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Doug_Ju

Mochilão na Ásia: 132 dias, 8 países

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Olá pessoal!

 

Ano passado nós fizemos uma viagem pela Ásia que foi registrada em um blog

Vamos postar aqui também o relato dessa trip que começou dia 10 de julho e terminou dia 18 de novembro.

 

Dia 1: Chegada a Singapura

 

Uhuuuuuu

Começou a brincadeira....

Chegamos em Singapura às 4 da tarde e ficamos procurando hotel ate às 9.

Todos os lugares estavam lotados e os vazios eram muito caros.

Andamos muuuuito pelo centro, Chinatown e na região da estação Bugis.

Conhecemos uma alemã de 19 anos que estava viajando sozinha pela Nova Zelândia por 1 mês.

Fomos juntos com ela para o albergue em que ela tinha reserva, mas lá tambem estava cheio.

Mais adiante achamos um que também estava cheio, mas a Jú fez cara de cão-sem-dono e o recepcionista ofereceu o terraço para a gente dormir...

Nem perguntamos o preço, só queríamos largar as mochilas e tomar um banho. Lá em cima tinha um chinês que parecia morar lá e um gringo hippie que fazia artesanato.

Nossa cama ficava na parte que tinha telhado, mas quase a céu aberto.

Tomamos um banhão merecido (e muito necessário no momento). O banheiro era coletivo, bem simples e o chuveiro até que era bom.

As gringas andam só de toalha pra lá e pra cá e o hippie de cueca...

Depois desse dia trash dormimos igual pedra... e acordamos na mesma posicao em que deitamos.

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Dia 2: Perdidos pela cidade

 

Acordamos cedinho, às 6 da manhã por causa do barulho dos carros na frente do albergue.

Ainda estávamos moídos por causa do peso das mochilas. A da Jú pesa 12 kilos e a minha pesa 15. Arrumamos a bagunça e descemos para o café da manhã.

 

O café da manhã estava incluído e tinha a enorme variedade de: café ou chá, mais pão fatiado com margarina e geléia. Ahhh, tinha a opção de torrar o pão...

 

Abri a geladeira coletiva e o povo já fez cara feia...

Cada um pode colocar suas compras lá e acho que pensaram que a gente ia afanar algo...

Depois, cada um tem que lavar a própria louça bem bonitinho.

No hotel a internet é de graca, mas dos 4 pc`s só um estava funcionando...

 

Fomos a pé até o Fort Canning Park para conhecer o Battle Box, um quartel general subterrâneo usada pelos alemães e japoneses na Segunda Guerra Mundial.

 

Mas não fomos nesse dia pois resolvemos voltar ao aeroporto para fazer o cartão de desconto especial para quem faz stop over em Singapura.

 

Depois de andar muito até a estação e mais meia hora de trem, chegamos no aeroporto e descobrimos que não precisava fazer cartão. Era só mostrar o voucher do vôo... :(

 

Almoçamos lá 2 cheeseburgers para mim e um happy meal para Jú (ela não ganhou o brinde...acho que a mulher do caixa pensou que ela não ia querer...huahuahua não conhece a Jú)

 

De lá fomos para o Asian Civilization Museum. Lá tem uma exposição de arte de vários países do continente asiático que de alguma forma participaram da história de Singapura.

O museu não tem poeira :)

É muito interativo e interessante. Da janela do museu da pra ver o rio Singapura, que foi e é de vital importância para a história do pais.

 

Após o museu, andamos pelo calçadão na beira do rio. Lá existem muuuitos restaurantes com mesas na calçada e os garçons ficavam puxando a gente para sentar e comer. Até podia ser, mas estava acima do nosso orçamento. A solução foi a pizza no Funan Digital Life Mall...

 

Já de noite, fomos até o Merlion, o símbolo da cidade. É uma estátua de um animal meio leão e meio peixe.

A iluminação do Merlion e a água jorrando da sua boca deram boas fotos noturnas. A Jú ficou mais de uma hora fotografando lá.

 

Depois voltamos a pé para o albergue e paramos em frente do hotel Raffles para fotografar.

Esse hotel era o prédio administrativo e leva o nome do fundador da cidade. Tem arquitetura colonial e as luzes em sua fachada branca o deixam muuuuuuito belo.

 

Chegamos no albergue só o pó, tomamos um banho, organizamos o roteiro do outro dia e dormimos igual criança...

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Dia 3: Encarando o Mercado popular de Chinatown

 

Acordamos com o barulho dos carros às 7 horas. Tomamos café da manhã e saímos para rua.

O destino? Chinatown...

Seguimos uma excursão de crianças que estavam fazendo um tour, provavelmente coisa de escola.

Ganhamos uma explicação de graça do guia que estava com a classe das crianças.

 

Andamos pelas lojinhas. Vendem de tudo lá, roupas, lembranças, artesanato...

Depois fomos no mercado popular para almoçar. Lá tem um monte de barraquinha de comida, tudo bem barato e estranho...

 

 

Tinha pratos que nem dava para imaginar o que era. Vimos galinha pendurada, só a cabeça e a coluna, vimos um lugar em que cada um fritava seu próprio bolinho.

As mulheres montavam os pratos com as mãos para dar um tempero especial...

Comemos um arroz temperado muito bom e uma fruta de lá que a Jú comprou. Ela perguntou 2 vezes, mas não entendeu o nome.

Na hora que estávamos comendo, fomos filmando e falando...um tiozinho chinês botou a cabeça entre eu e a Jú, falou alguma coisa para filmadora e saiu dando risada feito doido...

 

 

Depois fomos finalmente para o Battle Box.

 

 

Na janta fomos num shopping comer num fast food e compramos um livro sobre a cultura de Singapura.

Pegamos um trem e depois um ônibus até o safari noturno. Num folheto estava escrito que custava 15 dólares de Singapura, mas chegando lá, estava custando 28.

