PREPARANDO A VIAGEM. CHEGADA A GUANAJUATO E VISITA AO CRISTO DO CUBILETE
Em 2013 resolvi fazer uma viagem ao coração geográfico do México: o estado de Guanajuato. Faz tempo tinha vontade de conhecer as cidades coloniais desse estado e quando tive chance decidi ir. A data escolhida foi o feriado da Independência, ótima escolha, pois nesse estado foi onde começou a luta pela Independência.
Originalmente pensava ir sozinho, mas uma amiga de Tabasco chamada Juani decidiu ir comigo O plano era visitar as três cidades históricas: Guanajuato, San Miguel de Allende e Dolores Hidalgo, e passar a noite do 15 de setembro em Dolores, cidade onde começou a luta da Independência. Nesses dias eu estive trabalhando fora da Cidade do México, então não tive tempo para organizar um roteiro, e fomos com a Idea de visitar os locais mais importantes de cada cidade.
Depois de meses de espera, chegou o dia 13 de setembro. Essa semana trabalhei no norte do país, mas voltava cedo à Cidade do México. Cheguei ao aeroporto e esperei duas horas, pois Juani chegaria depois. Assim que chegou pegamos um táxi para a minha casa (na verdade dos meus pais, ) e fomos jantar com a minha família, pois o dia 14 seria o aniversário da minha mãe. Depois de jantar e conviver voltamos a casa e dormimos cedo, pois tínhamos que acordar cedo para ir à rodoviária.
O sábado 14 acordamos cedo e um tio meu nos levou para a rodoviária. Na Cidade do México tem 4 rodoviárias principais (Norte, Poniente, Sul e TAPO). O ônibus saia da rodoviária Norte, pois Guanajuato fica ao norte da cidade. Compramos as passagens na linha Primera Plus ($485) e saímos às 8h45. Estes ônibus são confortáveis, dão um lanche e às vezes tem internet. O ônibus fez 5 horas, pois havia engarrafamentos em alguns trechos da rodovia México-Querétaro. Antes de chegar, vimos o morro onde fica o Cristo do Cubilete, muito parecido ao Cristo do Corcovado.
Assim que chegamos a Guanajuato vimos que havia uma loja onde ofereciam pacotes turísticos. Mesmo que gostamos mais de fazer tudo de conta própria, depois de muito pensar e vendo que não organizamos plano nenhum, decidimos comprar alguns. Os tours que compramos foram:
- Cerro del Cubilete na tarde, $120
- Callejoneada, $120
- City tour (arredores), $120
- Tour Dolores Hidalgo - Atotonilco - San Miguel de Allende, $260
Depois disso tiramos algumas fotos na rodoviária e decidimos pegar táxi para o centro ($60). O táxi foi pela avenida Diego Rivera, onde pudemos ver as paisagens montanhosas da cidade e os inumeráveis túneis que a cidade tem.
Nós ficamos em hósteis diferentes, ela foi ao seu (mais próximo ao Centro) e eu fui ao meu. Íamos nos ver em frente do hostel onde ela ia ficar às 16h30. Eu fui ao hostel onde ficaria (Al Son de los Santos), mas houve um problema com a reserva e só tinha vaga para um dia. Deram-me a opção de trocar de hostel, e aceitei. O atendente me levou ao hostel La Casa de Dante, perto do outro. O que não me disseram é que tinha que subir 158 passos numas escadas bem complicadas, sentia que o coração ia sair do corpo.
Quando cheguei ao hostel o atendente me deu um copo de água para recuperar o hálito, pois estava bem cansado. Depois de fazer o check-in ($500 duas noites), deixei a mala no locker, tomei banho e estava pronto para ir com Juani. Devo dizer que desde o hostel se têm vistas maravilhosas da cidade.
Cheguei com Juani e um ônibus chegou por nós, e segundo ia avançando iam subindo mais pessoas que fizeram o tour conosco. O destino era o Cristo do Cubilete, um morro que no topo tem uma capela e um Cristo, muito parecido ao Cristo do Corcovado. Este Cristo foi construído antes do Cristo do Corcovado, mas foi destruído e restaurado quatro vezes. O trajeto foi de uma hora mais ou menos.
Finalmente estávamos no topo do Morro do Cubilete, a 2.700 msnm. O vento era muito forte e frio. Desde aí se tinha uma vista impressionante do Bajío, nome com o qual é conhecida essa região. Podia se ver as cidades de León, Silao, Guanajuato e Irapuato. Também entramos à capela que está baixo o Cristo, e tiramos fotos. O Cristo foi restaurado em 2012, pois foi nesse local onde o papa Bento XVI deu missa quando veio ao México em março de 2013.
