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daninoguei

Roteiro de 14 dias pelo Para: Alter do Chão, Belém e Ilha de Marajó - 3º parte

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Marajó – 06 dias e ½

 

Vou começar fazendo uma explicação: inicialmente eu ficaria somente 3 dias em Marajó, mas deixei meus últimos 3 dias de viagem para planejar quando estivesse em Belém (seguindo o conselho da atendente do hostel) e acabou não dando nada certo. Aí, como eu não me senti atraída para ir para Mosqueiro ou para Algodoal (lugares possíveis) e não consegui antecipar minha passagem (a Gol queria me cobrar 20 mil milhas mais R$ 80 pela remarcação de passagem e achei um assalto!), resolvi encerrar minha viagem esticando a hospedagem em Marajó, assim, poderia realmente descansar e descansar...

 

O trajeto Belém/Marajó: Saindo de Belém, de segunda a sábado o barco sai somente às 06h30 e 14h30. Aos domingos (meu caso), existe um único barco, que sai às 10h. A saída é feita no terminal hidroviário de Belém (entre a Estação das Docas e o Ver o Rio) e não é necessário comprar a passagem com antecedência, pois os barcos comportam um bom número de pessoas (dependendo do barco, até quase 900!). A passagem tem dois valores diferentes: a passagem para a área comum (nas cadeiras de plástico, sem ar condicionado) por cerca de R$ 15 e a área vip (com poltrona estofada e reclinável como de ônibus de viagem, ar condicionado e banheiro privativo) por R$ 25.

 

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Eu fui na área vip e já aviso que elas não são todas iguais. A sala vip do barco da ida era melhor: a sala mais ampla, dois televisores, revista, espaço bom para circulação, banheiro com trocador (para bebês) e um ar condicionado digno de frigorífico! A do barco da volta era menor, somente uma televisão (que funcionava mal), o banheiro era péssimo e o ar condicionado não funcionava direito. Como saber qual das duas você vai encontrar? Acho que só na sorte...rs De qualquer maneira acho que é mais confortável viajar na área vip, até porque a diferença de preço nem é tão grande assim. Eu circulei pela área comum e é um barulho muuuuito grande. É aquela mistura de gente ouvindo diferentes músicas em seus rádios (sem fone de ouvido, óbvio), mais criança chorando, mais a conversa generalizada, mais o barulho do motor. Sem contar que com o calor as sobras de comidas jogadas no lixo começam a feder, misturadas com o cheiro do diesel. Não acho agradável. Os barcos dispõem de lanchonete simples. Na ida eu estava sem café da manhã e consegui comer um misto quente com um refresco por R$ 6. O lanche não era dos melhores, mas a fome é o melhor tempero! Se puder levar um lanche ou comer antes, recomendo!

A viagem dura entre 03h e3h30, a depender da condição de navegação. Na ida para Marajó a travessia demorou 02h50 e na volta, 03h30 (pegamos chuva e o barco balançou MUITO).