Então não entramos, ficamos só na área em frente, que tem retaurantes e lojas.

Teve uma apresentação tribal com fogo e representação de caça.

Voltamo para o hotel, o tiozinho hippie estava fazendo um artesanato, falando sozinho e xingando os instrumentos dele....

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Dia 4: Rumo a Bali, estamos IndoNésia

Acabou nosso passeio em Singapura... Pegamos o avião com destino a Bali...Isso mesmo, Bali...uhu Bali!!!!

Conhecemos um brasileiro no aeroporto de Singapura que mora na Nova Zelândia e iria surfar 2 meses na Indonésia, em Mentawais, Lombok, etc... Na fila da imigração em Bali, conhecemos uma brasileira que mora no Japão.

A Imigração é muito demorada, os caras fazem tudo em câmera lenta, muito lenta, quase parando...

Na minha vez, o cara viu meu passaporte, folheou, chamou outro cara, falou não sei o que...eu já estava nervoso, achei que não iriam me deixar entrar na Indonésia...

O cara só queria saber onde estava escrito o número do passaporte, ufa...

 

Tinha vários caras, uniformizados, para pegar sua bagagem. Quem não sabe acha que eles trabalham para o aeroporto, mas não é nada disso.

Eles trabalham para eles mesmos (pedem uma graninha pelo serviço)...

O aeroporto parece mais uma rodoviária de interior...simples

Rachamos o táxi com a brasileira e fomos para o centrão de Kuta.

O táxi só para uma vez, então, descemos no hotel dela e continuamos a pé mesmo.

Daí já começou a surgir gente oferecendo táxi e moto. Falei que iríamos a pé mesmo, o cara falou que era longe, 2 kilometros, 40 minutos a pé...conversa fiada...

Já estávamos ligado no esquema, arrumamos uma desculpa e saímos fora...

Nós estávamos perdidos e toda vez que perguntávamos onde era a rua e o hotel, os caras já se ofereciam para levar de moto, de táxi e até a pé...tudo para ganhar uma graninha...

Andamos só uns 15 minutos e chegamos no Hotel Bali Dwipa, que tem um incrível preço de...uns 3 dólares por pessoa!!!!

Na entrada do hotel estavam o Tico e o André esperando. Nem percebi porque eles estão com cara de nativos..huahuahuahuhua

 

Saímos para jantar no Warung Cantinho Brasileiro. Uma pizza "nervosa", muito boa, por menos de 2 dólares...o suco natural custou só 50 centavos!!!!

Voltamos para o hotel e capotamos...

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Dia 5: Aprendendo a barganhar

 

O Tico e o André reservaram um carro dias antes e saímos para o interior da ilha, para um tour de 3 dias...

O trânsito balinês é coisa de doido.

Os carros, na teoria, andam pelo lado esquerdo. Na teoria, porque na prática...Todo mundo anda por onde convém...

Tem motos, muitas motos!!!! Muito mais motos do que carros...

 

 

Comemos um doce na estrada chamado Dodol Ewal, feito de arroz e enrolado numa palha...bom, muito bom...

 

 

Chegando em Ubud, comemos numa barraquinha de rua muito sujo o prato típico daqui, o Nasi Goreng...

Ela servia o arroz em uma prato de palha com as mãos e colocava um pouco de tudo que tinha lá...

Tem coisa que não deu para saber o que era...tinha até fígado frito que eu odeio...e pimenta, muuuuuuita pimenta. Por uma lado foi bom porque nem senti o gosto do fígado...Todos saíram com a boca dormente e a tiazinha só dava risada. A Jú tomou dois refrigerantes seguidos... e ela nem gosta.

 

Achamos sem querer o Monkey Forest. É um parque cheio de macacos...eles ficam sossegados no meio dos turistas, nem ligam pra nada...só não gostam dos flashs das câmeras dos turista sem noção (incluindo o Tico)

Tem também muitas estátuas e esculturas, assim como em toda a ilha...

 

No mercadão de Ubud tem de tudo...estávamos procurando artesanato em madeira e correntes de prata...

Alguns turista pagam o preço que o vendedor diz, mas o preço é muito mais alto do que realmente vale.

Dizíamos que estava caro e eles diziam que tinha desconto...e diziam: Qual é o seu preço? Quanto você quer pagar???

Daí começa a negociação. Não é pelo preço, pois de qualquer forma é barato, mas é pela negociação em si...

A cultura aqui é de mercadores e a graça é chegar num preço bom para nós e bom para eles...

Mas o bom para nós, às vezes é muuuuito bom para eles...

 

Começamos a analisar as técnicas da barganha...descobrimos nos outros dias que a gente tinha muito a aprender...

Mas valeu!!! Compramos 2 artesanatos em madeira!!!! Bom para nós, bom para eles...

 

Achamos um homestay baratinho e charmoso...com água fria, mas estava bom.

O restaurante onde comemos era muito chique, tipo da moda em São Paulo. Luz de velas, guardanapo no colo...Pagamos só 3 dólares cada!!!!!! O louco, comida e hotel baratos!!!!!

 

Capotamos de novo.

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Dia 6: O "guardião" do templo

 

Saímos cedo do Shana Homestay e fomos para o Pura Tirta Empul, um templo muito importante para os balineses.

 

 

Para entrar no complexo do templo é preciso usar o Batik (roupa própria para ocasiões religiosas) ou mesmo um Sarong (canga) para cobrir as pernas e demonstrar respeito pelas crenças balinesas...

 

Não tínhamos sarong, então fomos nas lojinhas (estrategicamente localizadas na entrada do templo) para negociar um sarong.

 

Good for me and good for you, dizia a vendedora...e dizíamos, Bancrul (ou bankrul, sei lá) que significa "tô quebrado"...

 

Depois de muito tempo, fechamos negócio.

 

No começo do templo há um tanque todo decorado onde a água pura da fonte jorra em vários canos como um chuveiro. Os balineses se banham lá para purificar o corpo e a alma.

