No feriado de Páscoa viajei com uma amiga que me fez um convite: ir para a Austrália. Em menos de cinco minutos pensei e confirmei minha presença! (sou uma pessoa muito dífícil quando o assunto é viagem! )
O país não estava na minha bucket list, mas era uma ótima oportunidade de conhecê-lo. Além disso, tinha o desafio de colocar um ponto na Oceania, único continente onde meus pés ainda não haviam pisado.
Desafio proposto, desafio aceito, e lá se foram longos meses de preparação para uma viagem com um total de 21 dias com mais 3 amigas. Coloca cidade aqui, tira cidade ali, coloca Nova Zelândia, tira Nova Zelândia, altera o itinerário, e finalmente chegamos ao roteiro final com as seguintes paradas: São Paulo, Santiago, Sydney, Auckland, Waitomo Caves, Hinuera, Queenstown, Wanaka, Lake Tekapo, Christchurch, Sydney, Brisbane, Fraser Island, Cairns, Airlie Beach, Whitsundays Island, Alice Spring, Outback, Melbourne, Sydney, Santiago, São Paulo!
Ufa! Deu canseira só de listar as cidades...
Parte 1: Confirmando a ida
Compra da passagem pela Lan indo pelo Chile (rota mais curta) com seis meses de antecedência. Com essa antecedência conseguimos um preço “pagável” no trecho que é o mais caro. Paguei R$ 4848,00 com taxas (mas umas amigas conseguiram por um pouco mais barato que eu, em torno de R$ 4500,00). Cada amiga comprou a sua própria passagem, cada uma com um valor diferente, mas todas nessa faixa de preço. Nessa de cada uma comprar sua pasagem, houve desencontro no trecho Brasil / Chile, onde uma amiga foi sozinha.
Parte 2: Casando itinerário
Íamos em 4 amigas, mas uma delas ficaria menos dias. Tínhamos aí o desafio de encaixar a troca de cidades de forma tal que casasse sua data de retorno com nossa troca de cidades. Depois de ficar rodando o mapa, conseguimos! Dessa forma, a Cláudia nos acompanharia até a saída de Cairns. De lá partimos para Alice Spring e ela voltou para Sydney. Deu uma tristezinha desfazer nosso quarteto fantástico! ;-(
Parte 3: Comprando trechos internos – a missão!
A parte mais cara da nossa viagem foram os trechos internos. A Austrália é um país muito extenso e queríamos conhecer o máximo de coisas no tempo que tínhamos. Muitos viajantes optam por viajar pelo país com carros ou campervans, mas essa não era uma alternativa para nós. Então, vamos às passagens aéreas. As passagens internas tinham que ser compradas todas juntas, para que não corrêssemos o risco de, ao virar a tela, não ter mais o preço e/ou assento para a amiga. Pesquisamos e compramos todos os trechos pelo site do skyscanner.
Concentramos as compras em dois cartões de créditos diferentes e depois dividimos as despesas equivalentes.
* Dicas: A JetStar cobra um X a mais por bagagem despachada. Você coloca o peso aproximado que pretende despachar e eles cobram antecipadamente por isso. Como estávamos em grupo, o peso era considerado como total, e não por cada bagagem individual. Ainda bem! rs
A Tiger também cobra um X a mais por bagagem despachada. Mas na hora da compra da passagem não sei dizer se isso não estava claro, se não nos atentamos e comemos bola... enfim, só sei dizer que morremos com AUD$ 90 por pessoa para despachar nossa pequena mochila na hora do check-in!!! Um assalto!
A passagem aérea para Alice Springs é cara! A mais cara de todas! Isso se deve ao fato de que a Qantas monopoliza os voos para lá. Ou seja, não tem alternativa! Vá acompanhando os preços pelos sites que rastreiam passagens para conseguir um preço melhor. Mas já fique ciente que mesmo o preço menor é caro, bem caro! Pagamos R$ 653,00 o trecho, um voo de 2h20 e esse foi nossa melhor cotação, pois chegamos a ver por R$ 1200,00!!!
Passo 4: Reservando hospesdagem
Ficamos em hostels o tempo todo, à exceção de Sydney, onde o Hotel Ibis Budget custava o mesmo preço que o hostel.
Como estávamos em 4 pessoas, foram raras as vezes que pegamos um quarto “compartilhado”, pois geralmente conseguíamos fechar o quarto só para nós.
Procuramos a localização de todos os locais de hospedagem e ficamos sempre bem centralizadas, de forma a ter fácil acesso ao centro / atrações a pé, otimizando tempo e custo.
*Dica: Auckland / Sydney e Queenstown (talvez outras cidades maiores também), cobram hospedagem mínima para a época de ano novo. Esse foi o motivo de passarmos o ano novo na pacata Wanaka.
Passo 5: Reservando carro
Optamos por usar o carro em 3 trechos, para baratear nossos custos.
