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Reino Unido e Irlanda – 2 semanas

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Férias de 10 dias + feriado enforcado em novembro no Rio = 2 semanas. Viva!

 

Já estivemos em Londres antes, nos tempos idos de 1998. A ideia dessa vez era viajar pelos outros países do Reino Unido e Irlanda, que não conhecíamos. Percorremos Inglaterra (Londres, Salisbury, Manchester), País de Gales (Cardiff), Escócia (Edimburgo), Irlanda do Norte (Belfast) e Irlanda (Dublin, Galway).

 

Novembro é mês que começa a esfriar e chover nessa região. É talvez o mês menos recomendável para visitar. Contamos com isso para termos mais tranquilidade nos passeios. E foi assim em todos os lugares – exceto Londres, que estava lotada nos dois sábados em que estivemos por lá. Chuva foi constante, com raras e muito aproveitadas exceções. Felizmente a chuva raramente nos impediu de passear pelas ruas (e sem guarda-chuva).

 

O roteiro:

Dia 1 – Londres

Dia 2 – Stonehenge e Salisbury

Dias 3 e 4 – Cardiff

Dia 5 – Manchester

Dias 6 a 8 – Edinburgh

Dias 9 e 10 – Belfast

Dias 11 a 14 – Dublin (com Galway e Cliffs of Moher)

Dia 15 – Londres

 

Trajetos entre ilhas (Edinburgh – Belfast e Dublin – Londres) foram de avião, com Easyjet e Ryanair. Todos os demais foram de trem.

 

Onde ficamos:

The Gresham Hotel (Londres)

Ibis Budget Cardiff

Ibis Edinburgh

Etap Belfast

The Townhouse (Dublin)

Ibis Budget Whitechapel (Londres)

 

Orçamento:

A ideia era tentar ficar nos 100 euros por dia por cabeça (passagens aéreas exclusas, mas bilhetes de trem inclusos). Não conseguimos, sobretudo porque a libra rasga pesadamente os bolsos. Acabou ficando na faixa de 120 euros.

 

Compramos passagens numa promoção-não-tão-promocional-assim da TAM. Cerca de 2,2 KBRL por cabeça (a British estava bem mais cara). Fora isso compramos os outros trechos aéreos antecipadamente. Esses sim foram bem em conta, perto dos 50 euros/libras. Os bilhetes de trem compramos por lá na hora – e pagamos bem mais caro por isso.

 

A TAM só voa para Londres a partir de SP. Nossa passagem envolvia uma troca de aeroporto, Congonhas – Guarulhos. Trânsito do cacete do CGH para GRU. Claro, sexta-feira à noite em São Paulo, deve ser normal, sei lá. Era pra levar uma hora na teoria, levou duas. Felizmente havia tempo, mas da próxima vou evitar ter de me deslocar dentro de São Paulo.

 

Quem quiser, pode ler um resumão dessa viagem que a Katia fez no blog dela (as fotos eu tirei quase todas de lá):

http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2014/12/resumao-das-ferias-na-inglaterra.html

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Chegamos em Londres e partimos direto para o trem que vai de Heathrow para Paddington. Primeira facada: cada passagem sai por 21 libras. Quem converte não se diverte, mas apenas essa brincadeira já custa mais de 80 pratas aos nossos bolsos brasileiros. Tinha me esquecido de como Londres (e a libra!) é pesada para a carteira. Bom é que o trem leva apenas 15 minutos até a cidade.

 

Nosso hotel ficava bem perto da estação – e reservamos exatamente por isso. Fizemos câmbio, largamos as coisas por lá e partimos para aproveitar as míseras horas de luz que restavam no dia. Já era meio de tarde, umas 15hs e estava londrinamente nublado.

 

Nossos planos para Londres eram de apenas andar, respirar a cidade. Katia queria ir no London Eye e na National Gallery. Ficaram para a volta. Naquele sábado, apenas andamos.

 

Cortamos o Hyde Park de ponta a ponta. Desembocamos no Palácio de Buckingham já bem no fim de tarde, quando a cidade já estava bem escura – mas o relógio marcava somente 4 e pouca da tarde. Seguimos para a região do Big Ben e... desabou a chuva. Foi apertando e ficou meio que desagradável, mas já estávamos molhados mesmo, então que permanecesse assim. Aquela região estava cheia de gente na rua, e assim permaneceu mesmo debaixo de chuva.

 

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Seguimos andando. London Eye com filas absolutamente desmotivantes. E a chuva caindo. Cortamos então de volta para o outro lado do Tâmisa e ficamos vagando pela região do Convent Garden – Leicester Square. Tudo lotado pra cacete, tinha alguma coisa errada! Bares cheios, ruas cheias de gente, entrada do metrô lotada. E a chuva caindo. Se a baixa temporada num dia de chuva é assim, imagino um dia de sol na alta, PQP.

 

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Chovia e passeávamos e procurávamos um bar para uma pausa. Só que todos em que entrávamos estavam muito cheios. Desagradavelmente cheios. Havíamos combinado com um casal de amigos de nos encontrarmos no Porterhouse, então fomos para lá. Lotado também. Mas havia mesas na área externa, para fumantes. Em pé. Ficamos por lá mesmo, amem! Nossos amigos chegaram e curtimos bons momentos. Depois jantamos no Nando’s, cadeia famosa por lá.

 

Voltamos tarde da noite de metrô. Caro pra cacete, mais de 4 libras a passagem – preço de um pint! Londres machuca demais nossos bolsos.

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Madrugamos e já partimos. A estação de metrô estava abrindo ainda. Pegamos o metrô para Waterloo, de onde pegamos o trem para Salisbury. Demos mole e não pesquisamos antecipadamente onde largar as mochilas em Salisbury – assumi que haveria armários na estação. Não há. Mas tem um lugar logo perto chamado Cat Tavern que guarda as mochilas por 3 libras cada, o dia todo.

 

Para ir a Stonehenge nós decidimos pegar o ônibus da Stonehenge Tours, que parte logo do lado da estação, e bate exatamente com a chegada desse trem de Londres. Até dava tempo de ir no tal Cat Tavern e deixar as mochilas, mas não sabíamos exatamente onde era e, horário londrino!, o busum não iria nos esperar. Fomos com as mochilas então.

 

Curtimos Stonehenge num belo e raro dia de sol na viagem. Obrigado, São Pedro! Tínhamos a opção de curtir o lugar num esquema corrido, para pegar o ônibus de volta (sai de hora em hora), mas preferimos curtir com calma. Ficamos um bom tempo por lá. Saiu por 26 libras o busum + ticket. Acho que valeu a pena. A alternativa seria ir de taxi.

 

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Retornamos a Salisbury já no começo da tarde, largamos finalmente no Cat Tavern as mochilas e fomos curtir a cidade. Não é somente a extraordinária catedral, há mais para curtir e passear pelo lugar. Valeu a pena passar a tarde por lá. Havia a possibilidade de incluirmos Bath no nosso roteiro, mas não havia tempo. Deixamos Bath para a próxima e curtimos a tarde em Salisbury mesmo. Bem aconchegante.

 

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A famosa Catedral de Salisbury

 

A famosa Catedral de Salisbury cobra 6,50 para entrar dizendo que é “doação sugerida”. É espetacular mesmo. Andamos bastante pela cidade, sem um destino específico, apenas com o mapa nas mãos. No fim da tarde fizemos uma caminhada por um parque (chamaria de trilha, se o caminho para pedestres e ciclistas não fosse todo asfaltado...) até o Old Mill, onde paramos para uma merecida cerva num hotel que tem por lá, num delicioso momento de por do sol. Foi daqueles momentos simples, supostamente sem grande atrativo, mas que ficam na memória.

 

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Salisbury

 

Quando fomos comprar a passagem para Cardiff, eis que vejo que temos de pegar trem, depois busum, depois trem de novo. Putz! Não era direto?? Depois que vi que havia alguma interrupção na linha de trem e que havia ônibus suprindo essa interrupção. Deu tudo certo, conforme os horários. Chegamos a Cardiff já de noite. Apesar de belo tempo de Stonehenge e Salisbury, chovia de noite em Cardiff. Sina da viagem! Largamos as mochilas no hotel e fomos curtir a cidade. Galera do hotel (recepção e limpeza) era de Portugal!

 

O íbis budget ficava numa rua bem vazia, do tipo que ficaríamos com muito medo de andar de noite no Brasil. Até chegar ao centrinho era uma caminhada rápida. Era domingo à noite, a coisa estava bem morta por lá – uma estrondosa diferença para a muvucada Londres do dia anterior. Foi legal percorrer a rua principal, High Street. Era hora da fome, paramos num restaurante indiano para matar as saudades da culinária.

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Dia 3 – Cardiff

Depois de noites seguidas de pouco sono, acordamos mais tarde. Saímos do hotel somente às 10:30 e fomos explorar a área central, as ruas de pedestres. Muitos “arcades”, galerias comerciais com estilo antigo. Algumas das “arcades” não pareciam ter nada de antigo, eram shoppings modernos mesmo.

 

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Castelo de Cardiff

 

Fomos no Castelo de Cardiff. Assim que entramos, engatamos num tour pelos apartamentos – que é o mais bacana do lugar, interessantíssimo, valeu muito a pena. Depois ficamos passeando na área do castelo. O tempo estava fechado pacas, com aquela cara de que vai chover. Mas não chovia. Amem.

 

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Os interiores do Castelo de Cardiff

 

Depois seguimos para o Parque Bute. Sou suspeito porque adoro parques e achei o Bute bem bonito. Relativamente extenso, deu pra fazermos uma longa e agradabilíssima caminhada por lá, aproveitando aquele belo visual outonal. Na volta ao centro, passamos pela Universidade, War Memorial, Prefeitura, igreja de São João Batista, etc. E ainda rodamos mais pelo centro.

 

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Bute Park

 

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Welsh National War Memorial

 

Andamos sem parar por praticamente 6 horas. Pra compensar a saída atrasada!! Era hora então de parar. Escolhemos o Goat’s, pub que era recomendado pelo LP e tinha aquelas tortas típicas de pubs – e uma delas era muito recomendada. De fato, era ótima! Além de provarmos tudo quanto era cerveja disponível nas torneiras. O barman era tão gente boa que nos recomendou outro pub ali perto para provarmos mais cervejas ainda. Deixamos para outro dia, mas paramos num outro pub no meio do caminho de volta para o hotel. Achei aquele pub meio estranho, maior macharada no lugar. Não deu outra, era pub gay. Sem galho, tomamos nossa saideira e voltamos para o hotel. E a chuva caindo, pra não perder o costume!

 

 

Dia 4 – Cardiff

Saímos cedo nesse dia, como de hábito. E, como de hábito (nesta viagem), chovia. Mas era conforme previsto. Fomos tomar café na praça, experimentamos um típico sanduíche local de bacon! E barato, para os padrões locais (café + sanduba por 2,50).

 

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High Street

 

Demos um rolé nos arredores debaixo de chuva e logo fomos escapar dela (da chuva) no National Museum. Não era exatamente um plano B, mas a chuva acabou nos empurrando logo para lá naquela manhã. E era grátis! O lugar é bem legal, tem arte, tem História, tem História Natural, etc. Tinha inclusive uma instalação moderna da Renata Lucas, artista brasileira que desconhecíamos (não somos do ramo). Ficamos batendo papo com uma menina do museu que adorava a obra dela, foi bacana.

