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Luis Arau

LIMA,CHOQUEQUIRAO,MACHUPICCHU,CARAL,HUARAZ,TRUJILLO,HUANCHACO,CUSCO,VALE SAGRADO...EM NOV/2013 DE CARRO EM 23 DIAS!

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ANTES DE MAIS NADA, QUERO AGRADECER A TODOS QUE ME DERAM DICAS PRECIOSAS. SEM ELAS ESTA TRIP NÃO SERIA COMO SEGUE NO RELATO ABAIXO:

 

Bem, a parte de Lima irei resumir e pontuar alguns lugares de interesse nosso, já tem vários relatos sobre esta capital. Como todos, ficamos em Miraflores, mas no Hostal Porta. Local excelente e próximo de tudo. Vale um jantar no TANTA do estrelado chef peruano, Gastòn Acúrio.

Taco Taco do Gastòn Acurio no Tanta.

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Dá para ir à pé do hostal (15 min). Um prato deste mestre da gastronomia peruana custa entorno de s/37 (31 reais). Aqui um prato (degustação) do Alex Atala custa 200 paus. Portanto, aproveitem. Eu degustei um Taco-Taco maravilhoso. Andar pelas ruas de Miraflores e o bairro de Barranco é o melhor a fazer em Lima. Principalmente Barranco com suas galerias, ateliês e casarões antigos dos séculos XVIII e XIX. E vá andando pelo calçadão olhando pro Pacífico em direção ao Larcomar. Preste atenção nas ruas. Elas não tem bueiros! Como temos um grande interesse pela arqueologia, Huaca Pucllana no centro de Lima, em Miraflores foi uma grande surpresa. A catedral e o monastério de Santo Domingo também valem a visita. Lima é interessante! Durante 8 mêses a cidade fica praticamente coberta por uma névoa. O sol só aparece nos outros 4 mêses do ano.

Antes de viajar, alugamos um carro pela net. O melhor preço foi na Hertz. Caso alugue por lá, pagará 65 dólares a diária. Muito caro. A sede da Hertz está à 10 minutos de caminhada do Hostal. Vá um dia antes para preparar a papelada, pois, eles irão tentar te “empurrar” um seguro. Caso pague com o Visa, a administradora lhe dará o seguro através da seguradora Chartis, portanto, recuse o seguro da Hertz. Eles tentarão te empurrar de qualquer maneira, mas, recuse. Mostre a apólice (pegue no site da Visa), junto com as normas. A Europcar em Cusco também tentou empurrar o seguro deles (80 dólares), mas, não conseguiram. Em Cusco foi até mais acintoso! Tiraram cópia da apólice, das normas, mas, não conseguiram nos ludibriar.

Colocamos o GPS do Peru no Ipod e foi fundamental. Comprei um mapa da parte norte para uma melhor orientação. Mas, só com o GPS foi suficiente. Sair de Lima é que foi mais complicado. Há muitas obras na região e o trânsito é complicado. Os taxistas e motoristas de ônibus são completamente loucos. Não dão setas, cortam pra direita e pra esquerda a todo o momento. Buzinam o tempo todo! Quem se estressa em Sampa, vai enfartar em Lima. Um coisa boa! O trânsito flui!

Pegamos a carretera norte até Caral. São +/- 167 km até lá. Logo depois da cidade de Tiroles e Mazo, preste atenção em uma saída à direita. Caso não perceba, pergunte. Entre nesta estrada de ripio à direita (veja a foto abaixo)...

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...e siga. Caso tenha dúvida, pergunte novamente. Adiante vc verá pequenas placas de madeira (gambiarra mesmo) escrito Caral. Vc passará por vários galpões grandes que são criadouros de pollos. Depois de 40 minutos vc chegará em Caral. Cidade de 6.000 anos A.C. Vc pode chegar também a Caral, seguindo pela carretera norte passando Tiroles, Mazo... Antes de chegar a Supe e San Nicolás, entre à direita em uma estrada de asfalto bem conservada (carretera Caral, Las Minas Ambar), e dá pra andar bem. Há uma placa indicando Caral. Nós, entramos pela estrada de ripio depois de Tiroles e Mazo e voltamos por esta, assim percorremos duas estradas diferentes e paisagens diferentes.

A placa indicando Caral na estrada de rípio.

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Estrada de rípio até Caral.

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Caral. A civilização de Caral , a mais antiga do continente americano, foi contemporânea de outras como as da China , Egipto, Índia e Mesopotâmia; tendo-se convertido já naquela época numa cidade-estado, rodeada por outras civilizações reunidas ainda no que se denomina "sociedades aldeãs". Em antiguidade perde somente para Mesopotâmia. A Cidade Sagrada de Caral tem uma antiguidade média de entre 2.627 a 2.100 anos a.C. aproximadamente, enquanto no resto da América o desenvolvimento urbano começou 1.550 anos depois deste Peru. A sua descoberta muda as teorias que até agora existiam sobre o aparecimento das antigas civilizações no Peru. Até pouco tempo considerava-se a Chavín de Huántar o mais velho foco cultural deste país, com um máximo de 1.500 anos a.C.

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Depois de Caral, pegamos a tal estrada Caral Las Minas Ambar até a panamericana norte. De Caral até Huaraz são 248 km em 3:20h.

Esta estrada com ótimo asfalto passa por Supe, Pedregal, Barranca, Pativilca, Paramonga...mas, fique atento pois quase não há placas indicando as cidades. Logo após Paramonga, entrar à direita sentido Chasquitambo. A estrada é ótima e atravessa toda a cordilheira negra. Vários pueblos passarão, como Cerro Blanco, Tunán, Rinconada, Naranjal, Lampay. Um pouco depois de Chasquitambo, a estrada começa a serpentear, serpentear, serpentear...até chegar nos 4.000m. Pegamos uma forte neblina, comum na região. Antes de chegar a laguna Conococha, siga reto, sentido Catac. Não entre à direita. E não se espante com a polícia carretera. Neste pequeno trecho entre Lima e Huaraz, fomos parados 9 vêzes. Como há poucos carros rodando na estrada, param praticamente todos. Documentos em ordem, basta seguir. Chegamos em Huaraz às 19:30. Antes cogitamos parar em Chavín, já que no dia seguinte iríamos mesmo para lá. Sorte não termos ido. Ficamos no hotel El Tumi e pagamos 150 soles a diária. Como ficaremos 3 dias, um pouco de conforto é merecido. A cidade é um pouco estranha e nos disseram pra tomar um pouco de cuidado à noite, principalmente longe da Plaza de Armas. Como em todas as cidades que passamos pelo Peru, os taxistas buzinam para todas, sim, todas as pessoas que passam pela calçada para oferecerem seus serviços. E tem muitos taxis por lá. As pessoas com seus carros também costumam buzinar! Não entendemos este costume que acontece em todas as cidades. Parece algum tipo de status ficar buzinando...Pra quem gosta de sossego e silêncio, as cidades no Peru são um terror. Somente em Miraflores, Lima é que há um “pacto” para evitar o buzinaço.

