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Pat Alves

Grécia e Turquia com stop-over em Paris

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Oi!

 

O período de 24/05 a 21/06 deste ano foi as minhas férias para estes dois países tão diferentes do Brasil: Grécia e Turquia. Aqui no Mochileiros.com o número de informações sobre estes dois países não é muito grande, de forma que me senti um pouco na obrigação de ajudar de alguma forma as pessoas que também queiram visitar estes lugares. Então, vamos por partes:

 

O roteiro

Grécia: Dentre tantas ilhas, escolhi as principais: Santorini e Mykonos.

Turquia: Istambul, Éfeso, Pamukkale e a Capadócia (cidade escolhida: Goreme);

 

Li em vários tópicos as recomendações de ficar mais de 5 dias em Istambul mas eu gostaria muito de conhecer a ilha de Milos. Então, em consenso, conseguimos encaixar Milos no roteiro. Como a passagem mais em conta foi pela Air France, solicitamos um stop-over em Paris por 4 dias. Ainda mais porque seriam rês anos de um mochilão que fiz sozinha pela Europa e tinha muita vontade de voltar à Paris. De forma que o roteiro final foi:

 

Rio de Janeiro >Atenas > Milos > Santorini > Mykonos > Istambul > Éfeso > Pamukkale > Goreme > Istambul > Paris > Rio de Janeiro

 

Como viajamos

Gostamos de um certo conforto mas sempre com boa relação custo/benefício. Temos preferência por viagens realizadas de forma independente sempre que possível. Eu gosto de História, prefiro passear o dia inteiro e descansar à noite. Minhas amigas gostam de sair à noite. Também somos chegadas às compras. Todas nós gostamos de praia. Não economizamos com comida e de forma geral, escolhemos uma das refeições como a principal e na outra só "beliscamos".

 

Fontes de Consulta

*** Guias de viagem:

Eu comprei o Lonely Planet Istambul em português e foi de grande ajuda principalmente nos lugares onde não alugamos o áudio-guia.

Adquiri o Guia Visual da Folha Grécia mas não levei na viagem.

 

*** Na internet:

Os blogs Wazari, Turomaquia, Fui e voltei prá contar e Viaggio Mondo dentre outros.

Sobre Milos, os blogs Próximos Destinos e Vícios de Viagens.

A comunidade do Orkut "Dicas Imperdíveis de viagens". Há um tópico movimentado sobre a Grécia.

 

Agradecimentos

As informações do usuário Davlav ajudaram bastante nas minhas pesquisas sobre o roteiro. Incluo também o relato do MCM.

 

Planilha

Atualizei a planilha com o roteiro realizado, os custos de transporte e hospedagem. Não foi uma viagem mochileira mas as informações podem ser úteis a todos.

Grécia e Turquia 2012 - Mochileiros.xls

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1º dia (24/05/12): O voo Rio de Janeiro- Paris

 

Saímos do Rio no dia 24/05 em um voo da Air France às 19:00 rumo a Paris. Voo lotado e um espanto: as poltronas são tão incômodas quanto as da Gol! Graças ao "conforto" das poltronas, dormi muito pouco. Chegamos às 11:00 no horário de Paris, 06:00 horário de Brasília. Sim, são onze horas de voo! Tínhamos que ser rápidas pois a nossa conexão para Atenas seria às 12:30. Para quem não conhece o CDG - aeroporto Charles de Gaulle pense num aeroporto grande. Multiplique por 3. Percorremos por mais de meia hora para achar o tal terminal 2D. No meio do trajeto, a fila de imigração. São duas filas: uma para portadores de passaporte da Comunidade Européia e outra fila para pessoas de outros países. Eis que eu fui sozinha, as meninas ficaram na fila. O policial pediu meu passaporte. Lógico que ele viu a palavra mágica "Brasil" e achou que eu estava sozinha e perguntou para quais países eu ia e quanto tempo eu ia ficar. Depois, perguntou pela passagem de volta. Aí, a Ana perguntou em português o que ele queria. Eu falei que era a passagem de volta. Bom, o policial percebeu que eu estava acompanhada e chamou as outras. Nem olhou mais nada, carimbou o passaporte de todas e fomos lá procurar o terminal para pegar o voo para Atenas.

 

2º dia (25/05/12): O voo Paris - Atenas

 

O voo saiu às 13:00. Chegamos às 17:00 em Atenas (hora local). Porém só saímos do aeroporto às 19:00 porque uma das malas das meninas não veio. Teve todo o transtorno de ir ao balcão de informações, dar o endereço do hotel, telefone de contato e ficar sem mala e sem roupas a mais. Porém o atendente da companhia aérea informou que a mala chegaria neste mesmo dia no próximo voo, que seriam às 21:00.

 

Do aeroporto para a praça Syntagma, no centro de Atenas, há duas maneiras de chegar: de metrô ou de ônibus. Resolvemos ir de metrô. Porém com as malas estavam pesadas, resolvemos dividir um táxi. A corrida custou 40 euros. O motorista de táxi queria nos deixar a léguas do hotel porque uma das ruas que dá acesso ao mesmo estava interditada. Lógico que eu reclamei, afinal se ele está dirigindo que procure uma rua que dê acesso ao hotel. E assim foi feito. Depois que fizemos o check-in, só fomos a um restaurante que chamamos carinhosamente de "Árvore de Natal" pela quantidade de luzes que tinha. Escolhemos o prato moussaka (uma espécie de lasanha mais doce de carne), frango com molho teriaki e um arroz temperado. Tudo estava uma delícia. A comida não é salgada, é muito bem temperada. A comida grega é muito saborosa. Já eram 23:00, tínhamos que ligar para casa (seis horas de diferença do Brasil) e dormir pois amanhã seria dia de ir à Acrópole e segundo informações da minha amiga que foi à Grécia no ano anterior, tínhamos que chegar cedo antes do pessoal dos cruzeiros.

 

 

3º dia (26/05/12) - Visitando a Acrópole

 

O Central hotel possuía um café da manha: tomate, pepino, suco de pêssego, a máquina de café, ovos, frutas e iogurte, salsicha, bolos e croissant. Resumindo: bem internacional. A mala das Saímos do hotel para pegar o metrô rumo a estação Acrópole. As informações dos lugares turísticos aqui são em grego e em inglês. Essas mudanças aconteceram na época das Olimpíadas de 2004.

 

O ingresso para Acrópole custa 12 euros e dá direito a conhecer outros sítios históricos como o Ágora Antiga, Ágora Romana, templo de Zeus Olímpico e o teatro de Dionísio. O sol já estava forte e nos arrependemos amargamente de ter vindo com calça comprida. Já havia muitas pessoas na Acrópole. Na entrada, o templo de Atena Nike e passando por ele, o Parthenon. Qual foi a nossa surpresa ao ver aquele monte de guindastes atrapalhando o visual do Parthenon e as nossas fotos rs rs rs

 

Nós fomos sem guias, então para a gente naquele momento nada tinha significado. Ouvimos muito o português com sotaque brasileiro. Foi uma grande emoção conhecer aquele cenário que fez parte da história da Humanidade. Pena que muita coisa foi destruída e ainda bem que fazem de tudo para preservar.

 

Saímos de lá e fomos para a outra entrada da Acrópole conhecer o templo de Hefestus e a Ágora Antiga. Subimos o monte Aeropago, lugar onde o apóstolo Paulo fez uma de suas pregações.

 

A face oeste da Acrópole é o bairro de Monastiráki, cheio de restaurantes e lojinhas, uma rua 25 de março, um Saara. Adoramos! Comemos uma salada grega e um prato enorme de carnes mixadas (bovina, frango, linguiça e cordeiro) e vários bolinhos e salgados de queijos. As meninas gostaram da cerveja Mythos. Aqui, sempre antes de uma refeição a entrada é pão (dois tipos) e água, muita água. Eles adoram um azeite e o azeite aqui é de um sabor muito bom. Andamos e muito pelos bairros de Monastiraki, Plaka e Psiri.

 

Conhecemos a Biblioteca de Adriano. Logo nesta rua há um trenzinho que circula pelos principais pontos turísticos da cidade a custo de 6 euros. Não usamos mas achei bom deixar esta informação pois pode ser útil para quem viaja com crianças. Se não me engano, o trem custa 6 euros.

 

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Imagem: Da esquerda para direita: Acrópole, As caristíades do Ereicton, templo de Efestus, A vista da Propileo do Aeropago, Biblioteca de Adriano, o trenzinho de city-tour de Monastiráki, A praça de Monastiráki e a placa da saída (êxodo) da Acrópole.

 

 

O Novo Museu da Acrópole

Voltamos para a estação de Acrópole e conhecemos o novo museu da Acrópole. Lá entendemos muita coisa da Acrópole pois há várias peças da Acrópole e um vídeo explicativo. Recomendado com louvor!

 

Na construção do museu, descobriram ruínas sob o solo, então na entrada do museu uma parte do piso é transparante para as pessoas observarem as ruínas. O restaurante do museu tem uma vista ótima para a Acrópole.

 

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Assim terminou o nosso dia. Andamos das 08:00 até às 20:00. Ah, a crise na Grécia parece só existir na TV. Tudo parece transcorrer calmamente. Não há protestos. Há muitos turistas e os preços não são tão baratos assim como as pessoas estavam pensando.

 

 

4º dia (27/05/12) - Templo de Zeus Olímpico, Estádio Panatemaico, Museu Arqueológico Nacional e monte Lycabettus

 

Dia seguinte, fomos conhecer os outros sítios históricos como o templo de Zeus Olímpico e o teatro de Dionísio.

 

Estádio Panatemaico

De lá, caminhamos até o Estádio Panatemaico, estádio das primeiras olimpíadas da Era Moderna em 1896. Todo feito em mármore. Nas olimpíadas de 2004, foi o lugar de chegada das maratonas masculina e feminina. Teve turista que aproveitou o momento e deu sua volta olímpica no estádio.

