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Doug_Ju

Mochilão na Ásia: 132 dias, 8 países

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Dia 30 - 08/8: Um mês na estrada

 

Caminhamos pela rua Legian até a Kuta Square filmando e fotografando o cotidiano de Kuta.

 

Comemos num fast food para ganhar os brindes para dar de presente para crianças pobres que encontrarmos durante a viagem.

 

Andamos pela rua Dewi Sartika, que fica ao sul da Kuta Square e a cidade logo mudou de cara.

 

Aqui não parece Bali, parece um destino turístico qualquer, que poderia ser parte de um país qualquer.

 

Não tem identidade, não é marcante e não tem graça...

 

Desistimos de continuar andando nessa rua e voltamos pela praia até o nosso hotel.

 

Paramos em frente a uma escola e ficamos observando.

 

As mães vão buscar as crianças de moto e outras vão a pé ou de bicicleta.

 

Algumas crianças mudam as bicicleta e colocam uma roda grandona na frente deixando bem mais alta do que a parte de trás.

Maior barato!!!

 

Em algumas motos vão a mãe e mais 3 crianças, uma na frente e duas atrás da mãe.

 

Tirando isso é basicamente igual a qualquer escola.

 

O Douglas foi cortar o cabelo num salão comum, popular. Custou US$ 1,60, foi o mais barato que tinha perto do hotel.

 

O salão tinha lâmpadas fracas e não sei como ela conseguia cortar naquela escuridão...

 

Ficou bom até...Estava esperando pelo pior...

 

Depois a Jú deu uns retoques com uma tesourinha e com o meu barbeador.

 

Aqui em Bali tem muitas lagartixas, muitas mesmo. Tem tanto, que os balineses fazem artesanato de madeira com a figura delas.

 

E ninguém se incomoda com elas, elas andam tranquilas por aí.

 

O bom é que elas comem pernilongos, outra coisa que tem demais aqui...

 

Ficamos esperando o tiozinho do Nasi de tarde.

 

O Douglas estava na varanda, esperando para filmar o tiozinho quando ele chega e diz: Nasi-Nasi

 

Foi filmando e explicando sobre o tiozinho.

 

Certa hora o Douglas falou Nasi-Nasi, imitando o tiozinho e uns japas que estavam esperando ele desceram correndo para comprar...

 

O Douglas se escondeu na varanda pra eles não o verem... ::lol3::

 

Como o tiozinho não veio até as 17:30, saímos com fome mesmo para ver o pôr-do-sol.

 

Mais um vez o pôr-do-sol foi belíssimo!

 

Quando a Jú ia tirar foto entrava alguém na frente igual os outros dias!!!

 

A Jú falava baixinho: Sai daquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

 

E o povo saía...

 

Andamos até o mercado noturno para jantar, mas como estava muito vazio e era muito barato, achamos melhor não arriscar.

 

Lembramos da última vez que resolvemos comer em restaurante barato, no restaurante das moscas... ::xiu::

 

Passamos numa estátua gigante que fica na Bypass. É uma figura surfando que parece algum tipo de Deus do mar.

 

Tiramos fotos rapidinho e já voltamos porque é um local escuro e sem movimento de pedestres.

 

A última janta aqui foi bem econômica porque estamos com as Rúpias quase no fim, só vai dar para almoçar amanhã.

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Dia 31 - 09/8: Fim de Bali, fim das Rúpias, sem grana pro transporte.

 

Acordamos cedo e arrumamos as mochilas para ir embora de Bali.

 

Achamos que esse dia seria triste, mas a curiosidade de conhecer outros lugares nos deixa empolgados com o fim desse trecho da viagem.

 

Ficamos esperando o tiozinho do Nasi, mas ele não veio. Então compramos um Nasi de uma tiazinha que estava vendendo na rua. Meio suspeito o Nasi dela, mas comemos mesmo assim...

 

Estamos com o dinheiro contado faz 2 dias, só dava para comprar o Nasi dos tiozinhos nas últimas refeições. Como ontem ele não veio, tivemos que comer num warung na janta e gastamos além da conta.

 

Por isso acabou quase todo o dinheiro e tivemos que ir a pé até o aeroporto. Só tínhamos 12 mil Rúpias.

