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Olá viajante!

Bora viajar?

Seattle - Setembro 2014

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Impressões gerais:

 

Como você quer passar as suas próximas férias: na praia, no lago ou nas montanhas? Você prefere um destino mais urbano, com boas opções culturais e gastronômicas? Que tal ter todas essas opções reunidas em uma cidade relativamente compacta, com vistas incríveis? Se você acha isso impossível é porque não conhece a charmosa Seattle.

 

Seattle é uma cidade relativamente grande com jeito de cidade pequena. É simpática e bastante arborizada, com vários parques compondo um sistema projetado pelas mesmas pessoas que conceberam o Central Park em New York. Eles sempre tentam colocar um parque, uma praça, uma fonte, uma cascata, uma escultura ou qualquer outra coisa que possa embelezar cada canto da cidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 

Não é uma cidade com uma infinidade de pontos turísticos. Como os locais dizem, Seattle é uma cidade de bairros – os pontos turísticos são as vistas, as paisagens e as ruas de cada bairro. Tem muitos lugares bonitos para tirar foto, mas poucos monumentos ou pontos de referência que costumam fazer os pontos turísticos.

 

Pessoas que gostam de visitar locais fora do circuito batido (mentalidade mochileira, mesmo) ou têm uma bagagem cultural maior vão gostar mais; os turistas normais talvez não precisem ficar mais do que 3 dias, e talvez até achem 3 dias muita coisa (para essas pessoas, Seattle pode ser um “desvio de rota” numa viagem pra Vancouver ou San Francisco).

 

Saí satisfeito mesmo sem ter cumprido metade do meu roteiro, e tenho certeza que pessoas mais organizadas e/ou com mais cultura do que eu vão aproveitar muito mais. Seattle é maravilhosa - se você pesquisar, vai encontrar muitas coisas para fazer.

 

Coisas que qualquer pessoa precisa saber antes de ir:

 

1. Seattle é famosa pelo clima chuvoso. Se você é o tipo de pessoa que espera a garoa passar para sair ou que interrompe o passeio com uma chuva fraca, não vá para Seattle antes de julho ou depois de agosto.

Eu fui no final de setembro. Na maior parte do tempo o céu estava nublado e choveu quase todo dia (não choveu forte em nenhum dia, quase sempre era garoa). Mesmo quando não tinha qualquer nuvem no céu e o sol estava a pino, batia um vento gelado que não me deixava sentir calor quando eu ficava parado por muito tempo.

Eu não me importei com o clima, e percebi que os locais também não se importam. Ninguém se incomoda em pegar um guarda chuva quando começa a chover (ninguém sai de casa com guarda chuva ou capa de chuva), e eu tive a mesma atitude.

 

2. Seattle é uma cidade com muitos morros, e mesmo no centro tem subidas muito íngremes. Se o preparo físico não estiver em dia, pense bem nas partes do seu roteiro que você quer fazer andando.

Na região de maior interesse turístico da parte central da cidade (os dois primeiros dias do meu roteiro – http://www.mochileiros.com/seattle-setembro-2014-t102483.html), as caminhadas no sentido norte-sul (e vice-versa) são tranquilas – quando o terreno não é plano, as subidas são bem suaves. Porém, andar de oeste para leste (de costas para a baía) pode ser um baita desafio. Por sorte, nessa região você vai andar a maior parte do tempo em terreno plano ou quase plano.

 

3. Seattle é uma cidade com muitos moradores de rua, e eles estão em toda parte na região de maior interesse turístico da parte central da cidade, nos arredores dos estádios (pelo menos em dia de jogo) e também nas áreas mais movimentadas de Capitol Hill. Se isso te incomoda, é melhor escolher outro destino.

 

4. Se você ficar na região central da cidade poderá ir a muitos lugares de ônibus, mas em alguns lugares legais (alguns bairros não tão centrais, Mount Rainier) você só chega ou se desloca decentemente de carro.

Se quiser andar de ônibus, compre o ORCA (One Regional Card For All), o cartão de transporte local. Seattle não tem um pacote de passes bom para turistas (você tem a opção de comprar o pacote diário de $9, que não compensa, ou o pacote mensal), o ORCA é caro (taxa de emissão de $5) e você não consegue o reembolso dos créditos que colocar. Apesar disso, com o ORCA você não precisa ficar se matando para entender tarifas, calcular diferenças de tarifas, acumular moedas para pagar tarifas exatas e andar com papéis de transferência (uma vez que você paga a tarifa, tem 2 horas para se deslocar para outros locais sem pagar transferência se a tarifa for a mesma ou pagando a diferença se for o caso). Além disso, o ORCA pode ser usado no trem que liga o aeroporto à cidade e nos water taxis.

