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reginafelix

Tailândia sozinha - 25 dias - fev 2012

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Olá!

 

Para organizar essa e outras viagens sempre utilizo o mochileiros, e agora chegou a vez de contribuir também. Espero que seja bastante útil e ajude algumas pessoas a se organizar também.

Eu tinha férias de 30 dias, por isso, contando os dias de ida e volta, montei um roteiro para 25 dias completos só na Tailândia:

 

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Fiquei muitos dias em Chiang Mai porque o meu objetivo era ir até Mae Hong Son. Porém, quando cheguei lá descobri que não seria tão simples conseguir chegar até lá, e acabei desistindo. No fim, isso foi até legal, pois gostei muito da cidade e pude descansar e conhecer tudo devagar.

 

Postei fotos com o relato no endereço:

http://meumundoviajante.wordpress.com/

 

 

Bangkok

 

Finalmente! A viagem que eu queria fazer desde a quinta série, quando recebi do consulado tailandês um livro lindo e um jornal que eu não entendia nada. E eu tava tão tranqüila pra viajar que meus amigos nem acreditavam. Pior, eu tinha torcido o pé 3 semanas antes e não conseguia fazer alguns movimentos ainda. Tudo bem! O importante era não perder a viagem.

 

Cheguei em Bangkok em um domingo a tarde de fevereiro de 2012. Segui todas as regras: Não falar com estranhos, taxi credenciado, bla, bla... O taxista me deixou a uns 3 quarteirões do hostel, foi embora sem me dar o troco, que não era pouco e, quando me dei conta estava no meio de um lugar colorido, sem nome de ruas, cheirando estranho e com muita, mas muita gente mesmo. Quase chorei!

 

Consegui achar o hostel, ufa! Entrei com fome, vi a situação do meu tornozelo que estava inacreditavelmente inchado e sai pra procurar comida. Outra vez: pânico. Acho que eu estava muito assustada com a situação, se eu tivesse procurado direito teria achado, mas naquela hora tudo que eu consegui identificar pra comer foi amendoim torrado e água. Comprei, voltei pro hostel e dormi até o dia seguinte!

 

Fiquei em um hostel que era bem bacaninha (Nappark). Tinha cortininha, luz e entrada de energia elétrica pra cada cama, o que dá uma privacidade maior e facilita pra usar a internet enquanto os outros querem dormir. Mas nada de café da manhã cedo o suficiente pra comer antes de ir pros passeios. Os passeios eu comprei lá mesmo. Achei a agencia razoável, já fiz passeios bem melhores por ai, mas foi o suficiente pra eu conhecer o que queria.

Não cheguei a conhecer bem a cidade, confesso, apesar de ter ficado 5 dias lá. O bom é que serve de ponto de referência pra conhecer as cidades ao redor e também pra partir depois para o norte ou sul do país. Fiquei na Kao San Road, lugar horrível. Mas pelo que vi depois, a cidade não é toda assim, o problema é aquele bairro...

 

No primeiro dia na cidade acordei cedo e fui conhecer os templos principais. Foi difícil achá-los. Eu tinha 3 mapas e cada um era diferente do outro. Pra ajudar, todo mundo que eu esbarrava na rua não sabia inglês. Pior, não entendiam o que era Grand Palace, que por sinal é o principal ponto turístico da cidade. Isso porque eles conhecem por outro nome. Com muito sacrifício eu achei... Não podia ir de short e nem camiseta que mostra o ombro e nem sandália que mostra o pé. Por isso fui de jeans, tênis e camiseta normal. Que burrice a minha... Depois entendi o porquê que todo mundo comprava aquelas calças maria mijona estampadas que vendia na rua... pensa num Rio 40 graus, sem mar... pois é, calor dos infernos... Mas tirando esse detalhe os templos são maravilhosos, diferentes de tudo o que já vi. Uma riqueza de detalhes incrível. Fiz muito bem em chegar no horário que abre, porque depois o negócio lota de um jeito que não dá pra andar.

