Para começar a viagem, já a aventura de nos encontrarmos, já que cada um morava em um canto do Rio de janeiro. Renato, que até ali era certo no passeio, não atendia o telefone de jeito nenhum, por isso o Daniel foi lá para casa, e juntos no carro fomos encontrar com o Granja que vinha no sentido contrário da linha amarela. Depois de muuuuito esperar por ele na saída do pedágio, me aparece o infeliz, suado e cansado. Aparentemente, não é permitido cruzar a linha amarela a pé, e ele foi até o carro ouvindo sermões dos guardinhas que encontrava pelo caminho...
2 horas de viagem depois, chegamos ao parque nacional serra dos órgãos, subindo pela entrada principal, em teresópolis. Pagamos a entrada para quem vai pernoitar (nosso caso), e começamos a subida. Para quem se interessar é melhor reservar antes, pois parece que há um limite de 200 pessoas por dia (100 para pernoite).
Seguem abaixo os custos do parque:
Visitação
Ingresso parte baixa R$ 3,00
Ingresso parte baixa – moradores do entorno R$ 1,50
Estacionamento
Estacionamento de veículos (por dia)* R$ 5,00
Estacionamento de motos (por dia)* R$ 3,00
* estacionamento disponível apenas nas Sedes Teresópolis e Guapimirim.
Camping
Pernoite por pessoa R$ 6,00
Trilhas de Montanha
Bate e volta R$ 12,00
1 pernoite R$ 24,00
2 pernoites R$ 36,00
Cada pernoite adicional R$ 12,00
A trilha até a pedra do sino demora cerca de 4hs, mas como subimos tarde decidimos ir direto para o abrigo (3hs), onde passaríamos a noite. A trilha, apesar de longa, não me pareceu tão íngreme – para quem conhece as trilhas do Rio, achei mais puxada que o Pico da Tijuca, e menos do que a Pedra da Gávea.
Com paradas esporádicas para água e comida (durante o caminho você consegue recarregar sua água), chegamos 3 horas depois ao abrigo, já escurecendo e começando a sentir aquele friozinho característico...
Encontrei jesus
Ao chegar ao abrigo, um chalé ao lado do camping, vimos que a noite seria mais longa do que esperávamos, já que não havia eletricidade e as camas eram beliches de madeira com um colchonete fino por cima só para enganar. Conseguimos uma lanterna emprestada com Jesus (Jesus é o funcionário do parque responsável pelo abrigo, que mora lá em cima metade do mês e é apaixonado por carrinhos em miniatura) e usando a luz do celular para enxergar um mínimo possível conseguimos arrumar nossas coisas e tentar um banho.
Banho Quente: R$ 2,00 o minuto (máx. 5min)
Banho Frio: R$ 1,00 o minuto (máx. 8min)
Depois de uma caminhada longa, resolvi me dar o luxo de um banho quente de 5min (sim, depois de 5min Jesus fecha a água), e tocamos a fazer um panelão de miojo no fogãozinho que havia na cozinha, (segundo a lenda, cujo botijão Jesus leva nas costas por toda a trilha). De barriga cheia e saboreando a água do miojo quentinha como se fosse a melhor sopa das nossas vidas naquele frio infernal, fomos deitar às 22hs, já que iríamos acordar bem cedo no dia seguinte para ver o sol nascer na pedra do Sino.
Para os mais desavisados, fica aqui um conselho: apesar de parecer sensato quando vc está fazendo a mochila, nunca, jamais, em hipótese alguma, deixe de levar suas luvas, saco de dormir, casacos e seja lá o que você tiver para se aquecer só para reduzir o peso na mochila. Se você acredita no Pedro Bial quanto ao filtro solar, então acredite em mim e na sua mãe, LEVE O CASACO, PQ VC VAI PASSAR FRIO!
