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Olá viajante!

Bora viajar?

Dos desertos da Bolívia ao topo de Machu Picchu - 16 dias com pouca grana e muita aventura

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RELATO MOCHILÃO – BRASIL-BOLÍVIA-PERU – JUNHO DE 2014

 

Penso que todos deveriam comprar passagens só de ida, ao menos uma vez na vida. Você correrá muitos riscos, inclusive encontrar e se encantar com lugares como os descritos nesse relato.

 

Comprei umas passagens assim, de modo que permitissem chegar até a fronteira da Bolívia e de lá rumar ao fabuloso destino Inca, que me encantava pelas imagens da internet. Machu Picchu era o limite até então, mas descobri nessa trip que não há limites quando se deseja profundo!

 

Depois de 3 meses de muita pesquisa e ralação para montar o roteiro, contando com a nobre ajuda aqui do Mochileiros.com, chegou a hora de partir com o mochilão de 15kg e minha “pit bull” (câmera fotográfica) rumo a três destinos chave: Rota do Che, Salar de Uyuni e Machu Picchu.

 

O desconhecido libera uma dose de adrenalina sem tamanho!

 

E "a menos que você conheça as paisagens que eu fotografei, será obrigado a aceitar minha versão delas. Agora, eu os deixo em companhia de mim, do homem que eu era..." (Che Guevara)

 

Então vamos lá. Apesar de mega atrasado, o importante é compartilhar as experiências.

 

O roteiro planejado e o que saiu na real, bem como os gastos estarão no final do relato.

 

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______________________

 

Dia 1: Itaúna - Belo Horizonte - São Paulo - Campo Grande – Corumbá - Quijarro

 

Correria total e muito cansaço. Os voos – BH/SP/Campo Grande/Corumbá – correram bem, com um pequeno atraso para Corumbá, vez que haviam correntes de vento contrários. Mas o que é um ventinho contra, quando se tinha pela frente mais de 5 mil km?? ::mmm:

 

Fiquei encantado com o MS visto do alto. Incrível e inspirador contemplar tantos tons de verde dispostos em geometria perfeita! As alagações do Pantanal são absurdamente intrigantes e mágicas.

 

Chegando em Corumbá quiseram logo me dar uma facada, cobrando R$ 30,00 pelo taxi do aeroporto até a fronteira com a Bolívia. Lógico que recusei, pois me informei e descobri que, há três quadras dali havia um ponto de ônibus. Andei cerca de 10 minutos e paguei singelos R$ 2,40 pela passagem. (Chupem taxistas mercenários!)

 

O Brasil é mesmo uma vergonha! Já adianto que meu patriotismo é abaixo de zero, então não se assustem quando virem por aqui minha indignação com esse país.

Mal havia começado a Copa do Mundo - sim, aquela dos 7x1. :lol: Huauhua, ainda bem que vazei antes do barco naufragar... – e o sistema da Receita e Polícia Federal saíram do ar. E o que rolou?? Mais de 1:20h na fila de espera para pegar a autorização de saída do país. Todos misturados numa fila só; quem entrava, quem saia. Aquela bagunça tipicamente brasileira. Aff... motivo de chacota dos gringos na fila, claro!

 

Bom que na fila já fui me entrosando e conheci algumas pessoas legais. Destaco um casal brasileiro que iria a Machu de motoca; um peruano gente fina demais que vinha conhecer o Rio de Janeiro e um hermano muito gente boa da Guatemala que trabalhava na operadora de telefonia Tigo Bolívia.

 

O Sr. Guatemala, Hector Scobar, ofereceu para guardar meu mochilão no carro dele enquanto esperava na fila, e a partir daí já fui maquinando uma carona com ele, pois o mesmo disse que iria até Santa Cruz.

 

Saí com a mochila e o foco no Machu Picchu, então a forma de chegar até lá era secundária, por isso quando ele ofereceu a carona no decorrer da conversa não pestanejei e aceitei, mesmo com um certo temor.

 

Ele me apresentou um som típico do seu país muito bacana e fomos ouvindo musica colombiana também durante o trajeto. Ele foi o primeiro a se espantar com um brazuca fora da pátria em plena Copa do Mundo! kkkk

 

Como a gasolina dele não daria para chegar até SCLS e os postos de gasolina na Bolívia fecham cedo, ele me deixou no terminal de Quijarro. Mas ainda assim ele fez questão de me ajudar a cambiar uma grana e a comprar a passagem do bus.

 

Minha tese de que se deve confiar nas pessoas até prova em contrário era confirmada com essa experiência. Pessoas boas existem sim, nós é que às vezes pré-julgamos demais!

 

A essa altura do relógio vi que tinha perdido o último “trem de la muerte” em razão do atraso na PF.

 

Comecei a ver que nem tudo que planejamos sai como queremos. E isso aconteceria muitas outras vezes no mochilão. Mas isso é um dos baratos, testa seu senso de criatividade e auto-controle.

 

Enquanto esperava no terminal comi um mega sanduba ótimo e tomei um copão de suco natural do outro lado da rua, por R$ 6,50. Isso mesmo, pelo preço de um copo médio de suco aqui na minha cidade comi uma espécie de x-tudo tomei um copo grande de suco. Estão vendo a diferença com o Brasil aparecendo?? rs

 

Embarquei rumo a SCLS em um ônibus que não acredito até agora que paguei R$ 36,00 para viajar a noite toda em poltrona cama superconfortável.

 

Dica: Verão que durante a saga optei por viajar a noite, pois os ônibus na Bolívia e Peru – 95% - são bons e sempre tem horário a noite, o que ajuda a compensar a diária da hospedagem. Deu pra descansar legal durante a noite enquanto ouvia "sampa no walckman". ::otemo::

____________

 

Dia 2: Santa Cruz de la Sierra (SCLS) – Sucre – quase Potosi...

 

Amanheci em SCLS às 05:00h no terminal Bimodal e ainda estava tudo fechado. Esperei a loja da Tigo abrir, comprei um chip e parti com intenção de ir a Samaipata e Vallegrande. Faria a rota do Che primeiro.

 

Lá não vendiam o chip micro ainda, e fui perguntar a atendente da loja se ela cortava e me deu altas “patadas”... A saída foi pedir ajuda em uma borracharia no caminho para o ponto das vans até Valle. Usei as ferramentas da borracharia e consegui cortar o chip, só que não funcionou... (mais adiante relato melhor os perrengues com a telefonia).

 

Na caminhada matinal que optei fazer por SCLS, percebi o quanto essa cidade é confusa e desorganizada. Sinceramente, terminei meu passeio nela e não consegui entender a sua divisão. Nosso costume no Brasil é o de divisão das cidades por quadras, mas lá não; são anillos, que a principio são “nossas” rotatórias, mas não são, pois existem anillos dentro de anillos...muito doido. Me perdi algumas vezes até encontrar o endereço.

 

Dica: Van sai com destino a Samaipata/Vallegrande quando completa 4 ou mais pessoas da Avenida Omar Chávez Ortiz, nº 1147 esquina com Soliz de Olguin, Residencial Senhor de los Milagros, no 1º anillo, SCLS é estilo metrópole; muitos ambulantes nas ruas.

 

Se a vigilância sanitária da minha cidade fosse lá nas ruas de SCLS fecharia tudo, pois é muita comida preparada e vendida a céu aberto. Não animei encarar, pois meu paladar ainda estava abrasileirado...

 

Dica: Uma experiência boa que tive foi de cambiar dólares na rua em Santa Cruz. Foi seguro e não deu problemas graças a Deus! No decorrer da viagem percebi que foi o melhor preço que encontrei para cambiar em toda a Bolívia. Me arrependi de não ter cambiado mais dinheiro lá. Outra sugestão é levar uns 80% do orçamento em dólar, pois perde menos na troca.

 

Após esperar a vam por mais de 2 horas só apareceram duas hipies argentinas com um cachorro que adotaram no caminho ::otemo:: e o motorista não quis sair com nós três. Não considerou o au au... ::putz::

 

Me desesperei e fiquei decepcionado, pois achei que não daria para cumprir o roteiro, vez que a rota do Che era um dos 3 pontos chave da mochilada.

 

Aí comecei a ver que no mochilão teria que pensar rápido e partir para os planos B, senão não ia romper. Assim, como o próximo destino após o a rota do Che era Sucre rumo ao salar, resolvi antecipar a ida e rumar ao deserto.

 

Nessas duas horas de espera, fui numa espécie de lan house próximo ao ponto das vans, lá ainda tem muitas casas de computador, e me senti voltando no tempo aqui na terrinha...rs. ::sos:: Pesquisei passagens de ônibus e avião até Sucre, e como já tinha lido diversos relatos sobre a carretera ser muito perigosa e os ônibus não serem seguros, preferi ir de avião. Foi um gasto que saiu um pouquinho do orçamento planejado para esse trecho, pois a diferença de valor dessa passagem comprada na hora com o valor que tinha olhado poucos dias antes na internet foi de cerca de R$ 100,00, então compensa reservar antecipado pela net.

