Oi, na realidade sou péssima em escrever e não tenho a pretensão de ter cinquenta mil comentários nem nada, só acho importante compartilhar essa experiência aqui e ficarei imensamente feliz se alguma coisa escrita aqui puder ajudar alguém. Dito isto, vamos lá.
Meu nome é Adriana, 21 primaveras, estudante de arquitetura e urbanismo, apaixonada por viagens e muito protegida pelo pai. Desde criança mantenho o sonho de dar a volta ao mundo, e agora posso dizer com toda a felicidade do mundo que já realizei uma parte, embora muito pequena, desse sonho . Em algum dia de outubro de 2012, acordei com a idéia de viajar pela américa do sul, já no café da manhã resolvi contar a novidade pros meus pais: " ae pai, vou viajar" " ah ta, pra onde vc vai?" " américa do sul, vamo?" " não!" " ok, eu vou sozinha', óbvio que pro meu pai isso era somente mais uma das armadas que eu mirabolava na cabeça mas que nunca se concretizavam, e foi ai que ele se enganou ! Comecei a pesquisar, e vim parar aqui, mais precisamente no relato do SORRENTINO e fiquei 24 horas sem fazer mais nada, completamente encantada com aquele mundo que me era apresentado, quanto mais eu lia mais ia me apaixonando, e depois de ler tudo eu decido que iria viver essa experiência.
Comecei a sondar os amigos e ninguém queria ir, todo mundo muito ocupado com seus roteiros pra europa, fazendo planos pra temporada de sol,mar, álcool e putaria em balneário camboriu ou então porque não tavam afim mesmo. Fui fuçando pelos tópicos e encontrei uma galera que iria em janeiro, e então conheci o Mauro, bem conhecido aqui e que pra minha surpresa mora na mesma cidade que eu( Londrina- Paraná), mandei um e-mail e depois de um tempo começamos a conversar e eu decidi me juntar a ele e mais uma menina, que até então eu não conhecia, a Poli ( vai ser muito citada mais pra frente). Logo percebi que o Mauro é super organizado, tinha até um blog com o roteiro da viagem e tudo mais, e eu sou um completo desastre pra essas coisas, nos adicionamos no facebook e ai foi só esperar o tempo passar. Infernizei todos os meus amigos com as minha expectativas pra essa aventura e ninguém botava fé nem mesmo meus pais, resolvi ficar na miúda e sonhar sozinha, e foi assim até o natal, onde eu realmente conversei sério com meus pais sobre a viagem pra dali a 15 dias, e mais uma vez eles não deram muita bola. Belê, eu sabia que dia 9 de janeiro embarcaria de qualquer jeito então deixei de lado.
Os dias foram passando super rápido e quando eu percebi faltavam 3 dias e eu não tinha roupa, nem mochila, nem sapato, nem nada ... e o desespero pra separar as roupas começou . Todo mundo sabe que geralmente as mulheres carregam muita tralha e eu não sou diferente, tenho o péssimo hábito de levar roupas demais quando viajo, mas dessa vez eu teria que me controlar afinal eu carregaria tudo nas costas e sem ninguém pra ajudar Precisava urgentemente sair pra comprar tudo e claro que dei o velho migué de chamar meu pai pra ir junto e pagar , cheguei na centauro e escolhi tudo o que achei que precisava, meu pai pagou e vazei da loja. Nesse mesmo dia encontrei com o Mauro na rodoviária, pra comprar nossas passagens pra Campo Grande, afinal faltavam dois dias. Antes mesmo de encontra-lo, recebi a notícia de que teria que ficar em Londrina até quinta, pra resolver um problema , contei a novidade e o amiguinho garantiu a passagem dele, conversamos sobre a viagem e sobre o atraso no roteiro caso eu saísse daqui na quinta pra fazer todo o rolê até a bolívia de ônibus e trem da morte, ainda me restava esperança de embarcar na data certa então resolvi manter a calma e ir pensando num plano B.