Como o garotão aqui estava devidamente desprotegido para o frio da madrugada a 2000m de altitude, passei, literalmente, a noite toda tremendo de frio (sério, cheguei ao ponto de colocar os pés dentro da mochila pra ver se aquecia...), numa que foi provavelmente uma das piores noites da minha vida. Meu companheiros de aventura, que também não estavam lá essas coisas em termos de agasalhos, também não conseguiam dormir, e passamos a madrugada toda em reviravoltas nas camas até que resolvemos simplesmente ficar conversando para passar o tempo até a hora de subir para o Sino.
Deus salve o presidente
Às 4:30 da manhã nos levantamos (levantar, não acordar, já que nunca chegamos a dormir), arrumamos nossas coisas e lá fomos nós 3 rumo ao pico, novamente com a ajuda da lanterninha de Jesus e dos celulares potentes. Depois de uns 20min de caminhada chegamos a um platô, onde sentamos para apreciar os primeiros raios de sol no horizonte. Logo se juntaram a nós 2 outros mochileiros, o Ramón e o Marcello, que continuaram conosco o resto da aventura até o Rio. O Ramón segurava o tempo todo uma garrafa de conhaque, e quando perguntei que marca era ele deu aquele sorrisinho - “Presidente. Depois de hoje, nunca mais falo mal do presidente...” – e me ofereceu um gole, para aquecer. Assistimos à base de presidente o resto do espetáculo que era o sol nascendo, as nuvens abaixo de nós formando ondas que pareciam um mar, e subimos para a pedra do Sino. Ali, nos juntamos a mais um grupo que já estava e ficamos descansando e apreciando a vista. A paisagem é sensacional, e descobri que de lá dá pra ver até o cristo redentor e a baía de Guanabara. Depois de algumas horas ali, quando o sol começava a ficar forte, iniciamos nossa jornada de volta para o Rio. Enquanto o Ramón e o Marcello desmontavam sua barraca, pegamos o resto dos nossos pertences no abrigo, nos despedimos de Jesus, e partimos para a longa trilha de volta, com mais de 3hs de descida até o carro.
Apesar do perrengue que eu passei com o frio, recomendo a todos que puderem que façam essa aventura (devidamente preparados, claro). Acho que nem preciso de muito para convencer vocês, vou deixar as fotos falarem por mim...
Pedágio?
Para começar a viagem, já a aventura de nos encontrarmos, já que cada um morava em um canto do Rio de janeiro. Renato, que até ali era certo no passeio, não atendia o telefone de jeito nenhum, por isso o Daniel foi lá para casa, e juntos no carro fomos encontrar com o Granja que vinha no sentido contrário da linha amarela. Depois de muuuuito esperar por ele na saída do pedágio, me aparece o infeliz, suado e cansado. Aparentemente, não é permitido cruzar a linha amarela a pé, e ele foi até o carro ouvindo sermões dos guardinhas que encontrava pelo caminho...
2 horas de viagem depois, chegamos ao parque nacional serra dos órgãos, subindo pela entrada principal, em teresópolis. Pagamos a entrada para quem vai pernoitar (nosso caso), e começamos a subida. Para quem se interessar é melhor reservar antes, pois parece que há um limite de 200 pessoas por dia (100 para pernoite).
Seguem abaixo os custos do parque:
Visitação
Ingresso parte baixa R$ 3,00
Ingresso parte baixa – moradores do entorno R$ 1,50
Estacionamento
Estacionamento de veículos (por dia)* R$ 5,00
Estacionamento de motos (por dia)* R$ 3,00
* estacionamento disponível apenas nas Sedes Teresópolis e Guapimirim.
Camping
Pernoite por pessoa R$ 6,00
Trilhas de Montanha
Bate e volta R$ 12,00
1 pernoite R$ 24,00
2 pernoites R$ 36,00
Cada pernoite adicional R$ 12,00
A trilha até a pedra do sino demora cerca de 4hs, mas como subimos tarde decidimos ir direto para o abrigo (3hs), onde passaríamos a noite. A trilha, apesar de longa, não me pareceu tão íngreme – para quem conhece as trilhas do Rio, achei mais puxada que o Pico da Tijuca, e menos do que a Pedra da Gávea.
Com paradas esporádicas para água e comida (durante o caminho você consegue recarregar sua água), chegamos 3 horas depois ao abrigo, já escurecendo e começando a sentir aquele friozinho característico...