Dia seguinte fomos para Chavín de Huántar. Pegue a mesma estrada em direção a Catac. Placas indicativas é um grande problema no Peru. Na estrada, no final da cidade, entre no pequeno posto de combustíveis à esquerda e pergunte o caminho. Começa ali! Estão recuperando o início e provavelmente agora já estará asfaltado. O restante da estrada até o túnel está ótimo, porém, após ele o asfalto se desintegrou. Passamos pela grande laguna Querococha e logo depois a estrada começa a serpentear. Levamos 3 hs para chegar. O complexo arqueológico de Chavín de Huántar foi um centro administrativo e religioso da cultura Chavín construído e ocupado entre os anos 1.800 e 300 A.C. Suas estruturas tem a forma de pirâmide trunca e foram construídas com pedras e argamassa de barro. Há diversas galerias internas interligadas com aberturas estrategicamente projetadas para entrar iluminação natural. No interior desta galeria, está uma escultura de granito “El Lanzon”. Esta escultura com partes humanas e animais é uma divindade que representa a sociedade Chavín. Chavín é considerado como o mais importante centro de peregrinação do mundo andino.

Estrada para Chavín.

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Complexo Arqueológico de Chavín.

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Pueblo de Chavín de Huántar.

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A cidade de Chavín de Huántar é muito agradável. Pequena tem uma bela Plaza de armas e ótimos, mas, poucos hotéis. Na Plaza havia uma feira de comidas peruanas com ótimas guloseimas e algumas bem estranhas. Alguns hostals e poucos restaurantes. Andando pelas ruas, sentimos um cheiro maravilhoso de pão saindo da fornada. Fomos caçando aquele cheiro até chegar na pequena padaria. Maravilhoso!!! Compramos vários deles, doces e salgados, andamos pelo pueblo até final de tarde! A volta e mais 3hs de carro nos esperava. Chegamos em Huaraz às 19:30.

Dia seguinte era de trekking. Portanto, fomos dormir cedo. O hotel tinha chá de coca à vontade, para reduzir o “soroche”, mas, pra mim de nada adiantava. Dor de cabeça todos os dias, alternando leves e fortes. Minha mulher nada sentia! Sorte dela!

Lagura Churup nos esperava. Antes da viagem, peguei os mapas dos trekkings no mochileiros.com e dei um fuçada no Google earth que sempre uso antes das viagens. É uma ótima orientação para as trilhas. Da pra vê-las tranquilamente e até o local para deixar o carro no início delas. Saindo pela avenida principal em direção ao pueblo de Uncus, após 2,5km entre à direita. Na dúvida, sempre pergunte o caminho para Churup. Os peruanos são muito atenciosos. O fim da estrada será o início da trilha. Há uma grande placa no início da trilha e vc a verá na crista da montanha. Pode deixar o carro que não haverá problemas.

Suba devagar, pois a altitude o impedirá de acelerar. Devagar e sempre! Há um trecho com subida em cabos de aço, mas, se observar ao lado direito da pequena cachu também dá pra subir tranqüilo e sem cabos. Faça sua escolha! Vá subindo e olhando para trás. Observe a trilha em suas costas. Não tem erro! Após 2,5h chegamos na laguna de águas verdes e azuis, com o nevado Churup no fundo. Ficamos um bom tempo curtindo o local e não havia ninguém por lá. 15:30hs saímos e chegamos no carro às 17:00. Na descida encontramos uns peruanos que acampariam na laguna, entre eles um casal bem idoso, um grande exemplo para os mais novos.

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Dia seguinte era pra ser um trekking na laguna 69, passando por pela laguna Llanguanuco. Tinha planejado tudo e essa laguna e seu entorno era mais bonito que a Churup, mas, o tempo estava fechado e ameaçando chuva. Mesmo que chegássemos na laguna não veríamos nada. Estava tudo cerrado. Nós viajamos sempre de carro, justamente pela liberdade de modificar o roteiro, caso necessário. Saímos de Huaraz bem cedo até Yungay, pois é de lá que a estrada para a 69 começa. Chegamos em Yungay em 40 minutos. O tempo continuava fechado. Perguntei para um taxista quanto tempo de carro até a laguna Llanguanuco, pois, logo após, a trilha para a 69 começa. Ele disse que até Llanguanuco seriam 2,30 de carro. Pensamos em ir até lá para conhecê-la, mas, 5 hs de estrada de terra e depois ir até Huanchaco (La Huaca de La Luna) era demais. Abortamos. Foi a escolha acertada!

De Yungay, pegamos uma estrada que o GPS indicava e o mapa também nos orientou pelo mesmo caminho. Ledo engano. Entramos em uma estrada de asfalto que logo virou terra. Foram 4 hs por esta estrada atravessando toda a cordilheira negra através de dezenas de túneis escavados na rocha e imensos precipícios. Os túneis não permitiam a passagem de 2 carros, portanto, tínhamos que entrar neles buzinando e com os faróis acessos. Foram algumas vezes que demos a marcha ré para o outro passar! A experiência foi interessante, além do que, talvez nunca mais passe por lá, então...valeu!

Estrada sinistra!

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Chegando próximo de Trujillo, e depois da cidade Salaverry e Moche, preste atenção ao lado direito. Logo aparecerá uma placa indicando a Huaca de La Luna e Huaca de El Sol. Chegamos no complexo Arqueológico às 16:00h. Huaca de La luna está aberta a visitação, porém, a de El Sol está fechada, por conta das prospecções arqueológicas no local. Vale a visita ao museu para conhecer um pouco da cultura Moche, ou Mochica. Há peças valiosíssimas e muito interessantes. Algumas poucas réplicas e toda a história da ocupação humana no mundo em um painel. Noutro painel a ocupação das diversas culturas que viveram no Peru.

A Huaca de La Luna está a 500 metros da Huaca Del Sol. E no centro está a cidade Moche que está começando a ser prospectada. Os espanhóis, e sempre eles, quase destruíram a cidade. Pensando que lá havia ouro, desviaram o curso do rio para dentro da cidade de adobe e... acabaram com quase tudo! A imensa quantidade de pintura nas paredes da Huaca de La Luna é fantástica. Muito conservadas, as pinturas tem 5 cores e vários volumes. Entre outras figuras, se destaca a de Ai Apaec (o Deus degolador), uma divindade cultuada pelo Moches. Ela é constituída de 3 plataformas e 3 praças, delimitadas por grande muros de adobe. As plataformas se destacam por se encontrarem superpostas e construídas em diferentes períodos. Nas pinturas você percebe a evolução.

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O Mural dos Mitos.

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Os tijolos de adobe. Os moradores pagavam seus impostos com trabalho. Cada tijolo de adobe tinha uma marca. A marca da família.

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As aranhas a dança e os prisioneiros.