 

Depois caminhei na cidade, almocei num lugar bacaninha, andei de barco e fui conhecer outro templo, o Wat Po. Ai sim! Adorei esse lugar. O lugar mais tranquilo que já conheci na minha vida... Fiz massagem Thai em uma escola de massagem que tem dentro do templo com direito a chá verde no final, e por um bom tempo fiquei só sentada olhando as arvores, os templos, o tempo passar... Por mim eu iria lá todas as tardes pelo resto da minha vida, só pra sentir aquela paz boa que o lugar transmite.

 

A noite sai pra conhecer a famosa Kao San Road... Aff. Muitos camelôs, muitos gringos bêbados e por ai vai... lugar de turista europeu que viajou sozinho pela primeira vez... Ninguém merece... Ah, e lá tem um esquema pra comprar as coisas! O vendedor vai sempre oferecer qualquer coisa por um preço que é pelo menos o dobro do que vale. É pra praticar a arte da negociação! E a situação fica até engraçada algumas vezes! E os tailandeses são as pessoas mais bem humoradas que já vi! Uns fofos!

Até encarei o Pad Thai que vende na rua! Custava muito barato, o equivalente a 1 dolar. E olha que não fui pra lá disposta a comer coisas de rua, mas esse eu encarei depois que vi que era a barraca mais freqüentada e tinha gente local comendo também. E é gostoso!!!! Claro que eu peguei o só com vegetais, de jeito nenhum eu comeria aquela carne exposta na rua, mas adorei.

 

Ah, só pra enfatizar, foi um erro ter me hospedado por lá. Fiquei com medo de me hospedar fora do circuito mochileiro e ficar sozinha num lugar onde eu não falo a língua... Cai num lugar que era fácil me comunicar, só que cheira curry com pum. Seria muito melhor ficar hospedada em algum bairro vizinho...

 

O café da manha era sempre um desafio. Eu saia com fome do hostel e ficava enjoada logo no primeiro quarteirão. Como pode comer sopa de frango com curry quente de manhã com quase trinta graus, sol a pino... Cada um com sua cultura né... Eu até acho legal experimentar, mas tudo tem limite. No primeiro dia foi enjôo forte do tipo quase vomitar com aquele cheiro... Mas é uma experiência muito válida, de verdade. Ir pra Ásia pra comer massa não dá.... Só quando tiver dor de barriga, mas isso eu conto depois...

 

Nos 3 dias seguintes fiz passeios. Os que fiz foram:

 

Kantchanaburi – É uma cidadezinha lá perto onde tem o Rio Kuwait (pronuncia-se Kuweit) e também a famosa ponte. O interessante não é nem ver a cidade, mas sim o relevo da região. O passeio tem um trajeto de trem até um parque com umas cachoeiras famosas (que eu esqueci o nome agora). Esse trem passa por grandes arrozais, com aqueles camponeses que usam chapéu pontudo e dá pra ver umas montanhas muito diferentes daqui. Lindo o lugar!

 

Damnoem Saduak (Mercado Flutuante) – Talvez há alguns anos atrás esse fosse realmente um mercado tradicional de lá. Hoje é um ponto extremamente turístico, claro que super diferente e tals, mas ainda assim muito turístico. Inclusive foi uma coisa que me irritou na Tailândia. Tudo é muito turístico, estão perdendo suas características básicas, crianças falam inglês pra vender porcaria. Mas enfim, o passeio vale a pena! Muitas cores, texturas, cheioros, comidas, pessoas locais. Ah, e foi lá que tive coragem de encarar um café da manhã tradicional! Sopa! Da tia do barco. Sensacional... Não sabia o que tinha naquela sopa, passei um calorão, mas comi tudo rsrsrsr Era gostosa! Seria muito mais se não fosse de manhã e tivesse frio, mas beleza! Já falei que os tailandeses são muito simpáticos? Tudo bem, falo outra vez! ::otemo::

 

Ayuttaya – Antiga capital do império de Siam. Achei o passeio que mais vale a pena! Lindo demais. Só vendo cada detalhe, cada forma, cada cor.

 

Não fui no templo dos tigres Todos disseram que é meio bobo, mais pra crianças e tals. Achei que não era muito minha cara.

