Antes da minha viagem para o Sudeste Asiático, pesquisei MUITO. Faço isso para todas as viagens, mas entendi por bem pesquisar ainda mais nessa específica, por ser mais exótica. Ao voltar, pensei em fazer um relato completo para retribuir, mas me dei conta de que já existem muitos nesse estilo. Resolvi, então, compilar todas as informações que só fui aprender (ou comprovar) lá, e que (eu pelo menos) não tinha lido em nenhum outro lugar.
Dividirei as dicas em gerais (que valem para todos os países do Sudeste Asiático que visitei) e dicas específicas (Tailandia; Camboja; Cingapura; Hong Long; e Macau).
Quem quiser ver fotos da viagem, tenho postado no Instagram (zecarlosaltomari).
DICAS GERAIS
- CANETA : A primeira dica parece boba, mas poupará muito tempo e dor de cabeça durante a viagem: leve uma CANETA. Nas imigrações de todos os países do Sudeste Asiático, você sempre terá que preencher pelo menos um formulário. E, na maioria das vezes, não há canetas disponíveis para isso. Eu passei sufoco tendo que ficar sempre pedindo caneta emprestada de outras pessoas, o que certamente me custou um tempo extra desnecessário no aeroporto (e quanto antes sair da imigração, mais tempo para aproveitar a viagem...).
- DINHEIRO : parte muito importante -- depende muito das preferências pessoais levar dinheiro, cartão de crédito, de débito, ... O que posso dizer é: salvo no Camboja, em que tudo é dólar mesmo (salvo o que for abaixo de 1 dólar, que, por alguma razão, passa a ser cotado na moeda local -- não estranhe se receber troco em dólar E em moeda local cambojana), você precisará pagar tudo na moeda local. Na minha opinião, a melhor coisa é habilitar o seu cartão de débito do seu banco brasileiro para saques internacionais (a maioria permite). Desse jeito, você pode sacar diretamente na moeda local, com o câmbio daquele dia, e mesmo tenha que pagar o IOF de 6,38 % (combine com o seu banco para saber se ele cobra alguma taxa extra!!), sai mais barato do que levar em dinheiro -- isso porque levar em dinheiro significa que você levará em dólar (nenhuma casa de câmbio do Brasil terá as moedas de lá), e lá terá que trocar novamente para a moeda local. Ora, quando você compra o dólar, você paga a taxa mais alta, e quando você vende, para comprar a moeda local, você vende o dólar por uma taxa baixa, e compra a moeda por uma taxa alta!! Perde-se dinheiro nessa brincadeira, além de se correr os riscos óbvios de furto, roubo...
O que eu fazia era: sacava em um dia tudo o que planejava gastar naquele dia e no seguinte (incluindo alimentação, passeios..), e assim sucessivamente.
Também acho o cartão de crédito uma boa, mas de forma apenas complementar ao saque (para aquelas compras que você não programou ao sacar o dinheiro). Salvo nos ambulantes, a maioria dos estabelecimentos aceitam cartão. Tem a vantagem de você também estar acumulando milhas. Problema: ele tem um risco em épocas de crise econômica, como a atual, pois usa a cotação do dólar do fechamento e do pagamento (caso haja variação). Eu dei muito cartão de crédito, e acabei pagando por esse erro, mas o que só ocorreu por causa da crise atual do Brasil (há anos que isso não ocorria). Cheguei no Brasil com o dólar cotado a 2,86, e minha fatura fechou a 3,41... Logo, por agora, NÃO recomendo o cartão de crédito.
- LÍNGUAS: muito embora os locais do Sudeste Asiático não falem muito inglês (no mais das vezes apenas o basicão mesmo), a língua não chega a ser uma barreira para a viagem. Mas, sim, pode dificultar muito (então prepare-se para ter muito jogo de cintura). Eu queria muito ir, por exemplo, a um templo menos conhecido em Bangkok, que ficava longe de qualquer estação de metrô, e não consegui de jeito nenhum explicar onde queria ir pro taxista. Nesse caso específico de locomoção, uma dica é pedir ao porteiro de seu hotel (ou de qualquer hotel que estiver no seu caminho), que chame um táxi, e explique para o taxista onde você quer ir.
Por conta disso, não recomendaria ninguém ir ao Sudeste Asiático, por conta própria, sem saber se virar em inglês, já que eu, mesmo falando inglês, muitas vezes passava perrengues. Mesmo que os locais não falem inglês, você consegue se virar, nem que seja perguntando para outros turistas.
- REMÉDIOS: recomendo MUITO levar remédios para, pelo menos, enjoo e intoxicação alimentar (conforme indicados por seu médico). Nunca tinha feito isso em viagem nenhuma, mas previ que precisaria, tendo em vista a grande diferença na culinária. E não deu outra. No final da viagem, quando acabava de chegar em Hong Kong, vindo do Camboja, senti-me extremamente enjoado, passando incrivelmente mal. Na hora, tomei os remédios que levei, e repousei. Uma hora depois, já estava melhor, e já parti para explorar Hong Kong! Se não fossem os remédios, com certeza eu perderia muito mais tempo (além de poder ter complicações de saúde mais graves - vá saber).