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A Huaca de La Luna foi um centro de culto cerimonial e religioso, enquanto a Huaca Del Sol foi um centro administrativo e morada para a alta sociedade Moche.

 

Perguntei a nossa guia do complexo se Salaverry era uma cidade legal de se ficar. Não gostamos do tradicional e todos ficam em Huanchaco ou Trujillo. Trujillo nós não ficaríamos mesmo. Maior cidade do Peru depois de Lima. Não dá pé! Ela nos disse que Salaverry é uma cidade de porto, mas, que alguns turistas andam ficando por lá. Ela nos disse que no passado era problema sair à noite, mas, as coisas tem mudado. Ela nos aconselhou a ir em Huanchaco. Tem muitas opções de pousadas, hostels e hotéis. E a cidade é muito mais bacana!

E era apenas mais 30 minutos de carro. Acertamos!

Huanchaco sedia uma etapa do campeonato mundial de longboard. Alto astral, gente bonita e de vários países. Altas ondas e eu até caí pra ver. Água gelada, onda um pouco gorda do lado direito e mais cavada do lado esquerdo do píer. Show!

Lá existem umas embarcações chamadas Cavalito de Tótora. Tótora é uma espécie de taboa onde eles deixam secar ao sol e depois constroem estes barcos muito interessantes! Aliás, compramos umas miniaturas muito legais nas feiras de artesanato. 5 soles.

Cavalitos de Tótora.

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Ceviche maravilhoso !!!

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12 Vieiras gratinadas por apenas 20 soles.

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Como estávamos adiantados (não fizemos a trilha da laguna 69) resolvemos ficar um dia inteiro em Huanchaco.

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Por do Sol no Pacífico.

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Dia seguinte, saímos por volta das 9:00, pois tínhamos uma longa estrada pela frente. Até Lima são 570 km em 7hs, segundo o maps. A estrada Panamericana Norte é muito e estão duplicando quase todo o trecho. Ficamos parados por 1:30h por conta desta duplicação. Depois foi tranqüilidade. Poucos carros e caminhões, dá pra andar à 120km/h sossegado. Mas, respeite as faixas contínuas. Os policiais da carretera estão por toda a parte. Dos 2 lados da pista é deserto o tempo todo. Desde Huanchaco até quase em Lima. A Panamericana atravessa algumas cidades pequenas, passa beirando algumas praias completamente isoladas e sem nenhum morador.

Como reservamos um hotel bem perto do aeroporto, não queríamos chegar tarde e passar pela paranóia da grande Lima. E é realmente uma paranóia a periferia de Lima! O GPS do tablet acertou direitinho. O problema foi achar o hotel cujo nome estava em uma placa miudinha! O lugar é horrível e o hotel Royal Inca (aparência grotesca) é bom, mas, sempre tem um mas! A água não calientava! Putz, dirigir o dia todo, chegar no hotel e não ter água quente? Já desci chutando o pau! Bom, disseram que resolveriam em 15 minutos. Deu 20 e eu desci. Nada de água quente. Pediram mais 15. Aí não deu! Falei que ia embora (mas, pra onde?). Pedi desconto, falei grosso, etc...sempre com educação! Bom, como a região é perigosa depois das 22hs, falei que ia comer e voltaria para o banho. Ali perto (10 minutos) tem um grande supermercado com uma pequena praça de alimentação. Não há outro lugar para comer mais perto. Jantamos um ceviche e mais alguma coisa, andamos pelo supermercado para comprar algo pro café da manhã (no hotel tem, só íamos sair às 06:00) e saímos. Cheguei, tomei um banho quentinho e quando minha mulher foi tomar o dela. Não tinha mais água. Nem gelada! Aí desci de toalha e tudo! Dei o maior esporro e consegui um desconto de 10 dólares na diária.

Pediram mil desculpas e descobriram que era a bomba que não havia ligado. Banho tomado era hora de dormir. A grande vantagem deste hotel é que fica 3 km do aero e precisávamos deixar o carro lá! O vôo para Cusco era às 08:20. Foi a melhor decisão! Chegamos no aero, deixamos o carro na Hertz, pagamos e fomos embora.

Chegamos em Cusco às 09:40. Um táxi nos esperava. Os hotéis de Cusco tem esse privilégio. Na chegada eles te dão o transfer. Ficamos no Koyllur Hotel. Pagamos 50 dólares a diária. Um ótimo hotel com café excelente e ótima localização. Chá de coca à vontade e é bom tomar para minimizar os efeitos da altitude. Minha mulher pouco sente, mas, eu fiquei com dores de cabeça o tempo todo (no Atacama foi a mesma coisa) À noite aumentava, durante o dia diminuía. Uma dica! Fiquem em San Blás.

Bairro cheio de ruas estreitas, bons restaurantes, barzinhos e galerias. Do hotel a Plaza de Armas, são 5 minutos caminhando. Dica: compre o boleto turístico se for para o Vale Sagrado: Saqsaywaman,Qenqo, Puca Pucara, Tambomachay, Typón, Pikillacta,, Písac, Chinchero, Ruínas de Morai e Ollantaytambo. O boleto de dá entrada livre para todos estes lugares e mais alguns em Cusco. São 140 soles. Cada entrada individual em alguns destes citados custa 70 soles. Como nós ficaríamos 2 dias em Cusco e pegaríamos um carro para fazer o vale sagrado, Machupicchu e Choquequirão, compramos o boleto.

Cusco, é muito legal. Visitamos vários museus, comemos muito ceviche e alguns pratos da culinária cusqueña.

Wantan é um petisco maravilhoso!

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Imagens de Cusco.

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Uma dica: vá na Catedral de Cusco na hora da missa que a entrada é de graça. Começa às 06:00.

 

No dia seguinte fomos fazer parte do Vale Sagrado que dá pra ir à pé de Cusco. Pegue a calle Choquechaca e siga reto sentido Sapantiana. Pergunte ou pegue o mapa no seu hostal. Logo verá as escadarias para Saqsaywaman. Suba devagar e em um ritmo cadenciado (a altitude cobra). Logo vc chegará na entrada. Depois de conhecer bem este monumento arqueológico (não vou descrevê-lo), vá até a estrada de asfalto e peque um ônibus azul e branco. Ele te levará até Tambomachay. Esta dica é muito boa! Como é somente subida até Tambomachay, desça lá, conheça e depois, caminhando em descida pela mesma estrada de asfalto você conhecerá Puca Pucara e Qenqo. Desça mais um pouco e chegará novamente em Saqsaywaman. Daí é só voltar para Cusco à pé. A passagem de ônibus de Saqsaywaman para Tambomachay custa 1 sol.

 

Saqsaywaman.

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Qenqo.

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Puca Pucara.

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Tambomachay.

