Esses dias pra trás recebi um email da Rosa e do David, dois ingleses que conheci por minhas andaças em Cordoba. Diziam que estavam pelo brasil, perguntaram por onde eu estaria, se poderia lhes abrigar, entre outras coisas.
É realmente muito engraçado abrir a caixa de emails e dar de cara com esse tipo de email. Costuma acontecer também quando abro meu facebook (que eu não abro quase nunca), volta e meia tem recados e mensagens de pessoas que conheço por aí.
Digo engraçado porque são pessoas que passam pela sua vida e que dificilmente você espera encontrar depois. É tudo único, é tudo ali. Aqueles dias, aquelas horas. Quando é hora de dar tchau, ainda que ocorra aquela movimentação de trocar emails, facebook, telefones, e o que mais quiser, sabe-se que este contato nunca mais será o mesmo. Pode ser que alguns dias ou semanas após a partida ainda aconteça essa troca de informações, mas tudo muito superficial, como vai, onde está, o que anda fazendo, essas coisas…
E quando se está lá, durante os dias de convívio são como uma família. Como estamos todos meio sós, no fim das contas estamos todos juntos. Guardo somente boas lembranças de muitas dessas pessoas que encontro e convivo por aí.
Hoje é dia de falar de um belo domingo nas Sierras de Cordoba que começa na noite anterior quando resolvo que irei partir rumo a Mendoza somente na parte da noite e fico com o dia livre para visitarmos as serras, ou seja, este dia foi o meu último em Cordoba.
Levantamos bem cedo (o que me lembro ter sido muito difícil, pois noites em albergues sempre costumam se prolongar até tarde, neste caso, culpa das taças de vinho e dos copos de quilmes), logo tomamos café e partimos caminhando em direção ao terminal de minibus. Só especificando, fomos eu, Alejandra (uma mexicana encantadora), David, Rosa (os ingleses!), Denysse e Rosana (bolivianas que viviam na argentina perto de Buenos Aires) e Edgardo (mexicano também).
Terminal de Minibus
Esq pra Dir - Ale, Denysse, Edgardo, David, Rosa e Rosana
As Sierras de Cordoba são algumas cidades entre os vales que estão ao norte e ao sul de Cordoba, capital da Provincia homônima localizada na região dos pampas na Argentina.
Saindo da capital, ligada por autopistas e a somente 35km já vemos a Villa Carlos Paz, banhada pelo lago artificial San Roque. A Villa, é o centro turístico mais importante da região, contando com muitos hotéis, cassinos e uma vida noturna bastante animada. Não conheci Carlos Paz, apenas passamos por dentro da cidade parando em sua rodoviária para embarque e desembarque. A cidade me pareceu mesmo um refúgio, um escape para os finais de semana.
Lago San Roque e Villa Carlos Paz ao fundo
Mais ao sul, encontramos cidades com Alta Gracia, onde Che Guevara viveu durante parte de sua infância e adolescência. Como maior atrativo turístico, lá podemos conferir a casa onde ele morou que hoje é um museu.
Também ao sul, temos a Villa General Belgrano, vila com imigrantes alemães e suiços que tem sua arquitetura como referência na Argentina. É por lá no mês de outubro que acontece a Fiesta Nacional de la Cerveza, a Oktoberfest, recebendo milhões de turistas para desgutar cerveja de fabricação artesanal.
Bom, voltando a história, tínhamos somente aquele domingo pra fazer estes passeios e tivemos que escolher pra onde ir, não dava pra ficar zanzando do norte pro sul. Escolhemos ir para o norte, rumo a La Falda e La Cumbre.
Pegamos o primeiro minibus rumo a La Cumbre que era o ponto mais longe. Depois voltamos, chegando em La Falda.
A viagem foi super tranquila. Me lembro de vir sentado numa poltrona com uma mulher muito charmosa ao meu lado. Era uma ruiva, de aparentemente uns 25 anos, não me recordo o nome dela. Viemos conversando o caminho todo, me falava muitas coisas sobre a região e ia sempre apontando o dedo para fora da janela me mostrando coisas. Ela morava em Cordoba e nos finais de semana ia para tranquilidade da casa dos pais nas sierras.
Chegando em La Cumbre, demos uma volta pelo centro, fomos até o posto de informação turística pegar algum mapa, algum material da cidade. No mesmo espaço estava tendo uma exposição de arte. Algumas coisas legais.
Caminhamos pela cidade, estava bem vazia por sinal. O clima estava ótimo.
La Cumbre
Las calles
Caminando
Chegamos a ir no mirante onde havia o Cristo Redentor, mas ninguém animou de subir lá em cima. Em frente a entrada pra trilha na montanha santa, visitamos também uma igreja de São Francisco de Assis.
Montaña santa
Cristo
Logo voltamos a pequena estação de coletivos onde tínhamos desembarcado e ficamos a espera do ônibus que nos levaria a La Falda.
Descendo em nosso destino e depois de buscar algumas informações sobre o local, descobrimos que por perto havia um parque ecológico, chamado “7 Cascadas”, no final das contas resolvemos ir até lá. Lembro que não imaginávamos que seria tão longe, como a gente caminhou… Mas foi legal, vimos muitas coisas pelo caminho!