Depois passei mais um dia em Bangkok.Tava tanto, mas tanto calor que depois de andar um pouco na cidade eu tive que ir no shopping pra me refrescar. Sou meio contra ir em shoppings nas viagens, afinal, é tudo igual, mas eu precisava de um ar condicionado! Calcula! Ah, e tinha uma boy band thai cantando e dançando na frente do shopping, hilário!!! Lá provei o Mc alguma coisa spicy. Já que ia comer no Mc Donalds, que fosse um sanduba diferente! Muito bom! Apimentadão!

 

Ah, e mesmo a região dos shoppings foi interessante conhecer, é muito doido. Como se fosse um shopping do lado do outro, cada um com um estilo diferente, todos interligados por uma passarela superior ao nível dos carros. Tinha shopping que parecia feira por dentro e no outro extremo um que só tinha loja de grife famosa. Muito legal.

E voltei pro hotel de tuc-tuc! Emoção do dia :shock:

 

Em uma das noites fui com uma turma conhecer o prédio mais alto de Bangkok, um “restaurante” no Baiyoke Hotel, último andar. Chegamos morrendo de fome e descobrimos que só tinha bebida lá no alto kkkkk Eles deram pipoca pra acompanhar! Pipoca com tequila, uma combinação inédita!! Foi o nosso momento hangover da viagem! Nas outras noites: dá-le Kao San Road, já que tava lá né...

 

E eu tenho que falar sobre o amor deles pelo Rei. Independente de o rei ser bom ou não ou eu concordar com isso ou não, é bonito ver como as pessoas o respeitam e tem um amor muito grande pela família real. Um taxista que não sabia falar inglês me dizia orgulhoso durante todo o caminho: “the king, good king” cada vez que passávamos por uma foto do rei na cidade, e olha que tem muitas!

Depois disso, fui para o Norte do país, história para outro post!

 

Sukhothai

 

Nossa, eu já tinha amado Ayutthaya, pirei com Sukhothai.

Fui meio que de passagem, peguei um vôo de Bangkok pra lá de manhã e, no dia seguinte, já pegaria o busão pra Chiang Mai.

Assim que cheguei no hotel já troquei de roupa e fui conhecer o lugar. Eu não tinha pretensão nenhuma de alugar uma bicicleta, mas acabei levando, já que era barato. Foi a melhor coisa que fiz!

 

Lá é tudo plaino e, não é que seja longe, mas seria muito cansativo ir a pé. De bike eu dava altas voltas, passei várias vezes no mesmo lugar pra pegar a iluminação diferente e tirar fotos melhores. Inclusive tem uns templos mais distantes que não daria mesmo pra conhecer se não fosse de bike. E esses são os que realmente são freqüentados pelos monges.

 

Foi uma tarde deliciosa, mas na real, lá é só isso! Não tem mais nada mesmo... Durante a noite fica tudo fechado, quase não achei um restaurante pra comer. Diante disso, no outro dia de manhã já peguei o bus pra Chiang Mai!

 

Chiang Mai

 

Tá ai a cidadezinha mais bacana de toda a viagem! Virei fã de um barzinho que toda noite tinha uma bandinha de rock que tocava The Doors, com sotaque Thai! Lugar fresquinho, com cheiro de mato, várias lojinhas legais, restaurantes muito bons e, claro, a feira noturna! Uma atração a parte, tem de tudo ali. Gostei da parte dos artesanatos, das comidinhas e negociar com os vendedores!! Tem também o que nós brasileiros já conhecemos muito bem... Falsificações! O que vi de gente comprando havaiana do “Paraguai” ali não ta escrito... mas tem que abstrair dessa parte. Ah, e tem a panqueca de banana que vende nos arredores! Sem frescura, tem que encarar que é gostosinho pra matar a fome de fim de noite!

 

Já o hotel eu não curti não. Fiquei com nojo da roupa de cama, era meio encardida. Não ficaria lá outra vez de jeito nenhum... Pelo menos a localização era boa. Lá tem um esquema de ruelas diferente de tudo. É como se os quarteirões fossem todos cortados por dentro, mas não em linha reta, total aleatório. É bem difícil encontrar os lugares. E a maioria dos hotéis/hostéis ficam embrenhados nesse meio. Muito diferente.