1. Na Nova Zelândia, partindo de Auckland, queríamos ir para Waitomo Caves e Hobbinton Movie Set. As empresas que vendem os tours para lá cobravam caro e na ponta do lápis saía mais barato alugarmos um carro e dividir as despesas dele e comprar a entrada das atrações direto no site local.
2. Também na Nova Zelândia, para irmos de Queenstown para Wanaka e Tekapo, os ônibus intermunicipais não tinham horários flexíveis e atrapalhariam nossos planos. Na ponta do lápis também saía mais barato o aluguel do carro, facilitando as despesas e o trânsito.
3. Na Austrália, quando decidimos não ficar em Cairns, e sim em Arlie Beach (explicado depois no relato)
* Dica: as estradas têm limite de velocidade máximo de 100km/h. Atenção porque nem sempre existem placas sinalizando a velocidade, e nesses casos pode acontecer de ser parado pela polícia e tomar uma multa, como aconteceu com a gente.
Passo 6: Reservando os passeios
Tínhamos alguns tours a serem feitos com agências, pois não estávamos com carro e etc...
Esses tours foram todos reservados com antecedência, uma vez que tínhamos uma viagem bem apertada e cronometrada, e indo na alta temporada, não dava para arriscar não ter vaga para algum passeio na data que queríamos.
*Dica: muitos passeios, mesmo reservados, precisam ser confirmados com um dia de antecedência.
Muitos lugares fazem a reserva pelo site, sem qualquer transtorno causado pela distância.
Passo 7: O visto australiano
O visto australiano é super burocrático para tirar, mas não difícil de conseguir.
Respire paciência, sente sua bunda na cadeira e prepare-se para responder um questionário gigantesco e para anexar mil e quinhentos documentos anteriormente digitalizados e alguns também autenticados em cartório.
Atenção: se você vai entrar e sair do país, como nós, lembre-se de pedir um visto com múltiplas entradas. Não custa mais caro e te deixa mais seguro com problemas futuros.
Após o pagamento, o visto é encaminhado via e-mail.
Na Austrália, embora não seja exigência, solicitaram a carteirinha de vacinação da febre amarela. Se você tem, é bom levar.
A Nova Zelândia não exige visto para nós brasileiros e nem exigiu nada da vacinação.
Passo 8: Viajar....
Como a viagem foi longa e eu sou detalhista (hehehe) o relato será postado em partes... Aguardem que logo vem o resto...
No feriado de Páscoa viajei com uma amiga que me fez um convite: ir para a Austrália. Em menos de cinco minutos pensei e confirmei minha presença! (sou uma pessoa muito dífícil quando o assunto é viagem!
)
O país não estava na minha bucket list, mas era uma ótima oportunidade de conhecê-lo. Além disso, tinha o desafio de colocar um ponto na Oceania, único continente onde meus pés ainda não haviam pisado.
Desafio proposto, desafio aceito, e lá se foram longos meses de preparação para uma viagem com um total de 21 dias com mais 3 amigas. Coloca cidade aqui, tira cidade ali, coloca Nova Zelândia, tira Nova Zelândia, altera o itinerário, e finalmente chegamos ao roteiro final com as seguintes paradas: São Paulo, Santiago, Sydney, Auckland, Waitomo Caves, Hinuera, Queenstown, Wanaka, Lake Tekapo, Christchurch, Sydney, Brisbane, Fraser Island, Cairns, Airlie Beach, Whitsundays Island, Alice Spring, Outback, Melbourne, Sydney, Santiago, São Paulo!
Ufa! Deu canseira só de listar as cidades...
Parte 1: Confirmando a ida
Compra da passagem pela Lan indo pelo Chile (rota mais curta) com seis meses de antecedência. Com essa antecedência conseguimos um preço “pagável” no trecho que é o mais caro. Paguei R$ 4848,00 com taxas (mas umas amigas conseguiram por um pouco mais barato que eu, em torno de R$ 4500,00). Cada amiga comprou a sua própria passagem, cada uma com um valor diferente, mas todas nessa faixa de preço. Nessa de cada uma comprar sua pasagem, houve desencontro no trecho Brasil / Chile, onde uma amiga foi sozinha.
Parte 2: Casando itinerário
Íamos em 4 amigas, mas uma delas ficaria menos dias. Tínhamos aí o desafio de encaixar a troca de cidades de forma tal que casasse sua data de retorno com nossa troca de cidades. Depois de ficar rodando o mapa, conseguimos! Dessa forma, a Cláudia nos acompanharia até a saída de Cairns. De lá partimos para Alice Spring e ela voltou para Sydney. Deu uma tristezinha desfazer nosso quarteto fantástico! ;-(
Parte 3: Comprando trechos internos – a missão!