La Falda
Ao vento
Ponto de ônibus
Companheiros de caminhada
Lá vem os patos
E nunca que chegava...
Caminhando
Depois de muito caminhar (me lembro de termos andado muito mesmo!) e ninguém para pedir informações, fomos confiando nas placas e chegamos ao parque. As 7 Cascadas em si, não eram nada demais, mas o parque era bastante agradável e aconchegante. Ficamos por lá algum tempo, bebemos mate e comemos algumas coisas da lanchonete que havia por lá!
Um dos lados do parque
Algumas das "cascadas"
Banho de sol e rodadas de mate
Cardápio!
Pausa pro lanche e pro mate!
Resolvemos voltar porque já estava ficando tarde, só não esperávamos que ficaríamos perdidos! Pois é, saímos caminhando tentando achar o terminal para que pudéssemos retornar pra Cordoba. Acabamos inventando outro caminho pois achamos que tínhamos dado uma volta inútil na ida, no final das contas mesmo, foram mais algumas horas de caminhada, mais uma dose de visuais belíssimos e muita conversa boa!
No alto do morro em busca da terra onde se encontrava o terminal
A casa abandonada
lost...
Juventud X La Falda
Siga seu rumo!
Já anoitecendo, conseguimos encontrar o caminho. Foi bem divertido. Pegamos o ônibus rumo a Cordoba pois eu ainda segui viagem esta noite rumo a Mendoza. Eu e Ale didimos as duas poltronas durante o trajeto e tivemos momentos bem agradáveis conversando. Ela havia chegado do México para um intercâmbio em Cordoba onde pretendia estudar. Infelizmente me contou e falou muito sobre seu novio (namorado) que tinha deixado em sua cidade, mas não foi muito problema!
Assim que chegamos em Cordoba, nos juntamos a Henrique e Ronald, dois brasileiros que todos nós conhecíamos mas não quiseram nos acompanhar no passeio até as Sierras.
Uma pausa para a foto especial de despedida, e enquanto meus amigos seguiam rumo a um restaurante alemão para mais um dia de junta, eu seguia rumo a Mendoza, uma cidade nova, com uma galera nova, estava só novamente! Mas sempre pronto pra viver tudo novo de novo.
É hora de dar tchau!
Ronald, eu e Henrique
Acho que é isso, é sempre bom relembrar tudo e almejar sempre essa vontade de fazer isso qualquer hora o mais rápido possível!
Un belo dia, que belo dia!
Esses dias pra trás recebi um email da Rosa e do David, dois ingleses que conheci por minhas andaças em Cordoba. Diziam que estavam pelo brasil, perguntaram por onde eu estaria, se poderia lhes abrigar, entre outras coisas.
É realmente muito engraçado abrir a caixa de emails e dar de cara com esse tipo de email. Costuma acontecer também quando abro meu facebook (que eu não abro quase nunca), volta e meia tem recados e mensagens de pessoas que conheço por aí.
Digo engraçado porque são pessoas que passam pela sua vida e que dificilmente você espera encontrar depois. É tudo único, é tudo ali. Aqueles dias, aquelas horas. Quando é hora de dar tchau, ainda que ocorra aquela movimentação de trocar emails, facebook, telefones, e o que mais quiser, sabe-se que este contato nunca mais será o mesmo. Pode ser que alguns dias ou semanas após a partida ainda aconteça essa troca de informações, mas tudo muito superficial, como vai, onde está, o que anda fazendo, essas coisas…
E quando se está lá, durante os dias de convívio são como uma família. Como estamos todos meio sós, no fim das contas estamos todos juntos. Guardo somente boas lembranças de muitas dessas pessoas que encontro e convivo por aí.
Hoje é dia de falar de um belo domingo nas Sierras de Cordoba que começa na noite anterior quando resolvo que irei partir rumo a Mendoza somente na parte da noite e fico com o dia livre para visitarmos as serras, ou seja, este dia foi o meu último em Cordoba.
Levantamos bem cedo (o que me lembro ter sido muito difícil, pois noites em albergues sempre costumam se prolongar até tarde, neste caso, culpa das taças de vinho e dos copos de quilmes), logo tomamos café e partimos caminhando em direção ao terminal de minibus. Só especificando, fomos eu, Alejandra (uma mexicana encantadora), David, Rosa (os ingleses!), Denysse e Rosana (bolivianas que viviam na argentina perto de Buenos Aires) e Edgardo (mexicano também).
Terminal de Minibus
Esq pra Dir - Ale, Denysse, Edgardo, David, Rosa e Rosana
As Sierras de Cordoba são algumas cidades entre os vales que estão ao norte e ao sul de Cordoba, capital da Provincia homônima localizada na região dos pampas na Argentina.
Saindo da capital, ligada por autopistas e a somente 35km já vemos a Villa Carlos Paz, banhada pelo lago artificial San Roque. A Villa, é o centro turístico mais importante da região, contando com muitos hotéis, cassinos e uma vida noturna bastante animada. Não conheci Carlos Paz, apenas passamos por dentro da cidade parando em sua rodoviária para embarque e desembarque. A cidade me pareceu mesmo um refúgio, um escape para os finais de semana.
