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Reino Unido e Irlanda – 2 semanas

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Férias de 10 dias + feriado enforcado em novembro no Rio = 2 semanas. Viva!

 

Já estivemos em Londres antes, nos tempos idos de 1998. A ideia dessa vez era viajar pelos outros países do Reino Unido e Irlanda, que não conhecíamos. Percorremos Inglaterra (Londres, Salisbury, Manchester), País de Gales (Cardiff), Escócia (Edimburgo), Irlanda do Norte (Belfast) e Irlanda (Dublin, Galway).

 

Novembro é mês que começa a esfriar e chover nessa região. É talvez o mês menos recomendável para visitar. Contamos com isso para termos mais tranquilidade nos passeios. E foi assim em todos os lugares – exceto Londres, que estava lotada nos dois sábados em que estivemos por lá. Chuva foi constante, com raras e muito aproveitadas exceções. Felizmente a chuva raramente nos impediu de passear pelas ruas (e sem guarda-chuva).

 

O roteiro:

Dia 1 – Londres

Dia 2 – Stonehenge e Salisbury

Dias 3 e 4 – Cardiff

Dia 5 – Manchester

Dias 6 a 8 – Edinburgh

Dias 9 e 10 – Belfast

Dias 11 a 14 – Dublin (com Galway e Cliffs of Moher)

Dia 15 – Londres

 

Trajetos entre ilhas (Edinburgh – Belfast e Dublin – Londres) foram de avião, com Easyjet e Ryanair. Todos os demais foram de trem.

 

Onde ficamos:

The Gresham Hotel (Londres)

Ibis Budget Cardiff

Ibis Edinburgh

Etap Belfast

The Townhouse (Dublin)

Ibis Budget Whitechapel (Londres)

 

Orçamento:

A ideia era tentar ficar nos 100 euros por dia por cabeça (passagens aéreas exclusas, mas bilhetes de trem inclusos). Não conseguimos, sobretudo porque a libra rasga pesadamente os bolsos. Acabou ficando na faixa de 120 euros.

 

Compramos passagens numa promoção-não-tão-promocional-assim da TAM. Cerca de 2,2 KBRL por cabeça (a British estava bem mais cara). Fora isso compramos os outros trechos aéreos antecipadamente. Esses sim foram bem em conta, perto dos 50 euros/libras. Os bilhetes de trem compramos por lá na hora – e pagamos bem mais caro por isso.

 

A TAM só voa para Londres a partir de SP. Nossa passagem envolvia uma troca de aeroporto, Congonhas – Guarulhos. Trânsito do cacete do CGH para GRU. Claro, sexta-feira à noite em São Paulo, deve ser normal, sei lá. Era pra levar uma hora na teoria, levou duas. Felizmente havia tempo, mas da próxima vou evitar ter de me deslocar dentro de São Paulo.

 

Quem quiser, pode ler um resumão dessa viagem que a Katia fez no blog dela (as fotos eu tirei quase todas de lá):

http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2014/12/resumao-das-ferias-na-inglaterra.html

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Chegamos em Londres e partimos direto para o trem que vai de Heathrow para Paddington. Primeira facada: cada passagem sai por 21 libras. Quem converte não se diverte, mas apenas essa brincadeira já custa mais de 80 pratas aos nossos bolsos brasileiros. Tinha me esquecido de como Londres (e a libra!) é pesada para a carteira. Bom é que o trem leva apenas 15 minutos até a cidade.

 

Nosso hotel ficava bem perto da estação – e reservamos exatamente por isso. Fizemos câmbio, largamos as coisas por lá e partimos para aproveitar as míseras horas de luz que restavam no dia. Já era meio de tarde, umas 15hs e estava londrinamente nublado.

 

Nossos planos para Londres eram de apenas andar, respirar a cidade. Katia queria ir no London Eye e na National Gallery. Ficaram para a volta. Naquele sábado, apenas andamos.

 

Cortamos o Hyde Park de ponta a ponta. Desembocamos no Palácio de Buckingham já bem no fim de tarde, quando a cidade já estava bem escura – mas o relógio marcava somente 4 e pouca da tarde. Seguimos para a região do Big Ben e... desabou a chuva. Foi apertando e ficou meio que desagradável, mas já estávamos molhados mesmo, então que permanecesse assim. Aquela região estava cheia de gente na rua, e assim permaneceu mesmo debaixo de chuva.

 

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Seguimos andando. London Eye com filas absolutamente desmotivantes. E a chuva caindo. Cortamos então de volta para o outro lado do Tâmisa e ficamos vagando pela região do Convent Garden – Leicester Square. Tudo lotado pra cacete, tinha alguma coisa errada! Bares cheios, ruas cheias de gente, entrada do metrô lotada. E a chuva caindo. Se a baixa temporada num dia de chuva é assim, imagino um dia de sol na alta, PQP.

 

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Chovia e passeávamos e procurávamos um bar para uma pausa. Só que todos em que entrávamos estavam muito cheios. Desagradavelmente cheios. Havíamos combinado com um casal de amigos de nos encontrarmos no Porterhouse, então fomos para lá. Lotado também. Mas havia mesas na área externa, para fumantes. Em pé. Ficamos por lá mesmo, amem! Nossos amigos chegaram e curtimos bons momentos. Depois jantamos no Nando’s, cadeia famosa por lá.

 

Voltamos tarde da noite de metrô. Caro pra cacete, mais de 4 libras a passagem – preço de um pint! Londres machuca demais nossos bolsos.

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Madrugamos e já partimos. A estação de metrô estava abrindo ainda. Pegamos o metrô para Waterloo, de onde pegamos o trem para Salisbury. Demos mole e não pesquisamos antecipadamente onde largar as mochilas em Salisbury – assumi que haveria armários na estação. Não há. Mas tem um lugar logo perto chamado Cat Tavern que guarda as mochilas por 3 libras cada, o dia todo.

 

Para ir a Stonehenge nós decidimos pegar o ônibus da Stonehenge Tours, que parte logo do lado da estação, e bate exatamente com a chegada desse trem de Londres. Até dava tempo de ir no tal Cat Tavern e deixar as mochilas, mas não sabíamos exatamente onde era e, horário londrino!, o busum não iria nos esperar. Fomos com as mochilas então.

 

Curtimos Stonehenge num belo e raro dia de sol na viagem. Obrigado, São Pedro! Tínhamos a opção de curtir o lugar num esquema corrido, para pegar o ônibus de volta (sai de hora em hora), mas preferimos curtir com calma. Ficamos um bom tempo por lá. Saiu por 26 libras o busum + ticket. Acho que valeu a pena. A alternativa seria ir de taxi.

 

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Retornamos a Salisbury já no começo da tarde, largamos finalmente no Cat Tavern as mochilas e fomos curtir a cidade. Não é somente a extraordinária catedral, há mais para curtir e passear pelo lugar. Valeu a pena passar a tarde por lá. Havia a possibilidade de incluirmos Bath no nosso roteiro, mas não havia tempo. Deixamos Bath para a próxima e curtimos a tarde em Salisbury mesmo. Bem aconchegante.

 

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A famosa Catedral de Salisbury

 

A famosa Catedral de Salisbury cobra 6,50 para entrar dizendo que é “doação sugerida”. É espetacular mesmo. Andamos bastante pela cidade, sem um destino específico, apenas com o mapa nas mãos. No fim da tarde fizemos uma caminhada por um parque (chamaria de trilha, se o caminho para pedestres e ciclistas não fosse todo asfaltado...) até o Old Mill, onde paramos para uma merecida cerva num hotel que tem por lá, num delicioso momento de por do sol. Foi daqueles momentos simples, supostamente sem grande atrativo, mas que ficam na memória.

 

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Salisbury

 

Quando fomos comprar a passagem para Cardiff, eis que vejo que temos de pegar trem, depois busum, depois trem de novo. Putz! Não era direto?? Depois que vi que havia alguma interrupção na linha de trem e que havia ônibus suprindo essa interrupção. Deu tudo certo, conforme os horários. Chegamos a Cardiff já de noite. Apesar de belo tempo de Stonehenge e Salisbury, chovia de noite em Cardiff. Sina da viagem! Largamos as mochilas no hotel e fomos curtir a cidade. Galera do hotel (recepção e limpeza) era de Portugal!

 

O íbis budget ficava numa rua bem vazia, do tipo que ficaríamos com muito medo de andar de noite no Brasil. Até chegar ao centrinho era uma caminhada rápida. Era domingo à noite, a coisa estava bem morta por lá – uma estrondosa diferença para a muvucada Londres do dia anterior. Foi legal percorrer a rua principal, High Street. Era hora da fome, paramos num restaurante indiano para matar as saudades da culinária.

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Dia 3 – Cardiff

Depois de noites seguidas de pouco sono, acordamos mais tarde. Saímos do hotel somente às 10:30 e fomos explorar a área central, as ruas de pedestres. Muitos “arcades”, galerias comerciais com estilo antigo. Algumas das “arcades” não pareciam ter nada de antigo, eram shoppings modernos mesmo.

