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Hindu

relato Tailândia, Cingapura e Malásia + Bônus Track Europa - Com Vídeos e Fotos 25 dias

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Olá,

 

Este ano resolvi cruzar as fronteiras além mar.

 

Inicialmente, minha primeira opção era continuar na América central, conhecer Cuba, Jamaica, Republica Dominicana e alguma outra ilha daquela região, já que ano passado havia passado pelos países do continente. Porém, durante pesquisas e buscas de informações sobre estes lugares, acabei desanimando por ver que Jamaica não era tão segura quanto eu imaginava ou talvez fosse por outro motivo desconhecido qualquer.

 

Foi durante estas pesquisas que vi um relato de viagem sobre Tailândia, Malásia e Cingapura. Imediatamente veio o interesse por essa região.

 

Resolvi pesquisar mais coisas e descobri a necessidade de escalas, sendo no oriente médio ou Europa. Daí veio à idéia de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Já era um desejo antigo conhecer o velho continente. Na verdade, meu desejo antigo é conhecer o mundo. Mas como não tenho tempo e nem dinheiro para realizar tudo de uma vez e como já dizia Jack, o realizarei por partes.

 

Como possuía milhas necessárias para as pernas Brasil-Europa-Brasil, meus custos com passagens seriam somente as internas na Europa e para a Asia. Comecei então definir os roteiros na Europa.

 

Algumas cidades já haviam me despertado interesse anteriormente e comecei por elas. Decidi chegar a Europa por Paris, depois Londres e por ultimo Barcelona. Sei que logisticamente não está correto, mas como estou utilizando milhas, fico suscetível a disponibilidade de acentos. Barcelona por ultimo por ter a passagem mais barata para Bangkok. De Bangkok para Singapura e de Singapura para Malásia. Sei, logisticamente também não está correto. Mas a passagem para voltar para Europa era mais barata saindo de Kuala Lumpur. Também sei que como vocês são mochileiros, compreendem essas voltas.

 

Ficou assim o roteiro;

 

Paris – 3 dias

Londres – 4 dias

Barcelona – 3 dias

Bangkok (centro e planícies) – 7 dias

Ao Nang, Phuket – 7 dias

Singapura – 2 dias

Malasia – 1 dia

Londres – 1 dia (isso, mais uma vez)

 

Bem, definido o roteiro, faltava definir os pontos as serem visitados e explorados em cada parada. Não irei detalhar aqui, serão mostrados no relato.

 

Bem, vamos ao que interessa.

 

Paris

Hostel Aloha

 

Chegando a Paris, aquela tensão da imigração, toda papelada reunida, certificado de Shengen (se você tiver cartão Platinum Visa e tiver pagado a viagem com ele, sairá de graça, caso contrário, custa uns 300 reais), passagens e reservas de albergues e tudo mais possível, inclusive um mapa que sempre faço indicando onde estarei em cada dia (sempre deixo um com minha família, caso eu suma, eles saberão onde fui morto, seqüestrado ou preso, desses o preso é o mais provável).

 

Após passar e ter o passaporte carimbado, saindo da imigração, por curiosidade resolvi procurar o carimbo e por azar ou sorte de ter visto àquela hora, não tinha carimbo algum. Parece que o carimbo estava sem tinta ou era tinta que só os inteligentes vêem. Não que eu tenha ficado em dúvidas do carimbo, mas voltei às cabines, expliquei o ocorrido e carimbaram novamente, desta vez com tinta que todos podem ver. Já imaginou a dor de cabeça que teria caso não tivesse descoberto a tempo?

 

Saindo dali, descobri finalmente o que é um país desenvolvido. Muita informação e facilidade para fazer as coisas. Comprei um ticket para o trem para a cidade e outro para o metro com validade de três dias. Tudo perfeito e organizado. Chegar ao albergue (Aloha Hostel – Voluntarie) foi extremamente tranqüilo, estação colada. Uma importante coisa que fiz antes da viagem e sugiro para todos, foi imprimir um mapa do metrô de cada cidade e identificar as estações próximas aos pontos turísticos desejados. Estudei tanto estes mapas que já sabia as estações, conexões e linhas necessárias para cada destino.

 

Após fazer check-in no albergue, mesmo cansado da viagem e confuso por conta do fuso, não perdi tempo e já saí para dar uma volta. O primeiro destino e com certeza o mais desejado de Paris, foi o cemitério de Perlachaise, onde estão enterrados várias celebridades e um dos meus grandes ídolos, James Douglas Morrison ou simplesmente Jim Morrison. O cemitério é bem organizado, existe a distribuição de mapas das lápides e seus donos mais famosos. Allan Kardec, Edit Piaf, Chopin e Morrison são alguns exemplos. Após um tempo ali, tinha que continuar. Próximo destino (desses, alguns só por desencargo de consciência e cumprir tabela), Moulin Rouge. No outro dia, acordei cedo e comecei a jornada. Notredame, Louvre (fechado toda segunda-feira e que dia era? segunda-feira ...:/), Champs elysees , Arco do Triunfo, Trocador e Torre Eiffel. Pra ser sincero, nesta época do ano (julho), Paris não tem o glamour que sempre ouvia falar. Estava quente pra burro, um sol escaldante e a ultima coisa que me passou pela cabeça foi tomar um café na Champs. As coisas são realmente caras, mas como diz a máxima quem converte não diverte, eu não diverti muito. Kkk... Neste dia à noite, fui com alguns Brasileiros que estavam no albergue, tomar umas cervejas. Pagando 6 euros na longneck, não consegui ficar embriagado.

 

No outro dia, após algumas voltas descompromissadas pela região, fui para a estação pegar o trem para Londres. O interessante é que a imigração inglesa é feita em Paris e não na terra da rainha.

 

Londres

Hostel St. Cristopher Inn

 

 

A viagem de trem para Londres é realmente rápida e sem graça. A expectativa pela travessia do canal da mancha pelo túnel foi extremamente rápida e inesperada. De repente, escurece e clareia o que indica que você já atravessou a coisa.

 

A estação londrina é bem bacana. Como eram vésperas dos jogos olímpicos, estava toda enfeitada e repleta de pessoas dando informações das mais variadas formas. Como sempre, muito tranqüilo se locomover pela cidade. Na própria estação já comprei meu cartão Oyster para sete dias. Um pouco caro na verdade, mas muito eficiente. Com ele tem direito a utilizar metrô e ônibus até a zona 3, o que engloba todos os principais pontos turísticos. Achar o hostel (St. Cristopher Inn) foi uma tarefa realmente fácil. Localizado ao lado da estação de metrô da London Bridge (High Borough), tornava fácil a tarefa de conhecer a cidade. O metrô de Londres é um monstro e realmente eficiente, porém, achei o de Paris com as estações mais bem localizadas. Todos os pontos estão realmente de frente à estação. Em Londres, há a necessidade de andar um pouco, nada que te mate de andar, mais ter que atravessar todo o Hyde Park não é uma tarefa fácil depois de um dia cheio e com calor.

 

No dia seguinte ao que cheguei, fui com a empresa Evan Evans fazer um passeio que já havia comprado aqui no Brasil. Na verdade eram três passeios em apenas um dia. Castelo de Windsor, Stonehenge e Oxford. Por 71 libras (algo em torno de 220 reais) estavam inclusos todo o translado e entradas. Você pode comprar só o translado, mas creio eu não compensar.

 

Visitar o castelo é fenomenal. Pode-se adentrá-lo e conhecer parte dos ambientes. Acompanhei por sorte uma troca da guarda e rodei por um tempo, a cidadezinha que fica ao seu redor. Bem bacana.

 

Chegar a Stonehenge é uma sensação indescritível, acho que senti o mesmo ao chegar aos grandes sítios de Machupicchu, Chichenitza e Tikal. Você pode dizer, “é só um monte de pedras em pé” e eu digo, realmente são. Mas o lugar é muito massa, tem uma energia louca. Tinha até uma druidisa lá.

 

Oxford foi uma feliz surpresa, não esperava muita coisa, mas, é uma cidadela universitária secular e extremamente bonita. Grandes construções e setes de filmagens do filme Harry Poter. Nunca assisti nenhum.

 

A viagem começou às 09h00 da manhã e as 18h00 retornamos a Londres. Vale muito à pena.

 

O dia seguinte, 27 de julho, já começou com grande expectativa, pois era o dia da abertura dos jogos olímpicos. Uma grande movimentação pelas ruas, muitos turistas e alegria. Todos os principais pontos turísticos estavam enfeitados com os símbolos e as cores da Inglaterra. No fim do dia, tinha pensado em ir ao Hyde para ver pelo telão, mas resolvi ficar na Tower Bridge mesmo e não me arrependo. Em um pub que fica entre a London Bridge e a Tower Bridge, todos acompanhavam pela televisão a abertura e foi com grande emoção que todos cantaram o hino salve a rainha. Logo depois a ponte da torre foi erguida e fogos de artifícios iluminaram o céu. Bem emocionante.

 

 

Bem, no dia seguinte, acordei cedo e fui para o parque olímpico. Fácil e rápido pelo metrô. Meio decepcionante foi não conseguir nem entrar no parque, pois só entravam que possuía ingressos para os eventos. A estrutura era impressionante. Shopping Center, lojas de grifes e restaurantes estavam lotados de turistas. Engraçado que eu estava tentando tirar uma foto minha com o parque ao fundo, quando chegou um velhinho e me disse que havia uma loja onde se poderia ver pelo terraço todo o parque, contrariando toda fama de mal humorados. Isso é outra coisa que me surpreendeu, não sei se estavam contagiados pelo espírito olímpico ou são assim mesmo, mas o fato é que sempre fui muito bem recebido e ajudado. Em Paris há uma ressalva, antes de pedir qualquer ajuda em inglês, é de bom modo falar algumas palavrinhas em francês sorrindo, mesmo falso, seja um “com licença” ou “perdão”, sempre dá uma amaciada no ego e te faz um gringo simpático ou não.