 

Logo no primeiro dia fechei um trekking de dois dias lá pro meio do mato. Kkkk Uma loucura!!!! Andamos o dia todo, comemos arroz com uma coxinha de frango num isopor duvidoso e bola pra frente, já que não tinha opção. A idéia era passarmos por várias tribos, mas, na real, tenho certeza que aquilo era montado. Tinha algumas casas com algumas pessoas e crianças, mas não sei se acredito que moravam ali... Parecia muito montagem pra turista ver. No fim da tarde chegamos ao destino.

 

Todo mundo suado, cansado de andar debaixo do sol e... Eita, eletricidade... não, banheiro... só um buraco no chão, mas tinha um rio pra tomar banho! E pra dormir tinha um colchonete com mosquiteiro dentro de uma cabana de madeira. Todos um do ladinho do outro. Como era de madeira e pra cima do nível do chão pra não entrar animais, entrava ar gelado por todos os lados.

Juro, naquele momento eu pensei que daria um dedo pra não ter comprado aquele passeio... Que furada! Foi o momento: “calma, respira fundo”. Como não tem o que fazer depois que escurece, eles fizeram uma fogueira pro grupo ficar conversando no meio dos mosquitos. Praticamente ninguém ali dormiu. Não dava pois estava muito frio.

 

No dia seguinte fizemos uns passeios mais legais. Fomos andar de elefante e eu fiquei com dó deles. Não acho que eles eram mal tratados, mas não eram elefantes felizes, dava pra ver nos olhinhos deles. Carregando pessoas pra cima e pra baixo e o cara que “pilota” tem um negócio que aperta na cabeça dele pra obedecer. Ai, elefantes são lindos demais, eles tem uma cara de carinho ::love:: . Fiquei com vontade de ir pra África em algum safári só pra vê-los na natureza, sem ninguém dizendo o que eles têm que fazer.

 

Também andamos de jangada, tirolesa, nadamos em cachoeiras lindas. No fim das contas o trekking não foi tão ruim. Mas só achei isso umas duas semanas depois! O céu maravilhoso e a turma bacana conversando ao redor da fogueira vão ficar guardados pra sempre na memória.

 

Os templos de Chiang Mai são bonitos, mas não senti aquela paz igual nos de Bangkok e Sukhothai. Mas isso é muito pessoal, e, no fim, não diz nada. Até porque no dia anterior eu tinha comido um arroz frito e não pedi pra diminuir na pimenta... pra que! Ainda bem que eu tinha levado floratil. Foi o que me salvou. rsrsrsrs Depois disso fiquei dois dias só comendo massa!! Por isso só conheci alguns templos e fiquei muito tempo no hotel!

Importantíssimo, tenho que falar das massagens! O norte é perfeito pra fazer massagens maravilhosas por preços sensacionais. E claro, ter a oportunidade de conversar um pouquinho mais com as pessoas locais.

 

Golden Triangle (Chiang Raí/Laos) - Um passeio que fiz partindo de Chiang Mai foi o que vai pro Golden Triangle.

 

Engraçado, não sei se indicaria ou não pra vocês fazerem, mas, apesar de tudo sou da opinião de que, se tiver tempo, vá e tire suas próprias conclusões.

Passamos primeiro pelo templo Wat Rong Khun, nas proximidades de Chiang Raí. Para nós, brasileiros, templos já costumam ser locais diferentes, mas aquele.... UOU Pode colocar diferença nisso. Ele é todo todo branco e logo que chegamos já é de espantar o tema das esculturas, todo ligado a uma coisa meio infernal, mãos submersas, crânios. Bizarro foi a palavra que pensei! E quando você entra então :roll: A parede é pintada com super-heróis. Bizarríssimo! Mas lindo demais quando visto de longe rsrsrs

 

Depois seguimos até a fronteira da Tailândia com o Laos e Miamar. Este local é chamado de Golden Triangle e a fronteira é feita pelo Rio Mekong. É uma vista bonita, e só de pensar que você está no Mekong já é emocionante. Lá eles te levam de barco para o lado do Laos. Não precisa de passaporte, visto nem nada, só é permitido ficar em um pedaço na beira do rio que vende tudo quanto é marca famosa de bolsas e malas. Olha, não entendo muito dessa coisa de marca, mas eu acho que eram todas verdadeiras que são produzidas por lá. Daí o que rola é tipo um desvio de mercadoria. Pra quem gosta, é uma pechincha!