 

Peguei um bus por 8bol e segui rumo ao aeroporto Viru Viru, e no caminho os anillos de SCLS me deixavam cada vez mais intrigado, sem contar que o trânsito é coisa de louco mesmo; é gritando, buzinando e passando. Preferencia e direção defensiva lá, sem chance! ::dãã2::ãã2::'>

 

Após tomar um bom lanche no aeroporto com apenas 25bol, embarquei rumo a Sucre em um avião muito grande e lá do alto agradeci por não ter ido de bus, pois quando o avião começou a aterrissar vi o quanto as carreteras eram tensas, muito curvas e de terra. O voo foi rápido e um pouco tenso também, pois passamos por umas turbulências nada agradáveis :shock: .Nem o serviço de bordo deu pra servir durante o voo. ::mmm:

 

Do aeroporto ao centro peguei um taxi por 20bol. Nesse ponto acho – digo acho de propósito pois não tive certeza absoluta, absoluta, até hoje – que aquela teoria do “bom até prova em contrário” se foi, conforme relato no momento perrengue. Sniff

 

(momento perrengue) É que estava com notas de dólar e bolivianos no mesmo bolso da doleira, e quando fui pagar o taxi dei uma nota de 50 dólares achando que era 50 bolivianos e ele me voltou o troco como se fosse em bolivianos. Só fui perceber isso quando dei entrada no hostel e paguei com os 30 bolivianos de troco e chegando ao quarto fui conferir minhas coisas e cadê a nota de U$ 50?? Fiquei meio loucao, até porque U$ 50 representava cerca 400 bolivianos, e com esse dinheiro lá você faz uma festança. Fui remexendo na memória e percebi que tinha passado a nota trocada para o taxista. Mas também foi vacilo meu não conferir antes. No afã de chegar nos locais para conhecer acabei deixando a ansiedade e o deslumbramento tomar conta algumas vezes...

 

Depois do ocorrido é que fui ligar as coisas e vi que ele tentava era me distrair, pois rodou muito comigo no taxi com o pretexto de mostrar a cidade. E realmente me apresentou vários pontos turísticos lá. Ou talvez não, pois pode ter pensado que lhe dei uma gorjeta boa e quis retribuir.

 

(momento perrengue pós-perrengue) A ideia era só passar por Sucre e seguir até Potosi para ficar dois dias, mas quando fui ao terminal comprar a passagem... surpresa!! Estava ilhado na cidade, pois acontecia um protesto de caminhoneiros que bloqueou as estradas de entrada e saída de Sucre. Então tive que pernoitar para tentar sair no dia seguinte, por isso, foi quase Potosi...

 

Sucre é lindíssima! Patrimônio Mundial da UNESCO.

 

A cidade branca é bemmm mais organizada que Santa Cruz, tem lindas praças e jardins, e pelo estilo me lembrou a querida Ouro Preto.

 

Sucre foi onde a Bolívia nasceu, por isso é considerada uma das capitais do pais, sendo La Paz a outra. Sucre abriga o Poder Judiciário e La Paz o Executivo. Por isso denominadas capital constitucional e política respectivamente.

 

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Fiquei no Hostel Alojamento Potosi por 30bol., uma pechincha, porém esse hostel classifiquei como razoável por causa do cheiro de mofo que estava no quarto, mas no cansaço que estava só queria banho e cama.

 

Fui vizinho de uns hippies argentinos e uruguaios bacanas no hostel. Eles ficaram zuando falando que a Argentina ia ganhar a Copa e tals...e foi quase heim. Eles estavam fazendo Cajons para vender e continuar o mochilão deles. Foi inevitável não lembrar do meu Cajon e fazer um som com eles.

 

Sou advogado e a última coisa que queria nessa viagem era saber de processo, escritório, fórum, etc.. Mas quando me dei conta vi que estava hospedado do lado da sede do Poder Judiciario (magnifico por sinal) e justamente na rua dos “abogados”, kkkk, muita coincidência, neimmm... ::ahhhh:: E lá o pessoal dos escritórios trabalham até as 20/21:00h.

 

Sai para conhecer a cidade à noite e fui a um dos mercados típicos de lá. Na Bolívia não tem Supermercados como no Brasil, pelo menos não os vi, e a grande maioria das coisas é vendida em barracas nas ruas ou em mercados, estilo Mercado Central de BH, porém, mais desorganizados.

 

Experimentei a típica comida de lá: chouriço, composto de um sanduba de pão tipo integral com salada e lingüiça. Bom, mas bem apimentado. Tomei um mega suco natural preparado “ao vivo” e quando me levantava para sair a vendedora disse q tinha direito a mais um copo de suco  e tudo isso por, pasmem, 5bol. ::otemo::::otemo::::otemo::

 

(curiosidade) Em Sucre pude perceber, e depois ao longo da Bolívia, que as mulheres trabalham em serviços braçais e em atividades que naturalmente seriam de homens. Vi umas senhoras de boleadeiras enchendo sacos de terra para carregar um caminhão no meio dos homens e sem o menor senso de inferioridade; no mercado também vi muitas mulheres que desossavam animais e picavam carnes. Se tem uma palavra que escolhi para definir as mulheres da Bolívia é: Guerreiras!

 

Comprei lembrancinhas no mercado e uma lhamita de tecido para fazer uma foto lá no salar...hehe

________

 

Dia 3: Potosi – Uyuni

 

Acordei bem cedo e fui direto ao terminal com o coração na mão por causa dos bloqueios nas estradas. Torcendo para que desse para seguir viagem.

 

P.S.: Na noite anterior, enquanto lanchava no mercado, um grupo de brasileiros e argentinos me contara que ficaram presos em Uyuni por 06 dias por causa dos protestos. ::ahhhh::::ahhhh:: Que medo!

 

No bus até o terminal, fui trocando umas ideias com o motorista e ele disse que a previsão de término do protesto era para a próxima terça-feira, ou seja, dali a 4 dias. Fiquei apreensivo, pois se fosse isso mesmo ia matar meu mochilão. ::bad::

 

(dica) A melhor fonte de informação segura que encontrei durante a mochilada foi essa: colar nos motoristas e perguntar, perguntar, perguntar...

 

Chegando no terminal fui informado que o bloqueio persistia, mas que uma determinada empresa de ônibus tentaria fazer o trecho com a opção de transbordo, ou seja, ir até o bloqueio, descer do ônibus e atravessar a pé até o ponto final da paralisação para só então tomar outro ônibus.

 

Topei, pois não tinha outra opção.

 

(Detalhe) Quando se está só no meio do desconhecido é tentar com o que tem, ou voltar pra casa. E outra, mochilar pela Bolívia sem aventura é o mesmo quem nem ir. Isso aprendi aqui no Mochileiros ::lol4::

 

Começaria em breve o maior e mais desgastante treking da minha vida. Seria cerca de 1 hora andando numa altitude de 2.900 metros e com o mochilão nas costas montanha acima.

 

Ao som do The Whoo ::hahaha:: nos fones fui subindo ao lado de uma senhora que carregava um bebe nas costas e uma sacola nas mãos, sem reclamar. Fiquei de cara com a disposição dela e me animei.

 

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No meio do caminho parei e perguntei a um caminhoneiro quando ia terminar o bloqueio e ele disse: “Martes”! Ou seja, a informação do motorista era quente. E se esperasse, ficaria ilhado mais 4 dias e bye bye destinos chave.

 

Venci a montanha e realmente o ônibus estava lá nos esperando. A minha confiança e intuição de seguir viagem, tirar os pés da terra firme, me socorreram e deu tudo certo. Olha quem me deu um olá:

 

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O Che parecia dizer com esse sorriso entre os dentes: “vá em frente que chegará a Vallegrande!”

 

Na subida até chegar aos 3.967 metros de altitude de Potosi, achei que o ônibus não aguentaria subir de tão íngreme que eram as montanhas. E olha que sou acostumado às montanhas de Minas Gerias hein... Só que as montanhas bolivianas são diferentes das nossas, não tendo quase nada de vegetação, e quando encontrada é típica do deserto, um verde queimado e rasteiro.

 

Aportado até Potosi, aos pés daquela montanha de certa forma cruel pala sua história, mas linda e mística, me lembrei da querida São Thomé, minha cidade favorita em Minas, encravada na montanha de pedra.