 

Mesmo não entrando no parque, consegui ver alguma coisa no Hyde, ciclismo e canoagem nos outros dias.

 

O Hyde é uma atração a parte. Exposição da Yoko Ono e memorial da Diana são imperdíveis.

 

Minha alimentação foi basicamente junk foods, pois as normais eram extremamente caras. Lá os árabes e seus quebabes foram meus melhores amigos.

 

Alguns lugares merecem ressaltar. Primeiro visitei a tão famosa Abbey Road, aquela famosa dos Beatles. O engraçado é que todos querem tirar fotos e o trânsito em conseqüência fica aquela merda.

 

Visitei a casa da Amy Winehouse, quer dizer, a frente da casa dela. Não tem muito coisa a se fazer, é só ir, tirar algumas fotos e depois voltar. Lá existem várias informações para não fazer bagunça não deixar lixo ou vandalismos. Fica na estação de Candem.

 

Visitei também a Baker Street 221B, para quem não sabe, é onde morou o escritor de Sherlock Holmes. O lugar hoje abriga um museu. Fica na mesma estação da Madame Toussoud.

 

Não fui à london eye, por que queria ir à roda gigante de Cingapura que é a maior do mundo. Mas o parquinho que tem perto dela e os artistas de rua são muito interessantes e vale a pena conferir.

 

 

Meu próximo destino foi Barcelona.

 

Barcelona

Hostel Center Rambles

 

 

Barcelona foi escolhida meio ao acaso. Nunca tive pretensão de conhecê-la. Mas como a passagem para Tailândia era mais barata saindo de lá, resolvi incluí-la no roteiro.

 

A chegada foi tranqüila, voei pela Monarch, tipo Webjet aqui no Brasil. Acho que quase todas européias são parecidas com as nossas lowcost. Nem água te dá.

 

Achei que não teria problema algum ao entrar na Espanha, principalmente por ter saído de Londres. Mas para meu espanto, começaram as exigências, local para hospedagem, passagem de volta, motivo da viagem, dinheiro e etc. Mas como tinha tudo certo, não tive mais dores de cabeça. Engraçado como ao chegar à Espanha, se sente um ar latino. As coisas não são tão organizadas como na França e muito menos Inglaterra. Não que seja uma zona como aqui, mas um pouco menos explicado e auto-resolvível. Como sempre, um trem te leva até uma estação de metrô e de lá se pode ir para qualquer ponto da cidade, claro, onde exista metrô.

 

O sistema de metrô funciona de forma diferente, você compra um ticket com uma quantidade de viagens e para um determinado tempo. Funciona legal.

 

Barcelona é muito bonita, principalmente o bairro gótico. A rambla é uma bagunça, mas agradável e segura. As praias banhadas pelo mediterrâneo são bonitas, mas não deslumbrantes. O que a deixa mais atraente são as européias de peito de fora. Há muitas festas à noite nestas praias.

 

A cidade respira Gaudi, o famoso arquiteto Catalão. Desde a impressionante Sagrada Família até o museu destinado a sua obra. Conheci o aquário da cidade, é enorme e possui aqueles túneis de vidro que parece que vai quebrar a qualquer hora. Grandes tubarões e arraias são alimentados por mergulhadores, por azar não vi ninguém sendo comido ou ao menos mordido.

 

O montijuic é um parque no topo de uma colina, onde ocorreram os jogos de 92. Lá existe um castelo e o parque olímpico. O sistema de metrô te leva até um bonde fonicular que vai até o topo. Lá pode pagar um teleférico até o castelo, resolvi subir a pé e me arrependi. Estava muito quente e a subida é longa. A vista lá de cima é surpreendente, se pode ver toda a cidade e seus principais pontos turísticos.

 

O bairro gótico é sensacional, principalmente durante a noite com seus cafés e restaurantes típicos. Por todo lado se come Pata Negra, o presunto de Parma deles. É muito saboroso acompanhado de um bom vinho barato.

 

Por todos os lados avistam-se construções seculares e em alguns lugares o que sobrou delas. Existe muita referência a Picasso também.

 

Bom, o aeroporto de Barcelona é muito bonito e organizado. Por todos os lados tinham apresentações de danças típicas espanholas.

 

Doha

Aeroporto Internacional

 

Vôo até a Tailândia da Qatar faz escala em Doha, Qatar. A viagem é tranqüila e o serviço de bordo excelente. Tipicamente islâmica, refeições só no método Halal, musicas do oriente, aeromoças de burca só com o rosto de fora. Muitos, mas muitos islâmicos no vôo, chegar ser engraçado como as mulheres são tratadas por seus respectivos esposos. Sempre respondem por elas e jamais sentam próximas a homens, principalmente se for um sujeito como eu, de bermuda e com as duas pernas tatuadas. Outra curiosidade é que sempre é mostrado nos monitores a posição de Meca, para facilitar a orientação durante as orações e durante os pousos, as aeronaves sempre alinhadas com a mesma.

 

O aeroporto de Doha é muito curioso. Como tinha um tempo de espera de umas 8 horas até o próximo vôo para Bangkok, resolvi procurar algum lugar para dormir e descobri coisas fantásticas. Dentro do aeroporto tem uma mesquita para homens e um lugar para orações das mulheres. Os banheiros têm a divisão para islâmicos e para ocidentais. No lado islâmico não há louças, as necessidades são realizadas em cócoras e se limpam com duchas de água e não com papel. Muito curioso. Existem as áreas para fumantes, que por sarcasmo ou sei lá, conveniência não tem ar condicionado e a ventilação é muito precária. De noite devia estar fazendo perto de uns 40 graus, imaginem como deveria estar lá dentro. Eu não quis conferir.

 

Bangkok

Hostel Lub D Siam Square

 

 

O vôo para Bangkok saiu logo cedo, por volta das 6 da manhã. Novamente tudo tranqüilo. A viagem dura umas 11 horas mais o fuso horário. Chegamos por volta de 19 horas.

 

Para a imigração, a única exigência é o certificado internacional de vacinação de febre amarela. Antes de passar pela polícia tem que passar na vigilância sanitária. Tudo tranqüilo.

 

Esperava chegar por lá e encontrar aquela bagunça como visto no filme “Se beber não case 2”, mas para minha surpresa estava tudo tão organizado que fiquei assustado.

 

Do aeroporto até a cidade é uns 30 minutos de trem, isso mesmo, como na Europa. Novamente desembarcando no metrô e de lá duas estações até o meu albergue.

 

Sempre corri de albergues famosos, HI e muito grandes. Mas nesta viagem quase todos eram contra minha ideologia. Este de Bangkok (Lub D Siam Square), não era diferente. Considerado pela Lonely Planet (só vi isto quando voltei ao Brasil), um dos melhores da Tailândia e com certeza o melhor que havia ficado até então. Quartos apenas com dois beliches, ar condicionado com controle remoto, luz de leitura, banheiros limpos, grandes e separados por gênero, WiFi funcionava por todos os quantos, praticamente dentro de uma estação de metrô e do lado de um SevenEleven (quem conhece aqueles lados, sabe da importâncias desses minimarkets que tem tudo). O preço não era dos mais baratos, mas valia cada Bath dispensado (+- $ 20).

 

Como havia chegado tarde, só comi alguma coisa e fui dormir. No outro dia cedo resolvi conhecer a tão famosa, esperada e pitoresca cidade. Logo de cara cai em um dos golpes mais manjados de lá. Os numerosos Tuk Tuk.

 

Logo que sai do albergue com um mapa nas mãos, fui abordado por um desses tuk tuks, perguntou pra onde ia e se mostrou muito prestativo e simpático. Como queria conhecer o grande palácio e Wat Po, onde fica o grande Buda reclinado, logo me disse que era demasiado longe, que o metrô não chegava até lá ( o que constatei ao ver o mapa) e que o melhor jeito para se chegar lá era pegar um tuk tuk até um píer e depois um barco. Como não tinha escolha, concordei. Logo que subi naquele meio de transporte, percebi que estava em Bangkok. Disse-me que daria uma passadinha em uma loja de alfaiataria, mas que eu não precisava comprar nada, só olhar, assim ele ganharia um vale gasolina. Relutei mais acabou por me convencer. Quando chegamos à loja, o vendedor já veio com cara feia pro meu lado perguntando se podia me ajudar, disse que estava apenas olhando, foi quando ele me disse para ir embora, por que tempo é dinheiro e mandou um recado pro TukTuk, que não daria o vale dele. Senti-me um merda, expulso de uma loja no primeiro dia. O tuk tuk ficou puto por que eu não enrolei o cara. Francamente. Cobrou-me o combinado até o píer, 100 Bath. Quando cheguei achei que começaria a farra das coisas baratas. Ledo engano. O píer queria me cobrar 600 bath pela viagem, disse não e sai perambulando pelas ruas. Encontrei outro tuk tuk que me levou até o meu destino. Quando veio falando que passaria numa loja tal, já o cortei e disse que não.

 

Chegado ao meu destino, só tinha que apreciar o lugar. Realmente surpreendente o templo, com seus inúmeros Budas e o impressionante Buda reclinado foliado a outro. O Grand Palace também é fabuloso. Não pode entrar de bermuda, pode-se alugar na entrada, coisa de 100 bath.

 

Almocei por ali mesmo, agora sim a farra das coisas baratas. Andei um pouco pelas ruas do entorno, apreciei um pouco a vista do lugar com a brisa das comidas de rua temperadas com curry.

 

Descobri através de uns bons mochileiros que ali estavam, que o metrô interliga com o rio como se fosse uma continuação. Mostraram-me onde ficava o píer publico e qual píer deveria descer para pegar o metrô. Depois disso não mais andei de tuk tuk. Tudo é muito fácil e barato. O sistema do metrô de Bangkok e extremamente funcional. Não existem cartões de vários dias como na Europa, mas umas máquinas onde você escolhe a estação e ela diz o preço a se pagar. Coloca as moedas e ela cospe um cartão de uso único. Simples, prático e honesto.