 

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Museu Arqueológico Nacional

Estação de metrô: Victoria

Da estação Syntagma fomos à estação Victoria para ir ao Museu Arqueológico Nacional. Este museu é o maior da Grécia e reúne cerca de 20mil peças de diferentes períodos da História. Algumas pessoas recomendam ir a este museu antes de ir à Acrópole, para entender melhor. Infelizmente, nós e outros turistas demos com a cara na porta pois o museu fechou mais cedo neste dia. Que frustação!

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Monte Lycabettus

Estação de metrô: Evangelismos

Para chegar ao monte Lycabettus, logo na saída do metrô, siga a rua Ploutarchou. Até chegar ao teleférico (cruzamento com a rua Aristippou), há muitos degraus a subir. O teleférico custa sete euros. No alto do monte, há uma capela de São Jorge, se não me engano. De lá você tem a vista de toda a cidade. O dia estava nublado, então perdeu um pouco o encantamento mas mesmo assim foi válida a visita. Guarde bem o ingresso, pois você precisará dele para descer. Eu perdi o ingresso e foi um estresse falar com o segurança para descer no teleférico sem que ele achasse que estava querendo passar a perna. O teleférico funciona até às 2h da manhã.

 

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Quem converte, não diverte - Atenas

Bilhete de metrô - EUR 1,40

Água 500ml - EUR 0,50 a 1,00

Ingresso conjunto Acrópole, Ágora Antiga, Ágora Romana, Biblioteca de Adriano, Templo de Zeus Olímpico: EUR 12,00

Ingresso Estádio Panatemaico: EUR 3,00

Teleférico Monte Lycabettus: EUR 7,00

 

Obs.: Em Atenas, estudantes tem desconto nos ingressos. Não deixe de levar sua carteira estudantil. Fique de olho nos horários, a maioria das atrações fecha às 15:00 com exceção do Novo museu da Acrópole.

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5º dia (28/05/12) - Chegando à ilha de Milos

 

Milos é uma das ilhas do arquipélago Cíclades, que tem esse nome devido às ilhas formarem um círculo em volta da ilha sagrada de Delos. Para chegar a Milos, decidimos ir de ferry. Compramos as passagens pelo site Greeka.com mas você pode comprar diretamente no site da companhia de ferry. Tudo deu certo. A companhia era a Seajet. O horário do ferry era às 07:00 com previsão de chegada às 09:30.

 

Acordamos às 05:00 para pegar o ferry em Atenas. Novamente pagamos um táxi até o porto de Pireus (achamos perigoso sair na madruga para pegar o metrô). A corrida custou EUR 21,00. Chegamos uma hora antes do previsto, tempo suficiente para trocarmos as reservas já impressas pelas passagens. O ferry saiu pontualmente às 07:00 e chegou ao porto de Adamas dentro do previsto, eu tinha uma relação de hotéis, então eu e a amiga fomos à procura de hotéis e a outra ficou com as bagagens no porto. Eu já tinha um na lista e inclusive já tinha enviado um e-mail solicitando a reserva mas não cheguei a fechar. Durante o caminhar, percebemos que há vários restaurantes e lojinhas de souvenirs. Apesar de ter perguntado o caminho para duas pessoas, não conseguimos achar o hotel pois as ruas aqui não tem nomes. Então como achar um hotel pintado de branco com janelas azuis se praticamente tudo na cidade é assim?!

 

Eis que paramos numa ponte que foi dada como referência pelos dois homens que eu fiz a pergunta e uma italiana simpática insistiu para que conhecêssemos seu estúdio. Estúdio aqui é um quitinete, um apartamento para alugar. Conhecemos o estúdio (um charme!) mas achamos muito distante do Centro o que nos obrigaria a vir de carro. Para não ser tão rude com a mulher que foi muito gentil conosco dissemos que a nossa amiga que estava no Porto era muito exigente (rs rs rs). Voltamos para a tal ponte e fomos procurar o tal hotel. Eis que achamos uma pousadinha muito boa com um apartamento para 3 pessoas. Concordamos em ficar por ali, junto com o dono da pousada pegamos a outra amiga no porto. Fizemos o check-in, alugamos o carro.

 

Aluguel do Carro

Alugamos o carro na Agência Athina. Para alugar é necessário o passaporte e cartão de crédito. Eles entregam o veículo com tanque quase vazio, o que achamos isso uma esperteza grega. Sempre que alugar, convém perguntar quanto gastará por dia de combustível. Só aprendemos esta lição em Santorini. Deixamos um quarto de tanque a mais para a agência!

 

Hospedagem: Tylemachos Studios

URL: http://www.tilemachos-rooms.gr/

Prós: limpeza (ponto alto em todos as cidades gregas que passamos), uma sacada que ajuda e muito a estender as roupas para secar, uma cozinha com cafeteira, talheres, panelas e uma sala com bicama e um quarto com duas camas. Os senhores donos da pousada são muito prestativos.

Contras: Não tem café porém tem um mercado e uma padaria maravilhosa na rua.

 

 

O que fazer em Milos

 

Nesta ilha foi encontrada a Vênus de Milos, estátua que hoje está no museu do Louvre em Paris. A ilha tem algumas ruínas para conhecer mas a nossa vida aqui foi só praia. E que praias!

 

Não há outra maneira mais prática de conhecer as praias de Milos do que alugar um carro ou uma moto ou um quadriciclo. Nós alugamos um Chevrolet Matiz por 40 euros (dois dias). Seguindo a dica da dona da pousada, logo no primeiro dia fomos conhecer as três praias consideradas mais bonitas da ilha: Tsigrado, Firiplaka e Sarakiniko.

 

Todas muito bonitas mas na nossa opinião, Sarakiniko é a mais bela de todas pois tem água cristalina, que as outras também tem mas a diferença é que a paisagem é lunar. Praia nota dez! Gostamos tanto que voltamos no dia seguinte.

 

6º dia (29/05/12) - Conhecendo as outras praias de Milos

 

As estradas são boas. A vista é linda e o caminho é quase sempre beirando a precipicio (medo!). Talvez a única coisa que peque seja a sinalização.

 

Mandrakia - Paramos apenas para tirar fotos.

Pollonia - É o lugar onde escolhemos almoçar. Almoçamos no restaurante Giallos nos dois dias.

Papafragas - Entre Pollonia e Saranikiko, há um lugar espetacular chamado Papafagras. Bom para snorkelling.

Saranikiko - Praia de águas cristalinas e paisagens lunares. Excelente!

Paleohori - Não gostamos muito desta praia.

Firiplaka - o acesso é por uma fenda onde há uma corda para chegar à praia.

Hivadolimi - a praia é linda e praticamente deserta. E que água! Difícil descobrir onde exatamente ela está.

Plaka - bairro charmoso com vários restaurantes. Fomos para almoçar no segundo dia com intenção de voltar à noite. Com tantas vielas de ruas estreitas e dificuldade de achar um lugar para estacionar, desistimos. Deve realmente ser lindo assistir o pôr-do-sol naquele lugar.

 

Para sair à noite: O porto e o bairro de Plaka.

 

Quem converte, não diverte - Milos

Aluguel do carro (Agência Athina): EUR 20,00 a diária

Gasolina (15L): EUR 30,00 (rasgamos dinheiro aqui!)

Almoço no restaurante Gialos em Pollonia: EUR 13,00 (incluindo bebida e gorjeta).

 

 

Avaliação

Ficamos dois dias nesta ilha pequena e maravilhosa chamada Milos. Quando falam de ilhas gregas, sempre vem a mente as ilhas de Santorini e Mykonos. Porém, há dezenas de ilhas para conhecer e nas minhas pesquisas, encontrei Milos. Escolhi a ilha de Milos pelas fotos. Não me arrependi. Correspondeu todas as minhas expectativas. Prometi a mim mesma voltar ali.

 

De modo geral, as praias de Milos parecem piscinas de tão calmas e as águas são muitos cristalinas. Vale a pena conhecer! A ilha é muito frequentada por italianos. Na época em que fomos, final de maio, estava praticamente vazia. Achamos um bom lugar para viagem de casal, principalmente porque não há tanto oba-oba como nas ilhas mais conhecidas.

 

 

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Da esquerda para direita: (1) Mandrakia, (2) Hivadolimi, (3) e (4) Tsigrado, (5) e (6) Firiplaka, (7) Papafragas, (8) e (9) Saranikiko.

 

 

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Da esquerda para direita: Tylemachos Studios, Padaria, Bairro de Plaka, Praia de Paleohori, vista de um mirante próximo a igreja de Plaka.

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7º dia (30/02/12) - Chegando em Santorini

 

As minhas expectativas com relação a Santorini não eram muitas. Sabia que era uma das mais famosas ilhas gregas juntamente com Mykonos. Sabia que era ilha escolhida por muitos casais para lua de mel e até casamento. A atração mais famosa de Santorini é o pôr-do-sol, que é o mais famoso da Europa.

 

Santorini fica a uma hora e meia de Milos (de ferry). Chegamos às 11:30. Já havia uma pessoa nos esperando pois eu havia agendando o transfer gratuito. Nosso hotel fica em Fira. Fira é a capital de Santorini. Do porto ao hotel leva-se cerca de 20 minutos percorrendo as ladeiras da cidade. Fomos muito bem recebidas pelo pessoal da recepção (Nikos e Dora). Nikos na Grécia parece ser um José ou João no Brasil! Assim que fizemos o check-in, pegamos o mapa oferecido pelo Nikos e fomos caminhar até o centro de Fira.

 

Segundo o Nikos, entre o Centro e o hotel dá uns cinco minutos. O que é a mais pura verdade. De cara, percebemos que Santorini tem muito mais movimento que Milos. Mal entramos numa rua e já escutamos português. Inclusive de lojistas que sabiam falar portunhol.

 

Aqui na Grécia, percebemos que os vendedores de comida e bebidas sempre oferecem uma prova. Experimentamos vinhos e amendoim com mel e gergelim (viciante!). Adoramos os souvenirs e os produtos oferecidos. Ficamos encantadas!

