Há 25 anos, conheci a Ilha Grande durante um carnaval. Naquela época, acampei na Praia de Palmas e o máximo que fiz foi visitar a Praia de Lopes Mendes.
Maravilhado com a Ilha, fiz a promessa de voltar; mas só agora consegui cumprir o prometido.
Antes de viajar, entramos em contato com um dos sites que divulgam a Ilha (http://www.ilhagrande.org) e, pelo site, recebemos e-mails de todas as pousadas da Vila de Abraão (principal vilarejo da Ilha) com os valores da estadia.
A escolha da Pousada ficou por conta do Vitor (meu companheiro há 14 anos), que estava há anos sem tirar férias; e como não queria ficar em um dos vários Hostels da Ilha, optou por uma Pousada considerada “Prime” pelo site.
Pousada escolhida, data agendada, pacote pago, férias marcadas, tudo OK . Ou quase tudo..... Não vou entrar em detalhes, mas tivemos que remarcar nossa viagem 04 vezes. Por pouco não perdemos nossa reserva e o pagamento já feito. Só conseguimos viajar no prazo final.
Mochila arrumada, celular desligado (mas mesmo assim nos acharam), e lá vamos nós.
1º Dia (16/03/14) - “Ida para a Ilha”:
• Temos 03 opções para chegar à Ilha Grande (barca em Mangaratiba, escunas em Conceição de Jacareí ou barca em Angra dos Reis)
• Escolhemos via Mangaratiba:
Rodoviária Novo Rio x Mangaratiba (05:00hs da manhã);
O ônibus só saiu as 05:30hs, comecei a me preocupar pois a barca em Mangaratiba sai as 08:00hs e depois só as 17:00hs (as sextas, tem uma saindo as22:00hs); para piorar o ônibus fez parada em Itacuruçá e em Muriqui (duas localidades antes de Mangaratiba); mas tudo deu certo, chegamos a tempo em Mangaratiba;
Barca Mangaratiba x Ilha Grande (08:00hs da manhã);
O ônibus te deixa em frente à estação da barca, são 02 filas: uma para a compra do bilhete e outra para entrar. Em dias de Sol ou feriados, a fila é gigantesca. A barca tem, no 2º andar, bancos externos (nos lados e na parte de trás). O melhor lugar é nos banco da parte de traz, mas se não conseguir fique do lado direito para evitar o Sol durante o percurso. A barca também atrasou 30 min para sair;
Pessoal do RJ não se assuste; a barca é a mesma que fazia a travessia Rio x Paquetá;
• Chegando a Abraão (10:15hs), fomos até a pousada e trocamos de roupa. Saímos (11:00hs) para fazer um reconhecimento da Vila (padaria, farmácia, restaurantes, mercado, etc...).
Abraão é bem pequena, vc conhece tudo bem rápido. Não tem como se perder. Uma rua principal “Rua Getúlio Vagas” (paralela à Praia “Rua da Praia / Av. Beira Mar”), e várias ruas perpendiculares. Os moradores da Ilha vivem nas partes altas ou nas casas que ficam à direita do cais (Av. Beira Mar) aonde chega a barca (cais de concreto), o resto é todo ocupado por turistas;
Como todo local turístico, basta vc chegar e tudo o que é vendedor te aborda (carregadores, vendedores de passeios, indicação de pousadas) os vendedores de passeios chegam a se estranhar para conseguir clientes (evite comprar passeios no cais; depois completo a história);
Fizemos um lanche e decidimos caminhar (11:30hs) sem rumo e acabamos indo parar na “Cachoeira da Feiticeira” (quase uma furada pois não levamos NADA , só a vontade e a curiosidade):
Com o mar a sua direita, caminhe reto até encontrar a entrada do Parque Biológico;
• Logo após uma praça, vc vai encontrar um morador que vende bebidas (se vc levar mais de 06 unidades, ele te empresta um isopor) e logo depois dele, em uma casa amarela, uma moradora que vende “sacolé” (“geladinho”, ”chupchup”). O sorvete tinha uns 20cm; peguamos um de maracujá ao leite e outro de coco.
