Horto Florestal, motivo de disputa judicial sobre a quem compete a sua titularidade e conservação: mais uma área verde fechada à população
A Diretoria de Turismo de Maringá diz concordar com a permanência do fechamento do Parque do Ingá, mesmo admitindo que a interdição traz prejuízos. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Valter Viana, enquanto o laudo sobre a morte dos macacos não sair, o parque não deve ser reaberto. “A saúde pública está em primeiro lugar”, afirma.
A secretaria chefiada por Viana engloba a Diretoria de Turismo. Nos 40 dias em que se mantém com acesso restrito, o parque já deixou de receber aproximadamente 70 mil visitantes.
A interdição do Parque do Ingá se junta a outras grandes áreas verdes da cidade fechadas ao público. O Horto Florestal está sem acesso livre desde 2003, envolvido em longo processo judicial para decidir de quem deve ser a responsabilidade de manutenção; o Parque dos Pioneiros não é aberto ao público por razões de preservação ambiental.
Juntos, os três locais somam quase 140 hectares de área verde inacessível à população. Perguntado pela reportagem se há uma tendência de alijamento do maringaense de suas reservas ambientais, Viana exime a prefeitura de responsabilidade, afirmando que o problema com o Parque do Ingá é pontual e as outras duas áreas não são fiscalizadas pelo município.
“Há um processo para retomarmos o Horto e fazermos o que tem de ser feito”. Para o secretário, a maior perda com o fechamento por tempo indeterminado do Parque do Ingá é dos comerciantes que trabalham no seu entorno. “Gente como o pipoqueiro Leno, pioneiro da cidade, que vocês entrevistaram ontem”. Ele se refere a Leno José da Silva, que tem um carrinho de pipoca em frente ao parque e se queixa de que perdeu seu rendimento.
Viana admite a situação crítica, mas afirma que a interdição é prioridade. “Por mais que possa haver prejuízos, não há como reabrir o parque num contexto incerto”.
Prejuízo pequeno
As perdas para o turismo são minimizadas pelo secretário. Segundo ele, a maioria dos visitantes do parque, quando não por maringaenses, é composta de residentes da própria área metropolitana. “Ninguém vai reservar hotel só para visitar o parque”.
O perfil típico do turista do Parque do Ingá é definido como alguém que mora em cidade vizinha, vem a Maringá para compras e acaba passeando no parque. “Não são pessoas de longe”. Viana ainda destaca que, apesar de o Parque do Ingá ser o maior ponto turístico da cidade, os atrativos maringaenses não estão centralizados em um único lugar.
O secretário argumenta que a Catedral e outras áreas de destaque continuam atraindo pessoas de fora, além de eventos como os Jogos Abertos, que garantem lotação nos hotéis. “De qualquer modo, nosso maior cartão de visitas é a qualidade de vida”.
FONTE: O Diário de Maringá
http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/218050
Horto Florestal, motivo de disputa judicial sobre a quem compete a sua titularidade e conservação: mais uma área verde fechada à população
A Diretoria de Turismo de Maringá diz concordar com a permanência do fechamento do Parque do Ingá, mesmo admitindo que a interdição traz prejuízos. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Valter Viana, enquanto o laudo sobre a morte dos macacos não sair, o parque não deve ser reaberto. “A saúde pública está em primeiro lugar”, afirma.
A secretaria chefiada por Viana engloba a Diretoria de Turismo. Nos 40 dias em que se mantém com acesso restrito, o parque já deixou de receber aproximadamente 70 mil visitantes.
A interdição do Parque do Ingá se junta a outras grandes áreas verdes da cidade fechadas ao público. O Horto Florestal está sem acesso livre desde 2003, envolvido em longo processo judicial para decidir de quem deve ser a responsabilidade de manutenção; o Parque dos Pioneiros não é aberto ao público por razões de preservação ambiental.
Juntos, os três locais somam quase 140 hectares de área verde inacessível à população. Perguntado pela reportagem se há uma tendência de alijamento do maringaense de suas reservas ambientais, Viana exime a prefeitura de responsabilidade, afirmando que o problema com o Parque do Ingá é pontual e as outras duas áreas não são fiscalizadas pelo município.
“Há um processo para retomarmos o Horto e fazermos o que tem de ser feito”. Para o secretário, a maior perda com o fechamento por tempo indeterminado do Parque do Ingá é dos comerciantes que trabalham no seu entorno. “Gente como o pipoqueiro Leno, pioneiro da cidade, que vocês entrevistaram ontem”. Ele se refere a Leno José da Silva, que tem um carrinho de pipoca em frente ao parque e se queixa de que perdeu seu rendimento.
Viana admite a situação crítica, mas afirma que a interdição é prioridade. “Por mais que possa haver prejuízos, não há como reabrir o parque num contexto incerto”.
Prejuízo pequeno
As perdas para o turismo são minimizadas pelo secretário. Segundo ele, a maioria dos visitantes do parque, quando não por maringaenses, é composta de residentes da própria área metropolitana. “Ninguém vai reservar hotel só para visitar o parque”.
O perfil típico do turista do Parque do Ingá é definido como alguém que mora em cidade vizinha, vem a Maringá para compras e acaba passeando no parque. “Não são pessoas de longe”. Viana ainda destaca que, apesar de o Parque do Ingá ser o maior ponto turístico da cidade, os atrativos maringaenses não estão centralizados em um único lugar.
O secretário argumenta que a Catedral e outras áreas de destaque continuam atraindo pessoas de fora, além de eventos como os Jogos Abertos, que garantem lotação nos hotéis. “De qualquer modo, nosso maior cartão de visitas é a qualidade de vida”.