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Paris, 24 horas de Le Mans e uma experiência religiosa 2014
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Chegando em Le Mans, ao contrario da maioria das pessoas, segurei minha ansiedade de ir logo para o circuito onde acontece a corrida e fui dar uma conferida no centro histórico da cidade. E valeu dema
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Chegando ao circuito, desci na parada Guetteloup e segui o fluxo. Não entrei pela entrada principal da pista mas por uma entrada próximo a curva Tertre Rouge. O primeiro contato que se tem é sonoro. D
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Fiquei sim as 24 horas. Levei um saco de dormir e dormi que nem um indigente nas arquibancadas! kkk Mas não é fácil, e é uma coisa que na verdade nem posso dizer que aconselho. Pode fazer um frio cons
Corrida de automóvel. Sempre vence o mais rápido, correto? Não em Le Mans! Le Mans premia quem é capaz de, durante o longo período de 24 horas, continuar rodando, e sem se envolver em maiores confusões. Em 2014, a 82ª edição da corrida em 91 anos, a Audi venceu mais uma vez. Mas esse ano ela não era a favorita. A Toyota tinha um carro muito mais rápido, que inclusive liderou a maior parte da corrida, mas na manha de Domingo o carro teve problemas elétricos que o fizeram incendiar e abandonou a corrida. A Porsche não tinha um carro tão competitivo e além disso teve problemas nos carros que os fizeram abandonar também. Sobrou a Audi. Não a mais rápida, mas a mais regular. E mais uma vez levou o troféu. E eu estava entre os 263.600 espectadores (!) que estavam presentes.
O fim de semana gearhead já começou no voo! Entre os filmes que estavam disponíveis estava Rush! Claro que aproveitei para assistir mais uma vez...
Cheguei em Paris na sexta feira pela manha. Como estava com o tempo contado, fui direto do aeroporto (CDG) para andar em Paris. Optei por utilizar o Roissybus e não o RER B. Esta, mais tarde, acabou por se revelar uma opção acertada, pois os funcionários da SNCF (a empresa que controla o transporte ferroviário na França) estavam em um movimento de greve. Não tive dificuldades me achar dentro do aeroporto CDG, pois além de ter estudado bastante antes, é tudo bem sinalizado. Chegando no destino final do Roissybus, que é ao lado da Ópera Garnier, decidi que iria primeiro subir até Montmartre para ver a Catedral de Sacrecoeur. Subi por um caminho, acredito, pouco convencional, mas era por onde eu queria ir! Subi pelas Rues de Clichy, Caulaincourt e Avenue Junot. A visão lá de cima é muito legal! Fora que a igreja é muito bonita. Valeu a caminhada!
Desci pela Rue Lepic e rumei para o Arco do Triunfo, Torre Eiffel, Trocadero e para o meu hotel para o merecido descanso!
Passando pela Champs Elysees esbarrei nos showrooms da Renault e da Toyota que estavam expondo coisas deveras interessantes (inclusive nem sabia da história desse Renault Etoile Filante)...
Não subi nem no Arco do Triunfo nem na Torre Eiffel. Tinha até comprado ingressos na internet para subir na torre, mas quando cheguei lá o pessoal que faz a segurança na torre estava numa greve, mas que segundo os funcionários da torre poderia acabar até 15:00 (meu ticket era para as 14:00, mas eles informaram que devido à confusão da greve eu poderia usar o ticket após o horário). Fui para o hotel e no hotel decidi que iria para Le Mans para a Driver's parade. Fui para a Gare Montparnasse e descobri que o pessoal da SNCF, como dito anteriormente, estava em greve. Informaram que se eu já tivesse a passagem eu PODERIA conseguir embarcar mas que se não tivesse eles não estavam vendendo passagens. Então resolvi voltar para a torre e usar o ticket que eu havia comprado. Só que como eu tinha decidido que eu iria para a Driver's parade em Le Mans eu havia largado o ticket da torre no hotel. E eu só descobri isso quando já estava CONVERSANDO com a funcionária da torre para ver se eu poderia subir... Voltei para o hotel, já estava tão cansado de andar que não animei de voltar para a torre. Nos outros dias não ia dar tempo de ir. Então acabou que eu não subi na Torre! Vai ficar para a próxima...
No outro dia (Sábado) acordei cedinho, para ver o que eu iria conseguir para ir para Le Mans. Obviamente fiquei MUITO PREOCUPADO com a informação de que eu PODERIA conseguir embarcar se já tivesse a passagem de trem. Pensei em planos B (Ônibus, Aluguel de carro...), mas é claro que as coisas ficariam MUITO COMPLICADAS se ocorresse o imprevisto de não conseguir o trem.
Conversando com o pessoal da SNCF (OBS: apesar de saber inglês, não sou fluente e além disso foi minha primeira vez fora do país. Fiquei impressionado em como me virei bem com meu inglês macarrônico! kkk Como falei com o pessoal aqui de casa, acho até que foi mais fácil pois fui para um país que não tem o inglês como língua nativa. Então como eles não falam tão bem o inglês, e eu também não, as coisas se compensam! kkk Tem gente que tem uma boa condição financeira e as vezes tem medo de viajar... Pelo amor de tudo que é sagrado, se você tem condição e VIAJE!), acabei descobrindo que estavam tendo alguns trens (parece que somente TGV's) durante o dia e que eu poderia embarcar em um deles mas sem ter um assento marcado. Apesar da tensão foi legal porque apesar de ter comprado a passagem para o trem regional (TER) acabei embarcando no TGV! Mas viajei em um banquinho auxiliar sem muito conforto. Mas fui! Consegui embarcar mais ou menos 08:00 e 09:00 já estava em Le Mans.
Chegar em Le Mans foi uma experiência tão fantástica, tão sensacional, tão surreal, que para falar a verdade a ficha não caiu ainda... É realmente uma experiencia religiosa, é como ir à Meca é para os Muçulmanos, é como ir ao Vaticano é (?) para os Católicos, é como alcançar o Nirvana seria para os Hindus(?)... Bem não sou muito bom com religiões, mas para usar uma expressão não muito elegante mas que sei que todo mundo vai entender: Chegar em Le Mans é algo MUITO FODA!
[Continua...]
Editado por Visitante