 

Ultima parada: Tribo das Long Neck. Desde que decidi ir pra Tailândia rolou aquela ansiedade pra conhecer uma das tribos mais famosas do mundo. Li muitas críticas na internet, por isso já fui preparada. Elas são lindas, muito lindas. Mas é triste ver que não são mais uma tribo. Não tem uma vida como uma sociedade própria – pelo menos não aquelas. Quando os turistas chegam todas vão aos seus postos para sorrir e serem fotografadas. Tenho muitas, muitas críticas, mas acho que cada um tem que tirar suas próprias conclusões.

 

 

Ao Nang

 

Cheguei no aeroporto de Krabi completamente ansiosa para ver aquele lugar que todos diziam ser um dos mais lindos do mundo. Assim que desembarquei foi fácil encontrar um microônibus que ia para Ao Nang, local onde me hospedaria. Calor indescritível e muvuca de mochileiros empilhando suas mochilas nos menores espaços do ônibus. Assim foi meu primeiro contato!

 

O ônibus me deixou na porta do hotel (ufa!) e logo de cara já fiquei feliz. O moço da recepção foi muito simpático, me explicou que seria legal conhecer as redondezas de barco, passou a papelada pra eu escolher o que fazer primeiro, enfim, perfeito. Daí eu perguntei pra ele quanto tempo de caminhada seria até a praia, já que eu gostaria de ver o por do sol. Na hora ele levantou, pegou minha mala e disse, corre pro quarto, coloca o biquíni que eu te levo, senão não vai dar tempo. Ui! Fiquei desconfiada, mas fui na dele e super corri. Quando desci ele estava me esperando com um capacete e disse pra eu subir na moto dele que me levaria! Isso que é recepção! A praia não era longe de lá, uns 10 minutos de caminhada, mas realmente não teria dado tempo se não fosse sua super motoca pra me levar! Sensacional! E ainda fui recepcionada pelo mais lindos entardecer da minha vida. Super comecei bem!

 

Ao Nang tem basicamente duas ruas principais: a da praia e a perpendicular, onde fica a maioria dos hotéis mais econômicos. Ambas são cheias de restaurantes - desde típicos até alguns mais “normais” pro nosso gosto – e bares. Depois que escurece é uma delícia caminhar por lá, principalmente pra dar uma acalmada na pele depois de um dia de sol, comprar lembrancinhas e experimentar frutas no palito!

 

Outra coisa que não posso esquecer de contar foi que, desde que cheguei na Tailândia, muitas pessoas com quem eu conversava me diziam que eu não poderia deixar de ir para Ko Lanta. Era unanimidade, mas eu não tinha cogitado ir pra lá no meu planejamento. Fui pesquisar melhor e cheguei à conclusão de que, já que eu estava no país, iria conhecer a tal da ilha. Eu tinha reservado 7 noites em Ao Nang, mas conversei no hotel e foi tranqüilo mudar pra 4 noites. Do hotel mesmo reservei um shuttle que me levaria até Ko Lanta. Mais um ponto positivo pro hotel!

 

Com isso, e sabendo que eu teria 3 dias inteiros lá, decidi fazer os passeios para Hong Islands e Four Islands.

 

Hong Islands é encantador porque se tem muito contato com as formações geológicas que tem por todo o mar da Tailândia, os limestones. São blocos de rocha que aparecem tanto no litoral quanto no meio do mar. Isso sem contar o mar verde e transparente que não tenho como descrever.

 

O passeio para Four Islands foi talvez o que mais me impressionou. Lá a gente visita duas ilhas que, dependendo da altura da maré, permite que você vá de uma até a outra caminhando, com a água na altura das pernas, água transparente, peixes e sem onda nenhuma. É tão impressionante que fiquei paralizada. Depois paramos também em uma praia do outro lado da ilha que é simplesmente indescritível (deslumbrada eu? Imagina?)