 

Almoçamos e fomos caminhando pelas ruas do Centro que se revelaram ser uma rua das Pedras (Búzios). Muitas lojas, muita variedade... Neste vai e vem, chegamos até ao teleférico. Também vimos preços de aluguel de carro e dos passeios de barco, que era o que se podia fazer na ilha.

 

O tempo hoje não ajudou. Está muito nublado, além disso venta muito. Estávamos indecisas sobre o que fazer amanhã. Eu votei em ir para as praias e conhecer Oia.

 

Explicando Santorini

Santorini ou Thira é um arquipélago resultante de uma erupção vulcânica há mais de mil anos antes de Cristo. Sua ilha mais famosa é Thira, que também é a capital. A Santorini dos cartões-postais é o vilarejo de Oia (lê-se Ía) com suas casas branquíssimas e hotéis caríssimos.

 

8° dia (31/05/12): Conhecendo as praias e Oia

 

Acabamos por alugar o carro pelo hotel. Saiu por EUR 30,00 o aluguel de um Nissan Micra. A minha amiga foi a motorista em Milos e também seria a de Santorini, disse que o carro era pior que o Chevrolet Matiz que alugamos em Milos. Demorou um pouco para manobrar e sair do hotel o que, quando aconteceu, dois velhinhos que estavam na porta do hotel começaram a aplaudir. Rimos muito.

 

Desta vez, o rapaz da locadora informou que com 10 a 15 euros de gasolina, dá para conhecer toda a ilha. Abastecemos nove euros e fomos rumo às praias. Conhecemos as praias Red Beach, Black Beach e Perissa Beach. Red Beach tem esse nome pois a encosta da praia tem cor vermelha. Black Beach porque sua areia é preta. Perissa Beach é a praia mais bem estruturada com restaurantes, espreguiçadeiras e até serviço de massagem. Almoçamos por ali. Conhecemos outras praias antes de Perissa mas as três citadas são as mais bonitas. Logo depois, fomos para Oia.

 

Conhecendo Oia

 

Oia é a Santorini dos cartões-postais: casas brancas e igrejas de cúpulas azuis. É aqui que estão os hotéis mais caros e a vista para o pôr-do-sol. Chegamos a sol pleno. A luz solar refletida nas casas brancas chegava a doer a vista. Tudo muito bonito! Caminhando, chegamos a uma espécie de rua das Pedras. Com um pequeno detalhe: a rua é toda de mármore!

 

Oia é mais sofisticada que Fira. Os preços comprovam isso. Resolvemos ir em busca das imagens dos postais, procurando as igrejas. Achamos! Depois, achamos o Castelo de Oia, onde se tem uma vista ótima. Eram 17:30 e queríamos assistir o pôr-do-sol. Entramos em conflito pois uma queria voltar à Fira para fazer compras. Uma frase da foi decisiva para não desistirmos e ficar: “A gente vai deixar de conhecer o pôr-do-sol mais famoso da Europa para fazer compras. Isso é futilidade!"

 

Então, fomos comprar água e escolher um restaurante para tomarmos café e aproveitar o terraço para assistir. Deu tudo certo! Pedimos um crepe e uma bebida (crepe horrível!) e às 20:20 aproximadamente começou o espetáculo. O sol estava bem redondo e pegou várias tonalidades desde o laranja, rosa. Não houve aplausos mas sim um ar de encantamento. Saímos satisfeitas de lá!

 

9°dia (01/06/12): Passeio de barco

 

Deixamos o último dia para fazer o passeio de barco até o vulcão. O ponto de encontro era no porto de Fira. Santorini tem dois portos em Fira: um que recebe os ferrys e outro que recebe os barcos que trazem os passageiros de cruzeiros e barcos de passeios. Este último era o antigo porto de Fira e é para lá que teríamos que ir. Para chegar até lá, havia duas opções: descer as escadas ou ir de teleférico. Optamos por descer as escadas. É o mesmo caminho que os burros fazem trazendo os turistas.

 

Que furada! Os degraus estavam cheios de cocô dos burros. Bem nojento! No começo, até desviava do cocô mas depois eu falei um “que se dane!” Fora que várias vezes tínhamos que parar para a manada de burros passar. Levamos mais de meia hora para chegar ao porto.

 

O barco Poseidon saiu pontualmente às 10:45 (verificamos ao longo destes dias como os gregos são pontuais). Teve gente que chegou depois, dava até para o barco parar mas não fizeram isso.

 

A primeira parada é no vulcão para fazer uma caminhada de uma hora. Na verdade, onde andávamos era apenas 1% dele, os 99% restantes estão submersos. Segundo o guia, a última erupção foi em 1950. Eu não preciso dizer que quase morri com aquele monte de ladeiras sob calor forte. A vista é muito bonita, o cheiro de enxofre é um pouco desagradável mas aí tem a brisa do mar para amenizar.

 

Depois disso, o barco parou próximo a uma das ilhas, acho que Nea Kameni, para os turistas nadarem em águas termais. O barco não pode parar exatamente no ponto das águas termais porque ali é raso. Então, o visitante tem que nadar pela água fria até chegar a água quente. A parada para banho é de 20 minutos.

 

Segundo o comandante do barco, ele parou a 40m. A temperatura da água estava a 35°C e ele frisou bem que só deveriam descer pessoas que soubessem nadar bem. As meninas desistiram de ir.

 

Houve uma parada para almoço na ilha de Thirassia. Lá conhecemos uma senhora pernambucana que estava sozinha em Santorini e ela não sabia falar inglês! Uma figuraça muito engraçada que combinou com a gente de sair à noite. Na volta, pegamos o teleférico e fomos às compras em Fira.

 

Quem converte, não diverte - Santorini

Passeio de barco (ag. Dakoutros Bros) - EUR 28,00

Museu - EUR 3,00

Ingresso para acessar o vulcão: EUR 2,00

Teleférico: EUR 4,00

Gyros: EUR 5,00

Coca-cola (garrafa em tamanho micro): EUR 2,00

Pacote de amendoim com gergelim: EUR 3,00 (2 un.)

Pão oferecido como entrada nas refeições: EUR 3,00

Assistir a um pôr-do-sol digno de aplausos: não tem preço!

 

Avaliações

Santorini deixará saudades. Apesar das praias de Mykonos e Milos serem as mais bonitas, eu acabei gostando daqui. Toda aquela brancura me enfeitiçou.

 

Dicas

*** Os ônibus coletivos de Santorini parecem ônibus de receptivos! Se já tem os horários dos ônibus cheguem alguns minutos antes. Vimos em Oia várias pessoas perderem o ônibus porque este chegou 10 minutos antes do previsto. Pelo sim pelo não podem ser minutos preciosos para o seu planejamento.

 

*** Em junho de 2012, o sol está se pondo às 20:30. Eu queria muito ver as casinhas brancas amarelarem com o sol se pondo. Não vi pois estava em um restaurante. A conclusão que eu cheguei é que eu deveria estar no Castelo de Oia para poder observar bem esse fenômeno.

 

*** A ilha está lotada de mirantes para apreciar o espetáculo da natureza.

 

*** Há vários estacionamentos gratuitos.

 

*** Se não quiser o pão oferecido de entrada, recuse. Mesmo que você não coma, pagará.

 

 

Imagens

 

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Da esquerda para direita: (1) Fira, (2) Estação dos burros, (3) A água do porto de Fira (!), (4) Red beach, (5) Black Beach, (6) Praia de Perissa, (7), (8) e (9) O vilarejo de Oia.

 

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Da esquerda para direita: (1) a (3) O passeio de barco; (4) a (6) Oia.

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10º dia (02/06/12): Chegando em Mykonos

 

Saímos de Santorini para Mykonos usando novamente o ferry Superjet da Seajet. Duração prevista da viagem: 2h30. O hotel forneceu um transfer gratuito para nós até o porto. O ferry para Mykonos atrasou, o que nos fez chegar uma hora depois do previsto. O porto de Mykonos é enorme e percebemos que o fluxo de pessoas ali era bem maior do que o de Santorini. Destacou o número de iates ancorados.

 

Fomos recebidas pela dona do hotel Damianos. Mykonos também tem muitas ladeiras mas ao contrário de Santorini e Milos não estão beirando o precipício. Na recepção, recebemos um mapa da ilha e várias explicações sobre a centro e as praias. Depois do check-in, descemos as ladeiras (há escadas para chegar mais rápido ao Centro) e fomos conhecer Chora, a capital da ilha.

 

A primeira impressão de Mykonos não foi boa: achei o porto e as ruas sujas, cheias de guimbas de cigarro (o povo grego fuma à beça!) e as casinhas não são tão brancas quanto as de Santorini. Ficamos por lá até o pôr-do-sol. Depois nos embrenhamos pelas vielas cheias de lojas de charme e tavernas. Jantamos num restaurante cujos donos falam espanhol e foram super simpáticos. Comida excelente! Na volta ao hotel nos perdemos e ficamos por mais de uma hora procurando o caminho para o hotel.

 

 

11º dia (03/06/12): Paradise beach

 

Alugamos carro também em Mykonos. Houve uma certa dificuldade em achar carros disponíveis pois justo neste final de semana teria a Full Moon Party e a ilha estava cheia. Já estávamos com a idéia de ir de ônibus para a praia no domingo e nos outros dois dias ir de carro quando em uma agência perto do terminal de ônibus ofereceu EUR 30,00 a diária de um Pegeout 107. Como de costume, o combustível estava na reserva.

