Passar um fim de semana de lazer e Palmas, conhecer a cidade? Deve ser coisa rara. Geralmente Palmas é ponto de passagem para quem vai ao Jalapão. Como nosso horizonte para conhecer lugares pelo Brasil tem sido em fins de semana, não dava para ir ao Jalapão, seria muito pouco tempo. Optamos por conhecer Palmas mesmo.
Todos os que souberam que iríamos a Palmas sacaram a mesma pergunta: “O que tem lá?” E demos a mesma resposta: “Não sei, vou lá conhecer”. Claro, também não era tanto assim, sabíamos o que ver em Palmas.
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Clique aqui para ler o relato da Katia no blog dela, com muito mais fotos.
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Nossa ida foi meio problemática. O voo da Gol atrasou um pouco na saída do Rio e, quando estava saindo, um passageiro passou mal e o avião teve de voltar. Nessas horas você vê o espírito de solidariedade de alguns: um inacreditável passageiro começou a reclamar com o comissário por conta de o avião voltar para atender o passageiro passando mal.
Bom, com isso o voo atrasou mais de uma hora e, quando chegou a Brasília, nos disseram que perdemos nossa conexão. Pô, mas a Gol sempre atrasa (ainda mais nas sextas-feiras!), justo dessa vez saiu no horário? Sim. É a vida. Próximo voo somente no sábado de manhã. Fomos colocados num hotel decadente (foi de luxo há uns 20-30 anos), o Carlton.
Amanhecendo em Brasília
Dia seguinte lá estávamos nós, finalmente. E, para variar, o voo atrasou. Mas “só” 20 minutos dessa vez.
Perdemos toda a manhã de sábado nisso, além do tradicional pegar carro + fazer check-in no hotel. Saímos para conhecer a Praça dos Girassois já no começo da tarde, umas 13hs. Quente pacas!
Consta que a Praça dos Girassois é uma das maiores praças do mundo. E é bem grande mesmo, ainda que com muitos espaços (ainda) pouco utilizados.
Passamos primeiro pelo Monumento aos 18 do Forte, depois seguimos para o Memorial Coluna Prestes. Tem uma estatua do Prestes e uma área interna para visitação – entramos (grátis, não pode fotos), é visita ultra rápida, tem muito pouca coisa. O visual externo é mais interessante, as linhas são marcadamente do Niemeyer.
Monumento aos 18 do Forte
Memorial Coluna Prestes
Prestes
Seguimos para os fundos do Palácio Araguaia, onde tem um jardim artificial bacaninha.
Fundos do Palácio Araguaia
Demos a volta para a frente do Palácio, uma área bem ampla. O Palácio estava fechado para visitação, então ficamos só curtindo a fachada mesmo. Pareceu-me que são referências à fundação do Estado do Tocantins.
Palácio Araguaia
No amplo espaço à frente da entrada estão outros monumentos: Há um Monumento à Bíblia onde se diz ser o marco do centro geodésico do Brasil; mais adiante há monumentos relacionados à criação do Estado do Tocantins: o monumento à Súplica dos Pioneiros, e o ponto onde foi lançada a pedra fundamental e celebrada a primeira missa da cidade. Há outros prédios e também um relógio de sol, mas que só vimos de longe.
Súplica dos Pioneiros
Marco de onde começou a construção do Estado do Tocantins
Explorada toda a imensa praça, seguimos para a Ponte da Amizade e da Integração (ou Ponte FHC), que cruza o Rio Tocantins. Eu achava que a ponte percorria toda a extensão do rio, mas na verdade a ponte propriamente dita é só uma pequena parte. O restante é aterramento. Cruzamos, voltamos e paramos na Praia da Graciosa, de onde partem os barcos para a Ilha Canela.
Ponte da Amizade
A Praia da Graciosa em si não me cativou. Já a Ilha Canela é bem legal.