 

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Castelo de Cardiff

 

Fomos no Castelo de Cardiff. Assim que entramos, engatamos num tour pelos apartamentos – que é o mais bacana do lugar, interessantíssimo, valeu muito a pena. Depois ficamos passeando na área do castelo. O tempo estava fechado pacas, com aquela cara de que vai chover. Mas não chovia. Amem.

 

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Os interiores do Castelo de Cardiff

 

Depois seguimos para o Parque Bute. Sou suspeito porque adoro parques e achei o Bute bem bonito. Relativamente extenso, deu pra fazermos uma longa e agradabilíssima caminhada por lá, aproveitando aquele belo visual outonal. Na volta ao centro, passamos pela Universidade, War Memorial, Prefeitura, igreja de São João Batista, etc. E ainda rodamos mais pelo centro.

 

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Bute Park

 

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Welsh National War Memorial

 

Andamos sem parar por praticamente 6 horas. Pra compensar a saída atrasada!! Era hora então de parar. Escolhemos o Goat’s, pub que era recomendado pelo LP e tinha aquelas tortas típicas de pubs – e uma delas era muito recomendada. De fato, era ótima! Além de provarmos tudo quanto era cerveja disponível nas torneiras. O barman era tão gente boa que nos recomendou outro pub ali perto para provarmos mais cervejas ainda. Deixamos para outro dia, mas paramos num outro pub no meio do caminho de volta para o hotel. Achei aquele pub meio estranho, maior macharada no lugar. Não deu outra, era pub gay. Sem galho, tomamos nossa saideira e voltamos para o hotel. E a chuva caindo, pra não perder o costume!

 

 

Dia 4 – Cardiff

Saímos cedo nesse dia, como de hábito. E, como de hábito (nesta viagem), chovia. Mas era conforme previsto. Fomos tomar café na praça, experimentamos um típico sanduíche local de bacon! E barato, para os padrões locais (café + sanduba por 2,50).

 

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High Street

 

Demos um rolé nos arredores debaixo de chuva e logo fomos escapar dela (da chuva) no National Museum. Não era exatamente um plano B, mas a chuva acabou nos empurrando logo para lá naquela manhã. E era grátis! O lugar é bem legal, tem arte, tem História, tem História Natural, etc. Tinha inclusive uma instalação moderna da Renata Lucas, artista brasileira que desconhecíamos (não somos do ramo). Ficamos batendo papo com uma menina do museu que adorava a obra dela, foi bacana.

 

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Centro comercial

 

De lá, conhecemos rapidamente o Cardiff Story Museum, que conta a história da cidade. É pequeno e interessante, vale uma passada. Demos uma pausa num bar que nos tinha sido recomendado pelo cara do bar do dia anterior, Urban Tap Bar. Excelente, cheio de torneiras com várias cervejas artesanais! Sobretudo da Tiny Rebel. Infelizmente não era hora de entornar ainda (só recarregar), então só provamos duas e partimos. Passamos na estação de trem para comprar com desconto a passagem do dia seguinte (um terço do preço!) e seguimos andando para a região de Cardiff Bay.

 

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Rua residencial

 

A região da Baía de Cardiff / Cardiff Bay (ou ainda Mermaid Quay) é mais um exemplo de área portuária que foi revitalizada e tornou-se centro de lazer e gastronomia. Rodamos pela região, fomos até a área do tal Doctor Who (estava fechado, mas não era nossa intenção entrar), tudo bem vazio. Isso é baixa temporada, e não aquela lotação de Londres num sábado à noite!

 

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Baía de Cardiff

 

Depois de passear e de a noite cair, fizemos um pequeno beer crawl por dois bares da região. Num deles, finalmente saboreamos um tradicional fish & chips. Não é muito do nosso gosto, mas vale pela tradição. Foi onde saboreamos as nossas últimas Brains, as cervas da região. Voltamos andando. Dessa vez sem chuva!

 

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Millenium Centre

 

Cardiff foi o lugar mais tranquilo que visitamos na viagem. O que é normal, afinal é a cidade menos badalada do nosso roteiro. Além disso, achei as pessoas de lá especialmente simpáticas.

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Acordamos na madrugada e pegamos o trem logo cedo de manhã. Pra variar, chuvinha. Chegamos a Manchester pouco mais de 3 horas depois.

 

Por conta de preocupações com terrorismo, diversos lugares na Europa acabaram com os lockers nas estações de trem. A Inglaterra, um dos países mais visados, é um deles. De qualquer forma havia um lugar na plataforma 10 da estação onde podíamos deixar as malas (que passam por raio x e tudo mais), e a um custo alto pra cacete (8 libras por peça!). Aproveitamos para comprar nossos bilhetes para o destino final do dia, Edimburgo. Facada de 67 pratas cada. Sem desconto dessa vez.

 

E saímos para desbravar a cidade. A ideia era ir direto para o Museu do Futebol. E tome chuva! O Museu do Futebol Nacional / National Football Museum é muito bacana. Interativo, informativo, divertido. Gostei de eles caracterizarem o museu como sendo do futebol *nacional* -- acho que falta isso ao Museu do Futebol de São Paulo, por exemplo. De fato, é naturalmente focado no futebol do Reino Unido, eventualmente supervalorizando jogadores locais. Ainda assim, abre um amplo espaço ao futebol mundial. Tem inclusive a camisa usada pelo Maradona no clássico jogo contra a Inglaterra na Copa de 1986. E é grátis!

 

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Depois da visita ao museu, felizmente a chuva tinha dado um tempo. Aproveitamos para visitar a subvalorizada e belíssima Catedral de Manchester, que fica ali nos arredores. Rodamos um pouco pela área central, prefeitura, Central Library e etc. Muita coisa já sendo preparada para o Natal – todo o entorno da prefeitura estava fechado para os preparativos de uma feira de Natal que seria instalada ali.

 

Seguimos para o People’s Museum, um excelente museu que conta a história das lutas e conquistas sociais, passando por todo o embate entre trabalhistas e conservadores na História inglesa. Também é grátis. É surreal identificar que o Brasil ainda luta por conquistas sociais obtidas pelos ingleses em meados do século passado.

 

Já no meio da tarde, demos uma pausa para recarga e seguimos para a região do bairro gay da cidade. O lugar é bem destacado, mas estava bem morto naquele meio de tarde. Rodamos também pela Chinatown local. Aproveitamos para almoçar num pub antes de seguir viagem para Edimburgo. Ainda deu tempo de curtir uma roda gigante que tinha lá no meio da praça – sem qualquer fila. Pelo contrário, bem vazia. Que diferença para o London Eye!

 

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Chegamos e Edimburgo de noite. O hotel ficava pertinho da estação, bem central, e a cidade era beeeem mais movimentada do que Cardiff. Largamos as mochilas por lá e fomos catar dois pubs que o Lonely Planet listava como 5 dos mais tradicionais da cidade. Ficavam na parte nova. Passamos pelo primeiro, Royal Café, e achamos meio caro para comer. Seguimos para o outro, The Abbotsford, e gostamos muito da atmosfera. Entramos e não nos arrependemos: foi dos lugares mais legais da viagem. Comemos muito bem, bebemos muito e muito bem também. Excelente! O lugar parece atrair uma galera local pós-expediente. E ainda passamos no Royal Cafe para tomar umas saideiras. Ótima chegada na cidade! Fomos dormir tarde.

 

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Clima natalino no The Dome, Edimburgo

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Dia 6 – Edimburgo

Nosso quarto no Ibis era anormalmente espaçoso para o padrão Ibis. Como era o hotel mais finesse da viagem (mas não o mais caro, porque nada se compara a Londres), tinha as tais coffee facilites no quarto. Muito bom, assim tomamos um café de manhã cedo antes de sairmos para passear.

 

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Royal Mile

 

Fomos logo cedo para o Castelo de Edimburgo. Tempo estava fechadíssimo, o que contribuía ainda mais para o aspecto sombrio e sinistro, mas cativante, do centro histórico da cidade. Andamos calmamente até o Castelo, curtindo a Royal Mile. Quando chegamos lá, tinha acabado de abrir. Pegamos uma visita guiada de meia hora, mas que tinha muito blábláblá que não me interessava muito, achei que não valeu a pena. Depois disso fomos explorar tudo quanto era lugar – o Castelo é composto de diversas salas, museus e etc., tudo incluso no mesmo ingresso. No geral é bem bacana, ainda que com muito foco em questões militares – que não nos interessavam.

 

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Castelo de Edimburgo

 

De lá seguimos para a Scotch Whisky Experience, que fica logo abaixo. Foi bem interessante para nós, que não somos apreciadores de whisky. O maior barato do local foi ver a enorme coleção de garrafas de whisky que foram doadas por um... brasileiro! Claive Vidiz é o nome dele. Achava que haveria mais provas de whisky, mas só houve uma. E você ainda leva o copo para casa como brinde.

 

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Partimos em seguida para a Camara Obscura. É uma atração meio destoante do da atmosfera de Edimburgo, mas nos divertimos por lá. Foi bem legal. Depois de tudo isso já eram 3 da tarde. PQP! Só nessas três atrações, largamos quase 50 libras cada um. PQP 2!