 

Segundo um dos blogs que eu li, as três melhores praias de Mykonos são Paradise Beach, Superparadise beach e Platys Gialos. Fomos para esta última. Não gostamos. A praia é bonita mas os restaurantes lotearam toda a areia com espreguiçadeiras e guarda-sóis. Além disso, o assédio dos garçons é grande. Saímos e fomos para a Paradise beach. A praia é bonita e decidimos ficar por ali a tarde toda. Logo assim que escolhemos um lugar para ficar um choque: alguns velhinhos (homens e mulheres) estavam pelados na praia! Aqui algumas mulheres também faziam toppless. As poltronas e as espreguiçadeiras pertencem à Prefeitura e o conjunto guarda-sol e duas espreguiçadeiras custam EUR 12,00.

 

Ficamos até umas seis horas e voltamos para o hotel para à noite irmos à Chora (capital em grego) novamente andar pelas vielas e jantar em uma das tavernas. Isso parece ser o que boa parte dos turistas fazem em Mykonos.

 

Nós fomos a tal Full Moon Party e eu vou me abster de tecer comentários pois eu não gosto de baladinhas, boates e afins.

 

 

12°dia (04/06/12): Conhecendo as praias do sudoeste (Elia, Kalo Livadis, Aghia Anna, Kalafatis e Superparadise)

 

Dia de sol forte em Mykonos. Conhecemos várias praias lindíssimas que mudaram totalmente nossa opinião sobre a ilha. Agora sim, eu posso dizer que adorei Mykonos! Pense numa água cristalina. Pense num mar calmo, sem ondas, parecendo uma piscina. Pense numa água de temperatura agradável. Pense numa cor azul e um verde esmeralda refletidas no mar. Você está no mar Egeu. Na Grécia. Em Mykonos.

 

Primeiro, fizemos uma espécie de city-tour por diversas praias, uma mais bonita que a outra. Depois, escolhermos uma para almoçar e ficar lagarteando. A escolhida foi Kalo Livadis (linda!). O que percebemos que esta é uma praia mais freqüentada por famílias. O número de crianças por ali é bem maior que nas outras praias. Gostamos tanto que já pensávamos em voltar no dia seguinte. A mais chatinha de achar pois o caminho é longo é a SuperParadise. Fomos para conhecer. Chegando lá, achamos tudo muito bonito mas não ficamos por lá. Então, não conhecemos as festinhas nestas praias.

 

Eu conversei com minha amiga que foi à Grécia ano passado e recomendou um restaurante que é até ponto turístico em Mykonos: Nyko’s Tavern. Boa dica. O restaurante é lotadíssimo e não é à toa. A comida é muito saborosa. As minhas amigas até o final da viagem teceram mil elogios à salada de camarões.

 

 

13° dia(05/06/12): Conhecendo as praias do norte (Panormos e Agios Sostis). Praia de Psarou

 

São duas as praias do norte mais conhecidas: Panormos e Agios Sostis. Ambas são muito bonitas e aquela característica que eu falei das praias do dia anterior. A última tem a diferença de ser uma praia deserta e sem infraestrutura. Vale a pena ficar nas duas.

 

Faltava conhecer Psarrou que é o mesmo caminho de Platys Gialos. O caminho era uma ladeira muito íngreme que o Pegeout penou para subir depois. Quando chegamos na praia, não havia lugares para estacionar. Então, voltamos. Lembrei que algumas praias tinham acesso do outro lado e fomos nós. Quase já na Platys Gialos, conseguimos uma vaga e diante da visão que tivemos da Psarrou, não pensamos duas vezes: ficamos por lá e fechamos com chave de ouro as praias de Mykonos.

 

Mykonos tem vários moinhos sendo que uma seqüência de 5 deles estavam próximo a Little Venice. Então combinamos de sair às 18:00 da praia, ir para o hotel e assistir o pôr-do-sol perto dos moinhos. Além disso, íamos procurar a tal padaria com doces e sorvetes recomendados pela minha amiga de faculdade. O dia foi ótimo, tudo deu certo!

 

Devolvemos o carro sem deixar combustível a mais para o dono da locadora. Quem recebeu o carro foi outra pessoa e ele reclamou que entregamos o carro na reserva. Reclamamos muito. A conversa fiada dele não adiantou! A dona com quem tratamos estava lá e nem ligou. Afinal, devolvemos o carro do jeito que recebemos. O cara quis passar a perna na gente mas se deu mal. Foi um pequeno estresse tudo porque os gregos não fazem como no Brasil (entregar o carro com o tanque cheio).

 

Achamos a padaria que vende os minipicolés por um euro! Uma inflação galopante pois minha amiga um ano antes comprava por 50 centavos. Fomos ao moinho e tiramos vários e assistimos o pôr-do-sol. Algumas pessoas se ofereceram para tirar nossa foto, pena que ou cortavam nossa cabeça ou os nossos pés hahahaha Dois rapazes indianos pediram para tirar foto com a gente! Toda viagem minha para o Exterior tem isso! Faça-me idéia do que eles vão colocar no Facebook deles.

 

Justamente agora que andamos pelas vielas sem nos perdemos, já é a hora de ir embora. Sem querer demos de cara com o pelicano Petros. Rapidamente, vários turistas apareceram com as suas máquinas fotográficas, o que fez espantar o bichinho! Conhecemos outras ruas interessantes em Chora pena que hoje é o último dia em Mykonos e o último da Grécia. Jantamos novamente no Niko’s Tavern e nos despedimos da ótima comida grega, das praias e do jeito “La garantia soy yo” dos gregos.

 

Hospedagem

Hotel Damianos - reservado no site do hotel.

O hotel está a uns 15 min de Chora a pé. O quarto triplo possui frigobar, TV, ar condicionado (isto é imprescindível!) e uma mesinha. O quarto possuía o tamanho mínimo para caber 3 pessoas e suas malas. O café da manhã foi o mais fraco da viagem. A limpeza exemplar. O único senão foi que esqueceram de repor o papel higiênico em um dos dias mas isso foi logo contornado. Diária: EUR 108,00 ( o que acabou ficando no zero a zero pois foi descontado no cartão de crédito. Talvez tivesse sido melhor reservar pelo Booking.com e pagar em espécie ao hotel na hora do check-in).

 

Quem converte, não diverte - Mykonos

Suco de laranja - EUR 4,00

2 Espreguiçadeiras + guarda-sol: EUR 12,00

Entrada Paradyse Club: EUR 15,00

Lavanderia: EUR 10,00

Táxi do terminal de ônibus até o hotel Damianos: EUR 4,00 (pura preguiça minha que estava cansada de subir ladeiras)

Minipicolé: EUR 1,00

Média das refeições: EUR 15,00 (incluindo bebida)

 

 

Avaliação

A primeira impressão realmente é a que não fica. De cara, não gostei de Mykonos, principalmente porque estava comparando com Santorini mas depois de conhecer as praias, fiquei feliz de tê-la incluído no roteiro. Se pretende visitar a ilha, coloque sempre um dia a mais que Santorini. Eu fiquei quatro noites, três dias inteiros e valeu a pena!

 

Imagens

 

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Da esquerda para direita: (1) Paradise, (2) e (3) Elia, (4) e (5) Kalo Livadis, (6) Aghia Anna, (7) e (8) Kalafatis e (9) Superparadise

 

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Da esquerda para direita: (1) e (2) Panormos, (3) e (4) Aghios Sostis, (5) Kalo Livadis, (5) e (6) Psarou, (7) Os moinhos de ventos da ilha, (8) A padaria perto do "bus stop" que vende os minipicolés e (9) Uma das muitas vielas da capital.

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14°dia(06/06/12): Chegando à Turquia – Istambul

 

Pegamos um voo de Mykonos para Istambul via Aegean Airlines. Logo que chegamos a Atenas compramos a passagem. Eu tentei várias vezes comprar pela internet mas não consegui porque o meu cartão de crédito não é Verified by VISA. Aqui no Brasil só o Bradesco oferece este tipo de cartão. Depois encontrei um casal brasileiro em Mykonos que disseram ter comprado as mesmas passagens usando o American Express. Então a passagem comprada com a antecedência que sairia por EUR 101,00 acabou saindo por EUR 182,00 (!)

 

O vôo foi muito rápido: meia hora. Gostei muito do serviço da Aegean. Até a conexão em Atenas, cujo intervalo era pequeno, foi feita de modo rápido. Ponto para os gregos! Saímos de Atenas com apenas 10 minutos de atraso. Atenas e Istambul tem o mesmo fuso horário.

 

Como ficaríamos exatas cinco noites em Istambul, ganhamos um transfer (devidamente agendado) e um jantar no hotel. O hotel Erboy fica muito bem localizado no bairro de Sultanahmet. O nosso quarto tinha uma cama de casal, uma de solteiro e um sofá-cama. Não possui frigobar, o que não conseguimos entender mediante o calor que estava fazendo. A reserva foi feita diretamente no site do Hotel. O pagamento foi realizado na hora do check-in.

Precisávamos trocar euros por liras e fizemos isto no próprio hotel: a cotação estava 1 EUR = TL 2,21.

 

Como as meninas preferiram fechar o pacote para o interior da Turquia aqui em Istambul, fomos à algumas agências recomendadas antes do jantar. Eu já havia planejado mais ou menos o que faríamos:

 

11/06/12 – Aéreo Istambul – Izmir. Tour para Éfeso. Pernoite em Kusadaki

12/06/12 – Tour para Pamukkale. Pernoite em Kusadaki

13/06/12 – Aéreo Izmir – Kayseri. Pernoite em Goreme

14/06/12 – Passeio de balão + tour Vermelho

15/06/12 – tour verde + aéreo Kayseri – Istambul

 

Escrevi o meu roteiro em um papel e fomos à primeira agência. O número da rua estava errado e fomos pedir ajuda. Daí tivemos o nosso primeiro contato com os comerciantes turcos. Sem abrirmos a boca, descobriram que somos brasileiras! Chamaram minha amiga loura de Shakira (!), eu de Eddie Murphy (sacanagem!), falaram vários nomes de jogadores de futebol como o Alex Souza (ou será Silva?).