Praia da Graciosa
Custa R$ 12 ida/volta e um barco te leva rapidamente para lá, coisa de 10 minutos. Tem agenciadores no local (na Graciosa), com camisas da Ilha Canela. Chegamos lá no meio da tarde, umas 15:30, e ficamos até o fim. O fim é +- umas 17:30, hora de retorno do(s) último(s) barco(s).
Ilha Canela
Tinha pouca gente por lá e o visual é bem bacana, no meio do Rio Tocantins. Naturalmente que bebidas e comidas por lá não tem preços econômicos. A parte reservada aos banhistas tem uma rede de proteção – aliás, isso tem em todas as praias de lá. Parece que eventualmente alguma piranha resolve atacar um banhista, então colocaram essas redes. Ainda assim, havia um grupo de bombeiros treinando nado desde a Ilha Canela até a Graciosa. Fora da rede de proteção. Segundo um morador local, as piranhas não gostam dos bombeiros.
Paz e tranquilidade
Curtimos bastante o fim de tarde por lá e retornamos num dos últimos barcos. Curtimos ainda o por do sol na Graciosa.
Por do sol na Graciosa
Ainda havia alguma luz, então demos uma passada no Parque Cesamar. Estava cheio, criançada brincando, galera se exercitando. Havia uma pista de corrida que circunda o lago, mas a noite caiu e deixamos para o dia seguinte.
Noite caindo no Parque Cesamar
Depois de um merecido banho, saímos para jantar (cedo, como sempre) no Cabana do Lago, onde saboreamos uma ótima e merecida carne de sol.
Banquete merecido no Cabana do Lago
Ainda demos uma passada na Avenida Palmas-Brasil, tida como cento gastronômico da cidade. Pelo que vimos, é onde há uma concentração de bares. Fomos ainda na Praça dos Girassois pra ver como ela fica iluminada de noite.
Chapamos na cama.
Domingo acordamos cedo para o café e saímos logo cedo. O destino foi Taquaruçu, um distrito da cidade onde ficam algumas boas cachoeiras. Fomos direto para a maior delas, a Cachoeira da Roncadeira. Fomos os primeiros a chegar, ahahahaha. Eram umas 9 da manhã. Paga-se R$ 7 para entrar.
Cachoeira da Roncadeira
No caminho da Roncadeira tem também a Cachoeira Escorrega Macaco, onde paramos antes.
Cachoeira Escorrega Macaco
Depois de curtir um tempo por lá – a água nem é tão gelada --, seguimos para a Cachoeira do Evilson, que fica um pouco acima seguindo a estrada. Tem uma entrada sinalizada para uma estrada de terra, onde você tem de seguir por uns 10km adentro. Há algumas placas meio confusas no caminho, mas chegamos. Paga-se R$ 5 pra entrar. A cachoeira de lá tem mais volume de água. Chega a ser surpreendente, já que era época seca. Sem contar que o lugar também é bem bonito, com um paredão rodeando. Infra para churrasco e etc.
Cachoeira do Evilson
Somente nós estávamos lá naquela hora. Na volta, já no fim da manhã, é que a galera estava chegando.
Voltamos para Palmas no fim da manhã e fomos no Parque Cesamar, para fazer o passeio pela pista circundando o lago. Ninguém por lá, só nós, ahahahaha. De novo! Deve ser pelo horário, umas 13 hs, sol a pino. Passeio legal.
Nativos do Parque Cesamar
De lá fomos curtir a tarde na Praia do Prata, para fechar nossa estada. Pedimos um petisco de Tucunaré – mas não gostei muito.
Do Prata, voltamos para o aeroporto. Dessa vez a Gol não atrasou nenhum dos voos.
Praia do Prata
E assim foi mais um fim de semana desbravando o Brasil.
Obs.:
Passamos pelo Espaço Cultural algumas vezes – fica ao lado da via principal da cidade --, mas não chegamos a parar, parecia ter nada.
Numa cidade com tanto espaço para crescer, com tanto terreno vazio, achei esquisito ver alguns espigões. Pode ser pra ter vista do rio, ou do lago do Parque Cesamar, não sei. Mas achei estranho ter um crescimento vertical onde há tanto espaço vazio horizontal.