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Depois de 2 dias em Cusco, pegamos o carro na Europcar. Bom, já contei o que houve nesta locação. Locamos pela net direto da Europcar (280 dólares/8 dias). Em Cusco, fui na Hertz e outra empresa local. O preço era um absurdo. 65 dólares a diária. O negócio é que a Europcar em Cusco é franquia. Tentaram empurrar o seguro deles de 80 dólares. Bati o pé e como estava com todos os documentos impressos, inclusive o certificado da Claris, eles tiraram cópia de tudo e não paguei o seguro. Repito, se vc paga a locação com o Visa, ele te dá o seguro gratuito. Locamos um Yaris e ganhei um Corolla. Bem mais espaçoso, porém, o ar condicionado não estava funcionando. Na vistoria não dê moleza. Registre qualquer arranhão, descascado no pára-choque, tudo que você perceber. Tire até foto. Depois conto o porque! Como não iríamos rodar muito mesmo e não estava muito calor, tocamos.

Chegamos em Tipón depois de 24km em 40 minutos, sempre com o GPS do tablet. Na estrada há placas indicando o local. Há uma saída à esquerda. A via está asfaltada até a entrada do complexo. É uma baita subida cheia de curvas, mas, em 10 minutos vc chega. Vale a visita.

Tipón. Um conjunto de terraços agrícolas, largas escalas e canais de águas lavrados na pedra. Esta impressionante construção foi a mando do Inka Wiracocha. Formado por 12 terraços rodeados por muros de pedra perfeitamente polidas. Possuem várias caídas ornamentais de água, chegando a ser o mais perfeito sistema hidráulico conhecido feito pelos Incas.

Dá pra ficar rodando por Tipón um bom tempo.

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Voltamos para a estrada principal que é a Panamericana Sul (Sur). Seguimos mais 14 km em direção a Pikillacta. Mais ou menos 1 km antes de chegar aparece um bifurcação à esquerda. Não entre, pois lá vai para Písac. Siga reto que logo chegará em Pikillacta.

Se trata de um conjunto arqueológico pré-inca mais antigo que se assemelha a uma guarnição militar. Seu nome significa "cidade de las pulgas" .A cidade foi um dos centros administrativos Wari. Ali, centralizavam-se as atividades políticas, religiosas e econômicas. Atividades que vinculavam os Wari a seus aliados provinciais. Pikillacta consiste em um impressionante complexo arquitetônico, construído no auge da cultura Wari. Esta cultura desenvolveu-se 700 anos antes dos incas e destacou-se por sua arquitetura com traços ortogonais e características multicomponentes. Esta cidade apresenta desenho ortogonal, dividido por ruas e quadrantes. Seus muros chegaram a ter 12 metros de altura. O traçado geométrico era quase perfeito. Há dezenas de edifícios de barro e pedra de 3 andares. Como as paredes eram caiadas de gesso, a cidade era toda branca. Os ambientes, como aposentos residenciais, depósitos e altares, aparecem magistralmente setorizados. Por vezes, eram interligados por um complexo sistema de pátios, praças e corredores. Mais tarde, os incas instalaram dois imponentes portões – chamados Rumicolca – ali perto. A cidade tinha quase 2 km de extensão.

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Saímos de Pikillacta no sentido Cusco. Pegamos a estrada e entramos naquela bifurcação em direção a Písac. Depois de 36 km de estrada asfaltada muito boa e com paisagem linda, vc chega à Písac.

 

Paisagem na estrada para Písac.

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Entre na cidade, deixe o carro na praça e ande pela feira de artesanato (bem diferente de Lima e Cusco). Tem produtos muito legais. Beliscamos alguma coisa no bar de um hotel muito charmoso (quase ficamos lá). O hotel Písac Inn fica bem em frente a praça. Rodamos um pouco pelas ruas de Písac que tem lojinhas muito transadas!

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Bom, mas, queríamos mesmo era ir a uma outra cidadela Inca. O acesso a ela pode ser da praça mesmo, à pé, pela trilha que sobe morro acima serpenteando pelas construções desta cultura tão impressionante. O outro, e o melhor para nós por conta do escasso tempo, é de carro seguindo o GPS montanha cima. Da praça em direção ao Royal Inca Hotel, siga por quase 11 km e chegará na portaria do complexo arqueológico. Como chegamos tarde, não havia ninguém no controle, então, nem picotaram nosso boleto turístico.

 

Faltaram somente os andenes de baixo.

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Entramos e conhecemos quase todo o complexo.

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Porta do Sol.

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Saímos do complexo no escuro, pegamos a estrada rumo a Ollantaytambo. Ainda faltou conhecer as Ruínas de Morai, Chinchero e as Salinas. Fica para outra vez! Pensamos em dormir por aqui mesmo, mas, como são apenas 59 km até lá, tocamos! Além do que, queríamos conhecer a famosa cidadela Inka de Ollantaytambo antes de pegar o trem para o pueblo de Machupicchu (águas calientes). O trem estava marcado para às 15:30 do dia seguinte. Pena pegar esta estrada à noite. Deve ter uma paisagem belíssima! E o grande problema são os carros da mão contrária. Os peruanos não querem nem saber. Dirigem com o farol alto na sua cara e não abaixam. Pode dar farol direto que eles não estão nem aí! Bom. Passei a meter o farol alto na fuça de quem não abaixava. E quem estava na sua traseira, a mesma coisa. Farol alto. Passamos por alguns pueblos e cidades maiores como Calca e Urubamba. Chegamos em Ollantaytambo às 20:00hs. Cidade pequena, fomos direto para a Plaza de Armas. Deixamos o carro e fomos procurar uma pousada. Já tinha indicação de uma, mas, tem pra todos os gostos e bolsos. O Hostal Sauce é muito legal, mas, só tinha um quarto com duas camas e bem em cima (abaixo do telhado). Não dava pra ficar em pé. Sem chance. A recepcionista muito atenciosa, ligou para um hotel e nos disse que era um local muito bonito, com um belo jardim...etc. Nos deu o preço (50 dólares a diária) e lá fomos nós. Perto dali, fomos à pé!

 

Excelente o hostal Samanapaq! De hostal não tem nada! Parece uma daquelas pousadas de Búzios. Quarto grande, cama king excelente, um café quase colonial, banheiro grande com ótimo chuveiro e bancada de granito...e um imenso jardim ladeado por duas grandes montanhas naturais, onde você contempla as ruínas de uma parte da cidadela Inca. Na viagem foi a melhor pousada! E melhor! A proprietária tinha que ser de....São Paulo. Sim, Manela nasceu no Peru, mas, foi pra Sampa com 12 anos e por lá ficou. Voltou e comprou esta grande propriedade e montou a pousada. Ceramista de primeira linha, ela produz belíssimos objetos que estão à venda. Todos os utilitários da pousada foi ela quem fez. Domina a técnica com maestria. Conversamos bastante sobre os Incas, Sendero Luminoso, etc...

 

Ambientes do Hostal.