Encontrei jesus
Ao chegar ao abrigo, um chalé ao lado do camping, vimos que a noite seria mais longa do que esperávamos, já que não havia eletricidade e as camas eram beliches de madeira com um colchonete fino por cima só para enganar. Conseguimos uma lanterna emprestada com Jesus (Jesus é o funcionário do parque responsável pelo abrigo, que mora lá em cima metade do mês e é apaixonado por carrinhos em miniatura) e usando a luz do celular para enxergar um mínimo possível conseguimos arrumar nossas coisas e tentar um banho.
Banho Quente: R$ 2,00 o minuto (máx. 5min)
Banho Frio: R$ 1,00 o minuto (máx. 8min)
Depois de uma caminhada longa, resolvi me dar o luxo de um banho quente de 5min (sim, depois de 5min Jesus fecha a água), e tocamos a fazer um panelão de miojo no fogãozinho que havia na cozinha, (segundo a lenda, cujo botijão Jesus leva nas costas por toda a trilha). De barriga cheia e saboreando a água do miojo quentinha como se fosse a melhor sopa das nossas vidas naquele frio infernal, fomos deitar às 22hs, já que iríamos acordar bem cedo no dia seguinte para ver o sol nascer na pedra do Sino.
Para os mais desavisados, fica aqui um conselho: apesar de parecer sensato quando vc está fazendo a mochila, nunca, jamais, em hipótese alguma, deixe de levar suas luvas, saco de dormir, casacos e seja lá o que você tiver para se aquecer só para reduzir o peso na mochila. Se você acredita no Pedro Bial quanto ao filtro solar, então acredite em mim e na sua mãe, LEVE O CASACO, PQ VC VAI PASSAR FRIO!
Como o garotão aqui estava devidamente desprotegido para o frio da madrugada a 2000m de altitude, passei, literalmente, a noite toda tremendo de frio (sério, cheguei ao ponto de colocar os pés dentro da mochila pra ver se aquecia...), numa que foi provavelmente uma das piores noites da minha vida. Meu companheiros de aventura, que também não estavam lá essas coisas em termos de agasalhos, também não conseguiam dormir, e passamos a madrugada toda em reviravoltas nas camas até que resolvemos simplesmente ficar conversando para passar o tempo até a hora de subir para o Sino.
Deus salve o presidente
Às 4:30 da manhã nos levantamos (levantar, não acordar, já que nunca chegamos a dormir), arrumamos nossas coisas e lá fomos nós 3 rumo ao pico, novamente com a ajuda da lanterninha de Jesus e dos celulares potentes. Depois de uns 20min de caminhada chegamos a um platô, onde sentamos para apreciar os primeiros raios de sol no horizonte. Logo se juntaram a nós 2 outros mochileiros, o Ramón e o Marcello, que continuaram conosco o resto da aventura até o Rio. O Ramón segurava o tempo todo uma garrafa de conhaque, e quando perguntei que marca era ele deu aquele sorrisinho - “Presidente. Depois de hoje, nunca mais falo mal do presidente...” – e me ofereceu um gole, para aquecer. Assistimos à base de presidente o resto do espetáculo que era o sol nascendo, as nuvens abaixo de nós formando ondas que pareciam um mar, e subimos para a pedra do Sino. Ali, nos juntamos a mais um grupo que já estava e ficamos descansando e apreciando a vista. A paisagem é sensacional, e descobri que de lá dá pra ver até o cristo redentor e a baía de Guanabara. Depois de algumas horas ali, quando o sol começava a ficar forte, iniciamos nossa jornada de volta para o Rio. Enquanto o Ramón e o Marcello desmontavam sua barraca, pegamos o resto dos nossos pertences no abrigo, nos despedimos de Jesus, e partimos para a longa trilha de volta, com mais de 3hs de descida até o carro.
Apesar do perrengue que eu passei com o frio, recomendo a todos que puderem que façam essa aventura (devidamente preparados, claro). Acho que nem preciso de muito para convencer vocês, vou deixar as fotos falarem por mim...