 

À frente havia uma cerimonia com muito incenso e uma espécie de sino que era tocado o tempo todo. Fechamos os olhos e ficamos viajando nesse momento...

 

Mais acima, está a fonte. A água brota do chão e forma um lago. É essa água que escorre até o local onde eles se banham...

Em todos os lados há estátuas e esculturas.

 

Pegamos a estrada de novo e chegamos no Gunung Batur, uma montanha sagrada para os balineses.

Almoçamos em um restaurante muito caro!!!!Caro para o nosso padrão de viagem...custou 16 dólares para nós 2...mas a vista do Gunung Batur e do lago Batur valeu o preço.

 

Depois seguimos para o Pura Besakih, o templo mãe de Bali, e o mais importante de toda a Indonésia, segundo o "nosso" guia...

 

Quando chegamos, o cara do estacionamento mostrou um ticket de 10 mil Rúpias, e falou para corrermos porque ia começar uma cerimônia muito importante...pagamos, ele foi buscar o troco, estacionamos e saímos correndo...

 

Mais para frente um balinês com a camisa da Argentina ofereceu um guia e disse que não podíamos subir sem guia, só poderíamos ir até o hall principal.

Como ele era gente boa demais (e vestia aquela camisa), desconfiamos...

 

Subimos sem guia mesmo. Olhamos o ticket e estava escrito 8 mil Rúpias e não 10 mil. O ticket de 10 era pra enganar os turistas e a tal cerimonia era para gente não prestar atenção e sair correndo. Agora já era tarde para reclamar...

 

No hall principal, várias pessoas se ofereceram para ser guia. Eles vão chegando e vão explicando as coisas...

E íamos dizendo que não íamos pagar e tentávamos despistar os caras...

Depois chegou um dizendo que não era guia, era apenas um guardião do templo. Desconfiamos, seguimos em frente e ele foi nos seguindo...

 

Depois de 10 minutos já era tarde demais para dispensar o cara. Ele tornou-se o guia então...

O complexo do Pura Besakih é impressionante, incrível...fica aos pés do Gunung Agung, a montanha mais alta da ilha.

 

Na hora de ir embora, o Guardião pediu uma doação para o templo...

Cada um de nós deu 5 mil Rúpias. O cara falou: isso não dá nem 2 euros. Tem que ser 3 euros de cada um...

 

Falamos Sorry e saímos fora.

Guardião do templo??? Guardião da grana dele, isso sim!!!!

 

Pegamos a estrada de novo e paramos em Bangli para dormir.

 

Mas lá só achamos um hotel, sem água quente e meio caro. Não valia a pena. Fomos então até Gianyar.

Lá não é turístico e de todos lugares que paramos para pedir informação, só em 1 ou 2 tinha alguém que falava algumas palavras em inglês. Depois de muito tempo achamos um hotel. Custou cerca de 1,80 dólares para cada um...

 

Saímos para comer no mercadão público. Só tinha um frango frito que dava para encarar porque o resto era estranho demais...

Na barraca do frango frito estava escrito o preço de 3 tipos diferentes, que eram as partes do frango.

Quando chegamos, tinha fila e a Jú percebeu que um balinês cochichou algo com o vendedor sobre nós...

O vendedor chamou a cliente antes de nós para trás da barraquinha na hora de ela pagar...

Depois perguntamos o preço, o cara falou 6 mil Rúpias, sendo que o mais caro que estava escrito era 4500.

Perguntamos qual era aquele do preço médio e ele disse que não tinha...

A cidade é tão fora da rota turística que o vendedor nem sabia como passar a perna na gente...kkkkkkk

 

Saímos fora, pensei em pegar um miojo no mercado, mas acabamos comendo um lanche no Donkin Donuts mesmo...

Voltamos para o hotel e só aí lembrei que era aniversário da Jú...

Ela ficou muito brava, mas essa parte nem vou descrever...

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Dia 7: Visitando as grutas

 

Selamat Pagi.

Acordamos cedo e saímos para Bedulu, onde fica o Goa Gajah (Gruta do elefante).

O Goa Gajah é um gruta pequena que tem no lado esquerdo uma escultura de Ganesh e do lado direito, representações de Brahma, Vishnu e Shiva.

Tem ainda uma espécie de cabine escavada nas paredes onde os homens ficavam sentados e meditando.

 

 

Pegamos a estrada de novo.

Achei que já tinha visto todo tipo de barbeiragem, mas o povo balinês realmente é surpreendente!!!!

Os deuses devem mesmo protegê-los porque não vimos nenhum acidente...

Almoçamos na beira da estrada, no meio do nada, num warung simples.

A mulher não falava nada de inglês e para dizer o preço, ficava gesticulando. Até que ela teve a idéia de mostrar uma nota de 10 mil rúpias e apontar para um prato...

De novo, pimenta, muita pimenta!!!!O bom é que a pimenta tem um efeito que passa em pouco tempo.

Fomos até Goa Lawah, a caverna dos morcegos.

Demos uma de João-sem-braço e entramos sem pagar.

Estava acontecendo uma cerimônia bem em frente à caverna e os morcegos voavam para lá e para cá. Tinha muitos morcegos!!!

Teve também uma apresentação musical típica ao lado da caverna.

Voltamos para Kuta, passamos na internet, voltamos para o hotel e ficamos jogando conversa fora...

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Dia 8: Assistindo o Kecak

 

Acordamos cedo, mas a Jú estava com gripe e dor de garganta. Resolvemos ficar no hotel.

O Tico e o André foram pegar onda.

 

Depois do almoço, pegamos a estrada e descemos para Dreamland.

 

Na entrada da praia, o segurança cobrou 4 entradas. Quando vimos o papel, já era tarde, era 1 entrada por carro e não por pessoa.