 

Talvez a única desvantagem (ou vantagem) do albergue onde me hospedei é que ficava longe da muvuca.

 

No outro dia fui à famosa Khao San Road, apontada pelo Lonely Planet como o hub dos mochileiros no mundo, ali sim, o espírito de Bangkok habita. São várias ruas interligadas, onde existem uma infinidade de albergues, hospedarias, bares, restaurantes, agências de viagens e tudo mais destinado ao público mochileiro e viajante independente. Na KSR é possível encontrar albergues a $3 por noite. É realmente uma zona, mas ao mesmo tempo uma atração. Tanto que é conhecida por lá como Khaos San Road. Esbarra-se com gente do mundo inteiro, de todos os tipos, raças e credos. Simplesmente fantástico. Várias barracas pelas ruas oferecem o que há de mais exótico em termos de gastronomia regional. Rãs, peixes, camarões e lulas assadas de modo arcaico e rude. Algumas coisas eram impossíveis de adivinhar o que eram. Mas no todo era bom e barato, o mais importante. Lá foi onde começou a aventura do filme “A Praia” com o Leonardo Dicaprio.

 

Aproveitei que estava por ali e resolvi pesquisar passeios para fora de Bangkok. Realmente muito barato, porém, todos saiam muito cedo da KSR e neste horário o metrô ainda não funcionava. Foi então que decidi fazer a reserva pela agência que tem dentro do albergue onde estava hospedado. Ficou um pouco mais caro que nas agências que havia pesquisado antes, mas havia pick-up desde o albergue.

 

Comprei um pacote que na verdade era três em um, primeiro visitava o mercado flutuante de Ratchaburi, depois a ponte do rio Kwai em Kanchanaburi e por fim o Templo dos tigres.

 

Resolvido os destinos, era só esperar para o próximo dia. A viagem dura em torno de 2 horas.

 

No outro dia descobri que na verdade o pacote que havia comprado era o mesmo vendido na KSR, a van somente fazia o translado do albergue para lá. O sistema era engraçado. Assim que entrava na van, pegavam seu voucher e colavam um adesivo na camisa, pela cor e formato do adesivo, sabiam para onde você iria, se havia pagado ou não as entradas dos lugares e se teriam que te levar de volta para o albergue. Em momento nenhum ouve confusão, a todo o momento trocavam de van, outras pessoas entravam, algumas mudavam também. Tanto que na volta para Bangkok não havia ninguém do início do passeio junto a mim.

 

O mercado flutuante ainda funciona por conta do grande número de turistas, na verdade, só havia turistas por lá, é meio que um teatro. Vendem as coisas reais, mas definitivamente um modo arcaico de comércio. Mas muito bonito e interessante.

 

A ponte do rio Kwai já proporciona mais emoção. É um pedaço da história. Foi construída com mão de obra de prisioneiros da 2ª guerra. No caminho passa pelo cemitério onde está enterrada grande parte destes trabalhadores.

 

O templo dos tigres é realmente de tirar o fôlego. Meio teatral também, mas não deixa de ser emocionante. Ao contrário que muitos pensam você não fica solto perambulando por entre os tigres. Na chegada, um voluntário pega sua câmera e outro te puxa pelo braço, passando por todos os tigres que estão por ali. Mandam-te sentar e levantar enquanto o outro voluntário tira suas fotos. Cinco minutos depois e pronto. Acabou o passeio. Depois disso, mais algumas voltas pelo templo e acabou. Não é permitida a entrada com roupas de cores chamativas (amarelo, vermelho, laranja, etc).

 

Não, eles não são drogados ou coisa do tipo. Acontece que, só é permitida a visita depois das duas refeições diárias dos tigres, que por sinal, só comem frango cozido. Como o calor é escaldante e eles estão de barriga cheia (são realmente gordos) ficam mansos como gatos.

O templo vive de doações e turismo. Existe outro passeio, no fim da tarde, onde é possível brincar com os tigres durante o período do banho. É relativamente caro e é necessário dormir em Kanchanaburi.

 

Após retornar para Bangkok, só queria um banho e cama.

 

Bangkok é realmente muito enigmática. Ao andar pelos becos de Bangkok, deparei com inúmeros ringues de muay thai. Existem estádios destinados a só essa modalidade.

 

No dia seguinte, fui conhecer a chinatown de Bangkok, como eles dizem por lá a maior e mais original chinatown do mundo.

É realmente enorme. As ruas se transformam em becos por onde se vende de tudo, de peixes a pés de galinha, roupas a havaianas brasileiras feitas na china. Após um passeio rápido, almocei no hotel chinatown. Sopa de barbatana de tubarão e ninho de andorinha são algumas especiarias encontradas por ali. Mas também tem comida boa e barata.

Depois dei algumas voltas pelo rio. Pode ver suntuosos hotéis de luxo em contraste com canais com casas de palafita. Templos hindus e igrejas cristãs. E também a famosa ponte estaiada. A forma mais barata é utilizando os barcos públicos, mas se tiver uma grana sobrando, pode-se realizar passeios privados pelos canais.

 

Uma das coisas mais importantes que se tem que observar quando se vai a Tailândia é a estação do ano, pois, durante as monções, chove praticamente todos os dias e o dia todo. Por sorte, não peguei um dia se quer de chuva.

 

Reservei um dia para conhecer a parte moderna da cidade e qual não foi minha surpresa com os shoppings centers. O Paragon e MBK são shoppings moderníssimos e gigantescos. Bangkok não parava de me surpreender. Lojas como Armani, Hugo Boss, Prada, Channel e Louis Vitton são comuns. Mas ver lojas da Lamborguini, BMW e Porsche em Shoppings não são nada comuns. No paragon até um museu Madame Taussoud tem. Andares enormes dedicados aos mais modernos cinemas Imax. Apple store, Samsung, Nike, Adidas, Polo, Victoria Secrets, Cannon e todas outras.

A praça de alimentação funciona com cartão pré-pago e tem todos os tipos de comidas, das típicas tailandesas a italianas. Gastasse no mínimo 5 a 6 horas em cada shopping.

 

Nesse mesmo dia fui conhecer o que há de mais excêntrico da noite, a famosa região de Patpong. Essa região é formada por quatro ruas conhecidas como sois, onde casas dedicam a apresentações um tanto quanto bizarras de sexo. A origem dessa região vem da época da guerra, onde ofereciam diversão para os combatentes gringos. Hoje se tornou um ponto turístico. Vendedores de sexo perdem a educação oriental e tentam de todas as maneiras de levar para conhecer as “meninas prodígios”. Com verdadeiros cardápios de posições eles se tornam inconvenientes. Por todos os lados se vê gringos europeus e americanos com joviais meninas tailandesas. Casas vendem exibição de pompoarismo. Mulheres apagam velas, cospem bananas, sopram sarabatanas, fumam e até tiram giletes de suas perseguidas. Porém a de ter muita cautela, pois geralmente o preço acertado não será o cobrado na saída. Alguns exigem apenas que se beba um drink, que pode ser uma água e que custará ao final 30 dólares e é claro, você só saberá disso depois. Jovens gringos se embriagam, acham que estão cometendo o pior de suas travessuras e perdem as calças nestes locais. É escroto, mas é ponto turístico. Há também os famosos ladyboys ou simplesmente travestis e shows de sexo ao vivo nada excitantes. Durante os finais de semana, uma feira é instalada nessa região, um ótimo lugar para comprar seus suvenires.

 

 

Meu próximo destino eram as famosas praias tailandesas. Minha idéia inicial era Phuket, pois de lá tomaria um vôo para Singapura, mas não sei por cargas d’água, mudei e resolvi ir primeiro para Krabi, mais precisamente em AoNang. No mesmo albergue em Bangkok, comprei a viagem para lá.

 

Krabi

Hostel Ao Nang Grand Inn

 

Como já havia dito, o sistema de transporte deles é uma bagunça organizada. Passaram na hora marcada e me levaram novamente para KSR (1ª parada). De lá, uma leve caminhada para os ônibus que estavam aguardando em uma rua próxima. Pelo adesivo colado em nossas roupas sabiam o destino. Na verdade, quase nunca tive a sensação de estar no ônibus correto, mas, faz parte. Depois de umas 4 horas de viagem, uma parada para um café ou jantar ou qualquer coisa que se possa fazer às 3 da manha. Mais umas 4 horas de viagem uma nova parada, desta vez, em um local tão escroto que era divertido (2ª parada). Algumas pessoas tinham que pagar outra passagem, mas pelo formato do adesivo colado em nossas roupas, sabiam diferenciar quem deveria de quem não deveria efetuar esse pagamento. Era à beira de um rio, pelo que parecia, teríamos que ir de barco para algum lugar. Ledo engano, outros ônibus pararam e as pessoas eram divididas definidas pelo famoso adesivo. Mais 2 ou 3 horas depois, uma nova parada (3ª parada). Outra vez, alguns do grupo pagaram por outra passagem. Finalmente, 2 horas depois, lá estava eu em Ao Nang.

 

 

Não me arrependi de ter escolhido Ao Nang a Phuket. Ao Nang é uma cidadizinha e bem aconchegante. Poderia dizer que facilmente passaria os restos dos meus dias lá. Escolhi em Bangkok um albergue que na verdade era uma pousadinha. Incríveis Us$ 10 por noite em quarto e banho privado. Ficava muito bem localizado na principal avenida e a poucos metros da praia. E que praia.

 

Ao Nang Beach é uma praia calma e tranqüila. De lá saem barcos a cada 30 minutos para Beach Cave. A primeira coisa que fiz foi pegar um desses barcos. Por 300 bath, você compra um bilhete para ida e volta por longtails. A viagem até lá, que não demora mais que 20 minutos, é deslumbrante. Podem-se avistar vários cliffs (ilhas altas) por todos os lados. Já na praia, a melhor coisa a se fazer é atravessar um resort de luxo e ir direto para Beach Cave. Por todos os lados macacos animam os turistas mais entusiasmados.