 

Andamos 1 hora com as mochilas nas costas. Durante todo o trajeto, todos os taxistas que passaram por nós, buzinaram e gritaram: Transport, transport...

 

A gente dizia que estava sem dinheiro e eles diziam, cheap, cheap.

 

Um deles perguntou:

 

- Quanto vocês tem?

 

- 12 Mil.

 

- Verdade?

 

- Sim

 

- Oh, my god.

 

- Você leva a gente por 12 mil?

 

- Não, não...Por 35 mil, sim.

 

- Mas nós não temos...

 

Ele deu risada e foi embora...

 

Quando chegamos em Bali, tivemos a impressão de que o aeroporto era feio, mas hoje, de dia e olhando com calma, vimos que ele e muuuuuuito bonito, todo decorado, a cara de Bali.

 

Bye BALI .... :cry:

 

Três horas depois chegamos a Kuala Lumpur.

 

O aeroporto é moderno e tem até trem para ir do desembarque até a imigração. No quesito modernidade, sem comparação com o de Bali.

 

O atendimento aqui, assim como em Singapura, fica devendo em simpatia. Mas pelo menos eles informam direitinho.

 

Estamos descobrindo porque os estrangeiros gostam do atendimento brasileiro...A Jú pela primeira vez na viagem ficou irritada com o atendimento, nem com os vendedores de Bali ela tinha se estressado...

 

Eu falei: calma, Jú. Quem sempre se estressa sou eu, não você..

 

Pegamos um ônibus e uma hora e quinze minutos depois chegamos no centro da cidade, a uns 200 metros do albegue.

 

Dessa vez foi fácil demais!!!!!!Reparamos que por todo lado, assim como em Singapura e na Indonésia, tem a bandeira do pais, enquanto que no Brasil, só vemos a cada 4 anos... (na COPA) :shock:

 

O nosso quarto no Pudu Hostel é gigaaaaaaaaaante. :D

 

Tem 2 X 2,5 metros!!!! Só cabe a cama de casal e as mochilas no canto.

 

Lavamos toda a roupa suja na hora do banho e estendemos na cabeceira da cama.

 

O banheiro é coletivo, mas mesmo assim parece bom. Tem até papel higiênico... ::otemo::

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Dia 32 - 10/8: Assimilando Kuala Lumpur.

 

Saímos do albergue de mãos dadas como sempre. A Jú percebeu que algumas meninas comentaram isso.

 

Achamos melhor não andar mais de mãos dadas até conhecermos um pouco mais da cultura local. O problema é que é automático um pegar na mão do outro...

 

Tomamos café da manhã em um fast-food.

 

Achamos melhor assim para a primeira refeição nesse novo país, até entendermos como as coisas são por aqui, pois os restaurantes aqui perto do hotel são meio sujos.

 

A cidade é bem suja e muito movimentada.

 

Parece o centro de São Paulo.

 

Num primeiro instante, as pessoas parecem grossas, mas puxando conversa com um sorriso, elas ficam simpáticas.

 

Na rua Masjid India tem um mercadão de rua.

 

Lá conversamos com dois vendedores de colares feitos de jasmim e flores do campo.

 

Eles explicaram que os hinduístas usam o colar de manhã para proporcionar um bem-estar durante o dia todo e nos templos quando vão rezar.

 

A Jú ganhou alguns jasmins amarrados em uma cordinha.

 

Ainda nesse mercado de rua, a Jú comprou um véu para ser usado quando formos visitar mesquitas.

 

As meninas da barraquinha ensinaram várias formas de arrumar o véu na cabeça.

 

Estavam super empolgadas em ensiar uma estrangeira :lol:

 

Passamos pelo Merdeka Square. Foi aqui que 50 anos atrás, no dia 31 de agosto de 1957, a Malásia tornou-se independente.

 

Visitamos depois o Museu de Historia Nacional, que retrata, de forma simplificada e concisa, a história do país, desde a pré-história até os dias modernos, passando pelos sultanatos, pelo império Johor, pela intervenção européia, pelo nacionalismo, pela ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial e pelo processo de independência.

 

Na hora do almoço, já estávamos situados e prontos para provar os pratos do país.

 

Almoçamos no Central Market.