Pessoal,
Antes da minha viagem para o Sudeste Asiático, pesquisei MUITO. Faço isso para todas as viagens, mas entendi por bem pesquisar ainda mais nessa específica, por ser mais exótica. Ao voltar, pensei em fazer um relato completo para retribuir, mas me dei conta de que já existem muitos nesse estilo. Resolvi, então, compilar todas as informações que só fui aprender (ou comprovar) lá, e que (eu pelo menos) não tinha lido em nenhum outro lugar.
Dividirei as dicas em gerais (que valem para todos os países do Sudeste Asiático que visitei) e dicas específicas (Tailandia; Camboja; Cingapura; Hong Long; e Macau).
Quem quiser ver fotos da viagem, tenho postado no Instagram (zecarlosaltomari).
DICAS GERAIS
- CANETA : A primeira dica parece boba, mas poupará muito tempo e dor de cabeça durante a viagem: leve uma CANETA. Nas imigrações de todos os países do Sudeste Asiático, você sempre terá que preencher pelo menos um formulário. E, na maioria das vezes, não há canetas disponíveis para isso. Eu passei sufoco tendo que ficar sempre pedindo caneta emprestada de outras pessoas, o que certamente me custou um tempo extra desnecessário no aeroporto (e quanto antes sair da imigração, mais tempo para aproveitar a viagem...).
- DINHEIRO : parte muito importante -- depende muito das preferências pessoais levar dinheiro, cartão de crédito, de débito, ... O que posso dizer é: salvo no Camboja, em que tudo é dólar mesmo (salvo o que for abaixo de 1 dólar, que, por alguma razão, passa a ser cotado na moeda local -- não estranhe se receber troco em dólar E em moeda local cambojana), você precisará pagar tudo na moeda local. Na minha opinião, a melhor coisa é habilitar o seu cartão de débito do seu banco brasileiro para saques internacionais (a maioria permite). Desse jeito, você pode sacar diretamente na moeda local, com o câmbio daquele dia, e mesmo tenha que pagar o IOF de 6,38 % (combine com o seu banco para saber se ele cobra alguma taxa extra!!), sai mais barato do que levar em dinheiro -- isso porque levar em dinheiro significa que você levará em dólar (nenhuma casa de câmbio do Brasil terá as moedas de lá), e lá terá que trocar novamente para a moeda local. Ora, quando você compra o dólar, você paga a taxa mais alta, e quando você vende, para comprar a moeda local, você vende o dólar por uma taxa baixa, e compra a moeda por uma taxa alta!! Perde-se dinheiro nessa brincadeira, além de se correr os riscos óbvios de furto, roubo...
O que eu fazia era: sacava em um dia tudo o que planejava gastar naquele dia e no seguinte (incluindo alimentação, passeios..), e assim sucessivamente.
Também acho o cartão de crédito uma boa, mas de forma apenas complementar ao saque (para aquelas compras que você não programou ao sacar o dinheiro). Salvo nos ambulantes, a maioria dos estabelecimentos aceitam cartão. Tem a vantagem de você também estar acumulando milhas. Problema: ele tem um risco em épocas de crise econômica, como a atual, pois usa a cotação do dólar do fechamento e do pagamento (caso haja variação). Eu dei muito cartão de crédito, e acabei pagando por esse erro, mas o que só ocorreu por causa da crise atual do Brasil (há anos que isso não ocorria). Cheguei no Brasil com o dólar cotado a 2,86, e minha fatura fechou a 3,41... Logo, por agora, NÃO recomendo o cartão de crédito.
- LÍNGUAS: muito embora os locais do Sudeste Asiático não falem muito inglês (no mais das vezes apenas o basicão mesmo), a língua não chega a ser uma barreira para a viagem. Mas, sim, pode dificultar muito (então prepare-se para ter muito jogo de cintura). Eu queria muito ir, por exemplo, a um templo menos conhecido em Bangkok, que ficava longe de qualquer estação de metrô, e não consegui de jeito nenhum explicar onde queria ir pro taxista. Nesse caso específico de locomoção, uma dica é pedir ao porteiro de seu hotel (ou de qualquer hotel que estiver no seu caminho), que chame um táxi, e explique para o taxista onde você quer ir.
Por conta disso, não recomendaria ninguém ir ao Sudeste Asiático, por conta própria, sem saber se virar em inglês, já que eu, mesmo falando inglês, muitas vezes passava perrengues. Mesmo que os locais não falem inglês, você consegue se virar, nem que seja perguntando para outros turistas.
- REMÉDIOS: recomendo MUITO levar remédios para, pelo menos, enjoo e intoxicação alimentar (conforme indicados por seu médico). Nunca tinha feito isso em viagem nenhuma, mas previ que precisaria, tendo em vista a grande diferença na culinária. E não deu outra. No final da viagem, quando acabava de chegar em Hong Kong, vindo do Camboja, senti-me extremamente enjoado, passando incrivelmente mal. Na hora, tomei os remédios que levei, e repousei. Uma hora depois, já estava melhor, e já parti para explorar Hong Kong! Se não fossem os remédios, com certeza eu perderia muito mais tempo (além de poder ter complicações de saúde mais graves - vá saber).
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