Aqui nosso roteiro mudou pela primeira vez. Depois de pesquisar um pouco melhor, descobrimos nosso interesse comum por castelos e pela história da França. Eliminamos Tolouse e incluímos a região do Vale do Loire à lista para dar mais dinamismo ao roteiro.
Ficamos hospedados em Tours, um município central dentre as dezenas de vilas e pequenas cidades que cresceram ao redor dos châteaux. São mais de 30 castelos! Não é fácil escolher quais visitar, ainda mais quando se tem apenas quatro dias para ver tudo. Escolhemos os mais visitados e com história mais significativa: Chambord, Cheverny, Amboise e Chenonceau. Ficamos admirados com a beleza dos jardins, com a suntuosidade das construções e com a riqueza dos elementos de decoração.
O Vale do Loire foi o lugar predileto da nobreza e da corte francesa por muitos séculos e o que restou nos châteaux é a prova disso. O ar provinciano foi mantido e os castelos continuam muito bem conservados, até hoje existem objetos e obras de arte que perduram desde a época em que os castelos eram habitados, alguns foram construídos no século XIII e XIV... As paisagens bucólicas atraem casais do mundo todo. Tornou-se um destino muito romântico e disputado, principalmente no verão e na primavera.
Optamos em conhecer os castelos por conta própria, já que o acesso de trem é muito fácil. Existem agências de turismo que oferecem transporte, alimentação e roteiro definido por 135 euros por dia, por pessoa. Por conta sai mais barato, nós gastamos menos da metade desse valor em média.
CHAMBORD
O primeiro château que visitamos foi Chambord. Ao entrarmos no parque onde se localiza o castelo, ficamos deslumbrados com o tamanho e beleza da fachada. Conhecemos os aposentos e aprendemos sobre sua origem e história. Chambord foi idealizado no século XVI pelo Rei Francisco I e os franceses atribuem parte de seu projeto a Leonardo da Vinci. Fica num pântano e era usado como casa de caça, atividade esportiva muito praticada pela nobreza na época. Grandes festas, encontros e até peças de teatro ocorriam lá dentro. Hoje ele pertence ao governo francês.
Durante a Segunda Guerra Mundial Chambord serviu de esconderijo para as obras de arte francesas, evitando que fossem destruídas pelo exército alemão. A visita durou quase duas horas. Não conseguimos visitar o parque porque é uma área imensa. Segundo o governo francês, Chambord fica na maior área verde preservada na Europa.
CHEVERNY
No mesmo dia seguimos de trem para Cheverny, um castelo de porte menor e ainda habitado por descendentes da nobreza. Os Huralt, proprietários do palácio desde o século XVII. Destacamos a organização e a ótima conservação dos móveis, tapeçarias, objetos de decoração e jardins, com gramado verdíssimo, impecável. Também há um canil com cerca de cem cães de caça. Eles são muito bem tratados e chegam a comer 1kg de carne por dia, quem gosta de cachorro se diverte!
Os ambientes internos foram remontados com móveis originais da época. Durante a visita, a sensação que tivemos foi de que a família que habita Cheverny ainda usa os aposentos abertos à visitação. Na verdade eles moram apenas numa ala restrita do castelo, onde os turistas não têm acesso.
AMBOISE
Rerservamos nosso segundo dia para conhecer o château de Amboise, onde há uma capela na qual está enterrado Leonardo da Vinci. Nesse dia chovia muito. Pegamos um temporal que quebrou nosso guarda-chuva. Desde Madrid, entre perdas e quebras, esse era nosso quinto! Numa viagem como essa é essencial ter um bom guarda-chuva. Voltando ao castelo: esse château foi a casa da família real francesa durante pelos menos três séculos e era o lugar predileto de Da Vinci que escolheu ser enterrado lá. Mesmo com o dia cinza e a chuva nós conseguimos conhecer bem Amboise e seus jardins. Esse castelo foi destruído em incêndios, mas preserva sua elegância e beleza arquitetônica.
CHENONCEAU
Chenonceau ficou para o último dia e foi nosso castelo predileto. No passado, era um pequeno Chateau que ficava na beira do rio Cher. Com o passar dos séculos a rainha Catarina de Médici resolveu construir mais uma parte dele sobre uma ponte que já existia.
A rainha criou um salão de festas sobre o Cher. Esse detalhe tornou-o o único no mundo que possui dependências suspensas sobre uma ponte que cruza um rio. A arquitetura magnífca é única no mundo. Chenonceau foi projetado bem antes de Catarina de Médici, por um casal de nobres no século XIV que foram obrigados a entregá-lo para a coroa francesa por conta de uma dívida. Depois ele passou pelas mãos de diversas mulheres que deram um tom muito feminino ao château.
