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Tel Aviv - Israel


Oswaldo Bak

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Viva Tel Aviv!

 

nosso blog: www.212dias.blogspot.com

 

Resolvemos entrar em Israel por Tel Aviv, a cidade mais animada do país, com um dos cenários mais fascinantes que já vimos do pôr do sol, imperdível. É um lugar conhecido pela vida noturna, mas descobrimos que tem muito mais a oferecer. A praia, os mercados, as belas paisagens e a atual cultura israelense merecem destaque e uma visita se você estiver na região. Tel Aviv tem cerca de 405 mil habitantes e é a capital econômica de Israel, uma mistura de praia e cidade grande.

 

Existe um forte esquema de segurança na entrada de Israel. Mesmo nós brasileiros que não precisamos de visto para entrar no país passamos por uma bateria de perguntas para comprovar informações como a profissão, motivo da viagem, existência de conhecidos no país, se falamos hebraico ou não e por aí vai. Algumas pessoas são escolhidas aleatoriamente e levadas para uma sala onde o questionário se aprofunda e invade o âmbito pessoal - e até sentimental. Nós fomos escolhidos e passamos pelo crivo com sucesso. Esse fortíssimo esquema de segurança tem justificativa. O país é um dos maiores alvos de atentados e terrorismo do mundo.

 

Chegar a um país de maioria judaica depois de quase um mês num país islâmico - a Turquia - foi um interessante choque cultural. Israel é um país novo, estabelecido em 1946 pela ONU, depois da Segunda Guerra Mundial. A partir daí a terra prometida recebeu milhões de judeus que buscavam construir uma nação própria e reconstruir suas vidas, devastadas pelo nazismo. A decisão política provocou conflitos religiosos e disputas territoriais profundas, que duram até hoje. Mas o que nós vimos de perto foi uma convivência bem mais harmônica do que as grandes mídias e agências de notícias vendem. Nas zonas de fronteira existe sim um clima de tensão e muitos soldados – de ambos os lados – munidos de armamento pesado. Mas a vida real flui bem nas cidades israelenses.

 

Em Israel usar minissaia é normal. Usar o véu ou a burca também é normal. O respeito ao diferente é grande por lá, apesar do conflito latente e quase antiquado se não fossem os radicais que insistem em atropelar as crenças e a religião do outro, seja por ignorância ou intolerância. Vimos várias mulheres muçulmanas se divertindo na praia numa boa, claro que sem tirar o véu...

 

Tel Aviv nos surpreendeu pela beleza, organização e qualidade de vida. A cidade lembra um pouco o Rio de Janeiro no verão. São 12 quilômetros de orla. Pessoas jogando vôlei, jogando frescobol e correndo no calçadão completam o cenário. O calor é de matar, quase 40 graus! O Mar Mediterrâneo é muito bonito e de temperatura agradável, o único problema é que na época que nós fomos – no começo de julho – estava infestado de água-viva.

 

No primeiro dia começamos o turismo numa feira de rua que funciona de domingo à sexta-feira, o Carmel Market. Para entrar e sair é preciso abrir a bolsa ou a mochila e passar por uma revista no meio da rua – isso acontece muito em vários outros lugares públicos de Tel Aviv.

 

A feira tem peças de artesanato muito originais e com bom preço, onde alguns artesãos usam materiais reciclados e criam belos objetos. Tem de tudo, desde itens para casa, roupas até bugigangas inúteis. A feira é um prato cheio para as mulheres que gostam de bijouterias exclusivas. Andar por lá foi muito agradável, apesar do calor. Ao lado do Carmel, há outro mercado, com mais cara de feira brasileira, onde você pode encontrar frutas, verduras, peixes, queijos, calçados, relógios...uma festa! Fizemos quase tudo a pé. Caminhamos pela orla, que é cheia de hotéis cinco estrelas e bons restaurantes, e seguimos para Old Jaffa.

 

A parte antiga de Tel Aviv data de 1470 AC, já pertenceu ao Egito e é uma importante cidade bíblica. As ruas estreitas e casas de pedra, do mesmo tom, formam um cenário charmoso dentro de uma área murada. A vista da Old Jaffa é privilegiada. O melhor ponto de observação é do monumento de Jacó.

 

Monumento de Jacó

Em formato de arco, cada uma das partes representa uma passagem bíblica do velho testamento: O sonho de Jacó, O sacrifício de Isaac e A queda de Jericó. Lá perto existe uma ponte, a Wishing Bridge ou Ponte dos Desejos. Diz a lenda que quem fizer um pedido olhando para o mar, com as mãos em cima do desenho do próprio signo do zodíaco, terá o desejo realizado. É claro que para completar o ritual é preciso cruzá-la de uma ponta a outra. Nós fizemos os nossos pedidos!

 

Outra feira de rua que conhecemos, logo depois de descer o monte da Old Jaffa, foi o Flea Market. Foi o lugar mais improvisado e descolado que conhecemos em Israel! Os vendedores nem usam barracas, os produtos são expostos em lonas no meio de uma praça. Velharias de todos os tipos, algumas antiguidades bacanas, roupas de segunda mão e brinquedos usados. Tem de tudo! O clima é divertido e nós até ganhamos um chapéu de um vendedor que contou a história de vida dele, nos mostrou fotos de filhos e netos e ainda nos convidou para uma cerveja. Foi bem interessante essa troca...

 

Flea Market, o mais alternativo de Tel Aviv

Não vá para Tel Aviv sem provar o delicioso suco de cenoura feito na hora. É super refrescante e saudável, um dos melhores sucos que tomamos na viagem até agora. No verão é preciso pensar nessas alternativas para se hidratar. Não esqueça o chapéu ou boné e ande com roupas leves para aguentar o clima super seco – lembre-se que Israel fica numa região desértica. Nós ficamos impressionados com as roupas dos judeus ortodoxos que, mesmo nesta época do ano, insistem em usar roupas formais, paletós pretos e pesados e chapéus que parecem de dois mil anos atrás. Ao contrário dos turcos, que são um povo caloroso e bastante comunicativo, o israelense é mais na dele e muitas vezes indiferente aos turistas. Em vários momentos sentimos essa nítida diferença, um comportamento que beira a antipatia. Parece que os israelenses são fechados, porém conversando com eles, percebemos que se trata de uma postura de vida, uma maneira prática de se viver e encarar algumas situações.

 

Nós que gostamos muito de praia aproveitamos bem a cidade. Existem vários bares e restaurantes que dominam a faixa de areia. O calçadão é muito animado e no verão lembra muito o Brasil. Em Tel Aviv, o sol de põe no mar e é uma das coisas que não se deve deixar de ver e aproveitar por lá.

 

Tel Aviv é assim... Viva e movimentada é conhecida como “The City That Never Sleeps". Com noite agitada e praias bonitas é uma das cidades mais visitadas do Oriente Médio. Tem bons cafés, bares e restaurantes e um dos melhores húmus (prato à base de grão de bico) do mundo, você encontra facilmente em qualquer supermercado.

 

Para onde vamos: Jerusalém, Israel (de ônibus)

De onde viemos: Istambul, Turquia ( de avião)

 

Hospedagem: 85 dólares/dia - Sun City Hotel - regular

Transporte: a pé - ótimo

Culinária : 10 euros por prato - bom

Hospitalidade do povo local: regular

Pontos Turísticos: muito bom

Preços: regular

Clima Local (média 35 graus): bom

Fuso Horário: 07 horas a mais em relação ao Brasil

Distância Percorrida desde o último destino: 1.125 km

Distância Percorrida desde o ponto de Partida (Lisboa): 14.616 km

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