Passar um fim de semana de lazer e Palmas, conhecer a cidade? Deve ser coisa rara. Geralmente Palmas é ponto de passagem para quem vai ao Jalapão. Como nosso horizonte para conhecer lugares pelo Brasil tem sido em fins de semana, não dava para ir ao Jalapão, seria muito pouco tempo. Optamos por conhecer Palmas mesmo.
Todos os que souberam que iríamos a Palmas sacaram a mesma pergunta: “O que tem lá?” E demos a mesma resposta: “Não sei, vou lá conhecer”. Claro, também não era tanto assim, sabíamos o que ver em Palmas.
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Clique aqui para ler o relato da Katia no blog dela, com muito mais fotos.
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Nossa ida foi meio problemática. O voo da Gol atrasou um pouco na saída do Rio e, quando estava saindo, um passageiro passou mal e o avião teve de voltar. Nessas horas você vê o espírito de solidariedade de alguns: um inacreditável passageiro começou a reclamar com o comissário por conta de o avião voltar para atender o passageiro passando mal.
Bom, com isso o voo atrasou mais de uma hora e, quando chegou a Brasília, nos disseram que perdemos nossa conexão. Pô, mas a Gol sempre atrasa (ainda mais nas sextas-feiras!), justo dessa vez saiu no horário? Sim. É a vida. Próximo voo somente no sábado de manhã. Fomos colocados num hotel decadente (foi de luxo há uns 20-30 anos), o Carlton.
Amanhecendo em Brasília
Dia seguinte lá estávamos nós, finalmente. E, para variar, o voo atrasou. Mas “só” 20 minutos dessa vez.
Perdemos toda a manhã de sábado nisso, além do tradicional pegar carro + fazer check-in no hotel. Saímos para conhecer a Praça dos Girassois já no começo da tarde, umas 13hs. Quente pacas!
Consta que a Praça dos Girassois é uma das maiores praças do mundo. E é bem grande mesmo, ainda que com muitos espaços (ainda) pouco utilizados.
Passamos primeiro pelo Monumento aos 18 do Forte, depois seguimos para o Memorial Coluna Prestes. Tem uma estatua do Prestes e uma área interna para visitação – entramos (grátis, não pode fotos), é visita ultra rápida, tem muito pouca coisa. O visual externo é mais interessante, as linhas são marcadamente do Niemeyer.
Monumento aos 18 do Forte
Memorial Coluna Prestes
Prestes
Seguimos para os fundos do Palácio Araguaia, onde tem um jardim artificial bacaninha.
Fundos do Palácio Araguaia
Demos a volta para a frente do Palácio, uma área bem ampla. O Palácio estava fechado para visitação, então ficamos só curtindo a fachada mesmo. Pareceu-me que são referências à fundação do Estado do Tocantins.
Palácio Araguaia
No amplo espaço à frente da entrada estão outros monumentos: Há um Monumento à Bíblia onde se diz ser o marco do centro geodésico do Brasil; mais adiante há monumentos relacionados à criação do Estado do Tocantins: o monumento à Súplica dos Pioneiros, e o ponto onde foi lançada a pedra fundamental e celebrada a primeira missa da cidade. Há outros prédios e também um relógio de sol, mas que só vimos de longe.
Súplica dos Pioneiros
Marco de onde começou a construção do Estado do Tocantins
Explorada toda a imensa praça, seguimos para a Ponte da Amizade e da Integração (ou Ponte FHC), que cruza o Rio Tocantins. Eu achava que a ponte percorria toda a extensão do rio, mas na verdade a ponte propriamente dita é só uma pequena parte. O restante é aterramento. Cruzamos, voltamos e paramos na Praia da Graciosa, de onde partem os barcos para a Ilha Canela.
Ponte da Amizade
A Praia da Graciosa em si não me cativou. Já a Ilha Canela é bem legal.