 

Um detalhe que só descobri quando cheguei lá, quando estava em Bangkok, via muitos mochileiros com vários hematomas e curativos. Descobri que era resultado de tentativas frustradas de alpinismo ou algo parecido.

 

É impressionante como a água é morna e calma, quase não tem ondas. É apenas necessário cuidado com águas vivas, que nessa época do ano se reproduzem e são vistas ao monte naquelas águas. Não é incomum ver turistas queimados por elas.

 

Depois de passar o dia, voltei no ultimo long que sai às 17 horas. Depois de um banho fui procurar algo pra comer. Se você tem dinheiro, certamente se aventurará pelos diversos restaurantes presentes na avenida, mas se assim como eu o dinheiro é contado, as barraquinhas de rua não ficam pra trás no saber e originalidade da cozinha asiática, principalmente a nacional. Incrivelmente baratos. O famoso Pad Thai é o mais vendido. Um suculento macarrão de arroz, vegetais e frutos do mar. Bem picante e levemente adocicado. Se te perguntarem por pimenta, não banque o valente e diga que gosta muito, por que virá um prato realmente picante, ao ponto de não permitir sentir o gosto da comida. Vai por mim. Mas existem vários outros pratos, como arroz com curry e frango, peixes fritos e assados. Essa região da Tailândia é muito influenciada pela cultura Islâmica, então é comum mulheres com lenços na cabeça e uma variedade de comida Halal.

 

Outras barracas dedicam a sucos feitos na hora com a fruta, um excelente é o de Melancia e o de Dragon Fruit que é uma fruta de cacto.

 

Para sobremesa, pasteis doces como os de Nutela com banana e chocolate, sempre é uma boa pedida.

 

No albergue, que também era uma agência de viagens, reservei alguns passeios. O primeiro um dois em um, que incluía trakking com elefante e Tiger temple.

 

Como combinado, no outro dia me apanharam cedo no albergue. O primeiro passeio foi ao trakking com elefantes. É meio deprimente passear em elefantes, os criadores não são nada gentis, fora os solavancos que o caminhar transmite para o passageiro. É uma meia hora de subidas, descidas, travessias de rios e caminhadas por entre a mata. No final, te vendem uma foto bacaninha.

O próximo destino é o Tiger temple, uma montanha gigantesca que no alto tem um Buda gigante, tal como o Cristo Redentor. A subida é puxada, são pouco mais de 1200 degraus, mas o calor e a umidade fazem com que pareçam 5 mil. No alto vem a recompensa, água gelada e de graça, fora a bela vista da região. Descer é mais tranqüilo, deve-se tomar cuidado com os macacos que são bem atrevidos.

 

Ao fim deste dia, fui dar uma volta pela cidade e por incrível que pareça, ainda existem alguns lugares que foram destruídos pelo Tsunami de 2004, é uma sensação ruim ver aqueles destroços.

 

No outro dia fui para as ilhas Ko PhiPhi e PhiPhi Leah. Para esta parte do relato nem existe como descrever por palavras aquele lugar, simplesmente sensacional.

 

No dia seguinte, fiz outro passeio pelas ilhas da região, conhecido como 4 island trip, percorre Phra Nang, Chicken Island, Koh Poda e Koh Tub.

 

Nos outros dias que sobraram, repeti alguns lugares e relaxei nas águas quentes com uma cerva Chang mais ou menos fria.

 

Após passar quase uma semana ali, tinha que partir. Só existem dois horários para travessia Krabi – Phuket, nove horas da manha ou às 16 horas. Meu voou para Singapura era as oito da manha, então teria que dormir em Phuket. Escolhi sair no outro dia às 16h, assim teria tempo para comprar alguns suvenires. A travessia é tranqüila, só é triste ter que despedir daquele paraíso. Ao chegar a Phuket, peguei uma van até Phuket Tao, no caminho conheci um brasileiro que estava dando a volta ao mundo, que me indicou um hotel barato para passar a noite. Andamos pela cidade e lá é bem diferente de Ao Nang. Muito turística e movimentada, muitas pessoas pela rua, bares e restaurantes lotados. Também existem vários lugares de shows de Pompoar.

 

Existem vans que fazem o serviço de transfer até o aeroporto de Phuket, mas para o meu azar, não no horário que necessitava, tive que ir de taxi. Saí às 5 da manhã.

 

Singapore

Hostel St. Cristopher Inn

 

O vôo para Singapura foi tranqüilo, uma hora apenas. Voei pela Tiger Air Lines, a mais barata. Imigração tranqüila e tudo muito bem organizado. De novo, como de costume em países que respeitam turistas, o transporte até a cidade é extremamente fácil, rápido e barato.

 

Enquanto estava em Ao Nang, conheci um casal de Singapurianos que me deram algumas dicas com relação ao que fazer por lá, mas nem precisava. É tudo tão fácil e perto que nem precisa de muitas dicas. O albergue que escolhi, sem sombra de dúvidas, foi o mais limpo, tão limpo que não era permitido entrar com tênis. Os quartos também eram os maiores, 15 beliches. Mas muito organizado e tranqüilo.

 

A cidade é uma loucura. Um a cada dez singaporianos é milionário. Então, imagine o nível cultural e social deste país. Para tudo existem leis e para toda lei descumprida uma multa.

 

São tantas regras que vendem camisas com parte delas estampadas. A avenida mais movimentada de lá, a Orchard Road, é muito parecida com a Champ Elisee, tanto pelo "glamour" quanto pelas lojas de marcas que reinam por lá. O que me surpreendeu foi ao passar por uma travessia subterrânea, entrei na verdade em um shopping subterrâneo. Uns três andares de luxo.

 

De metrô cheguei à Marina Bay Sands, o hotel cassino mais famoso de Singapura. Aquele de três Torres com uma enorme piscina de borda infinita. Jantei por ali mesmo. Claro que não foi no hotel.

 

No outro dia, depois de um café reforçado, fiz o check out e deixei minha mochila no albergue até o final do dia. Voltei a Bay Sands para andar na Singapore Flyer, a maior roda gigante do mundo. Quando estava na fila para comprar o tickect, uma senhorinha veio me perguntar se estava sozinho. Disse que sim e ela então me presenteou com uma entrada para a roda gigante. Achei estranho, pensei que ela estava era querendo vender, mas era dar mesmo, o ticket. Bem, agradeci muito e fui conhecer a gigante. Pensei em recompensá-la de alguma forma, mas não passou nada por minha cabeça. Entrei sem problemas com o ingresso. Uma volta completa dura em torno de meia hora e é a melhor forma de ter uma vista privilegiada da cidade. É possível também realizar uma reserva e jantar em uma das cabinas da roda gigante. Na saída, adivinha quem me esperava? A senhorinha. Perguntou-me como tinha sido, se tinha gostado, de onde era...e blablabla... Muito simpática por sinal.

 

Saindo da Singapore Flyer, fui conhecer o circuito de F1. É um circuito de rua e estava em fase de montagem. Enquanto estava de longe tentando fotografar algo, uma funcionária veio me convidar para conhecer as garagens. Novamente achei muito estanho aquela gentileza e simpatia do povo singaporiano. Mas fui assim mesmo, ela disse que podia visitar e se despediu. Tirei algumas fotos em frente ao padoc de alguns corredores e claro uma foto na poly position.

 

No fim da tarde fui à Marina Bay Sands. Todas as noites, as 19horas, acontecem um show de luzes e água. O melhor lugar para se ver é de cima do hotel. A entrada custa 20 dólares singaporianos. Nunca tinha andado em um elevador tão rápido. Realmente a vista lá de cima é surpreendente.

 

Neste mesmo dia, depois de pegar minha mochila no albergue e jantar, peguei um ônibus para Kuala Lumpur.

 

O ônibus sai por volta de meia noite. Minha previsão era de mais ou menos seis horas de viajem.

 

Saindo de Singapura, duas horas depois já estava na fronteira com a Malásia. Aduana tranqüila e vazia. Para minha surpresa, chegamos a Kuala Lumpur as 4 da manhã. Meio atordoado e puto, dormi em uma rodoviária ali perto mesmo. Não iria sacar dinheiro, pois tinha dinheiro de uns três países diferentes para cambiar. Fui acordado por um guarda as oito da manha. Não pedi para o guarda me fazer este favorzão, aliás, queria ter dormido mais uma hora, mas ele disse que não podia e me mandou embora. Tive que esperar mais umas duas horas até que as casas de câmbio abrissem. Almocei em um restaurante indiano e fui conhecer as Torres gêmeas mais altas do mundo.

 

Nas torres existe um shopping muito grande e moderno. Passei algum tempo por ali, no shopping, aquário e parque anexo. Pensei que poderia talvez conhecer a torre da Malásia, mas estava muito cansado para isso. Jantei no shopping e resolvi ir para o aeroporto, onde naquela noite voaria de volta para Londres. Das torres fui de metrô até a estação central onde parte um trem para o aeroporto. Se estiver voando pela Malaysia Airlines, pode fazer check-in nesta estação e despachar sua bagagem, mas neste dia o sistema estava fora do ar, então não consegui fazê-lo. Peguei o trem com destino ao aeroporto. Por cansaço e burrice, dormi no trem, tive que pagar pra sair na estação e depois para ir para o aeroporto de novo. Merda.

 

O aeroporto de Kuala Lumpur também é enorme. Um trem sai do free shop para outra sala de embarque, de onde sairia meu vôo. Voei num A380, o bicho é enorme, são três portas para embarque e mais de 800 pessoas. Vôo tranquilo e sem escalas, mais ou menos umas 14 horas.