 

A Volare Tour orçou em EUR 1.200,00 este pacote. Achamos muito caro! Tínhamos em mente o orçamento da minha amiga no ano passado de EUR 1.200,00 em pleno julho, fechado aqui no Brasil, incluindo a passagem aérea de Santorini para Istambul e a hospedagem de 3 dias em Istambul. Até tentamos ir em outras agências hoje mas já estava na hora do jantar.

 

15°dia (07/06/12): Cisterna da Basílica, Haghia Sophia, Mesquita Azul, Hipódromo. Grand Bazaar

Acordamos bem mais tarde. A primeira atração que conhecemos foi a Cisterna da Basílica.

 

Cisterna da Basílica

A cisterna foi construída durante o reinado do imperador Justiniano I. É a cisterna bizantina mais antiga. Não deixe de observar as cabeças de Medusa, as colunas de mármore e os cardumes de carpas. A temperatura ali é muito agradável. Para tirar fotos decentes, traga um tripé. O ambiente é bem escuro.

 

Na rua principal, perto da Cisterna da Basílica, fica um rapaz que vende caderninhos e que escreve na capa o que você quiser mas em caligrafia imitando a turca. Achei um mimo aquilo e comprei o caderno para dar de presente por 5 liras.

 

Aya Sofya

Cosntruída por Justiniano. É o monumento mais famoso de Istambul. Era a mairo igreja cristã até a tomada de Constantinopla em 1453, quando virou uma mesquita. Em 1934, foi declarada museu por Ataturk.

Confesso que esperava até mais da basílica. Na minha opinião, achei a basílica um pouco abandonada. Mais tarde, li que estão sendo feitas obras de restauração.

 

Mesquita Azul

O nome oficial da mesquita é Sultan Ahmet Camiii. Construída sob as ordens do sultão Ahmet I para fazer frente à Aya Sofya. Devido aos inúmeros azulejos azuis (azulejos iznik) utilizados na edificação, acabou ganhando o nome popular de Mesquita Azul.

Foi a única que visitamos em Istambul. Fomos de calça comprida e com pashmina para não ter que usar os horrendos TNT azuis para cobrir o corpo. O interior da mesquita é muito bonito. O número de pessoas que circula ali é bem grande. Nós não ficamos muito tempo na fila. Tudo transcorreu bem.

Obs.: É necessário tirar os sapatos. Venha com uma mochilinha ou um saco plástico extra.

 

Almoçamos em um restaurante próximo. O dono falava português e até nos indicou uma agência de viagens de um amigo (depois com um tempo aprendemos a recusar estas propostas sem nos sentirmos culpadas). Esta segunda agência fez um orçamento de EUR 700,00. Perguntamos pelas passagens aéreas (plano B). Achamos o valor dito por ele caro. Atéo porque eu havia pesquisado os preços das passagens pela manhã. Porém não gostei do tom ameaçador do agente, dizendo que o táxi para a Casa de Virgem Maria era caro, que os valores das passagens que tínhamos em mão não existia, era mentira. Agradecemos e tomamos outro rumo para não dar de cara com o dono do restaurante, que tinha uma loja e havia falado para a gente passar por lá para conhecer as porcelanas.

 

Grand Bazaar

Já era início da noite e fomos ao Grand Bazaar, uma espécie de mercado popular gigante. Rodamos várias lojas e aqui chegamos a nos irritar com o assédio dos vendedores: "Brasil! São Paulo? Curitiba? Rio de Janeiro?", "Assim você me mata", Ô, lá em casa!", "Gostosa!" e outras coisas mais. É a mesma coisa que passar em frente a obra. O problema é que eles jamais falariam isso para as mulçumanas. Então, achamos isso ofensivo. Não compramos nada, apenas fomos conhecer. Eu gostei de umas almofadas que eles diziam ser de seda (eu sou sempre desconfiada) e falei ao vendedor que ia voltar depois (nunca fale isso para o vendedor turco, ele acredita mesmo que você vá voltar.)

 

Voltando à região do hotel, jantamos no restaurante Ozler, o que passou a ser uma constante nos nossos dias em Istambul.

 

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Da esquerda para direita: (1) a (3) Cisterna da Basílica; (4) a (6) Aya Sofya; (7) a (9) Mesquita Azul.

 

16°dia (08/06/12): Palácio Topkapi e Harém. Estação Sirkeci. Mercado Egípcio.

Deixamos este dia para o palácio Topkapi e que tomou praticamente o nosso tempo. Ficamos por volta de cinco horas por lá. As filas estavam longas. Peguei o áudio-guia em português com desconto para estudantes. A parte que eu mais gostei do Topkapi foi as salas do Tesouro. Nunca vi tanto ouro e esmeralda! Destaque para os castiçais que foram dados para colocar no túmulo de Maomé. Cem quilos de ouro! Outra parte interessante é o "closet" dos sultões. Admirável o estado de preservação dos trajes. Alguns muito mas muito antigos. O ingresso para o Harém é comprado dentro do Topkapi. Desta vez, não alugamos o áudio-guia. Só utilizamos o Lonely Planet que estava bem resumido e foi de grande valia. O palácio Topkapi é uma atração imperdível de Istambul.

 

Almoçamos em um restaurante próximo e fomos rumo à Estação Sirkeci, a antiga estação do Expresso Oriente.

 

Ao chegar em Sirkeci, procuramos pelo museu que estava fechado. Não vimos nada que fizesse alusão ao Expresso Oriente além de uma placa no restaurante. Anotamos o horário de abertura do museu e fomos para o mercado egípcio.

 

O mercado egípcio é menor que o Grand Bazaar e é mais voltado para especiarias. Ficamos pouco tempo por ali, olhando os diversos chás, temperos e as delícias turcas. Já estavam prestes a fechar. Ficamos até o fechamento e depois ficamos circulando pelos arredores para conhecer mais do lugar. Final de um dia cansativo, jantamos no restaurante Ozler.

 

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Palácio Topkapi

 

17°dia (09/06/12): Grand Bazaar, Torre Gálata, Taksim

Fomos comprar as lembranças no Grand Bazaar. Desta vez, estávamos preparadas. Nada de falar "estou dando só uma olhadinha" ou "depois, eu volto". A primeira gracinha que um vendedor falasse, largávamos tudo e íamos embora de cara fechada. Deu certo. Compramos o que queríamos. Não nos iludimos, sabemos que os turcos não jogam para perder, de forma que tentamos apenas não ficar muito no prejuízo. Esta forma de negociar (pechinchar e pechinchar, depois tomar um chá de maçã, é muito cansativa). Eu não tenho muita paciência pra isso! As minhas amigas tinham e me ajudaram várias vezes.

 

Em uma das lojas, percebemos que nós ganhamos uma versão mais clara do apple tea e o vendedor uma versão mais escura. O que prontamente minha amiga perguntou o porquê. O comerciante disse que era porque ele era diabético e até mostrou os remédios. Então, tá né? Fingimos que acreditamos. No guia de viagem vem dizendo que a versão do chá de maçã para turista é uma versão açucarada que nenhum turco sonha em beber. Desta vez observamos bem isso. Outra coisa que li é que é considerado ofensivo você desistir da compra depois que o comerciante aceitou o preço que você ofertou.

 

Saimos do Grand Bazaar, deixamos as coisas no hotel, almoçamos no Ozler e fomos a pé para a Torre Gálata. No caminho é interessante observar o vai-e-vem das pessoas. É muita gente circulando por ali. O número de pescadores na ponte Gálata também é grande. Seguimos as placas e chegamos à torre. A fila estava grande então desistimos de subir e fomos para Istiklal Cadessi, uma rua quilométrica de pedestres. Adorei ficar andando por ali no meio da multidão. Andamos até a praça Taksim. Ficamos sem saber o que fazer... Já havíamos recebido boas recomendações da região de Taksim. Até procuramos lugar para comer mas depois de andar tanto, preferimos voltar para Sultanahmet. Pedimos ajuda a um policial que explicou o que fazer.

 

Voltando ao hotel, resolvemos comer uma pizza. Adivinha onde fomos? Isso mesmo, no restaurante Ozler!

 

 

Como voltar de Taksim para Sultanahmet?

Pegar o funicular até Kabatas. De Kabatas, pegar o tram até Sultanahmet (Para a regiões de hotéis de Sultanahmet a parada mais próxima é a estação de Gulhane). Preço: TRY 2,00

 

 

18°dia (10/06/12): Museu Arqueológico Nacional. Passeio de barco pelo Estreito de Bósforo

 

Museu Arqueológico Nacional

Complexo de três museus (Museu de Antiguidades Orientais, Museu Arqueológico Nacional e Museu de Azulejos). Os destaques são: Painéis da antiga Babilônia, no museu de Antiguidades Orientais; O sarcófago de Alexandre, o Grande, no museu Arqueológico Nacional.

 

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Museu Arqueológico, Painel do antigo portão de Ishtar e Tumba de Alexandre, o Grande.

 

Passeio de barco para o Bósforo

No dia que fomos para a ponte Gálata, vimos que os passeios de barco para o Bósforo mais baratos custavam 10 liras. A diferença é que não tem ninguém te dizendo "Olhando para o lado esquerdo, vocês verão o Palácio de Dolmabahce". É só o transporte e ponto. A viagem durou cerca de 2 horas, acho. Caso queira o passeio guiado, os preços variam de 15 EUR a 40 EUR.

 

Dicionário Turco-Português

A primeira e única palavra que aprendemos em turco foi indirim (indrím), que significa desconto. Foi a palavra mais útil em toda Istambul. :D

 

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Da esquerda para direita: Grande Bazar, Olho turco, Bazar das Especiarias, Ponte Gálata, Torre Gálata, o Estreito de Bósforo -momento do passeio de barco, Museu da estação Sirkeci, Estação Sirkeci e Istlikal Cadessi e o bondinho antigo.