 

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Conhecemos a bela igreja St. Gilles, local de eventos hoje em dia, e fomos descendo a Royal Mile até o Holyrood Palace. Só que, naquela hora, em baixa temporada, já estava fechado. Aproveitamos então para conhecer o Scottish Parliament, que fica logo em frente (e é grátis!). Conseguimos até mesmo participar de uma sessão do Congresso, só pra ver como é. Estava bem vazio, com aqueles discursos que estamos acostumados a ver por aqui. Talvez o grande barato do Scottish Parliament seja sua arquitetura mais que ousada, que destoa bastante do centro histórico de Edimburgo. No caminho de volta ainda passamos no interessante Museum of Childhood (grátis!), cheio de brinquedos antigos. Depois disso, já estava escuro e as atrações já estavam todas fechadas.

 

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O parlamento escocês

 

Era hora então do nosso pub crawl particular! Enfileiramos uma meia dezena de pubs na Royal Mile e arredores, provando o que aparecia de novidade pela frente (e tinha MUITA novidade). Antes de dormir, para variar compramos nosso café da manhã no Tesco.

 

Dia 7 – Edimburgo

Saímos mais cedo ainda. A ideia era fazer uma caminhada sugerida no Lonely Plane, “Old Town Alleys”, enquanto a cidade ainda acordava. Foi bem legal. Caminhamos por umas duas horas passando por diversos cantinhos da cidade. Alguns deles mais famosos, claro, como o Greyfriars Bobby. Depois seguimos para a Holyrood House, onde fizemos o tour pelos quartos. É autoguiado, com audioguide. Na saída, uma chuva bem chata de tolerar. Isso atrapalhou nossos planos para a tarde, que eram de subir a Calton Hill e circular pela área nova da cidade.

 

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Holyrood House

 

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Para escapar da chuva, entramos no Museu de Edimburgo. Bacaninha. É lá onde estão os pertences do Greyfriars Bobby. Mas a chuva chata prosseguia. Ok, vamos para um pub. E nada de a chuva dar trégua. Assim que deu uma leve diminuída, saímos para andar pela parte nova da cidade. O Scott Monument estava fechado, estavam montando por ali o que me pareceu ser a feira de Natal da cidade. Com roda gigante e tudo. Como a chuva apertava, escapamos dela no Scottish National Gallery, que ao menos era bem interessante. Quando saímos, a chuva finalmente acabou. Até abriu um sol! Viva! Embora tenha chovido na maioria dos dias da viagem, aquele foi o único momento em que a chuva realmente prejudicou nosso passeio.

 

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Aproveitamos para apreciar toda a beleza dos Princes Street Gardens. O sol pós-chuva e o ar outonal davam uma beleza singular ao cenário. Felizmente tivemos tempo de circular por lá e pela área nova da cidade antes de escurecer. Um lugar muito bonito que tínhamos visto na noite que chegamos e revemos nesse dia é o The Dome. Trata-se de um restaurante, mas estava tão ornamentado para o Natal que acaba se tornando uma atração turística também. Vários entram lá só para ver e fotografar os enfeites. Nós também.

 

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Toda a beleza outonal (e pós-chuva) dos Princes Street Gardens

 

Já era começo de noite, então esticamos até o Mary’s Close, uma atração recomendada que eu tinha certo receio. É que Edimburgo é repleta de atrações no estilo “história de horror”, que eu acho geralmente meio bobinhas. Ainda mais no inglês mais complicado (ao menos pra mim) de entender dos escoceses. Até achei o The Real Mary King's Close interessante, sobretudo para conhecer as condições em que as pessoas viviam e a maldade com que eram tratadas. Não é lã tão diferente da forma como vemos em diversos países hoje em dia, Brasil inclusive. Só que, na Escócia, isso ocorreu séculos atrás.

 

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O The Dome e sua destacada decoração natalina

 

Encerrados os passeios do dia, lá fomos nós para nosso pub crawl particular. Mas nesse dia decidimos que jantaríamos alguma coisa supostamente mais consistente, e não as comidas de pub que estávamos comendo. Fomos numa tal Pizza Express, que aparecia em tudo quanto era lugar da viagem. Nada de mais. Felizmente encontramos o Brew Dog, bar de cervas artesanais excelentes, para uma longa saideira!

 

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O Castelo

 

 

Dia 8 - Edimburgo

Esse foi um dia incomum. Não choveu. Fez até um solzinho! Fizemos nosso check-out, largamos as mochilas no hotel (os Ibis e Ibis budget no Reino Unido infelizmente cobram algumas poucas libras para tomar conta da sua bagagem) e partimos para Leith, para conhecer o Royal Yacht Britannia. Como era longe, fomos de busum. Beeeem mais barato do que em Londres. E com wifi livre – oh, vida.

 

Descemos um pouco antes da parada para o Britannia, queríamos caminhar um pouco por Leith. A entrada do Britannia fica dentro um shopping (Ocean), não tem erro. A visita é autoguiada com audioguide. E com um detalhe que nunca tinha visto antes: tem em português de Portugal *E* em português do Brasil. Mencionei isso à atendente e ela respondeu que ali deve ser o lugar com mais diferentes línguas em audioguide no mundo! A visita ao Royal Yacht Brittania é bem bacana, gostei. É bem mais do que ficar vendo o que a rainha fazia ou deixava de fazer. Parece um navio, mas é “apenas” um iate.

 

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Voltamos para o centro e fomos direto para a Calton Hill. Era o momento de aproveitar ao máximo o único dia de algum sol na cidade! Belos visuais de lá do alto, seja no National Monument, seja no Nelson Monument. Ainda houve tempo para descermos e rodarmos minimamente pelos belíssimos Princes Gardens antes de iniciar o périplo mochila-busum-aeroporto para partir para Belfast.

 

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National Monument

 

Chegamos em Belfast de noite, pegamos o busum para a cidade, largamos mochilas no hotel e partimos para explorar. Era sábado, as ruas estavam cheias. Mas havia um grande evento que lotava ainda mais as ruas: naquele dia, na verdade minutos antes de chegarmos, estava rolando a inauguração da feira de Natal da cidade, nos arredores da prefeitura. Perdemos a inauguração, mas a feira estava lá para curtirmos! Só que... havia uma looonga fila para entrar, de dobrar quarteirão. Fila não! Decidimos procurar algum pub para jantarmos. O problema é que estavam lotados. Tentamos logo o mais badalado, o tradicionalíssimo Crown Liquor Saloon. Lotado, claro. Encontramos um não lotado e então, finalmente, saboreei a primeira Guinness da viagem! Vinha deixando esse néctar para quando chegássemos à Irlanda. Pois bem, chegamos.

 

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Como não encontramos pub com espaço para comer, acabamos num tailandês muito bom, praticamente em frente ao hotel. Ainda voltamos à feira para tentar entrar, mas eram mais de 22hs, horário máximo para entrada. Ficou para o dia seguinte. Divertido foi que o segurança da feira achou que éramos franceses e começou a nos responder em francês, muito simpático. Fizemos um breve pub crawl antes de dormir (inclusive tentamos o Crown novamente, e ainda estava lotado!).

 

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Uma coisa que notei em Belfast é que os pubs têm seguranças na porta. Depois li que isso é herança dos tempos de “The Troubles”.

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Dia 9 – Belfast

Saímos cedo para andar. E a ideia era andar muito naquele dia. Outro incomum dia de sol, e justamente num domingo. Varamos a cidade por onde havia atrações listadas no Lonely Planet. Tudo ainda fechado, cidade ainda dormindo. Fomos para cima, para baixo, demos a sorte de estarmos na cidade num dia em que o St. George Market está aberto (só abre em fins de semana), mas o azar de estar sem fome para beliscar alguma coisa por ali naquela manhã. Depois de explorar toda a região central, cruzamos a ponte para a parte mais nova, em direção ao Titanic Belfast.

 

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The big fish

 

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Beacon of Hope

 

No caminho para lá, quando passamos pelo complexo do Odissey, vi que o time de hóquei local, Belfast Giants, jogaria ali naquela tarde. Vi que Theoren Fleury, que durante um bom tempo foi o craque do Calgary Flames, jogou por ali. Deu vontade de assistir ao jogo, mas Katia naturalmente detestou a ideia.

 

Chegamos ao Titanic e fomos curtir o lugar. É enorme, é muito informativo (fala não somente do navio em si, mas da situação da Irlanda na época da construção do navio, da indústria naval, etc.), é moderno, é divertido. Lá vimos a última filmagem disponível do navio, logo que foi lançado ao mar. Passamos um bom tempo por lá, muito interessante.

 

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Titanic

 

Na volta aproveitamos para comprar nossa passagem de trem para Dublin e para lanchar alguma coisa do St George Market. De tarde tava rolando música por lá, num astral geral bem legal. Saboreamos uma delícia de sanduíche por lá.