 

Ao chegar a Londres, deixei minha mochila no aeroporto, 8 libras até a noite, e fui para a cidade. Londres estava muito diferente de quando estive lá, há três semanas atras. As olimpíadas já haviam acabado e estava bem mais vazia.

 

Como a rainha estava em Windsor, estava liberada a entrada no Palácio de Buckingham. Se não me falha a memória, algo em torno e vinte e poucas libras. Valha muito à pena.

 

Depois ir a alguns lugares que já havia passado, voltei para o aeroporto. Não tinha como dormir em nenhum albergue. Meu vôo para o Brasil sairia às seis da manhã.

 

http://youtu.be/cSmnZMb3iG8&hd=1

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kkkkk.... Padawn foi foda.... mas tudo bem, eu te perdoou...

 

Gastei sem as passagens de Brasil-Europa-Brasil, por que tinha milhas, mais ou menos US$ 5k, nesses contando passagens de ida e volta pra Asia....

 

Este ano vou fazer, Escócia, Alemanha, China, Austrália e Holanda, nessa ordem mesmo, bem bagunçado... espero gastar o mesmo... tenho milhas também para as pernas de ida e volta pra Europa....

 

Esteja atento à Força viva, meu jovem Padawan.

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    • Por Fabricio Souza
      Fala galera..
      Estou aqui para relatar a minha viagem a 4 cidades colombianas (Bogota, Cartagena, San Andres e Providencia).
      Fui somente eu e minha namorada, embarcamos dia 06/05/217 e retornamos dia 21/05/2017.
      Em anexo coloquei uma planilha de custos e planejamento onde temos detalhes de tudo relatado, inclusive com endereços e valores de hospedagens.
      Embarcamos dia 06/05 de Guarulhos com destino a Bogota pela companhia aérea Avianca. Cheguei a pesquisar por outras empresas, mas essa era a que tinha voos mais baratos e aceitava o plano de milhas que tinhamos. O voo teve uma escala em Fortaleza e a duração total foi de aproximadamente 9 horas (incuindo duas horas de escala em Fortaleza. Ótima agencia e os voos ocorreram sem problemas. O valor da passagem foi de 20000 milhas mais R$600,00 de taxas para cada pessoa. 
      VOOS
      [*] O trecho São Paulo – Bogota e Bogota São Paulo realizamos atra´ves da empresa Avianca, onde utilizamos milhas para compra de passagens;
      [*] Para os trechos internos de Bogota – Cartagena, Cartagena – San Andres e San Andres Bogota utilizamos ua empresa de Low Cost chamada Viva Colombia, onde adquiri todas as passagens pela internet com atecedencia e não tive nenhum problema. Detalhe: qualquer bagagem despachada ou escolha de assento é pago. Fique atento;
      [*] Para o trecho San Andres – Providencia e Providencia – San Andres realizamos pela empresa Satena (empresa unica que faz esse trecho). Avião teco-teco para 12 pessoas porem muito tranquilo o voo. Apenas a bagagem que é limitada e foi preciso deixar parte da bagagem no hostel de San Andres.
      OBSERVAÇÕES
      [*] É necessário o comprovante da anvisa de vacina de febre amarela (verificaram isso na entrada da Colombia);
      [*] É necessário um passaporte com no mínimo mais 6 meses de validade na data de embarque (também verificaram isso no embarque);
      [*] Moeda local se chama Pesos Colombianos (COP). A cotação estava em aproximadamente R$1,00 para COP 938,00.
      [*] Todos os dados de hostel estão na planilha em anexo.
      [*] Aeroportos de Bogota e Cartagena possuem guiche de taxi, que definem o valor quando vc pede o taxi. Pegue no guiche;
      [*] Não trocar dinheiro no aeroporto;
      [*] Compre assim que possivel um par de sapatilhas para entrar no mar. São baratas (uns 10 mil pesos) e são indispensaveis para algumas praias e mergulhos (mesmo que snorkelling);
      [*] Nas lanchas, procurar sempre o fundo que é mais calmo; 
      BOGOTA
      Dicas da cidade
      [*] Ponto de informações turisticas: Palacio Liévano (Carrera 8 com a Calle 10) onde diariamente há walking tours gratuitos pelo centro em dois horários 10h e 14h. Muito prestativos e tour imperdivel; 
      [*] Pegar taxis amarelos pois rodam com taximetros. Outros mais caros. Negociar valor antes de embarcar;
      [*] Próximo à estação Museo del Oro do Transmilenio ficam várias casas de câmbio;
      [*] Pegamos dias agradaveis, porém sem calor. Temperatura em volta de 22 graus e com neblina durante parte do tempo. Pouca chuva, apenas esporadicas.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados no hostel SC House e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Quarto privado para duas pessoas com banheiro compartilhado. Hostel limpo e com atendentes muito prestativos. Sem alimentação. Excelente localização.
      Dia a dia
      Chegamos a Bogota ja a noite (dia 06/05 as 20:00) e fomos direto ao nosso hostel de taxi. Fizemos check in e saimos para jantar nas proximidades (varias opções). Fizemos um passeio a pé e logo voltamos ao hostel para descansar para o dia seguinte.
      Primeiro dia (07/05), acordamos e tomamos café da manhã próximo ao hostel e logo fomos em busca do Walking tour. Ele é gratuito e tem como ponto de partida o Ponto de Informações Turisticas (PIT) que fica na praça principal (basta perguntar que logo se encontra). Endereço na planilha. O tou inicia as 10:00 e termina por volta de 12:00. Muito bom, guia muito atenciosa e com vasto conhecimento. Excelente oportunidade para conhecer toda a região central.
      Após o tour, almoçamos  e partimos para passeios caminhando pelo centro, desta vez entrando nos pontos. Fizemos a visita guiada ao Museo Botero, sendo muito bom com toda historia e obras de Botero. Em seguida fizemos a visita guiada ao Casa de Moneda que fica ao lado e mostra toda a historia e modos de cunhar as moedas colombianas. Visitamos tambem o Museo Del Oro, onde é possivel ver toda historia de mineração de ouro e as peças. Por fim, visitamos o Cerro Monserrate, onde subimos de bondinho (tem a opção de teleferico tambem) de onde é possivel ter uma visão de toda Bogota. Uma pena que neste dia esta nublado e atrapalhou nossa vista. Aproveitamos o fim de tarde para realizar compras na Galeria Artesanal de Colombia, ao lado do museu do Ouro. Muitas opções de lembranças, otimo para compras. A noite fomos jantar no conceitudo restaurante Andres DC, com excelente decoração e muita animação. Apenas o valor que é um pouco elevado.

      Plaza Bolivar

      Andres DC
      Segundo dia (08/05), acordamos e fizemos nosso check out, deixando apenas as malas na recepção. Saimos e tomamos café da manhã na rua e partimos para a catedral de sal de Zipaquira. Passeio imperdivel, onde voce visita uma mina de sal desativada e que se tornou uma catedral. Toda ela é construida de sal e é impressionante. Zipaquira fica cerca de uma hora de Bogota. Utilizamos o transporte publico para ir e voltar e foi muito tranquilo e econimico. Fomos até o ponto do transmilênio (proximo ao museo de Ouro), sendo que basta tomar qualquer um que tenha como ponto final o Portal del Norte. No hotel nos sugeriram que na estação da Calle 26 tomássemos qualquer um com a letra B, com exceção ao B1 e ao B3, pois os mesmos parariam em todos os pontos, ao passo que os demais pulariam algumas paradas (passagem de ida e volta 3.400 COP). Chegando ao Portal del Norte basta entrar em um dos diversos ônibus com destino a Zipaquirá, sendo que assim que chegamos tomamos um que logo saiu (passagem 3.700 COP), o trajeto é de cerca de quarenta minutos até Zipaquirá. Chegando em Zipaquirá caminhamos da parada do ônibus ao centro histórico da cidade e seguimos diretamente para nosso destino, o Parque de la Sal. A caminhada até a entrada do parque é tranqüila. Chegando na parte das atrações, compramos as entradas, sendo que dentro das opções que haviam optamos por fazer o passeio pela catedral e a rota do mineiro, com valor de 26.000 COP (preço básico apenas da catedral 20.000 COP + 6.000 COP da rota do mineiro). Vale a pena!!
      Após a visita fizemos exatamente o caminho inverso e retornamos ao nosso hostel para um banho e retirar nossa bagagem. Partimos ao aeroporto com destino a Cartagena. Nosso voo era as 20:15 com a agencia Viva Colombia.

      Catedral de Sal
      CARTAGENA
      Dicas da cidade
      [*] Vale muito a pena passar todos os fins de tarde no Cafe Del Mar. Por do sol maravilhoso e clima muito agradavel;
      [*] Pegamos dias muito quentes, com muito sol. Temperatura em volta de 30 graus. Necessario protetor para os passeios.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados no hostel Casa Alejandria, que mais parece um hotel comum. Excelente, o melhor hostel para quem deseja tranquilidade. Quarto super limpo e organizado, com frigobar. Funcionarios atenciosos. Unico ponto negativo é que não possui cozinha e nem ao menos um microndas para qualquer tipo de refeição. Excelente localização.
      Dia a dia
      Após uma viagem muito tranquila, chegamos em Cartagena e voce logo percebe a diferença de temperatura. Muito quete e abafado. Fomos direto ao nosso hostel utilizando um taxi e fizemos nosso check in. Nesta noite aproveitamos para sair para jantar e tomar umas cervejas. Cidade muito tranquila e nosso hostel tinha uma excelente localização, tendo todas as opções caminhando.
      Primeiro dia (09/05), decidimos realizar o passeio da Isla Del Rosario com Playa Blanca. Tomamos uma barca no pier Muelle de Los Pegasus por volta das 09:00 comprando la mesmo o passeio com direito a almoço. Decidimo não ir ao Oceanario, onde tem uns animais represados. Uma praia linda, otima para snorkeling.
      Retornamos por volta das 16:00 e fomos ao hostel tomar um banho para depois passar o fim de tarde no Cafe Del Mar. Bar otimo a beira mar com um por do sol imperdivel. Passamos varios fins de tarde neste local. Não me recordo onde jantamos, mas em Cartagena temos uma opção a cada esquina.
       