 

Comemos o Nasi Lemak, que é arroz cozido em leite de coco, com amendoim frito, peixinho frito, ovo cozido e molho de pimenta.

Muuuuuuito bom!!!!!!!!!!!

 

De sobremesa provamos o Kaya Puff, que é uma massa salgada em forma de meia-lua com geleia de não-sei-o-que dentro. Muuuuuuuuuuito bom!!!

 

Provamos também o Kuih Talam Ubi, que é um doce de coco macio, mais duro do que maria-mole, tipo um pudim, com um creme consistente de mandioca. Não dá para explicar, mas é muuuuuuuuuuuuuito bom também.

 

Andamos pela rua Petaling, onde também há um mercado de rua.

 

Essa rua é muito cheia e movimentada.

 

Tem lojinhas de todo tipo. Comemos aqui uma fruta chamada Red Dragon.

 

Ela é toda vermelha, como o nome sugere, quando mordemos ela tem textura de kiwi, e o gosto é único.

 

Lanchamos em um restaurante popular, que tinha uma aparência melhor, numa esquina da rua Petaling.

 

Provamos o teh tarik, que é chá com leite meio cremoso e quente.

 

Provamos também o roti salad e o roti pisang.

 

Roti é uma massa parecida com panqueca, recheada e com molho curry bem fraquinho.

 

O roti salad é com milho, ervilha e cenoura picadinhos e o roti pisang e recheado com banana. Bom demais!!!!!!!

 

Ás 19 horas voltamos ao hotel para descansar um pouco.

 

Penduramos a cordinha com jasmim para perfumar nosso quarto que é levemente mal cheiroso...

 

Saímos as 21horas para fazer fotos noturnas do Petronas Towers, que durante alguns anos foi o prédio mais alto do mundo. Hoje ele é o terceiro mais alto, mas ainda é motivo de orgulho para o país.

 

Por todo lado tem souvenirs do prédio.

 

Quando a Jú estava fotografando, os pedestres paravam e ficavam esperando para ver a foto.

 

Em um grupo que estava passando um cara comentou com o outro:

 

- Essa é profissional...

 

E o outro respondeu:

 

- Com certeza!!!

 

A Jú se segurou para não rir, ela está enganando bem... ::lol4::

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Dia 33 - 11/8: Batu Caves

 

Tomamos o café da manhã, passamos na internet e saímos.

 

Depois de andar bastante, vimos que tínhamos perdido as folhas das nossas anotações e mapas. ::putz::

 

Voltamos pelo mesmo caminho para procurar as folhas pelas ruas. Elas estavam na internet e o carinha guardou para gente. ::mmm:

 

Perdemos mais de uma hora do nosso dia por causa disso.

 

Como já não era mais tão cedo, resolvemos ir primeiro no correio e ir ao Batu Caves depois do almoço.

 

Almoçamos no Central Market um arroz frito com carne que não estava muito bom, mas pelo menos matou a fome.

 

Pegamos um ônibus coletivo até o Batu Caves.

 

A Jú aproveitou para escrever no diário da viagem no caminho do Batu Caves.

 

O Batu Caves é um complexo de templos hindus construídos em volta e dentro de cavernas.

 

Desde aproximadamente 1890 acontece aqui no mês de Janeiro ou Fevereiro o festival Thaipusam.

 

Em frente a escadaria há uma estátua gigantesca, que é a maior da Malásia, de uma figura feminina, toda dourada.

 

Para chegar na caverna principal é preciso subir uma escadaria de 272 degraus, por onde andam livremente vários macaquinhos.

 

A caverna principal é absurdamente enorme. Difícil acreditar que ela não desmorona.

 

Pedimos para tirar foto de uma família indiana e eles foram muito simpáticos.

 

Depois da visita, comemos alguns quitutes.

 

Provamos o Kari Paff, que é um pastel com recheio de molho curry, batata e cebola.

 

Depois pedimos o Vadai, que é parecido com uma empadinha, mas com massa de milho, cebola e folhas de louro.

 

De sobremesa, comemos o Kesari, que é um doce feito de milho, parecido com um bolo, porém ele é molhadinho...

 

Voltamos para o albergue e descansamos.