O desembarque em Marajó é uma grande confusão. Quando digo grande, é grande mesmo! É uma confusão de vans, todas elas te oferecendo transporte aos gritos. Lá não tem linha de ônibus regular, somente essas vans e uns raros táxis. Então, não dê bobeira e corra! Se você for ficar em Salvaterra (a segunda maior cidade, que fica antes de atravessar a balsa), estará mais bem servido de transporte. Se for ficar em Soure, essas vans só te levarão até a balsa. Nenhum delas atravessa para Soure e aí, chegando na balsa, você terá que se virar com outro transporte. Quando reservei minha pousada já me foi oferecido um transporte com o Edgar (telefones 37411441 / 96340722 / 91922056 / 81005222). Ele é o único que faz o trecho de Soure, o único que atravessa a balsa e tem “frota” de micro-ônibus. O serviço dele é bem legal, porque os micro-ônibus tem ar condicionado, são bem limpinhos e você viaja confortavelmente. As vans que vi era todas mais velhas, sem ar condicionado e o povo ia todo espremido lá dentro. Ele cobra R$ 12 a viagem e eu acho que compensa, pois de Soure até lá são cerca de 40 minutos e ele te deixa e te pega no lugar que precisar, basta dar o endereço. A desvantagem dele é que na minha chegada à Ilha, ele ainda não estava lá me esperando. Então, já fique esperto: aos domingos, quando o barco chega às 13h, ele só chegará lá por volta das 14h / 14h30, quando ele leva os outros passageiros para pegar o barco às 15h para Belém. Se resolver esperar, pode aproveitar e comer alguma coisa por lá. Existe uma lanchonete vendendo refrigerante, salgadinhos e bolos e uma outra mulher que vende PF de peixe com arroz, feijão e o tradicional açaí com farofa. Eu achei que a limpeza do lugar não era muito digna e não me aventurei (morro de medo de pegar intoxicação alimentar em viagem). Fiquei com pastel e coca cola da lanchonete do lado. Também existem pessoas vendendo camarão seco, mas não sou fã! Ah, vou fazer um aparte aqui: nesse dia eu só fui finalmente chegar na pousada por volta das 15h30 e estava sem almoço. Se você chegar na Ilha num domingo como eu, forre seu estômago antes, leve lanche ou algo que o valha. Quando era 16h eu estava faminta, saí para “almoçar” e não havia NADA para comer na cidade. A cozinha da pousada, apesar de servir almoço e jantar, não funciona aos domingos. Na cidade, andei à procura de qualquer coisa para comer e nada encontrei: tudo estava fechado e só abririam às 19h. Nem qualquer lugar para vender água eu achei. Então, já fique esperto, porque nesse dia, até a hora do jantar, eu passei fome!

Hospedagem: hospedei-me na Pousada Canto do Francês http://ocantodofrances.blogspot.com.br/. A pousada é ótima, super arrumadinha e o staff bem agradável. Na época que reservei paguei a diária R$ 90 com café da manhã, mas quando estava lá, já haviam reajustado as tarifas e verifiquei que estavam em R$ 110. O quarto é bem confortável e o chuveiro é elétrico! Que benção foi tomar banho quente novamente, depois de dias tomando banho frio! Um viva para o conforto! O café da manhã é bem gostoso também, apesar de contar com poucos itens, todos os dias eram servidas baguetes quentinhas, café, leite, chá, achocolatado, dois tipos de fruta, um tipo de suco natural e ovos (a seu pedido), e o que mais gostei: queijo de búfala com goiabada cremosa! Ai, que saudades disso! rs A pousada também tem wifi grátis, mas meu no meu quarto (o último do corredor) o sinal era ruim e eu usava na sala de TV da área comum. Eles agendam passeios e alugam bicicletas (mas quando eu estavam lá, das duas bicicletas disponíveis, uma estava quebrada! rs). Também servem almoço, jantar e bebidas (com cardápio enxuto e preço não exagerado por tratar-se de pousada). Eles só solicitam que você reserve sua refeição antes, pois só uma pessoa cozinha lá e eles tentam se organizar de acordo com a demanda. Esse serviço de cozinha é uma benção, principalmente para aquelas noites que você está cansado e com preguiça de sair para procurar comida. Ah, eles também aceitam pagamento com cartão de crédito (raridade por lá).

 

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1º dia:

Dia da travessia Belém-Marajó. Como a cidade estava fechada quando cheguei, só à noite consegui sair para comer. Como era domingo a cidade fervia à noite, ainda mais porque estavam acontecendo festividades por conta do dia do folclore. Na avenida que beira o rio da cidade, dezenas de barraquinhas vendendo comida, lanches, pizzas, sorvete e pipoca. Tudo bem baratinho. Eu estava faminta e parei na primeira pessoa vendendo comida que eu encontrei! Eles vendem “mini pratos” (que não são tão mini assim e alimentam muito bem) por R$ 5. Eu pedi um pedaço de lasanha e frango desfiado refogado. Eu imaginava que o frango viria como acompanhamento da minha lasanha, mas eram pratos separados, e assim, veio a lasanha e depois o frango com arroz e farofa. Tudo isso por R$ 10. Para uma pessoa já faminta, aquilo foi um manjar dos deuses, e claro que nem dei conta de comer tudo! Um sorvete de tapioca que tomei depois, saiu por R$ 2. Nessa noite assisti algumas apresentações de carimbó e de capoeira.