 

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St. George's Market

 

E finalmente fomos na feirinha de Natal da cidade! Estava cheia naquela tarde de domingo, bem cheia. Felizmente sem fila para entrar. Feirinha de Natalé sempre bacana. Opções variadas (ainda que semelhantes entre as diversas feiras por onde já passamos) de comidas e bebidas. Chegou a noite, é hora de pub crawl! Finalmente entramos no Crown e saboreamos um pint por lá. Não deu para sentar, ficamos no balcão mesmo. Aliás, lugar para sentar lá são nas salas fechadas. Se você não ocupa uma sala inteiramente, pareceu-me que o compartimento pode ser ocupado por mais gente. Achei estranho – se é que é assim mesmo. Ainda percorremos outros pubs pela cidade antes de encerrarmos o dia.

 

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Crown Liquor Saloon

 

Dia 10 - Belfast

Acabou o fim de semana, acabou o sol. A chuvinha estava de volta naquela segunda-feira. A ideia era percorrer o que fosse possível dos famosos murais de Belfast, que retratam majoritariamente o período dos “Troubles”, quando o pau comia entre protestantes/lealistas versus católicos/republicanos. No dia anterior estivemos no centro de informações turísticas no último minuto antes de fechar e um senhor extremamente prestativo e simpático nos deu as coordenadas de onde ir, o que visitar e etc. E um excelente mapinha! Geralmente as pessoas fazem um tour de taxi (os famosos Black Taxi Tours) para conhecer os murais. Pudera, estão espalhados por quilômetros de West Belfast adentro, sendo virtualmente impossível ver todos. Mas optamos por restringir o espaço e andar mesmo, que é o nosso barato em viagens.

 

Basicamente andamos a Falls Road até a Beechmount Road, onde entramos e voltamos. Tem muitos murais nessa rua também. A Falls é a rua dos católicos/republicanos e no começo dela tem o chamado International Wall, com murais abraçando causas internacionais (bascos, Catalunha, palestinos, Mandela, etc.).

 

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Depois de um longo passeio por lá, cruzamos para a outra área, a protestante/lealista. Entre as duas, um muro que as separava, com portão e tudo. Hoje é chamado de muro da paz. A Shankhill Road é a área dos leais ao Reino Unido. Tem bem menos murais que a Falls, mas vale a pena -- como em tudo na vida – enxergar o outro lado da história. Interessante ver os termos nada amigáveis com que um lado ainda se refere ao outro.

 

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De lá seguimos para uma atração que eu queria ver, a Crumlin Road Gaol. Não era exatamente perto, mas dava para ir andando. Chegando lá, fomos informados de que a visita é somente com tour e que o próximo só sairia em meia hora, sem nada para fazer naquela meia hora. Decidimos não esperar e retornamos para o centro da cidade.

 

Aproveitamos para uma pausa para recarga no John Hewitt Bar, tradicionalíssimo também. E excelente! E voltamos para a feirinha de Natal pra comer um hambúrguer handmade (muito bom!) que eu tinha visto no dia anterior e saborear os insuspeitos mulled wines, que brotam em todo canto nessa época.

 

De tarde fomos conhecer a região da Universidade de Queens e o Jardim Botânico, onde ficamos rodando um bom tempo. Curtimos novamente o belíssimo visual outonal.

 

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A Universidade

 

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Jardim Botânico

 

Fizemos um rápido pub crawl antes de pegar as mochilas e partir para a estação de trem. Chegamos em Dublin no fim do dia, ainda com tempo de ir num pub local celebrar.

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Dia 11 – Dublin

O hotel de Dublin era o único com café da manhã incluso. Conseguimos uma boa promoção em que, se você reserva por mais de 3 noites, ganha desconto e café incluso. E o melhor: café da manhã irlandês, pesadíssimo! Linguiça, bacon, batata, feijão e etc. Muito bom!

 

Conhecemos o Trinity College – valeu pela espetacular Long Room da Old Library – e fomos reconhecer o centro. Ruas de pedestres e muita gente. Dublin é mais cheia que Belfast. Como estava com uma chuvinha (olha ela sempre aí!) que ia e voltava, de vez em quando precisávamos nos abrigar rapidamente. Rodamos pelo belíssimo St. Stephen’s Green (acho que passamos por lá quase todos os dias) e fomos conhecer a Catedral de St. Patrick. Lá a entrada é cobrada mesmo, nada de subterfúgios de “doação sugerida”.

 

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O extraordinário Long Room da Old Library

 

St. Patrick acabou tornando-se meio que associado à diversão e bebida, mas a história dele – ao menos conforme li – era de evangelização mesmo. A forma de celebrar o dia dele é que pegou desse jeito.

 

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De lá fomos andando até a Guinness Storehouse. Acabamos passando praticamente o resto do dia por lá. É muito mais do que conhecer o processo de fabricação da cerveja (isso você vê praticamente em qualquer cervejaria que você visitar), lá você vai conhecer a história da própria Guinness, aprender a tirar um chope adequadamente, e, claro, saborear aquela maravilha. O ingresso dá direito a um pint. Eu achava – tinha lido isso no Guia do Viajante (mas é de anos atrás) – que você ainda levava o copo. Leva mais não. Aliás, o prédio da Guinness é um copo de pint. Sensacional!

 

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Mal chegamos no lugar e já fomos agraciados por uma senhora que estava saindo e nos ofereceu o “vale-pint” dela. Muito obrigado! Mas a coisa ficou melhor ainda: depois de aprendermos a tirar um pint adequadamente, optamos por ficar na sala para tomar nossos pints. Todo o resto da turma (são vários a cada vez) subiu para o bar que fica no topo. Sobrou um pint inteirinho (alguém não quis nem provar). Quem foi o agraciado com a sobra? Nós!

 

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E ainda curtimos o bar que fica no topo (Gravity Bar), com visual geral de Dublin, tomando nossos pints adicionais. Mas presenciamos alguns hereges largando suas Guinness pelo caminho!

 

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Acabamos voltando no anoitecer para o centro. Ainda conseguimos conhecer uma bela igreja no caminho, a John’s Lane. Não aparecia em nenhum roteiro turístico que vimos e era linda, tanto a fachada como o interior. Ainda tentamos entrar na também bela Christchurch, mas já estava fechada. Era mais cara pra entrar do que a St. Patrick, putz!

 

Enfim, noite. Que lá, naquela época e com tempo fechado, começa já pelas 17hs. E noite é hora de pub crawl, no que percorremos alguns bares da região do Temple Bar – inclusive o próprio Temple Bar. Por ser região badalada, as cervas são nitidamente mais caras. Mas valeu para tomar minha primeira Kilkenny da viagem. Sempre bom saboreá-la. Kilkenny e Guinness são as cervejas que sempre peço nos diversos pubs irlandeses espalhados pelo mundo afora. Depois dos bares, fomos conferir a feira de Natal da cidade, que era feita na calçada do St. Stephen’s Grenn. Chegamos lá umas 20:10, estava fechando! Fecha às 20hs. Putz! Tomamos uma saideira em outro pub e fomos dormir.

 

Dia 12 - Dublin

Quando programamos 4 dias em Dublin, um deles era para conhecer alguma outra cidade da Irlanda, em esquema de day trip. A cidade pré-eleita tinha sido Kilkenny,e a ideia era ir no dia seguinte. Vimos que havia alguns tours para lá, mas não estavam saindo naquele dia específico que queríamos. Achei a coisa dos transportes pouco satisfatória, com relativamente muito tempo de estrada. A opção que nos foi oferecida era o clássico tour para os Cliffs of Moher, talvez a principal atração turística da Irlanda depois de Dublin. Ainda debatemos diante do longo tempo de viagem de ida e volta (bem mais que Kilkenny), mas cedemos diante de conhecermos aquela beleza do outro lado da ilha. Compramos o tour para o dia seguinte.

 

Saímos e o tempo estava sinistramente escuro. Rodamos um pouco pela região do Writer’s museum, vimos várias portas coloridas (consta que em tempos idos as portas eram pintadas assim para a galera bebum identificar a sua quando voltasse para casa). Caminhamos pelo rio e entramos na região do Temple Bar – naquela hora da manhã, tudo bem vazio.

 

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Momento celebridade: Quando estávamos atravessando a rua para conhecer o prédio da prefeitura, eis que surge uma menina que reconhece a Katia. Era uma portuguesa que conhecia não apenas a Katia através do blog dela, mas que também lê relatos do mochileiros.com! Ahahaha, muito bacana.

 

Curtido o encontro, visitamos rapidamente a prefeitura e seguimos para o Dublin Castle quando a chuva chegou. A visita é rápida e bem interessante. Aproveitamos para fazer um tour pelas escavações do lugar também. Visitamos ainda os jardins e a Chester Library, que fica nos arredores. E fomos comer alguma coisa na feirinha. A chuva apertava e dava folga.

 

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A sala mais bonita do Castelo de Dublin

 

Katia começou a sentir uma lesão muscular na perna, impedindo de andar da maneira como habitualmente fazemos. Ainda assim, andando devagarinho, visitamos o Merrion Park, onde tem uma bela estátua do Oscar Wilde (eu lia contos dele na minha infância), a National Gallery, que apresentava uma impressionante exibição de retratos de diversos tipos (Henessy Portrait Prize), e, por fim, o National Museum, que contava com uma sinistra exibição de “bog bodies” (não sei a tradução, mas são corpos relativamente bem conservados encontrados em escavações). Fomos meio que enxotados do museu – mas de forma muito simpática, com o guarda conversando conosco e inclusive nos mostrando outras coisas! --, ficamos até fechar as portas.

