Resolvi começar a escrever pra contar um pouco da viagem que fiz entre os dias 9/05 e 4/07 de 2013, quando tive a oportunidade de passar por Irlanda, Escócia, Inglaterra, França, Bélgica e Holanda. A viagem ficou bem fácil de dividir em duas partes: a primeira eu estava sozinho e "morei" um mês em Dublin/IRL estudando inglês. De lá foi possível dar umas escapadas nos finais de semana e conhecer Galway e a costa oeste do país (de ônibus), e também Edimburgo/ESC (na sola do pé) e Londres/ING (pedalando). A segunda parte da viagem fiz com minha namorada, e nosso percurso foi: Paris/FRA, Bruxelas-Gent-Brugge/BEL e Amsterdam-Delft-Utrecht/HOL, também à base de muitas pedaladas...
Preparação: apesar de a ideia de viajar pelo velho mundo ter surgido há uns cinco anos, foi só agora que consegui realizá-la. Trabalho, outros planos e projetos, viagens para lugares mais perto, as surpresas da vida... Enfim, era pra ter sido agora em 2013 mesmo! E mesmo essa ideia não saindo de minha cabeça nestes anos todos, foi em praticamente um mês que organizei tudo que precisava ser feito antes de partir. Desde o início sabia que eu queria fazer uma viagem o mais independente possível, com o mínimo de reservas de acomodação e deslocamentos por lá. Essa história de agência, pacotes fechados, tempo restrito, taxas extras e tal nunca me atraiu... (claro, cada um é cada um e sei que pra muita gente fazer deste modo funciona). Resumindo, o mês pré-viagem foi uma loucura só: li muito, pesquisei muito, perguntei muito, troquei trocentos e-mails, tomei muito café... E passei boa parte do meu tempo no computador. Dá trabalho, mas se tiver na disposição dá muito certo! E depois, fica um sentimento muito positivo de ter feito tudo por conta própria e ter dado tudo certo! (um conselho óbvio: se possível, faça tudo com mais tempo, um mês pra ver tudo é correria todo dia). E pra não contar mentira logo de cara, a única coisa que foi resolvido por agência foi a compra das passagens aéreas de ida e volta, porque depois de duas semanas monitorando freneticamente e faltando mais duas para a viagem, confesso que recorri aos profissionais da área - que fizeram um ótimo trabalho, por sinal.
Fui à Dublin para um mês de curso de inglês e com a primeira semana reservada em hostels. Minha ideia era chegar lá, começar as aulas e depois ver o que encontrava para acomodação. Como estava difícil encontrar vaga em apto para dividir por somente mais três semanas, resolvi que ia morar em hostel; ia trocando a cada 3, 4 ou 5 dias, de acordo com a disponibilidade, localização, qualidade, preço, etc. Fim de semana, por exemplo, tem muito hostel que sobe consideravelmente o preço... Acabei ficando a viagem toda em hostels, e confesso que viciei. Aqui no Brasil vemos que essa cultura de hospedagem em albergues como opção aos tradicionais hotéis e pousadas ainda está se desenvolvendo, mas lá fora é muito forte: em praticamente todas as cidades é possível encontrar diversas opções de hostels, uma alternativa super interessante para quem tá viajando com a ideia de tentar gastar pouco e conhecer muito. Inicialmente eu pensava que dois meses ficando em hostels pudesse ser um pouco demais, mas no final foi a melhor coisa que eu fiz, conheci muita gente legal de todos os cantos do mundo e a experiência valeu demais! Você bota na balança os pontos positivos de se ficar em um hostel (conviver com pessoas de diferentes culturas, economia, se der sorte vai ter um bar legal com música boa e cerveja barata...) e as coisas meio desagradáveis que às vezes acontecem (um cara roncando amarradão na cama em cima da tua, menos privacidade e tal) e decide. Mas para mim já tenho resolvido que as próximas vai ser hostel com certeza.