 

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Centro comercial

 

De lá, conhecemos rapidamente o Cardiff Story Museum, que conta a história da cidade. É pequeno e interessante, vale uma passada. Demos uma pausa num bar que nos tinha sido recomendado pelo cara do bar do dia anterior, Urban Tap Bar. Excelente, cheio de torneiras com várias cervejas artesanais! Sobretudo da Tiny Rebel. Infelizmente não era hora de entornar ainda (só recarregar), então só provamos duas e partimos. Passamos na estação de trem para comprar com desconto a passagem do dia seguinte (um terço do preço!) e seguimos andando para a região de Cardiff Bay.

 

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Rua residencial

 

A região da Baía de Cardiff / Cardiff Bay (ou ainda Mermaid Quay) é mais um exemplo de área portuária que foi revitalizada e tornou-se centro de lazer e gastronomia. Rodamos pela região, fomos até a área do tal Doctor Who (estava fechado, mas não era nossa intenção entrar), tudo bem vazio. Isso é baixa temporada, e não aquela lotação de Londres num sábado à noite!

 

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Baía de Cardiff

 

Depois de passear e de a noite cair, fizemos um pequeno beer crawl por dois bares da região. Num deles, finalmente saboreamos um tradicional fish & chips. Não é muito do nosso gosto, mas vale pela tradição. Foi onde saboreamos as nossas últimas Brains, as cervas da região. Voltamos andando. Dessa vez sem chuva!

 

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Millenium Centre

 

Cardiff foi o lugar mais tranquilo que visitamos na viagem. O que é normal, afinal é a cidade menos badalada do nosso roteiro. Além disso, achei as pessoas de lá especialmente simpáticas.

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Acordamos na madrugada e pegamos o trem logo cedo de manhã. Pra variar, chuvinha. Chegamos a Manchester pouco mais de 3 horas depois.

 

Por conta de preocupações com terrorismo, diversos lugares na Europa acabaram com os lockers nas estações de trem. A Inglaterra, um dos países mais visados, é um deles. De qualquer forma havia um lugar na plataforma 10 da estação onde podíamos deixar as malas (que passam por raio x e tudo mais), e a um custo alto pra cacete (8 libras por peça!). Aproveitamos para comprar nossos bilhetes para o destino final do dia, Edimburgo. Facada de 67 pratas cada. Sem desconto dessa vez.

 

E saímos para desbravar a cidade. A ideia era ir direto para o Museu do Futebol. E tome chuva! O Museu do Futebol Nacional / National Football Museum é muito bacana. Interativo, informativo, divertido. Gostei de eles caracterizarem o museu como sendo do futebol *nacional* -- acho que falta isso ao Museu do Futebol de São Paulo, por exemplo. De fato, é naturalmente focado no futebol do Reino Unido, eventualmente supervalorizando jogadores locais. Ainda assim, abre um amplo espaço ao futebol mundial. Tem inclusive a camisa usada pelo Maradona no clássico jogo contra a Inglaterra na Copa de 1986. E é grátis!

 

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Depois da visita ao museu, felizmente a chuva tinha dado um tempo. Aproveitamos para visitar a subvalorizada e belíssima Catedral de Manchester, que fica ali nos arredores. Rodamos um pouco pela área central, prefeitura, Central Library e etc. Muita coisa já sendo preparada para o Natal – todo o entorno da prefeitura estava fechado para os preparativos de uma feira de Natal que seria instalada ali.

 

Seguimos para o People’s Museum, um excelente museu que conta a história das lutas e conquistas sociais, passando por todo o embate entre trabalhistas e conservadores na História inglesa. Também é grátis. É surreal identificar que o Brasil ainda luta por conquistas sociais obtidas pelos ingleses em meados do século passado.

 

Já no meio da tarde, demos uma pausa para recarga e seguimos para a região do bairro gay da cidade. O lugar é bem destacado, mas estava bem morto naquele meio de tarde. Rodamos também pela Chinatown local. Aproveitamos para almoçar num pub antes de seguir viagem para Edimburgo. Ainda deu tempo de curtir uma roda gigante que tinha lá no meio da praça – sem qualquer fila. Pelo contrário, bem vazia. Que diferença para o London Eye!

 

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Chegamos e Edimburgo de noite. O hotel ficava pertinho da estação, bem central, e a cidade era beeeem mais movimentada do que Cardiff. Largamos as mochilas por lá e fomos catar dois pubs que o Lonely Planet listava como 5 dos mais tradicionais da cidade. Ficavam na parte nova. Passamos pelo primeiro, Royal Café, e achamos meio caro para comer. Seguimos para o outro, The Abbotsford, e gostamos muito da atmosfera. Entramos e não nos arrependemos: foi dos lugares mais legais da viagem. Comemos muito bem, bebemos muito e muito bem também. Excelente! O lugar parece atrair uma galera local pós-expediente. E ainda passamos no Royal Cafe para tomar umas saideiras. Ótima chegada na cidade! Fomos dormir tarde.

 

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Clima natalino no The Dome, Edimburgo

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Dia 6 – Edimburgo

Nosso quarto no Ibis era anormalmente espaçoso para o padrão Ibis. Como era o hotel mais finesse da viagem (mas não o mais caro, porque nada se compara a Londres), tinha as tais coffee facilites no quarto. Muito bom, assim tomamos um café de manhã cedo antes de sairmos para passear.

 

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Royal Mile

 

Fomos logo cedo para o Castelo de Edimburgo. Tempo estava fechadíssimo, o que contribuía ainda mais para o aspecto sombrio e sinistro, mas cativante, do centro histórico da cidade. Andamos calmamente até o Castelo, curtindo a Royal Mile. Quando chegamos lá, tinha acabado de abrir. Pegamos uma visita guiada de meia hora, mas que tinha muito blábláblá que não me interessava muito, achei que não valeu a pena. Depois disso fomos explorar tudo quanto era lugar – o Castelo é composto de diversas salas, museus e etc., tudo incluso no mesmo ingresso. No geral é bem bacana, ainda que com muito foco em questões militares – que não nos interessavam.

 

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Castelo de Edimburgo

 

De lá seguimos para a Scotch Whisky Experience, que fica logo abaixo. Foi bem interessante para nós, que não somos apreciadores de whisky. O maior barato do local foi ver a enorme coleção de garrafas de whisky que foram doadas por um... brasileiro! Claive Vidiz é o nome dele. Achava que haveria mais provas de whisky, mas só houve uma. E você ainda leva o copo para casa como brinde.

 

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Partimos em seguida para a Camara Obscura. É uma atração meio destoante do da atmosfera de Edimburgo, mas nos divertimos por lá. Foi bem legal. Depois de tudo isso já eram 3 da tarde. PQP! Só nessas três atrações, largamos quase 50 libras cada um. PQP 2!

 

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Conhecemos a bela igreja St. Gilles, local de eventos hoje em dia, e fomos descendo a Royal Mile até o Holyrood Palace. Só que, naquela hora, em baixa temporada, já estava fechado. Aproveitamos então para conhecer o Scottish Parliament, que fica logo em frente (e é grátis!). Conseguimos até mesmo participar de uma sessão do Congresso, só pra ver como é. Estava bem vazio, com aqueles discursos que estamos acostumados a ver por aqui. Talvez o grande barato do Scottish Parliament seja sua arquitetura mais que ousada, que destoa bastante do centro histórico de Edimburgo. No caminho de volta ainda passamos no interessante Museum of Childhood (grátis!), cheio de brinquedos antigos. Depois disso, já estava escuro e as atrações já estavam todas fechadas.

 

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O parlamento escocês

 

Era hora então do nosso pub crawl particular! Enfileiramos uma meia dezena de pubs na Royal Mile e arredores, provando o que aparecia de novidade pela frente (e tinha MUITA novidade). Antes de dormir, para variar compramos nosso café da manhã no Tesco.

 

Dia 7 – Edimburgo

Saímos mais cedo ainda. A ideia era fazer uma caminhada sugerida no Lonely Plane, “Old Town Alleys”, enquanto a cidade ainda acordava. Foi bem legal. Caminhamos por umas duas horas passando por diversos cantinhos da cidade. Alguns deles mais famosos, claro, como o Greyfriars Bobby. Depois seguimos para a Holyrood House, onde fizemos o tour pelos quartos. É autoguiado, com audioguide. Na saída, uma chuva bem chata de tolerar. Isso atrapalhou nossos planos para a tarde, que eram de subir a Calton Hill e circular pela área nova da cidade.

 

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Holyrood House

 

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Para escapar da chuva, entramos no Museu de Edimburgo. Bacaninha. É lá onde estão os pertences do Greyfriars Bobby. Mas a chuva chata prosseguia. Ok, vamos para um pub. E nada de a chuva dar trégua. Assim que deu uma leve diminuída, saímos para andar pela parte nova da cidade. O Scott Monument estava fechado, estavam montando por ali o que me pareceu ser a feira de Natal da cidade. Com roda gigante e tudo. Como a chuva apertava, escapamos dela no Scottish National Gallery, que ao menos era bem interessante. Quando saímos, a chuva finalmente acabou. Até abriu um sol! Viva! Embora tenha chovido na maioria dos dias da viagem, aquele foi o único momento em que a chuva realmente prejudicou nosso passeio.

 

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Aproveitamos para apreciar toda a beleza dos Princes Street Gardens. O sol pós-chuva e o ar outonal davam uma beleza singular ao cenário. Felizmente tivemos tempo de circular por lá e pela área nova da cidade antes de escurecer. Um lugar muito bonito que tínhamos visto na noite que chegamos e revemos nesse dia é o The Dome. Trata-se de um restaurante, mas estava tão ornamentado para o Natal que acaba se tornando uma atração turística também. Vários entram lá só para ver e fotografar os enfeites. Nós também.

 

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Toda a beleza outonal (e pós-chuva) dos Princes Street Gardens

 

Já era começo de noite, então esticamos até o Mary’s Close, uma atração recomendada que eu tinha certo receio. É que Edimburgo é repleta de atrações no estilo “história de horror”, que eu acho geralmente meio bobinhas. Ainda mais no inglês mais complicado (ao menos pra mim) de entender dos escoceses. Até achei o The Real Mary King's Close interessante, sobretudo para conhecer as condições em que as pessoas viviam e a maldade com que eram tratadas. Não é lã tão diferente da forma como vemos em diversos países hoje em dia, Brasil inclusive. Só que, na Escócia, isso ocorreu séculos atrás.

 

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O The Dome e sua destacada decoração natalina

 

Encerrados os passeios do dia, lá fomos nós para nosso pub crawl particular. Mas nesse dia decidimos que jantaríamos alguma coisa supostamente mais consistente, e não as comidas de pub que estávamos comendo. Fomos numa tal Pizza Express, que aparecia em tudo quanto era lugar da viagem. Nada de mais. Felizmente encontramos o Brew Dog, bar de cervas artesanais excelentes, para uma longa saideira!

 

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O Castelo

 

 

Dia 8 - Edimburgo

Esse foi um dia incomum. Não choveu. Fez até um solzinho! Fizemos nosso check-out, largamos as mochilas no hotel (os Ibis e Ibis budget no Reino Unido infelizmente cobram algumas poucas libras para tomar conta da sua bagagem) e partimos para Leith, para conhecer o Royal Yacht Britannia. Como era longe, fomos de busum. Beeeem mais barato do que em Londres. E com wifi livre – oh, vida.

 

Descemos um pouco antes da parada para o Britannia, queríamos caminhar um pouco por Leith. A entrada do Britannia fica dentro um shopping (Ocean), não tem erro. A visita é autoguiada com audioguide. E com um detalhe que nunca tinha visto antes: tem em português de Portugal *E* em português do Brasil. Mencionei isso à atendente e ela respondeu que ali deve ser o lugar com mais diferentes línguas em audioguide no mundo! A visita ao Royal Yacht Brittania é bem bacana, gostei. É bem mais do que ficar vendo o que a rainha fazia ou deixava de fazer. Parece um navio, mas é “apenas” um iate.