Lago San Roque e Villa Carlos Paz ao fundo
Mais ao sul, encontramos cidades com Alta Gracia, onde Che Guevara viveu durante parte de sua infância e adolescência. Como maior atrativo turístico, lá podemos conferir a casa onde ele morou que hoje é um museu.
Também ao sul, temos a Villa General Belgrano, vila com imigrantes alemães e suiços que tem sua arquitetura como referência na Argentina. É por lá no mês de outubro que acontece a Fiesta Nacional de la Cerveza, a Oktoberfest, recebendo milhões de turistas para desgutar cerveja de fabricação artesanal.
Bom, voltando a história, tínhamos somente aquele domingo pra fazer estes passeios e tivemos que escolher pra onde ir, não dava pra ficar zanzando do norte pro sul. Escolhemos ir para o norte, rumo a La Falda e La Cumbre.
Pegamos o primeiro minibus rumo a La Cumbre que era o ponto mais longe. Depois voltamos, chegando em La Falda.
A viagem foi super tranquila. Me lembro de vir sentado numa poltrona com uma mulher muito charmosa ao meu lado. Era uma ruiva, de aparentemente uns 25 anos, não me recordo o nome dela. Viemos conversando o caminho todo, me falava muitas coisas sobre a região e ia sempre apontando o dedo para fora da janela me mostrando coisas. Ela morava em Cordoba e nos finais de semana ia para tranquilidade da casa dos pais nas sierras.
Chegando em La Cumbre, demos uma volta pelo centro, fomos até o posto de informação turística pegar algum mapa, algum material da cidade. No mesmo espaço estava tendo uma exposição de arte. Algumas coisas legais.
Caminhamos pela cidade, estava bem vazia por sinal. O clima estava ótimo.
La Cumbre
Las calles
Caminando
Chegamos a ir no mirante onde havia o Cristo Redentor, mas ninguém animou de subir lá em cima. Em frente a entrada pra trilha na montanha santa, visitamos também uma igreja de São Francisco de Assis.
Montaña santa
Cristo
Logo voltamos a pequena estação de coletivos onde tínhamos desembarcado e ficamos a espera do ônibus que nos levaria a La Falda.
Descendo em nosso destino e depois de buscar algumas informações sobre o local, descobrimos que por perto havia um parque ecológico, chamado “7 Cascadas”, no final das contas resolvemos ir até lá. Lembro que não imaginávamos que seria tão longe, como a gente caminhou… Mas foi legal, vimos muitas coisas pelo caminho!
La Falda
Ao vento
Ponto de ônibus
Companheiros de caminhada
Lá vem os patos
E nunca que chegava...
Caminhando
Depois de muito caminhar (me lembro de termos andado muito mesmo!) e ninguém para pedir informações, fomos confiando nas placas e chegamos ao parque. As 7 Cascadas em si, não eram nada demais, mas o parque era bastante agradável e aconchegante. Ficamos por lá algum tempo, bebemos mate e comemos algumas coisas da lanchonete que havia por lá!
Um dos lados do parque
Algumas das "cascadas"
Banho de sol e rodadas de mate
Cardápio!
Pausa pro lanche e pro mate!
Resolvemos voltar porque já estava ficando tarde, só não esperávamos que ficaríamos perdidos! Pois é, saímos caminhando tentando achar o terminal para que pudéssemos retornar pra Cordoba. Acabamos inventando outro caminho pois achamos que tínhamos dado uma volta inútil na ida, no final das contas mesmo, foram mais algumas horas de caminhada, mais uma dose de visuais belíssimos e muita conversa boa!
No alto do morro em busca da terra onde se encontrava o terminal
A casa abandonada
lost...
Juventud X La Falda
Siga seu rumo!
Já anoitecendo, conseguimos encontrar o caminho. Foi bem divertido. Pegamos o ônibus rumo a Cordoba pois eu ainda segui viagem esta noite rumo a Mendoza. Eu e Ale didimos as duas poltronas durante o trajeto e tivemos momentos bem agradáveis conversando. Ela havia chegado do México para um intercâmbio em Cordoba onde pretendia estudar. Infelizmente me contou e falou muito sobre seu novio (namorado) que tinha deixado em sua cidade, mas não foi muito problema!
Assim que chegamos em Cordoba, nos juntamos a Henrique e Ronald, dois brasileiros que todos nós conhecíamos mas não quiseram nos acompanhar no passeio até as Sierras.
Uma pausa para a foto especial de despedida, e enquanto meus amigos seguiam rumo a um restaurante alemão para mais um dia de junta, eu seguia rumo a Mendoza, uma cidade nova, com uma galera nova, estava só novamente! Mas sempre pronto pra viver tudo novo de novo.
É hora de dar tchau!
Ronald, eu e Henrique
Acho que é isso, é sempre bom relembrar tudo e almejar sempre essa vontade de fazer isso qualquer hora o mais rápido possível!
Lucas Telles
http://entrechegadasepartidas.wordpress.com