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Ela nos disse para tomar banho logo e nos indicou 2 restaurantes para jantar. Eles fecham cedo, por volta de 21:30, assim como toda a cidade. Depois das 22, tudo fechado. Lá fomos nós no Panaka Grill – na Plaza de Armas. Cozinha Peruana excelente!

 

Preço justo e comida elaborada. Pedi um Ají de Galinha (os peruanos adoram) e minha mulher Brocheta de Pollo em salsa al mani. De entrada um Wantan relleno de queso y guacamolle fresco. Comida maravilhosa! E para beber...una cerveza de coca.

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Cidade vazia, demos um rolezinho fomos dormir.

Dia seguinte fomos conhecer a cidadela Inca de Ollantaytambo. Dá para conhecer a cidadela durante a manhã e parte da tarde, porém, há muito mais para conhecer em Ollan. A montanha em frente também abriga parte da cidade antiga e a cidade onde vivem os moradores de Ollan é exatamente a mesma que abrigava os Inca há 600 anos. É a única cidade Inca ainda habitada.

 

Corte preciso!

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Ollantaytambo é a última resistência Inca ante a invasão espanhola por Pizarro. Cidadela notadamente militar, religiosa e agrícola, com seus templos, andenes, e muralhas, foi construída sobre as montanhas em um lugar estratégico para dominar o Vale Sagrado dos Incas, pelo grande governante Wiraquocha. Uma das obras de arte mais peculiares e surpreendentes que realizaram os antigos peruanos, especialmente o Templo do Sol e seus gigantescos monólitos. Algumas das rochas utilizadas na construção são somente encontradas a alguns quilômetros da cidade, o que revela o domínio de técnicas avançadas de transporte de rochas. As pedras eram trabalhadas antes de serem transportadas e nesse trabalho eles deixavam sulcos para facilitar o transporte, mediante amarração de cordas. É a única cidade da era Inca ainda habitada e um dos pontos de partida para Machupicchu.

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Bom, petiscamos uma empanada na Plaza de Aramas e fomos para o Hostal arrumarmos a mochila para pegar o trem em direção do pueblo de Machupicchu. Já havíamos comprado as passagens pela internet, pois isso é item obrigatório! Caso não o faça, corre-se o risco de não embarcar. 52 dólares por pessoa. São duas companhias e mesmo dono. Perurail e Inkarail. Monopólio total!!! Este preço é muito caro pelo serviço que oferecem.

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Bem, depois de 1:30 chegamos no pueblo. Já tínhamos reservado pela internet a pousada. Ficamos na Hatun Pachamama Inn. Pagamos 60 dolares. Achei caro pelo que oferecia, mas, tudo por lá é muito caro. Cafezinho: 8 soles. Deixamos as coisas e fomos comprar as passagens de ônibus para MP.

 

Jantamos no India Feliz.

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Recomendado pela pousada, um ótimo restaurante, com bela decoração e ótimos pratos. Foi o restaurante mais caro da viagem. Aliás, como falei aqui, tudo em Águas Calientes é muito caro. Fomos para o hotel dormir, já que tínhamos que acordar às 4:30, tomar um café e ir para a fila do ônibus. Queríamos ser um dos primeiros a entrar em MP. Inicialmente, tinha lido no mochileiros sobre subir a trilha de Águas Calientes até MP, e decidido a fazer isso! Mas, conversando com a Manela (hostal em Ollan) ela me convenceu a ir de ônibus, pois lá em MP eu ia andar bastante e esta subida de 1 a 1:30 seria desgastante. Decisão acertada! Chegamos no ponto dos ônibus às 05:00 e já tinha uma pequena fila. Entramos no terceiro ônibus e fomos subindo, subindo, subindo e encontrando gente subindo a pé, suando pra cacete, outros pedindo carona, outros sentados, e mais um monte parados e descansando. Essa trilha vai cortando a estrada no meio, mas, é muito ingrime o que exige muito esforço. Chegamos e fomos os décimos de 4 filas para entrar. Depois de uns 20 minutos os primeiros que subiram à pé chegaram extenuados e completamente ensopados. Entramos e logo nos dirigimos para a trilha da esquerda para fazer a foto clássica de MP. Não havia ninguém!

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Tiramos as fotos com o sol nascendo e aí começaram a chegar alguns poucos. Saímos em direção a trilha da ponte Inca. Chegamos lá e não havia ninguém, nem mesmo o vigia. Bom, o acesso a ponte está fechado com uma espécie de cerca. Perco o juízo, mas, não perco a foto. Pulei, fui até lá e minha mulher fotografou.

 

Ponte Inca.

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Saí do local rápido, pois alguns incautos já estavam se aproximando. Como havíamos comprado o Huaynapiccho para às 07/08hs, entramos na cidadela, conhecendo um pouco e logo fomos para a trilha. A subida é punk, mas, chegamos bem. A vista de MP lá de cima é sensacional! Foi bom ter comprado para este horário, pois às 10:00 uma cerração entrou forte e cobriu tudo.

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Descansamos um pouco lá no alto de HP e descemos por outra trilha para a Gran-caverna.

 

A vegetação vai mudando na descida e logo me senti em casa. Era Mata Atlântica! Depois de 1 h descendo, chegamos na Gran Caverna, que na verdade é o Templo da Lua como sugerem alguns arqueólogos peruanos. Alguns acreditam que tenha sido um maosoléu de algum funcionário importante ou um sacerdote, por conta da elaborada construção e polimentos das rochas. Outros acreditam que seja uma Huaca, um lugar sagrado. As pedras utilizadas em algumas estruturas são granito. E 1 m³ de granito pesa 4 toneladas!

 

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Ficamos um bom tempo observando aquela construção magnífica e toda mata em volta!

 

Detalhe dos encaixes!

 

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Um grande grupo somente de mulheres americanas. Muito legal!

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Bom, tínhamos que voltar. A trilha para a volta não é a mesma de descida. Ela toda dá a volta na montanha de HP. Foram duas horas subindo, subindo, subindo até chegar a uma bifurcação que dá na trilha para MP. Chegamos a MP com um sol inclemente já por volta das 14:30hs. Hora ideal para explorar a cidade. Quase todos os turistas foram embora para o almoço e ela está quase vazia. Pegamos a borda de alguns grupos com guia em espanhol e fomos aprendendo um pouco mais sobre a cidade. Hora boa para fotos, o sol já ia descendo.

A decisão de subir de ônibus foi a mais acertada. Ficamos 10 horas andando em MP + HP + Gran Caverna + alguma coisa...Saímos cansados, mas, extremamente felizes e compramos a passagem de ônibus de volta, pois teríamos que pegar o trem às 18:30 para Ollantaytambo.

Passamos no hotel para pegarmos a mochila guardada, tomamos um belo banho, cortesia do dono do hotel, e saímos para pegar o trem. Chegamos em Ollan às 20:00 e direto ao restaurante reservar nosso jantar. Deixamos as mochilas na pousada e fomos jantar.

