapetes, é dedicada às orações a apresenta uma mistura peculiar de estilos, especialmente do período mameluco, enquanto a zona da esquerda abriga as tumbas de diferentes membros da família real, algo pouco comum nas construções religiosas muçulmanas. Nessa zona podemos ver luxuosos sepulcros, entre os quais estão as tumbas dos reis Fuad I e Faruq, a da princesa Fadia ou a de Abu Shebak, filho de Al-Rifai. Está bem próxima à Mesquita do Sultão Hassan, e até parece que formam parte do mesmo complexo. Você poderá visita-los juntos.

·         Localização: Junto a Cidadela de Saladino.

·         Horário: todos os dias, das 8:00 às 16:30 horas.

·         Preço: Ingresso combinado com a Mesquita do Sultão Hassan

 

4.   Torre do Cairo

Localizada no moderno distrito de Zamalek, a Torre do Cairo (Burj Al-Qāhira) é uma torre de telecomunicações construída em granito, desenhada com um aspecto estilizado e recoberta por uma treliça a qual guarda semelhança com a flor de lótus. Construída em 1961 com uma altura de 187m, converteu-se na mais alta da África durante um período de aproximadamente 10 anos. Na parte superior da torre há um mirante ao ar livre que oferece magníficas vistas panorâmicas do Cairo. Além disso, você também pode desfrutar as vistas da cidade do restaurante giratório da torre, que se movimenta sutilmente para oferecer a seus clientes diferentes pontos de vista do mesmo lugar. Vale a pena subir à Torre, já que o Cairo não conta com outras opções para contemplar a cidade nas alturas. No entanto, leve em consideração que em alguns dias a neblina característica da cidade impede de ter as melhores vistas.

·         Horário: inverno: de 8:00 às 00:00 horas. Verão: de 9:00 à 1:00 horas.

·         Preço: ingresso: LE70.

 

5. Cairo à noite: jantar à beira do Rio Nilo

 

6. Passeio de felucca pelo Rio Nilo

Se você viu postais do Egito, provavelmente já deve ter se deparado com aqueles barcos à vela que navegam pelo Rio Nilo. Eles são conhecidos como feluccas e são usados como transporte pela população, além de atração turística. Uma coisa bacana é que esse passeio é feito bem próximo ao horário do pôr do sol para ter um visual ainda mais lindo. De quebra, você ainda vê a agitação da cidade à noite começando. Os barcos têm capacidade para 10 a 15 pessoas, mas com sorte você consegue até pegar uma viagem praticamente vazia, dependendo do dia. 

V.         WHITE DESERT, BLACK DESERT e CRYSTAL MOUTAIN

https://www.viator.com/pt-BR/tours/Cairo/Enjoy-The-Unique-White-Desert-tour/d782-265673P2

 

Deserto Ocidental do Egito é toda a vasta área do grande deserto do Sahara a ocidente do rio Nilo, que vai do Mediterrâneo às fronteiras com a Líbia e o Sudão e ocupa 2/3 do território egípcio. No passado, era zona habitual de passagem de tuaregues e caravanas de comerciantes. É uma região árida e inóspita, majoritariamente formada por fragmentos de rocha e areia, pontuada por  algumas depressões importantes, os OÁSIS. A presença de conchas e fósseis de animais marinhos indicia a presença do oceano em tempos muito recuados, ao longo dos quais a natureza foi moldando uma paisagem  extraordinária de formações rochosas e dunares de grande beleza natural, como o Deserto Branco, o Deserto Negro, a Montanha de Cristal ou o Grande Mar de Areia.

 

1. Deserto Branco

É uma região do Deserto Ocidental do Egito nas proximidades do oásis de Bahariya, algumas dezenas de km a norte do oásis de Farafra. Em 2002, tornou-se uma área protegida e conta com cerca de 3000 km² de extensão, caracterizada pela coloração predominantemente branca e creme das suas formações rochosas constituídas por giz, ou cré, uma espécie de calcário branco, que são resultado da acumulação de calcite, deixadas por micro-organismos marinhos chamados cocolitóforos, ao longo de milhares de anos. A ação da erosão no tempo foi esculpindo neste pedaço magnífico de Natureza formas tão extraordinárias que são hoje um enorme atrativo para quem visita o Egito. Algumas das mais famosas são: da Andorinha, da Esfinge, do Cogumelo e das Aldeias dos Índios.

O dedo de deus ou “Al Qubar”, o Cinzel, é uma formação rochosa de 20m que pode ser vista de longe, mesmo da estrada asfaltada e os locais gostam de chamá-lo dedo de Deus, pois parece um dedo enorme subindo da areia.

A nordeste do Deserto Branco existe uma área chamada Aqabat, ou “obstáculos”. É claro que esse nome tinha um motivo e essa área está cheia de desafios que afetam qualquer um que queira passar. No meio dela, encontra-se a montanha de Twin Peaks, que é um marco importante para os viajantes. Na parte oeste do deserto branco, que é muito menos visitado, por causa das más condições das estradas que levam a ele, há o antigo local de Wadi Al Ubayid, ou o vale branco.