Dublin – capital da República da Irlanda. Cheguei no dia 10 de maio, uma sexta-feira, depois de 30 horas de viagem (Floripa/Rio/Amsterdam/Dublin). Sabe aquela história de que o clima na Irlanda e no Reino Unido é instável e pode fazer as quatro estações do ano no mesmo dia?? Pude comprovar na prática que é a mais pura verdade! Logo nos primeiros dias já deu pra sentir, peguei um frio que não tava esperando pra época (afinal, era primavera!), com temperatura de 2 ºC e sensação de mais frio, pois o vento é constante em Dublin. As mudanças durante um mesmo dia também são constantes, abrindo sol e céu azul que te fazem tirar três casacos e, depois de 10 minutos, colocar tudo de novo quando chegam as nuvens. E assim umas oito vezes no dia. Isso não chega a ser novidade por lá, mas o que eu não sabia é que, quando está bastante quente e toda a gente está feliz, as máximas (no verão) ficam na casa dos 20 ºC. Mais que isso, quase impossível. Nessa época em que estive em Dublin o dia amanhecia por volta de 5h e só escurecia às 22:30! Fantástico, os dias são super longos e dá pra aproveitar bastante. No inverno dizem que lá pelas 16h já tá querendo escurecer...
Dublin é daquelas cidades em que todo mundo se sente bem, tem uma atmosfera bacana e pode agradar a diversos perfis de viajantes. Quem quer história e cultura, tem. Quem quer belos visuais, também tem. E quem quer diversão, tá feito... A cidade reúne pessoas de todas as partes do mundo, muitas que optaram por estudar inglês fora da Inglaterra, outras que foram à Irlanda em busca de trabalho (dizem que já foi melhor em anos passados) e outras tantas curtindo o que a cidade tem de bom pra oferecer: o povo é amigável e mais descontraído se compararmos aos ingleses, há pubs por toda volta, gente do mundo inteiro e diversos idiomas e culturas, a cerveja em pint é boa demais... E por aí vai.
A Irlanda possui pouco mais de 4 milhões de habitantes, e cerca de ¼ está na capital Dublin. É unanimidade por lá que a melhor maneira de conhecer Dublin é caminhando, pois a área da cidade permite isso. Pedalar também é uma ótima opção, só tem que tomar cuidado na região central, pois o fluxo é intenso e o trânsito é meio maluco para nós que não estamos acostumados à mão inglesa. Eu peguei ônibus e trem umas poucas vezes, mas porque gosto de andar pela cidade e fiquei bastante tempo, o que me permitiu ir descobrindo a cidade aos poucos. Ainda assim, não costumo concordar com quem diz que Dublin é “bem pequena e dá pra fazer em 3 dias”. Eu fiquei um mês estudando pela manhã e passeando à tarde, conheci parques, museus, pubs, pessoas, tirei muita foto boa, mas rodei de norte a sul e leste a oeste... Na minha opinião Dublin é uma cidade de médio-porte (região central pequena e relativamente fácil de se localizar), mas que vai muito além da famosa Cervejaria Guiness...
Galway e Costa Oeste da Irlanda – desde que tinha escolhido a Ilha Esmeralda para estudar inglês, fiquei alucinado quando vi as fotos da costa oeste e do interior: pequenas vilas em meio a muito verde, água e paisagens com imponentes paredões rochosos... E marquei comigo mesmo que uma vez na Irlanda eu iria até lá. Então quando estava pesquisando onde ia passar meu segundo final de semana em Dublin e me dei conta de que não havia vaga em nenhum hostel na cidade (mais tarde fui descobrir que era por causa da final da Heineken Cup of Rugby, evento que lotou Dublin de turistas franceses pois os dois times eram de lá...), resolvi ir para Galway, uma bela cidadezinha na porção oeste do país e caminho para os Cliffs of Moher. Peguei o ônibus em Dublin numa sexta depois da aula e passei o final de semana por lá. Nesse caso, as imagens abaixo podem falar muito melhor que eu...
(acho que me empolguei e escrevi demais, prometo que no próximo vou exercitar minha objetividade!)