 

Depois saímos para jantar. Provamos o Nasi goreng ayam, que é arroz frito temperado com cebola e alho mais frango temperado com curry.

 

E provamos também o Nasi goreng pattaya, que ao invés do frango, vem com omelete.

 

O prato é enorme demais, tem muuuuuuuuuuuito arroz!!!

 

Tirando o almoço, tudo o que provamos estava delicioso.

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Dia 34 - 12/8: Feira de rua Chow Kit

 

Acordamos às 7 horas e às 8:30 saímos. Andamos até o Lake Garden Park para visitar o parque das borboletas.

 

No caminho nos perdemos pois o mapa não está na escala certa, faltam as pequenas ruas e além disso ele parece estar esticado na direção norte-sul.

 

Mas tudo bem, andar a mais faz parte, pois só se conhece uma cidade se perdendo nela.

 

O parque das borboletas é muito bonito e interessante. Além das borboletas voando por toda parte entre nós, o parque tem muitas flores.

 

Tem ainda diversas espécies de borboletas e de outros insetos empalhados.

 

Depois pegamos um trenzinho que circula pelo Lake Garden Park e leva até os outros atrativos.

 

Saímos do parque e andamos um bocado até a estação de trem e seguimos para a feira de rua Chow Kit.

 

Chow Kit é muito interessante porque em uma feira popular a gente pode conhecer um pouco sobre o povo local.

 

Provamos a fruta Duku. :oops:

 

Não, não façam piadinhas com o nome da fruta...Ela tem casca marrom e parece uma batatinha por fora.

 

Ficam várias presas em um galho como um cacho de uva.

 

Por dentro ela é branca, um pouco mais dura do que uva e bem doce.

 

Andar por Chow Kit é um choque cultural. As barraquinha ficam todas amontoadas e os corredores são muito estreitos.

 

Lá vende-se frutas, verduras e legumes, assim como no Brasil, mas o Chow Kit tem algumas diferenças.

 

A higiêne não é o ponto forte do lugar. Pelo chão fica escorrendo água suja o tempo todo.

 

Tem barraquinhas que são açougues, porém sem refrigeração e as carnes ficam expostas penduradas ou num balcão aberto.

 

Outras vendem frangos inteiros quase-assados. O cara espeta um ferro no frango e fica girando ele no fogo.

 

O fogo fica em uma vasilha de ferro no meio da barraquinha.

 

Quando a pele do frango fica amarelada do fogo, o cara joga o frango no balcão e já espeta outro para continuar.

 

Os feirantes são muito simpáticos e todos para quem perguntei me deixaram fotografar a vontade. Alguns até pediram para eu tirar fotos.

 

Provamos um doce de coco chamado Pirin, que é coco ralado com um pão de arroz e um recheio de doce de coco.

 

Muito bom!!! A tiazinha ficou toda envergonhada porque eu fiquei filmando enquanto o Douglas comprou e comeu.

 

O pessoal todo em volta ficou olhando curioso para ver a reação da gente depois de provar o doce...

 

Depois andamos até o KLCC, que é um shopping ao lado do Petronas Towers, para procurar livros sobre a cultura do país e viagens.

 

Os livros aqui na Malásia são baratos comparados com o Brasil, então aproveitamos e compramos três que achamos interessantes.

 

Voltamos a pé na chuva até o albergue.

 

Fazemos quase tudo a pé para economizar e conhecer melhor a cidade e o povo. Acho que é por isso que a gente se diverte.

 

Se nós usássemos táxi, não aconteceria nada de interessante...

 

Na janta comemos um x-burger de rua igual ao do Brasil, ou melhor, um pouco diferente, esse tinha muito molho de pimenta.

 

Mas estava muuuuuito bom e deu para matar a saudade dos X`s do Brasil...

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Dia 35 - 13/8: Outro vôo, outro país.

 

Acordamos cedo e arrumamos a bagagem para partirmos para outro país.

 

Passamos rapidinho no Central Market para comprar umas gostosuras para comer depois no aeroporto.

 

Os malasianos adoram buzinar no trânsito. Mas não são buzinadas de leve, não. Eles apertam a buzina com vontade e mantém buzinando por vários segundos.