 

Também fui conhecer Railay Bay, uma baía pertinho de Ao Nang. É fácil chegar lá de barco, vale muito o passeio, mas não impressiona como os outros (isso pq eu já tinha ido nas ilhas!). O barco te deixa em uma praia, mas a praia mais bonita fica do outro lado, e tem que ir caminhando. O caminho é agradável, cheio de macacos pidões por comida. Eu sou contra, mas tinha um monte de gente dando comida pra eles.

 

O legal que fiz lá foi subir uma pedra que alguns usam para escalar. Só que eu subi por dentro. Não dá pra ir sozinha, é bem difícil. Fui porque um cara, acho que ele era segurança, disse que sempre leva turistas. Mais uma vez fiquei bem na dúvida de ir ou não, mas segui a minha intuição, e fui. Logo no começo encontramos um casal que estava indo por conta, e eles se juntaram a nós, já que eu tinha um guia praticamente. É lindo demais, ver tudinho lá de cima! Quando descemos deixei uma gorjeta gorda pro segurança, e ele ficou bem feliz!

 

Ko Lanta

 

E eis que chega o dia de ir para a famosa ilha Ko Lanta, que tanta gente me disse! Não lembro quanto tempo foi de shuttle, mas é tranqüilo, só na volta que tinha um trânsito horrível pra atravessar a ponte e quase perco o vôo.

Fui sem reserva nem nada, olhei no guia um bungaloo qualquer que estava bem recomendado e falei pro motorista. Ele não sabia onde era, por isso eu seria a última a ser “entregue”. Acontece que tinha um australiano no shuttle que perguntou se eu não queria descer no mesmo lugar que ele e perguntar se tem vaga (ele percebeu que eu estava um pouco assustada). Mais uma vez a sorte bate na minha porta! Ufa! Desci e descobri que tinha um bungaloo vago e fechei para as 3 noites que eu precisava. Também fechei um tour pra Ko Phi Phi.

 

Fiz amizade com o australiano e passamos o resto do dia na praia e no bar na beira da praia. Simplesmente sensacional. Conhecemos também 2 amigos tchecos que se juntariam a nós no dia seguinte. O legal de Lanta é o ar meio hippie isolado e nada mega turístico. A praia tinha um monte de bares pé na areia, muito simples. Mas tinham o essencial: comida e bebida.

Dia seguinte alugamos duas motinhas e fomos conhecer a ilha. Medo!!!! O australiano foi dirigindo e eu desesperada na carona só pensando que queria voltar viva pra casa! Mas na real, vale muito alugar a tal da motinha! Dá pra passear pela ilha toda, parar nas praias e por ai vai...

 

Ko Phi Phi

 

Essa ilha é tão famosa, tão famosa que eu até me decepcionei. Decidi não me hospedar nela porque li que é basicamente uma party island, mas quando fechei todo o roteiro e os hotéis quase me arrependi. Bom, fato é que, eu coloquei o pé na ilha e dei graças a todos os deuses por não ter que dormir lá.

Antes de chegar lá o barco passa por lugares maravilhosos, como a famosa Maya Bay. Lindo de morrer, mas muito cheio de gente. Se eu não tivesse sozinha valeria à pena contratar um barco pra levar até lá bem cedinho, antes dos tours. Acredite, se fizer isso não vai se arrepender. Já Ko Phi Phi não fica pra trás. É linda. O problema é quando se entra nela! Muito barulho, música de balada muito alto, gringos bêbados pra todo lado. O paraíso dos baladeiros de plantão. Só que não é o meu caso.

 

Triste, mas esse foi meu último dia no Mar de Andaman. De Ko Lanta contratei um shuttle que me deixaria no aeroporto de Krabi, e de lá partiria meu vôo para Ko Samui.

 

Ko Phan Ngah

 

Meu vôo chegou em Ko Samui e, no aeroporto mesmo, é bem fácil achar o pacote que leva pra Ko Phan Ngah. Eles vendem um “combo”: shuttle + barco. O caminho foi lindo, mas é que depois de Andaman a gente fica um pouco exigente!