 

Comprei a passagem para Uyuni e enquanto esperava o bus sai a procura de comida mais pesada, pois até então só tinha lanchado. Optei pelo “almuerzo” completo, que era composto de uma entrada com sopa de macarrão e legumes, e o prato principal composto de arroz, salada e bife de boi ou frango (toro ou pollo), optei pelo boi e me senti em um episódio dos desenhos animados que tem aqueles bifes lindos com aquele ossinho junto. Olha o dito cujo aí no meu prato. ::lol4::

 

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A comida é boa, me surpreendeu. Só não gostei muito do arroz, o que é raro, pois são fã desse grão. Mas nesse prato ele veio bem triturado e amiguinho...

 

As paisagens no caminho são demais, entre montanhas e campos de criação de lhamas e ovelhas. Foi meu primeiro contato visual com as lhamitas, e mesmo de bem longe, já fiquei encantado com elas. Já estava ansioso para ter contato com uma bem de perto, mas demoraria um poquito mas...

 

No banco ao lado estava uma jovem boliviana que puxou papo me pedindo para ver as fotos que havia feito e acabou que fizemos amizade. Ela se chama Vilma; muito gente fina. Deu-me altas aulas e dicas sobre o país dela.

 

O que achei mais legal nesse papo foi quando mencionei o nome das “cholas”, e a Vilma prontamente me corrigu: “cholas não; são mulheres de boleadeiras!”. Ela em explicou que a maioria delas se sente ofendida com o termo chola. Dali em diante tratei de usar o termo correto.

 

Outro “aviso” que ela deu foi quando saquei meu bastão de manteiga de cacau para hidratar os lábios. Ela riu muito e fiquei sem entender, pois estávamos chegando no deserto e estava bem frio também. Daí ela explicou que se os homens bolivianos vissem a cena poderiam achar que era...gay. kkkk. Ri demais. Mas desde então passei a usar o cacau o mais escondido possível.

 

(Dica) Se não levar, e usar bastante cacau ou similar para lá voltará com a boca arrebentada.

 

Da mesma forma que eu estava encantado com a cultura nova que se desbravava, a Vilma também estava muito interessada no Brasil, e me pediu para ouvir as musicas brasileiras que tocava no meu telefone e ver fotos daqui.

 

A essa altura outros 2 jovens passageiros se aproximaram para ver as fotos e ouvir as músicas. Apresentei a eles alguns dos rock’s que dispunha e eles ficaram meio espantados, dizendo que lá não têm o costume de ouvir esse estilo. ::tchann:: Gostaram mais de Engenheiros do Hawaii.

 

(Detalhe) Sai daqui falando no máximo um “hablas español” e morrendo de medo de passar aperto com a Língua, mas fui percebendo o quanto a comunicação é incrível e possível. Lógico que certos termos e palavras não entendia e ficava alguns vácuos nos papos em certos momentos, mas no geral, foi super de boa e voltei com o vocabulário enriquecido.

 

Se aproximando de Uyuni, já no cair da noite, a paisagem muda drasticamente e simplesmente começou a congelar! A paisagem desértica é muito legal.

 

Quando cheguei no destino em Uyuni e desci do ônibus achei que ia congelar de tanto frio que fazia. ::Cold:: O raciocínio estava difícil, pois era altitude elevada e frio demaisssss. Temperatura próxima de zero segundo os termômetros dos hotels que olhei e com previsão de ser negativa durante a madrugada. ::ahhhh::

 

Fiquei no Hostel Vieli, pois tinha água aquecida e estava mais em conta e próximo do centrinho da cidade.

 

Foi o banho quente mais gelado que tomei até hoje. :shock: Minhas mão estavam pedrando. ::Cold::

 

Vesti duas meias; duas calças; três blusas; touca e me cobri com uns 5 quilos de coberta de lã. Não é zueira a quantidade de cobertas. Achei que seria o frio mais intenso que passaria, mas pobre de mim. Uyuni estava apenas começando.

 

______________

 

 

Dias 3, 4 e 5 – Uyuni – Deserto de sal – Deserto de Siloli – Geisers e vulcões

 

Acordei cedo, pois estava muito ansioso para comprar o passeio aos desertos. saí a caça de sol, café e agências.

 

Confirmaram que na noite anterior a temperatura ficou entre -6 a -8. Eita!! Tem razão a agua não esquentar direito.

 

Estava com medo de não achar vaga nos passeios para aquele dia, e meu tempo estava contadinho, mas o que mais encontrei foi oferta de pacotes. Fechei com a Joya del Sur o passeio de 3 dias e 2 noites por 600bol.

 

Como todo produto em qualquer lugar no mundo, encontrei agencias vendendo o mesmo pacote por quase o dobro do que paguei. O negocio é pesquisar muito para não tomar preju!

 

Após fui tomar o desayuno. Comi uma espécie de biscoito de farinha de trigo frito com café. Bom o biscoito; café diferente, aguado e fraco...

 

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Rumei a uma casa de cambio para trocar grana e fui conhecendo a cidade enquanto esperava a hora do passeio começar. Comprei lanches e água para o passeio, bem como a passagem de trem para Oruro. Mas a melhor aquisição que fiz nessa terra gelada foi uma alpaca de lhama e um pacote de folhas de coca. Ambas me salvaram durante a saga. Achava que o tal efeito soroche era bla bla bla, mas que nada. Subiu a serra, falta o oxigênio mesmo e o mal estar ataca. Verão (lerão) nos próximos dias... ::essa::

 

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As 10:00h fui para o ponto de saída e conheci meus companheiros para a jornada. O guia foi o Omar, gente fina. Foram duas alemãs – Tanya e Michelle; duas bolivianas – Pamela e Grace, e dois canadenses – Aaron e Gerrard.

 

O passeio que fechei começou no cemitério de trens, que são carcaças das linhas e vagões que faziam o transporte de cargas entre a Bolivia e o Chile. Achei muito bacana, pois sou mineiro da gema, e como bom minerim, sou apaixonado pelos trens. Rs

 

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Em seguida ingressamos no Salar. Fiquei maravilhado, e quase cego! :roll: Um horizonte perfeito e reluzente. 8)

 

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Uma das minhas paixões é a fotografia, e já pus o pé na estrada ansioso para fazer fotos lá naquele horizonte infinito... Após uns cliques, saímos para conhecer o museu de sal e almoçamos próximo a estatua de sal em homenagem ao Paris Dakar que havia passado por lá. Linda ela!

 

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Tentei a foto em profundidade com a lhamita algumas vezes mas falhou...paciência né.

 

Dali partimos até a Ilha do Pescado ou Ilha dos Cactos Gigantes. Lugar fascinante. Cactos imensos e centenários. Crescem apenas 1cm por ano, sendo que o mais velho tinha na época 12 metros; velhinho ele né?!

 

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Do mirante da ilha é possível ter uma panorâmica incrível do salar. Fotos deslumbrantes claro!

 

Aos pés da ilha deu para fazer a foto com a lhama mais ou menos do jeito que queria. A Tanya fotografa muito bem e após dezenas de tentativas consegui a foto.

 

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Ganhamos chão, quer dizer chão de sal, e saímos a procura de abrigo enquanto o sol se punha devagar, devagar... Sou amigo do sol, já o comtemplei se pondo diversas vezes, mas esse foi um dos mais lindos que testemunhei.

 

“As vezes faz nossa cabeça um par de olhos um por de sol” (Humberto Gessinger, e Eu)

 

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Hospedamos no hostel Los Lipez todo feito de sal, inclusive as camas, achei o máximo. Era organizado. Serviram chá quando chegamos para "esquentar o peito", e mais tarde o jantar com um frango empanado delicioso.

 

Enquanto esperávamos o jantar as alemãs nos ensinaram um jogo de cartas com baralho alemão. Tipo o nosso “burro”. Depois que aprendi só perdi uma. ::lol4::

O baralho é no mínimo inusitado, pois começa do “7” e a carta de maior valor é o “A”.

 

A temperatura caiu drasticamente, sorte que nas camas de sal deve que havia uns 10 kg de cobertas de lã, sem exagero. Além disso entrei no saco de dormir para garantir que não congelaria.

 

Dia 4: Salar de Chiguana; Vulcão Ollague; Lugunas com flamingos; Deserto de Siloli; Laguna Colorada

 

Acordamos às 07:00h e trilhamos no horizonte dos vulcões. Fomos até a fronteira com o Chile e vulcão Ollague, que faz a divisa foi meu alvo de inúmeras fotos. Ele está vivo, e ainda vou visitá-lo mais de pertinho. A paisagem dos vulcões me fascinou muito. Nunca havia visto montanhas tão imponentes.

 

E foi aqui que saltei os 5.870m do Vulcão Ollague...rs. Uma fotos favoritas do mochilão.

 

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O altiplano é maravilha de Deus. Fiquei matutando com podia subir, subir e subir e de repente tudo ficar plano e formar maravilhosas lagunas coloridas.