 

Os pedestres atravessam a rua a qualquer hora e em qualquer lugar. Aprendemos a atravessar no estilo malasiano e hoje nem mesmo olhamos para o farol na hora de atravessar as ruas. Olhamos só para os lados para ver se vinha carro.

 

Eu e o Douglas desenvolvemos um vocabulário próprio para conversarmos em público sobre os lugares e pessoas.

Isso porque ás vezes a gente fala uma palavra em português que é parecido em inglês e eles podem pensar que estamos falando mal deles.

 

A Malásia tem a sua própria montadora de veículos, a Proton. Mas todos os carros da Proton tem o design muito parecido com carros de outras marcas.

 

O ônibus até o aeroporto balança muito e o motorista vai pulando porque o banco dele tem uns amortecedores. Lembramos que quando chegamos o Douglas ficou apontando para o motorista para me mostrar ele pulando no banco e ficava imitando.

 

Só que ele não tinha visto que tinha um espelho grandão para o motorista enxergar os bancos dos passageiros e a gente estava bem no primeiro banco e ele viu o Douglas imitando... ::lol4::

 

O Douglas ficou sem graça... ::lol3::

 

No aeroporto comemos os quitutes que tínhamos comprado de manhã.

 

Provamos o Pulau Inti, que é arroz doce com coco caramelado.

 

Comemos também o Otak-otak, que é um bolinho macio de peixe com ovo cozido picado.

 

O serviço e a comida da Malaysia air lines é ruim, bem ruim...não vou ficar falando mal, mas fiquem sabendo que é ruim...

 

Vimos um pôr-do-sol inesquecível pela janela do avião. Com direito a ver o reflexo do sol vermelhinho no mar entres as pequenas ilhas e depois o céu alaranjado acima das nuvens pretas de chuva...

 

Chegamos no aeroporto e na imigração, de novo, o Douglas passou sufoco.

 

Ele foi primeiro e depois eu fui no balcão do lado.

 

Peguei o visto e passei rapidinho, mas o Douglas ainda estava la, teve que mostrar a passagem de entrada e a de saída, a reserva do hotel e o cara ainda ficou conferindo a foto do passaporte...E para mim só pediram o passaporte e o cartão de desembarque.

 

Eita...já pensou se ele não ganha o visto... ::mmm:

 

Logo de cara sentimos a diferença na simpatia do povo. Eles tem boa vontade em dar informações.

 

Pegamos o minibus e partimos para Patong Beach.

 

No nosso lado sentou um cara muito figura. Ele ficava falando sozinho e rindo quando via algo diferente nas ruas pelo caminho.

 

Tudo era beautiful para ele. O motorista socou as malas num espaço minúsculo atrás do nosso banco e ele disse beautiful e dava risada.

 

Ele encontrou um tailandês com o mesmo chinelo vermelho dele e disse beautiful. O motorista buzinava e ele dizia beautiful. ::lol4::

 

Ficamos curiosos e perguntamos de onde ele era. Austrália foi a resposta...

 

O minibus deixa as pessoas no hotel. O motorista perguntou qual era o nosso e quando respondemos, ele fez uma cara estranha.

 

Não sabíamos o que significava a reação dele.

 

Ficamos pensando que o hotel era muito bom para 2 mochileiros ou muito ruim...

 

Chegamos ao hotel e descobrimos o porque da reação. O hotel é muito longe de tudo. Muuuuuito mesmo. Uma hora caminhando até a praia...

 

O hotel até que é bonito, mas o nosso quarto era do lado de um depósito com vista para um muro e não para o mar, como dizia no site.

 

Tentamos pedir para trocar, mas o cara que estava lá era só um guardinha e ele não entendia inglês. Só dizia amanhã, amanhã.

 

Pedimos para ele localizar o hotel no nosso mapa, mas ele não conseguiu...Ele não sabia nem onde ele estava direito!!!!! ::sos::

 

Fomos dormir, seguimos a sugestão dele e deixamos para amanhã. Hoje não iria ter jeito mesmo...

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Dia 36 - 14/8: Conhecendo a praia de Patong

 

Acordamos cedo e fomos conversar com a recepcionista do hotel.

 

Ela não tem nenhum quarto vago além desse que estamos, o café da manhã não está incluído e agora, de dia, vimos que o hotel fica no meio do nada...