2° dia:

City-tour em Soure. Primeira dica: acostume-se a encontrar búfalos pelas ruas e fique sossegado porque eles são mansos e acostumados com a presença humana. Esses búfalos que você encontra pelas ruas são dos moradores urbanos, que os usam como animais de carga.

 

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Inicialmente andar na cidade pode ser confuso porque as ruas não tem placa de identificação (somente as ruas que estão perto da prefeitura são identificadas). As ruas são todas numeradas, e por exemplo, a Pousada Canto do Francês fica na esquina da Rua 06 com a Travessa 08. O bom é que a pousada dispõe de um mapinha feito por eles mesmos, mas que é super pontual e mostra tudo o que você precisa! De início eu ia contando, seguindo o mapa, mas depois a gente já acaba sabendo que aquela é a rua 04 e aquela outra, a travessa 14, por exemplo. Nada que a prática não aprimore! Exceto também pelas ruas próximas à Prefeitura, as demais não são asfaltadas. Elas são um misto de terra com grama.

 

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Como as ruas da cidade são todas com aquele tipo de quarteirão perfeito (tanto que o mapa é uma série de retas) é muito fácil se localizar. Além disso, a cidade é um ovo! Com exceção das visitas às fazendas e à praia do Pesqueiro tudo dá para ser feito à pé. E o city-tour foi o mais rápido que já fiz até hoje! rs

A cidade não tem nada! O tal mercado público não tem nada além de uns peixes e algumas frutas para vender, e é nanico! Também encontramos nesse mercado aquelas mulheres vendendo os óleos milagrosos... O mercado de artesanato, além de pequeno, não tinha nada bonito....

 

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Depois de encerrar o city-tour foi bisbilhotar no rio que fica nas ruas para trás da pousada. Vi de longe uns búfalos na água, uns guarás e umas garças cinzas e fui me aproximando para fotografar. Se quiser fazer isso como eu, na baixa do rio, cuidado com o chão que é de argila. Quase perdi minha sandália ali, porque ela grudou e não sabia nem por decreto!

 

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Meu primeiro almoço na ilha foi no restaurante Solar do Bola, que ficava próximo da pousada. O PF mais barato deles custa R$ 25, mas dá para duas pessoas. A comida muito boa, fresquinha, e chega à mesa soltando fumaça!

Fazenda Bom Jesus: a fazenda é um dos pontos turísticos da região. Ela é uma área gigantesca e vive dos búfalos, da cultura de coco seco e do turismoEssa fazenda é visitada no horário da tarde, para que o turista possa apreciar o espetáculo que a natureza dá ao pôr do sol. Antes disso, fizemos uma caminhada próximo aos igapós da fazenda, com observação de animais: vi macaco, jacaré, bandos de capivaras, tartaruga, jabuti e uma grande infinidade e variedade de aves, além de búfalos e cavalos. A região tem uma característica semelhante à região do pantanal, e por isso esses animais são encontrados livremente por lá.

 

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A fazenda é área de preservação ambiental. Se tiver interesse em fazer um passeio como esse, entre em contato com o Jedilson, que foi meu guia (tel: 91 – 37411298 ou email [email protected]). Por que entrar em contato com ele? Primeiro porque ele é um bom guia, conhece a fazenda como a palma da mão dele, é muito simpático e, principalmente, porque segundo palavras da propria dona da fazenda, “ela não permite que qualquer outro guia faça aquele passeio de avistar os animais, porque só ele sabe respeitar o que é o limite da natureza sem interferir em nada”. Se você não quiser fazer isso, pode ficar mais restrito ao passeio de búfalo, próximo à sede da fazenda (e passeio de búfalo vc pode fazer na fazenda são Jerônimo!). Ah, outro detalhe: se você aparecer sozinho, sem guia, sem agendamento prévio, na porteira da fazenda, você não entra! Como é uma área de preservação ambiental, eles fazem controle da entrada diária e são bem rigorosos. O grande espetáculo desse passeio é ao final do dia, quando você presencia a revoada dos pássaros voltando para os dormitórios (as árvores). É uma das coisas mais bonitas que já vi na vida e não tem palavras ou fotografia que possa retratar aquilo. Fiquei com lágrimas nos olhos, agradecida por estar ali vendo tudo aquilo. São incontáveis garças e guarás (aquelas aves vermelhas) que voam em bandos em direção às árvores. Isso dura bastante tempo e a gente só fica ali, feito besta, olhando pro céu que fica pintado de branco e vermelho! A analogia mais próxima que consigo para definir aquilo é que parece que Deus joga do céu pétalas de flores vermelhas e brancas! É simplesmente maravilhoso! Não deixe de fazer! A duração do passeio foi de 4 horas e o preço cobrado foi R$ 75, com transporte, guia e entrada na fazenda.