      Isla Del Rosario

      Cafe Del Mar
      Segundo dia (10/05), foi o dia de realizar o Walking Tour. Parte da Plaza Santa Teresa as 10:00 e teve duração de duas horas. Gratuito. Muito interessante e passa pelos principais pontos da cidade muralhada.
      A tarde realizamos a visita aos Museu Naval (não vale a pena, apenas historias de guerra da região e material naval) e o Palacio de La Inquisicion (este vale a pena, com vasto material e historia da inquisição).

      Casa de Francis Drake (para quem conhece de Uncharted, rs)
       

      Palacio de La Inquisicion
      Terceiro dia (11/05), iniciamos com um passeio a Isla Cocoliso, agendado no hostel. Partimos logo cedo, por volta das 09:00. Ilha muito bonita, com muita estrutura inclusiva de piscinas. Porem não tem faixa de areia e o principal atrativo nosso foi um passeio para snokeling muito bom. Almoço incluso.
      Retornamos a cidade por volta das 15:00 e pegamos um Bus Tour que valeu muito a pena. Nele vc roda a cidade em um onibus com ar condicionado e audio guia em portugues explicando cada ponto turistico. Desembarcamos em um ponto e fomos realizar um dos melhores passeios de Cartagena: Castillo de San Filipe. Pagamos por uma guia para nos acompanhar e vale muito a pena (não me recordo do valor, mas não foi nada abusivo). Ela explicou parte a parte do castelo e toda historia dele. Sem ela o passeio não teria o mesmo valor. Recomento demais. O passeio durou cerca de duas horas com muito sol e calor. Vá preparado.
      Ao fim do passeio, pegamos novamente o Bus Tour (o ticket vale por dois dias, basta apresentar ao embarcar) e retornamos ao hostel.
      A noite fomos jantar no restaurante Juan Del Mar. Espetacular! Recomendo.

       Isla Cocoliso

      Castillo de San Filipe

      Castillo de San Filipe
      Quarto dia (12/05), foi um dia livre que utilizamos para ficar na praia do centro no periodo da manhã (utilizamos o Bus Tour novamente) e a tarde realizamos mais um passeio pelas principais praças de Cartagena.
      SAN ANDRES
      Dicas da cidade
      [*] Para entrar na ilha você tem de comprar, antecipadamente, a sua carta de turista. É uma forma de controle de entrada e saída na ilha, já que há um problema migratório interno. A carta custou 45000 COP para cada um. Você precisa providenciar isso antes do check-in no aeroporto, no nosso caso havia um policial antes da fila que era o responsável pela emissão da carta. 
      [*] Sente na frente do avião e saia logo para a fila da imigração pois, o processo é meio lento e depois as malas ainda passam por raio – x e revista
      [*] É zona franca, livre de impostos. Vale a pena perfumes, cosmeticos, etc;
      [*] Quando fomos o passeio a Cayo Bolivar estava proibido, porem dize que é imperdivel. Se estiver disponivel, faça.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados na Posada Nativa Lizard House. De todas, a pior que ficamos. Quarto individual com banheiro. Porém com infraestrutura ruim e o pior atendimento que tivemos (muitas vezes não tinhamos ninguem para nos auxiliar). Localizaçao razoavel. Possui cozinha aberta, porém sem alimentação inclusa.
      Dia a dia
      Partimos de Cartagena logo cedo, com voo agendado para 07:45 e chegada a San Andres as 09:15. Chegamos e fomos direto ao hostel de taxi.
      Primeiro dia (13/05), alugamos uma moto para dar a volta na cidade e contamos com auxilio da pousada (custo de 70000 COP). Foi a melhor coisa que fizemos e aproveitamos muito. Passamos por toda a extensão da ilha: Plays Rock Cay, Playa San Luis, SoundBay, Hoyo Soplador e West View. Paramos para almoçar no resturante Punta Sur e vale muito a pena. Hoyo Soplador nos decepcionou, pois é um simples “buraco” que sopra agua do mar, porém neste dia a maré não colaborou e não estava soprando. West View voce paga 4000 COP para entrar e tem um trampolim e toboagua disponiveis. Se trata de um aquario a ceu aberto, com muitos peixes e agua impecavel (voce ganha pedaços de pães para atrair ainda mais peixes). É lindo demais. E destaque mais que especial para Rock Cay (praia coma cesso gratuito). Praia sensacional, que tem um navio encalhado a poucos metros da praia perfeito para realizar snorkling. Otimo para passar uma tarde inteira, com estrutura de barraquinhas vendendo aperitivos e bebidas a preço acessivel.
      Para terminar o dia, fomos jantar na cervejaria Beer Station. Muito bom.

      West View

      Rock Cay
       
      Rock Cay
      Segundo dia (14/05), dia de passeio a um lugar chamado  de Aquario/Mantarraya. Na verdade, enquanto estavamos em Rock Cay no dia anterior conhecemos um rapaz smpatico que nos ofereceu um passeio de barco a pontos de snorkeling  e topamos fazer. Ele nos levou a diversos pontos, entre eles conhecemos pontos de agua vivas, estrelas do mar e snorkeling com muitas arraias. Após isso fomos a um ponto conhecido por Aquario que se trata de uma pequena ilha com muitos peixes e muito bom para mergulho, onde podemos ver até mesmo um pequeno tubarão. Após o passeio passamos o resto do dia em Rock Cay apreciando a paisagem e seu mar.
      A noite fomos jantar no restaurante La Regata. Sensacional apesar de um valor mais salgado. Vale a pena. Detalhe, não pode entrar de camiseta regata (me cederam uma camisa de manga para poder jantar no local).

      Tubarão em Aquario/Mantarraya

      Aquario/Mantarraya
      Terceiro dia (15/05) foi o dia que reservamos para visitar Johny Cay. Uma ilha perfeita com animais diversos e uma praia deslumbrante.          Passeio inclui almoço. Muito gostoso para relaxar e curtir a praia e sua vista sensacional.
      Retornamos a tarde e aproveitamos para realizar compras no centro uma vez que San Andres é livre de impostos e tem procutos com valores atrativos. A noite jantamos no restaurante Peru Wook com comidas tipicas peruanos e um ceviche delicioso.

      Lagarto em Johny Cay
      Quarto dia (16/05), aproveitamos nosso ultimo dia para conhecer La Piscinita, que nada mais é do que um West View localizado em outra região. Voce paga 4000 COP e tem acesso a praticamente um aquario natural. Vale muito a pena para realizar snorkeling. Muitos peixes e pontos para saltar de uma altura de 3 metros de altura. Uma delicia para relaxar entre peixes. Aproveitamos o resto do dia em Rock Cay e realizando compras no centro.
      A notie fomos mais uma vez jantar no centro, porem não me recordo o restaurante.
       
      La Piscinita
      PROVIDENCIA
      Dicas da cidade
      [*] Sentar do lado esquerdo do avião, onde as cadeiras são individuais e a vista na chegada a Providencia é sensacional;
      [*] Roland´s bar: Bar muito legal com clima de Jamaixa. Cerveja gelada a beira mar com um som de Reggae. Comida razoavel, mas o clima prevalece. A noite rola shows que acabamos por não ir;
      Hospedagem
      Ficamos hospedados na Posada Ocean View. Nada mais é do que uma casa de familia que possui quartos extras para hospedes. Descobrimos ao chegar que o dono da casa é secretario de cultura da cidade. Fomos muito bem recebidos e tratados pela sua esposa, que nos auxiliou da melhor forma com todas as dicas e roteiros na cidade. Café da manhã satisfatório incluso.
      Dia a dia
      A bagagem para o voo a Providencia é limitada e foi preciso deixar parte dela no hostel em San Andres. Embarcamos em um avião teco-teco para doze pessoas as 08:30 e chegamos a Providencia as 09:15. A ilha é pobre e com pouca infraestrutura, porém suas belezas naturais compensam tudo. Ao chegar pegamos um taxi e fomos direto ao hostel.
      Primeiro dia (17/05), alugamos uma moto para dar a volta a ilha e conhcer ela no geral. Fizemos diversas paradas em torno de toda a ilha, entre elas no Roland´s Bar, lugar agradavel com um mar lindo onde conhecemos um casal de brasileiros que nos fez parceria durante os proximos dias. No fim da atarde aproveitamos para curtir o por do sol na nossa pousada que ficava a beira mar (imperdivel).

      Providencia

      Por do Sol na pousada
      Segundo dia (18/05), realizamos um passeio de barco junto a outros brasileiros. O passeio dava a volta na ilha, com diversas paradas para snorkeling, inclusive na conhecida Cabeça de Morgan. Lugares muito lindos, onde pudemos ver todo tipo de peixes, como arraias, lagosta, esterlas do mar e peixes diversos.

      Nossa pousada vista do barco

      Terceiro dia (19/05), decidimos fazer o passeio a Cayo Cangrejo. Uma pequena ilha, que ao subir voce tem uma vista sensacional do mar e todo redor. O mar é cristalino e tivemos a oportunidade indescritivel de fazer um snorkeling cercado de tartarugas em seu habitat natural, claro que tomando todo o cuidado para não afetar elas. Simplesmente sensacional e inesquecivel. No fim da tarde  decidimos através a pontos dos namorados e conhecer a ilha Santa Catalina até sua trilha a caebça de Morgan. A trilha não tem nada demais e nem mesmo a vista da cabeça de Morgan me entusiasmou, acredito por ter visitado Cayo Cangrejo no mesmo dia. Para jantar, fomos com amigos brasileiros no restaurante Divino Nino, muito bom e preço aceitavel alem de um som ao vivo agradavel.

