Olá viajante!
Bora viajar?
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Fiz uma viagem inesquecível para o Rio Grande do Norte no período de 04/04 a 11/04. Lugar maravilhoso!
Logo de início, peço desculpas pela qualidade das fotos, pois foram tiradas de celular.
Primeiro darei os valores, depois o relato e por fim algumas observações.
Vamos às finanças. A viagem foi relativamente barata:
AÉREO RJ X NATAL (c/ taxas, ida e volta) - R$ 360,00 pela Gol.
TRANSFER (aeroporto/ Natal/ aeroporto) - R$ 70,00 pela Natal Transfer.
TRANSFER*(Natal/ Pipa/ Natal) - R$ 80,00 com a Marazul ( à frente conto detalhes desse transfer).
HOSTEL LUA CHEIA - R$ 308,00 (total de 07 diárias com carteira de alberguista HI).
SUGAR CANE HOSTEL (Pipa) - R$ 95,00 (total de 03 diárias).
PASSEIOS:
R$ 125,00 - Buggy nas dunas de Genipabu;
R$ 160,00 - Passeio de Barco All Inclusive em Pipa (chamado de Passeio do Pôr do Sol ou Passeio Gastronômico) e
R$ 8,00 - Cajueiro.
TOTAL: R$ 1206,00
1° dia:
Cheguei no aeroporto de Natal que, na verdade, fica na cidade de São Gonçalo do Amarante por volta das 16:20h. Já tinha reservado o transfer com o pessoal do Lua Cheia. Fiquei aguardando 30 minutos para sair, pois eles estavam esperando outro voo que chegaria 16:40h. Saímos do aeroporto às 17h. Fui a penúltima a ser entregue e cheguei quase 19h no Hostel.
Assim que cheguei no quarto já estavam 3 meninas: uma estrangeira, uma que mora em João Pessoa e uma de Niterói, todas viajando sozinhas. Nos apresentamos e combinamos de ir ao Taverna Pub ( o pub do hostel). Primeiro fui com a menina de João Pessoa, ao Cipó Brasil, pizzaria que fica atrás do hostel. Nos juntamos a uma mãe e seu filho, recém chegado da Alemanha que ela conheceu antes e jantamos lá. Pizza tão gostosa, massa tão perfeita que repetimos.
Mais tarde, fomos para o Taverna Pub com a menina de Niterói. Esta última já conhecia todo mundo do hostel e me apresentou para o resto da galera, além de me chamar para o passeio de buggy no dia seguinte, que aceitei. Nessa galera encontrei meu companheiro de viagem para Pipa que será relatada depois. O Taverna Pub é um espaço muito legal. Nesse dia ( sábado) era tributo aos anos 80/90 com música ao vivo. O atendimento era confuso e não fiquei até o final porque estava difícil ser atendida e estava lotado.
Passeio de buggy nas dunas de Genipabu.
Por volta das 8:30h o bugueiro chegou para nos buscar. Na orla de Ponta Negra é possível encontrar esse passeio mais barato porque não tem a comissão do hostel, mas não tive tempo para isso e fiz a reserva através do Lua Cheia mesmo. Fizemos o passeio com o bugueiro Dino (http://dinobuggy.com.br/). Gostei. Tinha emoção na medida. Nunca tinha feito esse passeio, mas deu para perceber que o motorista era bem responsável, mesmo na hora das manobras radicais achei que era um cara responsável e sabia muito bem o que estava fazendo. Inclusive houve dois incidentes com outros dois ocupantes do buggy e ele foi bem sensível e discreto para resolver o problema causados, sem querer, por esses turistas.
Além das dunas, passeamos por praias, fizemos uma parada em duas lagoas ( Pitangui e Jacumã) e outra numa praia onde um lado é praia e o outro lagoa, antes do almoço. Nos locais onde ele parou era possível fazer lanches, esquibunda, aerobunda e afins. Eu preferi não fazer porque não sei nadar.
OBS: A foto do dromedário está aí, mas não quis andar em cima do animal, fiquei com pena. R$ 50,00 por 30 minutos.
OBS: o buggy precisa atravessar de balsa num determinado lugar, o valor rateado pelos 04 turistas foi de R$ 7,00 cada um, pagos na hora da travessia e só na ida. [/b]
Quando retornei, as outras meninas tinham ido embora e fiquei sozinha no quarto. Após descansar me preparei para jantar e encontrei na área de convivência um rapaz de Porto Alegre que estava na galera do Pub na noite anterior. Puxei papo e me convidei para ir jantar com ele e umas meninas que ele conheceu lá. Jantamos num restaurante libanês uma rua acima do hostel. Muito bom. Todos estavam viajando sozinhos: ele, duas meninas de SP e uma de São Gonçalo-RJ. Descobri que ele ficaria em Pipa no mesmo período que eu e combinamos de nos encontrar lá, já que ambos iríamos no dia seguinte, mas em horários diferentes.