 

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3º dia:

Furo do Miguelão: o furo é um “buraco” na mata, onde dois igarapés se encontram. Levamos cerca de 1 hora de barco até lá. Para ser bem sincera não gostei muito desse passeio. Para quem nunca viu mata, nunca viu mangue, nunca andou num igapó ou igarapé, pode ser interessante, mas eu achei bem mais ou menos, principalmente porque a maré já estava baixando e não pudemos fazer o trecho todo. Na mata, durante o passeio, o motor do barco é desligado e você consegue escutar vários animais. Escutamos muitos tucanos e macacos, mas quando tentamos descobrir onde eles estão, olhando para a copa das árvores, não conseguimos ver nada... A duração total do passeio é de cerca de 3 horas e custou R$ 70.

 

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Nesse dia, na hora do almoço, fui conhecer outro restaurante (todos restaurantes da cidade são bem simples), o Patu Anu, que fica perto do trapiche, no centro. Lá almocei um PF com filé de búfalo (a carne é muito boa, macia e saborosa) com suco natural (bem gostoso) por R$ 19 (é, eu comento os restaurantes dessa cidade porque eles são bem escassos!).

 

Praia Barra Velha: eu tinha a tarde toda livre nesse dia e queria ir para uma das praias da Ilha. Perguntei de alguma praia que eu pudesse ir a pé, me indicaram essa, e lá fui eu, seguindo na direção recomendada. Andei, andei, andei... acabou o asfalto, começou a estrada de terra e eu não via nem cheiro de praia. Achava que estava no caminho errado, mas quando pedi informação, disseram que era por ali mesmo. De repente, no meio do caminho você avista uma porteira de fazenda. Então, atravessa a porteira e continua a andar...

 

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Anda um pouco mais, e uma passarela de madeira com o nome da praia, indica que é por ali que você tem que ir. Essa passarela está sobre uma região de mangue. O trecho mais aberto vai acabando, a mata mais fechada chega e de repente, uma luz no fim do túnel indica que você já está na praia.

 

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Na ida estava um sol escaldante, porque saí às 14h e o calor fez com que eu achasse o caminho da ida interminável... Caminhei por 1 hora debaixo do sol e quando cheguei na praia me senti num oásis! A praia tem uma característica bem diferente de todas que já vi até hoje: nos fundos tem mangue...

 

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---no meio tem o rio (que nessa hora estava bem baixinho)...

 

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e lá na frente, o mar...

 

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A faixa de areia clarinha é bem extensa e a praia é bem vazia... Fiquei lá algumas horas e fui advertida a vir embora antes das 17h por causa dos insetos típicos do mangue, que a partir desse horário começam a incomodar as pessoas. A praia tem estrutura de quiosques com mesinhas, tudo bem simples e precário, mas dá para tomar uma cervejinha (nenhuma cerveja nessas praias será estupidamente gelada, porque o lugar não tem energia elétrica!).

4º dia:

Fazenda São Jerônimo: dia de conhecer outra famosa fazenda da região . Essa fazenda que tem um apelo bem mais turístico que a Fazenda Bom Jesus, já foi cenário de diversas gravações (inclusive uma das edições do extinto programa No Limite foi feita lá) e fotografias para revistas http://www.marajo.tk/. A fazenda é bem bonita e vive do turismo e da produção de coco. Os búfalos que existem ali são para produção de leite para a própria fazenda e, principalmente, para fins turísticos.