 

Resolvemos procurar outro hotel e andamos até as ruas principais da praia.

 

Encontramos um pelo mesmo preço, muito bem localizado, cheiroso e confortável.

 

Imaginamos que tinha banheiro privativo, mas mesmo assim perguntamos.

 

Ela respondeu que sim com uma cara do tipo: É claro que tem...Que pergunta estranha...

 

Perguntamos porque antes de encontrar esse hotel vimos um com o quarto bem ajeitado, mas com banheiro coletivo.

 

Voltamos ao hotel no meio do nada, fechamos a conta, pegamos as mochilas e partimos para o novo hotel a pé mesmo.

 

Fomos a pé pois o cara do transporte estava pedindo o mesmo valor que pagamos ontem para ir do aeroporto até o hotel e que demorou uma hora de viagem.

 

Achamos que ele estava nos explorando.

 

Depois de andar mais de meia hora com as mochilas, ainda encaramos as escadas dos 5 andares até o nosso quarto. Pow, não tem elevador aqui?!?...

 

A recepcionista perguntou se a gente veio a pé e ficou surpresa com a resposta...Ué temos pernas pra que?!?!?

 

Tomamos banho e saímos para conhecer a cidade.

 

Aqui tem muitas lojinhas também, com produtos de todo tipo. A Jú já ficou de olho nos vestidos...

 

Se em Bali a gente tem que cuidar para não pisar nas oferendas, aqui a gente precisa ficar desviando dos cocos de cachorro :(

 

Entramos no carrefour, que é pertinho do hotel, depois de procurar um lugar para comer.

 

Encontramos la diversas comidas que são vendidas em potinhos de isopor separados.

 

Montamos nosso almoço pegando três potinhos de arroz temperado com legumes, um de salada e um com meio frango assado.

 

Para nossa alegria, cada potinho já vem com um garfo-colher descartável...

 

Compramos um suco de laranja e voltamos para comer no hotel.

 

Passamos de fininho pela recepção depois de pegar a chave para esconder as marmitas :lol:

 

Depois de uma cochilada (não resisti, a cama é muito boa, :) enquanto a Jú ficou assistindo TV (curiosa para ver a programação local), saímos para dar uma volta na praia.

 

A praia é muito bonita mesmo com o tempo feio. Hoje, o dia todo, o tempo ficou mudando entre sol e nuvens escuras, e chovia um pouco e logo parava.

 

Reparamos que tem muitos quase-mulher trabalhando como vendedoras. Ficamos curiosos e vamos tentar descobrir o motivo.

 

Passamos de novo no carrefour e compramos a janta e o café da manhã. Vai ser assim aqui em Patong para economizar, pois essa praia é bem cara

 

Cada um gastou Us$1,30 em cada refeição!!!!!O louco!!!! :D

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Dia 37 - 15/8: Turistona ou jornalista???

 

Sawaddee!!!

 

Acordamos tarde e ficamos enrolando na cama. Depois do meio dia trocamos de quarto para o segundo andar. Ainda bem, subir até o quinto é dureza...

 

Passamos na internet e fomos atrás de uma agência para agendar o passeio de amanhã, mas esquecemos de levar o dinheiro.

Só nós mesmo...

 

Depois passamos no supermercado para comprar a marmita.

 

Na banquinha das saladas estava escrito no alfabeto deles sei-lá-o-quê 12 Baht.

 

Vimos todo mundo enchendo o saquinho plástico de salada de vários tipos.

 

Imaginamos que o saco custava 12 e como bons brasileiros caprichamos e enchemos o saquinho.

 

Mas a salada era por peso e nosso saquinho custou mais de 100 Baht... ::lol4::

 

De novo passamos na recepção do hotel tentando esconder a sacola do mercado, mas com certeza elas viram...

 

Aqui parece que não da fome. Almoçamos às 3:30 e mesmo assim sem fome.

 

Comemos só porque nossos pais disseram para comermos direitinho hehehehe.

 

Voltamos na agência, agora com o dinheiro, e marcamos o passeio de amanhã.

 

Andamos até a praia e por algumas lojinhas.