Após a entrada, o caminho se divide:
• O caminho à direita segue pelo litoral (Praia Preta, Ruínas do Lazareto (entrada proibida) e Ruínas do Aqueduto);
• O da esquerda leva vc ao mirante da Praia Preta, Mirante do Aqueduto, ao Poção e encontra com o outro caminho nas Ruínas do Aqueduto;
Fizemos o caminho da direita por ser basicamente plano;
Após o aqueduto, a dificuldade, começam as subidas.... ufa... e vc sobe, para, sobe, para, sobe... aí vc desce, desce e sobe e desce de novo... achei até que tínhamos perdido a entrada da cachoeira;
No caminho, muita gente voltando; “Hola!”, “Hola!” (apesar da crise na Argentina, a Ilha Grande esta lotada de hermanos), perguntamos em bom portunhol se estávamos longe e uma das meninas disse que estávamos no caminho certo, só que a cachoeira se chamava “Feiti “SECA””; (será que nosso esforço iria por falta de água abaixo??);
Achamos finalmente a entrada da cachoeira (mais subida);
E finalmente (14:00hs) chegamos (2 palmos de língua pra fora, e morrendo de sede):
• A Ilha estava há 03 meses sem chuva, logo, o “véu” de água estava reduzido (nada que decepcionasse tanto; pelo menos pra nós);
• Tinha uma família de argentinos (05 pessoas), 02 brasileiros e nós;
• A água é bem gelada, manda todo o cansaço embora; vc sai revigorado, pronto pra outra caminhada;
Saímos de lá ás 16:00hs, com as baterias recarregadas;
No caminho de volta, encontramos 02 insulanos que apelidei de “Ossaim e Aroni”; pois o 1º ia mostrando, identificando e dizendo pra que serviam várias das folhas no caminho (eu que adoro o assunto, tive um prato cheio); o 2º ia à frente observando o caminho e mostrando pequenos animais (micos, macacos prego, etc.. infelizmente só ouvimos o som dos Bugios). Nossos “guias” ficaram no Poção e nós seguimos para a pousada;
Não sei se foi o papo sobre plantas ou a energia da cachoeira, mas a volta foi molezinha...
Paramos pra comprar água na saída do Parque (já não aguentava mais);
• Lá pelas 19:00hs saímos pra caçar um lugar para nossa “jantarada”:
o A Ilha tem três grupos distintos de restaurantes:
Os da praia: maneiríssimos, bem bolados, ... numa boa “pra turista”. Comida de 1ª e preços lá em cima (alguns preverem pagar mais e estarem em um lugar mais “in”). Média POR PESSOA R$70,00;
Os da área da igreja (Rua Profª Alice Kury e Rua Getúlio Vargas): os chamados “populares/executivos”. Vc acha comida a partir de R$15,00 POR PESSOA; comida a kilo (conforme o horário varia de R$ 3,50 a R$ 5,00 cada 100gr)
Os do “Bouganville”: vc encontra de tudo (pesquise);
O atendimento em TODOS é lento;
o Comemos em vários lugares, mas só vou apontar o nosso favorito:
“ILHA GRANDE SINUCA AMERICAN BAR” (R. Pofª. Alice Kury, 140) – entrando na rua da igreja, fica na 1ª esquina à direita;
O lugar é simples e sem frescuras. A Lu e do Eduardo foram “A SIMPATIA”.
EXPERIMENTE:
• Churrasco de frutos do mar (peixe, lula, mexilhão, polvo, camarão), arroz, pirão (se vc quiser vem batata, farofa, molho vinagrete; mas diminui a porção do arroz) R$80,00 pra DUAS PESSOAS;
• Contrafilé na chapa R$40,00 pra DUAS PESSOAS;
• Cansados, voltamos à pousada. Dormir para amanhã ir até “Saco do Céu” (de 5 a 6hs a pé).
GASTOS DO 1º DIA (02 pessoa): total R$ 185,00 (R$ 92,50 por pessoa)
Passagem Rio x Mangaratiba: R$ 62,00
Passagem Mangaratiba x Ilha Grande: R$ 9,00
Lanche (Eu: 01 açaí de 400ml; Vitor: 01 média + pão na chapa com Q Minas): R$ 14,00
Sacolés: R$ 4,00
Água (04 de 500ml): 12,00
“Jantarada” (02 contra filés à parmegiana com seus devidos acompanhamentos + 02 sucos + 02 cervejas): R$ 76,00
Há 25 anos, conheci a Ilha Grande durante um carnaval. Naquela época, acampei na Praia de Palmas e o máximo que fiz foi visitar a Praia de Lopes Mendes.