 

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Como qualquer um que chega na fazenda pode fazer passeio, fui sem o guia Jedilson (que me acompanhou também no Furo do Miguelão). Não dá para ir a pé até lá e então fui de mototáxi. Jesus! Que aventura! Confesso que fiquei morrendo de medo, porque não tem capacete para a gente usar! Eu só ficava pensando que se caísse da moto, além de me estrupiar toda com esfolados (porque a estrada era de terra e cheia de pedrisco), ia arrebentar a cabeça. Fui rezando na ida e na volta, e fiquei intacta! rs Na chegada à fazenda você faz uma caminhada bem curtinha num pedaço de mata (bem curtinho mesmo) e então chega na beira do igarapé, onde pega uma canoa.

 

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O rapaz da fazenda vai remando o barquinho pela água e então chegamos numa praia – a Praia do Goiabal. Uma curiosidade sobre essa pequena praia: na época da cheia do rio ela é uma praia de água doce, porque o rio tem muita água para despejar no mar, e prevalece sobre ele. Na época que fui (intermediária porque o rio ainda estava baixando), era salobra e na baixa total do rio, é salgada. A visita nessa praia não é para banho, só para conhecer mesmo. Ficamos nela tempo suficiente para fotografar as tantas árvores que estão na areia, todas com suas raízes aéreas gigantes e começamos a caminhar em direção à ponta oposta por onde chegamos.

 

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Nesse ponto nos embrenhamos numa trilha suspensa entre as raízes aéreas das árvores do mangue. É muito interessante, porque parece um grande labirinto!

 

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Ao fim dessa trilha, chegamos um ponto onde búfalos e cavalos nos esperam. Montamos neles e voltamos para a sede da fazenda, onde somos recebidos pela D. Jerônima – proprietária – com um suco de fruta fresquinho. Tomado o suco, acabou-se o passeio, que teve duração de 2 horas. Dica para as mulheres: usem calça nesse passeio para poder montar o búfalo com mais conforto. Valor: R$ 50 + mototáxi R$ 8 cada trecho.

 

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Almocei no restaurante Ilha Bela, pedindo “meio prato” de uma carne de búfalo com arroz a grega e banana. Meu almoço ficou em R$24. Esse restaurante Ilha Bela também é sorveteria (sorvetes feitos com leite de búfala), mas ele não esteve aberto em todos os dias que estive lá.

 

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Nesse dia acabei só ficando na pousada na parte da tarde, porque a praia que eu queria conhecer – Praia de Araruna – estava sem acesso para pedestres porque a ponte tinha caído. Como fiquei com receio de chegar até lá e não conseguir barco para a travessia, desisti e fiquei só no descanso. Na parte da tarde, fui para o trapiche fotografar o pôr do sol e tomar sorvete. Bem bonito!

 

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5º dia

Dia que foi uma tentativa de conhecer novas praias. Fui caminhando até a praia do Mata-Fome para tentar um barco para a Praia do Garrote. A praia do Mata-Fome, praia de rio, é minúscula, não tem nada além de um farol e nem é possível ficar nela.

 

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Não consegui barco para atravessar para o Garrote e então voltei pra pousada. Pedi um moto-táxi para a Praia do Pesqueiro e lá fui eu rezando de novo na garupa do motoqueiro!

 

Praia do Pesqueiro: é bem distante, no mesmo caminho da Fazenda São Jerônimo, mas fica bem depois dela. Na entrada da praia existem umas pequenas dunas e a faixa de areia é bem extensa. Essa é uma praia diferente da de Barra Velha porque o predomínio é oceânico. Existem umas pequeníssimas piscininhas com água doce, mas é bem pouco. O mar tem bastante ondas, porque venta bastante. A praia tem estrutura de restaurante e quiosques com mesinhas para os turistas. Só para variar a praia estava deserta.

 

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Dá para almoçar nessa praia com tranquilidade, no mesmo esquema rústico que a praia de Barra Velha. Como já aprendi que a cerveja na praia não é tão gelada, nem pedi. Meu almoço na praia com caipirinha e guaraná (600 ml) ficou em R$ 32. A corrida do mototáxi fica em R$ 12 o trecho e você marca com eles o horário que quer que voltem para te pegar (já que não tem ônibus, nem táxi e nem nada de transporte dando sopa por ali).