 

Subimos o morro em Dreamland para ver a praia lá de cima...um visual incrível. Cena de filme de surf. Ondas perfeitas e brisa do mar refrescante. Parecia um sonho.

 

Lá do morro dá para ver os telhados de palha dos warungs que se localizam dos dois lados da escadaria que leva até a praia.

 

 

Finalmente colocamos o pé na areia de Bali...Um momento muito esperado...

 

Caminhamos um pouco, tiramos algumas fotos e partimos pra Uluwatu.

 

Em Uluwatu vista é inesquecível. De cima do paredão pudemos observar lá em baixo as ondas quebrando e o sol se pondo devagarinho...Alguns macacos andavam para lá e para cá no meio dos turistas...

 

 

Assistimos o tradicional Kecak, uma dança para representar o Ramayana.

 

O som que os caras fazem com a boca é uma viagem auditiva. O fogo dá um clima especial. As dançarinas balinesas movem-se lentamente, com graça...

 

 

Depois entram os deuses e representam uma luta, gritando e fazendo movimentos bruscos.

 

Hanuman surge de trás da gente, por cima da mureta, desce lentamente e se junta aos deuses.

 

Essa representação que vimos é bem para turista, mas não deixa de ser interessante...

 

Jantamos no warung 96, voltamos para o hotel e capotamos...

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Dia 9: A negociação sem graça

 

Saímos às 11 horas com destino a Ubud. Enfrentamos de novo o trânsito doido das estradas de Bali.

Em um farol, o Tico ficou parado, juntou um monte de motos atrás, começaram a buzinar, a Jú falou para o Tico que o buzinaço era para gente porque um cara na moto do lado disse para gente ir.

Só depois nós vimos que o semáforo estava fechado só para quem vai reto. Para quem vai virar para esquerda estava aberto, mas o semáforo estava escondido atrás de uma árvore...

 

A estrada perto de Ubud é cheia de lojinhas de artesanato. Paramos em uma para comprar os tradicionais gatinhos balineses.

 

Depois de andar em um monte de lojas, achamos um que nos agradou muito...

Só perguntamos o preço porque tínhamos gostado mesmo. Não dá pra ficar perguntando preço se não quiser comprar porque os caras ficam dizendo: qual é o seu preço??E se você não negocia, eles ficam bravos e resmungam algo em balinês...

 

A Jú perguntou o preço. Era muito, muito alto.

Falei No, thank you e viramos as costas.

Ele disse: Tem desconto...

Jogamos o preço lá embaixo como de costume já prevendo que ele ia baixar aos poucos até chegar no valor good for me, good for you...

Mas o cara aceitou. Repeti o valor pois achei que ele tinha entendido errado e ele falou: Ok OK...

Não entendemos nada, pagamos e fomos embora.

Ficamos até decepcionados porque o preço era baixo, mas não teve a graça da negociação. A negociação que é o legal da história...

 

Comemos no Warung Wulan de Ubud. Comida boa, salada de legumes com molho de coco e muuuito barato. O lugar era bem simples, mas o atendimento era muito bom.

Depois seguimos para o mercadão de Ubud para comprar mais coisas...

 

O Tico comprou uma corrente de prata. Fui em outra barraquinha, perguntei o preço, a mulher jogou lá pra cima o preço, falei que estava caro e que na outra estava mais barato, ela perguntou: - Quanto foi lá???

Respondi bem menos do que o Tico pagou e ela aceitou o valor...

Paguei menos que o Tico. hehehehe.

 

Essa negociação também foi meio sem graça, mas valeu.

Voltamos para "casa", a Jú jantou só uma salada e suco e eu comi o lanche submarino, que tem abacate e abacaxi no meio das coisas normais de lanche...

 

Selamat Malam.

Até a próxima...

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Dia 10: Câmbio local: Trocando dinheiro com os nativos

 

Acordamos tarde. Enrolamos para sair da cama. Tomamos café tarde. Demos folga a nós mesmos!!!

 

Um tiozinho veio vender prata aqui na porta do hotel. Ele viu que eu estava usando e perguntou quanto paguei. Respondi. Ele disse que não era de boa qualidade, a dele sim era boa...lógico, como não, pensei...

Dei uma olhada, mas estava muito acima do que paguei em Ubud.

Falei que estava caro e ele dizia que era de qualidade...a verdadeira prata de Bali...o preço dele era 50 % mais caro que em Ubud.

A Jú viu umas pulseiras, mas estava caro também. Dispensamos o tiozinho.

 

Fomos almoçar no Warung Linggar. Comemos peixe frito, arroz e salada, bebemos um suco cada, tudo por 6 dólares.

 

Na volta, encontramos de novo o tiozinho e ele veio oferecer de novo.

A Jú viu que na prata tem um código para saber a qualidade dela. Vi que a minha e a dele era o mesmo código.

O balinês do hotel estava ajudando (não sei se a nós ou ao tiozinho)...

Ele falou que o meu tinha o código, mas era falso...desconfiei...

 

Saímos pra trocar dinheiro nas barraquinhas de rua. Estávamos atrás de uma taxa de câmbio boa.

 

Andamos toda a Legian street e achamos uma barraquinha que pagava bem.

O Tico iria trocar 10 mil ienes. O cara foi colocando as notas na mesa divididos a cada 100 mil rúpias.

 

O Tico contou tudo, mas a conta não fechou. Ele pediu o que faltava e o cara falou que o resto era comissão...Saímos fora então sem trocar.

Paramos em outra barraquinha.

O André foi na frente. 1 dólar equivale a 9 mil rúpias, por isso quando a gente troca dinheiro, ficamos com muitas notas...daí fica fácil para os caras enganarem a gente.

 

O André começou a contar e foi separando em montinhos de 100 mil rúpias.

O cara do câmbio chamou outro nativo para ajudar (a enrolar a gente). Ficou então 2 contra 4...

Um deles ficou mexendo nos dólares que o André deixou na mesa e o outro foi colocando os montinhos de rúpias para o André contar.