Olá,
Resolvi começar a escrever pra contar um pouco da viagem que fiz entre os dias 9/05 e 4/07 de 2013, quando tive a oportunidade de passar por Irlanda, Escócia, Inglaterra, França, Bélgica e Holanda. A viagem ficou bem fácil de dividir em duas partes: a primeira eu estava sozinho e "morei" um mês em Dublin/IRL estudando inglês. De lá foi possível dar umas escapadas nos finais de semana e conhecer Galway e a costa oeste do país (de ônibus), e também Edimburgo/ESC (na sola do pé) e Londres/ING (pedalando). A segunda parte da viagem fiz com minha namorada, e nosso percurso foi: Paris/FRA, Bruxelas-Gent-Brugge/BEL e Amsterdam-Delft-Utrecht/HOL, também à base de muitas pedaladas...
Preparação: apesar de a ideia de viajar pelo velho mundo ter surgido há uns cinco anos, foi só agora que consegui realizá-la. Trabalho, outros planos e projetos, viagens para lugares mais perto, as surpresas da vida... Enfim, era pra ter sido agora em 2013 mesmo! E mesmo essa ideia não saindo de minha cabeça nestes anos todos, foi em praticamente um mês que organizei tudo que precisava ser feito antes de partir. Desde o início sabia que eu queria fazer uma viagem o mais independente possível, com o mínimo de reservas de acomodação e deslocamentos por lá. Essa história de agência, pacotes fechados, tempo restrito, taxas extras e tal nunca me atraiu... (claro, cada um é cada um e sei que pra muita gente fazer deste modo funciona). Resumindo, o mês pré-viagem foi uma loucura só: li muito, pesquisei muito, perguntei muito, troquei trocentos e-mails, tomei muito café... E passei boa parte do meu tempo no computador. Dá trabalho, mas se tiver na disposição dá muito certo! E depois, fica um sentimento muito positivo de ter feito tudo por conta própria e ter dado tudo certo! (um conselho óbvio: se possível, faça tudo com mais tempo, um mês pra ver tudo é correria todo dia). E pra não contar mentira logo de cara, a única coisa que foi resolvido por agência foi a compra das passagens aéreas de ida e volta, porque depois de duas semanas monitorando freneticamente e faltando mais duas para a viagem, confesso que recorri aos profissionais da área - que fizeram um ótimo trabalho, por sinal.
Fui à Dublin para um mês de curso de inglês e com a primeira semana reservada em hostels. Minha ideia era chegar lá, começar as aulas e depois ver o que encontrava para acomodação. Como estava difícil encontrar vaga em apto para dividir por somente mais três semanas, resolvi que ia morar em hostel; ia trocando a cada 3, 4 ou 5 dias, de acordo com a disponibilidade, localização, qualidade, preço, etc. Fim de semana, por exemplo, tem muito hostel que sobe consideravelmente o preço... Acabei ficando a viagem toda em hostels, e confesso que viciei. Aqui no Brasil vemos que essa cultura de hospedagem em albergues como opção aos tradicionais hotéis e pousadas ainda está se desenvolvendo, mas lá fora é muito forte: em praticamente todas as cidades é possível encontrar diversas opções de hostels, uma alternativa super interessante para quem tá viajando com a ideia de tentar gastar pouco e conhecer muito. Inicialmente eu pensava que dois meses ficando em hostels pudesse ser um pouco demais, mas no final foi a melhor coisa que eu fiz, conheci muita gente legal de todos os cantos do mundo e a experiência valeu demais! Você bota na balança os pontos positivos de se ficar em um hostel (conviver com pessoas de diferentes culturas, economia, se der sorte vai ter um bar legal com música boa e cerveja barata...) e as coisas meio desagradáveis que às vezes acontecem (um cara roncando amarradão na cama em cima da tua, menos privacidade e tal) e decide. Mas para mim já tenho resolvido que as próximas vai ser hostel com certeza.