 

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Oscar Wilde

 

Como chovia e a Katia não podia andar rápido, limitamos nosso pub crawl do dia a um jantar e uma saideira.

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Acordamos cedo pacas e partimos no tour. A previsão para Galway era de nublado com chuva. Novidade, né? Katia lembrou-se de uma vez em que ela estava no Japão e fez um tour para o Mt. Fuji e que não deu pra ver absolutamente nada, estava com neblina. Ahahaha, mau presságio. Praticamente todo o trajeto até Galway foi sob neblina. Na verdade, o tour original reza que primeiro vamos aos Cliffs of Moher, e depois seguimos para Galway. Nosso guia sugeriu de invertermos a ordem, porque a notícia que ele tinha naquela manhã era de que estava com tempo fechado nos Cliffs. Todos (eram mais de duas dezenas no ônibus) toparam. Fiquei imaginando que era melhor ter encarado Kilkenny por conta própria! Enfim, não temos como prever.

 

Chegamos em Galway e teríamos pouco menos de 2 horas para passear pela cidade. Rolou um breve tour guiado, que dispensamos. Katia estava melhor da perna, mas ainda não podia andar no nosso ritmo habitual. Ficamos passeando pelo centrinho da cidade – muito charmoso, aliás. Estava bem frio naquela manhã, menos de 5º C. E a neblina em cima. Estavam montando a feirinha de Natal na praça principal da cidade. Ainda estiquei para ir até a bela Catedral, que fica um pouco mais afastada do centrinho.

 

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Latin Quarter

 

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A Catedral

 

Retornamos ao busum e partimos para os Cliffs. A neblina pesada prosseguia onde estava. No meio do caminho o guia informa que acabara de receber uma mensagem dizendo que o tempo estava aberto nos Cliffs. Não levei a menor fé naquilo. Aquele fog estava sobre nossas cabeças praticamente desde que saímos de Dublin.

 

Passamos em alguns vilarejos bem charmosos, e o guia nos falava de cada um deles. E então, eis que às 13:40 do meu relógio, a neblina se dissipou e adentramos um céu limpamente azul! Parecia mágica – mas era “apenas” o fim da região que o fog pesado estava encobrindo. A neblina não se dissipou, apenas ficou para trás. Conforme descíamos ao sul, saímos dela. Viva! O busum parou no meio do caminho para curtirmos o visual do mar um pouco. Longa e querida parada para curtição. E, naturalmente, centenas de fotos.

 

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Pausa para fotos no Oceano Atlântico

 

De lá, partimos para os Cliffs of Moher. Bem frio, sobretudo com o vento constante e cortante que tem lá. Mas, salve!, com tempo aberto! Tínhamos 2 horas para apreciar todo aquele espetáculo e aproveitamos cada minuto. Optamos por percorrer o lado direito (de quem olha para o mar) e descobrimos que há mais de 20km de trilhas para percorrer os Cliffs, ou seja, você pode passar o dia andando por lá, se quiser.

 

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Eu achava que era necessário ao menos passar a noite em Galway para curtir melhor o lugar. Na verdade, ainda acho. O tour de bate-volta para os Cliffs a partir de Dublin te deixa mais tempo dentro do ônibus do que fora (das 13 horas de tour, apenas umas 5 são de passeio a pé). Mas, ainda assim, achei um espetáculo. E felizmente pegamos um guia muito bom (o guia era o Jim, a cia era a wild rover), que falava um inglês bem tranquilo e que ainda deu aula de história irlandesa no caminho de volta. Excelente!

 

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Esse foi o único dia em que não fizemos pub crawl, tiramos folga de cerveja. A fome era grande (o tour, felizmente!, não faz parada para almoço), então procuramos um restaurante de comida indiana (na prática encontramos um de comida nepalesa) e nos fartamos. Mais do que deveríamos, até!

 

E nesse dia não choveu.

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Era nosso último dia na cidade e na Irlanda. A previsão para o dia era, adivinhe?, chuva. Nossa (minha, na verdade) ideia era descambar até o outro lado da cidade pra conhecer a Kilmainham Gaol, uma prisão antiga transformada em museu. Era um museu onde também contava-se um pouco da história da Irlanda, e eu estava bastante interessado nisso. Pegamos as coordenadas dos ônibus para chegar lá. O problema é que, quando chegamos no ponto, vimos no painel que ele só passaria dali a 50 minutos. Putz! Ainda bem que as coisas são modernas e existe previsão de chegada. Decidimos ir a pé mesmo, margeando o rio. Fomos observando as diversas e diferentes pontes pelo caminho, além de alguns belos exemplos arquitetônicos. A chuva ia e vinha, mas era tolerável.

 

O tour na Kilmainham é necessariamente guiado, e achei excelente. Até Katia se surpreendeu e gostou também. A guia era ótima e falava um inglês facilmente compreensível. Havia partes fechadas naquele dia, mas isso não atrapalhou muito. Saciada a sede de informações históricas sobre a Irlanda, voltamos. Dessa vez de busum mesmo. Até porque a chuva naquela hora não estava mais tolerável. Demos a sorte de termos dinheiro trocado no bolso para pagar o ônibus – não há troco.

 

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Kilmainham Gaol

 

Paramos para recarga rápida num pub e logo seguimos para aproveitar o tempo “bom” (fechadíssimo, com chuvinha mínima) e conhecer os Iveagh Gardens. Belo lugar. Partimos para explorar um pouco a região de Docklands, e antes paramos num pub tradicional, O’Donahue, onde estava rolando uma galera ensaiando o que entendo ser a típica música irlandesa. Bem legal!

 

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St. Stephen's Green Park, em dias e momentos diferentes

 

Docklands é onde fica a Samuel Beckett Bridge e também um centro de convenções que mais pareceu ser um copo inclinado (!). Achamos a região um tanto mais abandonada do que as outras. Já no fim da tarde demos nossa última recarga antes de partirmos para o aeroporto. Por sorte paramos num lugar que tinha cervejas feitas em Galway – quando estivemos lá era de manhã e nem pensamos nisso. Pegamos as mochilas e lá fomos esperar o busum para o aeroporto. Fim de estadia em Dublin!

 

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Docklands: Samuel Beckett Bridge (e o prédio do copo virado ao fundo) e Famine Memorial

 

Chegamos em Londres e fomos procurar como chegar ao centro. Estava lá o Gatwick Express por 20 libras (Londres e seus preços terríveis, putz!) e um tal Thameslink por 10 pratas. Achei estranho. Mas fomos no trem mais em conta mesmo – e deu tudo certo! Sei lá porque tem essa diferença de preço. Era sexta à noite e eu tinha lido que Londres tem aquela coisa de bares fecharem às 23hs. Depois é que vi que isso meio que não se aplica às sextas e sábados, ehehehe. De qualquer forma, largamos as mochilas no hotel e partimos para celebrar a chegada (de volta) a Londres. Paramos no primeiro pub que não estava cheio de gente. Amem! Na larica da noite, já na volta, encaramos um kebab guerreiraço (e bem barato!) do único lugar da whitechapel que encontramos aberto àquela hora (quase 1 da manhã).