 

Fiquei em um lado da mesa, o Tico e a Jú do outro lado. Todo mundo prestando atenção em tudo...

O André terminou de contar. O cara pegou todo o bolo de notas, pilha por pilha, contou de novo na nossa frente. Perguntou se estava ok.

O André falou que sim...Nessa hora, o cara, muito ligeiro, jogou quase metade das notas no colo, algumas ainda caíram no chão...

 

O Ticou gritou Hey man!!!No No No

Eu apontei para o colo dele e disse The Money, The money.

O André pegou os dólares da mão do outro para a gente sair fora, contou, e faltava 20 dólares...Ele olhou para o cara, nem disse nada e o cara já devolveu os 20...

Na saída, uns nativos já avisaram as outras barraquinhas de câmbio. Entramos em outra, mas o cara nem quis trocar. Disse que na rua toda tinha comissão...

 

Comissão?!?!?!Fala sério!!!Acho que ele quis dizer enganação...

Daí nessa rua ninguém mais iria trocar, desistimos e acabamos trocando no correio mesmo, cotação mais baixa, mas sem sustos!!

 

De noite saímos para jantar no Warung Bali Brasil. A Jú comeu uma salada de atum e eu comi uma foijoada, isso mesmo, FOIjoada...Só tinha o feijão preto, repolho refogado, farofa e fritas. Não tinha as carnes típicas de feijoada, mas estava bom...

A janta com 2 sucos custou só 1,50 dólar pra cada...O LOUCO...

 

Achamos que nesse dia de folga não iria acontecer nada de interessante para contar...

 

Bad Karma para quem tenta enganar os outros....

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Dia 11: Dia de praia e balada

 

Acordamos tarde. Tomamos café da manhã, panqueca de banana e chá. O Tico já tinha saído para Ubud de moto para comprar correntes de prata.

Eu, o Douglas e o André ficamos aqui em Kuta.

Na mesa do café encontramos um remédio para febre, que devia ser de algum brasileiro, pois estava escrito numa etiqueta em português: tomar 30 gotas.

Entregamos para o cara do hotel e ele quis saber para que era o remédio e como tomava. Eu já imaginei que ele iria vender para alguém, porque aqui eles vendem de tudo. Tudo é negócio...Ficamos pensando que o dono do remédio ia se dar mal...

O Tico voltou de Ubud e foi surfar com o André. Eu e o Douglas fomos almoçar no warung Linggar, 2 Nasi Goreng, 1 salada e 2 sucos.

 

Fomos para a praia e ficamos na areia só de bobeira. Uma tiazinha ofereceu massagem, falamos que não, daí ela se ofereceu para fazer a unha. Não de novo. Passou outra tiazinha vendendo pulseiras. Depois um cara oferecendo tatuagens de henna. Depois uma vendedora de frutas. O tiozinho do picolé e outro vendendo arco e flecha...

Quem vai comprar arco e flecha na praia???

 

Tinha uma estrangeira fazendo topless. Falei para o Douglas, olha lá a mulher fazendo topless. Ele viu e caiu na risada...

Era uma senhora de muita idade se achando a garota de Ipanema. Ela entrava no mar e saia desfilando...

 

Olhei os caras surfando. Eram ruins demais... O Douglas falou, assim eu também consigo...depois que a gente percebeu que eram o Tico e o André os ruinzões....kkkkkkk

 

Voltamos, tomamos banho e saímos pra jantar.

Fomos no Warung 96, um dos restaurantes mais badalados entre os mochileiros de Kuta. É um pouco mais caro que os outros, mas a comida é boa e o atendimento é melhor.

 

Comi um lanche sumbarine (submarino) de frango que tem abacaxi, pepino, alface, cebola (forte pra dedéu), tomate, queijo e o pão, claro.

 

Depois fomos comprar um vestidinho para eu sair na balada.

Na primeira lojinha, o provador é só uma cortina bem pequena e tinha um baita espelhão atrás...tá louco.

 

Provei o vestido no banheiro mesmo.

Começamos a negociar o preço, mas depois vi que estava descosturando...

Partimos para outra loja.

Na outra loja, comprei um vestido, que o Douglas disse que era só blusinha e que eu tinha que usar uma saia porque era muito curto...

 

Sai então atrás de uma saia.

Em outra loja a tia cobrou um absurdo. Vimos que não daria um bom negócio para nós e fomos embora.

 

Na loja do lado o cara cobrou um terço do valor pela mesma saia. Negociamos e pagamos metade do que ele queria...:)

 

Fomos para balada, na discoteca Bounty. Os meninos pararam para comprar uma Bintang, a cerveja balinesa, na loja de conveniência e o caixa falou em balinês com o Douglas achando que ele era nativo...huauhahuahuhua.

 

 

Direto está acontecendo isso, já foi a sexta vez, sei lá. Perdemos a conta...

E ainda falou que eu era inglesa...Preciso tomar sol ahuahuhauuha

 

Na balada o Tico e o André subiram no palco e fizeram a dança do siri...

Os gringos começar a imitar auhahuhua.

O André ao invés de dançar com as gringas, preferiu ficar dançando com um gordinho comédia...Ta louco..

O André entrou na gaiola e não queria sair. Encontramos lá um brasileiro que veio surfar na Indonésia. Gente boa o cara...

Depois eles entraram na piscina de espuma e ficaram zuando muito. Os dois são sem noção demais. Plantaram bananeira, lutaram com o pilar e fizeram a dança do siri de novo...

Fora da piscina, só dava os gringos escorregando e caindo no chão. hahuhauuha

 

Um cara queria roubar os chinelos do Tico e do André, mas não deixamos. Nessa hora o inglês fluiu perfeitamente...

 

Fomos embora, só o empolgadão do André ficou lá...

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Dia 12: Dia do cochilo, da preguiça, do descanso...