      Cayo Cangrejo

      Cayo Cangrejo 
      RETORNO
      Dia (20/05), nossa saga de retorno iniciou com um voo de Providencia-San Andres as 09:30 e chegada as 10:10. Sai do aeroporto e fui buscar o resto de nossa bagagem deixada no hostel. Voltei ao aeroporto em seguida pois nosso voo San Andres – Bogota partia as 12:10. Chegamos a Bogota as  14:15 e tivemos a maior espera de nossas vidas no aeroporto porem sobrevivemos. Nosso voo Bogota-Guarulhos saiu as 23:10 e finalmente chegamos a São Paulo por volta de 14:30 muito cansados, porém extermamente satisfeitos com noss viagem.
      Recomendamos a todos este roteiro e qualquer duvida podem me procurar por email.
      Grande abraço.
      Colombia.docx
      Colombia.xlsx
    • Por barbara_dbarbosa
      Oii mochileiros de plantão! Vou deixar aqui algumas informações sobre minha viagem aos Lençóis Maranhenses. Meu objetivo principal era realizar a travessia a pé nos lençóis. O que foi realizado com muito sucesso. Encontrei aqui no Mochileiros.com o Francisco, que topou fazer a viagem comigo. O Joel foi o nosso guia na travessia, encontrei ele em algum relato aqui do site. Agendei a data do trekking meses antes (pois seria próximo ao feriado). Pedi todas as informações pra ele, foi ele quem indicou pousada em Santo Amaro, super gente boa!! Indicooo sem medo!!!
      Bom, meu voo saiu de Porto Alegre – Guarulhos – São Luís...
       
      05/09/17 - Chegamos ao aeroporto de São Luís as 01:45. Combinamos o transfer (van) com o pessoal do nosso Hostel. Pegamos a van com o Paraíba, saímos próximo as 4 da manhã e chegamos em Barreirinhas as 8:15. Próximo as 6:30 eles fazem uma parada para café e banheiro. Quando chegamos em Barreirinhas largaram cada pessoa na frente do local (casa ou hostel). Valor: R$ 60,00
      Observação: Procurei na internet pessoas que realizassem transfer de São Luís até Barreirinhas e encontrei o Denilson (contato 0xx98 98488-6346) conversei com ele pelo whats, ele cobra R$60,00 sai as 3h e chega as 7h em Barreirinhas. Mas no fim das contas, não precisei utilizar os serviços dele.
       Chegamos no nosso Hostel Cama, Café e Aventura https://www.booking.com/hotel/br/cama-cafe--e-aventura.pt-br.html ,fica longe do centro, em torno de 15min caminhando. Fizemos a reserva pelo booking em quarto duplo com banheiro compartilhado, no valor de R$ 50,00 cada diária com café da manhã (realizamos o pagamento em dinheiro). Tem wifi disponível 24h. Não tem ar condicionado, e nos fundos do hostel tem uma saída direta para o Rio Preguiças.

      Chegamos cedo e o pessoal que estava no nosso quarto já estava saindo. A Ana e o Alexandre nos deixaram totalmente a vontade para tomar um café, enquanto limpavam o quarto. O café da manhã é completinho : café, leite, pão, presunto, queijo, bolo, pão de queijo, e algumas frutas. Pessoal, tenham um pouco de atenção quando reservarem hostel, não é um hotel ok?? No caso deste hostel, eles abriram a casa deles para que as pessoas se hospedassem, me senti totalmente em casa, ficávamos conversando na sala, vendo tv, como se fizéssemos parte da família mesmo. O local é simples. A noite tem muita muriçoca (pernilongo) por isso leve repelente.
      A tarde realizamos o Circuito Lagoa Bonita:
      O passeio sai as 14h e volta em torno de 19h. Realizamos com a empresa Mar Azul (pagamento pode ser realizado no cartão). A empresa te busca no local combinado, você irá em uma Hilux adaptada. Antes de iniciar o passeio eles param em um mercado para que você compre água e algo para comer de lanche. São 16km em uma 4x4, na areia fofa, em torno de 1:20min balançando no carro. Cuide se você ficar na ponta do banco, pois a vegetação é de muitos galhos e podem te machucar. Na chegada, antes se subir, tem umas barracas com pessoal vendendo água, castanha, tapioca. Para chegar as lagoas, você terá que subir uma duna de 70m bem íngreme, até tem uma corda para ajudar. Leve água, protetor e lanche.  Você verá o pôr do sol.



      Jantamos na Beira Rio (onde se encontram alguns poucos restaurantes). Comemos uma pizza média a moda do pizzaiolo e 4 queijos + suco no Barlavento. Gastamos R$ 26,00 por pessoa.
       
      06/09/17 - Pela manhã ficamos no hostel, e fomos até o centro dar uma volta. 
      Genteeee do céu!!! Que calor hein! Só deu tempo de ir e voltar, não aguentava mais hahahah, sou gaúcha e literalmente estava derretendo lá. Voltamos para o hostel e fomos curtir um pouco do Rio Preguiças.

      A tarde realizamos o Circuito Lagoa Azul: também fizemos este passeio pela parte da tarde. Saímos as 14 e voltamos um pouco antes das 19h. Diferente do circuito anterior, lá nas lagoas não tem estrutura nenhuma, então compre tudo antes de ir. A distância é de 12km. Na volta do passeios, temos que atravessar a balsa, ali tem umas pessoas vendendo tapioca, comi uma de carne seca – valor R$ 5,00. Na volta jantamos em um local chamado Lanchonete Central, que fica bem em frente a ao Pague Menos na av principal. Pagamos R$10,00 em um prato feito com arroz, feijão, massa, salada e carne (a escolher entre frango, carne de boi, peixe).
       
      07/09/17 – Marcamos o passeio pelo Rio Preguiças, que vai a Vassouras (onde tem os pequenos lençois e o macaquinhos), Mandacaru e Caburé. No caso faríamos a travessia de Caburé até Atins em lancha. As 8:00 da manhã deixamos o hostel e pegamos a lancha.


      Em Mandacaru subimos no farol e na volta comprei um picolé de cupuaçu (R$ 2, 00) na lanchonete bem em frente onde as lanchas param.

      Em Caburé tem praia, ficamos um pouco por lá e depois almoçamos no Restaurante Portal do Caburé. Comi peixe frito com arroz verde e camarão, vinagrete e suco de Bacuri (500ml). Gastei 43,00 e o local aceita cartão.

      As 14h realizamos a travessia para Atins. Lembre-se de avisar o local onde você ficará lá em Atins, que você está fazendo a travessia e chegará próximo horário. Porque isso?? Não avisamos, e tivemos que ir caminhando da praia até o nosso hostel. Pensa: 14:20 , sol raiando, você pisando em uma areia fofa quente (pegando fogo) , de havaiana com mochila pesada nas costas. Impossível né? Kkkkk aquilo foi momento crueldade do dia!
      Ficamos no hostel O Peixe de Boa Hostel https://www.booking.com/hotel/br/o-peixe-de-boa-hostel.pt-br.html#tab-main , reservado pelo booking em cama beliche, quarto misto, com banheiro compartilhado, no valor de R$35,00 a diária sem café da manhã. Não tem ar condicionado e o wifi informado no site só existe em horários determinados, é oculto e somente o dono do local coloca a senha! O bar não abriu no dia em que estávamos lá. Primeiramente, não tem recepção no hostel, chegamos lá e ficamos procurando alguém para nos atender. O local é meio escuro, chegamos a tarde e estava insuportável ficar lá dentro. No hostel eles só fazem cavalgadas , no caso me orientaram a procurar outros passeios na pousada ao lado, que foi onde fechei o Passeio da Revoada dos Pássaros.
      Voltando a falar sobre o hostel: hoje em dia as pessoas estão conectadas 24h, seja no celular, no computador, enfim... muitos dependem da internet por algum motivo. Quando você olha no site e lá diz que tem wifi, você já sabe que por pior que seja o sinal, em algum momento você terá o wifi disponível ok? O que aconteceu foi que chegamos e pegamos a senha somente as 19h. Mandei algumas mensagem para o meu Guia do Trekking pois queria combinar de despachar um pouca das minhas coisas e aliviar o peso da mochila. Um outro hóspede estava vendo sobre sua volta para Barreirinhas no outro dia. Bom, como não sabíamos do fato de que a internet era desligada as 21h, saímos, fomos jantar e na volta....não existia mais internet! Paciência...no dia seguinte 7h da manhã quando o dono chegou fomos pedir a senha novamente. Ele ficou super indignado, como que nós precisávamos de internet as7h da manhã?? Estávamos ali, e o objetivo não era ficar “conectado” e sim sair, conversar ir a praia blá blá blá....ok, cada um com seus problemas. Mas mesmo liberando a internet por 30min, não resolveu os problemas de ninguém! Lembre-se lá o sinal de telefone é péssimo, só pega OI e olha lá....
      Enfim, só para lembrar que jantamos em uma pizzaria italiana que tem bem no final da cidade. Estávamos em 3 e pedimos 2 pizzas (gigantes) + 2 sucos  e 1 capirinha, R$ 60,00 por pessoa. Após fomos tomar uma cerveja no bar em frente ao nosso hostel.
       
      08/09/17 – Na noite anterior fechamos uma passeio para a Lagoa da Capivara e já nos deixariam em Canto de Atins (de onde sairíamos para o trekking). Durante este passeio você passa primeiro no Restaurante do Sr Antônio para pedir o almoço, depois passa um tempo na lagoa da Capivara, vai um pouco na praia e volta para uma lagoa para tirar o sal do corpo e segue para o Almoço, em torno de 12:30. No início do passeio já deixamos nossas mochilas no restaurante do Sr Antônio, pois dormiríamos lá. A diária em rede é R$35,00.  Para o almoço pedimos Camarão Grelhado, arroz, feijão, farofa e salada de tomate R$90,00 + suco de caju 1litro R$ 15,00. Comi bombom de cupuaçu e bacuri (R$ 2,50 cada). As 14h nosso guia chegou e as 17:30 nosso fomos ver o pôr do sol e comer uns cajus. Aqui não tem wifi, não tem sinal de telefone, energia elétrica somente das 18:30 às 22h. Jantamos algumas coisas que tínhamos levado na mochila. Durma nas redes que estão longe do restaurante (próximas ao banheiro) é melhor pois eles atendem até umas 21:30, então terá barulho, luz etc....
       