 

(Momento perrengue) A medida que ia se aproximando das lagunas os flamingos iam dando o ar da graça e beleza. E estava doido para fotografa-los, só que quando os avistei mais de perto fui com muita sede e me ferrei... Atolei os pés num charco de enxofre, sódio e ácido bórico puro, kkkk. Aí o tênis descolou, deu PT! Claro que só fui saber em que estava pisando só depois de conversar com o Omar. ::ahhhh:::lol:

 

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Mas almoçar ao ar livre, tendo à vista, montes, vulcões, lagunas e com os flamingos valeu todo o preço da ansiedade desenfreada.

 

Me enganei achando que o sol a pino secaria meus tênis, meias e calça. Nunca vi isso...o céu límpido, sem nuvem e o sol estalando, porem não esquentava. Em todos os dias nos desertos estive com 1 camisa, 2/3 blusas mais a jaqueta jeans, as vezes 2 calças, além de 2 meias grossas, e ainda assim sentia frio. ::Cold::

 

Não consegui ficar sem touca, alpaca e óculos, pois além do sol e do frio, o vento é constante.

 

Batizei os desertos de “Lugar sem Nuvens”. Se tiver visto umas duas no céu foi muito.

 

O jeito foi calçar os tênis molhados e seguir viagem.

 

Fomos para o Deserto de Siloli, que é considerado um dos mais secos e áridos do mundo, integrando o deserto de Atacama e fazendo divisa com o Chile. Aqui o ponto chave é a Arbol de Piedra, uma bela formação rochosa esculpida pelos ventos de 120km/h sugerindo uma arvore solitária no deserto.

 

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Esse ponto do passeio foi marcante por dois motivos em especial: primeiro porque nunca senti tanto frio durante o dia e com um sol de rachar. Minha cabeça doía muito e quando abria a boca para conversar sentia a garganta congelar. Aliado a tudo isso estava com os pés e meias molhados ainda, o que aumentava mais a sensação do frio intenso...

 

A outra razão foi por ser em pleno deserto o meu primeiro contato com a neve. Confesso que fiquei bobo ao ver a neve “brotando” daquela aridez. Da pra imaginar o grau de frio agora?? Graças a Deus não congelei!!

 

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Ingressamos na rota das lagunas onde os flamingos pareciam multiplicar (e eu achando que não os veria de pertinho, arriscando meus tênis...), sendo o destino final a Laguna Colorada. Criação estupenda de Deus!

 

Todos encantados com o lago multicolorido. As cores variam de acordo com o horário, clima e ventos. Complexo não?! Nesse dia ela nos brindou com vermelho, azul e branco.

 

Após colorir os olhos entramos num parque ecológico a procura de um abrigo. No caminho sinceramente não acreditava que existiria um hotel em um local tão inóspito daquele... e não é que existem alguns. ::otemo::

 

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(Momento perrengue): estávamos a 4.600m de altitude e a falta de ar estava desesperadora, aliada ao frio de enlouquecer e retardar as ideias. A previsão para aquela noite segundo os guias era de -12º. Aqui nem as folhas milagrosas da coca me socorreram. Mentalmente foi o ponto mais difícil da saga. :?:shock:

 

No hotel teríamos energia elétrica por apenas 3 horas – estava mais que no lucro, pois nem acreditava que haveria hospedagem em pleno deserto. Seria o tempo necessário para recarregar as baterias das maquinas e celular e tomar um banho quente.

 

Hahaha, banho quente??? Quanta inocência a minha... a água que diziam ser a “quente” deixou minhas mãos roxas só de escovar os dentes, agora imaginem se entrasse debaixo para tomar banho?? :lol:

 

Eu, e as cerca de 15 pessoas que estavam no hostel não arriscaram.

 

Infelizmente o frio intenso e o efeito soroche me desanimaram muito e nem lembrei de fazer foto para registrar esse hotel/abrigo.

 

Olhava meus tênis molhados e começava a ficar preocupado, pois não tinha levado outro e seria difícil encarar o resto do mochilão com ele ensopado. O jeito foi “assa-lo” no fogão de lenha que aquecia a cozinha do hotel. Kkkk. Foi engraçado, meio vexame eu reconheço, mas na hora era a única alternativa que me restava, e o resultado foi melhor que a encomenda.

 

Para aquecer enquanto esperávamos o jantar tomamos umas duas garrafas de chá mate quentinho. Jantamos bem (uma massa muito boa, tirando as cebolas, claro) e tomamos um vinho para nos recolher, já que o despertar seria às 05:00 da madruga.

 

Foi tensa demais essa noite. A terceira pior no mochilão. Se tiver dormido 2h foi muito. Muita falta de ar, e nariz totalmente obstruído, além dos tradicionais 10 kg de cobertas de lã que me pregavam na cama. Odeio dormir com muita coberta, mas para não congelar tive que “matar esses leões”.

 

Nesse ponto do deserto a ideia era sair de madrugada para fotografar as estrelas, mas...nem tudo que queremos realizamos.

 

Ps.: A segunda e a primeira noite mais terríveis estariam próximas também. afff :|

 

Dia 5: Amanhecer nos Geisers; Aguas termais; Deserto de Dali; Lagunas verde e branca; Vulcão Licancabur; Comunidade Villamar; Vale das Rochas; Comunidade de San Cristobal

 

Acordei às 05:00h, quer dizer, me levantei. Sem luz o desafio foi montar a mochila para seguir, mas o Aaron estava de pé com uma lanterna de cabeça e parecia um poste de iluminação, literalmente, pois mede 2,06m.

 

Dica: levem uma lanterna de cabeça quando forem nessa trip ou outra. É o que vou fazer da próxima vez, pois tem uma utilidade muito boa.

 

Subiríamos mais ainda, a procura dos gêiseres, e no alto dos 4.900m a janela do carro simplesmente congelou, olha aí embaixo:

 

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Ninguém se mexia no carro, e por incrível que pareça eu e Tanya recusamos duas paradaa para fotos sugerida pelo guia. Inédito isso!! Kkk ::Cold::

 

O sacrifício valeu. Ver a terra cuspindo água fervente, lama e vapor é incrível! Tive a certeza que a nossa madre terra é viva e nos brinda com sua gama de formas, cores, vida. O cheiro de enxofre e lama é terrível, mas o espetáculo é bonito!

 

Se com os gêiseres já pirei fico imaginando quando visitar um vulcão em atividade...haha, só alegria!! ::otemo::

 

Aqui fiz uma das minhas fotos favoritas: uma lua ainda imponente duelando com o sol que já raiava.

 

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Descemos um pouco e chegamos às aguas termais. Em cerca de 20 min. de estrada fomos de -12º para os 39º. Muito mística e convidativa a imagem das águas ferventes em pleno deserto gelado.

 

A minha ideia e dos demais do grupo era só molhar as mãos e pés, mas quando experimentamos aquela água quentinha e nos lembramos que estávamos a 3 dias sem banho, mergulhamos totalmente e ficamos curtindo por mais de 1 hora.

 

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Após o revigorante banho fomos rumo a um destino muito aguardado: o Deserto de Dali.

 

Realmente o lugar faz jus a homenagem ao mestre da pintura. Paisagens surreais. Foi a Lua durante o dia mais linda que já vi. Já por volta das 12:00h a dona da noite ainda disputava lugar num céu de brigadeiro com o Sol.

 

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Fizemos altas fotos e tentamos formar a palavra “Bolívia” mas não ficou do jeito que queríamos...mas tá valendo; deu pra dar boas risadas. ::tchann::

 

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No retorno visitamos mais um vulcão e duas lagunas. Porem o grande pesar desse ponto foi não ver a laguna verde, pois estava congelada; se transformou em lago branco. No verão é que ela fica aquele esplendor visto nas fotos. Deu uma vontade de voltar lá no verão... :mrgreen:

 

Voltando a Uyuni, quando achei que meus olhos já tinham se enchido de toda a beleza dos diversos mundos contidos nos desertos, me deparei com um vale lindíssimo, de vegetação colorida e águas cristalinas (parte congelada, rs) onde dezenas de Lhamas pastavam com seus filhotes.

 

Durante a viagem eu e Tanya estávamos quase perdendo o juízo porque não tínhamos conseguido fazer boas fotos das lhamitas e agora estávamos ali, pertinho, pertinho delas; e elas posando para nossas imagens. Simpáticas elas; nem cuspiu em nós. :D

 

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(Dica) Sabe o que tinha de diferente naquele passeio de quase o dobro do preço? Nada! Sendo que o que variava um pouquinho era a comida servida, sendo que os locais, tempo de parada, etc. era tudo igual.

 

Na volta, passamos pelo deserto de pedras com formações rochosas incríveis, tipo essas:

 

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No povoado de San Cristoban, fiz o pit stop para a troca dos pneus, rs. Comprei um kit reparação dos tênis no mercado central do lugar, contendo: 01 gota-gota (cola super bonder) e uma escovinha para dar uma geral no pisante. Comprei também uma maçã gigante e muito doce no pacotão por apenas 7,50bol.