 

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Voltamos para o centro e fomos direto para a Calton Hill. Era o momento de aproveitar ao máximo o único dia de algum sol na cidade! Belos visuais de lá do alto, seja no National Monument, seja no Nelson Monument. Ainda houve tempo para descermos e rodarmos minimamente pelos belíssimos Princes Gardens antes de iniciar o périplo mochila-busum-aeroporto para partir para Belfast.

 

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National Monument

 

Chegamos em Belfast de noite, pegamos o busum para a cidade, largamos mochilas no hotel e partimos para explorar. Era sábado, as ruas estavam cheias. Mas havia um grande evento que lotava ainda mais as ruas: naquele dia, na verdade minutos antes de chegarmos, estava rolando a inauguração da feira de Natal da cidade, nos arredores da prefeitura. Perdemos a inauguração, mas a feira estava lá para curtirmos! Só que... havia uma looonga fila para entrar, de dobrar quarteirão. Fila não! Decidimos procurar algum pub para jantarmos. O problema é que estavam lotados. Tentamos logo o mais badalado, o tradicionalíssimo Crown Liquor Saloon. Lotado, claro. Encontramos um não lotado e então, finalmente, saboreei a primeira Guinness da viagem! Vinha deixando esse néctar para quando chegássemos à Irlanda. Pois bem, chegamos.

 

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Como não encontramos pub com espaço para comer, acabamos num tailandês muito bom, praticamente em frente ao hotel. Ainda voltamos à feira para tentar entrar, mas eram mais de 22hs, horário máximo para entrada. Ficou para o dia seguinte. Divertido foi que o segurança da feira achou que éramos franceses e começou a nos responder em francês, muito simpático. Fizemos um breve pub crawl antes de dormir (inclusive tentamos o Crown novamente, e ainda estava lotado!).

 

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Uma coisa que notei em Belfast é que os pubs têm seguranças na porta. Depois li que isso é herança dos tempos de “The Troubles”.

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Dia 9 – Belfast

Saímos cedo para andar. E a ideia era andar muito naquele dia. Outro incomum dia de sol, e justamente num domingo. Varamos a cidade por onde havia atrações listadas no Lonely Planet. Tudo ainda fechado, cidade ainda dormindo. Fomos para cima, para baixo, demos a sorte de estarmos na cidade num dia em que o St. George Market está aberto (só abre em fins de semana), mas o azar de estar sem fome para beliscar alguma coisa por ali naquela manhã. Depois de explorar toda a região central, cruzamos a ponte para a parte mais nova, em direção ao Titanic Belfast.

 

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The big fish

 

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Beacon of Hope

 

No caminho para lá, quando passamos pelo complexo do Odissey, vi que o time de hóquei local, Belfast Giants, jogaria ali naquela tarde. Vi que Theoren Fleury, que durante um bom tempo foi o craque do Calgary Flames, jogou por ali. Deu vontade de assistir ao jogo, mas Katia naturalmente detestou a ideia.

 

Chegamos ao Titanic e fomos curtir o lugar. É enorme, é muito informativo (fala não somente do navio em si, mas da situação da Irlanda na época da construção do navio, da indústria naval, etc.), é moderno, é divertido. Lá vimos a última filmagem disponível do navio, logo que foi lançado ao mar. Passamos um bom tempo por lá, muito interessante.

 

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Titanic

 

Na volta aproveitamos para comprar nossa passagem de trem para Dublin e para lanchar alguma coisa do St George Market. De tarde tava rolando música por lá, num astral geral bem legal. Saboreamos uma delícia de sanduíche por lá.

 

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St. George's Market

 

E finalmente fomos na feirinha de Natal da cidade! Estava cheia naquela tarde de domingo, bem cheia. Felizmente sem fila para entrar. Feirinha de Natalé sempre bacana. Opções variadas (ainda que semelhantes entre as diversas feiras por onde já passamos) de comidas e bebidas. Chegou a noite, é hora de pub crawl! Finalmente entramos no Crown e saboreamos um pint por lá. Não deu para sentar, ficamos no balcão mesmo. Aliás, lugar para sentar lá são nas salas fechadas. Se você não ocupa uma sala inteiramente, pareceu-me que o compartimento pode ser ocupado por mais gente. Achei estranho – se é que é assim mesmo. Ainda percorremos outros pubs pela cidade antes de encerrarmos o dia.

 

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Crown Liquor Saloon

 

Dia 10 - Belfast

Acabou o fim de semana, acabou o sol. A chuvinha estava de volta naquela segunda-feira. A ideia era percorrer o que fosse possível dos famosos murais de Belfast, que retratam majoritariamente o período dos “Troubles”, quando o pau comia entre protestantes/lealistas versus católicos/republicanos. No dia anterior estivemos no centro de informações turísticas no último minuto antes de fechar e um senhor extremamente prestativo e simpático nos deu as coordenadas de onde ir, o que visitar e etc. E um excelente mapinha! Geralmente as pessoas fazem um tour de taxi (os famosos Black Taxi Tours) para conhecer os murais. Pudera, estão espalhados por quilômetros de West Belfast adentro, sendo virtualmente impossível ver todos. Mas optamos por restringir o espaço e andar mesmo, que é o nosso barato em viagens.

 

Basicamente andamos a Falls Road até a Beechmount Road, onde entramos e voltamos. Tem muitos murais nessa rua também. A Falls é a rua dos católicos/republicanos e no começo dela tem o chamado International Wall, com murais abraçando causas internacionais (bascos, Catalunha, palestinos, Mandela, etc.).

 

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Depois de um longo passeio por lá, cruzamos para a outra área, a protestante/lealista. Entre as duas, um muro que as separava, com portão e tudo. Hoje é chamado de muro da paz. A Shankhill Road é a área dos leais ao Reino Unido. Tem bem menos murais que a Falls, mas vale a pena -- como em tudo na vida – enxergar o outro lado da história. Interessante ver os termos nada amigáveis com que um lado ainda se refere ao outro.

 

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De lá seguimos para uma atração que eu queria ver, a Crumlin Road Gaol. Não era exatamente perto, mas dava para ir andando. Chegando lá, fomos informados de que a visita é somente com tour e que o próximo só sairia em meia hora, sem nada para fazer naquela meia hora. Decidimos não esperar e retornamos para o centro da cidade.

 

Aproveitamos para uma pausa para recarga no John Hewitt Bar, tradicionalíssimo também. E excelente! E voltamos para a feirinha de Natal pra comer um hambúrguer handmade (muito bom!) que eu tinha visto no dia anterior e saborear os insuspeitos mulled wines, que brotam em todo canto nessa época.

 

De tarde fomos conhecer a região da Universidade de Queens e o Jardim Botânico, onde ficamos rodando um bom tempo. Curtimos novamente o belíssimo visual outonal.

 

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A Universidade

 

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Jardim Botânico

 

Fizemos um rápido pub crawl antes de pegar as mochilas e partir para a estação de trem. Chegamos em Dublin no fim do dia, ainda com tempo de ir num pub local celebrar.

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Dia 11 – Dublin

O hotel de Dublin era o único com café da manhã incluso. Conseguimos uma boa promoção em que, se você reserva por mais de 3 noites, ganha desconto e café incluso. E o melhor: café da manhã irlandês, pesadíssimo! Linguiça, bacon, batata, feijão e etc. Muito bom!

 

Conhecemos o Trinity College – valeu pela espetacular Long Room da Old Library – e fomos reconhecer o centro. Ruas de pedestres e muita gente. Dublin é mais cheia que Belfast. Como estava com uma chuvinha (olha ela sempre aí!) que ia e voltava, de vez em quando precisávamos nos abrigar rapidamente. Rodamos pelo belíssimo St. Stephen’s Green (acho que passamos por lá quase todos os dias) e fomos conhecer a Catedral de St. Patrick. Lá a entrada é cobrada mesmo, nada de subterfúgios de “doação sugerida”.

 

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O extraordinário Long Room da Old Library

 

St. Patrick acabou tornando-se meio que associado à diversão e bebida, mas a história dele – ao menos conforme li – era de evangelização mesmo. A forma de celebrar o dia dele é que pegou desse jeito.

 

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De lá fomos andando até a Guinness Storehouse. Acabamos passando praticamente o resto do dia por lá. É muito mais do que conhecer o processo de fabricação da cerveja (isso você vê praticamente em qualquer cervejaria que você visitar), lá você vai conhecer a história da própria Guinness, aprender a tirar um chope adequadamente, e, claro, saborear aquela maravilha. O ingresso dá direito a um pint. Eu achava – tinha lido isso no Guia do Viajante (mas é de anos atrás) – que você ainda levava o copo. Leva mais não. Aliás, o prédio da Guinness é um copo de pint. Sensacional!

 

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Mal chegamos no lugar e já fomos agraciados por uma senhora que estava saindo e nos ofereceu o “vale-pint” dela. Muito obrigado! Mas a coisa ficou melhor ainda: depois de aprendermos a tirar um pint adequadamente, optamos por ficar na sala para tomar nossos pints. Todo o resto da turma (são vários a cada vez) subiu para o bar que fica no topo. Sobrou um pint inteirinho (alguém não quis nem provar). Quem foi o agraciado com a sobra? Nós!

 

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E ainda curtimos o bar que fica no topo (Gravity Bar), com visual geral de Dublin, tomando nossos pints adicionais. Mas presenciamos alguns hereges largando suas Guinness pelo caminho!

 

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Acabamos voltando no anoitecer para o centro. Ainda conseguimos conhecer uma bela igreja no caminho, a John’s Lane. Não aparecia em nenhum roteiro turístico que vimos e era linda, tanto a fachada como o interior. Ainda tentamos entrar na também bela Christchurch, mas já estava fechada. Era mais cara pra entrar do que a St. Patrick, putz!

 

Enfim, noite. Que lá, naquela época e com tempo fechado, começa já pelas 17hs. E noite é hora de pub crawl, no que percorremos alguns bares da região do Temple Bar – inclusive o próprio Temple Bar. Por ser região badalada, as cervas são nitidamente mais caras. Mas valeu para tomar minha primeira Kilkenny da viagem. Sempre bom saboreá-la. Kilkenny e Guinness são as cervejas que sempre peço nos diversos pubs irlandeses espalhados pelo mundo afora. Depois dos bares, fomos conferir a feira de Natal da cidade, que era feita na calçada do St. Stephen’s Grenn. Chegamos lá umas 20:10, estava fechando! Fecha às 20hs. Putz! Tomamos uma saideira em outro pub e fomos dormir.

 

Dia 12 - Dublin

Quando programamos 4 dias em Dublin, um deles era para conhecer alguma outra cidade da Irlanda, em esquema de day trip. A cidade pré-eleita tinha sido Kilkenny,e a ideia era ir no dia seguinte. Vimos que havia alguns tours para lá, mas não estavam saindo naquele dia específico que queríamos. Achei a coisa dos transportes pouco satisfatória, com relativamente muito tempo de estrada. A opção que nos foi oferecida era o clássico tour para os Cliffs of Moher, talvez a principal atração turística da Irlanda depois de Dublin. Ainda debatemos diante do longo tempo de viagem de ida e volta (bem mais que Kilkenny), mas cedemos diante de conhecermos aquela beleza do outro lado da ilha. Compramos o tour para o dia seguinte.