Dois jardins rodeiam o castelo, sendo um de idealização de Diane de Poitiers, uma amante do Rei Henrique II e outro de sua mulher, Catarina de Medici que tomou o castelo de Diana, após a morte do rei. Chenonceau foi a casa de várias outras rainhas e princesas.
Pudemos conhecer os aposentos do castelo de cada uma das mulheres que marcaram a história do local, durantes os séculos. Cada um deles possui decoração original, de acordo com o estilo, ideias e trajetória de vida de cada uma delas. O castelo estava lotado de turistas. É um dos destinos mais tradicionais da região, seja pela beleza ou pelos elementos que compõem o local. Existe um jardim esculpido em forma de labirinto que completa o cenário encantador e nos faz imaginar os nobres passeando com seus trajes pesados e como era a vida naquela época.
TOURS
Tours, que foi nossa base, também tem pontos muito interessantes. O centro da cidade é bonito, algumas fachadas lembram casinhas alemãs. Pudemos aproveitar os bares e restaurantes durante a noite, após as visitas aos castelos. Ficamos hospedados num pequeno apartamento com cozinha, máquina de lavar e bom tamanho. Pudemos cozinhas e quase nos sentimos em casa...
Assim como em Bordeaux, fala-se pouco inglês em Tours, exceto nos pontos turísticos. A catedral da cidade já foi um ponto de peregrinação durante o império romano e hoje está sendo restaurada. Nossa visita foi bem rápida. A nossa passagem pelo Vale do Loire foi extremamente enriquecedora e prazerosa porque voltamos no tempo, viajamos nos séculos. Pudemos aprender um pouco mais sobre a história da França e sobre o dia-a-dia e observar estilo de vida mais regional, bem diferente de Paris que é o maior centro urbano do país.
Aqui nosso roteiro mudou pela primeira vez. Depois de pesquisar um pouco melhor, descobrimos nosso interesse comum por castelos e pela história da França. Eliminamos Tolouse e incluímos a região do Vale do Loire à lista para dar mais dinamismo ao roteiro.
www.212dias.blogspot.com
Ficamos hospedados em Tours, um município central dentre as dezenas de vilas e pequenas cidades que cresceram ao redor dos châteaux. São mais de 30 castelos! Não é fácil escolher quais visitar, ainda mais quando se tem apenas quatro dias para ver tudo. Escolhemos os mais visitados e com história mais significativa: Chambord, Cheverny, Amboise e Chenonceau. Ficamos admirados com a beleza dos jardins, com a suntuosidade das construções e com a riqueza dos elementos de decoração.
O Vale do Loire foi o lugar predileto da nobreza e da corte francesa por muitos séculos e o que restou nos châteaux é a prova disso. O ar provinciano foi mantido e os castelos continuam muito bem conservados, até hoje existem objetos e obras de arte que perduram desde a época em que os castelos eram habitados, alguns foram construídos no século XIII e XIV... As paisagens bucólicas atraem casais do mundo todo. Tornou-se um destino muito romântico e disputado, principalmente no verão e na primavera.
Optamos em conhecer os castelos por conta própria, já que o acesso de trem é muito fácil. Existem agências de turismo que oferecem transporte, alimentação e roteiro definido por 135 euros por dia, por pessoa. Por conta sai mais barato, nós gastamos menos da metade desse valor em média.
CHAMBORD
O primeiro château que visitamos foi Chambord. Ao entrarmos no parque onde se localiza o castelo, ficamos deslumbrados com o tamanho e beleza da fachada. Conhecemos os aposentos e aprendemos sobre sua origem e história. Chambord foi idealizado no século XVI pelo Rei Francisco I e os franceses atribuem parte de seu projeto a Leonardo da Vinci. Fica num pântano e era usado como casa de caça, atividade esportiva muito praticada pela nobreza na época. Grandes festas, encontros e até peças de teatro ocorriam lá dentro. Hoje ele pertence ao governo francês.
Durante a Segunda Guerra Mundial Chambord serviu de esconderijo para as obras de arte francesas, evitando que fossem destruídas pelo exército alemão. A visita durou quase duas horas. Não conseguimos visitar o parque porque é uma área imensa. Segundo o governo francês, Chambord fica na maior área verde preservada na Europa.