 

Acordamos tarde por causa da balada de ontem e perdemos o café da manhã.

 

Já era hora do almoço, então fomos de novo no Warung Linggar. A comida é barata, mas resolvemos economizar mais ainda. Por isso pedimos uma garrafa de água grande para todos ao invés de suco...Pedimos o prato mais barato, o Nasi Goreng.

 

A tiazinha do restaurante deve ter resmungado que éramos "mão de vaca". Hehehe.

Fazer o que né?!?

 

Entramos em uma lojinha procurando um pingente com o símbolo de Bali. Só tinha uns grandes e eu queria um menorzinho.

 

O cara falou que não tinha, que em nenhuma outra teria porque aquele era o tamanho mínimo.

 

Falamos Thank You e saímos. O cara falou: wait, wait, wait...Foi na lojinha do lado ver se tinha...huahuahuahu Cara de pau!!!

 

Depois encontramos um pingente menor em outras barracas, mas estávamos cansados para encarar uma negociação...Ficou para outro dia.

 

Voltamos para o Hotel e cochilamos.

 

Depois saímos para dar uma volta nas lojinhas de novo.

 

Tomei coragem e entrei numa joalheria de prata.

Não tinha entrado antes porque estava com medo dos preços. Realmente é caro, mas é mais bonito do que das lojinhas...

 

Voltamos de novo para o hotel. :) Ficamos de preguiça de novo!!!

 

Na janta resolvi provar algo diferente, comi um Cap Cay que é arroz com legumes cozidos e caldo fino e o Douglas comeu lazanha.

 

Voltamos mais cedo para o hotel para descansar mais um pouquinho e acordar cedo no outro dia.

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Olá Mauro!

Vai ser um relatão mesmo...

Acompanhe aí...

 

Abraços!

 

Dia 13: Curto-circuito no terceiro andar

 

Depois de ontem sem fazer nada, acordamos cedo para aproveitar o dia.

Às 9 horas fomos dar uma volta na praia.

A brisa do mar de Bali tem algo diferente, traz paz e calma. Muuuuita calma...

Kuta tem areia macia e clara. De tantos em tantos metros tem uma árvore com boa sombra. É um local perfeito para descansar.

Hoje, de novo, ao olhar para a linha do horizonte, imaginamos o tsunami e se daria tempo de fugir se viesse aquela onda gigante.

Sem chance, aqui é tudo reto, teríamos que entrar correndo em algum prédio de pelo menos 3 andares. Isso é outra coisa difícil de achar.

 

Na volta passamos nas lojinhas e depois do almoço passamos de novo nas lojinhas.

Em todo lugar tem lojinhas, principalmente nas ruas Poppies I, Legian e Poppies II, mas os produtos são basicamente os mesmos. Cangas, camisetas, bermudas, vestidos, saias, artesanato em madeira, pinturas, cds, dvds, bijuterias e artigos de prata...

Só muda o vendedor e o preço dependendo da cara do turista.

Eles costumam perguntar se é a primeira vez em Bali, quantos dias você está aqui, em qual hotel você está, de onde você é...E pelas respostas, eles estipulam os preços...

 

Todo dia me confundiram com balinês. Eles ficam falando na língua deles comigo e eu fico viajando. Depois eles perguntam de onde sou.

Quando a gente fala que é do Brasil eles ficam mais simpáticos, isso é automático...

 

Acertamos o passeio de amanhã com o tiozão que só ouve blues o dia todo. Ele é um daqueles que veio a Bali e nunca mais quis ir embora...tem várias dessas pessoas aqui...Dá vontade mesmo de ficar...

Quando chegamos no hotel estava tudo escuro. O menino balinês falava e falava e gesticulava e a gente não entendia nada. Ele veio há pouco de Jakarta e não fala língua estrangeira.

Depois de uns 5 minutos conseguimos entender que parte do hotel tinha pego fogo.

Pegamos a chave e corremos para ver como estava o nosso quarto. Nem deu para ver porque estava muito escuro. O fogo foi em um quarto do terceiro andar e a gente está no primeiro.

Deu um curto-circuito no banheiro e a fiação pegou fogo. O cheiro de queimado tomou conta de todo o hotel.

Depois de meia hora que a gente chegou a luz voltou. Só eu gritei. Se fosse no Brasil seria a maior gritaria...

A Jú está querendo mudar de hotel porque nossa lâmpada do banheiro queimou 2 vezes em 1 semana e o teto está preto perto dela.

Para completar, a Jú perdeu o anel que comprou 2 dias atrás...

 

Dormimos cedo para aproveitar bem o dia de amanhã...

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Dia 14: Snorkelling, para-sailing e banana-boat

 

Acordamos cedo. Às 9 chegou a van pra levar a gente até Sanur. A van era muito velha, a porta de trás não tinha forro e não fechava direito, a saída do ar estava colada com fita crepe, o insul-film estava todo rasgado. Fazia muito barulho. Pelo menos o motorista não era doidão.

 

Passamos em outro hotel para pegar a Tereza e a Letícia, 2 amigas do André que vieram do Japão.

 

Chegando em Sanur, fizemos primeiro o Snorkelling.

O barco nos levou para bancada de corais e ficamos lá até não aguentar mais. Tinha um pouco de correnteza e a Jú não conseguiu ficar na água porque a máscara estava incomodando e ela não conseguia respirar com o snorkel por causa da gripe.

 

Meu snorkel também não estava legal e acabei nem usando. Fui só com o meu fôlego, a máscara e as nadadeiras.

 

A Letícia também não entrou na água e a Tereza usou só a nadadeira.

 

Eu, o André e o Tico demos comida para os peixes. Eles vêem comer na nossa mão. É muito legal...

 

Tiramos várias fotos subaquáticas.

 

Paramos na ilha da tartaruga, que no caminho deu para perceber que não era ilha. Lá tem algumas tartarugas marinhas que vivem em cativeiro e outros animais exóticos como um morcego gigante, uma águia, o Dragão de Komodo, uma cobra enorme, um outro pássaro gigante e um falcão...