 

Saímos e o tempo estava sinistramente escuro. Rodamos um pouco pela região do Writer’s museum, vimos várias portas coloridas (consta que em tempos idos as portas eram pintadas assim para a galera bebum identificar a sua quando voltasse para casa). Caminhamos pelo rio e entramos na região do Temple Bar – naquela hora da manhã, tudo bem vazio.

 

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Momento celebridade: Quando estávamos atravessando a rua para conhecer o prédio da prefeitura, eis que surge uma menina que reconhece a Katia. Era uma portuguesa que conhecia não apenas a Katia através do blog dela, mas que também lê relatos do mochileiros.com! Ahahaha, muito bacana.

 

Curtido o encontro, visitamos rapidamente a prefeitura e seguimos para o Dublin Castle quando a chuva chegou. A visita é rápida e bem interessante. Aproveitamos para fazer um tour pelas escavações do lugar também. Visitamos ainda os jardins e a Chester Library, que fica nos arredores. E fomos comer alguma coisa na feirinha. A chuva apertava e dava folga.

 

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A sala mais bonita do Castelo de Dublin

 

Katia começou a sentir uma lesão muscular na perna, impedindo de andar da maneira como habitualmente fazemos. Ainda assim, andando devagarinho, visitamos o Merrion Park, onde tem uma bela estátua do Oscar Wilde (eu lia contos dele na minha infância), a National Gallery, que apresentava uma impressionante exibição de retratos de diversos tipos (Henessy Portrait Prize), e, por fim, o National Museum, que contava com uma sinistra exibição de “bog bodies” (não sei a tradução, mas são corpos relativamente bem conservados encontrados em escavações). Fomos meio que enxotados do museu – mas de forma muito simpática, com o guarda conversando conosco e inclusive nos mostrando outras coisas! --, ficamos até fechar as portas.

 

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Oscar Wilde

 

Como chovia e a Katia não podia andar rápido, limitamos nosso pub crawl do dia a um jantar e uma saideira.

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Acordamos cedo pacas e partimos no tour. A previsão para Galway era de nublado com chuva. Novidade, né? Katia lembrou-se de uma vez em que ela estava no Japão e fez um tour para o Mt. Fuji e que não deu pra ver absolutamente nada, estava com neblina. Ahahaha, mau presságio. Praticamente todo o trajeto até Galway foi sob neblina. Na verdade, o tour original reza que primeiro vamos aos Cliffs of Moher, e depois seguimos para Galway. Nosso guia sugeriu de invertermos a ordem, porque a notícia que ele tinha naquela manhã era de que estava com tempo fechado nos Cliffs. Todos (eram mais de duas dezenas no ônibus) toparam. Fiquei imaginando que era melhor ter encarado Kilkenny por conta própria! Enfim, não temos como prever.

 

Chegamos em Galway e teríamos pouco menos de 2 horas para passear pela cidade. Rolou um breve tour guiado, que dispensamos. Katia estava melhor da perna, mas ainda não podia andar no nosso ritmo habitual. Ficamos passeando pelo centrinho da cidade – muito charmoso, aliás. Estava bem frio naquela manhã, menos de 5º C. E a neblina em cima. Estavam montando a feirinha de Natal na praça principal da cidade. Ainda estiquei para ir até a bela Catedral, que fica um pouco mais afastada do centrinho.

 

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Latin Quarter

 

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A Catedral

 

Retornamos ao busum e partimos para os Cliffs. A neblina pesada prosseguia onde estava. No meio do caminho o guia informa que acabara de receber uma mensagem dizendo que o tempo estava aberto nos Cliffs. Não levei a menor fé naquilo. Aquele fog estava sobre nossas cabeças praticamente desde que saímos de Dublin.

 

Passamos em alguns vilarejos bem charmosos, e o guia nos falava de cada um deles. E então, eis que às 13:40 do meu relógio, a neblina se dissipou e adentramos um céu limpamente azul! Parecia mágica – mas era “apenas” o fim da região que o fog pesado estava encobrindo. A neblina não se dissipou, apenas ficou para trás. Conforme descíamos ao sul, saímos dela. Viva! O busum parou no meio do caminho para curtirmos o visual do mar um pouco. Longa e querida parada para curtição. E, naturalmente, centenas de fotos.

 

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Pausa para fotos no Oceano Atlântico

 

De lá, partimos para os Cliffs of Moher. Bem frio, sobretudo com o vento constante e cortante que tem lá. Mas, salve!, com tempo aberto! Tínhamos 2 horas para apreciar todo aquele espetáculo e aproveitamos cada minuto. Optamos por percorrer o lado direito (de quem olha para o mar) e descobrimos que há mais de 20km de trilhas para percorrer os Cliffs, ou seja, você pode passar o dia andando por lá, se quiser.

 

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Eu achava que era necessário ao menos passar a noite em Galway para curtir melhor o lugar. Na verdade, ainda acho. O tour de bate-volta para os Cliffs a partir de Dublin te deixa mais tempo dentro do ônibus do que fora (das 13 horas de tour, apenas umas 5 são de passeio a pé). Mas, ainda assim, achei um espetáculo. E felizmente pegamos um guia muito bom (o guia era o Jim, a cia era a wild rover), que falava um inglês bem tranquilo e que ainda deu aula de história irlandesa no caminho de volta. Excelente!

 

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Esse foi o único dia em que não fizemos pub crawl, tiramos folga de cerveja. A fome era grande (o tour, felizmente!, não faz parada para almoço), então procuramos um restaurante de comida indiana (na prática encontramos um de comida nepalesa) e nos fartamos. Mais do que deveríamos, até!

 

E nesse dia não choveu.

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Era nosso último dia na cidade e na Irlanda. A previsão para o dia era, adivinhe?, chuva. Nossa (minha, na verdade) ideia era descambar até o outro lado da cidade pra conhecer a Kilmainham Gaol, uma prisão antiga transformada em museu. Era um museu onde também contava-se um pouco da história da Irlanda, e eu estava bastante interessado nisso. Pegamos as coordenadas dos ônibus para chegar lá. O problema é que, quando chegamos no ponto, vimos no painel que ele só passaria dali a 50 minutos. Putz! Ainda bem que as coisas são modernas e existe previsão de chegada. Decidimos ir a pé mesmo, margeando o rio. Fomos observando as diversas e diferentes pontes pelo caminho, além de alguns belos exemplos arquitetônicos. A chuva ia e vinha, mas era tolerável.

 

O tour na Kilmainham é necessariamente guiado, e achei excelente. Até Katia se surpreendeu e gostou também. A guia era ótima e falava um inglês facilmente compreensível. Havia partes fechadas naquele dia, mas isso não atrapalhou muito. Saciada a sede de informações históricas sobre a Irlanda, voltamos. Dessa vez de busum mesmo. Até porque a chuva naquela hora não estava mais tolerável. Demos a sorte de termos dinheiro trocado no bolso para pagar o ônibus – não há troco.

 

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Kilmainham Gaol

 

Paramos para recarga rápida num pub e logo seguimos para aproveitar o tempo “bom” (fechadíssimo, com chuvinha mínima) e conhecer os Iveagh Gardens. Belo lugar. Partimos para explorar um pouco a região de Docklands, e antes paramos num pub tradicional, O’Donahue, onde estava rolando uma galera ensaiando o que entendo ser a típica música irlandesa. Bem legal!

 

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St. Stephen's Green Park, em dias e momentos diferentes

 

Docklands é onde fica a Samuel Beckett Bridge e também um centro de convenções que mais pareceu ser um copo inclinado (!). Achamos a região um tanto mais abandonada do que as outras. Já no fim da tarde demos nossa última recarga antes de partirmos para o aeroporto. Por sorte paramos num lugar que tinha cervejas feitas em Galway – quando estivemos lá era de manhã e nem pensamos nisso. Pegamos as mochilas e lá fomos esperar o busum para o aeroporto. Fim de estadia em Dublin!

 

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Docklands: Samuel Beckett Bridge (e o prédio do copo virado ao fundo) e Famine Memorial

 

Chegamos em Londres e fomos procurar como chegar ao centro. Estava lá o Gatwick Express por 20 libras (Londres e seus preços terríveis, putz!) e um tal Thameslink por 10 pratas. Achei estranho. Mas fomos no trem mais em conta mesmo – e deu tudo certo! Sei lá porque tem essa diferença de preço. Era sexta à noite e eu tinha lido que Londres tem aquela coisa de bares fecharem às 23hs. Depois é que vi que isso meio que não se aplica às sextas e sábados, ehehehe. De qualquer forma, largamos as mochilas no hotel e partimos para celebrar a chegada (de volta) a Londres. Paramos no primeiro pub que não estava cheio de gente. Amem! Na larica da noite, já na volta, encaramos um kebab guerreiraço (e bem barato!) do único lugar da whitechapel que encontramos aberto àquela hora (quase 1 da manhã).

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  • Conteúdo Similar

    • Por Murilo Andrade
      BELO HORIZONTE:
      02 – 01 – 2017:
      Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando a tarde em Belo Horizonte. Fui de “carona” conseguida através do aplicativo Blablacar, o motorista dirigia muito bem e a viagem ficou bem em conta, recomendo demais.
      Chegando em BH, fui para um hotel (Hotel Madrid – somente para passar uma noite é razoável) próximo a rodoviária, pois no outro dia viajaria para Brumadinho. Aproveitei a tarde para passear pelo Centro de BH, saindo da praça Rio Branco em direção ao Mercado Central de Belo Horizonte. Cidade excelente para uma boa caminhada, tanto pela qualidade das ruas, quanto pela sensação de segurança.
      O mercado é um local com muita variedade de produtos, especialmente de comidas (rs). Destaco o restaurante Casa Cheia, com uma vista do alto de todo o interior do mercado, oferece um cardápio excelente, ao começar pelas deliciosas almôndegas exóticas:
        
      Continuei batendo perna pelo centro de BH, a cada esquina um prédio, igreja, casa com arquitetura interessante. Cidade muito boa de percorrer a pé.
      Fiquei impressionado com Igreja de São José:

      A noite retornei ao hotel para descansar.
      BRUMADINHO:
      03 – 01 – 2017:
      No dia anterior já havia comprado minha passagem de ida e volta para Brumadinho, com chegada e partida no estacionamento do Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea de renome mundial. Já estava com ingresso a postos, comprado antes da viagem.
      Fui para a rodoviária bem cedo, chegando em Inhotim por volta das 09:30h, onde descemos no estacionamento da própria instituição. Deixei minha mochila na recepção do local, desde o início percebi a excepcional estrutura do local.
      Digo desde já que não entendo nada de arte, apenas gosto de admirar o que instiga à reflexão e (nem sempre rs) é belo.
      O lugar é impressionante, para todo lado que você olha enxerga alguma coisa impressionante, sejam as representantes da flora brasileira e mundial (o Instituto possui a maior coleção de palmeiras do mundo) sejam, claro, as esplêndidas obras de arte contemporânea espalhadas por todo o local.

