O parque Natural de Gericinó (RJ), perto de município como Nilópolis e Queimados está aparecendo bastante na mídia do Rio ultimamente por razões péssimas. Seis jovens foram assassinados por traficantes de uma "comunidade rival' por estarem escutando um funk dito "proibidão" onde se exaltava uma facção criminosa rival daquela a qual os assassinos pertenciam.
Além da brutalidade do ato em sí, é importante notar a péssima segurança em que se encontra o parque. Os jovens foram pegos enquanto tomavam banho de cachoeira na Cachoeira das Pedrinhas (ou quando estavam a caminho dela,... as versões variam). Tal coisa não poderia acontecer com qualquer mochileiro ou trekker daqui? A situação em muitos parques nacionais do Rio de Janeiro é de abandono e insegurança. O caso do assassinatos dos seis rapazes trouxe à baila tal quadro.
Eu mesmo deixei de fazer trilha no Parque do Mendanha (na área que faz margeia o bairro Campo Grande da cidade do Rio de Janeiro) após ligar para o parque e conversar com um dos guardas. A entrada pelo bairro Bangu (é onde fica a piscina natural) é vigiada e recebe rondas, mas a entrada por Campo Grande está sem segurança e sem guardas na região, sofrendo inclusive ação de caçadores clandestinos. Fazer trilhas desse lado do parque é arriscado e me foi desaconselhado. Não é só o Parque do Gericinó que expõe seus visitantes a riscos devido a encontro com bandidos & afins...
Para quem não soube da notícia do parque de Gericinó:
Pai de uma das seis vítimas de chacina em Mesquita diz que local do crime era ‘parque de lazer’ do tráfico
Palco de oito mortes e um desaparecimento no último fim de semana, o Parque Natural de Gericinó, em Mesquita, na Baixada, passou a ser temido por moradores e considerado uma espécie de área de lazer do tráfico. Para familiares e amigos das vítimas, o território pertence ao poder paralelo.
— Gericinó foi delimitado pelos vagabundos. Da guarita sobre a barragem em diante, ninguém passa. Ali, nem o Exército nem a Polícia Militar podem entrar. Virou um parque de lazer para os vagabundos, porque ninguém pode passar — desabafou o pedreiro Cildes Vieira do Espírito Santo, no enterro do filho Christian de França Vieira, de 19 anos.
O jovem é um dos seis rapazes, com idades entre 16 e 19 anos, que estavam a caminho da cachoeira das Pedrinhas, no Parque de Gericinó, quando foram sentenciados a morte por traficantes por causa de uma música no celular de um deles, que reproduziu funk de apologia a uma facção rival aos bandidos. Desaparecidos desde sábado, seus corpos só foram encontrados anteontem, à beira da rodovia Presidente Dutra.
Uma moradora da área, que preferiu não se identificar, disse que, dias atrás, militares faziam um exercício de rotina, próximo a uma guarita no campo de instrução do Exército, quando cruzaram com traficantes.
— Os bandidos estavam armados e mandaram eles voltar — contou.
A versão foi desmentida pelo Comando Militar do Leste. O Exército também contestou a versão de que os garotos tinham ido a uma cachoeira em área militar. Segundo os militares, não há provas de onde foi o local exato da captura.
— Não podemos afirmar que traficantes não entraram, porque é a área extensa, de mata nativa. Mas não temos nenhum registro de que eles interromperam um exércício militar. Nunca iríamos admitir isso — disse o coronel Saulo Chaves dos Santos, chefe de comunicação social do Exército.
Como resposta à ação dos bandidos, a PM irá instalar uma companhia na favela da Chatuba, em Mesquita, que deve começar a funcionar na próxima segunda-feira. A nova unidade terá 112 homens — 64 deles estiveram no Batalhão de Campanha na ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. A companhia será comandada pelo tenente Ricardo Araújo Delgado, do 20 BPM (Mesquita).
— São policiais que adquiriram experiência numa área em processo de pacificação. Isso pode fazer a diferença — afirmou o coronel Frederico Caldas, relações-públicas da Polícia Militar.