 

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6° dia:

Minha vontade era de ir conhecer a cidade de Salvaterra nesse dia. Tinha uma praia com umas ruínas que queria ter ido, mas a ideia de andar de mototáxi por muito tempo me desestimulou por completo e acabei ficando em Soure novamente... e ficando em Soure, esgotados os lugares para conhecer, resolvi voltar na Praia de Barra Velha pois era um lugar que conseguia ir a pé, sem depender do transporte. Eu fui achando que ia ser mais um dia de um lugar já conhecido, mas a viagem sempre reserva surpresas para a gente, e já no caminho, notei diferenças: alguns trechos da fazenda (daquela porteira que atravessamos) estavam alagados. Alguns peões entravam com os cavalos na água e eu via os cavalos nadando, só com o focinho de fora... Quando cheguei na passarela para atravessar para a praia, havia água debaixo dela e um forte barulho de ondas vindo da praia. Só pensava “será que vou conseguir ficar aqui? Como estará tudo?”

 

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E então, quando cheguei, encontrei uma praia completamente diferente da que já conhecia.

 

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A maré sobe, junta-se com o rio e o volume de água é impressionante e chega a assustar. Toda a longa faixa de areia deixa de existir e a água ganha uma força incrível

 

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Nunca até então tinha visto uma maré subir tanto e modificar tanto uma paisagem. Consegui me acomodar numa mesa de um dos restaurantes e ali fiquei, vendo a natureza agir... e de repente, a água vai baixando, baixando, baixando.. e a praia novamente se transforma. A natureza realmente é incrível!

7º dia:

Dia de voltar para Belém. O barco saiu de Marajó às 15h e só chegamos em Belém 18h30. A viagem de retorno foi péssima porque pegamos chuva, muuuuito vento e o barco balançou muuuuito. Além disso a sala vip não era tão vip quanto a primeira, mas enfim, logo tivemos terra firme!

 

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Veja mais fotos de Soure / Marajó no Flickr:

 

Custos desse trecho da viagem: Alimentação: R$ 278; Transporte: R$ 158; Passeios: R$ 195; Hospedagem; R$ 630; Outros: R$ 30 = Total R$ 1291

 

????O que eu faria de diferente? Não deveria ter seguido o conselho da pessoa do hostel de fechar meus últimos dias do roteiro lá. Gosto de deixar tudo já agendado, e tentando mudar isso em mim, deixei-me levar por esse conselho que acabou me dificultando conhecer novos lugares.

Se fosse hoje (e conhecendo a dica que tive), ao chegar de Alter do Chão em Belém, teria ido para a Ilha de Cotijuba. Da Ilha de Cotijuba ficaria em Belém (com outra hospedagem, óbvio) e depois, Marajó. Do jeito que acabei fazendo, além de não conhecer Cotijuba (os horários dos barcos não coincidiam e eu ficaria muitas horas de mochila nas costas num lugar sem nada para fazer, esperando o barco do fim do dia), fiquei mais dias do que queria em Marajó e gastei mais... Agora, se você tiver poucos dias, desses lugares todos, recomendo que vá para Alter do Chão. O lugar é ótimo para um feriado de 4 dias (desde que seja na baixa do rio).

Quer saber como é Cotijuba? Faz uma pesquisa no google. Achei um lugar bem interessante...

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Que bom que gostou, Nivea! Como disse no relato, queria ter conhecido também Salvaterra, mas me desestimulei pelo mototáxi... La também tem coisas legais... :wink:

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Dani, adorei seu relato, estou planejando fazer algo muito semelhante agora em Abril, uma viagem com o mesmo período que a sua, cerca de 15 dias, saindo de SP. Será que é uma boa época?

 

Meu roteiro ainda está aberto e tenho dúvidas se vou para Alter do Chão ou não, estou querendo sugestões, principalmente de roteiro (qtdos dias em cada lugar - Belém, Marajó, Alter do Chão, outro lugar? , o que fazer?, onde ficar?, quanto custa a brincadeira toda?, melhor alugar um carro? etc, etc, etc...). ::sos::

 

Bastante coisa pra resolver e pouco tempo, eu sempre me atraso no planejamento ::putz:: qualquer ajuda será bem vinda ::otemo::

 

Valeu!