      O Instituto é imenso, devendo ser feito um planejamento prévio sobre por onde vai se iniciar o passeio, recomendo começar pelo lado esquerdo do instituto, especialmente por causa da enorme ladeira no circuito laranja. O mapa fornecido na entrada é de imensa ajuda e sua utilização é bem intuitiva, ademais o parque é bem sinalizado e possui funcionários muito prestativos.
      Destaco algumas obras que mais me interessaram no Instituto Inhotim.
      Galeria Adriana Varejão, um conjunto imenso de obras em azulejos em uma estrutura impressionante, visceras  e órgãos humanos substituem cimento e tijolos nessa parede:


      Essa obra, bastante interativa (viewing machine), oferece um panorama incrível e uma nova forma de ver não só do parque, mas de todo o seu entorno servindo como um gigantesco monóculo com caleidoscopio:

      Esta obra achei muito interessante ao propor demonstrar o poder do acaso (beam drop inhotim), no qual o artista, usando um guindaste, deixou cair sobre um poço de concreto uma série de vigas de aço:

      Árvore de metal interagindo com árvores de verdade (Elevazione):

      Galeria Cosmococas, um lugar incrivel e de grande interatividade. Piscina onde podemos mergulhar os pés, redes onde podemos deitar, chão inesperado..são diversas as propostas. Foi o lugar que mais gostei nesse primeiro dia de visitas:

      Ao final das visita, beeem cansado, fui aguardar o transfer do Hostel70. Ali já conheci pessoas que estavam hospedadas no local. A própria dona do hostel foi-nos buscar, Nathi, uma pessoa excepcional.
      O hostel, um local simples e muito bem localizado, superou as minhas expectativas especialmente pelo atendimento, todas as pessoas que ali trabalham se mostraram super atenciosas e prestativas. Naquela mesma tarde fomos a um morro local em busca do por do sol, mas em razão do tempo nublado não podemos ver, em compensação apresentou-se uma paisagem deslumbrante e o belo momento no qual as brumas (névoa) tomam conta das serras de Brumadinho, serpenteando por entre os morros:

      De volta ao Hostel, fiquei por ali mesmo, após o jantar, hora de bater papo até tarde da noite com os outros hóspedes. Dei sorte de encontrar uma galera super gente boa, desde fotografo e professores de São Paulo até estudantes “black blocks” de Brasília, passando uma adolescente que tinha “fugido” de casa, para quem acabei dando consulta jurídica a mesma e ao pai que estava na França rs
       
      04 – 01 – 2017
      Acordei cedo, após um bom café da manhã no Hostel70, partimos para mais um dia de desbravamento do Inhotim. Já levei minha mochila, pois de lá mesmo voltaria para Belo Horizonte.
      Dessa vez fiz o percurso mais longo (roteiro rosa) e com uma ladeira gigante (rs).
      Como era o dia de gratuidade, o local estava lotado. Por isso fui direto para a última obra, no fim do percurso, Som da Terra, uma cúpula na qual encontra-se um poço com 202m de profundidade com microfones que captam os sons emitidos pelo terra. Não sou nem um pouco místico, mas ali é um lugar mágico sem sombra de dúvidas. Fiquei por um bom tempo, refletindo ao som das profundezas da terra e descansando após a longa caminhada kkk:

      Saindo dali fui até a uma galeria, uma impressionante cúpula espelhada no meio da mata, que guarda a obra Lama a Lâmina – que resgara o confronto entre os orixás que representam o ferro e a fauna. Apesar de, na minha humilde opinião, expor a destruição da natureza que tanto assola o nosso país e, em especial, aquela região de minas amplamente atingida pela exploração mineral:


      Dirige-me depois a galerias que expõe uma série de obras de áudio, vídeo e imagens:
      Na galeria Claudia Andujar estava acontecendo uma exposição fotográfica com a temática de índios do Brasil:

      Na galeria Miguel Rio Branco haviam expostas imagens e vídeos projetados em tecidos com a temática de nudez, muito interessante ao nos dar uma visão leve e reflexiva sobre o tema:

      Ainda passei no complexo do Instituto no qual se localiza biblioteca, lanchonete e uma enorme coleção taxonômica de borboletas.
      Fui para o estacionamento, onde o ônibus da Viação Pássaro Verde já aguardava para retornarmos para Belo Horizonte.
       
      Algumas considerações sobre Inhotim:
      - O acesso à Inhotim por ônibus é bem tranquilo, com ônibus saindo diariamente da rodoviária de Belo Horizonte, com destino tanto ao próprio instituto quanto a cidade de Brumadinho.
      - A caminhada é nível médio, é bom ter disposição, caso não, vale a pena contratar o uso dos carrinhos para se deslocar pelo complexo.
      - Em todo o instituo encontram-se banheiros e bebedouros, muito bem cuidados. Quanto a água, vale a pena levar uma garrafinha em razão das distâncias a serem percorridas. Existem restaurantes e lanchonetes, com preços condizentes com o local, vale a pena levar umas barras de cereais ou lanches mais práticos rs.
      - O uso do mapa é fundamental, mas os funcionários e uma excelente sinalização dá segurança para se deslocar pelo parque.
      - Recomendo ao menos dois dias de visitação, tempo suficiente para ver todo o parque. Ver, não conhecer, pois ai seriam necessárias algumas semanas rs. Fiz o circuito amarelo e laranja no primeiro dia e o rosa no segundo, mas no pique e com bastante disposição...mas, não contratei os carrinhos kkkk
      - Por fim, destaco que, por mais que não entenda-se nada de arte contemporânea, o Inhotim é um local impressionante tanto pela estrutura quanto, especialmente, pela natureza e pelas obras ali existentes.
       
      OURO PRETO
      04/01/2017
      Cheguei na rodoviária de Belo Horizonte e imediatamente comprei minha passagem para Ouro Preto, viagem bem tranquila, cheguei em Ouro Preto por volta das 20:00h, fui andando até o hostel (Brumas Hostel – uma enorme casa colonial no alto da cidade, com uma estrutura simples, compensada pela disposição dos proprietários do local e pelo excelente café da manhã rs, e a 1 minuto de caminhada da praça principal da cidade).
      Fui procurar um local para comer, sai do hostel, passei por uma igreja e me deparei com a seguinte imagem, que deixou-me impactado pela impressionante arquitetura colonial na noite de Ouro Preto:

      Senti naquele momento o que as fotos nos livros e internet não conseguem traduzir, ver mais de três séculos de história ao vivo e a cores é outra coisa rs.
      Fui até uma hamburgueria na praça principal da cidade, hambúrguer muito bom. Voltei ao hostel para descansar, mas lá encontrei um fotografo de Montes Claros, muito gente boa, e voltamos até a famosa Rua Conde de Bobadela para tomar a famosa cachaça mineira.
       
      05/01/2017
      Acordei cedo, afinal era dia de conhecer a Ouro Preto.
      Meu café da manhã, o tradicional colonial mineiro, foi com essas vistas:


       
      A mesma imagem da noite anterior, mais ampla e tão bela quanto a cidade no período noturno, com o pico do Itacolomi ao fundo:

      A praça Tiradentes, principal da cidade, onde se localiza o Museu da Inconfidência, que vale a pena demais a visita e de onde tirei a foto seguinte, e antiga Escola de Minas de Ouro Preto, ao fundo na imagem:

      Após visitar o Museu da Inconfidência, saí dali e iniciei um périplo pelo lado oeste da cidade, visitando primeiro a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde conheci uma sanfoneira de São Paulo, excelente musicista e fã de Elomar rs. Deu boas dicas sobre a cidade. Foto da igreja:

      Fui até o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil. Depois passando por um beco, saí na Rua Conde da Bobadela dos bares (Porão), restaurantes e botecos (Satélite) da cidade:

      Dei uma volta pelos fundos da Igreja do Carmo, passando pela Escola de Odontologia de Ouro Preto, após uma boa caminhada, já saí na lateral da Igreja de São Francisco de Assis, cujo largo se localiza uma feirinha de artesanato, com muita coisa feita de cristais e outros minerais:

      Por fim, voltei para almoçar no restaurante Forno de Barro, na praça da Inconfidência, onde serve a tradicional e deliciosa comida mineira. Reencontrei também almoçando lá a sanfoneira paulistana e o fotógrafo de Montes Claros, além de conhecer um estudante alemão de intercambio que estava hospedado no Brumas Hostel também.
      Após o almoço, saímos nós três para um passeio pelo lado leste da cidade, começando por uma visita pelo interior da Igreja de São Francisco de Assis. Depois seguimos até as Igrejas Nossa Senhora da Conceição (segunda foto a partir do pátio da Mercês) e Nossa Senhora das Mercês (na primeira foto a partir da frente da Conceição):

       
      Fomos até uma uma antiga mina de ouro, não entramos, apenas tomamos um belo açaí para recuperar as forças e enfrentar novamente as ladeiras no retorno ao hostel. A noite fomos, eu, o estudante alemão e um professor de história para O Porão novamente, um bom papo acompanhado por uma cerveja estupidamente gelada.
      06/01/2017
      Madruguei para assistir o nascer do sol, ao lado da igreja de São Francisco de Assis:

       
      Igreja de Santa Efigênia no topo ao lado do sol nascente:

      Inicialmente, tinha previsto que nesse dia iria até Mariana. Mas, acabei decido-me por ir, juntamente com o intercambista alemão, até o Pico do Itacolomy (1.772m) pela trilha de 7 Km no parque de mesmo nome. Fomos de ônibus até a entrada do parque e dali a pé em direção ao centro de visitantes (5km), mas demos sorte de pegar uma carona após 2km rsrs
      A trilha é mediana, mas conta com pontos íngremes, locais nos quais inclusive precisa-se de apoio das mãos na subida, mas as paisagens são surpreendentemente belas a cada passo dado.
      Vista de Ouro Preto:

      Após uma longa e sinuosa trilha, chegamos ao Pico do Itacolomy, local de onde dá para visualizar a cidade de Mariana:


      Saindo do local do pico, após subir uma trilha apertada em meio as pedras chega-se ao topo da serra do Itacolomy, uma bela visão de 360º na qual se vê a imensidão das terras mineiras:

      Tivemos que descer a trilha meio que na pressa rs, uma vez que começou a se formar uma forte tempestade com fortíssimos trovões, para nossa sorte pegamos chuva apenas próximo do centro de visitantes:


      Após a longa e sedenta trilha de volta (levem muita água rs) até o centro de visitantes, voltamos de carona até a cidade.
      Lá após um pesado almoço mineiro, pegamos carona com o fotografo de Montes Claros para Belo Horizonte, sem tempo nem para tomar um banho kkk.
       
      Algumas considerações sobre Ouro Preto:
      - Ouro Preto tem uma boa estrutura turística, com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, mas é importante ter folego para enfrentar as ladeiras da cidade rsrs.
      - A visita das igrejas é imperdível, mas diante dos custos vale a pena selecionar umas duas para conhecer (a Igreja de São Francisco é fundamental).
      - Mariana é visita “obrigatória” para quem vai para Ouro Preto, mas diante do meu tempo exíguo preferi fazer a trilha do Pico do Itacolomy.
      - Por fim, vale a pena demais conhecer trezentos anos de história do Brasil, passando pelos períodos do Brasil colônia e sua mineração, a inconfidência, as escolas de minas e odontologia, além da impressionante arquitetura das igrejas e palacetes.
       
