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De bike em Amsterdã


Oswaldo Bak

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Nossa chegada a Amsterdã foi no dia 30 de abril, data do Queensday, uma festa em que todos se vestem de laranja, bebem e comemoram a saída da rainha do país. A tradição de séculos é comemorada até hoje pelos holandeses, mas nós chegamos tarde demais. A cidade estava uma lata de lixo de tão suja! Cheia de papéis e latinhas por toda parte. Não havia mais transporte público por causa do horário. Tivemos que pegar um táxi. O taxista, um doidão conversador, nos levou direto para o nosso hotel. Ficamos num hotel bem localizado, limpo e organizado. O quarto era um pouco pequeno para um casal, mas nós conseguimos nos adaptar.

 

O tempo estava bom, por isso começamos nosso primeiro dia numa feira de rua que ocorre quase todos os dias no bairro onde estávamos. Eles vendem de tudo, foi bem interessante. Depois fizemos uma caminhada pelo centro da cidade que é cortado por dezenas de canais. Amsterdã é uma cidade bem tranquila, organizada e cheia de tulipas.

 

Para nós, é a referência ideal da utilização da bicicleta como meio de transporte e estilo de vida. Há ciclovias por toda a cidade e o número de ciclistas e estacionamentos de bicicletas pelas ruas é enorme. Chegamos a pegar um pouco de trânsito algumas vezes com as nossas bikes alugadas. Muitas vezes é complicado estacioná-las por falta de espaço nos postes. É comum ver algumas bicicletas abandonadas pelos cantos e grades da cidade. O mais legal é observar os diferentes estilos e as bikes customizadas, uma maneira divertida que os donos encontram para identificá-las.

Percebemos que a cultura da bicicleta em Amsterdã vai além da prática esportiva. Trata-se de um meio de transporte presente no dia-a-dia da população. Algumas mulheres pedalam de saia e salto-alto numa boa, uma cena inusitada no Brasil. Em Amsterdã não há necessidade de campanhas, nem de grupos pró-bike porque a população está acostumada com esse meio de transporte, com esse estilo de vida. Os motoristas respeitam o cilcista e são conscientes do espaço de cada um. Alugar uma bike é fácil, não tem burocracia. Nós conseguimos fazer absolutamente tudo pedalando, inclusive ir e voltar para bares e restaurantes durante a noite sem correr risco. Foi uma experiência inesquecível. Gostaríamos de ter uma vida assim em São Paulo. Somos totalmente a favor do uso da bicicleta.

 

No primeiro dia, depois de caminharmos por quase todo centro da cidade, visitamos a fábrica da Heineken e conhecemos o processo de produção da cerveja. Pudemos prová-la antes de ficar pronta. Achamos um pouco comercial demais, mas pra quem gosta de publicidade é bem interessante porque eles mostram a evolução das propogandas de TV e da história da marca. Para nós a melhor parte foi a degustação da cerveja, que acontece no fim do passeio num bar montado para os turistas dentro da própria fábrica.

 

Caminhando pelas ruas de Amsterdã, logo percebemos a liberdade de pensamento das pessoas. A maconha é uma droga permitida, usada como se fosse tabaco. São inúmeros os Coffee Shops espalhados pela região central e no Red Light District. Os que vendem a droga não podem comercializar bebidas alcoolicas, mas existem os estabelecimentos que vendem álcool e permitem o uso da maconha, porém não a vendem. O Red Light District é um antigo bairro famosos pela prostituição. Atualmente milhares de pessoas visitam o local que se tornou ponto turístico. As prostitutas se expõem em vitrines iluminadas e chamam os clientes para o interior das casas através do vidro. É proibido fotografá-las. São mulheres de várias idades e características físicas.

 

No segundo dia, pegamos nossas bikes logo cedo e demos uma volta pela região central da cidade mais uma vez. Que ritmo interessante tem Amsterdã! As pessoas vão e vêm mais tranquilas e os motoristas de carros não são estressados. A qualidade de vida é nitidamente alta. As pessoas se respeitam.

 

 

Programamos uma visita ao museu do impressionista Van Gogh, pintor genial, de carreira curta, que descobriu o talento para a pintura apenas aos 30 anos. A obra dele é extensa, apesar dos poucos anos de atividade. Os quadros têm personalidade profunda, cores vivas e intensas. Van Gogh, que influenciou dezenas de artistas no século vinte, chegou a ser internado em um sanatório por se considerar louco e aos 37 anos se matou com um tiro no peito.

 

O museu é uma atração imperdível. As pinturas que vão ficar pra sempre na memória para nós são O Quarto que é muito viva e colorida de perto e o Auto-retrato com chapéu de feltro que é sensacional por causa dos traços rápidos e do estilo das pinceladas.

Nessa mesma tarde, em uma praça ao lado do museu Van Gogh pudemos aproveitar o sol ao lado do tradicional e até clichê “I Amsterdam”. Essas letras são bem famosas e muito turisticas.

 

Nessa mesma noite conhecemos alguns Coffeeshops...Havia também um parque de diversão temporário montado bem na praça central da cidade. Era inevitável não ser atraído pelas luzes e atrações... Ficamos interessados numa brincadeira que consiste em quebrar cinco pratos de cerâmica preso a um suporte em constante movimento. São dez tentativas por rodada com dez bolinhas de ferro do tamanho de uma bola de ping pong. Resultado, conseguimos quebrar os cinco pratos e ganhamos como prêmio um cachorrinho de pelúcia que se tornou nosso mascote da viagem!!

 

Nós queremos levá-lo conosco até o destino mais distante possível. Vamos ver até onde a pelúcia de Amsterdã vai chegar! Coitado, já foi todo tatuado...

No terceiro e último dia, seguimos de bike para o Museu Anne Frank. Pudemos conhecer a casa e esconderijo onde a menina judia, com 13 anos na época, se escondeu com sua familia do exercito alemão em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. O museu é pequeno e explicativo, a fila é grande mas não demora muito. Vale a pena esperar para conhecer! Nós adoramos.

Amsterdã foi um destino bem diferente de Londres porque mesmo sendo uma cidade grande, ela tem a cara de uma cidade pequena onde tudo funciona. Adoramos e queremos voltar. Gostaríamos de ter ficado mais tempo por lá, mas como o tempo não para, um novo destino virá...

 

AMSTERDÃ - HOLANDA

Hospedagem: (75 euros/dia - quarto duplo) - Easy Hotel : bom

Transporte: (10 euros/dia - bicicleta): excelente

Culinária (08 euros por prato em média): bom

Hospitalidade do povo local: muito boa

Pontos Turísticos: ótimos

Preços: medianos

Clima Local (média 15 graus): maio/12

Fuso Horário: 05 horas a mais em relação ao Brasil

Meio de Transporte: bicicleta e a pé

Distância Percorrida desde o último destino: 540 km

Distância Percorrida desde o ponto de Partida (Lisboa): 4.000 km

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  • 4 semanas depois...
  • 2 semanas depois...
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É ótimo andar de bicicleta em Amsterdam! Também aluguei uma, pena que passei poucos dias...

 

É legal viver um pouco da cidade, passar o dia-a-dia como fazem os moradores. O respeito que a cidade te dá, os espaços que você tem pra pedalar.. da uma sensação de liberdade que nunca senti antes :)

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