 

Quem converte, não diverte - Istambul

Ingresso Cisterna da Basílica - TRY 10,00

Ingresso Haghia Sophia - TRY 25,00

Ingresso Palácio Topkapi - TRY 25,00

Aúdio-guia do Topkapi - TRY 7,50 (desconto para estudantes. Um documento seu fica retido até a devolução do áudio-guia. Disponível em português!)

Ingresso Harém - TRY 15,00

Passeio de barco pelo Bósforo - TRY 10,00

Água - TRY 1,00 (perto da Haghia Sophia. certifique antes se está gelada)

Água 500mL - TRY 0,50 (na rua principal, praticamente em frente a estação Sirkeci)

Bilhete do tram - TRY 2,00

Média das refeições incluindo bebida - TRY 22,00

 

Câmbio

1 EUR = TRY 2,21 (Hotel Erboy - 06/06/12)

1 EUR = TRY 2,235 (Casa de câmbio próxima a estação Sirkeci - 09/06/12)

1 EUR = TRY 2,25 (Hotel Sude Konan - 15/06/12)

 

 

Avaliação

Encontramos mais brasileiros em Istambul do que em toda a Grécia. A cidade estava lotada de turistas. Muitos árabes. Tivemos sorte com o calor, a temperatura em Istambul estava suportável. Foi uma surpresa saber que os vendedores falam um portunhol bem avançado. Também foi surpresa eu, por ser negra, ser parada diversas vezes pelos turcos para tirar fotos com eles(!). Fiquei encafifada mas aceitei na boa.

Gostei muito de Istambul. Duas coisas chatas são o assédios dos turcos e o número de fumantes (maior que na Grécia!). Não me adaptei a comida turca, achei muito condimentada. Sentimos muitas saudades da culinária grega.

Hoje, não perderia meu tempo no Grand Bazaar, até porque os melhores preços estão nas ruas. Das atrações que gostaria de ter visitado, faltou o Palácio Dolmabahce. As que eu mais gostei foi justamente de andar no meio de povão na Istiklal Cadessi e conhecer a sala do Tesouro no Palácio Topkapi.

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Fechando o pacote para o interior da Turquia

 

Dois dias antes, conseguimos fechar o pacote para o interior da Turquia ao custo de EUR 530,00 (incluindo o passeio de balão). Já havíamos desistido do pacote, estávamos só procurando agências para comprar as passagens aéreas e encontramos a Pavan Tour perto do hipódromo. Ele achou as passagens que queríamos e aproveitou para fazer a oferta, o que as amigas gostaram. Demos a entrada e no dia seguinte pagamos o restante. O roteiro ficou assim:

 

11/06/12 - Transfer do hotel para o aeroporto Ataturk. Aéreo para Izmir. Tour para Éfeso e a Casa da Virgem Maria. Pernoite em Kusadaki

12/06/12 - Tour para Pamukkale. Transfer para o terminal rodoviário em Denizli. Ônibus noturno para Göreme

13/06/12 - Tour Norte da Capadócia (tour verde). Pernoite em Goreme

14/06/12 - Tour Sul da Capadócia (tour vermelho). Pernoite em Goreme

15/06/12 - Transfer para o aeroporto de Kayseri. Aéreo Kayseri - Istambul. Transfer para hotel em Sultanahmed.

 

Todos os transfers e ingressos para as atrações estão inclusos. Só havia uma única exceção: a piscina de Cleópatra.

Os hotéis escolhidos pela agência foram o Ozcelik Hotel (Kusadaki) e o Lalezar Cave Hotel (Göreme).

 

 

19º dia (11/06/12) - Tour em Éfeso e a Casa da Virgem Maria

Acordamos às 04:30 e deixamos nossas malas no depósito do hotel Erboy (sem custo adicional). Depois que entramos no carro, nos demos conta que deixamos as malas sem identificação alguma. A van chegou cedo ao Ataturk. Gastamos umas liras no aeroporto para tomar café. Nosso voo foi com a Atlasjet às 07:00. Acredita que a empresa ofereceu café com um pão quentinho delicioso e sucos? Ficamos nos lamentando ter gasto a pequena fortuna no Atartuk!

 

O transfer nos aguardava. Levou-nos diretamente para agência. Deixamos as mochilas por lá e pegamos o micro ônibus para "A Casa de Virgem Maria", a primeira parada. Nossa guia (ótima!) era a Ayse. Era evidente o seu entusiasmo em explicar as coisas!

 

A casa da virgem Maria

Uma freira chamada [wikipedia]Anna Catarirna Emmerich[/wikipedia]teve visões com a casa de Maria sem ter nunca pisado em Éfeso. A casa que vemos hoje é uma reconstrução das ruínas daquela que fora encontrada. Desde 1967, na visita do então papa Paulo VI tornou-se lugar oficial de peregrinação de cristãos.

 

Quando chegamos lá, percebemos que havia um padre com um grupo grande celebrando uma missa em português com sotaque brasileiro. Cantavam um hino conhecido nas igrejas tanto católicas como evangélicas. Ficamos muito emocionadas pelo momento tão singular. Eu não sou católica porém sou cristã. De forma que eu apenas entrei na casa e fui observar os milhares de papéis seja de agradecimento ou pedido deixados por fiéis. Minhas amigas pegaram as velas disponíveis por lá e acenderam-nas, fazendo suas preces. Segundo eu li, também há fontes de água benta. Eu acabei não reparando nelas.

 

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Ficamos por pouco tempo lá. A maior parte do tempo seria disponibilizada para Éfeso.

 

Éfeso

Ficamos um bom tempo por lá. A guia explicou toda a História de Éfeso. Aprendi bastante coisa. Foi a segunda cidade mais importante do Império Romano. O que eu sabia antes de viajar sobre Éfeso é que era o lugar onde o apóstolo Paulo pregou, a igreja construída lá era uma das igrejas mencionada no livro de Apocalipse e que há um livro na bíblia chamado Carta aos Efésios.

 

O sol estava muito forte, de modo que sofremos muito com o calor. Sempre escolhíamos uma sombra para amenizar. Fiquei impressionada com a Biblioteca de Celso e com o tamanho da cidade.

 

Dica: compre água antes de entrar.

 

O templo de Ártemis

A última parada foi o templo de Ártemis (na verdade, o que sobrou dele, apenas uma coluna). O templo foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo.

 

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Paradas para compras: como qualquer tour em qualquer lugar do mundo, há uma parada para compras. Paramos numa fábrica de couro de carneiro com direito a çai (apple tea) e a desfile. Ficamos boquiabertas com os preços (jaquetas com etiqueta Dolce e Gabanna de dois mil euros!) Estes preços não são para nós, pobres mortais. O ônibus seguiu para agência onde pegamos nossas mochilas e depois ficamos em Kusadaki.

 

Kusadaki

Assim que fizemos o check-in, fomos caminhar pela orla. Achei Kusadaki agradável porém bem ocidental, diga-se de passagem. Você até esquece que está na Turquia!

 

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20º dia (12/06/12) - Pamukkale

 

O tour chegou ao hotel com um atraso de 15 minutos. Levou praticamente três horas para chegar a Pamukkale. Quando chegamos lá, fomos encaminhadas para um restaurante. Novamente, não tivemos sorte com a comida. Nada do nosso agrado, de forma que ficamos só na salada. Tivemos um estresse com o valor das bebidas. O preço das bebidas exposto na mesa era um valor. O refrigerante estava 4 liras mas na hora de cobrar, o garçom queria cobrar 5 liras avisando que era o preço correto pois era refri em lata. Porém não havia nada escrito sobre a difenciação nos preços. A minha amiga retrucou, rapidinho o garçom se exaltou e começou a falar mais alto. Impressionante como alguns querem falar mais alto com mulheres. No fim, falamos para ela pagar e não nos aborrecemos.

 

Sob o sol de meio-dia fomos para a entrada de Pamukkale. Erramos feio e achamos que a entrada das piscinas era separado das de Cleópatra e de Hierápolis. O guia nem nos alertou. Então para quem fará o tour por agência, assim que descer na entrada de Pamukkale, leve seu traje de banho, chinelos, toalha, filtro solar e água, muita água.

 

No começo até acompanhamos o guia mas depois que cheguei às piscinas e vi aquela beleza toda e nem quis saber de acompanhá-lo mais. Quinze minutos para fotos é um tempo muito injusto para quem esperou mais de um ano para estar ali. Abandonamos o tour e ficamos por ali a contemplar e fotografar. Eu havia visto fotos do lugar e havia ficado encantada. Depois fiquei decepcionada em saber que as piscinas estavam secas e que só haviam as artificiais.

Gente, foi ótimo não ter expectativas porque eu achei o lugar lindo demais! Uma parte das piscinas esta seca sim e é justamente aquelas dos cartões-postais. Uma pena! Mas o que restou também não acabou com a beleza do lugar. Tomara que preservem!

 

Depois de um tempo resolvemos procurar o guia. Achamo-no nas piscinas de Cleópatra. O grupo tinha duas horas livre, contanto que às 16:00 estivessem na entrada da atração histórica. O que foi ótimo para nós. Não gostamos das piscinas de Cleópatra, desistimos de Hierápolis ainda mais sob sol muito forte (foi o dia mais quente da viagem) e resolvemos ficar nas piscinas de calcário.

Pamukkale e Hierápolis são considerados patrimônios da Humanidade.

 

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Às 16:00, o tour nos deixou na agência. A agência nos ofereceu ficar num hotel com direito a piscina e combinou de nos pegar às 20:00 e nos levar à rodoviária de Denizli para pegar o ônibus para a Capadócia.

 

Os tours em Éfeso foram realizados pela Agência Grandwonders Travel.

 

Às 20:30 a agência veio nos buscar e resolveram nos levar até a Capadócia de van. Além de nós 3 havia mais uma família de indianos (4 pessoas). No começo até gostamos, na verdade foi tudo tão rápido que não deu nem para pensar. Só achávamos que chegaríamos bem cedo com tempo suficiente para dormir no hotel.