      BELO HORIZONTE:
      06 – 01 – 2017:
      Chegamos em BH já a noite, fui para o apartamento no qual havia reservado um quarto através do Airbnb. Fui muito bem recebido pelos proprietários, pessoas super hospitaleiras, além de estar localizado em um excelente local, próximo a estação de trem de Belo Horizonte.
      A noite fui para ao famoso Edificio Maletta com o pessoal que conheci em Ouro Preto, lá tomamos uma no Objetoria, depois saímos para o Sindicato do Choppe:

      07 – 01 – 2017:
      Tirei a manhã para conhecer o complexo cultural da Praça da Liberdade, um complexo de museus e centros culturais no entorno de uma belíssima praça, na imagem com o Edíficio Niemeyer ao fundo:

      Fui primeiro ao Centro Cultural Banco do Brasil, no qual ocorria uma exposição de arte denominada ComCiência, que trazia uma interessante proposta sobre a perspectiva da vida humana e animal em um futuro distópico:

      Agora, o Memorial Minas Gerais Vale, focado na história do estado de Minas e do seu povo com interessante acervo de mídia sobre a formação do povo mineiro:


      Saindo dali fui até o Museu das Minas e dos Metais, focado na metalurgia e mineração, atividade de forte importância econômica em Minas a ponto de inclusive oferecer o primeiro nome ao Estado. Lá encontra-se farto acervo audiovisual e interativo, além de grande coleção de minérios, inclusive um meteorito no qual todos os visitantes podem tocar. Na imagem, o Museu de Minas e dos Metais e ao fundo o Espaço de Conhecimento da UFMG, dedicado as ciências:

       
      Enquanto esperava a abertura do planetário do Espaço do Conhecimento da UFMG fui até a famosa Sorveteria São Domingos, sem dúvida o sorvete mais delicioso que já tomei. No Espaço pude assistir a uma representação de uma noite nos céus da Inglaterra que inspirou Shakespeare em seus escritos.
      Na volta para o apartamento onde estava hospedado passei no Parque Municipal Américo Gianetti, uma bela peça de interação entre arquitetura e a natureza no centro de uma metrópole, e além de parar na interseção da Avenida Bahia com a Álvares Cabral (a “quando cruza Ipiranga a Avenida São João” de BH), afinal nada mais beozontino que subir Bahia e descer Floresta:

      No período da tarde fui até a Praça do Papa, no alto da cidade de Belo Horizonte, emoldurada pela Serra do Curral ao fundo. Além de ter um dos mais belos por-sol, acompanhado por centenas de pessoas:


      No mais, sem dúvida, a melhor vista de Belo Horizonte também está aqui:

       
      Voltei para o apartamento por volta das 21:00hs, pois no outro dia teria que acordar cedo para não perder o trem para Governador Valadares.
       
      Algumas considerações sobre Belo Horizonte:
      - Ouro Preto tem uma excelente estrutura urbana (transporte público, opções de lazer noturno, etc), com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, ruas amplas e praticamente sem ladeiras e onde qualquer um pode facilmente se localizar em razão da organização bem racional e planejada das vias públicas.
      - Fiquei muito pouco tempo na cidade, pequei por não ter conhecido todos os lugares mais interessantes da cidade, mas isso serve como desculpa para voltar em outra oportunidade rsrs
       
      08 – 01 – 2017:
      Acordei cedo, pois o trem sairia as 07:00 (sem atrasos rs) da estação central de Belo Horizonte, ainda bem que fiquei hospedado bem próximo de lá. Vagões confortáveis, com televisores e tomada individual, além de vagão restaurante e serviço de bordo (almoço incluso):


      O melhor dessa viagem de mais de 600km sem dúvida foram as belas paisagens vistas pela janela do trem, minas gigantescas, pontes que desafiam grandes distâncias, bucólicas cidadezinhas a beira da ferrovia, florestas e fazendas:


       
      GOVERNADOR VALADARES:
      08 – 01 – 2017:
      Cheguei em Governado Valadares por volta das 15:00hs, Célio Nobre já me aguardava nas proximidades da estação de trem. Próximo destino - Pico da Ibituruna. Objetivo – voo livre de parapente:

      Lá de cima além de avistarmos a cidade de Governador Valadares, ainda se tem uma vista em 360º da imensidão dos Gerais, que dão o segundo nome desse tão belo Estado:

      Simplesmente incrível a sensação de liberdade e paz, nenhum resquício de medo ou temor, apenas admiração naquele momento:

       
      Após esse incrível voo, fui ao shopping dar tempo até o horário de ir a rodoviária pegar meu ônibus com destino a Bahia rs
       
      Algumas considerações sobre a viagem de trem e Governador Valadares:
      - Viagem de trem foi uma das partes mais surpreendentes deste meu périplo mineiro, já que nunca tinha viajado assim, experiência que valeu demais a pena a um custo menor até mesmo que viagem de ônibus. Recomendo demais. Vale a pena ficar algum tempo no último vagão, vista incrível.
      - O voo de parapente em Gov. Valadares não tenho palavras para descrever, apenas isso.
       
       
       
       
    • Por Marina Soares
      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita  cabeçada e alguns perrengues ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands ou Pula (moeda de botswana)
      Passagem de BH x Joanesburgo 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto, depois do desembarque a algumas casas de câmbio.. o dólar havia dado uma disparada nessa época então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu menos de 11 rands (moeda da Africa do Sul).
      Fizemos reserva  de carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar, alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar. O valor em reais foi cerca de 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA SAIR DO PAÍS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, e feito uma cobrança calção no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa, porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados, o carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algums pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos.Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse park.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger nacional park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien, as reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos ficar em Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais por dia por pessoa. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas e recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada, a tal taxa por dia foi paga diretamente nos acampamentos. Existe outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolço de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc já começa fazendo seu próprio safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos.  Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm  suvenir para comprar mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e em Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.
      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley.  Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel  de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary, e foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso, mas o lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo, não dá para fazer nada a pé. . O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas tourist information e internet café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .
      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo partimos rumo ao Soweto, foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.                                                                                                
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      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito, não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada, foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo de certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar infos, os brasileiros quando vão para Bots acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone no Mokolodi Backpackers, gostei muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais cara, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger park, pois são bem diferentes, em tamanho e estrutura mas ver aqueles animais em seu habitat natural é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida...  ficamos 2 noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
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      Saímos de Botswana em direção a Pretória, a estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado encima de uma faixa amarela que era proibido... oi??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos.  Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas  com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.
       

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo e primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro,  a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

       
      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montan fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trila... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal, tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por milamguerra
      Olá, mochileiros!
      Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
      Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.
      DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
      Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

      Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.
      Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!
      Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

      Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!
      Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

      Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.
      Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

      O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

      Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.
      De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.
      Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

      Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.
      Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.
      Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).



      Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.
      DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
      Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

      Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.
      À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

      Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.
      Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

      Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

      Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.
      DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
      Um dia que eu não repetiria.
      Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.
      - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.


      - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

      A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.
      Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

      Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.
      Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

      Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.


      Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!
      Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬
      Veja mais abaixo:
      - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
    • Por Patricia Senatore Grillo
      Olá mochileiros e mochileiras!  
      Voltamos e dessa vez com uma viagem bem caprichada! Se você têm acompanhado nossos relatos por aqui, sabe que já tivemos alguns finais de semana e alguns bate-e-volta a partir de Invercargill (Catlins e Peninsula Otago; Te Anau e Milford Sound; Queenstown). Pois bem… dessa vez partimos para uma semana inteira de descobertas em terras maoris.
      O fato é que Diego soube que teria duas semanas de férias da pós (break de meio de semestre) e decidimos antecipar alguns de nossos planos para o último mês de Nova Zelândia. Como voltaremos para o Brasil em agosto, a idéia inicial era aproveitar julho – após as aulas – para conhecer os lugares mais distantes de IVC. Porém, julho significa inverno que por sua vez significa restrição em alguns dos nossos pontos de interesse devido neve, condições climáticas e riscos de avalanche. Assim sendo, lá fomos nós planejar uma semana viajando pela Ilha Sul. O roteiro original tinha 8 dias/7 noites, mas em nome da economia consegui apertar e fazer nosso roteiro caber em 7 dias/6 noites. Partimos para a viagem com o seguinte cronograma:
      1º dia: Twizel e Pukaki (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley e Kea Point Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier e Red Tarns Track (noite em Twizel) 4º dia: Tekapo (noite em Twizel) 5º dia: Mount Aspiring National Park: Rob Roy Track (noite em Wanaka) 6º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 7º dia: Blue Pools; Arrowtown e volta para casa. No meio da viagem mudamos os planos (conto por quê ao longo do relato!) e o roteiro feito foi:
      1º dia: Twizel, Pukaki e Tekapo (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley; Kea Point e Red Tarns Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier View e Twizel: Twizel Walkway (noite em Twizel) 4º dia: Mount Aspiring National Park: Matukituki Valley; Diamond Lake e Lake Wanaka (noite em Wanaka) 5º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 6º dia: Blue Pools; Arrowtown e Lake Hayes (noite em Shotover River) 7º dia: Glenorchy e volta para casa.  
      1º dia: TWIZEL, PUKAKI e TEKAPO
      Saímos pouco depois das 7h embaixo de uma friaca e tendo que tirar o gelo do parabrisa do carro.  O fato é que nos dias que antecederam a viagem tivemos uma frente fria que derrubou a temperatura em diversos pontos do país e, inclusive, causou estragos com os temporais em Auckland. Mas como não tem tempo ruim que tire a vontade de viajar, lá fomos nós! 
      O destino era Twizel e isso nos daria cerca de 4 horas e meia de estrada pela frente. O frio havia coberto de gelo os gramados e pastos pelos caminho, mas a estrada felizmente estava de boa. Bem, já devo ter falado isso nos outros relatos: se tem uma verdade sobre viajar na Nova Zelândia é que as estradas são lindas – sempre.  Por esse motivo acredito que a melhor opção de transporte seja alugar um carro para poder parar em todos os lookouts pelo caminho e que as viagens devam ser feitas sempre durante o dia (além de ser uma precaução para evitar possível gelo no asfalto e de ser mais seguro, visto que todas as estradas que pegamos até agora são mão dupla e com alguns pontos mais estreitos).
      No caminho, destaque para o Lake Dustan, The Bruce Jackson Lookout (em Cromwell) e Lindis Pass Viewpoint (o lookout mais anunciado de todos: 15km de distância já tinha placa! Mas o lookout em si não é tããão lookout assim... ). Lindis Pass liga as regiões de Mackenzie Basin com Central Otago, em uma altitude de 971m acima do nível do mar.


      Chegando em Twizel fomos recepcionados pelo Lake Ruataniwha e provalvemente não encontrarei palavras para descrever o quão azul é esse lago. Eu havia visto algumas fotos na internet, mas tinha certeza que o Photoshop rolava solto… até vê-lo pessoalmente. 

      Algumas fotos depois seguimos viagem em direção à Pukaki. Havia lido sobre uma trilhazinha de 10 minutos chamada Pukaki Boulders e fomos direto para lá. Essa trilha começa na estrada que vai para o Mount Cook e achá-la não foi tãããão simples: o Google Maps não a localiza e a placa não está na beira da rodovia, portanto passa facilmente despercebida. Pukaki Boulders foi o primeiro “ponto de interesse” da NZ que não tinha estacionamento – e como as estradas daqui não têm acostamento, precisamos parar o carro meio de banda no gramado. 5 minutinhos de caminhada e chegamos em umas pedras – fim de linha. As pedras eram as “boulders”, que foram parar ali na era glacial. Nada de mais. Nadica mesmo. Economizem esses 10 minutos e façam qualquer outra coisa mais legal! 

      De lá voltamos para a SH8 (a rodovia de Twizel) e seguimos em frente rumo ao Lake Pukaki, também de um incrível azul. O I-Site (centro de informações ao turista) fica na beira do lago e obviamente estava cheeeeeio de turistas. Uma dica é seguir para qualquer outro estacionamento (existem vários ao longo do lago!) e fugir da galera.

      Ainda eram umas 14h e como o dia estava ensolarado (contrariando as previsões), decidimos esticar até Tekapo, 30 minutos de distância. Bem no começo da cidade você já encontra o lugar mais famoso por ali, a Church of the Good Shepherd. A igrejinha de pedra fica na beira do lago, com as montanhas nevadas ao fundo e é a coisa mais linda e pitoresca  – e cheia de turista. Muuuuuitos. Saímos para desbravar a orla do lago e na volta consegui uns 5 segundos sem ninguém na frente da igreja. Hahahaha! 