 

Não sabemos se foi porque o dia estava bem nublado, mas a praia não parece tão bonita assim. Parece comum.

 

Quer dizer, quase comum pois ela é cheia de gringos acompanhados de mulheres tailandesas. Muuuuuito suspeito, pois aqui rola a maldita exploração sexual.

 

Entramos em uma feirinha e a Jú estava com a câmera compacta na mão. Os comerciantes agiram normalmente. No fim da feirinha a Jú guardou essa câmera e pegou a semi-pro.

 

Na hora a reação das pessoas foi outra.

 

A Jú foi tirar a foto e o tiozinho ligou a luz, sentou no banquinho, ajeitou o cabelo e fez uma "pose natural", como se nada estivesse acontecendo. ::lol3::

 

Muito bom!!!!Podiam ser todos assim...Quando a Jú está com a câmera semi-pro, todos ficam mais simpáticos e aceitam serem fotografados. As vezes até pedem.

 

Mas quando ela está com a câmera compacta, ninguém da muita atenção. Ela fica sem a pinta de jornalista e não passa de uma turistona. Muito engraçado observar isso...

 

Na volta a Jú perguntou para uma vendedora, provavelmente de uma minoria étnica por causa das roupas, se ela podia fotografá-la.

 

A senhora disse que sim, só se a gente comprasse algo. Faz sentido, ela precisa se sustentar. Mas ela não vendia nada que compraríamos, então a Jú ficou sem a foto...

 

Comprar qualquer coisa em troca da foto não é interessante para nós.

 

Voltamos para o hotel e ficamos um tempão na internet, que é grátis para os hóspedes.

 

Depois voltamos ao supermercado para comprar a janta de hoje e o café da manhã do outro dia.

 

Jantamos e descansamos cedo. Aqui parece que tudo cansa muito mais...

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Dia 38 - 16/8: Visitando o Phang-Nga Bay National Park.

 

Acordamos cedo e às 8:30 chegou o minibus que nos levou ao passeio.

 

Passamos em outros hotéis para pegar mais gente e seguimos para a província de Phang-Nga.

 

O parque Nacional de Phang-Nga Bay é formado por muitas rochas de diversos tamanhos encravadas nas águas claras da baía.

 

Depois de uma hora e meia na estrada chegamos no pier e embarcamos no Long Tail Boat com destino a Khao Phingkan.

 

Estava chovendo, mas fomos assim mesmo, felizes por estar nesse lugar que nos arrancava suspiros quando víamos nas revistas.

 

Essa ilha é conhecida como a ilha do James Bond, pois aqui foi filmado parte do filme 007, The man with the golden gun.

 

Nessa ilha há uma rocha enorme com um dos lados reto que fica encostado em outra rocha, formando uma fenda muito alta.

 

Daqui dá para ver o Ko Tapu, que é uma rocha fina na base e bem alta, uma das rochas mais fotografadas da baía.

 

Pegamos o Long Tail Boat de novo e partimos para Talu Island.

 

Lá trocamos o Long Tail Boat pelo barco comum no meio do mar mesmo.

 

Em seguida subimos no bote para explorar as cavernas.

 

O remador ia nos conduzindo e tentando explicar as coisas pois o inglês dele não era bom e nem o nosso...

 

Certa hora ele falou para deitarmos no bote. Deitamos e ele passou pela entrada da caverna, quase encostando as rochas em nós...

 

Dentro da caverna é possível ficar sentado de novo pois ela é bem alta. As rochas são esculpidas pela ação da água e o visual é deslumbrante.

 

Deitamos de novo no bote e saímos pelo outro lado da caverna.

 

Quando sentamos de novo no bote, vimos que estávamos no meio de um mangue escondido entre as rochas.

 

O remador levou o bote por entre as árvores e tivemos que ficar desviando o corpo para não bater nos galhos.

 

Recolhemos duas garrafas que estavam boiando na água.

 

Assim como não custa nada manter limpo o local que visitamos, também não nos custou nada recolher aquelas garrafas.

 

Não sei se foi por causa disso, mas o remador passou a nos levar para lugares que os outros turistas não estavam indo.

A área tem muitas rochas e as vezes no espaço entre elas só passa o bote.