 

A hospedagem: hotel Ozcelik

O hotel é OK. Mobiliário antigo, tem uma sala com bicama e um quarto com cama de casal. Há ar condicionado nos dois ambientes que são desligados toda a vez que abrir a porta que dá para a varanda. Está bem localizado. Eu não gostei muito mas o pior de tudo foi logo ao entrarmos no quarto achar uma barata morta na saleta. ::ahhhh::

 

 

Quem converte, não diverte - Éfeso e Pamukkale

água 500ml - TRY 1,00

coca-cola - TRY 5,00

Piscina de Cleópatra - TRY 30,00

 

 

Avaliação

Não visitamos a basílica de São João. Gostaria de ter tipo tempo para ler mais sobre Éfeso e ter tido o meu tempo para conhecer a cidade com calma. Esta é a parte negativa do tour. Gostei de Kusadaki mas achei do pouco que observei Selçuk bem agradável.

 

Já em Pamukkale, eu não faria o tour. Fica muito puxado. Imagina 3 horas em uma van ou micro ônibus e ficar por ali apenas 4 horas! Acho que o ideal é ficar pela cidade mais um dia e fazer o passeio no seu tempo.

 

Tirando estes contratempos, Pamukkale foi um dos lugares mais bonitos que conheci e na minha opinião foi um dos pontos altos da viagem.

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21º dia (13/06/12) - Chegando em Göreme

 

De van chegamos por volta das 06:00 só havia um rapaz no hotel que mal sabia falar inglês e estava querendo nos cobrar 100 euros a diária do hotel. Depois de tantas discussões, ficamos pela sala do café aguardando o tour nos pegar às 09:00.

 

Eu fiquei possessa com esta trapalhada toda. Por que a agência não ligou para o hotel avisando que nós chegaríamos? Depois, vimos é que nós é que entendemos tudo errado. Não havia diária inclusa, só a partir do meio-dia. A viagem de van foi superdesconfortável. O motorista parou várias vezes para fumar e quando parava acendia todas as luzes. Como lamentamos não ter ido de ônibus, com certeza seria mais confortável. À primeira vista, o quarto que o hotel ia nos oferecer não me apeteceu nem um pouco. Deixamos as mochilas na recepção e fomos ao passeio.

 

A van da Insider travel nos pegou pontualmente às 09:00 e nos levou à agência. Íamos fazer o tour verde, o que acabou mudando na última hora.

 

Tour vermelho: Pasabagi, Museu Aberto de Goreme, Cerâmicas de Avanos.

Este tour consiste em fazer várias paradas para fotografar. O destaque aqui é o Museu aberto de Goreme. Pena que há tantos grupos, o que nos dá pouco tempo para aproveitar. Uma alternativa seria ter um dia livre para conhecer tudo a seu tempo. Observei várias pessoas conhecendo o espaço com o áudio-guide.

 

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A parada para compras foi em uma loja de tapetes.Vimos um mais bonito que o outro. Após a apresentação, os vendedores num bom espanhol insistem que vejamos mais tapetes. Para acabar com a insistência, tive que dizer que era alérgica (o que tem lá seu fundo de verdade!). O tour terminou perto das 19:00, o que deixou algumas pessoas preocupadas pois tinham transfer já agendado no aeroporto.

 

O ponto negativo do passeio foi o fato da van não estar com ar condicionado funcionando, o que nos fez sofrer um pouco ocm o calor que estava fazendo.

 

22º dia (14/06/12) - Sob o céu da Capadócia

 

O passeio de balão

Acordamos às 03:30 pois às 04:15 estava previsto o transfer para tour de balão. Conosco mais um grupo de 19 japoneses que estavam hospedados em um hotel próximo. A van nos leva até um hotel para tomar café da manhã. No restaurante, tomamos o susto com o grande número de orientais presentes. Não é à toa que as instruções de segurança do voo vem escritas em inglês e em japonês.

 

Após o café, somos levados até o ponto de partida do balão. Acompanhamos já com o sol nascendo, o enchimento do balão e ouvimos a instrução do piloto. Qual não foi a surpresa ao ver que o balão era o balão da cerveja Efes? As garotas acharam engraçado, já que Efes foi a cerveja que tomaram praticamente todos os dias na Turquia.

 

Não sei quanto tempo demorou o passeio, talvez uma hora. Não tenho certeza. Para mim foi tão rápido e tão diferente! Gostei muito e superou todas as minhas expectativas! O nosso balão não se juntou aos outros, ficamos observando o grande número de balões sob o céu. O piloto era um piadista, falou que era da Índia (apesar do nome Ahmet), disse que tem muita gente parecida comigo aqui em Goreme (tá bom, rs!) e outras coisas mais. Os japoneses não paravam de rir, fotografar e suspirar. Muito legal! Descemos do balão muito eufóricas!

 

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Ao descer, o pessoal prepara uma mesa com taças de vinhos (ou será suco?) e o piloto abre a garrafa de champanhe. Todos ganham um certificado com a data do passeio de balão. Fotografamos muito este momento. Depois das despedidas, o piloto se preparou para mais um voo e nós voltamos ao hotel para ter mais uma horinha de sono pois mais tarde faríamos o tour vermelho.

 

O tour verde

Bem mais interessante que o vermelho. Há paradas em vários lugares mas os destaques são a cidade subterrânea de Derinkuyu, Ihlara Valley e oMonastério de Selime. A guia da vez era a Tuba (não sei como escreve mas a pronúncia é parecida com isso). Ela é ótima!

 

*** Cidade Subterrânea de Derinkuyu: Uma das cidades subterrâneas existentes na Capadócia. Estas cidades eram os esconderijos dos primeiros cristãos. Apenas 10% está aberto a visitação. Ainda assim é sensacional. Debaixo do sol intenso da Capadócia, estar ali foi um alívio enorme. Impressionante também é o sistema de ventilação. Segundo a guia, não há comprovações mas estima-se que a capacidade da cidade era de 10 mil pessoas.

 

*** Ilhara Valley: Fazemos uma caminhada à margem do rio Melizme, na região entre Ihlara e Berlissima, onde se encontram várias igrejas. A caminhada nossa foi tranquila. No final, em Berlissima, paramos para almoçar.

 

*** Monastério de Selime: Esculpido por monges no século XII, a construção impressiona. Além da igreja havia quartos, cozinha e estábulos para animais.

 

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A parada para compras de hoje foi numa joalheria.

 

23º dia (15/06/12) - Retorno a Istambul

A viagem de Goreme para o aeroporto de Kayseri demorou mais de uma hora. Desta vez fomos de Pegasus cujos serviços não são iguais aos da Atlasjet. Que pena! Levamos mais de uma hora para chegar a Sultanahmet. Chegamos no hotel Erboy, pegamos nossas malas e o atendente sempre gentil nos ajudou a levar a mala para o hotel do lado, o Sude Konak pois não havia mais vaga no Erboy.

 

O hotel Sude Konak

Fechamos a diária de 100 EUR. Escolhemos este simplesmente porque é ao lado do Erboy e seria muito mais prático pegar nossas malas. Depois de fazer o check-in, fomos ao mercado egípcio e à região de Taksim. Nem vou dizer o motivo. :oops:

 

No dia seguinte, acordamos um pouco mais cedo e fomos ao Çemberlitas, onde há o banho turco. Gostamos muito e verificamos que lá o processo é diferente daquele que foi contado pelas brasileiras que conhecemos em Pamukkale. Recomendo! Ainda tivemos tempo de ir no Hipódromo (não conto sob tortura o que fomos fazer lá) e voltar antes de encerrar o café. Constatamos que o café da manhã deste hotel se revelou o melhor de toda a viagem. Além disso, há uma ótima vista do terraço. Tivemos tempo suficiente para pegar o transfer no horário marcado para ir ao aeroporto Atarturk.

 

Avaliação

O passeio de balão é realmente o ponto alto dos passeios da região. Se tiver que escolher um tour, escolha o tour verde. Göreme é uma cidade bastante agradável e depois que conhecemos entendemos o porquê do agente em Istambul insistir que deveríamos ficar um dia a mais por lá, um dia livre.

 

Chegamos ao fim de uma viagem por um país tão diferente que é a Turquia. Apesar dos passeios serem cansativos, valeu muito a pena, deixar a Turquia depois da Grécia. Não me esquecerei do passeio de balão e de Pamukkale, que me encantaram mais do que Istambul.

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Chegando em Paris

Com as malas cheias, agendamos o shuttle para o hotel Eiffel Kennedy. Custo : 54,00 EUR.

 

O voo foi tranquilo. Quando saímos do aeroporto, tomamos um susto: estava frio em Paris! Então, sabe aquele casaco que amaldiçoamos por ter trazido apenas para o passeio de balão? Foi super-útil! Ainda bem que trouxemos! Fizemos o check-in e fomos para o mercado, garantir o café do dia seguinte (o hotel cobra EUR 10,00 pelo café da manhã). Depois fomos andando até a Torre Eiffel. Dá uma meia-hora caminhando com tranquilidade. Fomos ao Trocadero e ficamos pelas redondezas até a meia-noite.

 

 

25º dia (17/06/12): Free-tour e Montmartre

 

Eu falei com as meninas que seria uma boa fazermos o free-tour. Há três anos eu fiz o de Paris, Munique, Holanda, Berlim e Londres e achei o de Paris um dos melhores. Antes passamos no Louvre para comprar o Paris Museum Pass para 4 dias e aproveitamos para a minha amiga ver a Gioconda (Mona Lisa). Mais uma que se impressionou com o tamanho do quadro! ::hãã2::

 

Dali para a estação Saint Michel. Fizemos o tour em espanhol. Eram treze pessoas sendo que 10 eram brasileiros! Um recorde! A guia perguntou duas vezes se para nós não seria melhor fazer o de inglês. Engraçado pois para nós é mais fácil entender o espanhol do que o contrário. Vai entender. O tour durou mais de três horas. No final, almoçamos no restaurante Duquesne, perto do museu dos Inválidos, pela bagatela de EUR 13, 00 incluindo a bebida. Adoramos! conhecemos um casal baiano que ia também fazer o tour de Montmartre. Nós demoramos a almoçar e ocmo tínhamos mais dias, deixamos o tour para depois mas não deixamos de ir a Montmartre.