Noutro dia uma outra aventura nos aguardava!

 

Choquequirão.

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CHOQUEQUIRAO

 

Já havíamos decidido que queríamos fazer este trekking e planejamos tudo. Saímos de carro em direção a Urubamba. Paramos na cidade para fazermos as compras para o trekking de Choquequirao. Não há um mercado grande, porém, é suficiente para o básico. De lá sai uma outra estrada para Cusco, porém, com auxilio do GPS, logo após alguns kilometros, pegamos um trecho de estrada de terra que passa por uma laguna de nome Huaypo. Esta estrada corta um bom caminho e chega na cidade de Anta. Daí basta entrar a direita na carretera e seguir em direção a San Pedro Cachora. De Ollan até Cachora são 186 km em quase 3 hs. A estrada de asfalto é muito boa, mas, há vários trechos com curvas muito fechadas e duas subidas e descidas muito longas, daí um percurso de 186 km em 3 hs. Em trechos retos dá pra andar a 120km tranquilamente, mas, são poucos. Logo depois da entrada para o Complexo Arqueológico de Saywite à sua esquerda, aparecerá do lado direito uma placa “Complexo Arqueológico de Choquequirao” - San Pedro Cachora. Entre nesta estrada de terra e siga por ela uns 17 km. Logo chegará em Cachora. Já tínhamos pesquisado e reservado a pousada Casa de Salkantay - http://WWW.salcantay.com , bem como todo equipamento necessário para fazer esta travessia. Jan, um holandês, casado com Yovana, peruana, montaram esta excelente e aconchegante pousada em Cachora. Além de hospedarem muito bem, eles cuidam de toda a logística (mulas e arriero para a trilha, barracas, sacos de dormir, isolantes infláveis, panelas, fogareiro, gás, etc...) Eles tem tudo! E a pousada fica de frente para o vale e o nevado Padreyoc. Pagamos 120 soles pela diária com desayuno e 180 dolares pela mula e arriero dos dois lados do rio Apurimac. Acabamos pagando 120 dolares pela mula e arriero. Depois conto o porquê! A Yovana é quem cuida de tudo! Tomamos nosso banho e Yovana nos preparou um belo jantar à 12 soles por pessoa. Na pousada havia um casal de franceses que iam fazer sozinhos, sem guia, Choquequirao/Machupicchu. 7 à 8 dias caminhando. Preparados e com alimentação lofilizada eles estavam otimistas (depois vi no Google erth que essa trilha é bem demarcada). Fiquei com coceira!

 

Nevado Padreyoc.

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Pousada Casa de Salkantay e seu jardim florido.

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Plaza de Armas em San Pedro Cachora.

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Peguei uma dica muito boa antes da viagem! De San Pedro Cachora onde começa a trilha de 32 km até Choquequirao, há um trecho de 9,5 km onde o carro passa tranqüilo e você chega no mirante Capulyoc. No planejamento, deixamos 4 dias para a trilha (que é o que normalmente as pessoas fazem), mas, como tínhamos o carro, pensei que pudesse fazer em 3 deixando-o no Capulyoc. A Yovana duvidou que chegaríamos em Marampata (último acampamento) no primeiro dia, pois a trilha é muito pesada. Eu disse que poderia ser. São somente 22km?. Bom, não sei se sabem, mas, a ponte que liga as duas margens do Apurimac foi levada pelas águas tempos atrás. Hoje se atravessa em uma cesta de metal sobre um cabo de aço. Esta cesta é puxada no braço por uma corda de uma margem a outra. Como a mula não sobe na cesta, é necessário uma outra mula do outro lado do rio. A Yovana, nos disse que as mulas do lado de lá estão muito cansadas. Já fiquei meio preocupado! Com a ponte, não haveria problema. Somente uma mula era necessária. Bom, acordamos cedo tomamos o café, colocamos as coisas no carro e lá fomos nós para o Capulyoc. A mula com o arriero Hugo (gente boníssima) já havia saído às 06:30 para nos encontrar por lá. Chegamos em Capulyoc às 08:00 em 15 minutos de carro.

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Deixamos o carro no mirante onde há um pequeno comércio e carregamos a mula. Fazer esta trilha sem peso é muito mais prazeroso. Na mochila de ataque apenas barras de cereal e frutas secas. Dali em diante, só à pé. Iniciamos às 08:20. Capulyoc está à 2.900 msnm e o rio Apurimac à 1.550 msnm, portanto um desnível de quase 1.400m. A paisagem é fantástica e a pirambeira é incrível. Vc não vê a trilha, somente aquele zig-zag infernal descendo! E do outro lado, o zig-zag infernal subindo! O primeiro acampamento é Cocamassana. No folder este trecho indica 2:00h e nós fizemos em 1:20h. Muito bom para que quer chegar em Marampata. Não há ponto de água. Sem peso a caminhada é muito mais prazeirosa.

 

De Cocamassana até o outro acampamento, o Chiquisca no folder diz 1:15h e nós fizemos em 45 minutos. Há 1 ponto de água. Dali já olhávamos o terrível zig-zag que teríamos que subir até Santa Rosa e depois mais uns zig-zags até Marampata. Acho que a Yovana tinha razão!

 

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Olha o Zig Zag que nos espera!

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Playa Rosalina.

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Na cesta atravessando o Apurimac.

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Olha o zig zag que descemos.

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De Chiquisca até Playa Rosalina (margem do rio Apurimac) no folder diz 1h e nós fizemos em 35 minutos. Sem ponto de água. Playa Rosalina é o lugar mais estruturado para dormir! Há várias casas de alvenaria. Chegamos e nossa mula e arriero já estavam por lá. Com as paradas para fotos e pegar água, chegamos no Apurimac às 11:30h. Segundo o Hugo, foi um bom ritmo. Bem, o Hugo levou nossas traquitanas para o outro lado do rio e foi conversar com os arrieros do outro lado. Nos disse que tinha conseguido a mula com a dona Nicolasa. Ela tinha acabado de chegar com uma entrega. Como ela mora em Marampata, estava tudo certo. O Hugo nos disse para atravessar o rio e ir subindo, pois a mula chegaria em Marampata por volta de 17:00h. Subimos na cesta e vamos que vamos! Fomos sentados e um peruano foi puxando a corda...e a cesta indo pro outro lado...e foi até que chegou! Atravessamos e seguimos, agora subindo até o outro acampamento de nome Santa Rosa. Este acampamento tem um pequeno comércio que vende bebidas e serve almoço. A maioria dorme aqui, pois a trilha em subida é punk! Ainda mais debaixo do Sol.

O folder diz 2:00h em 3 km e nós fizemos 1:45h. Sem água no trecho. Ali estava um grupo de 3 peruanos de Lima. Um com a camisa da CBF. Gente fina, ficamos conversando por 1 hora. Eles adoram os brasileiros! Eles estavam somente com sacos de dormir. Tomavam café, almoçavam e jantavam nos comércios dos acampamentos. Colocavam os sacos de dormir sobre os bancos de bambu e dormiam. É uma maneira de fazer a trilha, sem peso e sem mula.