3° dia: Pipa
Antes de viajar, tinha cotado transfer de Natal a Pipa. Os valores eram R$ 60,00 e R$ 90,00 o trecho ( se existissem outros passageiros). Eu sabia que existia o ônibus, mas fiquei com preguiça e decidi pegar um passeio para Pipa e usar como transfer. Valeu a pena porque tinha paradas para fotos e ficou R$ 40,00 mais barato que o valor total do translado mais em conta. Paguei R$ 40,00 reais o trecho em van com ar condicionado (imprescindível). O ônibus era R$ 13,00 no esquema pinga-pinga e não entra no vilarejo, diferente da van. Para mim foi bom, até porque estava com bagagem. Sair direto do Lua Cheia sem ter que aguardar o ônibus no sol foi muito bom.
Meu colega gaúcho foi para Pipa de ônibus e não gostou da experiência. O ônibus estava cheio e demorou muito para chegar. Eu não esquento muito com isso, até porque ando com bagagem leve, mas preferi ter mais conforto e rapidez. Talvez, se estivesse com mais tempo, teria encarado o busão.
Como disse no início, fui com a Marazul. Passeio tipo excursão normal que, na verdade, é um translado com paradas para foto, pois o verdadeiro passeio é vendido na chegada e é à parte.
4° dia: Pipa - Baía dos Golfinhos.
No dia anterior, contratei um passeio que desde que estava no Rio sabia que queria fazer: o passeio do pôr do sol. Se trata de um passeio de barco com open bar, petiscos, almoço e frutas incluídas. Tem duas paradas para banho e termina num determinado lugar para vermos o pôr do sol. Foi a melhor decisão que tomei.
Como já tinha esse passeio marcado e saí tarde do hostel, não aproveitamos muito da praia, pois 12:30h deveria estar no posto da Aventureiro para o passeio. Meu amigo gaúcho também se interessou e conseguiu uma vaga no passeio. Fomos juntos.
O PASSEIO:
http://aventureiropipa.com.br/passeios/praias-da-pipa/
Ótima tripulação, equipamentos de segurança suficientes e em local acessível. Lindas paisagens com duas paradas para banho e, no meu caso, foi possível ver golfinhos.
Para chegar na embarcação, vamos de jangada, todos com coletes salva-vidas. A tripulação ajuda a subir na escuna. Muito tranquilo. Assim que entramos no barco, temos vários petiscos à disposição. As bebidas incluídas: caipirinhas, caipifrutas, refrigerantes, água, sucos (da fruta não de polpa) e cerveja. Depois começam os espetinhos de camarão, frango e peixe. Durante todo passeio todas as opções acima são liberadas. No almoço tivemos um risoto delicioso e frutas como sobremesa.
Após apreciar o pôr do sol, desembarcamos num local na entrada da cidade e uma van nos leva de volta para onde estamos hospedados.
Mais tarde fomos jantar numa creperia, demos uma volta e cada um foi para o seu hostel.
As fotos abaixo foram tiradas de dentro do barco.
Passamos o dia inteiro nessa praia. Lá pelas 14:30h, quando planejávamos ir embora, eis que os golfinhos resolvem aparecer! Ficamos lá até às 16h, quando a maré começou a subir.
Os golfinhos aparecem no local em frente às barracas. Numa área bem central. Já tinha sido avisada disso no dia anterior e a informação se confirmou.
Eles aparecem MUITO perto da praia. Eu, que não sei nadar, fui andando até a água chegar na altura do estômago e dava para ver de perto. Não fui mais porque o mar não é piscininha, tem umas ondas. À noite teve churrasco no Hostel. Fomos ao restaurante "O Tal do Escondidinho", comida nordestina maravilhosa. Comemos uns petiscos divinos e voltamos para o churrasco.
6° dia: Pipa - Chapadão/ Praia do Amor/ retorno para Natal.
Na minha opinião, a melhor praia de Pipa é a Praia do Amor. Mas antes de ir para ela, fui até o final da rua principal e seguindo as placas cheguei no Chapadão.
A vista é sensacional. Andei uns 40 minutos no máximo. Vale ressaltar que foram 40 minutos andando bem devagar, tirando fotos, conversando com as pessoas... Valeu a pena.
Depois, voltei e seguindo as placas fui para a Praia do Amor. Fui pela rua. Tinha uma trilha de terra, mas fui pela rua, passando por um hotel. A gente chega a um estacionamento no meio de umas árvores e temos acesso escadaria para a praia. Escadaria alta, sem corrimão, mas relativamente fácil. Abaixo, na foto da praia dá para ver parte da escadaria.