Como seria minha última cidade, resolvi ficar em um resort (Cocohut)! E amei! Estava com medo de ser uma coisa mega casal e me sentir deslocada, mas que nada, foi uma delícia e, tomar café da manhã com aquela vista, foi impagável!

 

Em um dia conheci um pouco da cidade, comi muito, andei, andei. No dia seguinte fui conhecer um parque lá pertinho, o Angthong National Marine Park. O caminho de lancha é lindo e o lugar também. Eu que dei azar de me juntar a um grupo de falantes de francês. Poxa, eu não sei falar nem olá em francês!

 

No dia da full moon party (e meu último na Tailândia) eu confesso que repousei!!!! Fiquei na praia do resort, dormi muito, li na cadeira de praia e até assisti uma novela bizarra em idioma thai! Tudo para estar bem e inteira pra festa. O resort serve, antes do horário da festa, um cocktail! Mara! Eles fazem a bebida bem fraquinha, mas o melhor mesmo é a comida! Ótimo esquenta.

 

Já sobre a Full Moon Party fica bem difícil falar! Ops! É uma rave na beira da praia com todo mundo com o corpo pintado, malabarismos com fogo, bebida que vem em baldinhos coloridos. Não tem como ser ruim. Ah, tem sim! Pode ficar ruim se colocarem drogas na sua bebida, por isso, todo cuidado é pouco com seu baldinho! E pode ficar ruim se você cortar o pé em caco de vidro na areia. Sandália com tira no calcanhar pra não sair do pé é a recomendação. No dia seguinte a quantidade de gente com o pé enfaixado no barco para ir embora da ilha era tanta que ficava até engraçado...

 

E assim acabei minhas férias pela Tailândia, o país dos sorrisos. Muitas pessoas diferentes, cheiros, vistas.

Espero que o relato seja útil!

 

Abraços

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Obrigado por compartilhar seu mochilão, Re_Fe. Tem poucos relatos aqui no Mochileiros que falam sobre o sudeste asiático. Sou louco pra ir pra Tailândia, vou dar uma olhadinha no seu blog também pra pegar umas dicas ;)

 

bjs!

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Oi Fernanda

 

Estou montando um roteiro pra Tailändia e estou ficando maluco. To com medo de excluir algum lugar legal. A minha maior dúvida é fazer a região de Krabi em 7 dias.

Chagarei a noite em Krabi com translado para Ao Nang

1 dia: Rail Lay

2 dia ; Hong Island mais 4 ilhas (quero fazer o combinado)

3 dia: Ferry pra Phi-Phi

4 dia: Maya Bay e outro passeio (Bamboo Island?)

5 dia: Manha (Phi Phi), ferry para Koh Lanta

6 dia : Koh Lanta (Dá pra conhecer a ilha por tuk tuk, vale pena pegar um taxi? Vc foi pra Bamboo bay?). Tava pensando seriamente excluir Koh Lanta pela dificuldade de locomoção. Ah, não sei dirigir scooter, mas aceitaria uma carona!

7 dia : Koh Lanta: Aproveitar a praia de manhã e pegar um shuttle pra Krabi (Vc sabe até que horas tem shuttle?)

 

QQ informação é bem vinda!

 

Obrigado

 

Antonio (October)

 

Quem sabe na próxima eu inclua Koh Lipe, todo mundo fala bem, mas é bem longe!!!

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Olá Antônio.

 

Em Koh Lanta o transporte é um pouco precário. O lance da scooter é bom porque dá pra ir parando e conhecendo as praias. Não sei se de tuk tuk vai ter a mesma facilidade, a menos que você peça pra ele ficar te esperando em cada lugar que parar. Não dá pra fazer nada a pé porque as distâncias são grandes.

Não lembro do horário do shuttle pra Krabi, mas tem logo de manhã, pois lembro que acordei e já fui, provavelmente lá pelas 8h...

 

Não fui para Bamboo Bay... Mas olha, se for possível ficar mais um diazinho em Ao Nang não vai se arrepender!

Boa viagem!!

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