CHEVERNY
No mesmo dia seguimos de trem para Cheverny, um castelo de porte menor e ainda habitado por descendentes da nobreza. Os Huralt, proprietários do palácio desde o século XVII. Destacamos a organização e a ótima conservação dos móveis, tapeçarias, objetos de decoração e jardins, com gramado verdíssimo, impecável. Também há um canil com cerca de cem cães de caça. Eles são muito bem tratados e chegam a comer 1kg de carne por dia, quem gosta de cachorro se diverte!
Os ambientes internos foram remontados com móveis originais da época. Durante a visita, a sensação que tivemos foi de que a família que habita Cheverny ainda usa os aposentos abertos à visitação. Na verdade eles moram apenas numa ala restrita do castelo, onde os turistas não têm acesso.
AMBOISE
Rerservamos nosso segundo dia para conhecer o château de Amboise, onde há uma capela na qual está enterrado Leonardo da Vinci. Nesse dia chovia muito. Pegamos um temporal que quebrou nosso guarda-chuva. Desde Madrid, entre perdas e quebras, esse era nosso quinto! Numa viagem como essa é essencial ter um bom guarda-chuva. Voltando ao castelo: esse château foi a casa da família real francesa durante pelos menos três séculos e era o lugar predileto de Da Vinci que escolheu ser enterrado lá. Mesmo com o dia cinza e a chuva nós conseguimos conhecer bem Amboise e seus jardins. Esse castelo foi destruído em incêndios, mas preserva sua elegância e beleza arquitetônica.
CHENONCEAU
Chenonceau ficou para o último dia e foi nosso castelo predileto. No passado, era um pequeno Chateau que ficava na beira do rio Cher. Com o passar dos séculos a rainha Catarina de Médici resolveu construir mais uma parte dele sobre uma ponte que já existia.
A rainha criou um salão de festas sobre o Cher. Esse detalhe tornou-o o único no mundo que possui dependências suspensas sobre uma ponte que cruza um rio. A arquitetura magnífca é única no mundo. Chenonceau foi projetado bem antes de Catarina de Médici, por um casal de nobres no século XIV que foram obrigados a entregá-lo para a coroa francesa por conta de uma dívida. Depois ele passou pelas mãos de diversas mulheres que deram um tom muito feminino ao château.
Dois jardins rodeiam o castelo, sendo um de idealização de Diane de Poitiers, uma amante do Rei Henrique II e outro de sua mulher, Catarina de Medici que tomou o castelo de Diana, após a morte do rei. Chenonceau foi a casa de várias outras rainhas e princesas.
Pudemos conhecer os aposentos do castelo de cada uma das mulheres que marcaram a história do local, durantes os séculos. Cada um deles possui decoração original, de acordo com o estilo, ideias e trajetória de vida de cada uma delas. O castelo estava lotado de turistas. É um dos destinos mais tradicionais da região, seja pela beleza ou pelos elementos que compõem o local. Existe um jardim esculpido em forma de labirinto que completa o cenário encantador e nos faz imaginar os nobres passeando com seus trajes pesados e como era a vida naquela época.
TOURS
Tours, que foi nossa base, também tem pontos muito interessantes. O centro da cidade é bonito, algumas fachadas lembram casinhas alemãs. Pudemos aproveitar os bares e restaurantes durante a noite, após as visitas aos castelos. Ficamos hospedados num pequeno apartamento com cozinha, máquina de lavar e bom tamanho. Pudemos cozinhas e quase nos sentimos em casa...
Assim como em Bordeaux, fala-se pouco inglês em Tours, exceto nos pontos turísticos. A catedral da cidade já foi um ponto de peregrinação durante o império romano e hoje está sendo restaurada. Nossa visita foi bem rápida. A nossa passagem pelo Vale do Loire foi extremamente enriquecedora e prazerosa porque voltamos no tempo, viajamos nos séculos. Pudemos aprender um pouco mais sobre a história da França e sobre o dia-a-dia e observar estilo de vida mais regional, bem diferente de Paris que é o maior centro urbano do país.
VALE DO LOIRE - FRANÇA
Hospedagem: (50 Euros/dia quarto duplo) - Sejours & Affairs - excelente
Transporte Público: (3,20 Euros/ trem): ótimo
Culinária (12 Euros por prato em média): (utilizamos bem nossa cozinha): ótimo
Hospitalidade do povo local: regular
Pontos Turísticos: excdelente
Preços: altos
Clima Local (média 10 graus): abril/12
Fuso Horário: 5 horas a mais em relação ao Brasil
Meio de Transporte: a pé e trem
Distância Percorrida desde o último destino: 350 km
Distância Percorrida desde o ponto de Partida (Lisboa): 2.780 km