 

Olha que simpática essa construção do povoado:

 

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Observação: sai do Brasil achando que para ir de Uyni a La Paz tinha que passar por Oruro, pois não havia achado relatos de alguém que fez outro caminho. Então, logo que cheguei a Uyuni fui à estação e comprei a passagem de trem a Oruro e de lá iria a La Paz. Só que, durante a saga gelada no deserto, Pamela e Greice me disseram que era possível ir de bus. Fui a estação para tentar devolver e não aceitaram, mas quando me virei, estavam lá para comprar passagens a Oruro a Pam e Greice. Haha, que sorte, salvaram minha pele. Vendi minha passagem a Pam. ::hahaha::

 

A Pamela e Greice são uma simpatia. Me ajudaram a comprar a passagem para La Paz e enquanto esperávamos o horário do ônibus e trem fomos comer algo e optamos por pizza.

 

Na pizzaria pude observar o Brasil na TV através de um jogo da Copa (afff) enquanto aguardávamos a pizza.

 

Pedimos uma pizza metade carne de Lhama e metade de queijo (se não me engana a meméeu acho). A carne é muiiiiito saborosa. Mais leve, menos vermelha comparada a de boi, e bem magra.

 

As meninas são ótimas pessoas e foram companhias formidáveis. Foi o ponto que mais aprendi sobre a Bolívia e ensinei sobre o Brasil. Conversamos bastante sobre questões políticas, sociais, geográficas, turísticas, famílias, enfim, elas mataram muitas curiosidades minhas sobre o país delas e fizeram muitas perguntas sobre o Brasil. Tentaram me explicar sobre os anillos de Santa Cruz, mas mesmo assim não entrou na minha cabeça. Ushauashsa.

 

Fizeram questão de me embarcar no ônibus. Nos despedimos e parti rumo a La Paz as 20:00h com previsão de chegada às 06:00h.

 

 

Gastos até aqui:

 

Corumba/Quijarro = Bus Corumba – Quijarro = R$ 2,40

 

Quijarro/SCLS = Bus Quijarro – SCLS = 100bol.; sanduba+sucão = 18bol; chip Tigô= 10bol.

 

SCLS/Sucre = Avião SCLS – Sucre = 363bol.; banheiro= 1bol; bus de SCLS ate aeroporto= 8bol.; lan house= 1,50bol.; lanche aeroporto= 25bol.

 

Sucre/Potosi/Uyuni = taxi aerop./centro= 20bol. (q saiu por U$ 50,00, sniffff); hostel= 30bol.; lembrancinhas= 30bol.; lanche= 17bol.; transporte dentro de Sucre= 5bol.; desayuno= 15bol.; bus de Sucre a Potosi= 20bol. + taxa de embarque de 2,50bol.; almuerzo, agua e sobremesa (gelado – tipo um sorvete) em Potosi= 16bol.; bus de Potosi a Uyuni= 30bol + taxa de embarque de 1bol; hostel 50,00bol.

 

Uyuni = pacote passeio 3 dias e 2 noites= 600,00bol.; desayuno= 5bol.; alpaca= 30bol.; pacotão de folhas de coca e lanches para a expedição= 20bol.; sol e lua (casamento místico) de recordação para minha janela= 10bol.; lanche= 15bol.; entrada no parque da laguna colorada= 150bol.; agua e balas de coca = 15bol.; kit pit stop e maçã= 7,50bol.; pizza de Lhama= 30bol.; bus a La Paz= 90bol.

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Muito massa as fotos! Principalmente a da senhora com a criança. Cara que sufoco com sua máquina, quando eu fui também passei algo semelhante, quando eu fui visitar o Valle de La Luna em La Paz, deixei a tampa cair no chão da van, mas o tonto aqui achou que havia perdido dentro do Valle, resultado: rodei lá dentro caçando feito um louco, e no final ela estava lá na van.

 

Valeu Edu! kkkk, cara é uma sensação muito doida quando a gente chega nesses lugares mágicos né?! Parece que anestesia os sentidos... Imagino perfeitamente sua apreensão, mas que bom que tivemos sorte. ::lol4::

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Dias 10 e 11: Machu Picchu – Aguas Calientes - Cuzco

 

As opções em Aguas Calientes seria acordar às 04:00h da manhã para subir ao MP caminhando pela trilha ou às 05:00h para tomar o bus. O ônibus custou U$10. Apesar de ser bem carinho esse bus, pelo pouco tempo que roda, optei pelo mesmo, porque o cansaço não me permitiu acordar às 04:00h, meus pés ainda estavam doloridos da caminhada anterior e tinha que preserva-los para as subidas do MP e Montaña, e queria chegar o mais rápido possível. ::hahaha::::hahaha::

Durante toda a caminhada e subida fiquei imaginando o que levou aquele povo a construir essa cidade num local tão estratégico e inacessível. Realmente faz jus ao nome de cidade perdida.

 

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O lance é chegar bem cedinho para comtemplar o nascer do Sol, afinal a referencia de toda essa cidade de pedra maravilhosa foram os astros, principalmente o SOL.

Quando entrei no Santuário antes que o Sol saísse, naquela atmosfera desconhecida e mágica, fiquei muito emocionado e extasiado. Para inteirar fui recepcionado por Lhama linda que fez questão de posar para eu fotografá-la. ::hãã::

 

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Ps.: Pensava que as fotos que via com as Lhamas e o MP de fundo eram montagens. Kkkk, mas tive a certeza de que elas realmente habitam a montanha e são muito dóceis.

 

Adorei os cliques que fiz com o Sol raiando... E realmente os primeiros raios que passam a montanhas de fundo convergem diretamente para a janela de frente do Templo do Sol (na foto, à direita de quem olha). Coisa incrível! Foi um dos templos que mais gostei, pois é muito engenhoso, construído sobre uma rocha bruta, sendo que a outra janela é a referencia para o começo da estação subsequente.

 

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Aneinnn, por 3 dias de antecipação não participei do Inti Raymi - "Festa do Sol" – que aconteceria nos dias 23 e 24 e marcaria o solstício de inverno. :cry:

 

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A visita guiada dura cerca de 02 horas e o guia já deixa claro que o tempo não é suficiente para percorrer todo o lugar, pois é bem extenso, sendo que cada um pode explorar como quiser durante o restante do dia.

 

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Tudo é magnifico e grandioso, então vou enumerar alguns pontos que me fascinaram mais, além do Templo do Sol já mencionado acima:

 

*A Porta do Sol, ou Portal do Sol: quando o sol acaba de romper a cadeia de montanhas ele passará por esse portal. Muito incrível a sincronia. Fiquei boquiaberto com o tamanho, encaixe e formas das pedras dessa passagem, bem como com o seu formato, que se alarga na base, característico dos portais mais importantes da cidade. Esta porta dava acesso ao setor nobre da cidade, onde se encontravam as residências dos governantes.

 

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* Três ventanas (janelas): Outra construção característica da arquitetura inca, concebida com enormes blocos de pedra finamente talhados e encaixados à perfeição. Fica de frente para a Praça Principal. As janelas representariam os três níveis em que os incas dividiam o mundo: o céu (vida espiritual), a terra (vida mundana) e o subterrâneo (vida interior).

 

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* Espelhos d’água: compostos de duas saliências circulares de rocha formando pequenas piscinas no chão. Quando é 21 de junho o sol entra pela janela da direita e reflete no espelho d’água indicando o solstício de inverno. Em 21 de setembro acontece o mesmo, só que no outro espelho, o que mostrava para os incas que a estação havia acabado. Incrível!! Eram usados também como indicadores astronômicos para estudos das constelações e melhores épocas do ano para plantio.

 

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*Templo do Condor: os gênios simplesmente construíram um templo em forma de um Condor de asas abertas, e isso entalhado em pedra e em proporções gigantes. (Sou desenhista, e quem entende de proporção também sabe as dificuldades de se ampliar objetos sem referencia). O Condor era um animal sagrado para os incas, cuja missão, na visão andina, é conduzir os mortos ao céu e fazer a conexão entre deuses e mortais. Essa pedra no solo (miniatura do Templo) representa o corpo da ave.

 

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* Campos de Plantio ou Terraços e Fontes de Água: Esses terraços serviam como área agrícola e davam suporte à cidade e prevenir a erosão do solo por meio de um engenhoso sistema de drenagem. Por isso, ocupam o entorno de toda a montanha em que Machu Picchu está assentada.

Os incas canalizaram um manancial oriundo dos lençóis freáticos de dentro da montanha para abastecer a cidade. Da saída de água original, criaram outras 16 fontes artificiais orientadas em diferentes direções, de modo a contemplar toda cidade. As áreas nobres recebiam fluxo contínuo de água e possuíam canais privativos de deságue.