      Seguindo com o carro, contornando o lago, paramos na Old Homestead Picnic Area e o lugar era tão gostoso (e ver o lago era tão lindo) que ficamos algum tempo por ali. Estávamos esperando o sol baixar um pouco para seguir para o topo do Mt. John Observatory. Wanaka faz parte da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve e seu céu é considerado um dos melhores do mundo para ver as estrelas. O observatório oferece tours (o mais barato sai $140), mas nossa viagem era low budget e o tour não cabia no nosso bolso, hehehe.  A idéia era apenas subir até o observatório para ver Tekapo lá de cima, mas chegando lá a estrada estava fechada (tem uma cancela no início da subida) e não entendemos se isso é recorrente ou se demos azar. Enfim, não subimos.
      Voltamos para Pukaki e paramos novamente no lago para ver o pôr-do-sol. As nuvens que estavam no topo das montanhas durante à tarde haviam diminuído e conseguíamos ver o Mount Cook. O sol foi embora, o frio tomou conta e fomos pro hostel.


      O High Country Lodge, em Twizel, é um hostel bem simples e o maior ponto a seu favor é a localização (tudo bem que Twizel deva ter umas 6 ruas… ). Ao lado dele tem uma Liquor Store (loja que vende bebidas – aqui na NZ não são todos os mercados que podem vender bebida alcoólica), um mercado e um mall que na verdade é todo o centrinho da cidade. Tem uns barzinhos boitinhos também, mas como nossa viagem foi na base do economizar o que for possível, comemos no hostel mesmo! A cozinha do hostel tinha tudo que precisávamos, mas dava uma deslizada na limpeza (aliás, esse é um ponto interessante: grande parte das pessoas por aqui não têm toda aquela dedicação para lavar louça e muitas vezes nem bucha você encontra – saudades, detergente Ypê e Scotch-Brite! ). Ficamos em um quarto compartilhado com 2 beliches bem barulhentas, mas na primeira noite não tinha mais ninguém no quarto conosco. $35/noite por cabeça.
       
      2º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK
      Partimos cedo sentido Mount Cook National Park, cerca de 40min de distância – e sim, a estrada mais uma vez é linda e sim, você consegue ver o Mount Cook lindão à sua frente. Contrariando a previsão do tempo, não choveu o dia toooooodo e conseguimos fazer a primeira trilha no seco. A primeira escolha foi a mais famosa por ali, a Hooker Valley Track. É uma trilha de 10km bastante tranquila, com 3 pontes suspensas pelo caminho. Você começa apreciando o Mueller Lake e termina com a visão incrível do Hooker Lake/Glacier e Mount Cook – que nesse momento estava praticamente todo descoberto . As placas sinalizam 3h return para essa trilha, mas levamos 1h10 cada trecho, apenas. O caminho todo é bem bonito e com certeza é um must-do. No início do caminho você encontra uma indicação para a Freda’s Rock: Freda du Faur, australiana, foi a primeira mulher a escalar o Mount Cook/Aoraki e essa pedra é onde ela tirou a foto para registrar o feito – isso foi em 1910 e a foto está reproduzida no local. Palmas para Freda!  Também tem um memorial construído em 1922 em homenagem a alpinistas que foram atingidos por uma avalanche em 1914 e somadas à homenagem inicial você encontra diversas outras plaquinhas de outros montanhistas vítimas de quedas ou avalanches por ali .



      Ao voltarmos para o estacionamento o tempo já estava nublado e havia começado uma chuva fina (se você está na NZ, principalmente em áreas montanhosas – ou em Invercargill, hahaha  – nuuuuunca esqueça sua jaqueta e calça impermeáveis). Seguimos para Kea Point Track, apenas 2.8 km. Essa trilha, também tranquila, termina em um mirante para o Mueller Lake e, se o tempo colaborar, parece que você vê o Mt. Cook dali também – não sabemos.

      A chuva apertou e fomos para o hostel fazer o check-in. Como ainda eram umas 15h30, decidimos encarar o clima inóspito e fazer a Red Tarns Track, uma trilha que começa no meio da vilazinha, com previsão de 2h return. Prestem atenção na descrição: você caminha uns 100m, atravessa uma pontezinha e encontra uma escada – e a escada nunca mais vai acabar.  É 1h subindo degrau, 300m de ganho de altitude. Lembra que tava chovendo? Pois é. No meio do caminho era só neblina e não vimos nadica de nada ao redor. No final da trilha tem um laguinho com umas plantinhas que deixam ele meio avermelhado e, por conta do tempo, tinha um pouco de neve também. Voltamos encharcados e sem joelhos.  Talvez em climas mais amigáveis a vista lá de cima impressione!

      O hostel em Mount Cook Village foi o primeiro a ser reservado da viagem. A vila é minúscula e só encontrei 2 opções de hostel fora as opções de chalés e hotéis mais caros, o que faz a disponibilidade ficar bastante restrita. Ficamos no YHA, uma rede presente em toda a NZ e filiada ao Hostelling International. Nosso dormitório tinha 4 beliches, mas era todo bem estruturadinho e bastante confortável e o hostel tinha diversas facilidades e uma cozinha bem bacana. $39/noite por cabeça. Ah, importante: não tem mercado por lá, organize-se!
      Foi à noite, olhando o mapa na parede do hostel, que veio a idéia de mudar os planos da viagem. Como já havíamos antecipado à ida a Tekapo (que no roteiro original seria no 4º dia, mas que fizemos no 1º), por quê não tentar antecipar nossas diárias em Wanaka e seguir para Glenorchy no último dia? A idéia original foi do Diego e eu achei uma boa. Perderíamos umas das diárias de Twizel, mas por outro lado conheceríamos um lugar a mais, já que não sabemos quando teremos oportunidade de alugar o carro de novo. Fizemos contato com nossos anfitriões do AirBnb em Wanaka, que foram super disponíveis e disseram que não haveria problema algum e procuramos um lugar para passar a última noite perto de Queenstown. Como já falei no outro relato, Queenstown é extremamente turística e as coisas por lá podem ter um preço maior do que em outras cidades da NZ. A melhor opção custo-benefício que encontramos foi um quarto, também pelo AirBnb, em Shotover River – 10 minutinhos de Queenstown.
      (P.S.: fui descobrir só depois que o Diego trapaceou e olhou a previsão do tempo em Wanaka e por isso veio com a idéia de adaptar o roteiro! Que espertinho!!! ).
       
      3º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK e TWIZEL
      O terceiro dia amanheceu chovendo e enevoado. Mesmo assim saímos em direção a Blue Lakes e Tasman Glacier, ainda em Mount Cook National Park. Fizemos uma horinha dentro do carro esperando a chuva dar uma maneirada e lá fomos nós.
      Do estacionamento e ponto de início das trilhas você encontra duas opções: uma das trilhas leva ao Blue Lakes e Tasman Glacier View e a outra ao Tasman Lake, beirando as Blue Lakes (spoiler: na verdade elas são verdes ). Como a chuva parou por uns instantes, fizemos o viewpoint primeiro. É uma trilha curta (de uns 15-20 minutos), mas com uma subidinha.
      O Tasman Glacier é o maior da NZ, com 27km de extensão. Nossa visão não foi a melhor possível devido ao tempo, mas algo que percebi é que ele é coberto por uma espécie de resíduo, que não vou saber dizer o que é (rocha?). Ou seja, não espere aquele glaciar branquinho, por vezes até azulado, como é o Perito Moreno na Patagônia argentina, por exemplo. É diferente – e ainda assim bonito. Enquanto estávamos lá um arco-íris bonitão estava dando o toque especial no vale (outra característica da NZ: devido às mudanças rotineiras no clima, os arco-íris são bem normais por aqui… Em 3 meses de NZ com certeza vi mais deles do que havia visto nos meus 31 anos de Brasil!).

      Do viewpoint partimos para a outra trilha, que chegaria pertinho do Tasman Lake. Chegaria – o tempo verbal é esse mesmo . Essa trilha é estimada em 1h e o terreno é mais acidentado e com mais pedras. Neste ponto a chuva já havia recomeçado. Demos a volta nos Blue (”Green”) Lakes (bonitões, mesmo com o céu cinza!) até chegar em um ponto onde a trilha “acabava”: na realidade, a trilha neste pedaço era bem estreita e pedregosa entre a vegetação e estava completamente alagada. É bastante comum nas regiões montanhosas da NZ uma planta espinhuda e tentar abrir um caminho alternativo, além de não ser ambientalmente correto, ainda nos deixaria algumas marquinhas pelo corpo. A única opção seria tirar a bota e meter o pézão ali, com a água entre canela e joelho. Não estávamos nesse pique todo e o frio também não estava convidativo para isso – demos meia volta e paciência . Ainda deu tempo da chuva apertar mais no caminho de volta pro carro!


      Tínhamos cogitado fazer a Sealy Tarns antes de sair de Mount Cook, uma trilha de aproximadamente 4h return e, dizem, um pouco mais íngreme. Com o andar da carruagem e o tanto de chuva na cabeça desde o final da tarde do dia anterior, abortamos a missão e pegamos estrada sentido Twizel.
      Se nas montanhas o tempo estava horrível, na planície do lago estava a coisa mais linda! Tínhamos o resto do dia tranquilo, pois seguiríamos para Wanaka somente na manhã seguinte. Tocamos direto para o Lake Ohau, um lago distante uns 20 minutos de Twizel. De lá, voltamos para o Lake Ruataniwha (aquele primeiro, da chegada!) e fizemos parte da Twizel Walkway ao redor do lago. Ficamos por ali o resto do dia, bem delicinha.


      A noite foi no High Country Lodge outra vez.
       
      4º dia: MOUNT ASPIRING NATIONAL PARK e WANAKA
      Logo cedo deixamos Twizel e no caminho fizemos um desvio de 30 minutos para ver as Clay Cliffs, uma formação rochosa na região de Omarama. Seguimos então sentido Wanaka, mais precisamente sentido Rob Roy Glacier, a quase 3h de distância.

      Basicamente, as informações que eu tinha sobre o Rob Roy Track é que era uma trilha de 10km no Mount Aspiring National Park, estimada em 4h return, com acesso restrito de Maio a Novembro devido risco de avalanche e que era uma trilha fácil, inclusive possível para crianças um pouco mais velhas. Ok. 
      Cruzamos a cidade de Wanaka e seguimos na estrada em direção ao parque. O dia estava ensolarado desde nossa partida de Twizel, mas claro que quanto mais perto das montanhas do Mt. Aspiring National Park maiores eram as nuvens e a chuvinha começava. Bem, a primeira descoberta foi que para chegar até o estacionamento e ponto de partida da trilha seriam 30km de estrada de terra – beleza, a gente encara. A segunda descoberta foi um pouco mais, digamos, desafiadora: chega um momento em que a estrada começa a ser cortada por “fords”: riachos.  Ficamos receosos com o primeiro, mas cruzamos e a partir dali a estrada tinha uns trechos bem estreitos. O grande problema é que eles eram muitos e, além de serem muitos, a profundidade aumentava: chegamos em um bem grandinho e ficamos com cagaço de continuar – além do nosso carro ser alugado, ele era um modelo de Hyundai bem pequenininho e baixinho e a chance de “dar ruim” era alta. O da foto foi um dos primeiros, quando ainda eram rasinhos.  

      Decidimos voltar um pedaço e parar em uma outra trilha que vimos pelo caminho, a East Matukituki Valley. O problema era que ela é apenas um trecho de uma travessia maior e demoraria cerca de 3h para te levar para um abrigo, mas ainda assim decidimos fazer parte dela só para não perder o dia e o investimento psíquico de chegar até ali, hahaha.  Andamos por cerca de 2h no vale e embora o lugar fosse bonito também, a verdade é que estávamos bem frustrados.