 

Tiramos fotos com todos eles. O tiozão ofereceu uma briga de galo para gente assistir, mas negamos. Briga de galo é sacanagem...

A mulher das tartarugas pediu uma doação para preservação da espécie. Como a gente pagou o pacote que incluía a ilha, pensamos que essa contribuição já estava paga e demos só 10mil rúpias.

 

O guia ficou apressando a gente para ir embora quando estávamos tomando água de coco. Levantamos e o seguimos.

Daí ele entrou atrás do balcão da lojinha de souvenirs. Olhamos para ele com aquela cara de quem não gostou. Ele nem ofereceu nada e já levou a gente até a saída...

Ta doido...

 

Voltamos para a praia e embarcamos no banana-boat, mas o cara do barco nem derrubou a gente na água. Mesmo assim foi bom.

 

O emocionante mesmo foi o para-sailing. É um para-quedas amarrado por uma corda longa numa lancha. A lancha vai andando e o para-quedas sobe muito alto.

 

 

Lá de cima a paz é total. Dá para ver as ondas quebrando perfeitas lá longe antes dos corais. Dá para sentir o céu mais perto.

 

Dá para ver os barcos bem pequenininhos e o mar verde esmeralda. O vento é calmo mesmo com a lancha correndo muito.

 

Dá para ver que a ilha da tartaruga não é ilha coisa nenhuma, é só o outro lado da península. Fala sério...

 

A Letícia não encarou o para-sailing. Como ela mesma disse, todo grupo tem um medroso...

 

Comemos um Nasi goreng meio apimentado. Todo mundo achou apimentado, mas nem achamos tanto assim, acho que estamos acostumando. O original (do mercado público de Ubud e da beira da estrada) que não é para turistas é muuuuuuuito mais apimentado.

 

Chegamos no hotel ás 3 da tarde e já saímos para as lojinhas. Ficamos até as 7:30 negociando e ajudando as meninas a negociar.

 

Um tiozão de uma loja me estressou. Eu e o André estávamos procurando camisetas regata. O tiozão pediu 10 vezes mais do que a regata valia. Demos nossa oferta num preço justo e o tiozão deu risada.

Ele disse para falar sério. Falei que era sério, que aquela era a nossa oferta. Ele riu. Falei thank you e fui saindo e o André também.

Nessa hora ele pegou meu braço e falou para subir a oferta. Falei que não, que aquele era o preço justo. Ele apertou meu braço forte. Falei já bravo e sério para ele soltar.

Ele soltou. Falamos thank you bravos e viramos as costas. Ele falou OK e jogou as regatas em mim. Daí falamos que agora não queríamos mais, joguei as regatas no balcão e saímos fora...

Tá louco, meu!!!!!

 

Comprei depois em outra loja pelo preço real, sem stress, porque disse para vendedora que conhecia o valor dos produtos. Ela até tentou cobrar caro, mas viu que eu não iria aceitar...

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Dia 15: A culpa é do Tico???

 

Acordamos cedo e logo saímos.

 

O Tico e o André foram pegar onda e nós ficamos de bobeira pelas ruas.

 

Almoçamos só nós dois e percebemos que o atendimento foi bem melhor, com sorrisos e tudo mais que um visitante espera. A culpa da falta de simpatia das garçonetes era do Tico ou do André? Ou dos dois??? Sei lá...

 

Depois do almoço fomos às compras de novo. Mas quem compra mesmo são o André e o Tico, a gente só faz aquela pressão na hora de negociar e a Jú dá a resposta final com cara de brava. "My last price!!!" hehheheh

 

Andamos em todas a lojinhas da rua Poppies II e outras mais de outras ruazinhas...

 

Chega uma hora que negociar começa a encher a paciência porque é sempre a mesma história e sempre o mesmo teatro dos vendedores. Estamos ficando cansado dos caras tentando arrancar sempre uma graninha a mais da gente...

 

Compramos a passagem para Gili Trawangan e trocamos uns dólares porque lá não tem casa de câmbio.

 

Fomos jantar, de novo só nós dois, e realmente o atendimento foi melhor. A Jú tentou explicar esse fato intrigante...

 

A teoria dela é que as garçonetes não são simpáticas com os turistas solteiros para evitar problemas. Provavelmente já deve ter acontecido de um turista interpretar de forma errada os sorrisos de um bom atendimento ou pode ser da cultura delas...

 

Depois de um tempo o André chegou pra jantar e a Jú falou que a culpa do mal atendimento era dele. Mas logo a garçonete chegou e ele também foi bem atendido nesse dia!!!

 

Então a culpa é de quem?!?!?!

 

Só pode ser do Tico!!!!

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Dia 16: Não, Obrigada.

 

 

Acordamos cedo e fomos para a praia. Uhúúú

 

Encontramos uma sombra boa, eu fiquei na areia e o Douglas foi (tentar) surfar.

 

Logo chegou uma tiazinha "mil-e-uma utilidades", e o diálogo foi mais ou menos esse:

 

- Massagem?

 

- Não,obrigada.

 

- Manicuri?

 

- Não, obrigada.

 

- Pedicuri?

 

- Não, obrigada.

 

- Canga?

 

- Não, obrigada.

 

- É baratinho.

 

- Não, obrigada.

 

Saiu, deu uma voltinha e me deixou fazer umas fotografias. Achei que ela tinha desistido, mas quando guardei a máquina ela voltou.

 

- Você vai entrar na água?

- Não, agora não.

- Quer massagem?

- Não, obrigada.

 

Ela resmungou que ali naquela árvore era o local de trabalho dela.

 

Fiz que não entendi e já peguei a máquina para fotografar novamente, antes de ela me oferecer mais alguma coisa.