O parque Natural de Gericinó (RJ), perto de município como Nilópolis e Queimados está aparecendo bastante na mídia do Rio ultimamente por razões péssimas. Seis jovens foram assassinados por traficantes de uma "comunidade rival' por estarem escutando um funk dito "proibidão" onde se exaltava uma facção criminosa rival daquela a qual os assassinos pertenciam.
Além da brutalidade do ato em sí, é importante notar a péssima segurança em que se encontra o parque. Os jovens foram pegos enquanto tomavam banho de cachoeira na Cachoeira das Pedrinhas (ou quando estavam a caminho dela,... as versões variam). Tal coisa não poderia acontecer com qualquer mochileiro ou trekker daqui? A situação em muitos parques nacionais do Rio de Janeiro é de abandono e insegurança. O caso do assassinatos dos seis rapazes trouxe à baila tal quadro.
Eu mesmo deixei de fazer trilha no Parque do Mendanha (na área que faz margeia o bairro Campo Grande da cidade do Rio de Janeiro) após ligar para o parque e conversar com um dos guardas. A entrada pelo bairro Bangu (é onde fica a piscina natural) é vigiada e recebe rondas, mas a entrada por Campo Grande está sem segurança e sem guardas na região, sofrendo inclusive ação de caçadores clandestinos. Fazer trilhas desse lado do parque é arriscado e me foi desaconselhado. Não é só o Parque do Gericinó que expõe seus visitantes a riscos devido a encontro com bandidos & afins...
Para quem não soube da notícia do parque de Gericinó:
Pai de uma das seis vítimas de chacina em Mesquita diz que local do crime era ‘parque de lazer’ do tráfico
Palco de oito mortes e um desaparecimento no último fim de semana, o Parque Natural de Gericinó, em Mesquita, na Baixada, passou a ser temido por moradores e considerado uma espécie de área de lazer do tráfico. Para familiares e amigos das vítimas, o território pertence ao poder paralelo.
— Gericinó foi delimitado pelos vagabundos. Da guarita sobre a barragem em diante, ninguém passa. Ali, nem o Exército nem a Polícia Militar podem entrar. Virou um parque de lazer para os vagabundos, porque ninguém pode passar — desabafou o pedreiro Cildes Vieira do Espírito Santo, no enterro do filho Christian de França Vieira, de 19 anos.
O jovem é um dos seis rapazes, com idades entre 16 e 19 anos, que estavam a caminho da cachoeira das Pedrinhas, no Parque de Gericinó, quando foram sentenciados a morte por traficantes por causa de uma música no celular de um deles, que reproduziu funk de apologia a uma facção rival aos bandidos. Desaparecidos desde sábado, seus corpos só foram encontrados anteontem, à beira da rodovia Presidente Dutra.
Uma moradora da área, que preferiu não se identificar, disse que, dias atrás, militares faziam um exercício de rotina, próximo a uma guarita no campo de instrução do Exército, quando cruzaram com traficantes.
— Os bandidos estavam armados e mandaram eles voltar — contou.
A versão foi desmentida pelo Comando Militar do Leste. O Exército também contestou a versão de que os garotos tinham ido a uma cachoeira em área militar. Segundo os militares, não há provas de onde foi o local exato da captura.
— Não podemos afirmar que traficantes não entraram, porque é a área extensa, de mata nativa. Mas não temos nenhum registro de que eles interromperam um exércício militar. Nunca iríamos admitir isso — disse o coronel Saulo Chaves dos Santos, chefe de comunicação social do Exército.
Como resposta à ação dos bandidos, a PM irá instalar uma companhia na favela da Chatuba, em Mesquita, que deve começar a funcionar na próxima segunda-feira. A nova unidade terá 112 homens — 64 deles estiveram no Batalhão de Campanha na ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. A companhia será comandada pelo tenente Ricardo Araújo Delgado, do 20 BPM (Mesquita).
— São policiais que adquiriram experiência numa área em processo de pacificação. Isso pode fazer a diferença — afirmou o coronel Frederico Caldas, relações-públicas da Polícia Militar.
FONTE: http://extra.globo.com/casos-de-policia/pai-de-uma-das-seis-vitimas-de-chacina-em-mesquita-diz-que-local-do-crime-era-parque-de-lazer-do-trafico-6065629.html
Editado por Visitante