      Voltamos pro carro e Diego decidiu que iria tentar continuar para Rob Roy mais uma vez. Cruzamos mais uma vez alguns fords até chegar no mesmo lugar que havíamos retornado. Desci para tentar analisar o melhor caminho, mas não dava pra ter idéia de quão profundo era. Alguns minutos de análise e indecisão e Diego mais uma vez chegou à conclusão de que seria muito arriscado. Enquanto manobrávamos para retornar, chegaram outros dois carros e os motoristas também desceram para avaliar. Decidimos esperar e ver como eles fariam – depois de um tempo de indecisão eles cruzaram, mas de fato era bem fundo e a água atingia a parte de cima do parachoque. Em menos de 50 metros eles pararam e desceram novamente, provalvemente porque deveria ter outro ford maior. Realmente arregamos e lamentamos não ter um Jeep. Foi o fim da linha. 
      No caminho de volta para Wanaka, sem nada planejado, paramos no Diamond Lake Conservation Area. Dali você pode seguir 10 minutinhos até o lago, 40 minutos até o Lake Wanaka viewpoint ou 1h30 até o topo da Rocky Mountain. Fomos até o viewpoint.

      A parada seguinte foi em Glendhu Bay Lookout, de onde teoricamente você enxerga o Mt. Aspiring e de lá, fomos para o centro de Wanaka ver a famosa Wanaka Tree, a árvore que nasceu no meio do lago. A paisagem é curiosa e bonita, mas o mais bizarro é quando você chega: você dá de cara com um amontoado de pessoas, eu diria que 99% asiáticos, com tripés e câmeras fotográficas gigantes pra fotografar a árvore.  Engraçado e estranho.


      A cidade de Wanaka é bem gostosa e para nós lembrou muuuuito Queenstown. Tem uns bares e restaurantes que parecem ser legais e todo um movimento turístico.

      Ficamos em um AirBnb, hospedados pela Erica e pelo Pete. A casa deles fica a 20 minutos de Wanaka, no caminho para o Lake Hawea. O preço era similar aos quartos compartilhados de hostel na cidade, mas como não tínhamos planos de gastar com restaurante ou bares à noite, optamos pelo conforto de um quarto e banheiro só pra gente. A casa é linda, espaçosa e aconchegante!
       
      5º dia: WANAKA: O ROYS PEAK
      Esse foi um dos dias mais esperados da viagem e, sem dúvidas, um dos meus favoritos! O projeto era ousado: fazer o Roys Peak Track. O tempo estava lindo (ou seja, foi ótimo mudarmos os dias da viagem!) e antes de seguir para a trilha, ainda aproveitamos o céu azul para passar rapidamente (de novo) na Wanaka Tree.

      Sobre o Roys Peak: a trilha de 16km de extensão te leva primeiro até o viewpoint (a foto que provavelmente vai aparecer se você fizer uma busca por Roys Peak) e de lá até o topo, a 1578m de altura. A previsão é de 6h return e para o nosso ritmo deu exatamente isso. A trilha é inteeeeeira de subida, na qual você ganha uma elevação de 1.228m e, embora não exija nenhuma habilidade técnica, exige muito pulmão. 
      Quando começar a trilha procure por uma antena beeeeeem no alto: é lá que você vai chegar.  Levamos 2h20 até o viewpoint e até chegar nesse ponto você não vê grandes mudanças de paisagem, exceto que as ovelhas e os arbustos ficam pelo caminho conforme você sobe – é apenas um grande zigue-zague montanha acima. A característica do Roys Peak viewpoint é que você está na crista da montanha e tem uma visão incrível da crista das montanhas menores, à frente. São montanhas nevadas, lagos menores e o grande Lake Wanaka, lindão. Mesmo com céu aberto, como toda montanha, o vento é congelante. Do viewpoint até o topo foi umas das coisas mais incríveis que já vi na vida e, para aumentar a beleza, próximo do topo a trilha estava com neve.  Claro que isso aumentava a beleza, mas aumentava o desafio também, hahaha.  A neve deixava o caminho extremamente escorregadio e principalmente no finalzinho, o negócio ficava tenso. Para subir, ok. Para descer, era uma pista de patinação! Vimos um capote e vários escorregões e boa parte descia meio que sentado, hehehehehe. 
      A trilha pro Roys Peak fecha somente de outubro a novembro por conta da época de reprodução das ovelhas (lambing season), mas no inverno você precisa portar (e estar hábil a usar) equipamento de gelo (crampons e aqueles machadinhos de gelo), além de atentar para o risco de avalanche. Ah, nós levamos nossos bastões de trekking e, embora eles não sejam indispensáveis, acho que eles foram bastante úteis (principalmente na parte final).
      Se na subida você precisa de fôlego, na descida você precisa de joelho. Parece que quanto mais você desce, mais longe está o estacionamento. O que eu gosto de descidas é que geralmente é o momento que você mais se dá conta do quanto subiu.





      Terminamos a trilha destruídos e fomos recuperar a vida fazendo hora embaixo de uma árvore no Lake Wanaka e depois fomos para Bremner Bay ver o sol se por atrás das montanhas.
      (Ah, lembra dos fords do dia anterior? Conversando com a Erica, nossa anfitriã, ela contou que eles estão lá independente da época do ano e que é muito comum os carros de passeio terem problemas ao atravessá-los. Inclusive, disse que não é raro que os fords carreguem troncos pelo caminho e, por não vê-los, os carros se arrebentarem.  Isso diminuiu um pouco a nossa frustração do Rob Roy!)
       
      6º dia: LAKE HAWEA; BLUE POOLS; ARROWTOWN e LAKE HAYES
      Ainda sob o efeito do Roys Peak e relembrando cada músculo que existe em nossas pernas , deixamos Wanaka sentido Makarora com destino definido: as Blue Pools. Pelo caminho, destaque para o Lake Hawea lookout.

      As Blue Pools fazem parte do Mount Aspiring National Park, mas o acesso (dessa vez asfaltado!) é de um lado diferente do Rob Roy, fica mais ao leste, mais ou menos 1 hora de distância de Wanaka. Do estacionamento até as pontes suspensas são 10-15 minutos. Como o dia estava nublado, estavámos na expectativa se elas seriam tão azuis assim. Bem, vejam vocês mesmos na foto. 

      De lá pegamos estrada sentido Arrowtown, mais quase 2h de viagem. A estrada de Wanaka para Arrowtown passa por Cardrona, uma cidade que foi fundada na época da corrida ao ouro, e pouco depois atinge o Crown Range Summit, no topo da serra – com um visual beeeeeeem bonito. Outro destaque no caminho, mas aí já descendo, é o Arrow Junction Lookout Point. Dependendo do clima redobre o cuidado nessas estradas: a serra tem umas curvas bem caprichadas e, na época do inverno, pode ser necessário botar corrente no pneu.


      Deste último lookout até Arrowtown é um pulinho. A cidade é bem pequenininha, mas a fama de seu outono é grande e chegando lá não foi difícil saber o porquê. Acho que o melhor jeito de descrever Arrowtown é dizer que ela é uma cidade dourada, do tanto que o amarelo das árvores prevalescem na paisagem. A colina na entrada cidade é uma escala de cores entre amarelo e vermelho e a cidade tem um quê altamente aconchegante.  Fora os restaurantes e as lojas que vendem jóias feitas de jade, não tem tanta coisa assim pra se fazer por lá, mas vale a pena a visita. Fizemos duas trilhas de 1h cada, mais ou menos, a Arrow River Trail e a Arrowtown Millennium Walk. A primeira é mais legal porque você vê a paisagem mais aberta, mas o que eu não gostei foi o fato de que ela acompanha um grande cano de água da cidade. Desnecessário.


      Saindo de Arrowtown fizemos uma parada rápida no Lake Hayes e demos uma esticada até a Old Lower Shotover River. Uma curiosidade é que o Shotover River foi um dos rios mais ricos em ouro do mundo.


      A nossa hospedagem foi na casa da AJ. Dependendo do que você procura, a localização pode não ser tão boa por ser um bairro que não tem nenhum comércio perto, mas a casa era confortável e para nós foi uma ótima opção.
       
      7º dia: GLENORCHY
      Saímos de Shotover River direto para Glenorchy e decidimos que faríamos as paradas na estrada durante a volta. Glenorchy fica no final do Lake Wakatipu e a estrada de Queenstown até lá margeia o lago o tempo todo e é considerada também uma das estradas mais bonitas da NZ.
      Glenorchy é um pequeno vilarejo próximo a dois grandes parques, o Mt. Aspiring National Park (que se estende de Wanaka até lá) e o Fiordland National Park (o de Milford Sound) e é ponto de partida de uma das grande travessias da NZ, a Routeburn Track – chegamos a cogitar fazer o bate e volta da primeira perninha da Routeburn, mas seria uma caminhada longa para quem iria precisar pegar a estrada de volta para Invercargill.  Glenorchy também é conhecida por ter sido cenário de filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia e X-Men e várias empresas vendem passeios guiados para esses lugares, além da famosa estrada para Paradise. Na realidade nossa ida para lá foi mais despretensiosa e demos uma circulada pelo píer, vimos as famosas Willow Trees e seguimos somente até o Isengard Lookout. O tempo não estava lá aquela coisa e logo pegamos o caminho de casa.



      Nossa primeira parada na volta para Queenstown foi em Bennetts Bluff Lookout, um mirante na parte alta da estrada. Não tem placa indicando o local, embora tenha um painel informativo depois que você desce do carro – você pode achar a localização certinha no Google Maps. Paramos ali e ao descer quase perdemos a porta do carro, literalmente. O vento estava muito muito muito muito forte e segurar a porta, na hora de entrar de volta no carro, foi uma missão e tanto. 

      Seguimos mais uns 5 minutos de estrada até Bob’s Cove Track, uma trilhazinha de meia hora que passa por um píer e sobe para o um lookout do Wakatipu. De lá você também tem a opção de seguir para a Twelve Mile Delta ou para a Bridle Track, ambas com estimativa de 2h. A última parada foi em Wilson Bay, já bem perto de Queenstown. Depois, 2h30 de estrada até chegar em casa.


      A viagem foi linda e mesmo com o tempo oscilando, tivemos dias muito bem aproveitados! Não consigo escolher uma parte favorita, mas os lagos todos (Pukaki, Tekapo e Ruataniwha), Mt. Cook, Roys Peak e Blue Pools são imperdíveis, em minha opinião. 
      Para esse trajeto todo gastamos cerca de $275 de gasolina, mas rodamos mais de 1500km.
      Ah, e pra quem queira acompanhar as fotos no Instagram: @paty.grillo 
       
       
       
       
       
    • Por mcm
      Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável.
      Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim:
      Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso
      Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Dia 4 – Santiago
      E assim fizemos.
      Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando.
      Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço.
      Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã.
       
      Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso
      Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade.
      O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita.
       
      Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral.
      Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver.
      Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã.
       
      Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! 
      Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua.
      A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde.
       
      Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar
      Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? 
       
       
      Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele.
       
      Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão!
       
      Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor.
       
      Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. 
       
      Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo.
      De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs.
      Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. 
       
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme.
      Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda.
       
      A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. 
       
      Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas.
       
      Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. 
      Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo!

      Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria.
      Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir.
      Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando.
      Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons!
       
      Dia 4 – Santiago
      Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático!
      Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem.
      Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos.
       
      Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. 
       
      Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
       
       
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