Como optei pelo ônibus, não prestei muita atenção em estacionamentos, mas não fiquei com a impressão de que é fácil achar lugar para estacionar.

Se alguém de Curitiba estiver interessado em economizar a taxa de emissão, eu trouxe o meu ORCA para cá.

 

5. Em Seattle, como em outros lugares dos Estados Unidos, as coordenadas geográficas realmente importam e fazem toda a diferença nos endereços. Se você não colocar isso na cabeça vai acabar indo parar em locais bem distantes dos que você queria.

Por exemplo, West Garfield Street, Garfield Street e East Garfield Street ficam em regiões diferentes da cidade – a falta de coordenada geográfica nunca é um acidente. Outro exemplo: 15th Avenue East e 15th Avenue West são avenidas completamente diferentes e ficam longe uma da outra.

Importante: o fato de uma rua existir de leste a oeste da cidade não significa que ela é contínua – em Seattle as ruas podem ser interrompidas até dentro do mesmo bairro (um dos motivos é a existência de algum morro no caminho).

Mesmo que a rua não seja geograficamente interrompida, em bairros residenciais ou mistos (como Capitol Hill) é muito comum ter árvores plantadas bem no meio de cruzamentos, para os carros não passarem mesmo.

Se você quer andar de carro em Seattle use o GPS, por mais estúpido que você possa se sentir, porque nem sempre você vai conseguir chegar onde quer só indo reto e pensando que a rua é a mesma.

 

Relato de viagem

 

Quando eu viajo eu tento, à medida do possível, ver a cidade com os olhos de um cidadão local. Por isso, escolhi alugar um studio em Capitol Hill e me deslocar pela cidade de ônibus (não escolhi o studio para ficar no bairro – acabei ficando no bairro porque gostei do studio).

 

Quando fechei as passagens aéreas e a hospedagem eu reduzi o meu tempo útil em Seattle para 5 dias e 1 tarde (como cheguei em Seattle às 13:00, não considerei o dia de chegada como um dia inteiro), porque achava que os 7 dias do meu roteiro talvez fossem um exagero se eu realmente conseguisse caminhar no ritmo que eu pretendia.

Até cheguei a cogitar tirar um dia para passear em Portland, e quem sabe uma manhã de outro dia para ir até Bainbridge Island.

 

Como eu queria ir no jogo de beisebol (as minhas expectativas se confirmaram, e o Seattle Mariners chegou no último jogo precisando vencer o Los Angeles Angels para continuar brigando por uma vaga nos playoffs), o domingo acabou sendo riscado do meu calendário.

 

No final das contas, acabou faltando tempo para fazer tudo o que eu queria. Culpa da preguiça em revisar e refazer o roteiro, da mania de mudar os planos em cima da hora (inclusive durante a viagem) e de não seguir o roteiro à risca, da falta de preparo físico para enfrentar alguns morros que eu resolvi encarar, e da falta de pernas para subir outros morros que eu queria ver mas não conseguia por causa dos outros que eu já tinha visto.

 

Antes de fazer o relato da minha passagem por Seattle, tenho que falar da viagem de avião de Houston para Seattle. É uma viagem de 5 horas, mas muito legal de se fazer. É uma chance de ver por cima a diversidade de paisagens dos Estados Unidos, passando por pastos, desertos de várias cores e montanhas variadas (em alguns lugares das Rocky Mountains eu jurava que estava na lua!).

 

Agora vou separar o meu relato em vários posts, para facilitar as coisas.

Algumas fotos eu não tirei no dia do relato que elas ilustram (tirei quando passei de novo no lugar), mas por uma questão de coesão elas vão estar lá para manter a ordem geográfica das coisas. Apesar disso, a bipolaridade do clima de Seattle faz com que algumas fotos tiradas no mesmo dia (em espaço de poucas horas) mostrem chuva e céu de brigadeiro.

Editado por Visitante

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Adorei ler seu relato. Morei lá por 4 anos e meio e sou completamente apaixonada pela cidade.

Através do seu relato revivi boas lembranças e me imaginei em cada esquina.

Obrigada

 

Que bom que o meu relato foi útil de alguma forma. Eu também adorei Seattle e pretendo voltar algum dia.

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