 

 

Olha outro zig-zag que descemos!

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Acampamento Santa Rosa.

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Deixamos Santa Rosa às 15:00, pois o folder nos dizia que até Marampata seriam 1:30h de caminhada. Desta vez o folder errou feio. Passamos por outro acampamento que é Santa Rosa Alta e chegamos em Marampata às 17:30h. Foram mais 2:30h de subida em zig-zag infernal! Há 2 pontos de água neste trecho.

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Chegada em Marampata.

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Zig zag na descida logo após o mirante Capulyoc!

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Chegando no pueblo, sentamos em um banco de madeira junto com um casal de ingleses e uma senhora escocesa, juntos com seu guia. Nós e eles esperando as mulas chegarem. Deu 18:00h, nada! Deu 18:30 nada! Já com frio, cansado e com fome, fui pedir a uma senhora para nos fazer uma comida. O guia também pediu comida para seus clientes. Nos instalamos na “cozinha de 2,5 x 2,5” desta senhora! Os ingleses morrendo de frio ficaram ao lado do fogão a lenha. Nós ficamos sentados em um banco ao lado da mesa. No chão de barro batido, havia dezenas de porquinhos da índia (é o tal Cuy que eles apreciam). E eles ficavam cruzando com nossas pernas o tempo todo. A inglesa estava apavorada! Bom, jantar pronto, eles se sentaram! O prato! Arroz, 1 ovo frito e duas rodelas de tomate. Rapaz, era tudo que nós queríamos. Devoramos. A inglesa só comeu o ovo! Bem, deu 19:00, 20:00, 20:30h e nada das mulas chegarem. O guia dos estrangeiros estava apavorado, pois ele era responsável pela mula deles. Eu estava tranqüilo. Sei que ela chegaria, pois mora no pueblo.

O problema é que estávamos com frio e cansados. Bom, falei com a senhora que nos fez o jantar e pedi um lugar para dormirmos. Ela nos deu uma casa ao lado da dela. Na casa de 1 cômodo, somente o chão de barro batido, uma mesa e um banco! Tá ótimo! Ela nos deu um plástico, várias mantas e uma pele de cabrito. Coloquei o plástico por baixo, enrolei a pele de cabrito como travesseiro e joguei as mantas. Só tiramos as botas! Lá pelas 22:30h batem na porta! Era a mula. Chegou! Peguei nossas coisas, coloquei no quarto e voltei pra “cama”. Só inflamos o isolante pra dormir mais confortável e pimba! Caímos no sono!

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Os ingleses dormiram em outro lugar. Noutro dia não os vimos. Acho que voltaram!

Acordamos às 06:00, fizemos nosso ótimo café/leite com pão, manteiga, queijo curado, bolo, fruta, cereal, geléia, torradas, chá...maravilha!

 

Nossa casa em Marampata!

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Nem abrimos a barraca. Ficamos na casa mesmo. A senhora nos cobrou 12 soles a refeição para 2 e a casa 20 soles por duas noites. Mais 2 soles para o banho no segundo dia. Com os isolantes infláveis e os sacos de dormir, foi uma maravilha a segunda noite.

Depois do ótimo café, seguimos para Choquequirao. Deixamos as coisas na casa, trancamos a porta com cadeado (nunca se sabe) e seguimos a trilha por mais 1:45h. Meia hora antes de Choquequirao ainda há outro acampamento, mais precário, que dá pra ficar. A melhor opção mesmo é Marampata. Passamos na bilheteria, sim, há uma bilheteria depois de tudo isso, e pagamos 38 soles por pessoa. Neste dia apenas 9 pessoas estiveram em Choquequirao. Enquanto Machupicchu recebe 2.500 pessoas por dia, aqui chegam apenas uma média de 10 pessoas por dia. Somente ha 10 anos as pessoas começaram a ir à Choquequirao, pois o Sendero Luminoso dominava esta região, utilizando também esta trilha para se deslocar. Quem se atreveria a ir até lá? Com o fim do Sendero, grupos começaram a visitar a cidadela Inca.

Logo você tem acesso a cidadela Inca, na minha modesta opinião, mais importante de todas.

 

Choquequirao é a última cidade do império Inca. Construída durante o governo de Pachacutec Inca e de Tupac Yapanqui Inca, e provavelmente depois da invasão espanhola em 1532. Por quase 40 anos os Incas mantiveram resistência frente aos espanhóis (entre 1536 e 1572). A construção em diferentes níveis dos templos, palácios, canais e aquedutos são fantásticos. Um guia peruano disse uma vez: "Choquequirao é a cidade que demonstra a inspiração de uma elite Inca. Uma cidade que se dedicou ao culto dos deuses montanheses, dos rios e dos elementos da natureza".

Choquequirao caiu finalmente e foi abandonada. Isto provavelmente aconteceu depois da execução do último Inca, Túpac Amaru, em 1572. A cidade foi incendiada, os tetos de gesso e as paredes se carbonizaram e desapareceram na maior parte. O lado oriental do complexo tem revelado 110 terrazas com casas e andenes. O lado ocidental ainda oculta 170 terrazas, casas e andenes cobertas pela mata a espera dos aventureiros. É a maior cidade Inca da América descoberta até hoje e cinco vezes maior que Machupicchu. A cidade está dividida em 9 setores e suas construções de pedras se agrupam em pequenos bairros. Entorno na praça principal se encontram o maior de seus templos e casas dos seus governantes. As investigações sustentam que o complexo foi um importante centro religioso, político e econômico entre a costa, a serra e a selva. Os seus palácios e templos de dois níveis são admiráveis, bem como os sistemas de fontes, aquedutos, e as andenerias “trapizadas” de profusa vegetação.

 

 

Boleto de Choquequirao.

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Caranguejeira na trilha!

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Execução do último Inca, Túpac Amaru, em 1572.

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Qual a finalidade deste objeto?

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Palácio de 2 andares.

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Choquequirao, “Cuna de Oro” ainda está por revelar-se!

 

Apenas 25% está descoberta pela mata e ainda faltam prospectar e limpar as áreas correspondentes aos outros 75%. Ela é realmente imensa! Em 1 dia não dá pra conhecê-la toda. Os andenes de Lhama são únicos! Não há em nenhuma cidade Inca, Lhamas decorando os andenes. Um dia será tão importante quanto Machupicchu.

Andando pela cidade você ainda encontra os vários utensílios utilizados pelos Incas.

 

Pilão de moer maiz (milho)?

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Que objeto é este?

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Há vários objetos polidos, largados no solo. Fico imaginando quantos deles não foram roubados daqui! É necessário a retirada destes objetos do solo para posterior guarda! Eles estão vulneráveis! As autoridades peruanas devem tomar providências!