 

Ficamos quase uma hora entre galhos, rochas e cavernas e depois voltamos para o barco.

 

A nossa guia também ficou feliz pelas garrafas e nos agradeceu...

 

O barco grande nos levou até a Hong Island enquanto a gente comia abacaxi a bordo e a tempestade nos fazia pensar que o dia de passeio tinha terminado.

 

Mas a tempestade passou, só ficou uma chuva chata que ia e voltava.

 

Conhecemos um casal de Ciprus e uma família do Iraque. Foi a primeira vez que conversamos com pessoas desses países.

 

Em Hong Island as cavernas são ainda mais baixas e a ponta do bote passa raspando nas rochas, raspando mesmo.

 

Se a gente levantar o joelho só um pouquinho, machuca ele todo pois as rochas são afiadas!

 

Vimos uma pedra enorme que parece uma cabeça de peixe. A entrada da caverna com as rochas em cima e em baixo parece a boca do peixe com os dentes pontudos.

 

Voltamos ao barco grande e seguimos, comendo bananas dessa vez, para a caverna dos morcegos.

 

Essa caverna é escura demais, não dá para ver nada, por isso cada bote tinha uma lanterna.

 

O remador falou para gente iluminar o teto e vimos muitos morcegos pendurados!!!

 

Quando voltamos para a saída da caverna, estava caindo uma tempestade assustadora.

 

O remador remou tão rápido que parecia que o bote tinha motor!!!Ficamos todos completamente molhados!!!

 

No barco grande almoçamos uma comida ótima, bem variada e a vontade, enquanto seguíamos para a vila flutuante.

 

Essa vila toda é construída por cima do mar e aqui tem de tudo que uma vila normal possui, inclusive escola e pronto socorro.

 

E claro, tem muitas lojas para turistas.

 

O Douglas teve que comprar uma camiseta porque a dele estava totalmente encharcada.

 

A mulher da lojinha pediu um absurdo pela camiseta e usando do nosso aprendizado em Bali, pagamos quase 4 vezes menos do que ela pediu.

 

Voltamos ao barco e seguimos para o pier onde tudo começou. Na hora de ir embora, depois que nos despedimos de todos, vimos que algumas pessoas estavam dando gorjeta, cada um para o seu remador, mas nós não demos.

 

Acho que foi por falta de costume. No minibus, ficamos pensando sobre isso e percebemos que o valor da gorjeta para nós é muito pouco, mas para o povo local vale bastante...

 

Essa foi uma aventura inesquecível. A melhor de nossas vidas com certeza!!!

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Dia 39 - 17/8: Curando a garganta

 

Depois do cansaço, da chuva e do vento de ontem, hoje foi o dia do repouso para curar a nossa dor de garganta.

 

Acordamos tarde, já era mais de 11 horas, e ainda ficamos enrolando no quarto.

 

O Douglas tomou café da manhã e dormiu mais.

 

Às 4 horas saímos para agendar o passeio de amanhã. Tomara que amanhã não chova...

 

Passamos no supermercado e compramos a marmita. Voltamos ao hotel, jantamos e depois ficamos um tempo na internet.

 

Aconteceu isso tudo nesse dia!!!!!

 

Mas vamos continuar contando um pouco do que vimos na Tailândia.

 

Reparamos no recibo do hotel e vimos que aqui o ano é 2550 e não 2007.

 

Perguntei para a recepcionista e ela não soube dizer o por que.

 

Só disse que o ano deles é diferente do cristão. Ela perguntou para outros 2 funcionários do hotel e ninguém soube explicar...eita.

 

Vimos que por todo lado há fotos, quadros ou estátuas do rei e da rainha. No nosso hotel tem 2 quadros enormes deles.

 

Perguntei quem eram, ela respondeu. Eu disse que no Brasil, a gente não coloca a foto do presidente em lugar nenhum. Estava tentando puxar assunto, mas ela não quis falar muito sobre o rei...

 

Os tailandeses juntam as palmas das mãos na frente do peito e curvam um pouco o corpo dizendo "yin dee toon rub" (bem vindo) sempre sorridentes.

 

Aliás, sorriso é o que mais se vê por aqui...Tanto dos turistas encantados com o país, quanto dos tailandeses, sempre simpáticos.

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