Aqui começou o meu primeiro desafio: separar as roupas. Sou um pouco enjoada e odeio coisas apertadas e que marcam, então calças leggings foram descartadas embora sejam necessárias, separei 3 calças jeans, 1 calça de moletom, 3 shorts, vááááias blusinhas e camisetas, 1 moletom, 1 suéter, 1 blusa térmica, 1 jaqueta grossa, calcinhas, sutiens, biquíni, meias, 2 tênis ( 1 keds e 1 adidas, ambos baixinhos, destesto aquelas botas de trekking, além de não combinar comigo eu também não usaria nunca mais e também não tava afim de comprar mesmo), 1 sapatilha e 1 chinelo, toalha de banho, a tralheira de higiene pessoal, carregadores e etc ... legal, quero ver caber tudo na mochila e realmente não coube, precisei colocar algumas coisas em uma mochila menor, que seria a mochila de ataque.
Chegou o tão esperado dia, saí cedo pra ir pra Maringá( uma cidade aqui do lado) pois só lá tinha agência da anvisa , e eu precisava da carteirinha internacional de vacinção, voltei e fui fazer câmbio, trocar meus milhões de reais por dólares, e ai fiquei sabendo que não tinha jeito, eu não embarcaria conforme o planejado e começou o chororô. Chorei a noite toda, acordei chorando, almocei chorando, não sei o que me deu mas me bateu um medo repentino de encarar sozinha, ai acionei o plano B: " paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiii, posso ir de avião?" nem esperei ele responder e ja entrei no site da gol e tam pra ver as passagens NUNCA FAÇAM ISSO , me recuperei do susto e me preparei psicológicamente pra avisar meu pai que ele ficaria 1800 reais mais pobre, meu pai que é pretinho acabou ficando um pouco branquinho na hora mas me liberou o empréstimo, que eu nunca vou devolver , passagens emitidas : londrina- são paulo, são paulo- santa cruz de la sierra. Terminei a organização de tudo, conferi os documentos mil vezes, me despedi dos meus pais com muito choro, dei um pescotapa no meu irmão, um abraço bem apertado no bisteca (o meu cachorro), minha mãe embora super preocupada me apoiou demais ,"toma cuidado" " não bebe demais" " se comporte" " liga pra gente" " cuidados com os gringos" " não use drogas" e depois da saraivada de conselhos fui pro aeroporto rumo a sp. Desembarquei em guarulhos meia noite, e fui dormir na casa de uns tios que moram do lado do aero.
Oi, na realidade sou péssima em escrever e não tenho a pretensão de ter cinquenta mil comentários nem nada, só acho importante compartilhar essa experiência aqui e ficarei imensamente feliz se alguma coisa escrita aqui puder ajudar alguém. Dito isto, vamos lá.
Meu nome é Adriana, 21 primaveras, estudante de arquitetura e urbanismo, apaixonada por viagens e muito protegida pelo pai. Desde criança mantenho o sonho de dar a volta ao mundo, e agora posso dizer com toda a felicidade do mundo que já realizei uma parte, embora muito pequena, desse sonho
. Em algum dia de outubro de 2012, acordei com a idéia de viajar pela américa do sul, já no café da manhã resolvi contar a novidade pros meus pais: " ae pai, vou viajar" " ah ta, pra onde vc vai?" " américa do sul, vamo?" " não!" " ok, eu vou sozinha', óbvio que pro meu pai isso era somente mais uma das armadas que eu mirabolava na cabeça mas que nunca se concretizavam, e foi ai que ele se enganou
! Comecei a pesquisar, e vim parar aqui, mais precisamente no relato do SORRENTINO e fiquei 24 horas sem fazer mais nada, completamente encantada com aquele mundo que me era apresentado, quanto mais eu lia mais ia me apaixonando, e depois de ler tudo eu decido que iria viver essa experiência.
Comecei a sondar os amigos e ninguém queria ir, todo mundo muito ocupado com seus roteiros pra europa, fazendo planos pra temporada de sol,mar, álcool e putaria em balneário camboriu ou então porque não tavam afim mesmo. Fui fuçando pelos tópicos e encontrei uma galera que iria em janeiro, e então conheci o Mauro, bem conhecido aqui e que pra minha surpresa mora na mesma cidade que eu( Londrina- Paraná), mandei um e-mail e depois de um tempo começamos a conversar e eu decidi me juntar a ele e mais uma menina, que até então eu não conhecia, a Poli ( vai ser muito citada mais pra frente). Logo percebi que o Mauro é super organizado, tinha até um blog com o roteiro da viagem e tudo mais, e eu sou um completo desastre pra essas coisas, nos adicionamos no facebook e ai foi só esperar o tempo passar. Infernizei todos os meus amigos com as minha expectativas pra essa aventura e ninguém botava fé nem mesmo meus pais, resolvi ficar na miúda e sonhar sozinha, e foi assim até o natal, onde eu realmente conversei sério com meus pais sobre a viagem pra dali a 15 dias, e mais uma vez eles não deram muita bola. Belê, eu sabia que dia 9 de janeiro embarcaria de qualquer jeito então deixei de lado.