 

Para quem quer comprar lembrancinhas, Montmartre é o melhor lugar (gente, eu não sou a maníaca das compras!). Ficamos até por um bom tempo e depois voltamos ao hotel para descansar.

 

 

26º dia (18/06/12): Notre-Dame, Concergierie, Republique

 

 

27º dia (19/06/12): Republique, Tumba de Napoleão, Museu Rodin, Arco do Triunfo e Av. Champs Elysées

 

 

28º dia (20/06/12): Notre-Dame, Ópera, Galerias Lafayette, Tour em Montmartre, Passeio de barco pelo rio Sena

 

 

29º dia (21/06/12): Volta ao Rio de Janeiro

Caímos no erro de fechar a conta do hotel antes de sair. Resultado: tudo deu errado. O cartão de crédito não funcionou! O indiano que ia nos levar para o CDG ficou irritado e começou a falar alto em francês e a tirar as malas do carro. Ele disse que havia mais passageiros a pegar e que não podia perder tempo. Depois que resolvemos o problemas das diárias, o hotel chamou outro transfer e mais uma vez, o motorista indiano cismou com a gente e toda vez que parava para pegar passageiros nos cobrava em espanhol o valor do shuttle. Com os outros passageiros, ele não fazia isso o que nos deixou bastante irritadas.

 

Depois de mais de uma hora para chegar no CDG (Charles de Gaulle), o indiano ficou desconfiado que não pagaríamos e deixou uma mala no carro, vê se pode! pagamos o restante ao indiano, que rapidinho voltou a falar inglês e a ficar sorridente.

 

Estávamos com azeite nas malas e pedimos a etiqueta de frágil para a Air France que avisou que não tinha estas etiquetas. Ficamos pasmas! Qualquer companhia brasileira tem etiqueta de frágil disponível. Para completar o dia de azar, um dos guardas cismou com a mala de mão da minha amiga e não queria deixar passar por causas das dimensões. Só que havia deixado passar malas maiores que as dela o que nos levou a suspeitar que essa implicância era só porque éramos latinas. Como ela conseguiu fechar o expansor, o guarda resolveu deixar passar. Depois de tudo isso, mais de uma hora na fila da imigração pois só havia um policial para atender a todos. Por isso e outras razões é importante que você chegue com 3 horas de antecedência no aeroporto em casos de voos internacionais.

 

O voo foi tranquilo exceto por uma pequena turbulência em Minas Gerais e veio bem vazio. Acho que a maioria prefere viajar à noite. Chegamos ao Rio pontualmente às 17:00 felizes por chegar em casa e por ter conhecido lugares tão singulares!

 

 

Quem converte, não diverte - Paris

10 bilhetes de metrô - EUR 12,70

Hot-dog - EUR 5,00

Água 1L - EUR 3,00 (barraca do indiano em frente a fonte de St Michel)

Paris Museum Pass - EUR 54,00

Almoço rest. Duquesne (ponto de almoço do free tour, perto do Museu dos Inválidos) - EUR 13,00 (com direito a bebida)

Macarron Ladurée (caixa com 6 unidades) - EUR 14,70

Tour da New Sandeman em Montmartre - EUR 12,00 (não-estudantes)

Passeio de barco pelo Sena - EUR 12,00

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O roteiro

Se o relógio voltasse no tempo, não teria ido para Paris. Grécia e Turquia são lugares tão diferentes que merecem uma viagem única. Paris combina com outras metrópoles ou com uma viagem exclusiva para a França. Como a passagem com stop-over estava mais barata do que a direta e tínhamos tempo, optamos em ficar alguns dias em Paris. Mas hoje se tivesse que repetir, não faria isso.

 

O número de dias para cada dia foi adequado. Gostaria de ter ficado mais um dia em Atenas para conhecer Meteora. O interior da Turquia ter mais dias para não ficar tão cansativo (mais um dia em Pamukkale, mais um dia em Selçuk e mais um dia livre em Göreme).

 

 

O que conhecer primeiro: Grécia ou Turquia?

Não consigo responder. Pensando em termos de disposição, é melhor fazer a Turquia antes. Os passeios na Turquia são mais cansativos e o calor é de lascar (não que na Grécia o calor seja menos intenso, mas lá é mais fácil achar bebidas mais geladas). Pensando em termos de atrações, acho que o passeio de balão na Capadócia deveria ser o fechamento da viagem.

 

 

Costumes

 

Grécia

Na Grécia, achamos o pessoal dos restaurantes bem impacientes. Mal pegávamos o menu e já estavam eles perguntando o que escolhemos. Alguns ficavam irritados quando demorávamos. Achamos estranhos, o hábito que eles tem de mal terminarmos a comida e eles já trazerem a conta. Depois acabamos nos acostumando e até sentimos falta disso na Turquia.

 

Adoramos a culinária grega. Eu, em particular, que sou a fresca do grupo. Adorei tudo o que não continha frutos do mar. Para quem não toma bebidas alcóolicas como eu e gosta de suco de laranja, não se esqueça de pedir fresh orange juice (suco de laranja natural) e prepare o bolso. Custa em média EUR 4,50. As cervejas mais conhecidas são a Mythos e a Amstel. As garotas gostavam da Mythos. Comemos muita salada grega com queijo fetta, souvlaki, moussaka, iogurte com mel e o gyros (que saudades!) mas realmente o que nos viciou foi o Tomato Balls (não sei o nome em grego) e o amendoim com gergelim e mel em Santorini.

 

O que mais me impressionou na Grécia foi a limpeza dos lugares. É como se a população sofresse de TOC. Até os banheiros públicos. O que eu detestei foi sentir o cheiro de cigarro por tudo quanto é canto. Como fumam!

 

Turquia

Tem que ter muita paciência para o processo de negociação com os turcos. Peça indirim (desconto). Depois de uma negociação eles oferecem um chá de maçã. Para os turistas, a versão é mais doce e um vermelho bem mais claro.

 

Se não quer que o vendedor fique grudado em você, não diga "estou dando uma olhadinha!" nem " volto depois" e muito menos transpareça estar naquela dúvida de "entro-ou -não-entro-na- loja". Não diga nada e ou então finja que não entenda o que eles estão falando.

 

Para as mulheres, cuidado ao andar na rua, alguns turcos mal intencionados esbarram em você com o propósito de passar as mãos nos seus seios. Olho! Outra coisa, eles não tem o hábito de falar com as mãos, então se um turco conversar com você e te tocar, saiba que isto é desrespeitoso. Eles jamais fariam isto com as mulçumanas, basta observar nas ruas. Então é bom conter os atrevidos.

 

Não fiquei fã da culinária turca por ser condimentada e nem dos doces, porque os achei melados demais para o meu paladar. O que eu gostei mesmo foi das jujubas chamadas Turkish Delight. Comprei algumas no free-shop.

 

Os turcos acreditam mesmo no mau olhado e você percebe que o olho turco está espalhado em todo os cantos da cidade.

 

 

Perrengues

 

1 - Nota de euro rasgada

Acidentalmente, minha amiga acabou rasgando uma cédula de 20 euros ao fechar carteira. Eu tive a minha cota de azar em Paris ao tirar do caixa automático uma nota de 50 euros sem um pedaço. Então, para quem passar por isso, vou ensinar como fizemos:

 

Solução: Qualquer cédula de euro deve ser trocada no banco central de um dos países que fazem parte da Comunidade Européia - zona do Euro. Assim, só seria possível trocar em Atenas e em Paris no nosso caso. O pedaço de nota tem que ser maior que 50% do original. Trocamos em Paris no Banque de France, estação de metrô Sévres- Babylone, linhas M10 e M12. Endereço: 48 boulvevard Raspail. Leve o passaporte e a nota mutilada.

 

2- Cartões múltiplos

Em Paris, tivemos o limite de saques estipulados em 300 euros nos ATMs. Eu saquei na conta corrente mas ao chegar no Brasil, vi que estava debitado na fatura do cartão de crédito! O pior de tudo é que eu não pedia os comprovantes de saque, então infelizmente eu terei que arcar com o prejuízo (6,38% de IOF). ESte problema só tive em Paris. Em Atenas, tudo transcorreu normalmente.

 

Solução: tenha o cartão de débito separado. Sempre peça os comprovantes de saque e guarde-os.

 

3 - Fechamento de conta do hotel

Isso foi o maior vacilo nosso! Se você não quer dar margem à lei de Murphy, não pague o hotel justamente no dia de ir embora.

 

4 - Mala quebrada

A mala novinha da minha amiga foi danificada nas esteiras do aeroporto de Istambul. Ela só viu na hora do transfer e como havia várias pessoas esperando, deixou para reclamar depois. Não adiantou. Quando pegar suas bagagens nas esteiras do aeroporto, faça uma checagem rápida e veja se tem avarias. Se tiver, vá direto ao balcão da companhia aérea registrar a reclamação.

 

5 - Mala extraviada

A minha amiga, a mesma da mala quebrada, teve a bagagem extraviada em Atenas. Assim que deu conta que a mala não veio,foi ao balcão da cia aérea reclamar, o que foi atendida e recebeu a informação que a mala chegaria no próximo voo. O que realmente aconteceu.

 

Solução: Sempre leve uma muda de roupa para 2 ou 3 dias na bagagem de mão para voos com escalas ou conexões. Em caso de extravio, vá ao balcão da cia aérea, exatamente como minha amiga fez.

 

6 - Mulher de burka furiosa

Em frente ao Grand Bazaar, uma mulher de burka veio até mim furiosa porque achou que eu estava tirando fotos dela! imagina, eu estava tirando fotos do Grand Bazaar! Se quiser tirar fotos destas mulheres, seja discreto.

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