Logo da visita comemos na estrada Buffet de comida mexicana caseira ($40) y fomos levados a uma oficina de artesanatos. Às 8 da noite chegamos de novo a Guanajuato e decidimos esperar na Praça do Músico para fazer a “Callejoneada”.
A “callejoneada” é um passeo que se faz pelas ruas e becos da cidade, dirigidos por uma estudiantina, no trajeto vão contando histórias, piadas, cantando, dançando, uma experiência linda. A “callejoneada” começou na Praça do Músico e continuou pelas ruas e becos perto da Alhóndiga de Granaditas. Logo ficamos em umas escadas e começaram cantar e contar piadas, afinal todos estávamos contentes e falando besteira, kkkkk.
Deram-nos um presente (um copo com forma de rã, que tem muita relação com a cidade) e começamos caminhar por várias ruas da cidade, contando mais piadas, cantando e dançando (“Cucu, Cucu, cantaba la rana”). Também nos contaram algumas lendas como a lenda da “Chorona” e a lenda do Beco do Beijo. Nesse momento começou chover, mas a galera ficou curtindo o passeio. O passeio acabou no Beco do Beijo, mas nós fomos embora. Se diz que se uma pessoa não faz a “callejoneada” é como se não tivesse ido a Guanajuato.
Como queríamos voltar aos hósteis para descansar, começamos caminhar pelas ruas, sem rumo, encontrando casas muitos lindas, becos fantásticos, igrejas lindas e monumentos e fontes bem lindos. Esse é o encanto de Guanajuato, se perder pelas ruas e túneis, e caminhar sem rumo. Era noite, mas havia muitas pessoas na rua e muitos policiais. Sem dúvida uma cidade segura.
Ela chegou primeiro ao hostel e logo eu, mas tinha que subir os 158 passos de novo. Cheguei ao hostel e logo de recuperar o hálito, fui dormir, pois estava cansado do passeio que fizemos.
PREPARANDO A VIAGEM. CHEGADA A GUANAJUATO E VISITA AO CRISTO DO CUBILETE
Em 2013 resolvi fazer uma viagem ao coração geográfico do México: o estado de Guanajuato. Faz tempo tinha vontade de conhecer as cidades coloniais desse estado e quando tive chance decidi ir. A data escolhida foi o feriado da Independência, ótima escolha, pois nesse estado foi onde começou a luta pela Independência.
Originalmente pensava ir sozinho, mas uma amiga de Tabasco chamada Juani decidiu ir comigo
O plano era visitar as três cidades históricas: Guanajuato, San Miguel de Allende e Dolores Hidalgo, e passar a noite do 15 de setembro em Dolores, cidade onde começou a luta da Independência. Nesses dias eu estive trabalhando fora da Cidade do México, então não tive tempo para organizar um roteiro, e fomos com a Idea de visitar os locais mais importantes de cada cidade.
Depois de meses de espera, chegou o dia 13 de setembro. Essa semana trabalhei no norte do país, mas voltava cedo à Cidade do México. Cheguei ao aeroporto e esperei duas horas, pois Juani chegaria depois. Assim que chegou pegamos um táxi para a minha casa (na verdade dos meus pais,
) e fomos jantar com a minha família, pois o dia 14 seria o aniversário da minha mãe. Depois de jantar e conviver voltamos a casa e dormimos cedo, pois tínhamos que acordar cedo para ir à rodoviária.
O sábado 14 acordamos cedo e um tio meu nos levou para a rodoviária. Na Cidade do México tem 4 rodoviárias principais (Norte, Poniente, Sul e TAPO). O ônibus saia da rodoviária Norte, pois Guanajuato fica ao norte da cidade. Compramos as passagens na linha Primera Plus ($485) e saímos às 8h45. Estes ônibus são confortáveis, dão um lanche e às vezes tem internet. O ônibus fez 5 horas, pois havia engarrafamentos em alguns trechos da rodovia México-Querétaro. Antes de chegar, vimos o morro onde fica o Cristo do Cubilete, muito parecido ao Cristo do Corcovado.