 

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* Chacana de Pedra ou Cruz Andina: A Cruz Quadrada, como também é conhecida, pode ser traduzida como "escada para o mais alto" (dentre as várias traduções foi a que mais gostei) é uma geometria resultante de observação astronômica. Mas seu maior significado é de apontar a ligação entre o baixo e alto, a terra e o sol, o homem e o Divino e por isso não pode ser vista apenas como um simples desenho arquitetônico ou geométrico.

Eles fizeram metade dela entalhada em pedra, de modo que, quando o sol alcança determinada altura, como na foto, a sombra completa o restante da peça. Demaissssss!!!

 

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*Templo dos Ecos (não sei ao certo se é esse o nome mesmo, pois a memória me traiu, mas se não é, batizei assim): bem lá em cima, a oeste, de frente para as montanhas nevadas e o riacho - que atualmente abriga a hidroelétrica – tem um templo com umas oito janelas abertas para dentro da parede e não para fora. Quando e falava algo lá dentro, essas aberturas nas paredes faz com que dê um eco incrível e todos os pontos da cidade ouvi. É estratégico pois indica o ponto das nascentes de aguas.

 

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Ps.: Se alguém souber o nome correto deixa nos comentários. ::otemo::

 

 

*Bússola de Pedra e "Intiwatana": Fica próximo ao Templo dos Ecos e ainda no lado Oeste de MP indicando perfeitamente o Norte, onde se localiza o "Morro Sagrado". Próximo a ela está a famosa pedra chamada "Intiwatana" que significa = lugar onde se amarra o sol.. Além de servir também como bussola, há várias versões para o uso desta pedra, sendo que alguns dizem que os Incas faziam ali um ritual para amarrar o Deus sol no solstício de inverno para que ele regressasse no verão; outros dizem que utilizavam a pedra como observatório solar e como calendário astronômico, indicando de forma precisa os solstícios e equinócios.

 

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“Maquetes de Pedra”: Existem várias pedras esculpidas de forma a imitar as formações rochosas de fundo no local, como uma espécie de maquetes. Artistas natos! Algumas eram em homenagem aos “Huacas”= Deuses de pedra.

 

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*Formações e cortes dos tijolos de pedra: a forma com que os Incas trabalhavam as pedras do templo é incrível. Não são exatamente quadradas e/ou retangulares, em sua maioria, existindo pedras de 5, 6, 8 lados que encaixavam perfeitamente nas construções. Mas isso não é o mais fantástico; eles tinham que trabalhar as rochas no local de sua forma bruta para depois leva-las a cidade e montar, ou seja, ninjas, pois tinham que pensar a forma antes de esculpi-las. As amarrações também são perfeitas. Gênios da geometria!

 

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Após rodar bastante e conhecer toda a cidade perdida, com exceção da ponte, e fazer muitas fotos (inclusive minha marca registrada, o ponto de equilíbrio, rs) parti rumo a escalada da Montaña MachuPicchu há 3.082m de altitude. No caminho, na troca de fotos, conheci um casal de brasileiros muito bacanas, Rafael e sua esposa, que são do norte de Minas Gerais. Êeee, conterrâneos em MP!!

 

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É uma subida bemmmm puxada! E a grandiosa cidade de pedra ficava pequenina, feito um brinquedinho de montar. A hidroelétrica também ia sumindo com a altura, e fui me situando de quanto é longe de MP e o quanto havia caminhado no dia anterior. E novamente as folhas de coca salvaram a pátria dando aquele fôlego extra!

 

Após 1:40h de subida, venci mais uma montanha. Tirei os tênis e quando toquei os pés na terra as energias se renovaram instantaneamente. Aí foi só comtemplar as maravilhas de Deus...

 

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Desci e aproveitei o MP até os últimos instantes. No finalzinho da tarde voltei ao povoado, jantei, passei um pouco e fui dormir. Cansadoooooooo. Rs

 

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Reservei o dia seguinte para conhecer com calma o Machu Picchu Pueblo. Simpática a cidade. Conheci o Mercado Central, um Parque de Aguas Termais e fui almoçar. A oferta de restaurantes lá é gigante, para todos os gostos e de varias regiões do mundo.

 

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O prato peruano que experimentei foi: sopa de quinoa de entrada, aji de galinha e limonada no prato principal e panqueca de chocolate de postre. Hummm, tudo muito gostoso, tirando a cebola, que não curto. Ggrgs. Tudo isso por 18soles, ou R$ 15,00.

 

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A tardinha me despedi da cidade e não animei voltar caminhando até a hidroelétrica, então fui de trem e lá tomei a van até Cusco. A viagem foi no estilo da ida, com emoção, só que sem o piti do francês. Kkkkk

 

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Gastos: bus de Copacabana a Cuzco= 100bol.; 3soles= agua e banheiro; 350soles= tour de 3 dias e 2 noites com a Inka Vacation Tour; 2soles= desayuno; 20soles= agua e lanche; 20doláres= bus ao Santuário MP; 30soles= jantar; 4,50soles= desayuno; 18soles= almuerzo; 5soles= lanche; 26dolares= passagem trem; 5soles= taxi até o terminal; 10soles= jantar; 50soles= bus de Cuzco a Copacabana.

  • 2 semanas depois...
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Dia 12: Copacabana – La Paz

 

O ônibus que tomei em Cuzco até Copacabana, na minha cabeça e no bilhete, atravessaria a fronteira, mas a vendedora omitiu que ele iria somente até próximo a fronteira, acho que a cidade se chama Yunguyo...Tentei argumentar com o motorista, mas não resolveu, pois o motorista disse que a vendedora que deveria ter me avisado...Ai tive que tomar uma van que parou próxima do bus até a fronteira com a Bolívia, que demorou uns 15 minutos para chegar. ::ahhhh::

 

Detalhe: minhas moedas de soles haviam acabado, então falei na cabeça do motorista do ônibus até ele pagar a minha passagem da van. E ele pagou! Desaforo demais uai!! ::lol4::

 

Dica: todo cuidado é pouco na hora de comprar passagem por lá, pois vendem até um determinado destino, mas o bus não vai até o fim. Tive essa impressão porque o fato se repetiu com um alemão que conheci na volta (estava vindo ao Brasil), e o prejuízo dele foi bemmm maior. Na volta, em Santa Cruz, negociei uma passagem até Quijarro por 70bol., só que venderam a mesma passagem para o alemão por 600bol. ::ahhhh:: e ainda disseram que iria até Corumbá, no Brasil, o que não era verdade, pois seria até o terminal de Puerto Quijarro na cidade fronteiriça. Fiz questão de pedir para ver o bilhete e anotar o nome da empresa: Bolipar ou Bolipal. Muita sacanagem. ::bad::::bad::

 

Vi essa questão do preço diferenciado também no terminal de SCLS, pois a tarifa de embarque é cobrada a mais dos gringos.

 

Saindo de Copacabana fiz questão de me vingar na travessia da balsa e lancha pelo Lago Titicaca kkkk. Quando a balsa chegou e levou o ônibus fiz questão de me plantar na beira do lago e ser o primeiro a entrar na lancha e seguir o bus com os olhos durante toda a travessia e filma-lo. No ônibus também fui um dos primeiros a embarcar, afinal, gato escaldado tem medo de agua fria.

 

Passei o restante do dia em La Paz até que ônibus a SCLS saísse. Visitei o Mercado de las Brujas que fica próximo ao terminal. Meio cabuloso lá. Da uma sensação muito ruim ver as lhamas dessecadas – e partes delas - que ficam expostas em praticamente todas as barracas.

 

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Perguntei a essa vendedora aí da foto para que serviam as lhamas de lá e ela disse ser para sacrifício a Pacha Mama, ou Terra Mãe - uma divindade relacionada com a terra, a fertilidade, a mãe, o feminino.

 

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Gastos: van até a fronteira com a Bolívia= 5bol.; bus até La Paz= 20bol.; lancha= 2bol.; banheiro= 1bol.; taxi até o Mercado das Bruxas= 12bol.; café= 12bol.; almoço= 25bol.; internet e telefone no terminal= 6bol.; agua= 4bol.; bus a SCLS= 120bol.

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Bacana as suas fotos de Machu Picchu, nem preciso mais ir para lá. (só que não rsrsrs). Quanto a sua história dos vinte minutos, é o tradicional "ali de mineiro" que faz qualquer um anda um dia inteiro. ::lol4::

Aquelas "maquetes de pedra" nunca tinha ouvido falar delas, ficam aonde na cidade? ou é pegadinha?

Parabéns pelo relato.

Abraço.