A praia é maravilhosa! No meio tem ondas e dos lados, piscinas naturais. Água cristalina. Deu para ver peixinhos sem a necessidade de mergulhar ou usar snorkel. Almocei lá e tive que voltar, pois o transfer sairia às 15h. Dava perfeitamente para voltar à pé, mas como queria ficar lá até o último minuto, voltei de táxi. Uma facada de R$ 20,00 ( preço tabelado) por um trajeto curto de carro, mas não tinha mais tempo nem forças para voltar à pé. Me despedi do colega gaúcho que também iria embora nesse dia, mas partiria para Recife. Tomei um banho com calma, fiz o check out e parti. Na volta houve mais duas paradas para fotos e fomos embora.
Cheguei umas 18h no Lua Cheia e só encontrei uma das meninas de SP, o resto tinha ido embora. Combinei de ir jantar com ela, jantamos e depois fomos dormir.
O MAIOR CAJUEIRO DO MUNDO
Fui com a colega paulista ao Cajueiro de ônibus. Não me lembro agora qual foi, mas todo mundo ensina. Foi um passeio legal, mas eu só fiz porque sobrou tempo. Só vale a pena num caso desses. Tinha reservado o passeio para Galinhos nesse dia, mas estava tão cansada para fazer um passeio de 4h ida/ 4h volta, além de já estar muito queimada de sol, que cancelei. Por isso, sobrou tempo. O passeio para Galinhos sairia R$ 80,00 reservado pelo hostel.
Ladeira abaixo depois do Cajueiro tem uma praia: Pirangi. Ficamos numa barraca que não cobrava aluguel. Depois da Praia do Amor , não achei graça naquela praia. Só fiquei na barraca e na ducha. É lá que está a estrutura do Marina Badauê, que leva os turistas para os Parranchos.
Almoçamos lá e voltamos à pé para a feirinha no Cajueiro. Fizemos compras rápidas e voltamos. Ficamos no ponto de ônibus uns 30 minutos. Ao chegar no hostel, por volta das 17h a colega foi arrumar suas coisas, pois iria embora naquela noite e combinamos de ir jantar as 22h. Aproveitei para descer para a orla de Ponta Negra. Bem bonita e pelo menos aquele trecho estava bem policiado. Voltei e no horário marcado fomos jantar. Jantamos no Bar da Bell, se não me engano era esse o nome. No entanto é fácil descobrir: fica ao lado do Cipó Brasil, atrás do Hostel Lua Cheia. PFs a partir de R$ 13,00.
Fiz companhia a amiga paulista até meia-noite, mas seu transfer ainda não tinha chegado. A rua do hostel estava bombando, engarrafada. Era sexta- feira. Como o transfer demorou, me despedi porque no dia seguinte eu que iria embora, mas bem cedo.
8° dia: retorno para o Rio.
Levantei cedo para não perder o café. Meu vôo era às 11:20h, mas eles foram me buscar às 7:45h. Deu tudo certo e retornei para casa.
Observações:
Segurança em Natal: dessa vez, não andei muito de ônibus como costumo fazer quando viajo por aí e fiquei bem restrita a Ponta Negra, principal área turística. Não tive sensação de insegurança, apesar de ver pouco policiamento. Havia mais na orla. Quanto a prostituição próxima ao Lua Cheia, me avisaram que tinha, mas eu não vi. De qualquer forma, as áreas turísticas costumam ser mais policiadas mesmo.
Segurança em Pipa: o vilarejo estava muito policiado. Era ostensivo. Não me senti insegura.
Hostel Lua Cheia: lindo, equipe super profissional, quarto coletivo feminino com banheiro interno. Quarto abafado sem ar- condicionado. Café da manhã razoável, mas suficiente.
SugarCane Hostel: bonito, o dono e sua sócia super solícitos. Hostel com cara de Hostel. Quarto coletivo feminino com banheiro interno e também abafado, apesar de ser espaçoso. Café da manhã razoável também.
Natal Transfer: atendimento simpático, gentil, mas demorado, tanto na ida quanto na volta. O mais barato. Vans novas e com ar-condicionado.
Por fim, o que tenho a dizer é que o melhor da viagem são as pessoas. Graças a Deus, como sempre tem acontecido, tenho tido a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas em minhas viagens e algumas delas continuam na minha vida. Dessa vez não foi diferente, todos os que foram citados aqui continuam a manter contato comigo depois da viagem. É uma maravilha ter oportunidade de vivenciar essas experiências! Quase sempre viajo sozinha, mas nunca fico solitária.
Sei que o relato ficou enorme, mas fiz questão de detalhar o máximo possível, pois é aqui que encontro material para as minhas viagens e quero retribuir dando o maior número de informações. Qualquer dúvida é só perguntar.
Editado por Visitante