Maravilhado com a Ilha, fiz a promessa de voltar; mas só agora consegui cumprir o prometido.
Antes de viajar, entramos em contato com um dos sites que divulgam a Ilha (http://www.ilhagrande.org) e, pelo site, recebemos e-mails de todas as pousadas da Vila de Abraão (principal vilarejo da Ilha) com os valores da estadia.
A escolha da Pousada ficou por conta do Vitor (meu companheiro há 14 anos), que estava há anos sem tirar férias; e como não queria ficar em um dos vários Hostels da Ilha, optou por uma Pousada considerada “Prime” pelo site.
Pousada escolhida, data agendada, pacote pago, férias marcadas, tudo OK . Ou quase tudo..... Não vou entrar em detalhes, mas tivemos que remarcar nossa viagem 04 vezes. Por pouco não perdemos nossa reserva e o pagamento já feito. Só conseguimos viajar no prazo final.
Mochila arrumada, celular desligado (mas mesmo assim nos acharam), e lá vamos nós.
1º Dia (16/03/14) - “Ida para a Ilha”:
• Temos 03 opções para chegar à Ilha Grande (barca em Mangaratiba, escunas em Conceição de Jacareí ou barca em Angra dos Reis)
• Escolhemos via Mangaratiba:
Rodoviária Novo Rio x Mangaratiba (05:00hs da manhã);
O ônibus só saiu as 05:30hs, comecei a me preocupar pois a barca em Mangaratiba sai as 08:00hs e depois só as 17:00hs (as sextas, tem uma saindo as22:00hs); para piorar o ônibus fez parada em Itacuruçá e em Muriqui (duas localidades antes de Mangaratiba); mas tudo deu certo, chegamos a tempo em Mangaratiba;
Barca Mangaratiba x Ilha Grande (08:00hs da manhã);
O ônibus te deixa em frente à estação da barca, são 02 filas: uma para a compra do bilhete e outra para entrar. Em dias de Sol ou feriados, a fila é gigantesca. A barca tem, no 2º andar, bancos externos (nos lados e na parte de trás). O melhor lugar é nos banco da parte de traz, mas se não conseguir fique do lado direito para evitar o Sol durante o percurso. A barca também atrasou 30 min para sair;
Pessoal do RJ não se assuste; a barca é a mesma que fazia a travessia Rio x Paquetá;
• Chegando a Abraão (10:15hs), fomos até a pousada e trocamos de roupa. Saímos (11:00hs) para fazer um reconhecimento da Vila (padaria, farmácia, restaurantes, mercado, etc...).
Abraão é bem pequena, vc conhece tudo bem rápido. Não tem como se perder. Uma rua principal “Rua Getúlio Vagas” (paralela à Praia “Rua da Praia / Av. Beira Mar”), e várias ruas perpendiculares. Os moradores da Ilha vivem nas partes altas ou nas casas que ficam à direita do cais (Av. Beira Mar) aonde chega a barca (cais de concreto), o resto é todo ocupado por turistas;
Como todo local turístico, basta vc chegar e tudo o que é vendedor te aborda (carregadores, vendedores de passeios, indicação de pousadas) os vendedores de passeios chegam a se estranhar para conseguir clientes (evite comprar passeios no cais; depois completo a história);
Fizemos um lanche e decidimos caminhar (11:30hs) sem rumo e acabamos indo parar na “Cachoeira da Feiticeira” (quase uma furada pois não levamos NADA , só a vontade e a curiosidade):

Com o mar a sua direita, caminhe reto até encontrar a entrada do Parque Biológico;
• Logo após uma praça, vc vai encontrar um morador que vende bebidas (se vc levar mais de 06 unidades, ele te empresta um isopor) e logo depois dele, em uma casa amarela, uma moradora que vende “sacolé” (“geladinho”, ”chupchup”). O sorvete tinha uns 20cm; peguamos um de maracujá ao leite e outro de coco.