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    • Por beatrizz
      Saudações! 
      Esse relato é sobre a subida ao Monte Crista em Garuva, que fica perto de Joinville. 
      A chegada em Garuva foi na sexta dia 07 de Setembro, no fim da tarde. Optamos por passar a noite no Espaço de Vivência Monte Crista. Que não faz parte da trilha oficial pra montanha, mas fica a 2 km da recepção. 
      Sobre esse espaço tem muito a compartilhar, é um lugar místico, onde acontecem diversas vivências, como meditação, temascal, e outros. Há chalés do ladinho do Rio que você pode passar a noite ouvindo o barulho da água. A comida (3 refeições) está inclusa na diária e é vegetariana, deliciosa. Fica em torno de R$ 350 pra 2 pessoas. O espaço compartilhado tem muitos pássaros comuns da região e um local de oração e Cerimônia construído por índios nativos, ali há uma energia muito clara. 
      No sábado acordamos cedinho e tomamos um café reforçado, depois partimos até a recepção do Monte Crista. A entrada sem estacionamento é de 4 pilas. 
      Logo no início você passa por uma ponte pênsil legal. 
      A subida é pesada, porque o terreno é muito parecido em todo o percurso, subida íngreme e ganho de elevação rápido. Vários pontos com escadas de pedras construídas pelos jesuítas. É muito bonito. Diferente do Pico Paraná por exemplo, não há um grau de dificuldade tão grande com raízes e pedras, mas prepara o corpo pra resistência. 
      Enfim chegamos ao cume após 4:30, é importante seguir a trilha principal porque não há placas, e é fácil se perder. 
      No cume do monte encontramos vestígios de acampamento, porém não havia ninguém lá. Achamos estranho porque na recepção nos falaram que muitas pessoas haviam subido... 
      Arrumamos nosso acampamento e o tempo estava fechado, não dava pra ver um palmo na frente, isso também dificultou pra tentar ver onde as outras pessoas estavam. Em função do horário decidimos ficar por ali mesmo. 
      Não estava frio, nem tinha vento. Mais a noite o céu abriu e ficou maravilhoso, aí conseguimos ver as lanternas em um ponto um pouco abaixo de onde estávamos, depois descubrimos que lá encontra-se um marco do Monte Crista, que é onde deve acampar kkkk. Também é um lugar mais protegido do vento. Por sorte o tempo nos ajudou e não fomos lançados montanha a baixo. 
      A noite o bixo pegou, a temperatura caiu muuuito de uns 15 graus para cerca de 4. E não estávamos preparados, ou seja, a noite foi tensa quase não dormimos de frio..... 
      De manhã estava nublado, o sol não mostrou as caras, mas mais tarde alguns raios nos presentearam e deu pra fazer algumas pics. 
      Arrumamos as coisas e descemos a montanha, com quase metade do tempo, em menos de 3 horas chegamos a base. 
      Ps. Esqueci de levar panela, a caneca de metal de café, virou panela e chaleira, improvisos hehehe. 
      Enfim, voltamos ao Espaço de Vivência e conseguimos ainda descolar um almoço antes de pegar a estrada. 
      Ps2. Não é legal subir a montanha pelo espaço de vivência, primeiro pq há uma trilha por ali, mas pouco demarcada, a probabilidade de se perder é bem maior, segundo porque o espaço não tem controle e formulário de subida, e se algo acontecer será um transtorno para eles e para quem está na trilha. O objetivo do espaço é relaxar mesmo. Por isso sempre comece a trilha pela base. 
      No final da experiência há sempre saldo positivo, qualquer montanha 🗻 tem algo a ensinar, cada uma é diferente, especial, única. Aprendemos o que fazer e o que não fazer. Vamos captando os sinais do universo, sobre nossa missão. Aprendemos a ouvir o coração, e não a personalidade. 
      Quero voltar ao Monte Crista com objetivo de fazer a travessia do Quiriri. Mas esse é outro relato. 
      Avante, viver o que precisa ser vivido. 














    • Por danicsml
      Depois de algumas torrões de sol e algumas bolhas nos pés, sobrevivi para compartilhar (e tentar atualizar) informações sobre a nossa trip (marido e eu) nas férias.
      Bora lá: foram 14 dias de viagem pelas seguintes cidades:
      Los Angeles: 3 dias
      Las vegas:  2 dias
      Willian - Grand canyon: 02 dias 
      Page: 1 1/2 dia
      Monument Valley: 1 dia
      Moab : 1 dia
      Salina: só pernoite
      Las vegas: 1/2 periodo compras + 1 noite
      Los angeles: 1/2 periodo compras + 1 noite.
      Total gasto: 22 mil para o casal (é minha gente o dolar tá qse um rim). Segue a planilhinha em anexo. Pessoal eu vou consertar uns valores aq e já posto de novo!!!
       
       
    • Por PEDROMG
      Oi galera!
      Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip.
      Se me perguntassem há uns 2 anos atrás se eu teria coragem de viajar sozinho, eu certamente responderia que não faria isso (por medo+tensão+acho que não consigo).
      Até que a vontade de romper essa barreira passou a me consumir e comecei então a trabalhar a mente e me preparar aos poucos pra que eu realizasse isso que se tornou um sonho, uma necessidade.
      Minhas férias do trabalho venceram mas decidi que só as tiraria quando definisse um destino bacana, que tivesse praias lindas (e que eu acreditasse ser capaz de me virar sem companhia rs).
      Foi aí que decidi ir em abril para #Cartagena e #SanAndrés (aquele paraíso onde fica o famoso mar de 7 cores).
      Comecei então a olhar as passagens, lugares para me hospedar, definir rotas, pesquisar sobre a moeda e preços locais e assim fui me familiarizando com cada detalhe e adquirindo a segurança necessária pra embarcar na minha #primeiraviagemsozinho.
      Comprei minhas passagens de Brasília > Panamá > Cartagena / Cartagena > San Andrés / San Andrés > Cartagena / Cartagena > Panamá > Brasília...
      E FUUUI!!!
      Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora!
      Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo.
      Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar.
      Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo.
      Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo.
      Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!!
      Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse).
      Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique.
      Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe...
      Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá...
      E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!"
      Dica: se hospedem no El Viajero.
      Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias.
      Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental.
      Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho?
      Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo.
      *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja
      por 7.000COP... aff, kkk...
      Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :)
      Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/








    • Por tabatajac
      Conhecida como uma das travessias mais bonitas do país, a travessia Petrópolis x Teresópolis é feita dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e conta com aproximadamente 30 quilômetros de trilha, que podem ser feitos em um, dois ou três dias, além de diversos desvios.
      Antes de mais nada, é preciso comprar os ingressos no site do Parnaso e, se for fazer a trilha em mais de um dia, pagar pela sua estadia, que pode ser em camas beliche ou bivaque dentro do abrigo, ou no camping. Vale lembrar que em feriados, principalmente no inverno, a travessia fica bem cheia e os abrigos esgotam rápido. Nós demos sorte e pegamos uma desistência, conseguindo fazer no feriado de 7 de Setembro.
      Para quem fica no abrigo, é disponibilizado panelas, utensílios de cozinha, fogão e banheiro com (pasmem!) água quentinha. Já para quem fica no camping, você também vai poder usar o banheiro para tomar banho, além de outro banheiro do lado de fora do abrigo e um ponto de água, onde dá para encher as garrafas e lavar as panelinhas e utensílios que você levar.
      No total, pagamos R$ 102,00 cada um, incluindo o valor da travessia (R$ 26 da trilha e R$ 26 de adicional de fim de semana), duas noites de camping (R$ 10 cada uma) e dois banhos (R$ 15 cada um).
      O próprio site do parque oferece informações oficiais sobre a travessia, sempre vale dar uma olhada.
      DIA 1 – Petrópolis x Castelos do Açu
      Distância: 8 km
      Tempo: 7 horas
      Ganho de altitude: 1.145 metros
      Saímos do Centro de Petrópolis um pouco antes das 8:00 e chamamos um Uber para adiantar um pouco as coisas. Para quem quiser ir de ônibus, primeiro você vai ter que pegar um para o Terminal de Correias e depois outro para um pouco antes da portaria do parque. Pagamos R$ 36,00 até lá. Chegamos na portaria, assinamos o termo de responsabilidade, enchemos as garrafas de água e começamos a subir às 9:20.
      O primeiro ponto depois da portaria é o Poço do Presidente e a Cachoeira Véu da Noiva. Como saímos um pouco tarde da portaria, fomos só até o primeiro ponto, enchemos as garrafas, comemos uma barrinha de cereal e seguimos. A subida até aqui ainda não é tão íngreme, mas depois do poço comecei a sentir as pernas avisarem que a declividade tinha aumentado (e eu achando que estava bem preparada). Chegamos na Pedra do Queijo às 11:30 e paramos para beber água, comer e subir na pedra para ver o visual.

      Pedra do Queijo

       
      Pedra do Queijo 

      Visual de cima da Pedra do Queijo
      De lá, partimos para o Ajax, onde chegamos às 13:15. Essa, para mim, foi a subida mais puxada, até mais que a Isabeloca que vem depois e dizem ser a parte mais difícil do primeiro dia. Acho que o bastão de caminhada fez a diferença, já que subi essa parte sem ele, mas usei na Isabeloca. O Ajax é o próximo ponto de água depois do poço e o último antes do abrigo, além de ser também onde o pessoal costuma parar um pouco mais para almoçar (ou comer alguma coisa com mais sustância). Atenção para os períodos de seca, já que é comum o Ajax secar. Nós pegamos o ponto com pouca água, mas ainda deu para encher as garrafas. Até esse ponto, já havíamos caminhado por volta de 5 quilômetros, com mais 3 pela frente até o abrigo dos Castelos do Açu.

      Parada no Ajax
      De cara para aquele paredão que era a Isabeloca, saímos do Ajax às 13:55 e começamos a última subida do dia. Conseguíamos ver as pessoas lá em cima, com suas mochilas coloridas, já quase chegando ao topo. Depois de muito anda e para, chegamos lá em cima às 15:15 e paramos na próxima plaquinha para tirar um pouco as cargueiras, beber água, comer e tirar umas fotos. De lá, conseguíamos ver uma formação rochosa bem ao longe que parecia ser os Castelos do Açu, e que ainda estava distante para caramba.