Dublin – capital da República da Irlanda. Cheguei no dia 10 de maio, uma sexta-feira, depois de 30 horas de viagem (Floripa/Rio/Amsterdam/Dublin). Sabe aquela história de que o clima na Irlanda e no Reino Unido é instável e pode fazer as quatro estações do ano no mesmo dia?? Pude comprovar na prática que é a mais pura verdade! Logo nos primeiros dias já deu pra sentir, peguei um frio que não tava esperando pra época (afinal, era primavera!), com temperatura de 2 ºC e sensação de mais frio, pois o vento é constante em Dublin. As mudanças durante um mesmo dia também são constantes, abrindo sol e céu azul que te fazem tirar três casacos e, depois de 10 minutos, colocar tudo de novo quando chegam as nuvens. E assim umas oito vezes no dia. Isso não chega a ser novidade por lá, mas o que eu não sabia é que, quando está bastante quente e toda a gente está feliz, as máximas (no verão) ficam na casa dos 20 ºC. Mais que isso, quase impossível. Nessa época em que estive em Dublin o dia amanhecia por volta de 5h e só escurecia às 22:30! Fantástico, os dias são super longos e dá pra aproveitar bastante. No inverno dizem que lá pelas 16h já tá querendo escurecer...
Dublin é daquelas cidades em que todo mundo se sente bem, tem uma atmosfera bacana e pode agradar a diversos perfis de viajantes. Quem quer história e cultura, tem. Quem quer belos visuais, também tem. E quem quer diversão, tá feito... A cidade reúne pessoas de todas as partes do mundo, muitas que optaram por estudar inglês fora da Inglaterra, outras que foram à Irlanda em busca de trabalho (dizem que já foi melhor em anos passados) e outras tantas curtindo o que a cidade tem de bom pra oferecer: o povo é amigável e mais descontraído se compararmos aos ingleses, há pubs por toda volta, gente do mundo inteiro e diversos idiomas e culturas, a cerveja em pint é boa demais... E por aí vai.
A Irlanda possui pouco mais de 4 milhões de habitantes, e cerca de ¼ está na capital Dublin. É unanimidade por lá que a melhor maneira de conhecer Dublin é caminhando, pois a área da cidade permite isso. Pedalar também é uma ótima opção, só tem que tomar cuidado na região central, pois o fluxo é intenso e o trânsito é meio maluco para nós que não estamos acostumados à mão inglesa. Eu peguei ônibus e trem umas poucas vezes, mas porque gosto de andar pela cidade e fiquei bastante tempo, o que me permitiu ir descobrindo a cidade aos poucos. Ainda assim, não costumo concordar com quem diz que Dublin é “bem pequena e dá pra fazer em 3 dias”. Eu fiquei um mês estudando pela manhã e passeando à tarde, conheci parques, museus, pubs, pessoas, tirei muita foto boa, mas rodei de norte a sul e leste a oeste... Na minha opinião Dublin é uma cidade de médio-porte (região central pequena e relativamente fácil de se localizar), mas que vai muito além da famosa Cervejaria Guiness...
Galway e Costa Oeste da Irlanda – desde que tinha escolhido a Ilha Esmeralda para estudar inglês, fiquei alucinado quando vi as fotos da costa oeste e do interior: pequenas vilas em meio a muito verde, água e paisagens com imponentes paredões rochosos... E marquei comigo mesmo que uma vez na Irlanda eu iria até lá. Então quando estava pesquisando onde ia passar meu segundo final de semana em Dublin e me dei conta de que não havia vaga em nenhum hostel na cidade (mais tarde fui descobrir que era por causa da final da Heineken Cup of Rugby, evento que lotou Dublin de turistas franceses pois os dois times eram de lá...), resolvi ir para Galway, uma bela cidadezinha na porção oeste do país e caminho para os Cliffs of Moher. Peguei o ônibus em Dublin numa sexta depois da aula e passei o final de semana por lá. Nesse caso, as imagens abaixo podem falar muito melhor que eu...
(acho que me empolguei e escrevi demais, prometo que no próximo vou exercitar minha objetividade!)