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Bacana as suas fotos de Machu Picchu, nem preciso mais ir para lá. (só que não rsrsrs). Quanto a sua história dos vinte minutos, é o tradicional "ali de mineiro" que faz qualquer um anda um dia inteiro. ::lol4::

Aquelas "maquetes de pedra" nunca tinha ouvido falar delas, ficam aonde na cidade? ou é pegadinha?

Parabéns pelo relato.

Abraço.

 

Valeu HTBS, mas "ao vivo" é ainda mais bonito o lugar. Tipicamente mineiro mesmo...kkkk

As imitações rochosas ficam em varias partes lá, inclusive no caminho da trilha até a Montanha, só que a foto dela não ficou boa ::ahhhh::

Abraço.

  • 3 semanas depois...
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Dia 13 – Santa Cruz de La Sierra e Vallegrande

 

A viagem mais longa na Bolívia foi de La Paz a SCLS. Foram 20horas, entre saída atrasada do bus, pneu estragado no caminho, e muitas paradas. Sem contar a drástica mudança climática. Sai de La Paz com 3 blusas, touca e luvas e acordei assando em SCLS, que tem clima mais tropical. 8)

 

Em SCLS a missão era partir para Vallegrande e fazer a rota do Chê, ou pelo menos, parte dela e assim cumprir o último ponto chave do mochilão.

 

Após rodar bastante em Santa Cruz achei o ponto de onde partem os buses e as trufs, que são uma espécie de mini vans, com destino a Samaipata e Vallegrande.

 

Curiosidade: a relação kmXtempo que estamos acostumados não funciona na Bolívia. Vallegrande estava a cerca de 270km de SC, e como saímos às 17h calculei a chegada por volta das 19/20h no máximo. kkk, sqn. Chegamos às 23:00h, nuuuuu, que estradas viu...putsss!! ::ahhhh::::ahhhh::

 

As carreteras que levam a Valle são tensas demais o que contribuiu para a demora em chegar. A paisagem e o ambiente próximo do povoado é tipicamente rural e interiorano. Os vizinhos estavam sentados nas ruas em voltas de fogueiras e conversando. Me lembrou muito meus tempos de menino, moleques em volta de fogueiras na rua...

 

Conheci Samaipata, cidade por onde passou o guerrilheiro do amor, de passagem, que fica no caminho até Vallegrande.

 

A viagem se tornou bem tensa no final, pois eram só eu e uma boliviana no carro, além dos 2 motoristas, e a moça começou a ficar preocupada com a demora e passou a demonstrar certa tensão, pois o motorista começou a entrar em povoados vizinhos para deixar encomendas... Muita loucura e confiança a nossa!! :shock: Essa moça me chamou de doido, quando disse a ela que estava indo sem reserva sequer de hotel. Kkkk. Me desejou boa sorte e indicou um hotel que não me lembro o nome. Ela se hospedaria em casa de parentes.

 

Ao chegar em Valle, fiquei puto com o motorista, pois me deixou no mini terminal de buses do lugar, lugar muito fora de mão, além do que já marcava 23:00h. Argumentei para que ele me deixasse no centro da cidade pelo menos, mas não resolveu, dizendo que se fizesse isso os motoristas da cidade criaram contenda com ele... O jeito foi romper a pé. Subi procurando o hotel que a moça havia indicado, mas depois de uns 10 minutos ele não deu as “caras”, então me hospedei no primeiro mais simpático que encontrei - Hostel Vallegrnade. Dei sorte, pois era bom.Apaguei!! ::dãã2::ãã2::'>

 

Acordei cedinho e fui explorar o vilarejo. Estava muito ansioso para conhecer a lavanderia onde depositaram o corpo do Chê como troféu. EUA palhaços!!

Encantador o lugar. Pessoas muito amáveis e gentis. Tomei um desayuno no mercado central, foi o mercado mais organizado de todos que fui na Bolívia. Acolhedora a cidade. A que mais curti das que visitei em termos de recepção. ::otemo::

 

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Quando cheguei no local (lavanderia) fiquei surpreso, pois ainda funciona uma Casa de Saúde na frente e a lavanderia fica no fundo, como era na época de vida/morte do Che. Mais no fundo desse terreno tem uma pequena construção onde fizeram um tumulo interno em referência ao Companheiro! No entanto, os restos mortais dele não estão ali, mas num Monsoleo construído também em Vallegrnade.

 

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Quando entrei foi uma sensação muito peculiar e difícil de descrever. Foi emocionante também, pois é muito diferente ver as imagens nos livros e pessoalmente. É mais intenso. E apesar de estar em constante confronto, quer seja físico ou de ideias, o espirito do lugar é de paz. Talvez pela busca do bem comum que o Che perseguia...

 

Não tenho o Ernesto "Chê" Guevara como um ídolo, ícone ou salvador. Admiro! Me identifico muito com as ideias do socialismo que ele carregava, os ideais de ser humano, o inconformismo com a desigualdade, a luta contra os opressores do povo, sua inquietude, as andanças pelo mundo e sua coragem. Além de tudo teve a grandeza de espirito de peitar os EUA, além ajudar a desencadear, lutar e vencer na Revolução Cubana.

 

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As construções estão muito grafadas com palavras e frases de todo tipo e por pessoas de vários lugares do mundo, sendo que as de ordem prevalecem.

 

Após fazer muitas fotos, desci até a praça para conhecer a Casa de Cultura e o Museu Ruta del Che Guevara. Na casa de cultura descobri que não daria para ir até La Higuiera, local onde tem a escolinha em que executaram o Ernesto, pois tinham poucos turistas naquele momento e não daria para completar o veículo. A não ser que pagasse o valor do passeio sozinho. Mas de toda forma não daria tempo em razão da minha agenda, pois de Valle até Higuiera seriam cerca de 8 horas em estrada de terra...tenso. :shock: Descobri porque ele escolheu esses lugares para se esconder: muito inacessíveis! ::essa::

 

No museu fiquei desorientado. É muito material bacana dele e da história das revoluções. Fiquei quase o dia todo e tenho todas as peças e informações do museu fotografados. Hehehe ::otemo::

 

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Comprei minha boina com estrela, hahaha. Explorei a cidade, que tem prédios muito interessantes e uma bela igreja.

 

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Sai na procura do Monsoleo, mesmo o guia da Casa de Cultura tendo me dito que não seria possível entrar pois estava trancado de cadeado e só me levaria lá para que ele abrisse se eu pagasse 60bol kkkkkk, SQN!

 

Como o meu mochilão foi na base do gogó e improviso mesmo, sai procurando o lugar e pedindo informações até descobrir que fica perto do cemitério da cidade, na Avenida Che Guevara. O Monsoleo fica bem deslocado do centro, uns 10/15 minutos de caminhada.

 

Realmente o lugar estava trancado com cadeados...aff. ::putz:: Mas sequer passou pela minha cabeça que não entraria, definitivamente não andaria milhares de km para estar no lugar e não conhece-lo por completo.

 

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Tinha uma casa que fazia divisa com o lugar e até daria para "invadir" o quintal e entrar, mas preferi não arriscar, até porque não sabia o que me esperava do outro lado dessa propriedade...Meu plano então foi passar por dentro do cemitério e pular o muro lá no final, porém este era bem alto e eu estava com a mochila, então não daria. Contudo, como a sorte persegue quem persevera, dentro do cemitério – que por sinal é lindo, com túmulos incríveis e bem elaborados - troquei umas ideias com um senhor deficiente de uma perna, parece ser o coveiro, que perguntou o que eu procurava, ai contei que não entrei no Monsoleo porque estava trancado com os cadeados. Então ele sorriu e disse: passe pela minha casa! :arrow: Kkkk, fiquei rindo a toa, pois era ele o dono da casinha vizinha. ::otemo::::otemo::

 

Entrei de boa pela cerca da propriedade dele e fui ao Monsoleo onde fiz vários registros. Lá também fica o Memorial Ernesto Guevara y sus Guerrilleros e o bosque onde plantaram uma arvore em homenagem a cada combatente morto.

 

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Na saída dei uma grana para o velho como forma de agradecimento, que riu até!! Rs :D

 

Foi uma experiência incrível participar dessa parte da história do socialismo/comunismo que acho tão interessante; pisar onde um dos ícones do movimento pisou, conviveu com os camponeses e morreu valeu mais que anos de aulas de história. ::sos:: Foi tão gratificante quanto conhecer as paisagens dos desertos de Uyuni e Machu Picchu! Modéstia a parte, foi o melhor roteiro que poderia ter feito. Saiu melhor que a encomenda graças a Deus! ::otemo::

 

Ao lado de Sucre, Vallegrande foi a cidade mais preparada para o turismo na minha opinião.