Assim que chegamos a Guanajuato vimos que havia uma loja onde ofereciam pacotes turísticos. Mesmo que gostamos mais de fazer tudo de conta própria, depois de muito pensar e vendo que não organizamos plano nenhum, decidimos comprar alguns. Os tours que compramos foram:
- Cerro del Cubilete na tarde, $120
- Callejoneada, $120
- City tour (arredores), $120
- Tour Dolores Hidalgo - Atotonilco - San Miguel de Allende, $260
Depois disso tiramos algumas fotos na rodoviária e decidimos pegar táxi para o centro ($60). O táxi foi pela avenida Diego Rivera, onde pudemos ver as paisagens montanhosas da cidade e os inumeráveis túneis que a cidade tem.
Nós ficamos em hósteis diferentes, ela foi ao seu (mais próximo ao Centro) e eu fui ao meu. Íamos nos ver em frente do hostel onde ela ia ficar às 16h30. Eu fui ao hostel onde ficaria (Al Son de los Santos), mas houve um problema com a reserva e só tinha vaga para um dia. Deram-me a opção de trocar de hostel, e aceitei. O atendente me levou ao hostel La Casa de Dante, perto do outro. O que não me disseram é que tinha que subir 158 passos numas escadas bem complicadas, sentia que o coração ia sair do corpo.
Quando cheguei ao hostel o atendente me deu um copo de água para recuperar o hálito, pois estava bem cansado. Depois de fazer o check-in ($500 duas noites), deixei a mala no locker, tomei banho e estava pronto para ir com Juani. Devo dizer que desde o hostel se têm vistas maravilhosas da cidade.
Cheguei com Juani e um ônibus chegou por nós, e segundo ia avançando iam subindo mais pessoas que fizeram o tour conosco. O destino era o Cristo do Cubilete, um morro que no topo tem uma capela e um Cristo, muito parecido ao Cristo do Corcovado. Este Cristo foi construído antes do Cristo do Corcovado, mas foi destruído e restaurado quatro vezes. O trajeto foi de uma hora mais ou menos.
Finalmente estávamos no topo do Morro do Cubilete, a 2.700 msnm. O vento era muito forte e frio. Desde aí se tinha uma vista impressionante do Bajío, nome com o qual é conhecida essa região. Podia se ver as cidades de León, Silao, Guanajuato e Irapuato. Também entramos à capela que está baixo o Cristo, e tiramos fotos. O Cristo foi restaurado em 2012, pois foi nesse local onde o papa Bento XVI deu missa quando veio ao México em março de 2013.
Logo da visita comemos na estrada Buffet de comida mexicana caseira ($40) y fomos levados a uma oficina de artesanatos. Às 8 da noite chegamos de novo a Guanajuato e decidimos esperar na Praça do Músico para fazer a “Callejoneada”.
A “callejoneada” é um passeo que se faz pelas ruas e becos da cidade, dirigidos por uma estudiantina, no trajeto vão contando histórias, piadas, cantando, dançando, uma experiência linda. A “callejoneada” começou na Praça do Músico e continuou pelas ruas e becos perto da Alhóndiga de Granaditas. Logo ficamos em umas escadas e começaram cantar e contar piadas, afinal todos estávamos contentes e falando besteira, kkkkk.
Deram-nos um presente (um copo com forma de rã, que tem muita relação com a cidade) e começamos caminhar por várias ruas da cidade, contando mais piadas, cantando e dançando (“Cucu, Cucu, cantaba la rana”). Também nos contaram algumas lendas como a lenda da “Chorona” e a lenda do Beco do Beijo. Nesse momento começou chover, mas a galera ficou curtindo o passeio. O passeio acabou no Beco do Beijo, mas nós fomos embora. Se diz que se uma pessoa não faz a “callejoneada” é como se não tivesse ido a Guanajuato.
Como queríamos voltar aos hósteis para descansar, começamos caminhar pelas ruas, sem rumo, encontrando casas muitos lindas, becos fantásticos, igrejas lindas e monumentos e fontes bem lindos. Esse é o encanto de Guanajuato, se perder pelas ruas e túneis, e caminhar sem rumo. Era noite, mas havia muitas pessoas na rua e muitos policiais. Sem dúvida uma cidade segura.
Ela chegou primeiro ao hostel e logo eu, mas tinha que subir os 158 passos de novo. Cheguei ao hostel e logo de recuperar o hálito, fui dormir, pois estava cansado do passeio que fizemos.
Bem-vindos a Guanajuato
Cristo do Cubilete
Com Juani frente ao Cristo.
"Callejoneada" ao lado da Alhóndiga de Granaditas
"Callejoneada" na Praça Reforma
Editado por Visitante