Pôr do Sol: o lusco-fusco, a transição do dia para a noite, é sempre um momento mágico. Altura para fazer a fogueira, preparar e saborear o jantar à luz do luar e do brilho esplendoroso de milhões de estrelas sob um céu magnífico. Antes que uma tempestade de areia nos fustigue e empurre para o abrigo da tenda beduína, onde se prepara o chá madrugador e o repouso abençoado, até que de novo o sol desponte no outro lado do horizonte.

 

2. Montanha de Cristal

O governo egípcio avançou quebrando partes desta montanha para construir a estrada entre o oásis de Bahareya e o de Farafra. Isso fez com que as rochas de cristal aparecessem e transformou essa área em um local bem único e famoso, ponto de parada obrigatória para os que se aventuram a viajar pelo Deserto, na área entre Deserto Branco e Negro. As rochas desta montanha não são cristais puros, e sim Barita – substância menos dura que os cristais.

 

3. Deserto Negro

É essencialmente formado por montanhas e vales onde predominam formações magmáticas e milhares de pequenas rochas negras. Elas estão espalhadas sobre um fundo arenoso de tonalidades laranja e castanho, que produz um contraste muito curioso e nos transporta para paisagens que mais parecem crateras lunares.

 

4. Grande mar de areia

O Grande Mar de Areia, assim chamado devido às enormes ondas de dunas formadas pelo vento, que podem atingir até 110m de altura, é uma região arenosa do deserto, ao sul do oásis de Siwa, que se estende para oriente até à fronteira com a Líbia.

 

O Tour pelo White Desert

A área chamada de deserto novo, onde ficam as grandes pedras brancas, só pode ser alcançada por um 4×4. Você precisa de uma autorização para entrar e acampar no White Desert.

 

White Desert – Dia 1

No Cairo, um carro irá te buscar em seu hotel e te levará até uma das cidades bases, Bahariya (50km do White Desert), por ser mais próxima da capital e ter mais opções de operadores do tour por ali. A viagem dura em torno de 4h30m. Você será deixado em um hotel e ali terá seu almoço, já incluído no valor do pacote, e será apresentado a seu guia, em um veículo 4×4.

Passando pelo meio do Deserto de Akabat, com suas lindas dunas, e o primeiro ponto de parada é a Crystal Mountain. Uma pequena montanha com algumas pedrinhas de cristal soltas. A montanha em si não é muito interessante, mas se tem uma bela vista dos arredores de lá de cima. Algum tempo depois da montanha, que fica ao lado da estrada asfaltada e super nova, adentramos realmente no deserto. Entretanto, vale lembrar que o caminho é tão importante quando o destino final. Por isso, fique de olho nas paisagens o tempo todo!

Chega-se ao White Desert propriamente dito bem a tempo de ver o pôr do sol: uma bola avermelhada, dando um tom meio dourado aos gigantes brancos de giz. Logo na sequência é dado um tempinho livre para curtir o lugar e tirar algumas fotos, enquanto o guia monta o acampamento e prepara o jantar: um prato com arroz ao estilo beduíno, frango assado e salada. Frutas de sobremesa e um chá delicioso ao pé da fogueira pra completar. Comida simples, mas muito saborosa. Ficamos até tarde conversando e tomando chá à beira da fogueira e admirando o cenário. Quando não há lua e o céu está sem nuvens é ainda mais bonito. Pois o céu estrelado oferece um espetáculo à parte, transformando-se em um planetário em escala gigantesca. Dormimos sem barraca, sobre uns tapetes e cobertos com uma colcha de pelo de camelo, usando o saco de dormir como travesseiro.

 

White Desert – Dia 2

Acordamos um pouco depois do nascer do sol. O deserto fica particularmente bonito com os primeiros raios da manhã. Tomamos café e partimos de volta. Mas ainda paramos para ver o Black Desert no caminho para Bahariya. Você se sentirá em Marte. De lá ainda paramos em uma pequena nascente de água quente que foi represada e voltamos para o hotel.

 

A Noite no Deserto

Particularmente, no Deserto Branco há estrutura de alguns acampamentos e até mesmo hotéis nos Oásis mais desenvolvidos. Quando falamos em deserto, é impossível não se citar o céu inimaginavelmente repleto de infinitas estrelas de uma forma esplendorosamente clara e límpida, especial cenário para as noites nos acampamentos ou para o fundo das danças beduínas regadas aos chás aromáticos, a céu aberto, à luz da fogueira e à alegria, ritmo e dança do povo beduíno.

 

O que levar

·         Água;

·         Protetor solar;

·         Óculos de sol;

·         Chapéu ou boné;

·         Use roupas leves durante o dia, mas leve um casaco para a noite porque faz frio;

·         Vá de tênis/bota, mas leve um chinelo para usar a noite, por conta da areia;

·         Papel higiênico!!!

·         Escova de dente, lenços umedecidos e desodorante pra dar uma reforçada.

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