A parte mais cara da nossa viagem foram os trechos internos. A Austrália é um país muito extenso e queríamos conhecer o máximo de coisas no tempo que tínhamos. Muitos viajantes optam por viajar pelo país com carros ou campervans, mas essa não era uma alternativa para nós. Então, vamos às passagens aéreas. As passagens internas tinham que ser compradas todas juntas, para que não corrêssemos o risco de, ao virar a tela, não ter mais o preço e/ou assento para a amiga. Pesquisamos e compramos todos os trechos pelo site do skyscanner.
Concentramos as compras em dois cartões de créditos diferentes e depois dividimos as despesas equivalentes.
* Dicas: A JetStar cobra um X a mais por bagagem despachada. Você coloca o peso aproximado que pretende despachar e eles cobram antecipadamente por isso. Como estávamos em grupo, o peso era considerado como total, e não por cada bagagem individual. Ainda bem! rs
A Tiger também cobra um X a mais por bagagem despachada. Mas na hora da compra da passagem não sei dizer se isso não estava claro, se não nos atentamos e comemos bola... enfim, só sei dizer que morremos com AUD$ 90 por pessoa para despachar nossa pequena mochila na hora do check-in!!! Um assalto!
A passagem aérea para Alice Springs é cara! A mais cara de todas! Isso se deve ao fato de que a Qantas monopoliza os voos para lá. Ou seja, não tem alternativa! Vá acompanhando os preços pelos sites que rastreiam passagens para conseguir um preço melhor. Mas já fique ciente que mesmo o preço menor é caro, bem caro! Pagamos R$ 653,00 o trecho, um voo de 2h20 e esse foi nossa melhor cotação, pois chegamos a ver por R$ 1200,00!!!
Passo 4: Reservando hospesdagem
Ficamos em hostels o tempo todo, à exceção de Sydney, onde o Hotel Ibis Budget custava o mesmo preço que o hostel.
Como estávamos em 4 pessoas, foram raras as vezes que pegamos um quarto “compartilhado”, pois geralmente conseguíamos fechar o quarto só para nós.
Procuramos a localização de todos os locais de hospedagem e ficamos sempre bem centralizadas, de forma a ter fácil acesso ao centro / atrações a pé, otimizando tempo e custo.
*Dica: Auckland / Sydney e Queenstown (talvez outras cidades maiores também), cobram hospedagem mínima para a época de ano novo. Esse foi o motivo de passarmos o ano novo na pacata Wanaka.
Passo 5: Reservando carro
Optamos por usar o carro em 3 trechos, para baratear nossos custos.
1. Na Nova Zelândia, partindo de Auckland, queríamos ir para Waitomo Caves e Hobbinton Movie Set. As empresas que vendem os tours para lá cobravam caro e na ponta do lápis saía mais barato alugarmos um carro e dividir as despesas dele e comprar a entrada das atrações direto no site local.
2. Também na Nova Zelândia, para irmos de Queenstown para Wanaka e Tekapo, os ônibus intermunicipais não tinham horários flexíveis e atrapalhariam nossos planos. Na ponta do lápis também saía mais barato o aluguel do carro, facilitando as despesas e o trânsito.
3. Na Austrália, quando decidimos não ficar em Cairns, e sim em Arlie Beach (explicado depois no relato)
* Dica: as estradas têm limite de velocidade máximo de 100km/h. Atenção porque nem sempre existem placas sinalizando a velocidade, e nesses casos pode acontecer de ser parado pela polícia e tomar uma multa, como aconteceu com a gente.
Passo 6: Reservando os passeios
Tínhamos alguns tours a serem feitos com agências, pois não estávamos com carro e etc...
Esses tours foram todos reservados com antecedência, uma vez que tínhamos uma viagem bem apertada e cronometrada, e indo na alta temporada, não dava para arriscar não ter vaga para algum passeio na data que queríamos.
*Dica: muitos passeios, mesmo reservados, precisam ser confirmados com um dia de antecedência.
Muitos lugares fazem a reserva pelo site, sem qualquer transtorno causado pela distância.
Passo 7: O visto australiano
O visto australiano é super burocrático para tirar, mas não difícil de conseguir.
Respire paciência, sente sua bunda na cadeira e prepare-se para responder um questionário gigantesco e para anexar mil e quinhentos documentos anteriormente digitalizados e alguns também autenticados em cartório.
O Blog Quatro Cantos do Mundo ensina direitinho o passo a passo e as dicas para o processo. Clica aqui e dá uma olhada: https://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2013/09/22/como-tirar-o-visto-para-a-australia/
Atenção: se você vai entrar e sair do país, como nós, lembre-se de pedir um visto com múltiplas entradas. Não custa mais caro e te deixa mais seguro com problemas futuros.
Após o pagamento, o visto é encaminhado via e-mail.
Na Austrália, embora não seja exigência, solicitaram a carteirinha de vacinação da febre amarela. Se você tem, é bom levar.
A Nova Zelândia não exige visto para nós brasileiros e nem exigiu nada da vacinação.
Passo 8: Viajar....
Como a viagem foi longa e eu sou detalhista (hehehe) o relato será postado em partes... Aguardem que logo vem o resto...
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