 

Qual a finalidade deste objeto?

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Ainda...Choquequirao.

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Amigos peruanos nos andenes de Lhama.

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Choquequirao é a única cidade Inca com andenes de Lhama.

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Marampata visto da trilha para Choquequirao.

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Bom, após este dia imensamente prazeroso, voltamos ao nosso pueblo. Chegamos às 17:00hs, tomamos um bom banho e fizemos nosso jantar no lado de fora, de frente para o cânion do Apurimac. Jantar com visual! Uma bela massa com molho vermelho e atum. Depois, pêssego em calda com leite condensado! Um chá de coca pra aquecer, olhando para o céu cravado de estrelas. Logo a cerração entrou e fomos dormir, pois “temprano” (6:00) a dona Nicolasa ia pegar nossas traquitanas para colocar na mula. Acordamos às 6:00, tomamos aquele belo café sossegados e arrumamos as traquitanas. Deixamos as coisas na porta de nossa “casa” e começamos a descer. Chegamos cedo no rio Apurimac. Não havia um peruano por lá. Do outro lado, no acampamento, havia um. Chamei-o para ajudar a puxar. Ele fez um sinal! “Se vira me chapa”. Eu pensei...vai ser @#$%%¨. Minha mulher subiu e la fui eu, em pé puxando a corda.

O cabo de aço faz “uma barriga”. A cesta quando sai é uma maravilha, mas, quando vai chegando ela sobe. Já estava no meio limite de forças e ainda faltavam alguns metros. Fiz uma força do cacete e quando a cesta estava chegando na base, minha mulher pulou e a segurou. Só deu tempo de ajudá-la e arreei no chão. Meus braços nunca doeram tanto! Xinguei o peruano de todos os nomes em português. Bom, seguimos agora subindo. Depois de Chiquisca, encontramos nosso arriero descendo com a mula para pegar nossas coisas. Achei que íamos chegar primeiro em Capulyoc, mas, para minha surpresa, logo ele nos alcançou já com todas as nossas traquitanas. Ele disparou e nos encontrou no carro. Chegamos em Capulyoc às 16:30h.

 

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Colocamos as coisas no carro e fomos para a Casa de Salkantay. Yovana nos esperava junto com Jan, seu marido. Disse a ela – ganhei a aposta, fizemos Choquequirao em 3 dias – Ela não acreditava que chegaríamos em Marampata no primeiro dia. Bom, pedimos um bom desconto por conta da mula que chegou às 22:00h e todo o transtorno causado. Claro que ela nos deu! E ainda retirou a locação da barraca que não usamos e uma diária a menos dos equipos. Porque a mula chegou às 22:00h? A sra. Nicolasa ficou esperando uma placa solar para levar lá pra cima, ou seja, ela não cumpriu o combinado! Disse para nós que chegaria às 17:00hs, mas, esperou a placa solar chegar. Total irresponsabilidade para com o turista.

As placas solares para gerar energia serão instaladas não para banho quente e luz. Banho quente não é prioridade para eles. Televisão e iluminação sim! Iluminação é primordial, mas, TV? Bom, quem quiser ir para Choquequirao via trekking, vá rápido, pois com as placas solares o encanto dos pueblos se quebrará. Acho até que já foram colocadas. Vi um peruano sofrendo e carregando uma placa nas costas, subindo a trilha! Quando instalarem o teleférico, será o fim! E todo o dinheiro já foi liberado para a obra. O problema é que San Pedro Cachora pertence a Abancay que liberou a área para a construção, mas, o outro lado do rio Apurimac, onde fica Choquequirao pertence a Cusco e Cusco não quer liberar sua área. Porque? Eles já tem Machupicchu. Enquanto a briga rola é hora de ir pra Choquequirao. Ah...e a ponte nova ficará pronta em dezembro (neste mês)!!! Então, se apressem!!!!

 

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Bem, jantamos em um pequeno restaurante em San Pedro Cachora, de uma amiga de Yovana (que nos levou até lá), demos uma voltinha na cidade, na Plaza de Armas e voltamos para dormir. Acordamos, tomamos um belo café na pousada e rumamos para Cusco. Logo no começo da estrada de asfalto em direção a Cusco, vale entrar mais 2 km à direita para ir no complexo arqueológico Saiwyte. A pedra de Saiwyte é uma maquete Inca. Com 11 metros de circunferência, 4 de diâmetro e 2,5 de altura, esta pedra foi esculpida de sua metade para cima. Nela há andenes, escadas, casas, vários animais, canais de água...etc. Os historiadores acreditam que esta pedra era utilizada pelos incas para estudar a hidrologia e a dinâmica das águas durante uma chuva. Nos arredores você observa algumas construções Incas que pertencem ao complexo.

 

Pedra de Saiwyte.

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Bom, saímos de lá e chegamos em Cusco às 14:00. Já que chegamos cedo, vamos levar o carro na locadora, pois o acordado era às 19:00. Chegando lá, a funcionária que havia nos atendido pegou a prancheta e foi verificando tudo com olhos de águia, passando a mão em qualquer coisa pra saber se era risco ou sujeira. Só faltou uma lupa! Na hora de entregar o carro ela não foi nem metade disso. Olhou o pára-choque que tinha velhos trincados e telefonou para o proprietário, o mesmo que nos queria cobrar o seguro. Depois da conversa ela me disse que o carro foi batido e que ele cobraria 50 soles. Aí eu fiquei bravo! Falei pra ela que não havíamos batido e que aquilo era antigo. As trincas estavam até amareladas. E nós não batemos em nada! Bom, logo conclui que eles estavam querendo morder alguma coisa, por conta do seguro que não conseguiram cobrar. Deixamos o carro lá e ficamos de voltar às 19:00 no fechamento da loja, quando o dono estaria lá.

Ele chegou, pegou uma lanterna viu as trincas e disse que o carro foi batido. Eu falei que não.

Ele disse que alguém bateu. Eu disse que não. Era evidente que as pequenas trincas (2 cm) eram antigas e 50 soles não iriam resolver o reparo. Bom, já estava irritado e aquilo não ia estragar nosso jantar. Quando resolvi encerrar a discussão e falei que ia pagar, peguei o dinheiro e lhe entreguei. Ele se recusou. Aí eu disse - porque? Ele falou – eu acredito em você! Deu vontade de mandar tomar. Fez um puta escarcéu e depois afinou.

 

Bom, saímos para jantar e finalmente, em homenagem aos porquinhos da índia debaixo da mesa, comi um Cuy (porquinho da índia) com pisco sour.

 

Olha o Cuy!

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Cuy é um porquinho da índia, muito apreciado pelos cusqueños. É um prato típico da região. Gosto de carne de porco mesmo e vem pururucado.

Jantar maravilhoso, demos mais uma voltinha por Cusco e fomos dormir, pois o vôo de Cusco/Lima era cedo e chegando em Lima, o embarque era imediato para São Paulo.

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