Os dias foram passando super rápido e quando eu percebi faltavam 3 dias e eu não tinha roupa, nem mochila, nem sapato, nem nada ... e o desespero pra separar as roupas começou
. Todo mundo sabe que geralmente as mulheres carregam muita tralha e eu não sou diferente, tenho o péssimo hábito de levar roupas demais quando viajo, mas dessa vez eu teria que me controlar afinal eu carregaria tudo nas costas e sem ninguém pra ajudar
Precisava urgentemente sair pra comprar tudo e claro que dei o velho migué de chamar meu pai pra ir junto e pagar
, cheguei na centauro e escolhi tudo o que achei que precisava, meu pai pagou e vazei da loja. Nesse mesmo dia encontrei com o Mauro na rodoviária, pra comprar nossas passagens pra Campo Grande, afinal faltavam dois dias. Antes mesmo de encontra-lo, recebi a notícia de que teria que ficar em Londrina até quinta, pra resolver um problema
, contei a novidade e o amiguinho garantiu a passagem dele, conversamos sobre a viagem e sobre o atraso no roteiro caso eu saísse daqui na quinta pra fazer todo o rolê até a bolívia de ônibus e trem da morte, ainda me restava esperança de embarcar na data certa então resolvi manter a calma e ir pensando num plano B.
Aqui começou o meu primeiro desafio: separar as roupas. Sou um pouco enjoada e odeio coisas apertadas e que marcam, então calças leggings foram descartadas embora sejam necessárias, separei 3 calças jeans, 1 calça de moletom, 3 shorts, vááááias blusinhas e camisetas, 1 moletom, 1 suéter, 1 blusa térmica, 1 jaqueta grossa, calcinhas, sutiens, biquíni, meias, 2 tênis ( 1 keds e 1 adidas, ambos baixinhos, destesto aquelas botas de trekking, além de não combinar comigo eu também não usaria nunca mais e também não tava afim de comprar mesmo), 1 sapatilha e 1 chinelo, toalha de banho, a tralheira de higiene pessoal, carregadores e etc ... legal, quero ver caber tudo na mochila e realmente não coube, precisei colocar algumas coisas em uma mochila menor, que seria a mochila de ataque.
Chegou o tão esperado dia, saí cedo pra ir pra Maringá( uma cidade aqui do lado) pois só lá tinha agência da anvisa
, e eu precisava da carteirinha internacional de vacinção, voltei e fui fazer câmbio, trocar meus milhões de reais por dólares, e ai fiquei sabendo que não tinha jeito, eu não embarcaria conforme o planejado e começou o chororô. Chorei a noite toda, acordei chorando, almocei chorando, não sei o que me deu mas me bateu um medo repentino de encarar sozinha, ai acionei o plano B: " paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiii, posso ir de avião?"
nem esperei ele responder e ja entrei no site da gol e tam pra ver as passagens 

NUNCA FAÇAM ISSO
, me recuperei do susto e me preparei psicológicamente pra avisar meu pai que ele ficaria 1800 reais mais pobre, meu pai que é pretinho acabou ficando um pouco branquinho na hora mas me liberou o empréstimo, que eu nunca vou devolver
, passagens emitidas : londrina- são paulo, são paulo- santa cruz de la sierra. Terminei a organização de tudo, conferi os documentos mil vezes, me despedi dos meus pais com muito choro, dei um pescotapa no meu irmão, um abraço bem apertado no bisteca
(o meu cachorro), minha mãe embora super preocupada me apoiou demais
,"toma cuidado" " não bebe demais" " se comporte" " liga pra gente" " cuidados com os gringos" " não use drogas"
e depois da saraivada de conselhos fui pro aeroporto rumo a sp. Desembarquei em guarulhos meia noite, e fui dormir na casa de uns tios que moram do lado do aero.