Praia da Graciosa
Custa R$ 12 ida/volta e um barco te leva rapidamente para lá, coisa de 10 minutos. Tem agenciadores no local (na Graciosa), com camisas da Ilha Canela. Chegamos lá no meio da tarde, umas 15:30, e ficamos até o fim. O fim é +- umas 17:30, hora de retorno do(s) último(s) barco(s).
Ilha Canela
Tinha pouca gente por lá e o visual é bem bacana, no meio do Rio Tocantins. Naturalmente que bebidas e comidas por lá não tem preços econômicos. A parte reservada aos banhistas tem uma rede de proteção – aliás, isso tem em todas as praias de lá. Parece que eventualmente alguma piranha resolve atacar um banhista, então colocaram essas redes. Ainda assim, havia um grupo de bombeiros treinando nado desde a Ilha Canela até a Graciosa. Fora da rede de proteção. Segundo um morador local, as piranhas não gostam dos bombeiros.
Paz e tranquilidade
Curtimos bastante o fim de tarde por lá e retornamos num dos últimos barcos. Curtimos ainda o por do sol na Graciosa.
Por do sol na Graciosa
Ainda havia alguma luz, então demos uma passada no Parque Cesamar. Estava cheio, criançada brincando, galera se exercitando. Havia uma pista de corrida que circunda o lago, mas a noite caiu e deixamos para o dia seguinte.
Noite caindo no Parque Cesamar
Depois de um merecido banho, saímos para jantar (cedo, como sempre) no Cabana do Lago, onde saboreamos uma ótima e merecida carne de sol.
Banquete merecido no Cabana do Lago
Ainda demos uma passada na Avenida Palmas-Brasil, tida como cento gastronômico da cidade. Pelo que vimos, é onde há uma concentração de bares. Fomos ainda na Praça dos Girassois pra ver como ela fica iluminada de noite.
Chapamos na cama.
Domingo acordamos cedo para o café e saímos logo cedo. O destino foi Taquaruçu, um distrito da cidade onde ficam algumas boas cachoeiras. Fomos direto para a maior delas, a Cachoeira da Roncadeira. Fomos os primeiros a chegar, ahahahaha. Eram umas 9 da manhã. Paga-se R$ 7 para entrar.
Cachoeira da Roncadeira
No caminho da Roncadeira tem também a Cachoeira Escorrega Macaco, onde paramos antes.
Cachoeira Escorrega Macaco
Depois de curtir um tempo por lá – a água nem é tão gelada --, seguimos para a Cachoeira do Evilson, que fica um pouco acima seguindo a estrada. Tem uma entrada sinalizada para uma estrada de terra, onde você tem de seguir por uns 10km adentro. Há algumas placas meio confusas no caminho, mas chegamos. Paga-se R$ 5 pra entrar. A cachoeira de lá tem mais volume de água. Chega a ser surpreendente, já que era época seca. Sem contar que o lugar também é bem bonito, com um paredão rodeando. Infra para churrasco e etc.
Cachoeira do Evilson
Somente nós estávamos lá naquela hora. Na volta, já no fim da manhã, é que a galera estava chegando.
Voltamos para Palmas no fim da manhã e fomos no Parque Cesamar, para fazer o passeio pela pista circundando o lago. Ninguém por lá, só nós, ahahahaha. De novo! Deve ser pelo horário, umas 13 hs, sol a pino. Passeio legal.
Nativos do Parque Cesamar
De lá fomos curtir a tarde na Praia do Prata, para fechar nossa estada. Pedimos um petisco de Tucunaré – mas não gostei muito.
Do Prata, voltamos para o aeroporto. Dessa vez a Gol não atrasou nenhum dos voos.
Praia do Prata
E assim foi mais um fim de semana desbravando o Brasil.
Obs.:
Passamos pelo Espaço Cultural algumas vezes – fica ao lado da via principal da cidade --, mas não chegamos a parar, parecia ter nada.
Numa cidade com tanto espaço para crescer, com tanto terreno vazio, achei esquisito ver alguns espigões. Pode ser pra ter vista do rio, ou do lago do Parque Cesamar, não sei. Mas achei estranho ter um crescimento vertical onde há tanto espaço vazio horizontal.
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