      Subindo a Isabeloca

      Topo da Isabeloca
      Colocamos as cargueiras de volta e voltamos a seguir a trilha quando, de repente, os Castelos do Açu (agora de verdade) surgiram à nossa frente, imponentes e tão mais perto do que a gente imaginava. Ali a emoção bate de leve e você começa a fazer o balanço do que foi o primeiro dia. E se a emoção dali não bastasse, andando mais um pouquinho surgem o abrigo e a Serra dos Órgãos, que se faz ver pela primeira vez, com o Dedo de Deus em riste. Chegamos ao abrigo às 16:30, depois de aproximadamente 7 horas de caminhada. Depois de dar nossos nomes, o cara do abrigo informou que o camping poderia estar lotado e, se esse fosse o caso, poderíamos armar a barraca no próprio castelo (o que eu acho que já foi permitido um dia, mas hoje é proibido em dias normais). Subindo de volta para os castelos, encontramos um ponto perfeito, logo abaixo de outro casal que havia armado a barraca um pouco acima.

      Chegando nos Castelos do Açu

      Abrigo do Açu e a pontinha do Dedo de Deus

      Pôr do sol dos Castelos do Açu
      Barraca armada, seguimos de volta para o abrigo para um banho mais que merecido. Os banhos são de 5 minutos contados no relógio pelo responsável do abrigo, que fica do lado de fora do banheiro controlando o pessoal e batendo na porta quando o tempo acaba. Com um pouco de desorganização, conseguimos tomar banho (que no fim deu um tilt na água quente e o pobre do Marcello terminou na água congelante) e voltamos para a barraca para fazer o jantar, que seria um arroz Tio João com calabresa para ele e com tofu para mim. Alimentados, fomos aproveitar um pouco da vista dos castelos, de onde dá para ver toda a cidade do Rio de Janeiro e suas luzes cintilantes, e depois fomos dormir.
      DIA 2 – Castelos do Açu x Sino
      Distância: 7,5 km
      Tempo: 8 horas
      Tendo acordado um pouco de noite, uma das vezes com frio, acordei de vez por volta das 5:30 e comecei a ouvir as vozes murmuradas do pessoal que acordou para ver o sol nascer. Juntei todas as forças que eu tinha para encarar aquela friaca e saí da barraca. Mas caraca, como valeu a pena. O céu laranja começava a iluminar a Serra dos Órgãos à esquerda e a Baía de Guanabara à direita. Subi na pedra com a câmera preparada e os primeiros raios de sol começaram a sair de trás das nuvens. Acho que foi o momento mais mágico de toda a travessia (com direito à musiquinha do Rei Leão, cantada pelo casal da outra barraca).

      Os primeiros raios de sol iluminam a Serra dos Órgãos

      Nascer do sol dos Castelos do Açu

      A Serra dos Órgãos e a nossa barraca

      Abrigo visto de cima dos Castelos
      Com o sol já mais alto, tomamos café, desmontamos a barraca e seguimos para o abrigo, onde terminamos de nos preparar para o segundo dia. Saímos de lá às 9:00 (bem tarde!) e logo de cara vimos a primeira descida e subida do dia, que seria o Morro do Marco. Com pedras que formam uma escadinha, às vezes com degraus altos que vão precisar da ajuda das mãos, chegamos ao primeiro ponto às 9:30 depois de um quilômetro, onde só tiramos algumas fotos e seguimos em frente. De lá, já conseguíamos ver o próximo vale, bem mais profundo que o anterior, onde encontraríamos o primeiro ponto de água do dia.

      Saindo do Abrigo do Açu

      Visão do Morro do Marco com os totens que guiam o caminho
      Chegamos no ponto de água às 10:10, onde encontramos um grupo sentado descansando e comendo alguma coisa. Enchemos nossas garrafas, comemos umas castanhas e seguimos com a subida em mata fechada e bem íngreme, com raízes servindo de degraus. Nossa próxima parada era o Morro da Luva, onde chegamos às 11:25. Lá, avistamos o Garrafão pela primeira vez, que serviria de guia pelo resto do dia, virando sua cara carrancuda aos poucos até se revelar completamente na Pedra da Baleia. Mas calma que ainda faltava muito para isso (e bote muito nisso). No Morro da Luva, tiramos as cargueiras um pouco para aliviar o peso, bebemos água e tiramos fotos. Depois, seguimos atrás de um grupo com guia que disse que aquele ponto era muito fácil de se perder, já que a rocha abre muitos caminhos e não é tão bem sinalizado quanto o primeiro dia.

      Subindo o Morro da Luva

      Topo do Morro da Luva com os Castelos do Açu ao fundo

      Garrafão e o Dedo de Deus começando a ficar encoberto
      Depois de descer mais um vale, chegamos ao próximo ponto de água logo antes do Elevador, que estava seco. Descansamos um pouquinho e chegamos ao temido Elevador às 12:30. Com 67 degraus, ele é bem mais longo do que eu imaginava, e também mais cansativo. Subi usando a mochila de lastro, que nem o Corcunda de Notre Dame, para ver se ela me jogava para frente e não para trás. Contei três vergalhões faltando, mas a rocha dá um bom apoio nessas horas, e a tração da bota é essencial. Com 3,5 quilômetros caminhados (e escalaminhados) desde o Açu, chegamos ao topo do Elevador, onde tínhamos mais 4 quilômetros pela frente.
       
      Totens e Elevador visto de longe

      Elevador
      Depois do Elevador, a coisa começou a esquentar e nem tirei mais a câmera da mochila, tirando fotos só com o celular. Logo após o topo do Elevador, surge uma rocha com uma subida bastante íngreme, onde é preciso usar as mãos e confiar na bota, acompanhada como sempre de outra descida, também bem íngreme e onde me pareceu melhor descer meio de lado (as bolhas que eu ganhei depois não concordam muito com a minha teoria). Subindo mais um pouco, chegamos ao Morro do Dinossauro, onde paramos para beber água e descansar. O rosto carrancudo do Garrafão já nos observava, assim como a cabeça do elefante (indiano, e não africano, como disse um outro trilheiro também descansando por ali).

      Morro do Dinossauro

      Cara mal humorada do Garrafão
      De lá, tocamos para o Vale das Antas, onde chegamos às 14:30. Último ponto de água do dia, aproveitamos para comer e encher as garrafas. Um dos guias que encontramos lá ressaltou que essa água não é muito legal, já que muitas pessoas usam os arredores da nascente como banheiro, então não se esqueça de levar Clorin e talvez evitar esse ponto de água se sua garrafa ainda estiver cheia. Depois de dois belos pães com atum e castanhas, começamos a subida do Vale das Bromélias até a Pedra da Baleia, chegando lá às 15:10. O topo da Pedra da Baleia fica a 6 quilômetros do Açu, faltando ainda 1,5 quilômetro até o abrigo do Sino.

      Pedra da Baleia
      Quando começamos a descida em direção ao Mergulho, vimos no paredão do outro lado várias mochilas coloridas subindo a escadaria de pedra que daria no Cavalinho. Logo depois, vimos o Cavalinho. Uma rocha triangular um pouco mais clara que as demais que chegava a brilhar com o sol da tarde que começava a se pôr. Naquela hora, bateu um frio na barriga. Mas ali não tem o que fazer se não seguir em frente, e foi o que fizemos.

      Pessoal subindo em direção ao Cavalinho
      No Mergulho, tivemos a sorte de encontrar um grupo com guia que estava usando cordas para descer, que ele caridosamente nos deixou usar. Já vi vários vídeos de pessoas que fazem esse pedaço sem corda, mas com certeza seria mais difícil, sem contar que provavelmente nós teríamos que tirar a cargueira das costas. Logo antes da próxima subida, uma setinha de ferro fincada no chão (como muitas outras antes) indicava o caminho e fiz ali meu check point, no estilo Super Mario. Se caísse do Cavalinho, pelo menos eu não ia precisar voltar tudo! 😂
      Chegamos no Cavalinho às 16:05 com uma pequena fila de pessoas para subir. O espírito de camaradagem que rola lá em cima foi o que nos fez conseguir subir aquele negócio. O grupo da frente nos ajudou a içar as mochilas e um dos caras ajudou a puxar o Marcello depois dele ter montado no Cavalinho, que então me ajudou a subir. Mas o Cavalinho era brincadeira de criança perto da próxima rocha, apelidada carinhosamente de “coice”. Nela, de novo ajudaram o Marcello a subir com a cargueira nas costas, oferecendo a mão de cima dela, mas quando chegou na minha vez, tive que tirar a cargueira e a menina atrás de mim ainda teve que empurrar meu pé para que minhas pernas dessem altura para subir (malditas pernas curtas!).

      Cavalinho
      Passado o desafio, ainda foi preciso subir uma escada de ferro (obrigada pessoa que teve que carregar esse troço nas costas para colocar ela ali) e caminhar mais um pouquinho até a bifurcação do abrigo e da Pedra do Sino. Chegamos lá às 16:40 e no abrigo às 17:10. Alguns grupos seguiram direto para a Pedra do Sino para ver o pôr do sol, mas nós optamos por descer para pegar um bom lugar no camping e deixar para ver o nascer do sol do cume.