Após a entrada, o caminho se divide:
• O caminho à direita segue pelo litoral (Praia Preta, Ruínas do Lazareto (entrada proibida) e Ruínas do Aqueduto);
• O da esquerda leva vc ao mirante da Praia Preta, Mirante do Aqueduto, ao Poção e encontra com o outro caminho nas Ruínas do Aqueduto;
Fizemos o caminho da direita por ser basicamente plano;
Após o aqueduto, a dificuldade, começam as subidas.... ufa... e vc sobe, para, sobe, para, sobe... aí vc desce, desce e sobe e desce de novo... achei até que tínhamos perdido a entrada da cachoeira;
No caminho, muita gente voltando; “Hola!”, “Hola!” (apesar da crise na Argentina, a Ilha Grande esta lotada de hermanos), perguntamos em bom portunhol se estávamos longe e uma das meninas disse que estávamos no caminho certo, só que a cachoeira se chamava “Feiti “SECA””; (será que nosso esforço iria por falta de água abaixo??);
Achamos finalmente a entrada da cachoeira (mais subida);
E finalmente (14:00hs) chegamos (2 palmos de língua pra fora, e morrendo de sede):
• A Ilha estava há 03 meses sem chuva, logo, o “véu” de água estava reduzido (nada que decepcionasse tanto; pelo menos pra nós);
• Tinha uma família de argentinos (05 pessoas), 02 brasileiros e nós;
• A água é bem gelada, manda todo o cansaço embora; vc sai revigorado, pronto pra outra caminhada;
Saímos de lá ás 16:00hs, com as baterias recarregadas;
No caminho de volta, encontramos 02 insulanos que apelidei de “Ossaim e Aroni”; pois o 1º ia mostrando, identificando e dizendo pra que serviam várias das folhas no caminho (eu que adoro o assunto, tive um prato cheio); o 2º ia à frente observando o caminho e mostrando pequenos animais (micos, macacos prego, etc.. infelizmente só ouvimos o som dos Bugios). Nossos “guias” ficaram no Poção e nós seguimos para a pousada;
Não sei se foi o papo sobre plantas ou a energia da cachoeira, mas a volta foi molezinha...
Paramos pra comprar água na saída do Parque (já não aguentava mais);
• Lá pelas 19:00hs saímos pra caçar um lugar para nossa “jantarada”:
o A Ilha tem três grupos distintos de restaurantes:
Os da praia: maneiríssimos, bem bolados, ... numa boa “pra turista”. Comida de 1ª e preços lá em cima (alguns preverem pagar mais e estarem em um lugar mais “in”). Média POR PESSOA R$70,00;
Os da área da igreja (Rua Profª Alice Kury e Rua Getúlio Vargas): os chamados “populares/executivos”. Vc acha comida a partir de R$15,00 POR PESSOA; comida a kilo (conforme o horário varia de R$ 3,50 a R$ 5,00 cada 100gr)
Os do “Bouganville”: vc encontra de tudo (pesquise);
O atendimento em TODOS é lento;
o Comemos em vários lugares, mas só vou apontar o nosso favorito:
“ILHA GRANDE SINUCA AMERICAN BAR” (R. Pofª. Alice Kury, 140) – entrando na rua da igreja, fica na 1ª esquina à direita;
O lugar é simples e sem frescuras. A Lu e do Eduardo foram “A SIMPATIA”.
EXPERIMENTE:
• Churrasco de frutos do mar (peixe, lula, mexilhão, polvo, camarão), arroz, pirão (se vc quiser vem batata, farofa, molho vinagrete; mas diminui a porção do arroz) R$80,00 pra DUAS PESSOAS;
• Contrafilé na chapa R$40,00 pra DUAS PESSOAS;
• Cansados, voltamos à pousada. Dormir para amanhã ir até “Saco do Céu” (de 5 a 6hs a pé).
GASTOS DO 1º DIA (02 pessoa): total R$ 185,00 (R$ 92,50 por pessoa)
Passagem Rio x Mangaratiba: R$ 62,00
Passagem Mangaratiba x Ilha Grande: R$ 9,00
Lanche (Eu: 01 açaí de 400ml; Vitor: 01 média + pão na chapa com Q Minas): R$ 14,00
Sacolés: R$ 4,00
Água (04 de 500ml): 12,00
“Jantarada” (02 contra filés à parmegiana com seus devidos acompanhamentos + 02 sucos + 02 cervejas): R$ 76,00
Cafés (04): 8,00