      09/09/17 Levantamos as 04:30 para tomar café (pão, margarina, bolacha salgada, leite e café). Combinamos com nosso guia Joel (quem quiser contato só pedir) que devido ao peso das nossas mochilas (em torno de 8kg) faríamos os 10km inicias do trekking (a parte que é na praia) de quadriciclo, pois a areia é dura, assim pouparíamos nossos pés. Pagamos R$100,00 por pessoa para realizar este trajeto.
      Nós tomando uma tiquira com Caju com nosso Guia Joel!

      Vimos o nascer do sol (fantástico).

      Começamos a caminhar as 6h. Paramos em uma lagoa. Chegamos em Baixa Grande as 9:30. Distância de 13km. Ficamos na casa do seu Moacir e da Bete. Tem banheiro feminino e masculino, tem uns 4 chuveiros com água temperatura ambiente. Dormitório com rede. Energia elétrica somente das 18:30 as 21h. Almoço e janta: arroz, feijão, massa, farofa e frango (a carne você pode escolher entre frango, peixe e cabrito).  Jogamos sinuca com os guias e as duas francesas que estavam lá. Tomamos tiquira com caju. Subimos até as dunas para ver o nascer da lua. Fizemos uma fogueira e assamos umas castanhas de caju. Fomos dormir era umas 22:30.

      Neste dia gastamos R$ 107,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + R$ 2,00 refri o qual dividimos.
       
      10/09/17 - Acordamos as 5h, tomamos café (pão, ovo, manteiga, bolacha salgada, café e leite). Saímos as 6h em direção a Queimada dos Britos. Distância: 12km. Atravessamos o Rio Negro que divide a região de Barreirinhas e Santo Amaro.

      Fomos na lagoa das queimadas. Chegamos na casa do Sr Raimundo (pai do Carlos Queimada, um guia conhecido pelo pessoal do mochileiros) e da Dona Joana as 09:45. Na entrada do povoado tem muito caju, mirim(uma frutinha pequena, de cor preta bem docinha). Aqui neste apoio os banheiros eram separados dos chuveiros. Tomamos uma tiquira com caju, conversamos com o Sr Raimundo e mais um primo dele que chegou ali também. Almoçamos peixe frito, arroz, feijão, massa, salada de tomate e de sobremesa uma fatia de goiabada. Após fomos descansar na rede embaixo do cajueiro (ô coisa boa). Lá pelas 16h quando o sol já estava menos quente, fomos na lagoa que tem atrás do apoio, uma lagoa cor de coca cola. No final do dia fomos até as dunas ver o pôr do sol. A janta foi praticamente a mesma coisa do almoço. Nesta noite comecei a sentir minha panturrilha. Tomei um relaxante muscular e fui dormir as 20:45. Neste dia gastamos: R$ 118,00: R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 1 tiquira.
       
      11/09/17 – Acordamos as 4h. Tomamos café (bem reforçado) café, leite, tapioca, ovo, banana, laranja. Saímos 5h em direção a Betânia. Distância 18km. Paramos três vezes neste dia, quando chegamos na subida da última duna, eu estava acabada, o sol estava forte, a areia começando a esquentar e eu morrendo de calor. Chegamos no apoio, Restaurante Cantinho da felicidade as 10:45. Tomamos 4 cervejas de litrão rapidinho hahaha. Neste apoio tem energia elétrica, mas não tem sinal de telefone. Pedimos cabrito para o almoço: arroz, feijão, massa e carne de cabrito. Após o almoço descansamos na rede. Após fomos caminhar pelo povoado. Assamos umas castanhas de caju, tomamos água de coco.


      O restaurante fica bem em frente ao Rio, consequentemente tem uns mosquitos, leve repelente. A janta foi a mesma coisa do almoço+ salada. Neste dia gastamos R$ 126,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 2 cervejas. Fui dormir próximo das 21h.

       
      12/09/17 - Acordamos as 4h. Tomamos café (tapioca, bolo, ovo, café, leite, frutas). Saímos 5h em direção a Santo Amaro. Distância 12km. Chegamos em Santo Amaro as 08:30. Ficamos na Pousada Lagoa Azul https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g1397862-d4945559-Reviews-Pousada_Lagoa_Azul-Santo_Amaro_do_Maranhao_State_of_Maranhao.html pagamos R$ 70,00 na diária em quarto duplo, com banheiro, wifi, ar condicionado(ufa) e café da manhã.  Chegamos e já nos ofereceram café (pão, presunto, queijo, tapioca, ovo frito, café, leite, frutas) . Almoçamos no Restaurante do Gordo, fica umas 4 quadras da Pousada. O restaurante é simples, a comida e boa e o valor é maravilhoso. Um prato feito de carne de sol, arroz, feijão, farofa e salada R$15,00, a coca litro R$6,00. A tarde fomos dar uma volta para conhecer a cidade. Encontramos a Casa do Picolé, que fica atrás da igreja. Peguei sorvete de tapioca e de coco verde. R$ 10,00. A cidade é pequena e não tem muita coisa para fazer. Não marcamos passeio para as lagoas.
       
      13/09/17 – Tomamos café, organizamos nossas coisas e fomos almoçar no restaurante Caminho das Dunas, o local é simples, a comida é boa e um pouco mais cara que o outro restaurante. Gastamos R$ 28,00 por pessoa na refeição que foi: carne assada, arroz, feijão, massa, farofa + suco de maracujá. Não conseguimos comer toda a comida então, a dona do restaurante fez uma marmitinha para nós  .
      Tinhamos agendado a o transfer para São Luís para as 14h. Fomos de hilux adaptada até um certo ponto, descemos e seguimos com o carro de um nativo até São Luís. Chegamos no aeroporto de São Luís as 18h. Pagamos R$ 70,00.
       
       Gastos:
      Guia Joel: R$ 400,00 (pois foi divido em duas pessoas)
      Hostel Cama, Café e Aventura (Barreirinhas): R$50,00 a diária x2 = R$ 100,00
      Hostel O Peixe de Boa (Atins): R$ 35,00
      Passeio Circuito Lagoa Bonita: R$ 70,00
      Passeio Circuito Lagoa Azul: R$ 60,00 + 5,00
      Passeio Rio Preguiças + Travessia de lancha Atins: R$ 80,00 (50,00 + 30,00)
      Passeio Lagoa da Capivara: R$ 70,00
      Alimentação em Barreirinhas : R$ 26,00 + 10,00
      Alimentação em Atins : R$ 60,00        
      Alimentação em Caburé: R$43,00
      Alimentação em Santo Amaro: R$ 17,00 + 10,00 + 28,00
      Restaurante Sr Antônio: R$90,00 + 15,00 + 35,00 + 5,00
      Água , Cerveja, Picolé : 28,00
      Quadriciclo: R$ 100,00
      Baixa Grande: R$ 107,00
      Queimada dos Britos: 118,00
      Betânia: 146,00
      Pousada Lagoa Azul (Santo Amaro): 70,00
      Transfer São Luís a Barreirinhas: R$ 60,00
      Transfer Santo Amaro – São Luís: R$ 70,00
      Gastos sem passagens aéreas: R$ 1858,00
       
      O que achei? O lugar é lindo, as pessoas são super receptivas, um ponto complicado é que as duas cidades de entrada para os Lençóis, Barreirinhas e Santo Amaro não tem estrutura suficiente para receber os turistas, mas talvez seja isso que faça com que o local esteja cuidado ainda. Barreirinhas tem alguns locais para comer na Beira Rio, já Santo Amaro é praticamente os restaurantes simples. Eu não ligo para isso, mas tem pessoas que já foram e ficaram apavoradas com isso.
       
      O que levar para o trekking? Blusa de manga longa, shorts, protetor, boné, havaiana ou uma papete...você caminhará em vários tipos de solo como areia dura, areia fofa, areia úmida, passará por lagoas. Leve uma mochila pequena somente com o básico: os guias indicam no máximo até 5kg, assim não cansará tanto. Leve lanches como barrinhas de cereal, bolachas, amendoim, chocolate (que vai derreter), e em torno de 1l de água, ou mais se achar necessário. Leve dinheiro pois em nenhum apoio passa cartão hein!
      Sobre o trekking? Vá de coração aberto! Você estará convivendo com pessoas simples mas que tem um coração imenso,  que estão ali para te receber, te oferecer o conforto e a alimentação necessária para você continuar a caminhada. Conversar, dar risadas, tudo é experiência! Estar em um lugar onde o homem ainda não tem muito acesso, ou seja que ainda não conseguiu destruir e tirar a beleza daquele lugar é algo maravilhoso. Poder ver o nascer do sol, da lua, ver o pôr do sol, que por mais simples que seja, no nosso dia a dia quem faz isso??? É um momento no qual paramos e valorizamos totalmente a natureza. Ficamos no meio de animais, ali tem porcos, galinhas, patos, cachorro, gato, sapo, cabra, ovelha, enfim....todo mundo junto em total harmonia.

      É nesse momento em que aprendemos a ser mais humildes, em ter certeza que o SER é melhor que o TER. Que naquele momento aquilo é o suficiente, e nada mais é necessário.
      Aprendi muito...e com certeza mudei, e mudei para melhor!
      Ahhh... Dica para tomar tiquira: tome a tiquira e chupe um caju azedo kkkkkkkkkk
       Obrigada Maranhão!

    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
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