 

Almocei arroz com legumes, frango frito, batatas e banana frita. Muito bom! ::hahaha::

 

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Na volta optei por ônibus em vez da minivan. mais confortável e menos tenso, pois fiquei mais “longe” dos despenhadeiros... kkkk ::hãã::. Cheguei em SCLS já anoitecendo e mais uma vez tive que enfrentar o caos das ruas até o terminal Bimodal. O transito de lá é louco, louco demais no horário de pico. Em alguns momentos achei que o motorista ia infartar, apesar de ele estar com uma bola de folhas de coca na boca para acalmar... ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'>

 

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O bus até Quijarro atrasou bastante, mas embarquei... A oferta de passagens é imensa, e, tendo um bom papo você consegue bons descontos, tipo o meu: de 100 por 70bol. a passagem. ::tchann::

 

Gastos até aqui: bus de La Paz a SCLS: 120bol.; almurzo, agua e postre: 28bol.; bus até o ponto para Vallegrande: 2bol.; hamburguesa: 21bol.; 2bol. agua; passagem de SCLS a Valle: 50bol.; hostel em Valle 30bol.; desayuno: 5bol.; bilhete Museu do Che: 10bol.; boina: 22bol.; gorjeta entrada Monsoleo: 10bol.; almuerzo, água, refri e lan house: 30bol.; bus até SCLS: 30bol.; lanches no caminho: 4bol.

 

Dias 14, 15 e 16 - Puerto Quijarro – Corumbá – Campo Grande – São Paulo – Para de Minas – Itaúna

 

Cheguei a Quijarro quase 07:00h. Mais uma vez economizei uma diária dormindo no ônibus de boa, sem contratempos. Na fronteira, me livrei dos bolivianos remanescentes (dinheiro) e fui para o estresse do dia: mais de 02 horas na fila da policia boliviana...aff.

 

No ônibus até a rodoviária de Corumbá conheci um sujeito muito bacana que trazia consigo umas malas cheias de produtos para vender no Brasil, e quando ele me disse que era peruano e que vivia na Bolívia, comecei a rir por dentro e quase perguntei se ele se chamava Pablo...kkk, muita coincidência com o trecho da música “Faroeste Caboclo” da Legião Urbana: “um peruano que vivia na Bolívia, e muitas coisas trazia de lá; seu nome era Pablo ele dizia...” ::lol4::::lol4::

 

Momento perrengue final: quando cheguei na rodoviária de Corumbá, fui verificar minha mochila para pegar um documento, e o que encontro lá?: o restante do meu pacote de folhas de coca que me acompanhou desde Uyuni. Quase tive um troço de susto, pois realmente me esqueci de retirar. Aí o amigo peruano que vivia na Bolívia, me ajudou a descarta-las numa lixeira (continuo achando até agora que ele era o cara da musica... 8):?::!: ). Atravessei a fronteira sem sequer ser revistado, ainda bem, pois daria uma amolação... ::mmm: Mas de outro lado foi ruim saber disso, pois quem quer trazer e fazer coisa errada passa desapercebido.

 

Porem, não descartei todas as folhas, sendo que guardei umas quatro para guardar de recordação, em um dos bolsos da minha carteira, e embarquei até Campo Grande e de lá para o destino final. Acontece que no caminho, em São Paulo, o ônibus foi parado pela policia para uma revista de rotina. Só que o policial quando passou por mim e viu que tinha uma tatuagem na perna fez aquela cara e já imaginei que encresparia comigo... Não deu outra. Encheu-me de perguntas, pediu para ver todas as minhas tattoos, e quando disse que vinha do Peru e Bolívia o preconceito reinou ainda mais... Achou que eu era um bandido e me revistou, revistou minhas bagagens. Quando disse que era advogado sossegou um pouco, mas mesmo assim pediu para ver minha carteira, onde estava a identidade da OAB... Nuuu, gelei! ::ahhhh:: Lembrei-me das miseras folhinhas que estava carteira... Sei que não era crime e tals, até porque a quantidade era insignificante e o produto nos países que eu estava é vendido como natural, mas até me explicar ia dar uma amolação danada e o ônibus ficaria garrado horas e horas... Para minha sorte ele abriu todos os bolsos da carteira, menos o que as folhinhas estavam. Liberou o busão e a viagem seguiu. ::mmm:

 

O revoltante não foi isso. Foi pagar R$ 236,00 numa passagem de Campo Grande a Belo Horizonte, além dos R$ 98,00 já pagos de Corumbá a Campo Grande! Detalhe: ônibus comuns. Oooo país injusto!!! Com esse dinheiro atravessaria a Bolívia em ônibus super confortáveis!

Essa foi a viagem sem fim. Foram 26 horas até a minha humilde residência. Chegaria ao fim o mochilão, os 03 dias sem banho, o cansaço, e a nostalgia pós viagem começaria... sniff :cry::cry:

 

Gastos até aqui: bus até o terminal Bimodal: 2bol.; banheiro e agua no terminal: 9bol.; jantar e lanches: 39bol.; bus de SCLS a Quijarro: 70bol. (aquele que o alemão pagou 600bol.); taxi até a fronteira com o Brasil: 10bol.; ônibus até a rodoviária de Corumbá: R$ 2,40; lanche: R$ 12,00; passagem até Campo Grande: R$ 98,00; lanche rodoviária Campo Grande: R$ 12,50; passagem CG-BH: R$ 236,00 (que furto!!); demais lanches e almoço: R$ 66,00.

 

ROTEIRO PLANEJADO: MOCHILÃO BRASIL-BOLÍVIA-PERU – JUNHO/JULHO 2014

 

11/06 – Itaúna > BH > SP> Campo Grande > Corumbá>

 

12/06 - Puerto Quijarro > Santa Cruz de La Sierra

 

12 e 13/06 - Samaipata > ValleGrande/La Higuera > Potosi > Uyuni

 

14, 15 e 16/06 - Salar de Uyuni

 

17 e 18/06 – Trem de Uyuni até Ururo(?) La Paz

 

19/06 - Copacabana > Isla de Sol e Luna, Titicaca

 

20/06 – Puno > Cuzco > Aguas Calientes

 

21, 22, 23/06 - Machu Pichu > Cuzco

 

24/06 - La Paz > Sta Cruz de La Sierra

 

25/06 - Puerto Quijarro

 

26/06 – Corumbá > Campo Grande

 

27 e 28/06 – Bonito > Campo Grande

 

29/06 – BH > Itaúna

 

Projeção Total km ida: 5.000km

 

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ROTEIRO REALIZADO: MOCHILÃO BRASIL-BOLÍVIA-PERU – JUNHO/JULHO 2014

 

11/06 – Itaúna > BH > SP> Campo Grande > Corumbá>

 

12/06 - Puerto Quijarro > Santa Cruz de La Sierra > Sucre

 

13/06 - Potosi > Uyuni

 

14, 15 e 16/06 > Salar de Uyuni

 

17/06 - La Paz > Tiahuanaco

 

18/06 - La Paz > Copacabana

 

19/06 – Puno > Cuzco > Aguas Calientes

 

20, 21/06 - Machu Pichu > Cuzco

 

22/06 - Copacabana > La Paz

 

23/06 – Santa Cruz - ValleGrande

 

24/06 – ValleGrande > Sta Cruz de La Sierra

 

25/06 - Quijarro > Corumbá > Campo grande

 

26/06 - Campo Grande > SP > Pará de Minas > Itaúna

 

Total km percorrido ida: 6.000km

 

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Como conclusão final de aprendizado observei e conclui:

 

1 - Todos devem viajar sozinho pelo menos uma vez na vida;

 

2 - Nada permanece igual quando se tem só você mesmo para conversar e refletir;

 

3 - Seguir o nosso instinto funciona demais!;

 

4 - Somos mais corajosos e capazes do que imaginamos;

 

5 – Existem mais pessoas boas do que más;

 

6 - Depois de uma temporada dessas, certamente sua visão de mundo e do ser humano mudam;

 

7 - O encantamento com tudo valeu cada instante de perrengue;

 

8 - Aprender a confiar em todos e a desconfiar de tudo te salvará;

 

9 - Você certamente volta já pensando no próximo mochilão;

 

10 - A Bolívia é linda, seu povo é forte e não é violenta como me pintaram;

 

11- O Machu Pichhu dispensa comentários, realmente. E Cuzco, com seu SOL peculiar, ficará na minha memoria para sempre...;

 

12 - Não vá com conceitos formados. Tire as próprias conclusões;

 

13 - Não esgote os lugares em pesquisas prévias, deixe algo como fator surpresa;

 

14 - O que não deu para conhecer nessa jornada, se conhece em outra, sem frustrações, sem ressentimentos...;

 

15 - Viajar é preciso.

 

16 – Se dizem que impossível, eu digo é necessário

 

E "a menos que você conheça as paisagens que eu fotografei, será obrigado a aceitar minha versão delas. Agora, eu os deixo em companhia de mim, do homem que eu era..." (Che Guevara)

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