 

Ela pegou uma vassoura e começou a varrer as folhas que estavam em volta daquela árvore. Só varreu em minha volta, acho que ela estava querendo me tirar dali.

 

Nem me mexi e ela desistiu, foi atrás de outros turistas...

 

Logo o Douglas e os muambeiros sairam da água. Adivinha para onde os muambeiros levaram a gente depois da praia?? Fazer compras, claro.

 

Almoçamos em um restaurante diferente, no Komala Indah II, com os mesmos pratos, mas mais barato. Pedimos Nasi Goreng e água. A garçonete (mal humorada, o Tico estava junto) trouxe a garrafa de água mas não trouxe copo. Ficamos esperando para ver se ela se tocava.

 

Mas ela nem tchum...Depois de um tempão, o Douglas pediu os copos e acho que ela fez questão de pegar os mais sujos que tinha lá. Sei não...

 

Quando o Nasi chegou, chegaram junto todas as moscas de Bali...Começamos a descobrir porque o restaurante era tão barato e tão vazio. Engraçado né.

 

O Nasi estava sem tempero, sem gosto, sem graça. O meu veio com um tempero especial: uma mosca morta no meio do arroz!!!! Ecaaaaaaaaaaaaaaa!!!!! Larguei tudo, desisti de comer. Era melhor ficar com fome...

 

Ficamos de bobeira por aí porque era o último dia do Tico e do André aqui em Bali...

Na hora que eles estavam saindo para o aeroporto, até choraram de tristeza...

Tá, tá. Sabemos que nossa companhia é maravilhosa, mas não precisa chorar...

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Dia 17: No balanço do mar

 

Às 6:00 nós acordamos e às 6:10 o motorista da van já estava batendo na porta do quarto. A mulher que vendeu o bilhete disse que a saída era entre 6:30 e 7:00.

 

Sei lá... Corremos e às 6:20 estávamos prontos. Sorte que compramos o café da manhã um dia antes...

 

Foram quase uma hora e meia até Padangbai, local de onde sai o ferry boat para Lombok. Eu dormi a maior parte do tempo.

 

A van chegou e logo uns ajudantes do motorista colocaram a bagagem dentro de uma lanchonete. Por que será?!?!?

 

Depois o cara falou que o barco saía às 9 horas e perguntou se a gente queria tomar café da manhã.

 

Hummmm daí as coisas se encaixaram.

 

Os caras saem cedo de kuta, antes do horário do café dos hotéis e levam a gente direto para uma lanchonete uma hora antes da saída do barco...

 

Será paranóia nossa?!?!?!

 

Às 9 horas andamos até o local de embarque, esperamos um pouco mais até todos embarcarem pois o cara da empresa Wannen Wisata deixou para comprar os bilhetes do ferry de seus clientes por último. Ele podia ter comprado enquanto a gente estava esperando das 8:00 até às 9:00.

 

Conclusão: só sobrou lugar no sol!!! Arrumamos um cantinho na sombra perto da cabine do comandante e sentamos no chão mesmo...

 

O barco saiu às 10 horas e a viagem demorou 5 horas.

 

A Jú deu uma volta no barco e viu um chinelo Havaianas com nossa bandeira. Seria brasileira??A guria estava dormindo e a Jú não quis acordá-la para saber.

 

Um tiozinho misterioso parou do nosso lado e ficava olhando para nós, tentando disfarçar, mas muito mal disfarçado. Ele ficava apontando o dedo e mexia para cima e para baixo.

 

Parecia que estava contando, sei lá. Depois ele começou a passar essência de hortelã no pescoço. E continuava a mexer os dedos...

 

A Jú já bolou outra teoria...

O cara estava de olho na nossa bagagem, ele imaginava o que tinha dentro e ficava somando o lucro que teria.

 

A essência de hortelã era um sonífero para eu e a Jú dormir.

 

Mas esse sonífero não faz efeito no povo nativo porque eles tem uma proteção natural. Depois ele ia roubar nossas mochilas e esconder dentro de algum caminhão que estava dentro do ferry boat...

 

Logo que a Jú me falou isso, o cara foi embora. Daí ela disse que ele viu que ela descobriu o plano malígno e fugiu...huahuahuahu

Isso que dá não ter o que fazer...

 

Quando o ferry chegou em Lombok um cara da empresa estava esperando e logo pegamos um micro-ônibus, agora de Lembar para Bangsal.

 

O micro-ônibus era muito velho e apertado, os bancos pareciam para criança. A bagagem ficou toda amontoada no último banco e as duas portas ficaram abertas.

 

O busão parou em Mataram não sei pra quê e ficou meia hora parado. O motorista disse que era a parada para o lanche. Sim, sim, faz parte do esquema, pensamos...

 

Pegamos a estrada de novo e depois de um tempo o motorista parou numa lanchonete/hotel e falou que já estava tarde e que a gente podia dormir ali.

 

Todo mundo chiou, foi um coro de WHAT???...

 

Depois o cara desconversou e falou que o pier estava logo alí e que dava para ir a pé.

 

De novo, todo mundo: WHAT???

 

Depois ele falou que na volta a gente tinha que ir até esse lugar pois era dali que o ônibus saía. Todo mundo reclamou, mas ele falou que não dava para o micro-ônibus chegar mais perto...

 

Como não dava se ele levou a gente até lá?!?!?!

 

Pegamos o barquinho até Gili Trawangan e uma hora depois chegamos lá. Vimos o sol se por de dentro do barquinho, no meio do mar...Foi lindo demais!!!

 

O único hotel que encontramos era feio, sujo, não tinha água quente e ainda custava o dobro do que em Kuta-Bali...

 

Jantamos e capotamos!!!

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Eu só tenho uma dúvida: quanto voce gastou de dinheiro com essa super viagem? e onde voce arrumou tanta grana? vc é rico? como se sustentava?

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Só vi atè o dia 17, onde estao os outros 125 dias?

Que outros lugares da Indonesia vcs visitaram?

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