 

Bjos

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Pra ser sincera, acredito que Alter do Chão não seja uma boa época por causa da cheia do Rio Tapajós. Na época que fui parte das praias ainda estava coberta, mas eu consegui aproveitar bastante. Belém acredito que não deve ter problemas e Marajó, com sinceridade, não tenho a menor idéia! rs

Lembro que em Marajó fui numa praia que me disseram que na época da cheia o predomínio do rio é maior e então a praia se transforma em praia de água doce. Também lembro de um dono de quiosque na praia de Barra Grande me mostrar onde a água chegava na época da cheia.

Acredito então, que vc conseguiria aproveitar Belém, Marajó talvez (um final de semana com a cheia ou 3 dias devem ser mais que bom). Eu particularmente fiquei em Marajó mais tempo do que previa porque parte da minha viagem não deu certo. Mas acho que a Ilha de Cotijuba, que não consegui fazer deve ser bem legal.

Quanto aos custos, ao final de cada parte da minha viagem tem o que gastei, que no final somou cerca de 3 mil.

Sugiro que entre em contato com a Secretaria de Turismo de lá. Quando montei meu roteiro tive a ajuda deles. Pelo menos comigo foram bem atenciosos.

Sobre aluguel de carro também acho bobagem pros lugares que fiquei: 1. Alter do Chão é absolutamente desnecessário pq vc só andará de barco; 2. Belém fiz tudo a pé (e uma vez peguei ônibus); 3. Marajó não é necessário e a cidade de Soure mesmo quase não tem carro, só moto e mototáxi.

Espero ter ajudado de alguma maneira, mesmo que não tenha dado respostas tão objetivas quanto vc gostaria! :-)

Boa viagem e depois me conta o que decidiu!

 

Beijos

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É possível conhecer Soure em um dia so, tendo pot base Belem?

 

Pelo horário das balsas, acredito que não... O transporte para a Ilha é feito somente em dois horários diários e não sei se é possível e nem se vale a pena...

Além disso, se você pensar nesse "um dia" como domingo, aí já desista de vez, porque só tem um barco de ida e um de volta por dia...

Para maiores dúvidas, fiz um post sobre um final de semana em Marajó: http://www.aprendizdeviajante.com/index.php/2012/10/19/ilha-de-marajo-roteiro-para-um-final-de-semana/

 

Qualquer dúvida, estou à disposição!

 

:-)

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Dani,

 

Mesmo depois de ler esse mini http://www.aprendizdeviajante.com/index.php/2012/10/19/ilha-de-marajo-roteiro-para-um-final-de-semana/ que você me passou no outro post, gostaria de tirar o seguinte a limpo:

 

Eu chegando em Belém em uma segunda-feira às 08:30 (depois do primeiro barco para Marajó), pegaria o barco das 14:30 (chegaria em Marajó umas 18hrs). Dá pra eu curtir a fazenda bom jesus e fazenda são jerônimo na terça-feira pra eu partir pra belém as 06:30?

 

Deu pra entender ou ficou embolado? rs :(

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Deixa ver se entendi: vc quer ir na São Jerônimo e Bom Jesus no mesmo dia? Isso é viável, só não dá para fazer os dois passeios no mesmo dia de pegar a balsa. O passeio na Bom Jesus começa umas 15h30 e acaba umas 19h e a São Jerônimo começa umas 9h (esteja lá um pouco antes) e acaba às 11h.

Não dá para fazer os dois no mesmo dia e pegar o barco porque o horário dos passeios não coincide com o do barco, e vc tem que considerar que de Soure até o porto são cerca de 40 minutos.

Sua dúvida era isso mesmo que eu entendi? :-)

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Quase isso, eu queria fazer os dois passeios no mesmo dia para no dia seguinte eu voltar pra Belém bem cedinho. Mas tirou a minha dúvida! :D

 

Acha que seria legal eu ir embora cedinho (pra conhecer Belém em 2 dias) ou ir embora na barca das 14:30hrs e conhecer algo mais de manhã?

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