      Bifurcação Pedra do Sino, Abrigo 4 e Travessia
      Montamos nossa barraca e fomos logo para a fila do banho, muito mais organizada que no dia anterior. E que banho! A água quente não desligou dessa vez e conseguimos tomar banho em até menos que os 10 minutos totais que nós dois tínhamos. Banhados, fizemos nosso sopão de macarrão e capotamos.
      DIA 3 – Sino x Teresópolis
      Distância: 11 km até a barragem, 14 km até a portaria
      Tempo: 4 horas até a barragem
      Acordei por volta das 4:30 com o burburinho do pessoal se movimentando para ir ver o nascer do sol na Pedra do Sino. Ponderei todas as minhas escolhas de vida até aquele momento e decidi que continuaria deitada ali, no quentinho, e que veria o nascer do sol da Pedra da Baleia que tem atrás do abrigo (que não é a mesma Baleia do dia anterior). Abri a barraca por volta das 5:40 e segui a trilha que sai de trás do abrigo. Consegui pegar os primeiros raios de sol da Pedra da Baleia, de onde se vê o pessoal no topo da Pedra do Sino.

      Nascer do sol da Pedra da Baleia, atrás do Abrigo 4

      Pessoal vendo o nascer do sol da Pedra do Sino
      De lá, voltei para a barraca, sacudi o Marcello, tomamos café e seguimos para a Pedra do Sino enquanto muitos grupos já começavam sua descida. Saímos do abrigo às 8:40 e chegamos no topo da Pedra do Sino às 9:10. A subida não é muito íngreme e a rocha é bem sinalizada, com totens de pedra que indicam o caminho. E o que se pode dizer da diferença que é andar sem a cargueira? Ali eu consegui entender como um ser humano faz essa travessia em um dia só.

      Pedra do Sino com os Castelos do Açu ao fundo

      Visão da Pedra do Sino com Teresópolis ao fundo
      A Pedra do Sino é o ponto culminante da Serra dos Órgãos, com 2.263 metros de altitude e de onde se pode ver os três picos de Friburgo, a ponta do Garrafão, os Castelos do Açu e a Baía de Guanabara. Depois de muitas fotos, descemos para o abrigo, onde desmontamos a barraca e seguimos para Teresópolis.

      Começando a descida para Teresópolis
      O terceiro dia é praticamente só descida, quase toda ela em zigue zague e com a trilha muito bem marcada. Tendo saído do abrigo às 10:45, chegamos às ruínas do Abrigo 3 e ao Mirante de Teresópolis às 11:50 e na Cachoeira Véu da Noiva, já na parte baixa do parque, às 13:45. Lá, era como se a gente já tivesse chegado, mesmo faltando ainda 2 quilômetros até a Barragem e mais 3 até a portaria do Parque.

      Mirante de Teresópolis ao lado do antigo Abrigo 3
      Quando vimos a porteira que dá para a Barragem, bateu a emoção de novo. Concluímos nossa primeira travessia. Quase 30 quilômetros de muita subida, descida, rochas e pirambeiras. O casal que desceu com a gente do Véu da Noiva até ofereceu carona, mas agradecemos e dissemos que queríamos fazer portaria a portaria. Orgulho besta. 😄

      Chegamos!
      DICAS
      Se você pretende fazer a travessia durante um feriado, compre os ingressos com bastante antecedência. Os abrigos lotam rápido e não ter que carregar a barraca com certeza ajuda bastante.
      Uma boa bota (já amaciada!) ou tênis de trekking são essenciais, já que em muitos momentos você vai depender da tração dela para subir ou descer as rochas com segurança. Não aconselho fazer com tênis de academia ou de corrida, já que eles tendem a escorregar.
      Lembre-se que você vai ter que carregar sua mochila durante três dias, e que o peso dela vai se multiplicar com as subidas e o seu cansaço. Leve apenas o essencial.
      Com isso em mente, não subestime o frio. No inverno, as temperaturas podem ser negativas lá em cima e ninguém merece dormir com frio. Leve isolante, um bom saco de dormir, e roupas térmicas (tipo ceroula) se for acampar.
      Há diversos pontos de água no caminho, mas alguns deles podem secar no inverno. Nós levamos duas garrafas de Gatorade (totalizando um litro) e mais uma de 750 ml e foi suficiente, mas pegamos apenas o ponto do Elevador seco. O Ajax também pode secar, então leve isso em consideração.
      Mesmo com previsão do tempo boa, leve capa de chuva. O clima na serra pode ser imprevisível e bem diferente da situação na portaria.
      Leve um GPS ou celular com aplicativo de trilhas já instalado e o mapa e tracklog já baixados. Nós usamos o Wikiloc e seguimos esta trilha.
      Sobre a sinalização, ela é muito boa no primeiro e terceiro dia, e razoável no segundo, com pontos onde é possível se perder, principalmente se o tempo estiver fechado e com serração. Os totens de pedra ajudam bastante, já que são visíveis de longe, e há também setas pregadas na rocha e pegadas pintadas no chão. Mas mesmo assim, não deixe de levar algum tipo de GPS, já que no segundo dia há trechos em que essa sinalização fica devendo.
      Lembre-se que todo o lixo deve voltar com você e não pode ser deixado nos abrigos (e muito menos durante a trilha!), inclusive restos de comida. Então, não esqueça de levar saquinhos para o lixo.
      Já sobre as cordas, nós não levamos nenhuma, mas tivemos a sorte de sempre estar perto de grupos com guia que levaram e usamos as deles. Eu não diria que são totalmente indispensáveis, já o Marcello acha que seria quase impossível fazer sem elas, principalmente na hora de descer o Mergulho e içar as mochilas no Cavalinho.
      EQUIPAMENTO
      Mochilas: Quechua de 40l e Trilhas e Rumos de 48l
      Barraca: Quechua Arpenaz 2XL
      Sacos de dormir: Trilhas e Rumos Super Pluma (conforto +6°C e extremo 0°C)
      Isolante: Conquista 9mm
      Travesseiro: Quechua Air Basic
      Fogareiro: Guepardo Mini Fogareiro Compact
      Panelinha e utensílios: Quechua
      Cartucho de gás: Nautika 230g (de acordo com o que pesquisamos, dura por volta de 120 minutos)
      Lanterna de cabeça: Forclaz ONNIGHT 50 (30 lúmens)
      Bastão de trilha: Quechua Arpenaz 200
      ALIMENTAÇÃO
      Para a principal refeição, que seria o jantar, levamos um arroz Tio João da linha Cozinha Fácil, Sopão Maggi de macarrão com legumes, uma calabresa e uma lata de atum (para o Marcello) e tofu defumado (para mim).
      Para o café da manhã, levamos pão integral, Polenguinho, Toddynho e o tofu.
      Durante o dia, comemos amendoim, castanhas, avelã, Club Social, torradinhas Equilibri, barras de cereal, salaminho, chocolate e pão com Polenguinho e atum. Levei também um pacote de cookies Jasmine que voltou fechado.
      DESVIOS
      Há diversas outras trilhas para se fazer dentro do Parque, mas eu diria que o principal desvio dentro da travessia é para os Portais do Hércules. Nós chegamos a ponderar se faríamos ou não, mas os relatos variavam de 40 minutos a 1h30 de trilha para ir e depois o mesmo para voltar, tempo esse que nós não tínhamos. Sem contar que disseram que é uma trilha de difícil navegação, muito fácil de se perder. Mas se você realmente quiser encarar, o que o pessoal normalmente faz é sair muito, muito cedo do abrigo (às vezes antes do nascer do sol) e esconder as cargueiras na mata perto da bifurcação para fazer a trilha sem elas. Só não vale esquecer onde escondeu a mochila. Ouvimos a história de um cara que não conseguia encontrar sua cargueira de jeito nenhum e, depois de uma hora procurando achando que havia sido roubado, desistiu e seguiu a trilha. Ele só conseguiu reavê-la esse ano, dois anos depois de ter feito a travessia, quando alguém fazendo a trilha a encontrou junto com sua carteira e documentos.
       
    • Por kely.alves
      Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!!
      Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀
      Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas.
      Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados.
      Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação:
      13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite)
      14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste
      15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      16.06.2018: Trilha da Galheta
      17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP
      Dia 1: Chegada em Floripa
       

      Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita!
      Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais.
       

      📌Sugestão:
      Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲
      Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado.
      Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas.
      Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste
      De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo.
      Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro:

       
      📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo.
       

       
      Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares:

      E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo?
      Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste:

      Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa.
      Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro.
       

      É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança.

      À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia.
      Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar.
       
      Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção.

      Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo)
       

      Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado.
       

      O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos)

       

      A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico.
      Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo.
      Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender!
      📌O que levar para esse passeio:
      Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro:

      Foi muito produtivo!
      Breve resumo histórico:
      "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região.                                                                                                                                          Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha.
      Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região.
      No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845).
      Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis."
      Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571
      Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas.


      Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750.

      Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil.
      Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique.  

       
      Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/)

       
      Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍

      Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa)
      Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas.

       

       
      Dia 4: Trilha da Galheta
      Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta.

      No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados.

      Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento:

      Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele  tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista:

      Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional.
      Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho:

      O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul.
      (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/  https://arqueoastronomia.com.br/atividades)

      Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte.

      Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar.
      Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza:

      Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui.

      Valeu a pena!


      Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe

      Pessoas sensacionais. E que noite!!!
      O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro).
      Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho.
      Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito.

      Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora.
      Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.

       
       
       
       
       
       
       
       
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